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domingo, 21 de setembro de 2014 Seleção masculina | 19:21

Polônia é campeã mundial e deixa o Brasil com frustração da prata

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A Polônia é campeã mundial masculina de vôlei. Os donos da casa honraram a festa da torcida, venceram o Brasil na decisão por 3 sets a 1 (18/25, 25/22, 25/23 e 25/22) e ficaram com o ouro. Para a seleção brasileira, a frustração de mais uma prata. Sim, um segundo lugar em um Campeonato Mundial tem o seu valor, mas no caso do jogo deste domingo também é dolorido. A Polônia foi bem, principalmente na virada de bola, e o Brasil errou mais e deu pontos quando não poderia, principalmente no final do quarto set.

Divulgação/FIVB

Polônia comemora ponto em quadra e torcida faz festa na arquibancada

A partida teve momentos parecidos com a semifinal brasileira. No primeiro set, a seleção, assim como na partida contra a França, foi arrasadora. Além de encaixar o bloqueio, com cinco pontos no fundamento, soube defender e dar cobertura. Venceu e parecia que iria encaminhar o jogo. Mas não foi nada disso.

A partir do segundo set, o Brasil conseguiu ficar poucas vezes à frente do placar. E se encostava ou finalmente tinha uma pequena vantagem, não aproveitava. No segundo set, na passagem de Bruninho pelo saque, saiu do 17 a 11 para deixar o jogo igual. Logo depois, os poloneses voltaram a atacar e fecharam. Na parcial seguinte, a Polônia liderou e no quarto set, quando o Brasil precisava levar o jogo para o tie~break para seguir com chances, a situação se repetiu. Já na parte final o time brasileiro colocou dois pontos de vantagem. Seria segurar a virada de bola e tentar fechar o set. Mas aí apareceram os erros. A Polônia foi marcando, fez um bloqueio, agradeceu dois ataques errados brasileiros e fechou o jogo em um belo contra-ataque.

Os poloneses honraram a festa armada neste Mundial. O torneio teve jogo em estádio de futebol e uma torcida apaixonada e fiel em todas as partidas. Neste domingo na final era impressionante a quantidade de gente que estava do lado de fora do ginásio para acompanhar a partida pelo telão. Foi uma festa e tanto, coroada pelo ouro.

Em quadra, os destaques da final foram o experiente levantador Zagumny e o ponteiro Mika. Zagumny saiu do banco e deu ritmo ao ataque polonês, deixando diversas vezes seus jogadores diante de um bloqueio simples. E Mika, com aquela expressão serena, foi o nome no ataque. Foi o melhor atacante da partida, com 19 bolas no chão. Deu muito trabalho ao bloqueio brasileiro.

Do lado nacional, os problemas começaram com a inversão de 5-1. Desde a Liga Mundial, com Rapha como levantador reserva, essa inversão tem ido muito bem. Na final não foi. Vissotto entrou e levou bloqueios. Rapha não conseguiu mudar o jeito do jogo. Mas tudo bem, esse não foi o maior problema. Acho que o que faltou o Brasil foi decisão. A seleção passou o jogo inteiro ali, colada no placar, mas não cresceu no final. Aquela cobertura e marcação do bloqueio do primeiro set se perderam ao longo da partia. E ali, no finalzinho, foram erros que custaram o jogo.

Fica o sentimento de frustração com a prata, ainda mais depois de três ouros seguidos em Mundiais e depois de outras pratas como nas Olimpíadas ou na Liga Mundial. entretanto, a temporada da seleção foi em uma crescente. Passou sufoco na Liga, chegou às finais e, agora, fez um bom Mundial. Foi muito bom ver Murilo de volta à boa forma, principalmente no passe. Ou Lucarelli com seus 22 anos e sendo decisivo no ataque. Mas ainda falta um pouco. Como nesta final… Faltou mais de Mário Jr no passe e nos golpes de vista. Na dúvida, vá na bola! Faltou um pouco de malícia para explorar o bloqueio. Faltou o saque de Lucão, tão importante em outros torneios. Enfim, faltou colocar a bola no chão ali ni finalzinho.

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sexta-feira, 4 de julho de 2014 Seleção masculina | 12:40

Um pouco de Brasil com cara de Brasil na Liga Mundial

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A quinta-feira sem jogo da Copa do Mundo veio em um ótimo momento para acompanhar o Brasil na Liga Mundial de vôlei. Melhor ainda que foi uma vitória por 3 sets a 1 para cima da Itália. E uma partida que a seleção mostrou que ainda sabe jogar como tal, variando as bolas, pressionando e não se deixando abalar tanto assim com algum tropeço. Com o resultado, o time segue com chances de, mesmo depois de tanto sufoco, avançar às finais da Liga.

Divulgação/FIVB

Brasil comemora ponto na vitória sobre a Itália na Liga Mundial

O primeiro set foi o melhor do Brasil. Enquanto a Itália parecia um pouco sem ritmo ao voltar a atuar com titulares depois de algumas partidas com reservas, a equipe nacional dominou. Bruninho explorou todas as jogadas. Já conhecemos o bom e velho meio com Lucão e estava com saudades de ver a pipe, aquela jogada de fundo. Lucarelli e Murilo foram acionados e corresponderam bem. Vitória com ótima atuação.

Na segunda parcial a Itália deu o troco e venceu. Entretanto, o Brasil não abaixou a cabeça de vez como em outras partidas dessa Liga Mundial. A seleção voltou, levou os dois outros sets e fechou o jogo com o placar que precisava para respirar um pouco e seguir dependendo de si para se classificar. Que venha a Itália mais uma vez no próximo domingo, mais um dia sem jogos da Copa do Mundo, para colaborar com os amantes de vôlei.

A diferença em quadra

Durante a transmissão da partida contra a Itália desta quinta-feira muito se falou que o Murilo é um termômetro da equipe. Concordo. E finalmente ele está voltando a atuar bem depois da cirurgia no ombro. Aos poucos é acionado no ataque e já está firme e forte no fundo de quadra. Com ele por ali, o Brasil ganha volume e isso é essencial. Estava fazendo falta um ponteiro passador.

E apesar dos problemas da Liga Mundial, gosto das duplas de levantador/oposto da seleção. Bruninho joga acelerado com Wallace e Rapha conhece muito bem Vissotto dos tempos que atuaram juntos na Itália. Vissotto tem uma bola mais alta e com Rapha está soltando o braço nos ataques. Eles viraram uma arma na inversão do 5-1.

Falando em oposto, a Itália saiu derrotada, mas a atuação de Ivan Zaytsev merece aplausos. Foram 30 pontos no jogo! Quer saber o que significa jogador de segurança? É só ver como ele joga. Tem um rali que ninguém define? Coloca para  Zaytsev que é bola no chão. E pode ser bola na entrada, na saída… O bloqueio brasileiro tentou e tentou e conseguiu parar o italiano no último ponto do quarto set. Ufa! Preparem-se porque domingo tem mais…

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terça-feira, 12 de novembro de 2013 Superliga | 09:34

Como estão os times na pausa da Superliga?

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A Superliga está em pausa enquanto as seleções brasileiras disputam a Copa dos Campeões. A equipe feminina já estreou no torneio com vitória por 3 sets a 0 sobre os Estados Unidos e a masculina faz aclimatação e começa a jogar na semana que vem. E por aqui, no torneio nacional, a média foi de cinco jogos por equipe. Entre os líderes, tanto no masculino quando no feminino, não há grandes novidades. Mas já há aquele de quem eu esperava mais nesse começo. Vamos a um comentário de como estão os elencos até aqui?

Superliga feminina

A maioria dos times já fez cinco jogos e até agora os líderes são aqueles velhos conhecidos. O Molico/Nestlé é o único invicto e parece que ter mudado apenas no nome e na cor faz bem.

Italiana Caterina Bosetti acabou de chegar ao Molico e já é top 10 nas estatísticas

Italiana Caterina Bosetti acabou de chegar ao Molico e já é top 10 nas estatísticas

Apesar das saídas de Fê Garay e Jaqueline, o time manteve a mesma cara do ano passado e já está entrosado. E no individual, Gabi, que já estava no elenco, passou por uma das pontas. Ou seja, mais uma que já é conhecida. Sheilla segue forte no ataque e ainda é destaque nos números do bloqueio. E quem chegou aparece bem, como a italiana Caterina Bosetti, que estreou com a Superliga em andamento e já está entre as melhores no ataque e no saque.

Leia também: Seleção feminina mantém freguesia sobre os EUA e larga bem na Copa dos Campeões

Atrás do Molico/Nestlé, aparecem Vôlei Amil, Unilever e Praia Clube, todos com uma derrota apenas. E dessas, acho que a que surpreendeu foi a do time carioca para o Rio do Sul por 3 a 1.

E já que falamos de reforços, por aqui as novidades também se deram bem. Tandara é a maior pontuadora do torneio e está em boas mãos no comando de Zé Roberto. No ano passado ela já tinha sido a segurança do Sesi e, agora, pode repetir e melhorar a atuação em Campinas.  Sob o comando de Bernardinho, Brankica Mihajlovic já está entre as tops no ataque e pela potência no saque, logo será destaque no fundamento também. E no Praia, quem está melhor nas estatísticas é a norte-americana Kimberly Glass, top entre as pontuadoras e atacantes.

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Do outro lado, teve gente que vai para a pausa da Superliga devendo. Acho que é o caso do Brasília Vôlei. Com elenco de experientes como Paula Pequeno, Erika, Dani Scott e Elizângela, a equipe fez seis jogos e só venceu dois. E isso inda sem enfrentar nenhum líder. O Sesi, que desde a criação é um pouco mais promessa que realidade, apesar de ter chegado à semifinal no ano passado, continua tropeçando e também só tem dois triunfos. Pausa de muito trabalho para esses elencos!

Superliga masculina

Entre os homens, a lista de invictos é mais extensa. Sada Cruzeiro, atual campeão mundial, é o dono da primeira colocação. Também seguem 100% RJX e Sesi. E também não é nenhuma novidade ter esses três na ponta.

Sada Cruzeiro manteve a base, tem o reforços como Éder e lidera a Superliga

Sada Cruzeiro manteve a base, tem o reforços como Éder e lidera a Superliga

O Sada é quase  o mesmo time do ano passado e a filosofia de manter o elenco já se mostrou muito positiva. Além de Wallace, William, Leal, Filipe e companhia, ainda chegaram Éder e Isac. O RJX perdeu jogadores como Dante ou Théo, mas trouxe Leandro Vissotto. E o Sesi foi quem mais investiu, com Lucão, excelente central e dono de um saque que dispensa qualquer comentário, e Lucarelli, destaque da nova geração. E não é a toa que os maiores pontuadores da Superliga são desses times: Wallace, Vissotto e Lucarelli.

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Seguindo na tabela também estão times que vieram interessantes nesta temporada. Entre quarto e sexto estão Brasil Kirin, Moda/Maringá e Vivo/Minas. Os campineiros tem gente boa no elenco, como Vini ou João Paulo Bravo. Já a equipe do Paraná reeditou a dupla Lorena e Ricardinho. E o Vivo/Minas tem o melhor atacante até aqui, Franco, e logo terá Filip em plena forma e que deve fazer a diferença, como na temporada passada.

Queria ver mais ainda do Canoas. Até agora venceu dois e perdeu quatro jogos, mas conta com o veterano cubano Dennis, por exemplo. Será que ele ainda pode ser aquele cara dos anos 90, que foi a pedra no sapato do Brasil com um saque estiloso e um ótimo ataque?

A Superliga volta ainda em novembro. A feminina terá Minas x Pinheiros no dia 19 e a rodada cheia no dia 26. Para os homens os trabalhos voltam no dia 23. Até lá, é treino para quem está por aqui e seleção brasileira lá no Japão.

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terça-feira, 23 de julho de 2013 Seleção masculina | 15:22

Uma prata para começar… e agora, seleção?

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O Brasil levou a prata na Liga Mundial, primeira competição do novo ciclo olímpico. Para um time que teve a melhor campanha na primeira fase e que tem nove títulos no torneio já estava sendo criada a expectativa de mais um ouro. Entretanto, lá estava a Rússia de novo pelo caminho da seleção masculina. E com 3 a 0 do último  domingo, Bernardinho vive um jejum de quase dois anos sem títulos, já que foi campeão apenas no Sul-Americano e no Pan de 2011 e passou 2012 em branco.

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E agora, o que pensar da seleção? Na segunda-feira, na chegada a São Paulo, o técnico disse que o ideal é conseguir vitórias e medalhas no final do ciclo olímpico. Sim, de fato. Agora é começo de um trabalho, da renovação, e até 2016 muita coisa pode mudar. Vencer agora não garante que vá continuar vencendo até as Olimpíadas. Como também perder uma final não significa que vá perder por mais três anos. É que perder para a Rússia já está ficando meio traumático. Foi tropeço na Liga Mundial de 2011, virada histórica nas Olimpíadas de Londres e mais uma derrota com direito a passeio agora… É, não é legal!

Divulgação/FIVB

Brasil com a prata no pódio na Liga Mundial

Entretanto, se era necessária uma renovação, até pela leva de aposentadorias depois de Londres 2012, é agora o momento. E o resultado, para um primeiro torneio, não é ruim. Claro que o time se mostrou pouco entrosado no começo e sentiu a pressão no final. Era a primeira vez que essa formação atuava junta e a estreia de alguns no time, como William e Lucarelli.

Sobre o levantador eu mantenho o que disse desde os primeiros jogos. Ele entrou bem nas inversões, ditou um ritmo interessante de jogo. Gostei da dupla com Bruno e espero que continue. Já Lucarelli é o caçula do time e precisa se acostumar a ser perseguido pelo saque rival (o que já acontece na Superliga, diga-se de passagem). Mas tem talento de sobra para se destacar em uma posição carente, já que Murilo segue se recuperando de cirurgia, Dante ainda tem dores no joelho e Giba se aposentou. Falando nisso, Giba até comentou que queria voltar para a seleção e foi vetado por Bernardinho. Acho que tem que ser assim mesmo. O cara foi um ídolo e incontestável, mas é hora de dar chance para gente nova.

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Se o Brasil está carente na ponta e falta aquele ponteiro passador para segurar ali no fundo diante de um saque pesado como da Rússia, por exemplo, tem gente sobrando em outras posições, como no meio. Lucão é o nome do time no momento e que siga assim nos próximos três anos. Além de ser a jogada de segurança de Bruno e já ter se entrosado bem com William, tem o melhor saque da equipe. É um dos poucos a forçar três ou quatro saques seguidos e colocar todos em quadra. Isac, outro estreante, começou bem, mas logo se machucou. Já Éder tem a sua chance e pode aproveitá-la. Definitivamente, o meio não deve ser problema.

Para oposto, Renan pouco atuou e deve voltar ao longo do ciclo. Com 2,17m e bem entrosado com os levantadores, pode ser uma arma e tanto na hora de encarar esses times altos. E acho interessante a mescla Vissotto e Wallace, um alto e um mais veloz. São dois que também seguem na seleção.

No final, a Liga Mundial mostrou que é possível criar expectativas de títulos com a seleção masculina, mas que é preciso também um pouco de calma. Pelo menos foi deixado para trás o sexto lugar do ano passado…

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quinta-feira, 3 de novembro de 2011 Seleção feminina, Seleção masculina | 22:16

O Pan-Americano deu alguma para 2012 no vôlei?

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O Brasil, que voltou para casa com duas medalhas de ouro no Pan-Americano, se prepara para jogar a tão esperada Copa do Mundo, que dá três vagas para as Olimpíadas de Londres. As mulheres ganharam o título no México com praticamente o mesmo time que está na Copa. Já os homens usaram o time B em Guadalajara e Bernardinho ainda não convocou o grupo que irá ao Japão. Com o fim do Pan e às vésperas de torneio visto como o mais importante do ano, será que alguma das caras novas no México conseguiu uma vaga no elenco olímpico?

Tandara - Vipcomm

Tandara comemora ponto em vitória no Pan-Americano

Sobre a seleção feminina não há muito o que falar, mas o Pan mostrou mais uma vez que s novatas Tandara e Fernanda Garay chegaram ao time para ficar. Tandara não vai tirar o lugar de Sheilla, mas é uma bela opção para as inversões de 5-1 por ser diferente da oposta titular, jogando mais na potência. E Garay dá mais estabilidade ao passe e é um bom meio termo entre Paula Pequeno e Mari para compor a equipe.

Os homens depois do ouro adotaram um discurso de que o grupo da seleção principal já está fechado. Sim, a base está pronta e nem é a hora de mudanças radicais, mas acho que as vagas de opostos seguem abertas.

Vissotto está na Itália e, pelos números, voltou a se dar bem por lá. Ele perdeu a Supercopa da Itália com o Cuneo para o Trentino, seu ex-time, mas marcou 28 pontos no jogo, ou seja, foi o cara de segurança que se espera de um oposto. Já Wallace Martins aparece como forte candidato. Ele foi reserva no Pan, mas no único que jogo que ficou mais tempo em quadra, foi o maior pontuador e também a tal segurança. Ele já me parece pronto para o time principal e pode ser o oposto que alia força e o jeito que faltou ao Brasil, por exemplo, na Liga Mundial.

Wallace Martins - Vipcomm

Wallace Martins segue na briga pela vaga de oposto na seleção principal

Giba estava se recuperando de dores na canela e, se seguir como dúvida para a Copa, abre mais uma vaga para quem foi bem no Pan. Seguindo a lógica de Bernardinho, ele chamaria Thiago Alves, mais acostumado à seleção. Mas Lipe fez um grande torneio e é mais um concorrente. Pena que a posição de ponteiro é a mais lotada da equipe com Murilo, Dante, João Paulo Bravo e Giba (?).

Uma mudança que poderia valer a pena seria no meio, de veterano por veterano. Como comentaram por aqui, Gustavo poderia ficar no lugar de Rodrigão. Gustavo finalmente conseguiu jogar de novo na seleção, em um ótimo saque e é o cara no bloqueio. Eu apostaria nesta troca.

E o Pan também mostrou evolução de quem já tem vaga no time. Bruninho soube usar muito bem o entrosamento com quase todo o time que estava no México das épocas de Cimed e evoluiu muito em quadra. Foi seguro em todos os jogos. Recuperou a vaga de titular que estava meio “bamba” nas últimas competições.

A Copa do Mundo começa nesta sexta-feira para mulheres e no dia 20 de novembro para os homens. Por enquanto, espero ter respondido aos comentários que vocês deixaram por aqui durante a minha maratona na redação com a cobertura do Pan (e obrigada pela compreensão!)

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terça-feira, 14 de junho de 2011 Seleção masculina | 08:00

Que venham os jogos para embalar na Liga Mundial

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As férias acabaram, estou voltando aos poucos para o blog, o Brasil está na Liga Mundial… Mas confesso que estou um pouco decepcionada com a atuação da equipe nas últimas partidas. Quem acompanhou os jogos, principalmente os duelos contra os Estados Unidos, viu uma seleção de começo apático e que, aos poucos foi se recuperando em quadra. O problema é que nem sempre dá tempo de se recuperar completamente…

No último final de semana foi assim. No sábado, o time ganhou um ânimo novo com a entrada de Sidão e conseguiu vencer os norte-americanos (veja como foi a vitória). Já domingo, mesmo com a presença do central na rede e mudanças no elenco, o Brasil cometeu erros bobos no final do set e perdeu a primeira na Liga Mundial (leia mais sobre o tropeço brasileiro).

Essa derrota não prejudica a campanha da seleção no torneio e, como disseram Bernardinho e os jogadores, a equipe dificilmente é campeã invicta. Mas vale deixar o sinal de alerta ligado, afinal, o Brasil tem que ser Brasil, com o jogo rápido, variado e vibrante, desde o primeiro ponto.

Por outro lado, Bernardinho tem, mais uma vez, bons jogadores em quadra e no banco. Marlon tem entrado bem nas inversões e Wallace acirrou a briga pelas vagas de oposto. Vissotto, titular da posição, já teve atuações bem apagadas na seleção e brilhou em momentos decisivos. Já o novato do Sesi tem uma boa mescla de habilidade e potência, mas deu erros que custaram a vitória dos EUA no domingo. E ainda tem Théo, que corre por fora.

Na ponta, quem se destaca é João Paulo Bravo. Ele dá um bom volume ao passe da equipe nacional ao lado de Murilo e Serginho (falando nele, o líbero voltou como um menino ao time!) e tem se mostrado um atacante inteligente, que sabe explorar o bloqueio. Os tempos no exterior fizeram bem ao jogador.

A baixa mais sentida, para mim, é a de Gustavo. O central voltou bem à seleção, fechou a rede contra a Polônia, mas foi cortado por causa de fratura no pé e substituído por Éder. Para alívio, Sidão tem entrado bem tanto no ataque, sua especialidade, quanto no bloqueio.

Agora, o Brasil tem dois jogos pela frente para embalar. A seleção fecha os jogos em casa contra Porto Rico. Diante da equipe mais fraca do grupo, os brasileiros podem jogar sem tanta pressão e entrarem mais soltos em quadra. Acho que está faltando isso ao time. É início de temporada e a falta de ritmo é normal, mas já está chegando a hora de jogar com empolgação comum aos nossos jogadores e também paciência para buscar o resultado e segurar o placar, sem voltar a errar. Então, que venha Porto Rico!

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terça-feira, 5 de outubro de 2010 Seleção masculina | 12:29

Entre altos e baixos, Murilo é unanimidade na seleção

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A seleção brasileira masculina de vôlei folga nesta terça-feira no Campeonato Mundial e assiste ao duelo entre Alemanha e República Tcheca, rivais do grupo na terceira fase. E, depois de seis jogos no torneio, o Brasil vive alguns altos e baixos, mas um jogador é unanimidade: Murilo

Murilo é "o cara" do Brasil nesta temporada

Murilo é "o cara" do Brasil nesta temporada

O ponteiro, que já é destaque no time desde a Liga Mundial, segue recebendo elogios de todos. Mais uma vez, ele foi grande em quadra na vitória sobre a República Tcheca. Mesmo com o nervosismo da equipe, que perdeu dois sets graças, em grande parte, a diversos erros. No quarto e no quinto sets, o Brasil se reencontrou, encaixou o saque e venceu. Apesar da oscilação, Murilo seguiu firme o tempo todo. Ele forçou e acertou a mão no saque, foi presente na defesa e chamou bola no ataque.E o ponteiro foi lembrado por Bernardinho e pelo técnico tcheco após a vitória. Veja o que eles falaram da partida:

“Nós elevamos  nosso jogo a partir da metade do quarto set e tivemos o melhor desempenho do torneio no quinto. Murilo foi muito bom nesses sets e espero que ele possa descansar um pouco para o próximo jogo”, disse Bernardinho.

“É muito difícil tirar a diferença de três, quatro pontos no quinto set, ainda mais com os ataques de Murilo e Dante”, afirmou Jan Sbodova, comandante da República Tcheca.

Murilo, na minha opinião, é o cara desse time. Ele é um termômetro da equipe, como era Marcos Milikovic na Argentina, na década de 90, e como ainda é Milijkovic na Sérvia. A diferença é que esses dois são opostos e, normalmente, já são a segurança do time. No caso do Brasil, a segurança vem das pontas. E vamos ser justos: Dante também está muito bem desde que voltou à seleção.

Rodrigão vive grande fase no Mundial

Rodrigão vive grande fase no Mundial

Outros “altos” na seleção
Aproveitando as palavras dos técnico, segue a minha visão sobre alguns jogadores do Brasil… Outro que vive em alta na seleção é o central Rodrigão. Muita gente já criticou suas atuações, já deixaram até comentários aqui no blog contra a sua convocação, mas ele está se superando em quadra. O central é o líder no bloqueio no torneio, com 24 pontos marcados neste fundamento. Além disso, tem feito belas cravadas no ataque.

Ainda no lado positivo, não posso ignorar Bruninho. Ele cometeu alguns erros contra os tchecos, mas está, no geral, se apresentando muito bem no Mundial. E vale lembrar que ele era, até o jogo de ontem, o único levantador do time! Bruno é novo, não teve tempo na seleção ao lado de grandes veteranos para “receber o bastão”, como aconteceu na troca de Maurício por Ricardinho, e está fazendo o que sabe e o que pode. E acho que está fazendo bem. Para aliviar a pressão, Marlon está de volta. Ele ainda se recupera, não deve suportar uma pressão toda, mas é um gigante por encarar a quadra depois de dias de cama, cinco quilos perdidos e tudo mais que passou com a inflamação no intestino.

Vissotto ainda precisa melhorar...

Vissotto ainda precisa melhorar...

Os “baixos na seleção”
Essa seleção ainda é um time em formação e que encara o seu primeiro grande campeonato. As oscilações são normais, mas tem gente que poderia render mais na equipe… Acho que Leandro Vissotto e Lucão se encaixam neste quadro. Vissotto é um grande oposto, mas parece inseguro em quadra e não solta o braço no ataque. E isso reflete na opção de Bruno em usar Murilo e Dante como os caras “de segurança”, tanto de ele ganhou uma boa opção com a entrada de Théo contra os tchecos. Já Lucão é dono de saque potente, mas ainda não acertou a mão. Ele tem errado demais no fundamento e precisa recuperar a confiança.

A concentração da equipe também entra nessa lista de “baixos”. Foi por nervosismo que o Brasil se complicou contra a República Tcheca. Antes, na primeira fase, deu bobeadas no fundo. E a partida contra Cuba, apesar de ter sido um grande jogo, poderia ter sido diferente se a seleção tivesse acertado mais contra-ataques. Na minha opinião, tudo isso é resultado de falta de concentração.

Com altos e baixos, o Brasil segue no Mundial e ainda é candidato ao título. Vamos esperar o jogo contra a Alemanha, nesta quarta-feira, para acertar os erros e confirmar a vaga na semifinal.

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sexta-feira, 30 de julho de 2010 Seleção masculina | 14:47

Sai a primeira lista para o Mundial… Sem Ricardinho

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Depois de tanta especulação, Bernardinho divulgou a lista de convocados para o Campeonato Mundial e deixou Ricardinho de fora. Os levantadores do Brasil no torneio na Itália serão Bruno e Marlon, assim como nas finais da Liga Mundial. Segundo a CBV, essa lista ainda pode sofrer mudanças até o campeonato.

Eu concordo com o que Bruno me disse no desembarque da seleção depois do nono título da Liga. Ricardinho poderia até voltar, se tivesse realmente com vontade de ajudar e trabalhar pelo time. Ele poderia fazer o papel do Giba, por exemplo, que nas finais da Liga pouco atuou, mas estava sempre ao lado do time, cobrando e incentivando a todos. Ricardinho é, sem dúvida, um excelente levantador, que revolucionou o jeito de se jogar com as bolas aceleradas, e faria bem a qualquer time, desde que quisesse fazer parte do grupo. Sabemos que no time de Bernardinho não existe estrelismo. Talvez por isso ele não tenha sido convocado. Não posso afirmar…

O fato é que contaremos com Bruno e Marlon em um campeonato bem mais complicado que a Liga Mundial. O torneio é corrido e desgastante (são só duas semanas) e não dá tempo de recuperar as falhas. Bruno reconheceu que não esteve bem nos últimos jogos. Ele não fez uma boa Liga, bastante inconstante e sem acertar a velocidade dos atacantes de ponta. Marlon entrou e resolveu esse problema, mas se perdeu com os jogadores de meio. Que os treinos os ajudem! Aposto na melhora de Bruno, que sabe ser ousado, só precisa jogar solto como faz na Cimed.

Mesmos opostos
Posso estar exagerando, mas fiquei preocupada também com nossos opostos na Liga Mundial. Leandro Vissotto chegou a melhorar no final da fase classificatória, mas caiu nas finais. Isso pode ter relação com levantamento, eu sei, mas o oposto está ali para se virar com as bolas ruins e ser a segurança. E, no geral, não senti segurança com Vissotto. Ele tem potencial para jogar mais, como no vôlei italiano. Aproveitando o assunto, Vissotto finalmente confirmou que está acertado com o Vôlei Futuro, como havia adiantado por aqui (leia mais – Como será a parceria de Vissotto e Ricardinho no Vôlei Futuro?) Voltando à seleção, pelo menos Théo entrou bem na final. Já Wallace é ótimo, pula muito, mas ainda precisa de maturidade no time, o que é normal para um jogador jovem.

Gostaria de ver André Nascimento de volta ao time, pelo menos para ser um cara experiente na posição. Ele estava com muita vontade de voltar! Conversamos algumas vezes sobre essa possibilidade e ele sempre se mostrou disposto, com os olhos brilhando. Ele tem um estilo próprio, batendo com velocidade. Mas não foi dessa vez.

Mário Jr é o líbero
Isso não é novidade. Já esperávamos que Serginho não teria tempo para se recuperar da cirurgia na coluna e treinar e jogar o Mundial. Ele é o melhor do mundo e Mário Jr está se esforçando ocupar o seu lugar. Também foi instável na Liga Mundial, mas cresceu na decisão, quando o Brasil precisava de passe e defesa para armar bem as jogadas e não cair no bloqueio russo.

Novidades e voltas
Sem Serginho, Alan voltou a ser convocado como líbero. Ele atuou pouco na Superliga pelo Pinheiros/Sky porque estava se recuperando de lesões no tornozelo, mas costuma ser um bom defensor. No meio, Éder segue no time. Também por causa de lesão ele perdeu a Liga Mundial, mas será um bom reforço no bloqueio. Na ponta, mais uma vez João Paulo Bravo foi convocado, mas essa posição já está “lotada”. Murilo e Dante estão em ótima fase, além de Giba, o capitão do time. Tem também Thiago Alves, que se mostrou uma boa arma no saque. Não sei se João Paulo terá espaço…

Admiro o trabalho de Bernardinho e, como brasileira, torço pela seleção. Que venha o Mundial! O Brasil se reapresenta em Saquarema na segunda-feira, e não mais no domingo, como tinha sido divulgado. O torneio começa dia 24 de setembro e a equipe nacional está no grupo B, ao lado de Espanha, Turquia e Cuba.

Veja a lista de convocados
Levantadores: Bruno e Marlon
Opostos: Leandro Vissotto, João Paulo Tavares, Théo e Wallace
Ponteiros: Dante, Murilo, Giba, Thiago Alves e João Paulo Bravo
Centrais: Lucão, Rodrigão, Sidão e Éder
Líberos: Mário Jr e Alan

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terça-feira, 20 de julho de 2010 Seleção masculina | 14:14

É chegada a hora das finais da Liga Mundial

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As finais da Liga Mundial começam nesta quarta-feira, na Argentina. O Brasil busca seu nono título no torneio, assim como a Itália. Cada uma está em grupo e podem, quem sabe, se enfrentar na semi ou mesmo na final deste ano. Para nos localizarmos nas chaves, um resumo de cada grupo e suas seleções rumo à decisão. No final, vocês também podem, e devem, fazer as suas análises e dar os seus palpites!

Grupo E: Argentina, Brasil e Sérvia
Argentina: É a dona da casa e busca o primeiro pódio na Liga Mundial. Vi poucos jogos dos anfitriões e não fiquei surpresa. Eles têm um time renovado e um grande treinador, Webber, que conhece muito bem os brasileiros e o seu estilo de jogo, já que atuou muitos anos por aqui. Será o adversário do Brasil na estreia, no dia 21 de julho, às 21 horas.

Brasil: Chegou até aqui com uma derrota em casa e alguns jogos sem impressionar. Mas, como todo time de Bernardinho, cresceu nas últimas partidas. Vissotto e Murilo são dois nomes de destaque. O primeiro jogou bem desde o começo e mostrou versatilidade, bloqueando e atacando mesmo sendo um “baixinho” de 1,90. O outro, o gigante do time, foi o diferencial contra a Bulgária e se tornou o verdadeiro homem de segurança. Os outros jogadores também merecem méritos, afinal, esse time não é de um atleta ou de outro. É um grande conjunto. O que precisa ser trabalhado, entretanto, é o saque. O Brasil foi irregular neste fundamento na primeira fase da Liga e isso pode pesar na hora da decisão.

Sérvia: Conseguiu a vaga como melhor segunda colocada. Segundo Bernardinho, é habilidosa e considerada a “brasileira da Europa”. As estatísticas do torneio comprovam a força do time. O oposto Sasa Starovic, de 22 anos, assumiu o lugar deixado por Milijkovic, o melhor jogador do país. O jovem é o maior pontuador da Liga Mundial e dono do melhor saque. Pela ponta, a seleção conta com Stankovic, terceiro melhor atacante. Ainda é comanda pelo levantador Petkovic, o líder no fundamento. Eles devem buscar uma revanche contra o Brasil, já que foram derrotados em casa na final do ano passado. Brasil e Sérvia se enfrentam no dia 22 de julho, também às 21 horas.

Grupo F: Itália, Rússia e Cuba
Itália: Pode se dizer que, depois de algumas temporadas sem um grande voleibol, os italianos foram a surpresa da primeira fase. Lideraram seu grupo, passando por Sérvia e França, e ganharam elogios de Bernardinho. “Os italianos estão voltando ao rol dos finalistas. Chegam por méritos próprios e são candidatos ao título. O time mescla jovens com grandes veteranos, como o Fei, que é um excelente passador e diferencial da equipe; o Mastrangelo, um dos maiores bloqueadores do mundo; e o Vermiglio, um grande levantador. Taticamente a Itália beira o brilhantismo”, disse o técnico ao site oficial da CBV. Se o Brasil ficar em primeiro do grupo e a Itália em segundo, ou vice e versa, eles duelariam na final. Gostaria de ver essa decisão neste ano. Seria uma bela briga pela supremacia na Liga, já que Brasil e Itália tem oito títulos cada um.

Rússia: É a grande equipe dessa Liga Mundial. É um time com o jogo típico da escola europeia, com muita força. Eles sacam e bloqueiam muito bem. O oposto Dmitriy Muserskiy é o melhor bloqueador do torneio até agora. O central Volkov, outro destaque, é o sétimo no fundamento. No saque, a Rússia é a única seleção com dois jogadores entre os cinco melhores: Muserskiy, de novo, na 3ª posição, e Mikhaylov, na 4ª. É o provável adversário do Brasil em uma final. Pode depender do duelo contra a Itália para definir o líder do grupo.

Cuba: É um time que joga na força física. Eles têm explosão no ataque e pancada no saque. Podem complicar, mas acho que ainda estão atrás da Rússia, pelo menos. Mas, como bem conhecemos o jeito cubano de jogar, melhor não menosprezar. Os jogadores mudam, mas a marra é a mesma. Eles crescem e ganham confiança quando estão na frente. O jovem León, de 16 anos, segue no time como grande força no serviço.

Jogos da fase final da Liga Mundial
Grupo E
21/07 – 21 horas – Brasil x Argentina
22/07 – 21 horas – Sérvia x Brasil
23/07 – 21 horas – Argentina x Sérvia

Grupo F
21/07 – 17h30 – Itália x Rússia
22/07 – 17h30 – Rússia x Cuba
23/07 – 17h30 – Cuba x Itália

Agora é com vocês! O que esperam das finais da Liga Mundial? O Brasil chega à decisão? Contra quem? Deixem seus comentários!

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quarta-feira, 7 de julho de 2010 Seleção masculina | 12:46

A vitória que vale a classificação na Liga Mundial

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A seleção brasileira masculina pode assegurar a vaga na fase final da Liga Mundial nesta quinta-feira. Para isso, é preciso vencer a Bulgária fora de casa. E agora, o que deve ser feito no time para segurar a liderança e garantir logo o passaporte para os jogos na Argentina? Vamos a alguns palpites…

Concentração
O Brasil chega à Bulgária com duas vitórias sobre a Coreia do Sul, mas com alguns problemas. Pedi ajuda para Thiago Alves para entender o aconteceu com a seleção para perder uma parcial em cada jogo. “O time vacilou porque nos dois dias estávamos vencendo o 3º set e, no final, acabamos entregando nos nossos próprios erros. Se não me engano, no sábado os dois últimos pontos foram dois aces que ficamos naquela dúvida se ia dentro ou fora”, disse.

Isso pode ser falta de concentração, afinal, o Brasil se perdeu com os próprios erros. Contra a Bulgária, é fundamental ter atenção a todos os detalhes já que, do outro lado da quadra, estarão jogadores experientes, bons no ataque e que também sonham com a vaga na fase final.

Saque x recepção
Como vimos no primeiro final de semana da Liga Mundial, o jogo da Bulgária é baseado em saque forçado. Eles sacam pesado o tempo todo e a nossa recepção precisa estar ligada para, mesmo assim, conseguir passar bem as bolas para não cairmos nas jogadas mais lentas.

Inteligência no ataque
E chegamos a outro ponto observado por Bernardinho depois dos primeiros jogos. Para vencer a Bulgária, é preciso atacar com inteligência. Não adianta soltar o braço contra o bloqueio deles, que é muito bem armado. Tem que explorar no caso das bolas mais altas e acelerar quando possível. Foi assim que Murilo se destacou no começo da Liga Mundial, e passou pelo bloqueio mesmo com 1,90m. E aqui é bom contar com Leandro Vissotto em uma crescente, afinal, será para ele a bola mais complicada, para bater por cima do bloqueio triplo.

Vale também inteligência no saque. Às vezes, o serviço forçado é ótimo, mas também é possível sacar flutuante para atrasar a jogada e tirar, por exemplo, Kaziyski do ataque. E essa variação no serviço é uma das qualidades do Brasil, que tem jogadores como Lucão, especialista na pancada, e Rodrigão, bem no flutuante.

E você? O que acha que o Brasil precisa fazer para vencer a Bulgária e assegurar a vaga na fase final? Dê o seu palpite!

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