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segunda-feira, 11 de agosto de 2014 Diversos, Seleção masculina | 11:01

30 anos da prata que marcou uma história

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Seleção brasileira com a prata no pódio nas Olimpíadas de Los Angeles 1984

Seleção brasileira com a prata no pódio nas Olimpíadas de Los Angeles 1984

No dia 11 de agosto de 1984 a seleção masculina de vôlei estava em quadra diante dos Estados Unidos para o jogo mais importante da história da modalidade até ali. Pela primeira vez o time nacional estava na segunda fase de uma Olimpíada. Pela primeira vez o vôlei era acompanhado por brasileiros apaixonados por aqueles novos ídolos. E pela primeira vez o Brasil era favorito ao ouro olímpico. Entretanto, naquele 11 de agosto, a equipe comandada por Bebeto de Freitas e com nomes como Montanaro, William, Bernard, Renan, Xandó, Bernadinho e companhia perdeu por 3 a 0 para os americanos e voltou para casa com a prata.

Você se lembra da geração de prata? Começou a seguir vôlei com eles? Deixe seu comentário no post e conte sua história

Choro e decepção? Sim, afinal a chance do primeiro ouro era real, já que o Brasil havia vencido os Estados Unidos nove vezes naquele ano e a então fortíssima União Soviética não estava nas Olimpíadas de Los Angeles em resposta ao boicote dos americanos aos Jogos de Moscou quatro anos antes. E o Brasil tinha passado pelos rivais da decisão na primeira fase das Olimpíadas, com 3 a 0 o placar. Mas na final veio a prata e o nome de uma geração que pode ter falhado, mas que carregará para sempre o mérito de ter apresentado o vôlei ao país.

Nasce uma geração para apresentar o vôlei

A medalha de prata completa 30 anos nesta segunda-feira. “É a prata mais valorizada”, disse uma vez William, levantador daquela geração. O segundo lugar não costuma fazer sucesso, mas com aquela equipe foi ao contrário. A história começou antes, em 1981, o primeiro ano da modernização do esporte. A partir dali, o vôlei passou a ganhar ares de profissional, com dois treinos por dia e mais estrutura aos jogadores, que até pouco tempo antes chegavam aos campeonatos internacionais e lá descobriam que existia algo chamado manchete que poderia ser usado na recepção.

E a geração de prata nasceu em 1982. Naquele ano o Brasil sediou o Mundialito no Rio de Janeiro e foi campeão diante da antiga União Soviética, potência da época. Depois, em setembro, embarcou para a Argentina e aos poucos foi caminhando no Campeonato Mundial. Acabou com a prata, depois de perder para a mesma URSS, mas voltou para casa como ídolo. Os jogadores foram recepcionados nos aeroporto e ali começava uma paixão pelo vôlei.

Seleção da geração de prata do vôlei brasileiro

Seleção da geração de prata do vôlei brasileiro

Dois anos depois, as Olimpíadas de Los Angeles. Como disse lá no início do texto, o Brasil já chegou como um dos favoritos. Mas levou um 3 a 0 com placar de 15/6, 15/6 e 15/7 na decisão. É claro que o sentimento ali, logo após a derrota na casa dos rivais, era ruim. Badá, por exemplo, retirou a medalha do pescoço logo depois que a recebeu e ficou sem ela no pódio. Demorou um tempo até a derrota ser assimilada, mas depois veio o reconhecimento.

A geração dos anos 80 foi, sim, uma equipe que ficou como segundo lugar, mas que ensinou o que é vôlei ao brasileiro. Foi nessa época que o esporte ganhou espaço na TV com o saudoso Luciano do Valle. Foi essa geração que mostrou os talentos do Brasil e os levou a atuar em times do exterior pela primeira vez. Foram eles também quem criaram o saque Viagem, por exemplo. E o serviço apareceu em uma brincadeira em quadra. Montanaro uma vez me contou que os jogadores, encabeçados por William, disputava quem era o mais forte e sacavam dessa maneira, soltando o braço depois de lançar a bola. A ideia pegou e virou o saque “Viagem ao fundo do mar”, hoje apenas “viagem”. E quem não se lembra do “Jornada nas Estrelas” de Bernard? Mas nem todos sabem que isso não foi invenção do atacante. Ele tomou como base o saque usado pelos tchecos na década de 50 e aí fez o seu “jornada”.

Idolatria, fama e vaidade

E também foi com essa geração que nasceram os ídolos e os símbolos sexuais no esporte. Quantas e quantas adolescentes dos anos 80 não foram apaixonadas por Renan? Daí também vem a lição da geração de prata. Naquela final olímpica, a equipe dos Estados Unidos teve uma excelente atuação, mas o Brasil também foi responsável pela prata. “Um quis aparecer mais do que o outro. Foi a medalha de ouro mais certa que a gente deixou escapar. Foi muita vaidade”, afirmou Amauri, único daquele time a conquistar o ouro nas Olimpíadas de Barcelona, em um papo há alguns anos.

Pela primeira vez, os jogadores de vôlei faziam sucesso com público e imprensa. Os times conseguiam patrocínio e eles, fama, campanhas publicitárias e dinheiro. Isso subiu à cabeça, como lembra Amauri. Eles não souberam lideram com esse novo cenário, se deslumbraram e, como já comentou Montanaro, esqueceram de pensar em vôlei. “A fama subiu à cabeça de todos“. A geração de desfez e ensinou também o que não deveria ser feito em um grupo.

30 anos depois… 

Nos anos 80 o Brasil mostrou que poderia ganhar em outro esporte coletivo e não apenas no futebol. E talvez o fiasco da seleção na Copa do Mundo de 1982 tenha até ajudado a criar os ídolos do vôlei com o vice no Mundial daquele ano. Será que a história se repete? A Copa de 2014 ficará marcada por aquele 7 a 1 que a equipe de Felipão levou da Alemanha. E daqui a pouco teremos os Mundiais masculino e feminino. Bernardinho pode levar o time ao inédito tetra seguido. E Zé Roberto, com a seleção feminina, pode conquistar o único título que falta ao elenco e sepultar de uma vez por todas os fantasmas das finais contra a Rússia. Será que 30 anos depois de uma grande história, o vôlei do Brasil escreve outra?

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segunda-feira, 21 de outubro de 2013 Diversos | 06:50

Sada dá aula e coloca Brasil no topo no Mundial

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Divulgação/FIVB

Sada Cruzeiro é campeão mundial de clubes

O Brasil é campeão mundial de clubes de vôlei! No domingo, o Sada Cruzeiro bateu os russos do Lokomotiv Novosibirsk por 3 sets a 0 (25/20, 25/19 e 25/20) e conquistou o título do torneio. Pela primeira vez o país fatura o torneio masculino. E foi uma vitória e tanto em casa, e com casa cheia.

Leia mais sobre a partida: Sada Cruzeiro atropela o Lokomotiv e fatura o Mundial de Clubes pela primeira vez

No primeiro encontro entre mineiros e russos no Mundial, o placar apontou 3 a 2 para os europeus. Desta vez, na hora da decisão, o Sada Cruzeiro liderou praticamente o tempo todo. Se o saque foi o trunfo russo na classificatória, agora o saque foi a arma mineira. Foram seis aces, quatro só com o ponteiro cubano Leal. Mas o jogo teve muito mais do que isso…

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Logo no primeiro set, o Cruzeiro mostrou a sua cara. O time iria arriscar, sem medo. A equipe mineira deu 10 pontos em erros, mas também já emplacou saques e bloqueios certeiros. E para fechar, um dos lances da partida. Bola alta e ataque do levantador William para marcar o 25º pontos. Nas parciais seguintes, o Lokomotiv Novosibirsk saiu na frente, mas logo o Sada Cruzeiro se recuperou. Se no segundo seta virada veio com defesa de Serginho em um lance e bloqueio de Éder em outros, no set seguinte Leal emplacou uma série de aces e fez o time da casa abrir no placar.

A final foi uma bela mostra de conjunto. Williams fez o seu papel na distribuição e ainda foi eleito o melhor levantador do torneio. Leal, como já dissemos, ajudou e muito no saque e também no ataque. Também ficou com prêmio individual. O líbero Serginho, mais um premiado, salvou bolas que levantaram a torcida. Os centrais Douglas e Eder também pontuaram. O primeiro é cara veloz, que mesmo baixo consegue atacar e ser uma sombra no bloqueio. O outro foi uma das poucas mudanças para a temporada e se encaixou muito bem à equipe, colaborando ainda mais no bloqueio e em momentos chaves. E claro, Wallace. O oposto foi o melhor jogador do Mundial de Clubes. Acho que isso já diz o que ele mostrou em Betim.

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E um dos trunfos do Sada Cruzeiro, que foi vice no Mundial de 2012, é manter a base a tanto tempo. William, Filipe, Serginho, Wallace e outros seguem no time entra temporada e sai temporada. Leal chegou muito bem no ano passado e, agora, Éder e Isac são os novatos. Nada de mudar tudo de um ano para o outro. Com isso, os jogadores ganham confiança uns nos outros. Isso sem contar que estamos falando de jogadores com talento e que esse talento deu muito certo junto.

Acho que a frase do técnico Marcelo Mendez ao final do partida resume tudo: “Jogamos muito”, disse o argentino.

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segunda-feira, 9 de setembro de 2013 Superliga | 22:04

Esse tal set de 21 pontos ainda vai dar o que falar…

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Foi só o primeiro jogo da Superliga 2013/2014, mas já dá para imaginar que o teste com o set de 21 pontos vai dar muito o que falar.  No final de semana, o Sada Cruzeiro venceu o São Bernardo em casa por 3 sets a 0 em 1h10min (veja como foi a vitória do time mineiro) e os comentários surgiram antes, durante e depois da partida.

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Na semana passada, fiz um especial para o iG e ouvi jogadores, técnicos e a CBV sobre o teste. William, que reclamou logo após uma partida do Mineiro, me disse que o jogo ficou estranho, frio e sem tempo para reação. Já Marcos Pacheco, técnico do Sesi, revelou ainda não ter se acostumado com a pontuação mesmo depois de sete jogos pelo Campeonato Paulista. A CBV se defendeu e reafirmou que isso é apenas um teste e não uma mudança na regra e que foi tudo feito a pedido das TVs.

Veja o especial – Set com 21 pontos incomoda no vôlei: “Jogo rápido, frio e sem tempo de reação”

No lançamento da Superliga, o assunto voltou. Marcelinho, levantador do Vivo/Minas, comentou um fator que me chamou a atenção. O jogo para muito mais. O final do set ficou mais curto e é ali que os técnicos usam o seu tempo para mexer nos times ou segurar o rival. Com menos pontos, os tempos ficarão mais próximos e o jogo ainda mais “quebrado”.

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A polêmica continuou após a estreia da Superliga. Marcelo Mendez, técnico do Cruzeiro, reclamou no Twitter. “3-0, 41 min de jogo e 45 min de aquecimento! Contradição!! Querer encurtar o jogo e aumentar o intervalo entre o 2 e 3 set! #21ptsnão“, postou ele. O treinador continuou: “Mexer no tempo de jogo e manter o tempo morto intocável é contraditório! #21ptsnão“.

Na noite desta segunda-feira, durante a final do Aberto de tênis dos Estados Unidos, o assunto voltou para as redes sociais. “Será que depois dessa final do US Open vão pedir a ATP pra que a cada dez trocas de bola, os tenistas decidam o ponto no par ou ímpar? Só pro jogo não ficar muito longo… Pra dar uma “enxugada” na programação…”, escreveu Riad, central do RJX no microblog. “Partida de tênis indo para 3 horas e meia e a ITF não tá nem aí para a duração do jogo. Voleibol podia seguir o exemplo”, sugeriu Douglas, do Sada Cruzeiro, também na rede social.

Já começaram até uma petição contra os sets com 21 pontos. Até a noite de segunda-feira eram 1235 assinaturas. A proposta da página é chegar aos 5000 contrários ao teste. Para quem quiser ver ou assinar a petição, segue o link: Contra a mudança de pontuação no voleibol de quadra de 25 para 21 por set na Superliga e demais campeonatos.

Por enquanto, ainda não sei se o teste fará bem ou mal para o vôlei. Apoio a opinião de Gustavo, do Canoas. A Superliga será feita desta maneira e cabem aos jogadores, técnicos e todos os envolvidos avaliarem se deu certo ou não, com um dossiê ao final da temporada. A maneira como o teste chegou, imposto pela CBV, de acordo com os jogadores, incomoda. Mas o torneio está aí… Agora é jogar! E falar, porque todo mundo tem direito de dar a sua opinião!

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terça-feira, 23 de julho de 2013 Seleção masculina | 15:22

Uma prata para começar… e agora, seleção?

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O Brasil levou a prata na Liga Mundial, primeira competição do novo ciclo olímpico. Para um time que teve a melhor campanha na primeira fase e que tem nove títulos no torneio já estava sendo criada a expectativa de mais um ouro. Entretanto, lá estava a Rússia de novo pelo caminho da seleção masculina. E com 3 a 0 do último  domingo, Bernardinho vive um jejum de quase dois anos sem títulos, já que foi campeão apenas no Sul-Americano e no Pan de 2011 e passou 2012 em branco.

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E agora, o que pensar da seleção? Na segunda-feira, na chegada a São Paulo, o técnico disse que o ideal é conseguir vitórias e medalhas no final do ciclo olímpico. Sim, de fato. Agora é começo de um trabalho, da renovação, e até 2016 muita coisa pode mudar. Vencer agora não garante que vá continuar vencendo até as Olimpíadas. Como também perder uma final não significa que vá perder por mais três anos. É que perder para a Rússia já está ficando meio traumático. Foi tropeço na Liga Mundial de 2011, virada histórica nas Olimpíadas de Londres e mais uma derrota com direito a passeio agora… É, não é legal!

Divulgação/FIVB

Brasil com a prata no pódio na Liga Mundial

Entretanto, se era necessária uma renovação, até pela leva de aposentadorias depois de Londres 2012, é agora o momento. E o resultado, para um primeiro torneio, não é ruim. Claro que o time se mostrou pouco entrosado no começo e sentiu a pressão no final. Era a primeira vez que essa formação atuava junta e a estreia de alguns no time, como William e Lucarelli.

Sobre o levantador eu mantenho o que disse desde os primeiros jogos. Ele entrou bem nas inversões, ditou um ritmo interessante de jogo. Gostei da dupla com Bruno e espero que continue. Já Lucarelli é o caçula do time e precisa se acostumar a ser perseguido pelo saque rival (o que já acontece na Superliga, diga-se de passagem). Mas tem talento de sobra para se destacar em uma posição carente, já que Murilo segue se recuperando de cirurgia, Dante ainda tem dores no joelho e Giba se aposentou. Falando nisso, Giba até comentou que queria voltar para a seleção e foi vetado por Bernardinho. Acho que tem que ser assim mesmo. O cara foi um ídolo e incontestável, mas é hora de dar chance para gente nova.

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Se o Brasil está carente na ponta e falta aquele ponteiro passador para segurar ali no fundo diante de um saque pesado como da Rússia, por exemplo, tem gente sobrando em outras posições, como no meio. Lucão é o nome do time no momento e que siga assim nos próximos três anos. Além de ser a jogada de segurança de Bruno e já ter se entrosado bem com William, tem o melhor saque da equipe. É um dos poucos a forçar três ou quatro saques seguidos e colocar todos em quadra. Isac, outro estreante, começou bem, mas logo se machucou. Já Éder tem a sua chance e pode aproveitá-la. Definitivamente, o meio não deve ser problema.

Para oposto, Renan pouco atuou e deve voltar ao longo do ciclo. Com 2,17m e bem entrosado com os levantadores, pode ser uma arma e tanto na hora de encarar esses times altos. E acho interessante a mescla Vissotto e Wallace, um alto e um mais veloz. São dois que também seguem na seleção.

No final, a Liga Mundial mostrou que é possível criar expectativas de títulos com a seleção masculina, mas que é preciso também um pouco de calma. Pelo menos foi deixado para trás o sexto lugar do ano passado…

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domingo, 14 de julho de 2013 Seleção masculina | 14:38

Liderança, aula de saque de Lucão e um alerta na Liga Mundial

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O Brasil fechou o final de semana e a primeira fase da Liga Mundial com duas vitórias sobre os Estados Unidos no ginásio do Maracanãzinho, no Rio de Janeiro. Com isso, avançou em primeiro do grupo, fechou a classificatória com o ótimo saldo de apenas uma derrota até aqui, mostrou qualidade dos novatos, mas também já sabe onde deve melhorar.

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Como já estava com o time classificado, Bernardinho poupou titulares e testou jogadores. Renan e Rapha foram acionados nas inversões de 5-1, Maurício entrou e não saiu mais no primeiro jogo, Lipe e Maurício Sousa foram titulares no segundo. Com duas vitórias,  não tem como não dizer que as mudanças deram certo e mostraram a qualidade do elenco do Brasil.

Divulgação FIVB

Brasil fechou primeira fase com duas vitórias sobre os EUA

Mas acho que Éder resumiu bem o que faltou à seleção. “Tivemos dois bons sets e não conseguimos manter o ritmo no terceiro. Temos que mudar isso para as finais”, disse o jogador ainda depois da primeira partida. Um confronto foi 3 a 1 e o outro 3 a 0, mas quase que o jogo foi de novo para o quarto set! Seja qual o elenco em quadra, falta manter a consistência e não baixar o ritmo.

Enquanto isso, o destaque positivo continua sendo Lucão. Já falei dele outras vezes, mas não tem como ignorar um jogador que faz quatro aces seguidos. Ele é uma referência no saque e um dos caras de segurança no ataque de Bruninho. Para ajudar, também está bem ao lado de William. Será Lucão o nome do Brasil nessa Liga Mundial?

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A seleção fez bem o seu papel. Bernardinho está certo em renovar e testar jogadores. William parece uma boa dupla com Bruninho. No final de semana, ganhou destaque em todos os jornais por um ponto no qual só deixou a bola passar para o outro lado. Se Lucão vai bem, Éder é outro central de destaque. Como oposto, Vissotto é o alto enquanto Wallace é a impulsão e a força. Na ponta, Lucarelli é a grande promessa virando realidade, mas também gosto da velocidade e potência das jogadas com Lipe.

Bem servido o Brasil está e a renovação começou mostrando serviço. Agora é encarar Rússia e Canadá no grupo E da fase final. E lembrar das palavras de Éder! Chega de mandar dois sets bem e se perder logo depois. Nem sempre pode dar tempo de se recuperar.

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sábado, 29 de junho de 2013 Seleção masculina | 15:10

Saldo na Liga: uma vitória, uma derrota e um banco que ajuda

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A seleção brasileira masculina de vôlei fechou mais um final de semana de Liga Mundial com o saldo de uma vitória e uma derrota, mas com mostras de que o banco de reservas está pronto para ajudar. O time de Benardinho venceu a França na manhã de sexta-feira por 3 sets a 2. Na manhã deste sábado, perdeu para os franceses por 3 a 1, no primeiro tropeço na competição. As duas partidas foram no ginásio do Ibirapuera, em São Paulo.

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FIVB

William arma jogada com Éder. Na vitória e na derrota, ele saiu do banco e ajudou o time

Os confrontos mostraram deficiências do Brasil, como a falta de concentração no primeiro jogo que permitiu a virada da França. Ou um saque e um sistema defensivo não muito presentes no segundo duelo. Mas também mostrou pontos positivos, como a ajuda do banco de reservas.

Na sexta-feira, a seleção precisou buscar o placar no tie-break para vencer. Entraram William e Wallace e fizeram a diferença em quadra. Tanto que Wallace começou como titular a partida deste sábado. E nesta manhã, William mais uma vez saiu do banco, agora ao lado de Leandro Vissotto, e melhorou o ritmo do Brasil, variando bem a distribuição de jogadas e recolocando Lucarelli, que estava um pouco apagado, no jogo. Foi o melhor momento do time nacional, que venceu aquele set.

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A equipe brasileira, com essas caras novas que vemos na Liga Mundial, começou a atuar junta exatamente no torneio. Ou seja, eles têm seis jogos no currículo, com uma derrota. Aos poucos estão ganhando corpo e é importante ver que o banco também ajuda e até salva em alguns momentos. Ter reservas e titulares bem entrosados é fundamental ao longo da temporada.

Além disso, Lucão é sempre um reforço neste time. Ele volta depois de contusão e segue como o cara de segurança de Bruno, e também de William, na rede, e uma peça fundamental no saque. Ele é um dos poucos que força o primeiro e acerta, força o segundo e acerta, força o terceiro e acerta…

Mas, claro, ainda há o que arrumar. Não dá para vencer dois sets e se perder, como na sexta-feira. E nem cair no saque e bobear na defesa como neste sábado. Ainda mais contra uma equipe que nem é muito experiente nem nada, mas que tem um ótimo volume de jogo. Os franceses defenderam muito bem, principalmente neste sábado, e souberam achar todos os buracos do Brasil. Mory Sibide passou um set inteiro sem ser bloqueado! E Ngapeth achou o chão brasileiro 26 vezes. No Brasil, Lucarelli, que como disse começou um pouco devagar, foi o maior pontuador, com 21 acertos.

O saldo do final de semana foi um empate, mas no geral ainda acho que é positivo. A França foi bem, defendeu mais, marcou mais e mereceu vencer. Mas ao longo da Liga Mundial, a seleção está mostrando a sua cara. Ter tantos altos e baixos, vistos desde os jogos contra a Polônia, preocupa. Mas é bom passar por isso porque a tendência e ter mais dificuldade. Semana que nem, o adversário será a Bulgária. Depois, os Estados Unidos. Vamos ver como ficará o saldo depois disso!

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terça-feira, 7 de maio de 2013 Seleção masculina | 10:32

Capitão novo e dupla esperada de levantadores na seleção

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*atualizado às 14h27

Galera, as férias foram bem aproveitadas, mas é hora de voltar ao batente. Aos poucos estou me interando as movimentações de mercado e notícias que perdi nesse tempo que fiquei longe do blog. E a semana começou com novidade. Foi divulgada a lista de inscritos do Brasil para a Liga Mundial e, além de alguns nomes novos, uma mudança esperada para o cargo de capitão. Bruninho é o dono da função.

Veja a lista completa de inscritos para a Liga Mundial

Divulgação/CBV

Bruninho - capitão do RJX no título da Superliga e, agora, da seleção brasileira

Giba era o capitão do Brasil até as Olimpíadas de Londres. Na ausência do ponteiro, Murilo ficava com a tarja e era apontado como novo líder desse ciclo até por Bernardinho. Só que ele vai ficar seis meses afastado das quadras depois de uma operação no ombro realizada no final da semana passada. Com isso, a tarja ficou para Bruno.

Relembre os capitães da seleção brasileira

É uma escolha interessante. Ele foi o capitão no Pan de 2011, quando o Brasil atuou com uma seleção B. Também faz a função em seus times. O levantador é a cabeça da equipe por comandar as ações. No caso de Bruno, ele é um jogador com essa característica de liderar, então, é justo aliar uma coisa a outra.

Ainda falando de levantadores, teremos mudança esse ano na posição também. Bruninho segue ali, mas tem a companhia de William, Rapha e Murilo Radke nos inscritos para a Liga Mundial. Só que Rapha faturou o dedo na Itália, fez uma cirurgia e ficará dois meses afastado. Já Radke ainda é inexperiente para a função e deve ser usado em torneios “menores”, como  a Copa Pan-Americana. Dessa vez, passada as confusões e desentendimentos com Bernardinho, William deve ser o outro levantador.

E repito o que já disse por aqui. Acho interessante ter um levantador mais novo e outro mais experiente na seleção. Bruninho já tem o seu espaço, mas faria bem a ele atuar com William, um cara rodado e também bom no que faz. A tentativa de fazer alguma mescla ao trazer Ricardinho de volta não deu certo e ele não rendeu o esperado. Quem sabe agora a nova dupla não se encaixe?

A Liga Mundial começa no dia 7 de junho. Ainda em maio, o Brasil joga a Copa Pan e pode mesclar e usar os mais novos que foram convocados.  Vamos ver o que a seleção nos reserva no primeiro ano do ciclo olímpico até 2016.

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segunda-feira, 15 de abril de 2013 O nome da Superliga, Superliga | 19:42

Os nomes da Superliga masculina

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Alexndre Arruda/CBV

Lucão, central do RJX

Depois de falar quem se destacou entre as mulheres (veja post anterior), é a vez de lembrar dos homens na temporada 2012/2013 na Superliga. Como comentei, fiz uma série chamada “O nome da Superliga” para citar alguns destaques ao longo do torneio aqui no blog. Agora, é hora de balanço final. O RJX faturou o título com uma grande virada para cima do Sada/Cruzeiro e tem o primeiro nome da lista: Lucão.

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O central do time carioca foi o melhor saque da competição e também desequilibrou no bloqueio. Na final, o time entrou na partida quando a jogada entre ele e Bruninho saiu. Depois de ter atuado com o levantador anos e anos na Cimed e também na seleção, é o cara de segurança do companheiro. É um jogador que sempre usou o saque forçado, só que agora parece estar cada vez mais consistente no fundamento. Ele força e acerta o primeiro, força e acerta o segundo e assim por diante. Foi um belo nome da Superliga, ainda mais com a medalha de ouro na decisão.

Quem ficou pelo caminho também chamou a atenção. Lucarelli chegou à semifinal com o Vivo/Minas e fez uma grande temporada. Ele já passou pelo O nome da Superliga e amadureceu demais em quadra. Já vi jogos em que ele era caçado na recepção e errava. Agora, aguenta a função de passador. E mostrou variedade no ataque, sem se intimidar com rivais. É um nome que merece ser lembrado por Bernardinho na seleção, ainda mais uma posição com jogadores que já estão ficando velhos. Enquanto Lucarelli tem 21 anos, Murilo e Dante já passaram dos 30, por exemplo.

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No levantamento, o melhor do torneio foi William, do Sada e acho uma escolha justa. Foi um jogador que, mais uma vez, desequilibrou e soube usa muito bem o que tinha nas mãos. Dispensa mais comentários. Mas gostei muito da atuação de Marcelinho, do Vivo/Minas. O veterano exibiu as jogadas precisas e mais seguras com as quais ficou conhecido, mas também usou bolas rápidas, jogadas de meio forçadas com Henrique e Maurício. Terminou a Superliga jogando um voleibol e tanto.

Entre os cubanos, coloco Leal, outro do Sada/Cruzeiro, entre os nomes da Superliga. O cubano foi o esperado no ataque, com bolas potentes e certeiras. Também deu trabalho no saque. E acho que surpreendeu no fundo de quadra. Geralmente cubano não é especialista em recepção, mas Leal não prejudicou o Cruzeiro, não pelo menos nos jogos que eu assisti.

Assim como falei no post anterior, tem mais gente que foi destaque na Superliga masculina. Bruninho faturou o título distribuindo bem às bolas, Henrique foi bem n saque, Isaac é dos jovens que se destacou e está na seleção… Mas não dá para listar todo mundo ou não acabaria mais. Agora é com vocês. Quem foram os Nomes da Superliga para vocês? Quem quiser, é só comentar….

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sexta-feira, 12 de abril de 2013 Superliga | 16:27

Investimento x conjunto na final da Superliga masculina

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Final de semana será de decisão da Superliga masculina com RJX x Sada/Cruzeiro na partida que vale o título às 10h deste domingo, no ginásio do Maracanãzinho, no Rio de Janeiro. Será o confronto do time de maior investimento, o carioca, contra a equipe que preserva e aposta no entrosamento do conjunto para manter o título, o elenco mineiro.

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Alexandre Arruda/CBV

Lucão - nome da seleção e destaque do RJX na temporada

O RJX é a equipe dos nomes que estão ou passaram recentemente pela seleção brasileira. Tem Bruninho, Lucão, Dante, Thiago Alves, Théo e Mário Junior. Com isso, já começou a competição como um dos favoritos ao título e, depois de uma série e tanto diante do Vivo/Minas na semifinal, honrou todo o orçamento e chegou à decisão.

Do outro lado, o Sada/Cruzeiro mantém a filosofia que levou o time ao título na temporada 2011/2012. A equipe conta com Wallace, da seleção, ganhou o reforço do cubano Leal e manteve praticamente o mesmo elenco de outros anos. Com isso, tudo mundo está mais do que entrosado e isso ajuda em quadra. William conhece muito bem todos os seus atacantes. E todos os jogadores estão acostumados com os pontos fortes e fracos um dos outros, formando um conjunto e tanto. Seguir com a mesma base ao longo das temporadas foi uma estratégia certeira.

Entretanto, o time do Rio de vale um pouco dessa estratégia. Ao trazer Bruninho, Thiago Alves e Mário Júnior para o lado de Lucão, remontou a base da Cimed que já faturou títulos da Superliga.

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Em quadra, os dois times devem apostar no saque. No RJX, Lucão é dono de serviço potente e está cada vez mais consistente em quadra, forçando, sim, mas seguro do que está fazendo. Riad, outro central, foi bem no fundamento na semifinal. Além disso, com um bom saque, o bloqueio se garante. É um fundamento muito importante para os cariocas e tem feito o seu papel ao longo da Superliga, mais uma vez sob o comando de Lucão.

Alexandre Arruda/CBV

William - capitão e cabeça do Sada/Cruzeiro

Enquanto isso, o Sada tem um trio de sacadores. Acho que Leal é o líder no serviço, e depois aparecem Rogério e Wallace. Os outros mesclam entre força e tática e também dão trabalho. Que diria o Sesi nas semifinais… Esse fundamento foi a chave da vitória por 3 a 0 sem dar chances ao rival no segundo jogo da série, por exemplo.

Mas vejo a diferença aqui na sequência do jogo. Se o RJX conta com bloqueio, o lado mineiro tem volume de jogo e ataque. William não lidera as estatísticas da Superliga a toa e sabe distribuir muito bem as jogadas. Para colaborar, tem mais uma vez Leal para decidir, ao lado de Wallace, Douglas e companhia. Acho que o duelo pode ser uma interessante briga entre um bloqueio pesado e bem posicionado, contra um ataque que costuma resolver.

Investimento x entrosamento, saque forçado, ataque x bloqueio… A final promete e reúne os dois melhores times do ano. E agora, quem leva a melhor? Sada/Cruzeiro fatura o bi na terceira final seguida? Ou o RJX fica com o primeiro ouro na estreia em decisões?

P.s.: estou de férias da redação e, por isso, estou um pouco distante do blog nessa semana. Mas nos vemos na final da Superliga masculina, combinado? Aí sim, depois do título entregue ao campeão, as minhas férias começam de verdade…

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sábado, 30 de março de 2013 Superliga | 12:50

Semi tem atuação completa do Sada e superação de Serginho

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A Superliga masculina tem o seu primeiro finalista na edição 2012/2013. O atual campeão Sada Cruzeiro venceu o Sesi na manhã deste sábado por mais um 3 sets a 0 (25/22, 25/23 e 36/34), fechou a sua série semifinal e assegurou lugar na decisão. Na partida, superação de Serginho de um lado e um time completo do outro.

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Logo no primeiro set, o líbero, personagem do “O nome da Superliga” da semana, também apareceu como personagem do jogo. Ele tentou uma defesa e sentiu dores na coluna. E Serginho já teve problemas no local, passou por cirurgia e sempre lembra que joga com quatro pinos. Neste sábado, ele ficou em quadra, mas nitidamente não era o mesmo.

Depois do incidente, não abaixou mais para passar ou recepcionar e ajudou com alguns levantamentos e outras defesas que  bola estouraram nele e subiram.  Sorte era se o saque chegava sem tanta força para uma recepção de toque. Ele se segurou e ficou o tempo todo em quadra, fazendo o que dava para fazer. Não entendi porque outro jogador não foi improvisado e Giovane não fez uma substituição. Mesmo arriscar com os centrais o tempo todo, até no passe…

Falando em central, mais tarde, Sidão, que fez trabalho de recuperação para atuar nesta semifinal, saiu mancando de um saque e não voltou mais. Problemas no Sesi.

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Sada Cruzeiro é o primeiro finalista da Superliga

Já o Sada Cruzeiro começou com a mesma fórmula que deu certo no primeiro jogo: saque. De cara abriu 6 a 2, o Sesi buscou e abriu mais uma vez em meados da primeira parcial com o saque. E no final, na hora de decidir, apareceu o bloqueio, que estava zerado o set inteiro. Foram três pontos no fundamento que decidiram a vitória dos mineiros naquele momento.

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O jogo seguiu e o Sesi, mesmo com a lesão de Serginho, tentou reagir. Dessa vez o time de São Paulo também conseguiu sacar  e teve Lorena virando desde o começo, o que faltou na primeira partida da semifinal. Entretanto, os erros dos donos da casa pesaram. O placar em pontos de graça acabou em 11 a 5! Muita coisa para um set só. Enquanto isso, o Sada Cruzeiro seguiu com seu jogo e mostrando um conjunto completo, que não apenas saca, mas que defende muito bem, sob o comando de Serginho e isso ficou claro nessa parcial e vem sendo mostrado na Superliga.

E veio o terceiro set e o tudo ou nada para o Sesi, que mesmo com os problemas, se manteve grande parte do tempo na frente e dava pinta de que iria fechar. Ali o nome era Mão. O ponteiro, que geralmente entra para “crescer a rede”, ficou no lugar de Cleber e virou bolas fundamentais. Já o Sada bobeou. Perdi a conta de quantos foram os saques errados dos mineiros, um atrás do outro. Se sabe soltar o braço, para que aliviar e fazer feio? Enfim, a partida seguiu e ganhou ares dramáticos. Mão era a saída para o Sesi e o Sada queria acabar logo com tudo aquilo. E Mão, depois de salvar alguns match points, fazer ace e colocar a bola no chão no ataque, errou e deu o 36 a 34 para os mineiros.

Para mim, venceu o favorito na série, apesar de os confrontos diretos entre os dois terem sido vencidos pelo Sesi na fase de classificação. O Sada Cruzeiro vem bem, com saque, defesa, levantamento e definição. Por isso mais um 3 a 0 e a terceira final seguida da Superliga. O time, como disse, se mostrou completo. Teve saque, apesar dos erros no final. Para ajudar, a defesa se fez presente e proporcionou boas chances de contra-ataque, bem aproveitadas na rede. E tem William. Já o Sesi começou o torneio nacional com lesões, lutou e se recuperou, mas acabou vítima das lesões mais uma vez. Vai para a final e o favorito e que vai brigar pelo bi.

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