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domingo, 14 de abril de 2013 Superliga | 12:16

Com uma virada e tanto, RJX é campeão da Superliga

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A Superliga masculina tem um novo campeão! Uma semana depois de a Unilever aplicar uma virada para faturar o título no feminino, o RJX também reverteu o placar, marcou 3 a 1 para cima do Sada/Cruzeiro neste domingo no ginásio do Maracanãzinho e levou o ouro. A Superliga nessa temporada foi toda do Rio… E com uma virada sem dar nenhuma chance ao rival!

No primeiro set, o Sada Cruzeiro foi dominante e parecia que ia segurar o título conquistado em 2011/2012. O time mineiro fez o seu jogo, com volume, bolas bem distribuídas e contra-ataque. Até o bloqueio, que foi a principal arma do RJX, funcionou mais para o lado mineiro. Com isso, o jogo começou com 25 a 15 no placar!

O que poderia ser fácil para o Sada Cruzeiro virou completamente a partir do segundo set, quando o RJX acordou e logo emplacou 5 a 1. Além de se manter à frente o tempo todo, o bloqueio, que acabei de comentar, voltou. Foram sete pontos na parcial no fundamento. Com isso, vitória por 25 a 18 e tudo igual. Mas não ia parar por aí. De novo com bloqueio e ainda saque, que funcionou com aces de Lucão, a situação se repetiu para os cariocas na terceira parcial, até com o mesmo placar.

O RJX manteve o embalo na quarta parcial para consolidar a vitória. Mais uma vez, o time dominou do começo ao fim. Já o Sada se perdeu, errou mais e não conseguiu reagir. Para liquidar a partida, saque de Théo, erro na recepção do Sada Cruzeiro, 25 a 14 e 3 sets a 1 no placar.

Para a decisão, o RJX sabia do volume de jogo do Sada/Cruzeiro. Sabia também que precisava do seu saque e principalmente do seu bloqueio para se destacar. Foi o que fez quando entrou no jogo a partir do segundo set. Lucão, destaque na temporada, foi o maior pontuador na segunda e na terceira parciais e marcou presença. Thiago Alves, que ajudou e muito na semifinal diante do Vivo/Minas, fechou dois sets e virou diversas bolas. Foi o melhor em quadra. Théo colaborou na segurança. Todo mundo fez a sua parte e, por isso, o título.

Já o Sada Cruzeiro parou depois do primeiro set. O time começou a errar e o saque, tão importante na semifinal, não atrapalhou a vida do RJX. A equipe carioca demorou para entrar, mas quando embalou, não parou mais. Liderou do segundo set ao último ponto! Faturou o seu primeiro título na sua segunda temporada. Honrou ser o elenco de maior investimento e soube usar os seus pontos fortes, os diversos erros do Sada e a festa da torcida a eu favor.

E no final, acabou sendo um jogo em casa para o RJX. O Maracanãzinho já havia sido escolhido o palco da decisão antes mesmo do começo da Superliga. Depois de turno, returno e playoffs, acabou que o time que manda o jogos aqui veio para decisão. E mesmo se a briga pelo título fosse na casa do líder, o confronto seria de mando do RJX, que avançou em primeiro. Com isso Maracanãzinho está em festa, pode gritar: “É campeão!”.

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sábado, 6 de abril de 2013 Superliga | 00:45

E o RJX está na final da Superliga masculina

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A Superliga masculina já tem a sua final definida. Depois de o Sada/Cruzeiro fechar a série em dois jogos contra o Sesi, o RJX venceu o Vivo/Minas agora há pouco e carimbou o seu passaporte. Foi a vitória do mais agressivo e que confirmou a condição de favorito, já que havia liderado a fase de classificação. Além disso, honrou o investimento como o time mais badalado do torneio e jogou como conjunto nesta semifinal.

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Alexandre Loureiro/INOVAFOTO

Thiago Alves foi um dos destaques da vitória do RJX

No jogo desta noite, o primeiro set foi bastante equilibrado, mas vencido pelos cariocas. Os donos da casa dominaram na segunda parcial e ali ficou clara a diferença na agressividade. Os saques e ataques potentes do RJX entravam, enquanto o Vivo/Minas parou. Mais uma vitória para o lado carioca, que também encaminhava a partida no terceiro set, chegando a marcar 14 a 10.

Aí a reação do lado mineiro com a sua característica de time mais “jogueiro”. Eles assumiram a ponta e não saíram mais, forçando o quarto set. A situação, entretanto, se inverteu. Depois de Maurício bloquear e Lucarelli marcar, o Vivo/Minas abriu 18 a 14. Mas o RJX reagiu e num ace perfeito de Thiago Alves, empatou em 24 a 24. Da Silva, que havia entrado há pouco, virou um contra-ataque e colocou o time na frente. Depois, com bloqueio, veio a vitória por 3 sets a 1 (29/27, 25/17, 22/25 e 27/25).

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O resultado leva o RJX a sua primeira decisão da Superliga. Era a equipe com maior investimento disparado, com jogadores renomados e fez o seu papel. Em quadra, dois destaques na minha opinião. Riad estava inspirado no saque e também nos outros fundamentos. Normalmente o central badalado e segurança de Bruninho é Lucão, mas Riad foi bem em grande parte da partida e desequilibrou. Outro nome é Thiago Alves. O ponteiro virou bolas importantes em diversos momentos, desde o primeiro set. E aqui tenho que concordar com os comentaristas da partida. No final, ele partiu para o saque e encaixou um belo ace. Na sequência, poderia complicar o time com um erro. E é muito comum pontuar e, depois, forçar de novo buscando aquele fundinho da quadra e errar. Mas Thiago teve cabeça no lugar, executou um saque firme, mas seguro, e o jogo seguiu. Ele fez a parte dele com o ace. Não precisava decidir tudo ali. Ele confiou na equipe, começou a jogada e o RJX matou o contra-ataque. Fez as escolhas certas e o conjunto fez a sua parte. Isso é a atuação como um time.

Mas não dá para ignorar o outro lado. Como lembrou Marcelinho após o jogo, quem apontava o Vivo/Minas como candidato à finalista desta Superliga? Mas a equipe cresceu demais e não avançou por pouco. Méritos de um elenco, como já ressaltei por aqui, que uniu bem experiência e juventude. Marcelinho teve uma excelente temporada. Além de seguir com as bolas mais seguras que sempre foram a sua característica, ele faz jogadas lindas, rápidas, arriscadas. O lado dos mais rodados ainda contou com Henrique e seu saque. Já na ala dos novatos, o nome é Lucarelli. O ponteiro amadureceu demais e está pronto.

Lucarelli já esteve no “O nome da Superliga”. Relembre

Mas o time mineiro deixa a competição e pensa na próxima temporada. Seria muito interessante manter o elenco e continuar o trabalho. Já o RJX tem uma semana de treino pela frente. Nesta noite, foi agressivo, forte no bloqueio nos momentos decisivos (fundamento que eu acho que é melhor da equipe e foi assim em toda a Superliga), honrou o elenco estrelado e está na decisão. E tudo isso depois de levar um 3 a 0 fora de casa… Merece o parabéns pela vaga e pelo trabalho na temporada. Agora é esperar pela final. No dia 14 a gente conhece o campeão brasileiro. Título fica com o atual campeão Sada/Cruzeiro? Ou o RJX leva a melhor logo na primeira final? Veremos!

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quinta-feira, 21 de março de 2013 Superliga | 14:12

Faz bem ou mal ficar um tempo sem jogar na reta final?

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*atualizado às 18h04

Essa semana é de treinos para os times que estão na decisão da Superliga. No masculino, RJX e Vivo/Minas, que se classificaram para a semifinal em dois jogos, esperam até sábado de manhã para começar a série que vale o lugar na decisão. Sada/Cruzeiro x Sesi iniciam as semis na noite de sábado também depois de alguns dias sem jogos. No final, é bom ou ruim demorar tanto para entrar em quadra entre uma partida e outra? Veja opinião de alguns envolvidos nas decisões no vídeo abaixo:

Thiago Alves, do RJX, ainda comentou ao Mundo do Vôlei outro aspecto. Durante a Superliga, os times jogam duas vezes por semana e quase não têm descanso. Agora sobra um tempo para ajustar a equipe, pensar no adversário e entrar em quadra. Mas tem gente que reclama disso…

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Thaísa, central do Sollys/Nestlé, se prepara para mais uma final diante da Unilever. E no feminino, o tempo de espera ainda é maior. Tanto paulistas quanto cariocas conquistaram a vaga na decisão e vão ficar três semanas apenas nos treinos até a partida que vale o título, marcada para o dia 7 de abril, em São Paulo. Para a central, é complicado não apenas manter o ritmo ou controlar a ansiedade neste tempo todo, como comentaram os outros jogadores no primeiro vídeo. Ela lembra que isso pode afetar ainda mais quem, como ela, é atleta da seleção brasileira. Assista abaixo:

E você? Acha válido ter um campeonato acelerado e um tempo de “folga” nesta reta final? Dê também a sua opinião!

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quinta-feira, 24 de janeiro de 2013 Superliga | 23:09

RJX vence, Sada/Cruzeiro vence e Superliga segue acirrada

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A noite de quinta-feira foi de rodada da Superliga masculina, a terceira do returno. E se o RJX, líder, vence e segue na primeira colocação com 31 pontos, o Sada/Cruzeiro também faz a sua parte e continua colado na segunda colocação na classificação geral, com 30 pontos.

Os cariocas receberam o São Bernardo e abriram a rodada com um 3 sets a 0 no Maracanãzinho. Os primeiros sets, com 25 a 17 e 25 a 22, tiveram resultados um pouco mais tranquilos. No terceiro, equilíbrio e um ótimo momento de Joel. O veterano estava virando tudo para o São Bernardo! Mas o RJX tinha Thiago Alves, eleito o melhor em quadra, que recebeu a última bola e liquidou em 27 a 25.

E o RJX se deu muito bem no bloqueio, o que ajudou para a vitória em sets diretos. Foi o dobro de pontos no fundamento (16 a 8). O saque também funcionou e o time saiu com seis aces. Com isso, somou os três pontos e permaneceu na liderança, jogando a responsabilidade para quem entraria em quadra logo depois…

Filipe - Vipcomm

Filipe ataca para o Sada/Cruzeiro. Ele foi eleito o melhor em quadra

O Sada/Cruzeiro recebeu o Volta Redonda e tinha que vencer para seguir ali, pertinho do RJX na classificação. E foi isso que os mineiros fizeram, mas não foi fácil. O Sada saiu na frente, mas o Volta Redonda passou a defender mais e tirou uma diferença de quatro pontos no primeiro set para marcar 29 a 27. Depois, começou na frente na parcial seguinte e foi a vez dos mineiros conseguirem a virada. Quando assumiu a liderança, não saiu mais e empatou a partida com 25 a 20 no segundo set. De novo, o Volta Redonda cresceu e o Sada só empatou na terceira parcial em 21 a 21 e fechou em 26 a 24. Depois, um passeio. Com saques de Wallace e Leal, os donos da casa foram abrindo, abrindo e acabaram com o set em simples 25 a 16.

O jogo foi de poucos bloqueios, mas de belos ataques e ótimas defesas. Daniel, líbero do Volta Redonda pegou cada pedreira! E até Leal, cubano conhecido pela potência no ataque e no saque, ajudou no fundo de quadra. No final, valeu quem soube manter a calma, se segurar e aproveitar a oportunidade de deslanchar no placar com um serviço bem executado.

Teve mais rodada nesta quinta-feira. O Canoas bateu o Medley/Campinas fora de casa em outro 3 sets a 1. O resultado não é tão surpreendente assim, afinal, apesar da boa equipe campineira, o time de Canoas já bateu o RJX nesta Superliga e deve seguir dando trabalho.

Os outros resultados também foram 3 sets a 1. O Sesi virou para cima do UFJF. Não acompanhei esse jogo, mas levei um susto ao saber que a equipe de São Paulo, que estava melhorando no torneio, havia perdido o primeiro set. Mas eles se recuperaram e venceram. Quem também teve ter levado um susto foi o Vivo/Minas. Em casa, o time passou sufoco para bater o Funvic/Midia Fone. Para fechar, o Vôlei Futuro encerrou a rodada com vitória sobre o Super Imperatriz.

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domingo, 23 de dezembro de 2012 Diversos, Superliga | 07:00

Folga da Superliga terá Natal em família e Ano Novo na praia

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A Superliga feminina já está de folga para as festas de final de ano depois da vitória do líder Sollys/Nestlé sobre o Usiminas/Minas no sábado. As mulheres só voltam a jogar no dia 11 de janeiro. Já a Superliga masculina ainda tem partidas até entre o Natal e o Ano Novo. Ainda assim, todo mundo vai ter direito a uma folga e alguns jogadores – como Lucão, Dante, Serginho, a búlgara Vasileva e mais – contaram os seus planos ao Mundo do Vôlei. Quer saber o que eles vão fazer nas festas de final de ano? Veja no vídeo abaixo.

Mas a folga não vai ser igual para todos. No feminino, por exemplo, quem se deu bem foi o Vôlei Amil. O técnico José Roberto Guimarães decidiu dar 10 dias de descanso ao elenco. “Elas vinham de um ritmo forte desde o Paulista e acho que mereciam isso agora”, comentou o treinador. Ele e as jogadoras voltam ao trabalho no dia 2 de janeiro.

Já o Sesi vai disputar o torneio Top Volley, em Basel, na Suíça, de 27 a 29 de dezembro. “Times ficarão treinando aqui e nós estaremos em uma disputa forte”, analisou Talmo, técnico do time paulista. A maioria das equipes deve ganhar folga para o Natal, voltar para um treinamento, e ter mais alguns dias longe das quadras para o Ano Novo.

A tabela foi mais puxada para o masculino. Super Imperatriz encara o Sesi e São Bernardo recebe o Canoas no dia 29 de dezembro. Nem dá para esticar a viagem com a família…

E eu aproveito também uns dias de folga. Ficarei fora no Natal, para também seguir na onda dos jogadores e curtir a família, e volto no plantão de Ano Novo com a já tradicional retrospectiva daqui do blog! Feliz Natal e até mais!

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segunda-feira, 10 de dezembro de 2012 Superliga | 08:00

RJX aprova tabela, virada e segue quase igual Sada na ponta

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Depois de cinco rodadas da Superliga masculina 2012/2013, RJX e Sada/Cruzeiro estão praticamente iguais. São os times que ainda seguem invictos com cinco vitórias e ambos perderam apenas três sets até (uma vitória por 3 a 1 euma por 3 a 2 para cada). Só na média de pontos que a equipe carioca leva vantagem e se segura na liderança.

Mas o RJX perdeu a chance de se distanciar um pouco do rival. O Sada/Cruzeiro já havia jogado na rodada, com vitória sobre o Funvic/Midia Fone ainda na quinta-feira. E no sábado, os cariocas encararam o Sesi e, em um jogo de muito erros, venceram apenas no tie-break e somaram só dois pontos na classificação geral.

Pois é, erros não faltaram. O Sesi deu 38 pontos de graça e o RJX foi além, com 40 erros nos cinco sets. Bruninho não gostou nada da atuação e, depois da partida, falou com exclusividade ao Mundo do Vôlei e reclamou. “Foi um jogo taticamente ruim, feio”, disse.

Entretanto, valeu aos cariocas pela virada. No quarto set, por exemplo, eles estavam perdendo por 18 a 12 e, com uma boa passagem de Lucão pelo saque, viraram e levaram o jogo para o tie-break, que acabou sendo o melhor set do jogo. Lucão fala disso ao blog. Assista ao vídeo:

Já Dante, que aos poucos se livra das dores do joelho e volta a atuar, destaca o poder de reação da equipe carioca. Veja o que ele diz:

E pode-se dizer que agora a Superliga começou de fato para o RJX. Como já comentamos aqui, o time carioca teve uma tabela tranquila nos primeiros jogos, quando venceu todos por 3 a 0. Agora, a vida complicou. Já foi São Bernardo, que roubou um set, depois Sesi com o primeiro 3 a 2… Mas para os jogadores, os jogos mais complicados vieram na hora certa.

E na próxima rodada, na quinta-feira, os líderes voltam para casa e o RJX volta a ter um rival um pouco mais simples. O RJX recebe Vôlei Futuro, que depois de ter perdido investimento para a temporada deixou o grupo de favoritos. O Sada/Cruzeiro recebe o Sesi, que com apenas uma vitória em cinco rodadas, já passou da hora de engrenar na competição. Entretanto, mesmo com os tropeços, já conta com seus jogadores recuperados e pode complicar se não se perder na hora de decidir os sets, como vem sendo neste começo de Superliga. E agora, será que RJX e Sada/Cruzeiro saem desse quase empate?

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sexta-feira, 9 de novembro de 2012 Diversos | 12:34

Nem só de musas vive o vôlei…

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As musas do vôlei estão sempre estampadas nas capas de revistas, em comerciais de televisão…. Só nos últimos meses tivemos Mari Paraíba (que até já se aposentou das quadras) na capa da Playboy, Sheilla na capa da VIP, Jaqueline em campanhas publicitárias e nos últimos dias começou a ser veiculado na TV um comercial com Luciane Escouto, ‘miss do vôlei’ contratada da Unilever para a temporada. Mas nem só de musas vive o vôlei…

Leia também: Murilo posa para revista e diz que perder o ouro olímpico foi desesperador

As mulheres sempre tiveram seus preferidos em quadra e isso ganhou mais força a partir da década de 80, com a explosão do esporte com a Geração de Prata. E agora, o  eleito da vez é Murilo, destaque da era Bernardinho e que deve seguir como capitão da seleção no próximo ciclo olímpico. Ele fez um ensaio para revista TPM de novembro. Veja as fotos dele e de outros que foram os belos da sua época e que, como algumas das musas, já tiraram a roupa para as lentes de um fotógrafo.

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segunda-feira, 13 de agosto de 2012 Seleção feminina, Seleção masculina | 07:00

E agora, quem buscará o ouro no vôlei em 2016?

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A final olímpica de Londres também foi a despedida de algumas estrelas da seleção brasileira masculina de vôlei. O ponteiro Giba, o líbero Serginho e o meio-de-rede Rodrigão já deram adeus ao time. O levantador Ricardinho deve seguir o mesmo caminho e não segue até as próximas Olimpíadas.  Dante diz que pensa em jogar no Rio, mas será que as dores e os problemas com joelho deixam ele continuar? E com essas despedidas, quem deve estar em quadra daqui a quatro anos para buscar o ouro em casa?

Leia também: Vôlei termina Olimpíadas como o esporte mais vencedor do Brasil

Murilo, eleito o melhor jogador das Olimpíadas, é o sucesso de Giba na seleção

Na ponta, Giba já convive com seus possíveis sucessores. A faixa de capitão deve passar para Murilo, que foi destaque no Mundial de 2010 e, agora, depois de se recuperar da inflamação no ombro, teve uma boa atuação em Londres, sendo de novo um jogador decisivo no ataque e presente no fundo de quadra.

Thiago Alves sentiu o peso de uma Olimpíada e não jogou como se mostrou, por exemplo, na Liga Mundial. Ficou devendo, mas ainda é novo, tem 26 anos, e pode render no time. E Lucarelli, que estava em Londres para ajudar nos treinos da seleção, é um futuro que já se faz presente como ponta.

Rodrigão já havia perdido a posição de titular pelo meio e acompanhou Lucão e Sidão se consolidando na equipe. Os dois, um com 26 e outro com 30 anos, seguirão até 2016 e têm grandes chances e ainda formar a dupla titular nos próximos Jogos. A renovação pode vir com Isaac, um jovem de 21 anos que é da seleção de novos e já treinou no time principal. Se quiser um bloqueio alto, ainda pode apostar em Gustavão, de 26 anos, e o melhor no fundamento na última Superliga. O central tem 2,15m e também já passou pela seleção de novos. Éder que figurou como quarto central neste ciclo ainda tem idade para fazer parte do grupo também.

Leia ainda: Bernardinho chora e diz que pode deixar seleção “para não atrapalhar Bruno”

Lembrando do que já aconteceu na equipe brasileira, o líbero Serginho deve ter a sua vaga herdada mais uma vez por Mario Jr. Foi o jogador quem ocupou o lugar do veterano e foi campeão do Mundo em 2010, por exemplo.

No levantamento, Bruninho se firmou ainda mais como titular nas Olimpíadas de Londres. Ele teve uma atuação de gala e foi bastante elogiado por Bernardinho na vitória contra a Itália na semifinal, como comentamos por aqui. Além disso, sabe ousar com os centrais e está muito bem entrosado com o elenco. Amadurecendo como está, aposto em Bruno como levantador titular para o próximo ciclo e também como um jogador para dividir a responsabilidade de capitão em quadra.

E ainda: Giba desabafa sobre críticas e vê Bruninho como líder do próximo ciclo

Já Ricardinho voltou, ajudou também a desenvolver o jogo de Bruno, mas não deve ficar muito mais na seleção. Aos 36 anos, acho que não segue por mais um ciclo. Quem já recebeu a atenção da comissão foi Murilo Radke, que atuou como reserva de Bruninho na Cimed em 2011/2012 e, agora, comanda o Medley/Campinas. É novo, tem 23 anos, já jogou na base e foi campeão no Pan-Americano de 2011. Já se a ideia foi apostar em alguém mais experiente, William, do Sada/Cruzeiro, ou Rapha são mais rodados e podem ajudar, quem sabe.

Wallace entrou na vaga de Vissotto em Londres, foi bem e tem boas chances de se firmar até 2016

A posição de oposto não precisa de uma renovação imediata, mas já tem gente nova chegando. Leandro Vissotto, com 29 anos, e Wallace, com 25, têm um caminho pela frente ainda. Vissotto finalmente se entendeu com a bola mais acelerada nos primeiros jogos em Londres. E Wallace entrou como titular depois da lesão do companheiro, mostrou personalidade soltando pancadas e se firmou. É uma das melhores “heranças” de Londres para a seleção e um oposto rápido e que salta muito, que há tempos a seleção não via.

Além deles, Renan, de 2,17 m, é a promessa para a posição no novo ciclo. Era disso que o Brasil precisava na final para encarar o gigante Muserskiy, da Rússia, e seus 2,18 m. Se tivesse um jogador tão alto quanto, ficaria mais fácil, por exemplo, armar um bloqueio. E Renan já foi central, ou seja, sabe bloquear.

Leia também: Serginho chora e pede que cuidem com carinho de sua camisa na seleção

Giba, Serginho e companhia fizeram parte da geração mais vitoriosa do vôlei brasileiros, sob o comando de Bernardinho, mas um que não sabe se segue até 2016. E se o técnico sair, quem pode comandar a equipe masculina?  Eles se despediram com a prata depois de conseguirem dois match points e levarem a virada. Agora é digerir a derrota e já começar a pensar no que fazer para buscar o ouro em casa.

Já a seleção feminina, bicampeã olímpica, não deve ter tantas despedidas. Paula Pequeno chegou a dizer que deixaria o time, mas já repensou e pode tentar uma vaga na equipe para o Rio. Mas precisa crescer de produção em relação ao que mostrou em Londres. E para posição o Brasil pode contar, por exemplo, com Priscila Daroit, que chegou a disputar alguns jogos do Grand Prix na temporada e entrou bem, principalmente no saque.

Entre as mais velhas do time estão Fabizinha e Fernandinha, com 32 anos. A líbero já tem herdeira certa, que é Camila Brait, cortada na última hora para as Olimpíadas. Já a questão da levantadora ainda segue em aberto. Fernandinha não se firmou, mas Dani Lins ganhou a posição durante os Jogos e tem ainda idade para amadurecer e seguir até 2016.

E assim como no masculino, resta saber quem comandará a equipe. Zé Roberto vai buscar o tetra em casa? Se ele não ficar, quem pode assumir? Os comentários estão abertos para vocês!

P.s.: Galera, tirei uns dias de folga depois da correria total das Olimpíadas. Para piorar, cai com uma bela gripe… Assim que estiver melhor eu volto, combinado?

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domingo, 17 de junho de 2012 Seleção feminina, Seleção masculina | 16:48

Duas vitórias e duas derrotas e trabalho pela frente

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O final de semana do vôlei teve vitórias para homens e mulheres no sábado, e derrota para homens e mulheres no domingo. Quem acabou levando a pior foi o time de Bernardinho, que com o tropeço por 3 a 1 diante da Polônia ficou em segundo lugar do grupo e terá que esperar mais duas rodadas para saber se avança ou não às finais da Liga Mundial. Uma situação nenhum pouco confortável.

Veja como foi a vitória da Polônia sobre o Brasil set a set

Brasil x Polônia - FIVB

Polônia venceu o Brasil por 3 sets a 1 neste domingo

A Liga Mundial é um treino para as Olimpíadas, mas como já disse aqui, de que adianta esse treino se o time não chegar às finais, para encarar mais rivais de peso e realmente ser testado? E como fazer um planejamento de treinos sem saber se segue aqui no Brasil ou se viaja para a Bulgária, como já havia comentado Bernardinho?

A derrota deste domingo começou quando a seleção perdeu um contra-ataque no finalzinho do primeiro set. Ali o time se desconcentrou. Depois, conseguiu impor finalmente o ritmo na terceira parcial, mas no quarto set, Murilo errou um saque que poderia mudar a partida.

Valeu ter visto Leandro Vissotto recuperado e jogando hoje ou o Giba buscando o melhor ritmo, mas, no geral, faltou muito ao Brasil nesta primeira fase da Liga Mundial. Foram partidas sem poder de ataque, sem definição na virada de bola. Na hora do sufoco, Bernardinho apostou em Bruninho e Ricardinho, apesar de ter ido bem ao lado de Wallace (e o oposto foi destaque em vários momentos), demorou demais para se entrosar com os centrais e não correspondeu. Rodrigão surpreendeu contra a Finlândia, mas não se firmou no time titular. Já Thiago Alves voltou muito bem da temporada do Japão e forma boa dupla no momento de ponteiros com Murilo, já que Dante segue lesionado. E o Brasil ainda teve partidas muito bem no saque, mas caiu depois. Posso estar sendo pessimista, mas chegando ou não à fase final, trabalho não faltará em Saquarema.

E as mulheres vivem com altos e baixos, assim como foi no primeiro final de semana de Grand Prix. Contra a Alemanha, deu tempo de se recuperar em 3 a 1. Mas como explicar a atuação diante da Itália, por exemplo? O time de Zé Roberto conseguiu uma linda virada, saindo de 24 a 20 e vencendo o set. Depois, levou um 25 a 14 e devolveu com passeio em 25 a 15. Era para embalar e acabar logo, não? Não. A Itália quem venceu o quarto set e o Brasil teve que decidir o tie-break.

Agora há pouco, contra os Estados Unidos, a seleção começou com volume de jogo e aproveitando os contra-ataques. Venceu o primeiro set e, depois, parou e as norte-americanas venceram por 3 sets a 1.

Veja set a a set a vitória dos EUA sobre o Brasil no Grand Prix

Jaqueline - Vipcomm

EUA cresce e vence Brasil de virada no Grand Prix

Para as mulheres, foi apenas uma derrota que ainda não ameaça a classificação. E Zé Roberto deve seguir com os testes, que já deram alguns resultados positivos. Fernandinha ainda me parece mais consistente para ser a segunda levantadora. Mari conseguiu pontuar mais. Contra a Itália, entrou no final do set da virada e ajudou no ataque e no bloqueio. Neste domingo também mostrou convicção na maioria dos ataques. O problema é que ela vai competir por posição com Sheilla, que tem mais recursos e experiência recente como oposta.

Mais uma vez, parece que falta mais cabeça no lugar à seleção feminina. Perdi as contas de quantas vezes escutei Zé Roberto falando nos tempos: “calma, vamos voltar, vamos buscar de novo”. Falta uma regularidade. Falta manter o padrão. A etapa da China está aí para isso.

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quinta-feira, 7 de junho de 2012 Seleção masculina | 11:12

Plano B para a seleção masculina

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Já foram dois finais de semana de jogos na Liga Mundial e nesta sexta-feira começa mais uma série de jogos para o Brasil no torneio. O saldo até aqui não foi bom. Primeiro, duas derrotas e uma vitória. Depois, duas vitórias e uma derrota. E problemas como o ataque, que não está sendo mais eficiente, ou a seleção da Polônia, que está melhor que a brasileira no momento.

Giba-CBV

Giba já voltou a treinar com a seleção e espera estar nas Olimpíadas de Londres

Os comentários daqui do blog foram que o Brasil está com um time envelhecido ou que não tem substitutos para os jogadores que levaram a equipe a tantos ouros. Aí surgiram algumas questões. A seleção brasileira tem um plano B? Ou será que ainda dá tempo de aplicar um plano B no time?

Leia também: Giba diz que se sentiu bem após primeiro treino coletivo com a seleção

Na quarta-feira todo o elenco treinou em São Bernardo. Vissotto, Giba, Murilo e João Paulo Bravo estão recuperados e poderiam jogar. Aos poucos vão ganhar ritmo e se soltar. Mas e se não der para contar com eles para as Olimpíadas? Quem colocar no lugar?

Por enquanto, o ponteiro reserva que mais atuou foi Thiago Alves e acho que ele foi bem quando requisitado. Pode não ter o passe do Murilo, mas resolveu no ataque. Mas e jovens como Lucarelli? Ele foi muito bem na Superliga também no ataque e quase não atuou com a camisa do Brasil. Ele sofre com a recepção, mas também vai bem na rede, que é o que está sendo o ponto fraco desta temporada. Já a vaga de oposto tem ficado com Wallace. Ele é mais um jovem que já teve passagens pela seleção, mas só está atuando de fato agora. Acho que está indo muito bem, mas é novo e precisa de rodagem.

Leia ainda: Ricardinho reconhece retorno irregular e avisa: “Não sou Deus”

Os testes poderiam ter acontecido antes, aos poucos. O ano já tem a pressão da Olimpíada e tentar mudar agora só aumenta a tensão e a expectativa. No caso dos levantadores, Ricardinho e Bruninho se revezam, porém já que a ideia de Bernardinho era chamar mais uma vez o veterano, por que não fazer isso antes? Assim todos já estariam mais entrosados e pronto, um problema a menos para a véspera dos Jogos. É complicado esperar que qualquer um que chegar, ou virar titular agora, se torne um grande salvador de todos os problemas da equipe.

E a seleção precisa levar para Londres gente que comece bem e também entre bem no lugar de um Giba  ou Murilo e coloque bola no chão. Ou seja, todo mundo tem que estar adaptado com todo mundo. Do jeito que está ainda está distante do ideal, seja pelo entrosamento seja para confiança e ou pelo poder da virada de bola.

A seleção volta para quadra nesta sexta-feira e encara a Finlândia. Depois, enfrenta o Canadá no sábado e fecha a rodada contra a Polônia no domingo. Todos os jogos serão às 10h em São Bernardo. Os ingressos já se esgotaram, mas as partidas terão transmissão de Globo e Sportv.

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