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Posts com a Tag Zé Roberto

terça-feira, 26 de novembro de 2013 Seleção feminina, Seleção masculina | 09:25

Descanso em paz e ouro com alerta na Copa dos Campeões

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As seleções brasileiras fecham o ano de 2013 com duas medalhas de ouro. Homens e mulheres do país venceram a Copa dos Campeões. No feminino, a sensação, pelo menos para José Roberto Guimarães, era de poder descansar em paz. Já no masculino, o título tira um certo peso das costas depois de tropeços na Liga Mundial e nas Olimpíadas, mas também vem com um sinal de alerta.

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Seleção feminina sobe ao pódio para receber o ouro no Japão

Seleção feminina sobe ao pódio para receber o ouro na Copa dos Campeões

Algumas frases de Zé Roberto chamaram a atenção durante a competição das mulheres no Japão. Uma delas foi sobre Walewska. A convocação da veterana depois de cinco anos fora da seleção chamou a atenção de todos. Por que o técnico convocou uma jogadora de 34 anos e não deu chance a uma novata, pensando em renovação? Wal ajudou com a experiência dentro e fora de quadra, assumiu o lugar de outra central importante, Thaísa, e cumpriu o seu papel. As palavras do técnico: “Foi importante ela ter vindo e mostrado para essa juventude o significado de vestir a camisa da seleção”. Parece que ela passou bem a sua lição…

Relembre: Waleska reestreia e seleção feminina vence a Tailândia na Copa dos Campeões

Depois, o treinador ainda disse: “Vamos tentar vencer o 5º torneio do ano para fazer dele o ano dos sonhos”. O título veio e, com ele, um desabafo: “Na minha cabeça significa (ouro) descansar em paz. No Brasil, segundo e último lugares são a mesma coisa”. Sim, 2013 foi mais um ano perfeito para a seleção feminina, que venceu Montreux, Alassio, Grand Prix, Sul-Americano e, agora, a Copa dos Campeões. É muito bom manter o embalo assim logo no começo de um novo ciclo olímpico, com renovação, cansaço das jogadoras e tudo mais. E sim, dá para descansar, pelo menos um pouco. O teste mesmo dessa seleção será no ano que vem, com o Mundial. Mas pelo que vem mostrando, tem chance de conquistar o título que falta.

Veja também: Brasil vence o Japão e é bicampeão da Copa dos Campeões

Seleção masculina comemora com o tradicional peixinho o ouro no Japão

Seleção masculina comemora com o tradicional peixinho o ouro na Copa dos Campeões

No masculino, o ouro na Copa dos Campeões foi mais sofrido e, de novo, o time de Bernardinho encontrou a Rússia pelo meio do caminho. Quando o Brasil vai reaprender a vencer os russos nos momentos de decisão? De novo o placar era de 2 a 0 com chance de liquidar a partida. De novo Muserskiy e companhia deram um nó na seleção e viraram. E aqui está o motivo do alerta que escrevi lá no título. A equipe brasileira está bem, mas vem pecado na hora de definir. Foi assim contra a Rússia e o jogo quase se complicou também contra a Itália na última partida do campeonato. Segundo Bruninho, o time teve chance de vencer no terceiro set mais uma vez, mas ficou nervoso.

Leia mais: Seleção masculina leva susto, mas vence a Itália e conquista a Copa dos Campeões

O time masculino também passa por mudanças e os caras novos têm que ter muita cabeça no lugar para aguentar a cobrança de repetir o desempenho de 2002, 2004 e 2010 e recolocar o Brasil no topo. Que isso apareça no Mundial e ganhe força até 2016.

Mas também teve coisa muito boa no Japão. A recuperação de Sidão, por exemplo, depois tanto sofrer com dores e lesões. Logo no primeiro jogo ele foi o maior pontuador! Também vale ressaltar o crescimento de Lucão. Eu o vejo como o nome dessa nova geração, com o saque poderoso e definição no ataque. Na Copa dos Campeões, ele escutou críticas de Bernardinho pelo começo apático. Mas o central cresceu e apareceu. Diante da Rússia, fez cinco dos sete aces do Brasil. No último jogo, marcou 21 pontos. Além disso, o Bruninho e Wallace ainda entraram para a seleção do campeonato. No final, a missão foi cumprida.

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domingo, 2 de junho de 2013 Seleção feminina | 13:34

Título para abrir a temporada da seleção feminina

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Primeira competição da temporada e primeiro título para a seleção brasileira feminina de vôlei. A equipe comandada por José Roberto Guimarães venceu a Rússia por 3 sets a 0 (25/23, 25/23 e 25/22) e faturou o ouro no torneio Montreux Volley Masters. E claro que é ótimo começar um ciclo olímpico com título e sem perder nenhum set na competição!

Divulgação

Festa das brasileiras com título no torneio de Montreux

O Brasil foi para a Suíça renovado e a experiência deu certo. Na primeira fase, sem entrosamento e com muitos erros na recepção, a equipe venceu, mas teve um certo trabalho. Depois, parece ter se soltado em quadra e dominado a situação. Neste domingo, teve que buscar o resultado no primeiro set, mas empatou no final em 20 a 20 e venceu. Em seguida, se manteve firme e fechou os outros sets, com quase um passeio na última parcial.

Veja mais detalhes da final Brasil x Rússia

Agora, com título na mão, o que dizer dessa seleção brasileira? Vocês comentaram por aqui da questão da altura. Sim, esse time ficou um pouco baixo, mas se virou. E tem horas, no bloqueio por exemplo, que nem sempre ser gigante é a resposta para tudo. Tanto que, mesmo mais baixo, o Brasil de novo teve destaque nesse fundamento, com 17 pontos na partida. E no ataque, virou quando entendeu que não valia a pena encarar as jovens grandonas da Rússia.

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E em a atuação individual? O que vocês acharam? Sigo com Fernanda Garay como um dos destaques. A ponteira vem numa crescente desde que assumiu a titularidade lá em Londres, foi a capitã no Montreux e segura. Ela está à vontade em quadra e tem lugar certo nesse novo ciclo. Foi eleita com merecimento a MVP do torneio. Já na outra ponta, Pri Daroit foi bem no torneio. Ela também foi uma segurança na rede e ainda tem a vantagem de contar com um saque que atrapalha a recepção rival. Será que ela conseguiu entrar na briga pela posição?

No meio, Juciely chamou mais a atenção que Adenízia. Pode ser impressão, mas escutava mais o nome dela. E a central, mais uma da ala as baixinhas, mostrou agilidade no bloqueio e colaborou para o time. Pode já ter 32 anos e ainda ser novata na seleção, mas deu o recado.

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Para completar, Monique acabou como oposta. Tandara, com dores no ombro, nem foi relacionada. Ela tem um estilo diferente, não é tanto de pancada, mas também correspondeu. E sua irmã Michelle neste domingo entrou também na posição nas inversões de 5-1. Deu certo, tanto que o Brasil reagiu no primeiro set e embalou para a partida.

Começar com título é sempre bom e Zé Roberto agora é quem precisa decidir quem segue no time, se volta com mais veteranas e como será a seleção daqui para frente!

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quinta-feira, 30 de maio de 2013 Seleção feminina | 16:28

Brasil melhora e vence Rússia em dia de Pri Daroit

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*atualizado dia 31 de maio, às 18h03

A seleção brasileira feminina de vôlei fechou a primeira fase da Mountreux Volley Masters com três vitórias e todas por 3 sets a 0. Talvez no post da vitória de quarta-feira, sobre a China, tenha sido exigente demais querendo ver logo o time mais bem encaixado e errando menos. Mas nesta tarde as brasileiras realmente se mostraram concentradas, entregaram apenas três pontos nos dois primeiros sets e soube se segurar para liquidar a partida na terceira parcial. Boa evolução!

Leia mais detalhes da partida

Zé Roberto repetiu suas titulares, com Dani Lins, Juciely, Adenízia, Fê Garay, Pri Daroit, Monique e Camila Brait. Nos dois primeiros sets, domínio e logo os 25 pontos no placar. Aqueles erros de recepção que incomodaram nos primeiros jogos voltaram a aparecer na terceira parcial e a Rússia, pela primeira vez, liderou o placar. Mas no final, o Brasil colocou uma bola não com Pri Daroit, que fez um ace logo em seguida, se segurou e fechou no erro de saque das rivais.

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Falando em Pri Daroit, foi o dia dela. A ponteira foi a maior pontuadora, com 17 pontos. Ela mostrou regularidade no ataque e está se saindo muito bem nesses primeiros testes. Além disso, tem um bom saque. Lembram dela no Grand Prix do ano passado, aqui em São Paulo, entrando nos finais dos sets e decidindo no serviço?

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Outra que vem agradando é Monique. Com dores no ombro direito, Tandara nem está sendo relacionada para a competição. Entretanto, a oposto do Praia Clube é mais uma firme no ataque, ágil, e bem com as levantadoras. Boa estreia na seleção!

E acho bom também Zé Roberto ter mexido pouco no time. Esse começo de temporada é o momento de testar, claro, mas também vale a pena deixar um grupo em quadra para que elas se entrosem e ganhem ritmo juntas aos poucos. Nesta quinta, a única mudança foi com a entrada de Suellen no saque. O resto ficou igual e o Brasil teve a sua melhor apresentação no torneio.

Que venha a semifinal! A seleção feminina vai encarar a República Dominicana na briga por um lugar na final. A partida será neste sábado, às 13h30 (horário de Brasília). Na outra semifinal o duelo será entre Rússia e Itália.

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quarta-feira, 29 de maio de 2013 Seleção feminina | 20:01

Seleção feminina e o time juvenil da China

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O segundo jogo do Brasil na Montreux Volley Masters foi diante da China, nesta quarta-feira. Só que em quadra, nada daquele time de conhecidas como Yimei Wang. Longe disso. Antes mesmo da partida, Sheilla comentava nas redes sociais: “Detalhe, a jogadora mais velha da seleção chinesa tem 19 anos!!! To velha mesmo!!!”. Pois bem, a rival da seleção era equipe juvenil do país asiático, que usa o torneio como preparatório para o Mundial da categoria. E o resultado foi mais uma vitória para o Brasil, como o esperado por atuar com sua seleção adulta, mas de novo com erros.

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Logo de cara, a China saiu na frente e marcou uns cinco pontos em erros do Brasil. O segundo set, por exemplo, teve algumas viradas no placar. Ok, posso estar sendo exigente demais, mas não dava para esperar mais do time brasileiro, mesmo que no comecinho da temporada, diante de uma equipe juvenil?

O placar foi de 25/19, 27/25 e 25/23. Pri Daroit e Fê Garay comandaram os ataques do Brasil. O bloqueio também fez a sua parte, com 12 pontos contra quatro das chinesas. O Brasil venceu porque, mesmo a esta altura, é mais time e tem técnica. Está sofrendo com erros (21 nos três sets) e com a a falta de entrosamento. Isso vem com o tempo, não tem jeito, afinal, Zé Roberto mexeu um pouco no time. Agora tem de novo Pri Daroit, tem a estreia de Monique, volta de Fabíola…

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Com o resultado, o time nacional está na semifinal e encara a Rússia nesta quinta-feira. Se vencer, fica com a primeira colocação do grupo. Dá para esperar menos erros dessa vez?

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terça-feira, 14 de maio de 2013 Diversos, Seleção feminina, Superliga | 15:48

Amil anuncia Claudinha e líderes já têm suas 'cabeças'

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O Vôlei Amil anunciou nesta terça-feira Claudinha como a levantadora para próxima temporada. Com isso, os líderes da última Superliga fecham as, digamos, cabeças de suas equipes. E acho que fizeram bons negócios.

Divulgação/ZDL

Claudinha é a nova levantadora do Vôlei Amil

O time de Campinas era justamente quem precisava de uma mudança. Zé Roberto apostou em Fernandinha, mas ela poderia ter mostrado mais. Ela sofreu com uma antiga dor nas costas e lesões e nem pode atuar em toda a temporada e, em alguns momentos, pecou nas decisões em quadra, sendo um pouco previsível. Pri Heldes entrou, e bem, em seu lugar, mas ainda é muito nova para assumir o time, apesar de ter futuro. Agora chega Claudinha.

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A ex-levantadora do Minas também é jovem, tem 25 anos, mas tem feito boas Superligas. Ela é habilidosa e ao mesmo tempo passa segurança em quadra e deve dar uma cara nova ao time. Além disso, terá dupla jornada para mostrar o trabalho a Zé Roberto, em Campinas e na seleção. Boa chance para dar um salto na carreira.

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Essa semana também foi de anúncios de renovações na Unilever. Seguem no time Sarah Pavan, Valeskinha e, já que o assunto do post são levantadoras, Fofão. Aos 43 anos ela vai para mais uma temporada e ainda comandando a equipe com aquela tranquilidade aparente que lhe é peculiar. É um exemplo a ser seguido e deve mesmo se manter em quadra enquanto o físico lhe permitir.

Sollys/Nestlé e Sesi, que completaram os quatro primeiros na temporada 2012/2013 já haviam renovado com suas levantadoras e também acertaram. Fabíola, além de ter conquistado a torcida, fez duas excelentes temporadas no Osasco, enquanto Dani cresce em Londres e ainda pode ajudar o time da capital.

Cabeças definidas, agora é seguir a movimentação nas outras posições! Gostaram dos negócios até aqui?

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segunda-feira, 29 de outubro de 2012 Diversos | 11:51

37 vitórias e final em outro seleção x Zé Roberto

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Divulgação

Festa do Sollys/Nestlé diante do Pinheiros na semifinal do Paulista

O Sollys/Nestlé fechou no final de semana a série semifinal com mais uma vitória sobre o Pinheiros (novamente por 3 sets a 0) , como era o esperado. Com isso, o time de Osasco chega à final do Campeonato Paulista com uma série de 37 jogos invicto. E na decisão, terá pela frente o Vôlei Amil, equipe de Campinas comandada por José Roberto Guimarães.

Será mais um confronto entre a seleção brasileira, já que o Sollys conta com Sheilla, Jaqueline, Thaísa, Adenízia e Fernanda Garay, e o técnico do time nacional. Assim como nas classificatórias do estadual, as pupilas são favoritas em relação ao comandante.

A equipe de Osasco está muito bem entrosada e em forma com titulares e reservas. No segundo jogo semifinal, Karine e Ivna entraram nos lugares de Fabíola e Sheilla, por exemplo, e deram cara nova ao time. No Mundial foi a mesma coisa. No único jogo em que perderam um set, contra o Rabita Baku, as reservas entraram e, apesar da derrota, pelo menos encostaram no placar e deram ânimo ao elenco para seguir na partida.

Do outro lado, o conjunto de Campinas pode contar com a experiência de Walewska ou Fernandinha, mas é uma equipe um pouco baixa e pode ter problemas diante do bloqueio rival.

É esperar para ver. Será que Zé Roberto e companhia acabam com essa série invicta do Sollys/Nestlé? Ou o time de Osasco volta ao topo do Paulista? A decisão começa no dia 4 de novembro (domingo), em Campinas, às 21h. Depois, as equipes duelam em Osasco, no dia dia 7 (quarta-feira), às 20h30. Se necessário, o último jogo será no dia 11 (domingo), às 13h, novamente em Osasco.

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sexta-feira, 14 de setembro de 2012 Diversos, Seleção feminina | 11:35

Zé Roberto é um ídolo com superstições e pés no chão

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José Roberto Guimarães é dono de três medalhas de ouro olímpicas e infinitas histórias para contar. Em quadra, é um cara que já foi mais estourado que Bernardinho, como diria meu colega de iG Marcelo Laguna. Agora, normalmente tem uma voz serena e sabe ‘dar a mão as atletas’. Além disso, é supersticioso de carteirinha, devoto de Santa Edwiges e nem se vê como um ídolo no esporte.

Zé Roberto - Arquivo pessoal

Zé Roberto fez o Caminho de Santiago de Compostela depois do ouro em Londres

Conversei com ele nesta semana para uma matéria para o iG sobre as suas manias e para que ele contasse como foi percorrer pela segunda vez o Caminho de Santiago de Compostela (veja o especial com o treinador). O papo ajudou a conhecer um pouco mais o treinador e separei um pouquinho aqui para o blog.

Mesmo com o currículo de títulos, Zé Roberto não se vê como ídolo. Mas ele tem os seus próprios ídolos, no esporte e fora dele. “Tem o Senna e no futebol é o Pelé. Na música é o João Carlos Martins, o maestro. Ele é um monstro para mim, como pessoa, como exemplo de perseverança, se superação, de ser humano. Ele é fantástico”, disse.

“Mas eu não me vejo assim. Eu me sinto honrado, acho que isso foi uma missão que eu tive (ter ganhado as três medalhas) e eu agradeço a Deus por ter estado nesses momentos. Eu vejo essas pessoas (meus ídolos) de uma maneira diferente. Acho a história deles demais. Acho que eu fiz é muito pouco perto do que eles fizeram. Eu me sinto feliz, mas vamos lá, eu ainda tenho muita coisa realizar”, completa.

E depois de tantos anos em quadra, não é simples apontar um jogo inesquecível. Ele cita alguns. “Teve a semifinal de Barcelona, final contra os Estados Unidos, o jogo da semifinal em 2004, o jogo contra a China em 2008 e esse jogo da Rússia em 2012, principalmente esse da Rússia”, afirmou, lembrando da partida as quartas de final em Londres, quando o Brasil salvou diversos match points, fechou o jogo e avançou para conquistar mais um ouro.

Zé ainda lembrou da mudança da postura em quadra em Londres. E mais uma vez, minimizou a sua participação e manteve os pés no chão. Segundo as jogadoras, ele poderia dar a mão ou apenas cobrar ali na primeira fase, quando a seleção estava quase fora das Olimpíadas. Ele foi para a primeira opção. “Em nenhum momento eu achei que não fosse dar certo, mas queria entender o motivo de não estar dando certo em quadra. Elas estavam treinando bem, estava tudo tranquilo e eu não entendia porque a gente não estava ganhando. Tudo bem, perder para os Estados Unidos faz parte, mas perder para a Coreia…”

E aquele jogo foi a virada. Como todos sabem, a equipe fez uma reunião depois da derrota e se uniu ainda mais. “Senti nelas uma situação de desconforto enorme pelas derrotas e pela baixa estima que o time estava naquele momento. Todos nós sentimos que havia necessidade de mudar completamente. Conversei com várias pessoas, mas foi principalmente de mim para mim mesmo”, explica Zé Roberto.

“Acho que a virada nos Jogos não foi por causa da minha mudança, mas por causa da mudança de todo o time, da comissão técnica, das jogadoras. Cada oportunidade que aparecia o time crescia e acreditava mais”, continua o treinador.

Esse é um pouco de Zé Roberto. Tem gente que pode reclamar das convocações, dos cortes, das escolhas das jogadoras da seleção. E não estou aqui para jugar se ele é o melhor técnico ou não. Mas não tem como ignorar os três ouros conquistados nas Olimpíadas e os outros títulos. Falta um Mundial com o Brasil para completar a lista. Ele ainda disse que tem vontade de seguir na seleção, além de comandar o Vôlei Amil. Vamos ver qual será o próximo passo.

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quinta-feira, 13 de setembro de 2012 Diversos | 10:29

Entrosadas x novatas e um Zé Roberto incomodado no clássico

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Sollys/Nestlé x Vôlei Amil

Sollys/Nestlé foi bem no bloqueio e na virada de bola para vencer o Vôlei Amil

A noite de quarta-feira foi de clássico no Campeonato Paulista. De um lado, o Sollys/Nestlé, atual campeão brasileiro. Do outro, o Vôlei Amil, time criado nesta temporada e que tem no comando José Roberto Guimarães. E no duelo entre quem está mais entrosado e quem acabou de se formar logo no começo da temporada, venceu o entrosamento, com folga.

O time de Osasco fez 3 sets a 0 para cima das rivais de Campinas (25/18, 25/23 e 25/17), em 1h18min. A equipe é a base da seleção brasileira, já que conta com Thaísa, Adenízia e Jaqueline, além de Fabíola e Camila Brait, que passaram pelo time nacional, e Sheilla e Fernanda Garay, que chegaram na última janela de mercado. O elenco de Campinas tem experientes como Fernandinha, Walewska e a cubana Daymi Ramires, sem falar no técnico Zé Roberto no banco. Mas a diferença foi que o Sollys/Nestlé, mesmo no começo da temporada, já está ‘redondinho’ e sabe jogar junto. Já o Campinas tem potencial, mas ainda está de conhecendo.

E esse ‘saber jogar junto’ fez a diferença, como é o esperado. O Sollys trabalhou com a bola na mão e pode usar e abusar das bolas de meio com Thaísa e Adenízia. Além disso, com fez vários pontos no bloqueio, principalmente no primeiro set. A virada de bola com Sheilla, Fê Garay e Jaqueline também funcionou. O Vôlei Amil ficou atrás em todos os sets e ainda precisa se encaixar mais em quadra. Já o Sollys tem que diminuir os erros de ataque, mas deve aproveitar que já começa a temporada um passo a frente dos rivais.

E Zé Roberto ainda viveu uma situação, digamos, desagradável em quadra. Em conversa ao iG e ao Mundo do Vôlei na tarde de quarta-feira, ele comentou um incômodo por enfrentar as ex-comandadas da seleção. “É ruim, é muito duro. Eu não gosto. É uma sensação muito difícil. Mas tem que jogar e cada um vai tentar fazer o melhor pelo seu time. Tem que saber separar. Uma coisa é dentro da quadra e outra coisa é fora. A gente tem que manter o respeito nos dois recintos. Lá dentro a gente vai fazer tudo pela nossa equipe. Depois acaba o jogo e é vida que segue e tudo fica dentro da quadra.”, comentou.

O técnico já havia ‘sofrido’ na rodada anterior, na vitória sobre o Sesi, que contava com Dani Lins, Tandara e Fabiana. E sabe que, agora de volta a um time brasileiro, passará por isso muitas e muitas vezes.

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quarta-feira, 5 de setembro de 2012 Diversos | 11:03

Estreias e reforço confirmado no vôlei feminino

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Sheilla - Divulgação/Sollys

Sheilla fez seu primeiro jogo no Sollys/Nestlé e ficou um set em quadra

A terça-feira foi de estreias e de um reforço confirmado para times femininos de vôlei. Jogando em casa, o Sollys/Nestlé viu Sheilla em ação pela primeira vez a camisa do clube. Também em casa, o Vôlei Amil contou com a presença de José Roberto Guimarães pela primeira vez em uma partida. E no Rio de Janeiro, a Unilever acabou com o mistério e confirmou o que todos já esperavam: Logan Tom é mais um reforço para a temporada.

Primeiro, as estreias. Ainda é muito cedo para falar como Sheilla vai se sair no Sollys/Nestlé. O time estreou no Campeonato Sul-Americano com vitória por 3 sets a 0 sobre o Club Deportivo Venezuela com facilidade, em menos de uma de jogo. A oposta atuou no primeiro set e ainda recupera o ritmo de jogo após a folga depois das Olimpíadas de Londres e tenta se livrar de dores no joelho. Valeu para que a jogadora comece a entrosar com as companheiras, mas não dá para fazer muita coisa diante de um rival mais simples do que apenas se soltar em quadra.

Dê sua opinião: Sollys/Nestlé será o ‘supertime’ da temporada?

O Sollys/Nestlé também já colocou em quadra a ponteira Fernanda Garay, mais um reforço para a temporada. Falta ainda ver Jaqueline de volta às quadras. Como todas já atuaram com a levantadora Fabíola na seleção e o time se manteve quase o mesmo da temporada passada, quando também teve Karine como reserva na armação de jogadas, entrosamento não deve ser problema. Mas só vai ser possível ver se o time no papel deu certo em quadra mais para frente, nos jogos mais complicados do Paulista, por exemplo, porque no Sul-Americano a equipe de Osasco deve sobrar.

Zé Roberto/Divulgação

José Roberto Guimarães acompanhou vitória do Vôlei Amil no Paulista

Aproveitando para falar do Paulista, o Vôlei Amil venceu a segunda partida no torneio, com 3 a 1 para cima do Pinheiros. Depois de perder o primeiro set, a equipe passeou nas outras parciais e logo liquidou o jogo. José Roberto Guimarães acompanhou o time pela primeira vez, mas não ainda como técnico. Ele assistiu ao jogo da quadra, mas quem comandou ainda foi  Paulo Coco. Os dois tem um longo histórico juntos, mas se teremos que esperar para ver a cara de verdade do Sollys, também teremos que esperar para ver o elenco de Campinas com o jeito de Zé Roberto. Será que a mescla de experientes e novatas que ele buscou na montagem da equipe vai dar certo na temporada? Quando Vôlei Amil e Sollys/Nestlé duelarem no Paulista será possível ter uma mostra…

E para completar, desde as Olimpíadas de Londres todos tratavam Logan Tom, vice-campeã com os Estados Unidos, como reforço da Unilever. O time carioca confirmou a ponteira apenas na terça-feira. Vai ser uma ajuda e tanto para Fabi no fundo de quadra. E vocês devem lembrar de alguns sufocos que o time de Bernardinho viveu na temporada passada, com Mari e Régis como ponteiras e também tendo que passar. Para piorar, com Natália ainda em recuperação, não restavam opções no banco para mexer. Agora, além de ter Natália jogando de novo, contará com a norte-americana para garantir volume de jogo no fundo, ou seja, um problema a menos. E já tem quem aponte o time como favorito para a temporada, como o leitor Leonardo.

E para você, quem contratou melhor? Quando as equipes ficarão “redondas”? Deixe seu recado!

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quarta-feira, 29 de agosto de 2012 Diversos, Superliga | 20:47

Sollys/Nestlé é o "supertime" da temporada?

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O Sollys/Nestlé apresentou, nesta quarta-feira, a equipe para a temporada 2012/2013 do vôlei nacional. Além de manter a base atual campeã da Superliga, o time ganhou os reforços de Sheilla e Fernanda Garay. Olhando o elenco no papel, já dá para falar que a equipe de Osasco é o “supertime” desta temporada?

Apresentação do Sollys/Nestlé para a temporada 2012/2013

Apresentação do Sollys/Nestlé para a temporada 2012/2013

Nomes para sustentar esse status o Sollys/Nestlé tem, sem dúvida alguma. E ter mantido a base que deu certo no ano passado é sempre bom, para qualquer equipe. Em 2011/2012, Fabíola se entrosou e foi bem ao lado de Adenízia e principalmente de Thaísa, por exemplo. Jaqueline ajudou no passe e Camila Brait se destacou como líbero. Para completar, Hooker entrou dominando na rede.

Leia também: Sheilla revela ‘pressão’ das companheiras antes de acertar com o Sollys/Nestlé

Agora, Sheilla assume a responsabilidade da virada de bola, já que a norte-americana foi para o voleibol russo. Na ponta, Fê Garay fica com o lugar dividido por Ju Costa (que está no Azerbaijão) e Tandara (novidade do Sesi, mas falo disso daqui a pouco). Com isso, o time troca uma excelente oposta por outra que cresceu, e muito, nas Olimpíadas e voltou a ser decisiva para a seleção brasileira. Do outro lado da rede, conta com mais uma atleta destaque em Londres, que está melhorando também no fundo e tem potência no ataque. Ou seja, boa base já acostumada a jogar junta com uma bela combinação de novidades.

O Sollys/Nestlé se armou muito bem, mas acho que ele não estará sozinho na temporada. A Unilever, por exemplo. Perdeu jogadoras como Sheilla, Mari (vai jogar no Fenerbahce) ou Fernanda Venturini (aposentada, mais uma vez). Mas conta com Fofão, levantadora que ficou um ano sem time, mas que tem uma bagagem que dá segurança a qualquer elenco, além de ter mantido Natália, Régis, Valeskinha, Juciely, Amanda e Fabi. Ou seja, a base continua aí. E ainda contratou a canadense Sarah Pavan e falta a chegada de Logan Tom, um reforço e tanto de uma atleta que garante volume de jogo e experiência. O time ainda não relaciona a norte-americana em seu elenco, mas todos já dão a contratação como certa.

A equipe não deve, nesta temporada, ter o problema de falta de jogadoras como no ano passado. Mari não estava em bom momento e Natália estava machucada. Com isso, Bernardinho acabou muitas vezes sem opção de troca. Agora, pode ter perdido uma atleta decisiva como Sheilla, mas finalmente poderá contar com Natália. A dúvida por aqui é justamente sobre o técnico. Ele é esperado para seguir no comando e cumprir o contrato, mas já comentou que pode deixar ou a equipe carioca ou a seleção masculina neste ano.

Zé Roberto ao lado de Walewska e Fernandinha na apresentação ao Amil/Vôlei

Zé Roberto ao lado de Walewska e Fernandinha na apresentação ao Amil/Vôlei

Quem também chega e já pode dar trabalho é a Amil/Vôlei. O novo time de José Roberto Guimarães fez uma mescla interessante entre novatas e veteranas. Se tem a levantadora Fernandinha e a central Walewska, conta ainda com jogadoras da seleção de novas e que já foram destaque na Superliga, como ponteira a Priscila Daroit, a central Natasha e a oposto Ju Nogueira. Essa última, por exemplo, é uma nova, mas que ajudou bastante a Unilever quando atuou por lá. As estrangeiras são a búlgara Elitsa Vassileva, que atuou na Itália e é conhecida de Zé Roberto, e a cubana Daymi, que formou uma dupla muito efetiva com Herrera no Minas em 2011/2012.

Outro time a ter de reforçado e que deve figurar entre os grandes é o Sesi. Aqui, foram nove contratações. Dani Lins, destaque da medalha de ouro em Londres depois de ter conquistado o posto de levantadora titular, terá a companhia da experiente Carol Albuquerque na posição. Elisângela segue como oposta, mas terá do outro lado Tandara, que pode seguir como oposta e virar reserva ou voltar a atuar como ponta, e Suelle, mais uma jogadora que já passou pela Unilever e aprendeu muito por lá. Para completar, Fabiana comandará o time pelo meio-de-rede, ao lado de Natália, jovem, mas que vem se destacando desde os tempos de São Caetano. E ainda tem Sassá, sempre vista como segurança no fundo. Assim como a equipe de Campinas, o Sesi alia experientes e jovens e tem chances de ir além do quinto lugar da última Superliga.

Agora é com vocês. O Sollys/Nestlé é mesmo o “supertime” da temporada? Quem pode brigar com o atual campeão da Superliga? Deixe seu recado!

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