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quarta-feira, 17 de setembro de 2014 Seleção masculina | 23:50

Sacrifício vale a vaga na semifinal no Mundial

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Segunda fase do Campeonato Mundial, uma vitória e uma derrota para o Brasil, a vaga na semifinal assegurada e uma certeza: o sacrifício valeu a pena! Diante da Rússia, na última partida da fase anterior, Wallace (entorse no tornozelo esquerdo), Sidão (dor nas costas) e Murilo (estiramento na coxa direita) saíram machucados. Contra a Polônia, na terça-feira, Sidão conseguiu atuar, mas Wallace só entrou nas inversões e Murilo sequer foi relacionado. O Brasil perdeu por 3 sets a 2. Nesta quarta, era preciso vencer a Rússia mais uma vez para seguir no torneio e todo mundo foi para quadra. E a seleção atropelou os russos por 3 sets a 0.

Divulgação/FIVB

Murilo voltou ao time titular na vitória por 3 a 0 sobre a Rússia no Campeonato Mundial

Dos machucados, quem faz mais falta ao time é Murilo. Desde que voltou na Liga Mundial, ele é peça fundamental para a recepção. Lipe foi titular contra a Polônia na vaga de Murilo. Com ele, o Brasil ganha mais uma opção no ataque. Lipe foi o terceiro melhor atacante da partida (colocou 13 bolas no chão no total) e ainda fez três bloqueio. Entretanto, com ele, o fundo de quadra acaba um pouco pior. Mario Junior fica sobrecarregado e Lucarelli tem que ajudar mais no passe também. E Lucarelli vive uma excelente fase no ataque e melhorou no passe, mas ainda não é o Murilo.

Nesta tarde, contra a Rússia, Murilo foi para o sacrifício e voltou a ser titular. E a atuação dele na recepção foi até melhor que a de Mario Junior. Enquanto o ponteiro teve um aproveitamento de 57,89%, o líbero ficou nos 55.56%. Na rede, Murilo fez quatro pontos no ataque e um no bloqueio. Aí está o exemplo de que o Brasil com Lipe pode ganhar na rede, mas fica com mais volume de jogo com Murilo. E no caso da nossa seleção, que joga muito bem com os meios, vale, e muito, ter um bom fundo de quadra e passe na mão de Bruninho.

Além disso, o Brasil segue bem no saque e esse fundamento ajudou a diante dos russos, por exemplo. A seleção abriu vantagem com bons saques no primeiro e no segundo set. E ainda fez uma série de bloqueios (fundamento que, como sabemos, é ajudado por um saque que quebra a recepção rival) que levaram até o match point. Para fechar, uma ajuda dos russos com toque na rede.

O sacrifício de Murilo compensou para o passe. E ainda inspirou Wallace, que também ignorou a dor no entorse no tornozelo e foi titular e ainda terminou o jogo como segundo maior pontuador, com 14 acertos, atrás de Lucarelli, que fez 15 pontos.

Leia mais: Ignoramos a provocação e isso até incomodou o time deles, diz Wallace

Wallace também destacou outro ponto importante. Depois de tanto sofrer diante dos russos, o Brasil aprendeu a encarar o rival não apenas recepcionando bem e marcando os gigantes rivais, mas também mantendo a cabeça no lugar. Jogo contra a Rússia é jogo de provocação na cara o tempo todo e, como Wallace disse, os brasileiros souberam ignorar isso. E o oposto tem razão quando fala que ignorar pode até irritar ainda mais do que responder. Quem gosta de ser ignorado? Ninguém. E o melhor jeito de responder a uma provocação é deixar o cara falando sozinho e ainda aplicar um 3 a 0 no placar.

Que venha a semifinal!

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segunda-feira, 15 de setembro de 2014 Seleção masculina | 10:48

Nove vitórias em nove jogos e vida dura daqui para frente no Campeonato Mundial

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A seleção masculina terminou a fase de classificação do Campeonato Mundial com nove vitórias em nove jogos depois de passar pela Rússia por 3 a 1 neste domingo. Só que esses resultados ajudam apenas para empolgar o time para a fase de mata-mata, já que a liderança não amenizou em nada os próximos confrontos.

Divulgação/FIVB

Recepção do Brasil em ação contra a Rússia no Mundial

Depois de um sorteio ainda no domingo, o Brasil caiu na chave de Rússia e Polônia na próxima fase. Do outro lado estão França, Irã e Alemanha. Os dois melhores de cada chave fazem a semifinal. Pois é, após o primeiro lugar a seleção está no grupo da morte. Coisas de sorteio…

Leia mais: Brasil terá Polônia e Rússia pela frente na terceira fase do Mundial masculino

E o pior não é isso, porque o time só cresce desde os tropeços do começo da Liga Mundial e sempre tem aquela velha história, de que equipe que quer ser campeã não pode escolher adversário. Mas o que preocupa agora são as lesões. Wallace saiu do jogo contra a Rússia ainda no começo da partida, depois de um entorse no tornozelo ao voltar de um bloqueio. Sidão teve dores no joelho e Murilo sentiu uma fisgada na coxa. Todos seriam reavaliados nesta segunda-feira.

Os três tem todos os méritos, mas acho que Murilo é quem mais pode fazer falta. Ele voltou a jogar como antes na Liga Mundial e é um excelente passador e o Brasil vai precisar disso contra os saques forçados de russos e poloneses. Inclusive isso chamou a atenção no domingo. Mesmo com ótimo saque, também vimos ótimos passes no Brasil x Rússia.

Eu sigo na cobertura de eleições e na torcida pelo Brasil nessa reta final de Mundial! Como disse Leandro Vissotto depois da vitória de ontem, agora que o campeonato começa de verdade!

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terça-feira, 22 de julho de 2014 Seleção masculina | 09:54

Qual a lição do vice na Liga Mundial?

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Como a gente viu, o Brasil acabou com a medalha de prata na Liga Mundial. Depois de atropelar a Itália em um excelente jogo na semifinal, a equipe de Bernardinho fez um jogo equilibrado, mas perdeu para os Estados Unidos na decisão e ficou com o vice, mais um.

A final, pelo menos, já foi melhor que no ano passado, quando o time brasileiro foi liquidado pela Rússia. Dessa vez foi um 3 a 1 no placar (31/29, 21/25, 25/20 e 25/23), mas a partida foi de igual para o igual e os americanos venceram porque, como sempre, tiveram mais paciência para trabalhar a bola e forçaram muito bem o saque. Se eles não têm mais Stanley, algoz do Brasil na final olímpica de 2012, eles contam com Christenson e com Muagututia. O ataque foi ajudado pela defesa bem colocada e finalizado por Sanders e Anderson.

Divulgação/FIVB

Seleção brasileira masculina no segundo lugar no pódio da Liga Mundial

Já o Brasil sabe que pode contar, por exemplo, com Lucarelli. Ele foi um dos poucos a se destacar naquela derrota para o Irã na fase final e marcou 14 pontos na final. Com ele, Bruninho voltou a fazer a pipe, jogada de meio fundo. Wallace arrasou a Rússia no bloqueio e no ataque na primeira partida dessa etapa e foi o maior pontuador da decisão. Bom, nemé necessário falar de Bruninho com Lucão pelo meio. E é ótimo ver Murilo em ação novamente, como até já comentamos aqui. Ele está confiante de novo no ataque e é uma segurança e tanto na linha de passe.

E ainda: Lucão, Lucarelli e Wallace levam prêmios individuais

Entretanto, aí também pode estar um problema da seleção. Sem Murilo, o passe do Brasil caiu muito. E isso me lembra uma característica de todos os times campeões de Bernardinho. O técnico tinha seus titulares e um banco de reservas a altura. E agora? O time perdeu Lipe e Maurício por lesão e usou Lucas Lóh, mas o jovem ainda não está pronto. Já a inversão de 5-1 ganhou volume com Rapha ao lado de Vissotto, já que os dois sabem muito bem atuar juntos. Mas muitas vezes a bola do oposto é lenta e não ajuda.

Leia mais: Bernardinho viu Brasil abaixo do ideal na final da Liga Mundial: ‘Aprendemos uma lição’

O vice da Liga Mundial deixa um aprendizado, como disse o próprio Bernardinho. “Os Estados Unidos controlaram o jogo. Eles tiveram uma boa defesa, mantiveram a bola viva. Nós cometemos muitos erros e estamos frustrados, mas aprendemos uma lição. Precisamos melhorar para o Campeonato Mundial”, falou o técnico. Sim, vai ser preciso fortalecer o elenco e melhorar pontos como o saque, muito aquém em diversas partidas.

Porém, não é preciso ser tão rígido. A Liga Mundial mostrou que o Brasil pode ser o Brasil. A equipe teve uma reação e tanto para chegar à fase final e isso não deve ser ignorado. Quando os titulares voltaram, o time se achou e fez ótimas partidas. Acho que vale pensar em elenco e como seguirá a renovação, mas também acho que dá para sonhar agora com um bom resultado no Campeonato Mundial. A derrota na final faz parte, acontece. Mas o que fica é a superação e o crescimento do time.

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sexta-feira, 4 de julho de 2014 Seleção masculina | 12:40

Um pouco de Brasil com cara de Brasil na Liga Mundial

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A quinta-feira sem jogo da Copa do Mundo veio em um ótimo momento para acompanhar o Brasil na Liga Mundial de vôlei. Melhor ainda que foi uma vitória por 3 sets a 1 para cima da Itália. E uma partida que a seleção mostrou que ainda sabe jogar como tal, variando as bolas, pressionando e não se deixando abalar tanto assim com algum tropeço. Com o resultado, o time segue com chances de, mesmo depois de tanto sufoco, avançar às finais da Liga.

Divulgação/FIVB

Brasil comemora ponto na vitória sobre a Itália na Liga Mundial

O primeiro set foi o melhor do Brasil. Enquanto a Itália parecia um pouco sem ritmo ao voltar a atuar com titulares depois de algumas partidas com reservas, a equipe nacional dominou. Bruninho explorou todas as jogadas. Já conhecemos o bom e velho meio com Lucão e estava com saudades de ver a pipe, aquela jogada de fundo. Lucarelli e Murilo foram acionados e corresponderam bem. Vitória com ótima atuação.

Na segunda parcial a Itália deu o troco e venceu. Entretanto, o Brasil não abaixou a cabeça de vez como em outras partidas dessa Liga Mundial. A seleção voltou, levou os dois outros sets e fechou o jogo com o placar que precisava para respirar um pouco e seguir dependendo de si para se classificar. Que venha a Itália mais uma vez no próximo domingo, mais um dia sem jogos da Copa do Mundo, para colaborar com os amantes de vôlei.

A diferença em quadra

Durante a transmissão da partida contra a Itália desta quinta-feira muito se falou que o Murilo é um termômetro da equipe. Concordo. E finalmente ele está voltando a atuar bem depois da cirurgia no ombro. Aos poucos é acionado no ataque e já está firme e forte no fundo de quadra. Com ele por ali, o Brasil ganha volume e isso é essencial. Estava fazendo falta um ponteiro passador.

E apesar dos problemas da Liga Mundial, gosto das duplas de levantador/oposto da seleção. Bruninho joga acelerado com Wallace e Rapha conhece muito bem Vissotto dos tempos que atuaram juntos na Itália. Vissotto tem uma bola mais alta e com Rapha está soltando o braço nos ataques. Eles viraram uma arma na inversão do 5-1.

Falando em oposto, a Itália saiu derrotada, mas a atuação de Ivan Zaytsev merece aplausos. Foram 30 pontos no jogo! Quer saber o que significa jogador de segurança? É só ver como ele joga. Tem um rali que ninguém define? Coloca para  Zaytsev que é bola no chão. E pode ser bola na entrada, na saída… O bloqueio brasileiro tentou e tentou e conseguiu parar o italiano no último ponto do quarto set. Ufa! Preparem-se porque domingo tem mais…

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domingo, 13 de abril de 2014 Superliga | 15:10

Sada Cruzeiro fatura Superliga e é o grande nome do vôlei masculino

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Na final da Superliga masculina da temporada 2012/2013, o Sada Cruzeiro encarou o RJX e perdeu na casa dos rivais. Depois disso, o time mineiro não soube mais o que era ser derrotado em decisões. Venceu Mineiro, Copa do Brasil, Sul-Americano, Mundial de Clubes e, na manhã deste domingo, conquistou a Superliga 2013/2014. É, sem dúvida, o grande time do vôlei no Brasil.

divulgação

Sada Cruzeiro é campeão da Superliga 2013/2014

A partida desta manhã prometia equilíbrio, como foi a final da Copa do Brasil, por exemplo. E no começo o placar até ficou parelho, mas pelos erros dos dois lados. Wallace foi bem e colocou a bola no chão para assegurar 1 set a 0 ao Sada Cruzeiro. Na parcial seguinte, o time mineiro se manteve melhor e conseguiu abrir pela primeira vez três pontos no duelo. Destaque para Filipe, seguro no passe e decisivo no ataque. Mais um set vencido pelos cruzeirenses, dessa vez com um ace de Éder.

Veio o terceiro set para liquidar a partida. Logo no começo, Leal deu um manchetão para devolver a bola e o Sesi deixou cair num golpe de vista. A bola foi dentro e o placar marcou 4 a 1. E esse foi só um dos muitos erros do time paulista. A equipe comandada por Pacheco chegou a errar cinco saques seguidos. Não dá para ganhar jogo, ainda mais uma final, assim. Quando acertaram o serviço. era tarde demais. Depois do primeiro match point do Sada Cruzeiro, Lucarelli foi para o saque e fez três ótimos serviços. Mas no primeiro contra-ataque, bola no chão com Wallace e vitória e título para a equipe mineira.

Mais sobre o set a set da partida

Mais uma vez, o Sada Cruzeiro prova o quanto vale manter uma base e seguir com projeto. O time campeão deste ano tem quase as mesmas peças do vice do ano passado. E quem não estava por lá, chegou muito bem, como o central Éder, por exemplo. Uma equipe não chega a tantas finais e soma tantos títulos a toa. Eles formam o time do momento com méritos e que sirvam de exemplos para outros elencos da Superliga.

Do outro lado, o Sesi foi quem mais investiu, contratando, por exemplo, Lucão e Lucarelli. Entretanto, a equipe mal jogou hoje. Pareciam nervosos desde o começo e a série de erros no saque são indício disso. Apesar do ótimo elenco, sentiu a pressão e não levou perigo ao Sada Cruzeiro, que arrasou com Filipe e Wallace no ataque, além de William no levantamento e todo o elenco.

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segunda-feira, 21 de outubro de 2013 Diversos | 06:50

Sada dá aula e coloca Brasil no topo no Mundial

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Divulgação/FIVB

Sada Cruzeiro é campeão mundial de clubes

O Brasil é campeão mundial de clubes de vôlei! No domingo, o Sada Cruzeiro bateu os russos do Lokomotiv Novosibirsk por 3 sets a 0 (25/20, 25/19 e 25/20) e conquistou o título do torneio. Pela primeira vez o país fatura o torneio masculino. E foi uma vitória e tanto em casa, e com casa cheia.

Leia mais sobre a partida: Sada Cruzeiro atropela o Lokomotiv e fatura o Mundial de Clubes pela primeira vez

No primeiro encontro entre mineiros e russos no Mundial, o placar apontou 3 a 2 para os europeus. Desta vez, na hora da decisão, o Sada Cruzeiro liderou praticamente o tempo todo. Se o saque foi o trunfo russo na classificatória, agora o saque foi a arma mineira. Foram seis aces, quatro só com o ponteiro cubano Leal. Mas o jogo teve muito mais do que isso…

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Logo no primeiro set, o Cruzeiro mostrou a sua cara. O time iria arriscar, sem medo. A equipe mineira deu 10 pontos em erros, mas também já emplacou saques e bloqueios certeiros. E para fechar, um dos lances da partida. Bola alta e ataque do levantador William para marcar o 25º pontos. Nas parciais seguintes, o Lokomotiv Novosibirsk saiu na frente, mas logo o Sada Cruzeiro se recuperou. Se no segundo seta virada veio com defesa de Serginho em um lance e bloqueio de Éder em outros, no set seguinte Leal emplacou uma série de aces e fez o time da casa abrir no placar.

A final foi uma bela mostra de conjunto. Williams fez o seu papel na distribuição e ainda foi eleito o melhor levantador do torneio. Leal, como já dissemos, ajudou e muito no saque e também no ataque. Também ficou com prêmio individual. O líbero Serginho, mais um premiado, salvou bolas que levantaram a torcida. Os centrais Douglas e Eder também pontuaram. O primeiro é cara veloz, que mesmo baixo consegue atacar e ser uma sombra no bloqueio. O outro foi uma das poucas mudanças para a temporada e se encaixou muito bem à equipe, colaborando ainda mais no bloqueio e em momentos chaves. E claro, Wallace. O oposto foi o melhor jogador do Mundial de Clubes. Acho que isso já diz o que ele mostrou em Betim.

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E um dos trunfos do Sada Cruzeiro, que foi vice no Mundial de 2012, é manter a base a tanto tempo. William, Filipe, Serginho, Wallace e outros seguem no time entra temporada e sai temporada. Leal chegou muito bem no ano passado e, agora, Éder e Isac são os novatos. Nada de mudar tudo de um ano para o outro. Com isso, os jogadores ganham confiança uns nos outros. Isso sem contar que estamos falando de jogadores com talento e que esse talento deu muito certo junto.

Acho que a frase do técnico Marcelo Mendez ao final do partida resume tudo: “Jogamos muito”, disse o argentino.

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terça-feira, 23 de julho de 2013 Seleção masculina | 15:22

Uma prata para começar… e agora, seleção?

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O Brasil levou a prata na Liga Mundial, primeira competição do novo ciclo olímpico. Para um time que teve a melhor campanha na primeira fase e que tem nove títulos no torneio já estava sendo criada a expectativa de mais um ouro. Entretanto, lá estava a Rússia de novo pelo caminho da seleção masculina. E com 3 a 0 do último  domingo, Bernardinho vive um jejum de quase dois anos sem títulos, já que foi campeão apenas no Sul-Americano e no Pan de 2011 e passou 2012 em branco.

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E agora, o que pensar da seleção? Na segunda-feira, na chegada a São Paulo, o técnico disse que o ideal é conseguir vitórias e medalhas no final do ciclo olímpico. Sim, de fato. Agora é começo de um trabalho, da renovação, e até 2016 muita coisa pode mudar. Vencer agora não garante que vá continuar vencendo até as Olimpíadas. Como também perder uma final não significa que vá perder por mais três anos. É que perder para a Rússia já está ficando meio traumático. Foi tropeço na Liga Mundial de 2011, virada histórica nas Olimpíadas de Londres e mais uma derrota com direito a passeio agora… É, não é legal!

Divulgação/FIVB

Brasil com a prata no pódio na Liga Mundial

Entretanto, se era necessária uma renovação, até pela leva de aposentadorias depois de Londres 2012, é agora o momento. E o resultado, para um primeiro torneio, não é ruim. Claro que o time se mostrou pouco entrosado no começo e sentiu a pressão no final. Era a primeira vez que essa formação atuava junta e a estreia de alguns no time, como William e Lucarelli.

Sobre o levantador eu mantenho o que disse desde os primeiros jogos. Ele entrou bem nas inversões, ditou um ritmo interessante de jogo. Gostei da dupla com Bruno e espero que continue. Já Lucarelli é o caçula do time e precisa se acostumar a ser perseguido pelo saque rival (o que já acontece na Superliga, diga-se de passagem). Mas tem talento de sobra para se destacar em uma posição carente, já que Murilo segue se recuperando de cirurgia, Dante ainda tem dores no joelho e Giba se aposentou. Falando nisso, Giba até comentou que queria voltar para a seleção e foi vetado por Bernardinho. Acho que tem que ser assim mesmo. O cara foi um ídolo e incontestável, mas é hora de dar chance para gente nova.

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Se o Brasil está carente na ponta e falta aquele ponteiro passador para segurar ali no fundo diante de um saque pesado como da Rússia, por exemplo, tem gente sobrando em outras posições, como no meio. Lucão é o nome do time no momento e que siga assim nos próximos três anos. Além de ser a jogada de segurança de Bruno e já ter se entrosado bem com William, tem o melhor saque da equipe. É um dos poucos a forçar três ou quatro saques seguidos e colocar todos em quadra. Isac, outro estreante, começou bem, mas logo se machucou. Já Éder tem a sua chance e pode aproveitá-la. Definitivamente, o meio não deve ser problema.

Para oposto, Renan pouco atuou e deve voltar ao longo do ciclo. Com 2,17m e bem entrosado com os levantadores, pode ser uma arma e tanto na hora de encarar esses times altos. E acho interessante a mescla Vissotto e Wallace, um alto e um mais veloz. São dois que também seguem na seleção.

No final, a Liga Mundial mostrou que é possível criar expectativas de títulos com a seleção masculina, mas que é preciso também um pouco de calma. Pelo menos foi deixado para trás o sexto lugar do ano passado…

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sexta-feira, 19 de julho de 2013 Seleção masculina | 23:28

O 3 a 0 na hora que precisava

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A seleção masculina brasileira de vôlei marcou um 3 a 0 na hora que precisava na Liga Mundial. Nesta sexta-feira, a equipe nacional venceu o Canadá, somou três pontos e, com isso, fechou a fase na liderança do grupo. Pouco depois, viu a Itália marcar 3 a 1 na Argentina e também ficar com o primeiro lugar na sua chave e, com isso, deixar a Bulgária como adversária da seleção na semifinal.

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O resultado diante do Canadá foi comemorado, ainda mais depois de mais um tropeço contra a Rússia. E lembrando que os canadenses venceram os brasileiros no ano passado na Liga Mundial. Mas nesta quinta-feira, depois de um começo um pouco abaixo, o Brasil engrenou e venceu o primeiro set. No segundo, mesmo com o equilíbrio, se manteve firme e fechou no 30 a 28. Depois, não teve aquela famosa síndrome do terceiro set e liquidou a partida em sets diretos.

Como sempre, há um lado bom e um ruim. O bom foi que no momento que realmente precisou, no primeiro jogo que era um mata-mata, o Brasil correspondeu. Wallace também foi outro destaque positivo. Já tinha achado que a entrada do oposto tinha feito bem mesmo na derrota para a Rússia. E dessa vez, como titular, ele foi o maior pontuador.

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No lado ruim tem a lesão de Vissotto. Mesmo se Wallace estiver melhor e merecer começar jogando, é bom ter uma opção no banco para as inversões. Mas Leandro Vissotto sentiu dores no joelho diante dos russos, fez exames e tem um edema no local. Antes do jogo contra o Canadá ainda não havia uma previsão exata de volta. Gosto de Lipe e o acho um bom atacante e uma opção para Bernardinho mesmo como oposto, mas é interessante contar também com Vissotto, que é mais alto, tem uma velocidade diferente de bola. Vamos ver se ele volta logo…

E dessa vez foi um 3 a 0 , sem aquela parada no meio do caminho vista em outras partidas. Ainda assim, o Brasil demorou a entrar no jogo de vez. Até Bruninho comentou que só se soltou no meio do primeiro set. Digo e repito, nem sempre pode dar tempo de se recuperar!

Agora é descansar e esperar pela Bulgária. Pelo menos o desempenho do ano passado, quando acabou em sexto lugar, ficou para trás. Será que dá para sonhar com título?

p.s.: galera, final de semana será de aniversário por aqui. Vou ficar mais velha… Tentarei acompanhar os jogos do Brasil, mas se demorar um pouco a postar, já sabem o motivo. Nos vemos amanhã, ou depois ou segunda!

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quarta-feira, 17 de julho de 2013 Seleção masculina | 22:23

Mais um 3 a 2 para a Rússia contra o Brasil

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*atualizado

O Brasil começou a fase final da Liga Mundial diante da Rússia e, mais uma vez, perdeu por 3 sets a 2 para os rivais europeus. Foi assim na Liga Mundial em 2011. Foi assim na final olímpica em Londres em 2012. E agora nesta quarta-feira, em Mar Del Plata. A diferença é que não foi aquela virada como no ano passado e tudo caminhava para um 3 a 1 para a seleção nacional. Mas os russos levaram a melhor.

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Divulgação/FIVB

Bloqueio da Rússia marcou bem o ataque brasileiro

O que faltou ao time brasileiro dessa vez? Acho que um pouco do de sempre. Faltou manter a regularidade e a cabeça no lugar. O Brasil começou mal, errando muito e virando poucas bolas no ataque. Perdeu o primeiro set entregando 10 pontos de graça. Depois, encaixou saque e bloqueio. Bruninho, um dos baixinhos do time, começou a reação no bloqueio! Lucão apareceu no saque e ainda ganhou a companhia de Lucarelli. Para ajudar, Wallace entrou no lugar de Vissotto e, com mais potência, fez o ataque entrar. Depois disso, o ataque como um todo do time começou a funcionar mais. Foram dois sets assim, bem na partida, pressionando, errando menos, variando e virando o placar.

Aí veio o quarto set. E aí faltou manter o mesmo ritmo. Do outro lado, a Rússia que conseguiu encaixar mais o saque e quebrar o passe brasileiro. Sem bolas muito boas, a jogada de meio, segurança do Brasil, não foi tão eficiente. Os russos cresceram, continuaram sacando forte e fizeram o que sabe que é a marcação forte no bloqueio. Com 17 pontos no fundamento, fecharam o quarto e o quinto sets e o jogo.

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Mas a partida teve outros pontos a serem destacados. O gigante Musersky, que assombrou o Brasil na final olímpica improvisado na saída, voltou ao meio e não assustou tanto assim. Ele fez seus pontos de ataque e bloqueio, mas também foi parado pelo bloqueio brasileiro. Entretanto, a Rússia contou com poder de ataque na outras posições. Pavlov colocou 27 bolas no chão  e foi o maior pontuador do jogo. Mas Spiridonov também virou quando acionado. Eles arrumaram o saque ao longo do jogo, se mantiveram firmes e venceram.

Reprodução/FIVB

Spiridonov, o Tintin russo. E também o provocador do time

E como os russos provocaram… Desde o primeiro set, eles provocaram. Nesse quesito, Spiridonov foi o rei. O jogador, que é cara do personagem do desenho do Tintin, é um bom jogador, tem bons fundamentos, mas como é chato! Tanto provocou que até levou vermelho. Acho que o Brasil se manteve bem, respondeu na bola quando deu e não se deixou levar. Mas não é que justo o Tintin russo marcou o ponto derradeiro? O jeito foi engolir e guardar para o próximo jogo.

O lado bom do Brasil foi a defesa. Como o líbero Mario Jr defendeu nesta partida! Ele estava muito bem posicionado em quadra, salvou diversas pancadas e fez um bom trabalho com o bloqueio. Que continue assim! Pena que nem sempre os contra-ataques passaram pelo sistema defensivo da Rússia e outros acabaram desperdiçados com erros…

Brasil volta para quadra na sexta-feira e encara o Canadá, às 16h30 (horário de Brasília). Como os dois primeiros do grupo se classificam e os russos devem ficar com a liderança porque devem passar pelos canadenses, resta à seleção fazer a sua parte no próximo jogo para se classificar. Nível para isso tem!

P.s.: Aproveitando, Felipe Marques, leitor aqui do blog, me perguntou o que achei da lista de jogadores que Bernardinho levou para  a fase final. Bem, Felipe, eu achei justa. Rapha, por exemplo, é um bom levantador, mas teve a lesão na mão no final da temporada na Itália e pouco atuou. E William tem entrado muito bem na seleção, como você mesmo destacou nos comentários. Renan é um oposto alto, jovem, mas é bom ter uma variação na posição. Já tem o Vissotto que é o grandão, é interessante ter o Wallace com seu estilo cubano. Acho que Bernardinho optou por quem ele mais testou e correspondeu! Agora é seguir acompanhando o time na fase final e quem quiser comentar, perguntar ou dar seus palpites, é só deixar o seu recado por aqui!

P.s.2: Canadá venceu a Rússia por 3 sets a 2 e embolou o grupo na noite de quinta-feira. Alguém esperava por isso? Eu não…

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sábado, 29 de junho de 2013 Seleção masculina | 15:10

Saldo na Liga: uma vitória, uma derrota e um banco que ajuda

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A seleção brasileira masculina de vôlei fechou mais um final de semana de Liga Mundial com o saldo de uma vitória e uma derrota, mas com mostras de que o banco de reservas está pronto para ajudar. O time de Benardinho venceu a França na manhã de sexta-feira por 3 sets a 2. Na manhã deste sábado, perdeu para os franceses por 3 a 1, no primeiro tropeço na competição. As duas partidas foram no ginásio do Ibirapuera, em São Paulo.

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FIVB

William arma jogada com Éder. Na vitória e na derrota, ele saiu do banco e ajudou o time

Os confrontos mostraram deficiências do Brasil, como a falta de concentração no primeiro jogo que permitiu a virada da França. Ou um saque e um sistema defensivo não muito presentes no segundo duelo. Mas também mostrou pontos positivos, como a ajuda do banco de reservas.

Na sexta-feira, a seleção precisou buscar o placar no tie-break para vencer. Entraram William e Wallace e fizeram a diferença em quadra. Tanto que Wallace começou como titular a partida deste sábado. E nesta manhã, William mais uma vez saiu do banco, agora ao lado de Leandro Vissotto, e melhorou o ritmo do Brasil, variando bem a distribuição de jogadas e recolocando Lucarelli, que estava um pouco apagado, no jogo. Foi o melhor momento do time nacional, que venceu aquele set.

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A equipe brasileira, com essas caras novas que vemos na Liga Mundial, começou a atuar junta exatamente no torneio. Ou seja, eles têm seis jogos no currículo, com uma derrota. Aos poucos estão ganhando corpo e é importante ver que o banco também ajuda e até salva em alguns momentos. Ter reservas e titulares bem entrosados é fundamental ao longo da temporada.

Além disso, Lucão é sempre um reforço neste time. Ele volta depois de contusão e segue como o cara de segurança de Bruno, e também de William, na rede, e uma peça fundamental no saque. Ele é um dos poucos que força o primeiro e acerta, força o segundo e acerta, força o terceiro e acerta…

Mas, claro, ainda há o que arrumar. Não dá para vencer dois sets e se perder, como na sexta-feira. E nem cair no saque e bobear na defesa como neste sábado. Ainda mais contra uma equipe que nem é muito experiente nem nada, mas que tem um ótimo volume de jogo. Os franceses defenderam muito bem, principalmente neste sábado, e souberam achar todos os buracos do Brasil. Mory Sibide passou um set inteiro sem ser bloqueado! E Ngapeth achou o chão brasileiro 26 vezes. No Brasil, Lucarelli, que como disse começou um pouco devagar, foi o maior pontuador, com 21 acertos.

O saldo do final de semana foi um empate, mas no geral ainda acho que é positivo. A França foi bem, defendeu mais, marcou mais e mereceu vencer. Mas ao longo da Liga Mundial, a seleção está mostrando a sua cara. Ter tantos altos e baixos, vistos desde os jogos contra a Polônia, preocupa. Mas é bom passar por isso porque a tendência e ter mais dificuldade. Semana que nem, o adversário será a Bulgária. Depois, os Estados Unidos. Vamos ver como ficará o saldo depois disso!

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