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quarta-feira, 3 de novembro de 2010 Seleção feminina | 09:54

Brasil arrasa Itália no melhor jogo do Mundial

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Isso sim é uma grande vitória por 3 sets a 0! A seleção brasileira teve uma grande atuação e arrasou a Itália em sets diretos, com parciais de 25/16, 25/19 e 25/07. Sim, 25 a 7 na terceira parcial! E eu, que reclamei da atuação apática contra Porto Rico na madrugada de terça-feira mordi a língua, mas tive meus pedidos atendidos.

Contra Porto Rico, o Brasil falhou no passe e Fabíola não soube distribuir bem. Nesta manhã, mudança de postura em quadra. Com garra e concentração desde o primeiro ponto, a recepção colocou a bola nas mãos da levantadora, que pode voltar a impor um ritmo forte e variar as jogadas. E Fabíola teve a visão de jogo de não usar tanto Sheilla, jogadora mais visada pelo bloqueio italiano, e abusar dos ataques de Natália. A ponteira correspondeu, desperdiçou poucas bolas e fechou o jogo como a maior pontuadora, com 25 bolas no chão.

Vibração brasileira na vitória sobre a Itália - AFP

Vibração brasileira na vitória sobre a Itália - AFP

Também havia criticado o bloqueio nacional, que ainda estava abaixo do esperado. Contra a Itália, sob o comando do paredão chamado Thaísa, o Brasil fechou a porta com 16 pontos neste fundamento. Além disso, amorteceu a maioria das bolas e acabou com a concentração do ataque europeu, afinal, bater e sempre encontrar um bloqueio ou uma defesa armada no fundo é irritante. Para atrapalhar ainda mais, as italianas sofreram com passe quebrado para Lo Bianco.

Para mim, Natália, pelo crescimento e pela maturidade no ataque, Fabíola, pela distribuição para quem estava realmente melhor nas jogadas, e Thaísa, pelos bloqueios, foram os nomes do jogo. Jaqueline também pode entrar nessa lista, já que não treinou antes da partida, ainda se recupera de uma indisposição estomacal, e teve boa atuação.

Entretanto, acho que a atuação brasileira mostra disciplina no time. A seleção estudou a Itália e sabia o que fazer em quadra. Sabiam que o forte no meio era com a Gioli e neutralizaram suas jogadas, por exemplo, como disse Zé Roberto depois da partida. Sabiam que as italianas erravam pouco e não desperdiçaram contra-ataques. Sabiam que o melhor era abusar de Natália, de 1,83m, no ataque contra a levantadora Lo Bianco no bloqueio, de 1,71m. E no final, mesmo errando mais, o Brasil venceu graças a um sistema defensivo bem posicionado e paciência para colocar os contra-ataques no chão, mesmo com defesas das rivais. Ou seja, venceu porque foi superior, não porque ganhou pontos de graça.

Aos poucos estou mudando a minha opinião. Como torcedora, quero sempre ver o máximo, mas acho que se continuar assim, até vacilando e jogando abaixo do esperado contra os mais fracos, mas arrasando os mais fortes, está de bom tamanho! Dá para segurar um pouco e soltar tudo quando é preciso. Pensei que uma partida com nível técnico mais baixo e com erros, como foi contra Porto Rico, poderia abalar o time. Errei. Aquela derrota para a Itália dentro de casa, na primeira fase do Grand Prix deste ano, ainda estava engasgada e o Brasil deu um belo troco.  Agora, segue para a segunda fase como o único invicto do grupo e terá pela frente Tailândia, Estados Unidos, Alemanha e Cuba. A tabela da próxima fase ainda não foi divulgada.

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domingo, 31 de outubro de 2010 Seleção feminina | 08:51

Vitória sobre Holanda é para dar moral no Mundial

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Domingo de folga e tive uma boa surpresa quando liguei a televisão para assistir a Brasil x Holanda. O jogo estava 3 a 1 para as brasileiras, com Sheilla no saque. E a partida seguiu assim, com domínio nacional e vitória por 3 sets a 0 (25/19, 25/18 e 25/14).

Comemoração brasileira e decepção holandesa: a tônica do jogo deste domingo

Comemoração brasileira e decepção holandesa: a tônica do jogo deste domingo

Esse foi o melhor jogo do Brasil neste Campeonato Mundial. Logo de cara, a seleção mostrou concetração e entrosamento nos fundamentos. O bloqueio marcava bem,a defesa estava ligada e os contra-ataques estavam caindo. O ritmo só diminuiu um pouco no final da primeira parcial, com os temidos erros de passe que tanto atrapalharam no jogo contra a República Tcheca. Mas logo o Brasil fechou.

Tais erros poderiam atrapalhar a concentração nacional e fazer a Holanda crescer no jogo, não é? As holandesas até melhoraram no começo da segunda parcial, mas o Brasil se recuperou e voltou a atuar muito bem, acertando todos os fundamentos. E para liquidar o jogo, mas uma atuação em conjunto no terceiro set. Palavras do site da Federação Internacional resumem o jogo: “Um inspirado Brasil atropelou as holandesas em um jogo de um lado só”.

Quando tudo funciona
No jogo contra as tchecas, a atuação de Sheilla, que foi a maior pontuadora, chamou a atenção. A oposta foi quem resolveu para o ataque nacional. Entretanto, neste domingo, o Brasil foi um time muito mais equilibrado. Fabíola, que havia entrado bem contra a República Tcheca, começou como titular e variou bem as jogadas. Para contribuir, além de Sheilla, as outras atacantes colocaram bolas no chão.

Jaqueline apareceu no primeiro set, por exemplo. Quando ela teve uma queda e ficou marcada, nas parciais seguintes, Natália passou a virar mais. Eu, no post anterior, comentei que esperava mais da Natália e hoje ela começou a me atender. A ponteira não usou apenas a sua potência, mas passou a colocar as bolas, mostrando visão de jogo.

Brasil segura Flier, principal atacante da Holanda

Brasil segura Flier, principal atacante da Holanda

Sheilla está realmente em ótima fase, com uma grande variação de jogadas, sabendo o momento de forçar, largar ou usar o bloqueio rival, mas as outras atacantes estão aparecendo. E com passe na mão, fica fácil usar o meio também. Os números comprovam o equilíbrio no ataque nacional. Quatro jogadoras chegaram aos dois dígitos: Sheilla (13 pontos), Natália (11 pontos) e Thaís e Fabiana (10 pontos). Méritos da levantadora Fabíola, que se aproveitou na melhora no passe e imprimiu velocidade e precisão ao jogo. E usando diversas jogadas, o bloqueio do outro lado fica confuso e não marca tão bem.

Já o bloqueio nacional fez uma parede (foram 11 pontos no fundamento) e neutralizou a entrada de rede. Na saída, Flier era a preocupação, mas ela recebeu poucas bolas e, quando atacou, deu de cara com Thaísa. E para ajudar, o passe holandês sofreu com o saque tático nacional e se perdeu em diversos momentos do jogo.

O Brasil fez a sua melhor atuação no Mundial, sem dúvida. O passe voltou a entrar e os contra-ataques caíram. Sempre tem o que melhorar ainda, como Jaqueline no fundo, mas a vitória desta manhã serve para dar moral e alegria ao time. Tanta alegria que as jogadoras acabaram com a entrevista de Zé Roberto ao final da partida. Elas chegaram por trás do técnico e começaram a festa dos beijinhos para a família. É esse Brasil, alegre e coeso em quadra, que queremos ver. O Mundial tem um dia de folga e a seleção, já garantida na segunda fase, volta à quadra na madrugada de terça-feira, para encarar Porto Rico, às 2h30 (horário de Brasília).

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sexta-feira, 6 de agosto de 2010 Seleção feminina | 12:24

As gigantes do Brasil contra as baixinhas de Taiwan

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A seleção feminina estreou com vitória no Grand Prix. Como era esperado, o Brasil fez 3 sets a 0 para cima de Taiwan, com parciais de 25/15, 25/19 e 25/12. Além da superioridade da equipe nacional, um aspecto chamou a minha atenção: a diferença de altura.

Bloqueio das gigantes do Brasil - divulgação

Bloqueio das gigantes do Brasil - divulgação

É comum escutar frases como: “O Brasil vai encara as gigantes russas”. Hoje foi diferente. As gigantes eram as brasileiras, com uma média de altura 10 com maior que as rivais. E isso foi importante para o melhor fundamento na partida: o bloqueio. A seleção cresceu na rede com muita facilidade, colocando pressão o tempo todo e marcando 17 pontos no bloqueio, contra seis de Taiwan.

Thaísa, uma das nossas gigantes de 1,96m, deu uma entrevista inusitada depois da partida. Ela comentou que não estava acertando o tempo do ataque de Taiwan nas primeiras jogadas porque as bolas eram baixas e rápidas. Então, Zé Roberto Guimarães pediu que ela saltasse menos. Você já imaginou isso? Pedir para que a atleta mais alta do seu time pule mais baixo? Pois é, deu certo. Thaísa acabou o jogo com oito pontos no bloqueio.

No mais, a partida teve cara de estreia. A seleção começou bem e se impôs, mas aos poucos perdeu o ritmo. Depois, no segundo set, ficou atrás do marcador e só igualou no 9 a 9. O passe não estava saindo e o saque de Taiwan achou caminho na quadra brasileira (foram cinco aces, contra quatro brasileiros). Para resolver, três bloqueios seguidos e a volta à liderança. Na última parcial, o Brasil arrasou e abriu 9 a 0! Não me lembrava de um placar assim. Jaqueline começou no saque, executou bem os serviços e ainda não deixou nenhuma bola cair no contra-ataque. Taiwan só desempacou quando a mesma Jack bateu do fundo para fora. Mas com tanta diferença, foi só administrar (leia mais sobre a partida).

O jogo ajudou a passar a ansiedade da estreia e colocar todo mundo para jogar. A partir de amanhã teremos uma ideia melhor de como está essa seleção. Brasil enfrenta o Japão, no sábado, e a Itália, no domingo, e vale dar uma lapidada no passe. São duas seleção muito melhores que Taiwan, e Dani Lins vai precisar trabalhar com bola na mão para explorar os ataques. Além disso, que o bloqueio, grande trunfo dessa equipe, continue funcionando. Não espero os 17 pontos em 3 sets como nesta manhã, mas quero ver pressão na rede.

E você? O que achou da estreia da seleção no Grand Prix? Dê a sua opinião!

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terça-feira, 1 de dezembro de 2009 Superliga | 10:50

Almoço com o "inimigo" na Superliga

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Eles jogam juntos a maior parte do ano nas seleções brasileiras feminina e masculina. Agora, vão ficar frente a frente em mais uma edição da Superliga, recheada de ídolos veteranos e novatos. Fui ao almoço de lançamento da competição na segunda-feira e o que se vê é que todos esperam um campeonato mais forte que no ano passado, mas sem perder ao clima de amizade e a descontração.

Os jogadores fizeram coro: a Superliga 2009/2010 será mais complicada e mais equilibrada que a edição passada. “Parece um videogame. A cada ano que a passa, aumenta um nível. Agora já chegamos ao nível mil”, disse Dani Lins, levantadora da seleção e do Unilever, antigo Rexona. “Teremos uns oito ou nove times na briga pelo título. Não há como apontar um favorito”, completou Giba, capitão da seleção e do Pinheiros/Sky.

Conversa animada de Murilo com André Heller

Conversa animada de Murilo com André Heller

Mas tanta dificuldade, com times reforçados por campeões no masculino e no feminino, não separa os jogadores. Enquanto conversava com Sidão sobre a competição e ele afirmava que sonhava com o título no primeiro ano do time do Sesi, Marlom, levantador do Brasil Vôlei, almoçava na mesma mesa e dava algumas risadas. Pouco depois, chegou Serginho, companheiro de Marlom e brincou: “Não posso falar muito! Estou almoçando com o inimigo”. Sidão caiu na risada e não se incomodou. Saiu da mesa, mas logo voltou com a sobremesa.

E uma cena peculiar foi protagonizada por Fabiana e Thaísa, uma do Unilever, outra o Sollys. Primeiro, falei com as duas ao mesmo tempo e elas não ficaram inibidas em afirmar que queriam vencer o time da outra na Superliga. Enquanto isso, televisões espalhadas pelo local mostravam lances do torneio do ano passado. Em um deles, Fabiana parou a jogada de Thaísa com um belo bloqueio. Ao ver a imagem, Thaísa ficou espantada, soltou um palavrão e foi “brigar” com amiga, dizendo: “você viu o que você fez comigo?”. Depois, as duas caíram na gargalhada.

A Superliga 2009/2010 promete emoção com astros em quadra como Giba, Gustavo, Rodrigão, Murilo, Bruninho, Lucão, Serginho, Sidão, Anderson, Éder, Thiago Alves e outros nomes. Mas também terá um clima de muita amizade, pelo menos até a bola rolar. A competição masculina começa no dia 3 de dezembro e a feminina, no dia 10.

E você? O que espera da Superliga 2009/2010? Acha que será um campeonato mais complicado que o da temporada passada? Deixe seu comentário!

*crédito da imagem: Divulgação/CBV

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quarta-feira, 11 de novembro de 2009 Seleção feminina | 10:59

Brasil bate Japão com quase um set de bloqueios

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A seleção brasileira feminina passou sufoco no segundo jogo da Copa dos Campeões. Contra o Japão, o Brasil perdeu o primeiro set, teve trabalho para se recuperar, mas venceu por 3 a 1 com as ótimas entradas de Ana Tiemi e Paula Pequeno e excelentes bloqueios (veja como foi a partida). Com o resultado está na liderança do torneio.

Assim como na estreia, o bloqueio apareceu nos momentos chaves. E não exagerei quando disse, no post anterior, que nove pontos nesse fundamento em uma partida era pouco para a seleção. No jogo desta manhã contra as japonesas o Brasil quase fechou um set com os pontos na rede. Foram 23 bloqueios certeiros! Enquanto o ataque não estava tão eficiente, isso fez a diferença e garantiu a vitória nacional.

Vibração de Ana Tiemi - Divulgação/FIBV

Ana Tiemi - Divulgação/FIBV

Mais uma vez, o passe não saiu como esperado. Mari, a maior pontuadora com 21 acertos, melhorou na recepção, mas o time ainda está abaixo nesse quesito. E foi justamente nos momentos de passe quebrado e ataques  fáceis que o Japão cresceu e complicou o jogo. O Brasil conseguia abrir dois ou três pontos de vantagem, mas vacilava na recepção e logo o adversário voltava para o jogo. E foi surpreendente a atuação japonesa! Que é uma seleção que joga na velocidade todo mundo já sabe, mas a equipe estava com total sincronia nas jogadas de meio e com um belo saque.

Do lado nacional, as boas surpresas foram Ana Tiemi, Paula Pequeno e Thaísa. Todas entraram no segundo set, quando o Brasil perdia, e não saíram mais. Ana Tiemi segurou muito bem a pressão de armar as jogadas em ginásio lotado de torcida contra. Fez uma de seus melhores partidas com a seleção, e só pecou em não ter usado as centrais (foram apenas três pontos nessa posição em todo o jogo). Será que ela rouba o lugar de Dani Lins? Já Paula e Thaísa voltaram de lesão e estão muito bem. E esse foi o primeiro grande jogo de Paula Pequeno depois da cirurgia no joelho. Ela entrou com vontade, não se poupou e está na briga pela vaga de titular.

O próximo jogo do Brasil na Copa dos Campeões será de novo contra asiáticas. O time enfrenta a Coreia do Sul, que entrou no torneio como convidada, às 2h30 desta quinta-feira (horário de Brasília).  A vantagem agora é que a seleção brasileira já aprendeu o tempo correto do bloqueio para marcar essas bolas aceleradas. O que falta mesmo é acertar de vez o passe e voltar ao grande volume de ataque, que ficou abaixo do esperado contra o Japão. E ainda vale um alerta! A Coreia do Sul deu trabalho para a Itália nesta madrugada. Segurou o jogo por mais de duas horas, mas levou a virada e perdeu por 3 a 2.

Jogos da Copa dos Campeões (horário de Brasília)
dia 12/11
Brasil x Coreia do Sul (2h30), República Dominicana x Itália (4h30) e Japão x Tailândia (8h)
dia 14/11
Brasil x Itália (3h30), Tailândia x Coreia do Sul (1h30) e República Dominicana x Japão (7h)
dia 15/11
Brasil x Tailândia (1h30), Coreia do Sul x República Dominicana (3h30) e Japão x Itália (7h)

E você? O que achou da atuação do Brasil contra o Japão? Gostou da volta de Paula Pequeno e da entrada de Ana Tiemi? Deixe o seu comentário!

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sexta-feira, 23 de outubro de 2009 Seleção feminina | 10:13

Quem fará mais falta? Fabiana ou Aguero?

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Esta semana tem sido de baixas para a Copa dos Campeões. Primeiro, Fabiana foi cortada do time nacional por causa de uma tendinite no ombro direito (leia mais). Na tarde de quarta-feira, foi a vez de a Itália perder uma de suas principais atacantes, a cubana naturalizada Aguero, que não quer mais defender a seleção (leia mais). E agora, qual time perde mais? Brasil ou Itália?

Fabiana - Divulgação/CBV

Fabiana - Divulgação/CBV

A central Fabiana está na seleção desde 2002, mas começou a fazer a diferença a partir de 2004. Com 1,93m, é a segurança no bloqueio. Em 2009, ela levou o prêmio de melhor jogadora na posição no Grand Prix. Fabiana também é uma bela opção para as levantadoras e já foi eleita a melhor atacante no Grand Prix de 2006.

Já Taismary Aguero era a força cubana na Itália. Enquanto as atacantes europeias batem bolas mais altas, ela joga na velocidade e não tem medo de soltar o braço. Também já levou prêmio individual no Grand Prix. Foi dona do melhor ataque em 2007, justamente o ano que o Brasil foi mal na competição (terminou em 5º lugar). No jogo das finais, ela arrasou a seleção brasileira e marcou 28 pontos na vitória por 3 a 1. Aguero também fez um bom Campeonato Europeu agora em 2009 e já estava convocada para a Copa dos Campeões.

Aguero - Divulgação/FIVB

Aguero - Divulgação/FIVB

E o Brasil tem uma preocupação a mais. Thaísa, outra meio-de-rede titular, também está machucada. Ela ainda se recupera de uma lesão no músculo da coxa e nem conseguia treinar no Sul-Americano, no começo do mês. Agora, ela está voltando aos poucos, mas pode não estar pronta para a Copa dos Campeões, pelo menos não 100%. O meio brasileiro deve ficar mesmo com Carol Gattaz e Adenízia, como no Sul-Americano e no Final Four.

Ainda assim, a Itália pode sair mais prejudicada. Fabiana é uma excelente atleta, mas o Brasil tem gente boa no banco que pode segurar a pressão. Já Aguero era a atacante diferente do time italiano e vai ser complicado substituí-la. Ainda assim, a Itália deve ser a rival a sere batida na Copa dos Campeões. O Brasil estreia no dia 10 de novembro, contra a República Dominicana. Em seguida, enfrenta Japão (11.11), Coréia do Sul (12.11), Itália (14.11) e Tailândia (15.11). Logo depois começa a competição masculina e Bernardinho já divulgou a primeira lista de convocados (veja quem são os jogadores).

E para você? Qual seleção perde mais? Brasil ou Itália? E quem é a favorita na Copa dos Campeões? Deixe a sua opinião!

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sábado, 22 de agosto de 2009 Seleção feminina, Seleção masculina | 15:03

Bloqueio e Zé Roberto deixam Brasil mais perto do octa

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A seleção brasileira feminina de vôlei voltou a ter problemas na recepção, foi inconstante em quadra, mas conseguiu vencer a Holanda por 3 a 1 (veja como foi a partida) e ficou perto do octa no Grand Prix. Precisa apenas fazer a sua parte contra o Japão, no último jogo da competição.

O saque foi a arma tanto do Brasil quanto da Holanda na partida desta madrugada. Porém, enquanto as holandesas acertavam mais a mão e quebravam o nosso passe no começo e meio dos sets, s brasileiras cresciam nos momentos decisivos. Com exceção do segundo set, que foi uma pane total, o Brasil soube se recuperar e fechar as parciais, mesmo depois de começos bem nervosos, com bons saques de Sheilla, Sassá e Fabiana. Depois de duas ótimas atuações, a seleção voltou a sofrer, mas também voltou a mostrar que sabe se recuperar.

E a reação hoje aconteceu, na minha opinião, por dois motivos. O primeiro foi dentro da quadra.Em um jogo que foi equilibrado todos os fundamentos – foram 49 pontos de ataques para cada lado, 11 aces da Holanda e 10 do Brasil, 16 pontos dados de graça pelas brasileiras e 15 pelas rivais – o time de Zé Roberto venceu no bloqueio. Foram 18 pontos contra apenas 7 das europeias. E Thaísa merece um destaque especial. No terceiro set, ela fez quatro pontos seguidos neste fundamento! A partir daí o time se armou na rede e atrapalhou e muito os ataques holandeses.

Zé Roberto foi o outro motivo da reação. Cada vez que o Brasil se perdia, ele pedia tempo. Mas nada de broncas. O técnico conversava com um professor, explicando qual jogada deveria ser feita. As atletas, com uma grande obediência tática, voltavam para a quadra e faziam o que era pedido. Resultado? Voltavam para o jogo e retomavam a tranquilidade necessária para parar de errar.

Agora o Brasil encerra o Grand Prix contra o Japão e precisa apenas de um bom desempenho para faturar o título. A recepção, apesar de ter melhorado com a entrada de Sassá, ainda é o problema desse time. Se elas se acertarem como nas vitórias sobre China e a Alemanha, vem sim mais um título por aí!

Campeão do Sul-Americano
E falando em título, quem já garantiu o seu foi a seleção masculina. Como esperado, eles estão invictos no Sul-Americano e asseguraram a taça e a vaga na Copa dos Campeões com a vitória sobre a Argentina por 3 sets a 1 (veja como foi a partida). Pena que ninguém viu…Nem eu… Mas fica com vídeo com algumas imagens da vitória sobre a Argentina.

E você? O que achou da atuação da seleção feminina contra a Holanda? Quem merece destaque? O que fazer para vencer o Japão amanhã? Deixe o seu comentário!

Outros resultados da rodada
Alemanha 1 x 3 Rússia (25/16, 2125, 23/25 e 20/25)
Japão 0 x 3 China (20/25, 23/25, 17/25)

Último jogo do Brasil no Grand Prix (horário de Brasília)
Brasil x Japão – dia 23/08 – 7h07

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terça-feira, 18 de agosto de 2009 Seleção feminina | 15:26

As finais do Grand Prix

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Chegou a hora! As finais do Grand Prix começam na madrugada desta quarta-feira. Será que o Brasil esqueceu os repetidos erro dos últimos jogos, como as falhas na recepção e a falta de concentração, e está pronto para mais um título?

A Rússia será a primeira adversária da seleção. Se lembrarmos de alguns confrontos recentes, a memória não será tão boa. As brasileiras caíram diante das russas na inesquecível semifinal olímpica em Atenas e, dois anos depois, perderam de novo na final do Campeonato Mundial. Os traumas foram superados com a vitória e depois o ouro em Pequim.

Agora, as duas equipes vivem momentos diferentes. Enquanto o Brasil é o único que ainda segue invicto no Grand Prix, a Rússia se classificou para as finais da última colocação. Elas perderam para China, Porto Rico e Japão na primeira fase. Mesmo assim, prefiro manter a cautela. As europeias são altas e podem crescer no jogo a qualquer momento. Vale mais do que nunca se concentrar ao máximo e trabalhar bem para variar as jogadas e sair do bloqueio rival.

Depois da Rússia, Brasil encara a China, pior time da fase classificatória. E será a vez de ter cuidado com as jogadas e velocidade. Será preciso armar o bloqueio verde e amarelo , que não funcionou no primeiro confronto entre os dois times.

Na sequência vem a Alemanha, mais uma que deu trabalho. De novo as atenções devem ser voltadas para Fürst, principal atacante do time rival. Para fechar, o Brasil ainda tem pelo caminho a Holanda, único desconhecido das finais e que só perdeu para a China na primeira fase, e o Japão.

Como tudo será decidido nos pontos corridos, não dá tempo de errar e tentar se recuperar depois. Que o time venha mais concentrado para essa fase! Boas jogadoras o Brasil tem. A chave é acertar a recepção e não perder contra-ataques em erros bobos. Com bom um passe, Dani Lins sabe distribuir as bolas. E tanto Natália, quanto Mari e Sheilla estão bem na rede. Já Thaisa e Fabiana, se mantiverem o nível do bloqueio dos últimos jogos,  vão dar trabalho. Vemos ver o que acontece!

E você? Aposta em mais um título do Brasil no Grand Prix? Quem será o principal adversário da fase final? Deixe seu comentário!

Jogos do Brasil (horário de Brasília)
Brasil x Rússia – 19/08 – 3h37 – transmissão da Rede Globo e Sportv
Brasil x China – 20/08 – 3h37 – transmissão da Rede Globo e Sportv
Brasil x Alemanha – 21/08 – 3h37
Brasil x Holanda – 22/08 – 3h37
Brasil x Japão – 23/08 – 7h07

segundo as notas da CBV, os outros jogos da seleção ainda não foram confirmados pelas emissoras

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sábado, 15 de agosto de 2009 Seleção feminina | 11:50

Brasil passa sufoco no Grand Prix, mas vence mais uma

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A seleção brasileira feminina de vôlei precisou de cinco sets para passar pela Alemanha nesta madrugada na Coreia do Sul (veja como foi a partida). Assim como no jogo contra o Japão, as brasileiras erraram mais do que deviam e quase tropeçaram no Grand Prix.

O time comandado por José Roberto, mesmo com a derrota no primeiro set, começou bem o jogo desta madrugada. Dani Lins estava bem no saque e Natália, inspirada no ataque ao lado de Mari. Nas segundas e terceiras parciais, boas atuações e a virada no placar. O Brasil continuou bem no bloqueio, pressionou o ataque e alemão, que passou a errar mais.

Trombada de Natália com Mari na defesa do Brasil - Divulgação/FIVBA partir daí, os erros da partida contra as japonesas voltaram. A seleção passou a falhar na recepção e, com isso, perdeu volume de ataque. Já  a Alemanha foi quase perfeita no conjunto bloqueio e defesa e venceu a quarta parcial. Pelo menos o Brasil repetiu também os acertos do jogo contra o Japão. Mais uma vez, as brasileiras se recuperaram depois da parcial perdida e entraram com tudo no tie-break, fechando o duelo.

Apesar do sufoco, Zé Roberto Guimarães elogiou o time. “Nós cometemos muitos erros, mas no geral eu acho que a nossa recepção de saque foi boa. Estou especialmente feliz com as atuações de Natália e Mari”, disse o técnico. O passe pode não ter sido apontado como o principal problema hoje, mas a recepção vem atrapalhando o Brasil desde os jogos em Macau e, assim, a equipe fica mais frágil nos contra-ataques. Talvez por isso os seis sets perdidos até aqui no Grand Prix. É bom tomar cuidado com esse fundamento…

Além disso, vale o alerta para os erros e a falta de concentração. Hoje foram 21 pontos dados de graça para a Alemanha. Muita coisa, até para um jogo de cinco sets! Mas vamos valorizar o que foi bom. O bloqueio continuou funcionando (18 pontos diretos) e o saque também entrou bem, com 10 aces. Que continue assim na fase final!

Brasil volta para a quadra na madrugada de domingo, às 5h30 (horário de Brasília), e encara a Coreia do Sul. Como lembrou Zé Roberto, um bom saque é fundamental para quebrar a velocidade das orientais. Será que a seleção fecha a fase classificatória invicta? O que você achou do jogo contra a Alemanha? O que deve der feito no time para as finais? Deixe o seu comentário!

Os finalistas
Além do Brasil, Holanda, China, Alemanha e Rússia garantiram vaga nas finais do Grand Prix. Japão, que é o país sede da decisão, já estava classificada. Páreo duro com brasileiras, holandesas e chinesas na frente!

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sexta-feira, 14 de agosto de 2009 Seleção feminina | 09:33

Brasil dorme, acorda e vai para as finais do Grand Prix

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A seleção brasileira feminina de vôlei garantiu seu lugar na decisão do Grand Prix. Em um jogo que parecia ser um simples passeio, time vacilou, mas venceu o Japão por 3 sets a 1 (25/12, 25/19, 15/25 e 25/13) nesta manhã na Coreia do Sul (veja como foi a partida).

Bloqueio brasileiro contra o Japão - Divulgação/FIVBLogo no primeiro set, a equipe nacional voltou a acertar seu bloqueio. Depois de uma atuação muito ruim neste fundamento contra a China, foram seis pontos logo na primeira parcial e 16 em toda a partida. E esse é o jogo do Brasil! Caprichar no bloqueio e colocar pressão no ataque rival todo o tempo . E méritos de Thaísa, que marcou 7 pontos de bloqueio, mesmo número que todo o time fez nos cinco sets contra a China!

Entretanto, o Brasil pecou na concentração na partida desta sexta. Depois do passeio no primeiro set e de começar a errar, principalmente na recepção, no segundo, o time nacional dormiu em quadra. No terceiro set, perdeu a cabeça depois da marcação de um erro do rodízio e deixou o Japão controlar o set. As asiáticas cresceram no saque e no ataque, quase não erraram (apenas duas vezes) e dominaram a parcial. Enquanto isso, o Brasil continuou com uma recepção bastante irregular, mesmo com a líbero Fabi que se recupera de uma lesão no tornozelo em quadra, e desperdiçando diversos contra-ataques. Quase não reconheci o time… E nos primeiros jogos do Grand Prix, o que me chamou a atenção foi justamente a concentração em todos os lances.

Para alívio de todos, a seleção brasileira voltou a ser a seleção brasileira no quarto set. Depois de uma bela e merecida bronca de Zé Roberto, Mari, Sheilla e Natália voltaram a virar bola e Thaísa, voltou a bloquear. Resultado, mais uma parcial vencida com facilidade e a vaga garantida na fase final. Holanda, que passou pela Polônia na abertura da rodada, também segue invicta e é mais uma classificada.

Qual a lição desse jogo? Talvez o cansaço de tantas viagens, como as 23 horas de Macau para a Coreia, tenha pesado e o Brasil,  perdido um pouco o pique. Mas essa é a chance que as meninas têm para dar uma relaxada.  Zé Roberto pode até mesclar o time titular com reservas para os jogos contra Alemanha e Coreia do Sul, já que são apenas para cumprir tabela. É uma opção válida para dar mais experiência a quem está no banco e um alívio para quem está jogando o tempo todo. Só que é bom ter cuidado! Tropeços e vacilos como os de hoje podem abalar a confiança para as finais. E lá não terá jogo simples…

E você? O que achou do jogo da seleção feminina? O que manter e o que melhorar para a fase final? Deixe o seu comentário!

Próximos jogos do Brasil no Grand Prix
Brasil x Alemanha – dia 15/08 – 3h30 (horário de Brasília) – transmissão da Globo
Brasil x Coreia do Sul – dia 16/08 – 5h30 (horário de Brasília) – transmissão da Sportv

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