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Posts com a Tag Thaísa

domingo, 1 de julho de 2012 Seleção feminina | 17:01

Teste pré-Olímpico do Brasil termina com a medalha de prata

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Brasil-Divulgação/FIVB

Brasil fica com a prata no Grand Prix 2012. Título vai para os Estados Unidos

Não era nenhum segredo que, no Grand Prix deste ano, mais importante do que o título, era preparar bem a seleção feminina para os Jogos Olímpicos de Londres. A competição acabou neste domingo, e o Brasil venceu a Turquia por 3 sets a 1 na madrugada, levou a medalha de prata e conseguiu fazer os seus testes e ter algumas repostas a pouco menos de um mês antes das Olimpíadas.

José Roberto Guimarães mexeu constantemente na equipe. Com quase todas as formações, o passe foi um problema em algum momento dos jogos. Esse fundamento vai ganhar uma atenção, especial, sem dúvida. Neste domingo, diante da Turquia, mais uma vez o Brasil mostrou fragilidade no fundo de quadra. Já na rede, a equipe evoluiu. Começou devagar e sem muita convicção, mas terminou soltando mais o braço e confiante, como tem que ser. O saque foi outro ponto positivo. A seleção teve provas de que, quando saca bem, já tem meio caminho andado. E o serviço de Thaísa voltou a entrar muito bem. Fernandinha também surpreendeu no fundamento. Que siga assim até as Olimpíadas.

O bloqueio sempre foi a cara desse time. Mais uma vez contra a Turquia, com 22 pontos no fundamento. Foi outro ponto que melhorou ao longo do torneio e esteve presente nos jogos desta fase final.

Thaísa-Divulgação/FIVB

Thaísa foi destaque do Brasil e ganhou prêmio de melhor bloqueio

No teste das jogadoras, méritos para Thaísa. Além do saque, ela foi muito bem no bloqueio e no ataque. Foi a melhor jogadora do Brasil neste campeonato, na minha opinião. Contra as turcas foi a maior pontuadora, com 19 pontos. Além disso, foi a única brasileira e voltar para casa com um prêmio individual (melhor bloqueadora).

Já Fernandinha parece ter ganhado uma das vagas de levantadora. Ela soube usar bem o meio com todas as companheiras, distribuiu bem, além de ter mudado a cara no saque. Usando mais vez o jogo contra a Turquia como exemplo… O Brasil chegou a perder o segundo set por seis pontos de diferença e Fernandinha foi para o saque e a seleção quase se recuperou. Foi uma sequência de serviços bem executados, que quebrou a recepção rival e, com certeza, ajudou a embalar  o time para o restante da partida. Afinal, perder por 25 a 23 lutando e se recuperando e melhor do que perder de lavada. E o mais importante: ela não errou no saque, mesmo com a pressão de ver as rivais já com 23 pontos no placar! Viu como vale ter a cabeça no lugar?

Em relação as outras, Jaqueline ficou devendo na recepção. Mari entrou pouco, mas a partir do segundo final de semana, resolveu quando foi acionada. Sheilla acabou como maior pontuadora em diversos jogos apesar de usar muito mais largadinha do que potência e ainda pode evoluir. Garay ajudou mais com essa parte da força.

E os testes com as líberos, vocês gostaram? Acho válido usar tanto Camila Brait quando Fabi em quadra, revezando uma para defesa e outra para recepção. Brait pode entrar também para compor a linha de passe, como foram nesses últimos jogos, mas precisa se comunicar melhor com Fabi para não partirem as duas para a mesma bola. Mas é bom contar com duas especialistas em fundo, defesa, recepção, cobertura e afins quando esses são os pontos mais críticos da equipe.

No geral, a medalha de prata e apenas as duas derrotas para os Estados Unidos foram um resultado positivo. Mas não dá para esquecer o que eu tanto comentei por aqui: os altos e baixos. A seleção ainda tem que conseguir ser mais regular, principalmente contra os mais fortes. É mais simples manter o padrão contra um time cubano que dá infinitos pontos de graça em erros do que contra uma Turquia, que vai às Olimpíadas e vive um bom momento. O Brasil tem que manter mais o padrão. Pelo menos, os baixos têm sido no meio e os altos, nos finais das partidas. Nesta fase, depois da derrota para os EUA, a seleção cresceu e fechou bem os jogos. Vejam as parciais desta madrugada: 25/12, 23/25, 25/20 e 25/15. Com ajuda do bloqueio, o último set foi o mais fácil.

Agora é treinar nos últimos dias até a estreia olímpica, mais uma vez diante da Turquia. Que o emocional das jogadoras esteja em ordem até lá porque só assim essa irregularidade vai acabar e tudo vai ficar mais fácil. Ajustar um saque, uma mão no bloqueio ou um braço na recepção para quem sabe jogar bem é fácil. É hora de cuidar do lado psicológico, mais uma vez.

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segunda-feira, 12 de março de 2012 Superliga | 22:34

Primeiro favorito vence na abertura das quartas da Superliga

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Destinee Hooker  - Divulgação/CBV

Hooker comandou o ataque do Sollys/Nestlé e foi eleita a melhor em quadra

As quartas de final da Superliga feminina começaram na noite desta segunda-feira e o primeiro favorito venceu. O Sollys/Nestlé passou com facilidade pelo BMG/São Bernardo e abriu a série melhor de três com 3 sets a 0 no placar.

No jogo, tudo certo para a equipe de Osasco. O saque funcionou e quase todo mundo teve uma passagem boa pelo serviço. Thaísa, Fabíola, Jaqueline, Tandara… todas tiveram sequências de pontos enquanto estavam no saque. Do outro lado, a linha de passe do São Bernardo perdeu a concentração e foi aceitando o serviço rival.

Veja também as datas e horários das quartas de final da Superliga masculina

No ataque, Fabíola, que não tinha usado muito as centrais na vitória sobre o Unilever, voltou a colocar Thaísa e Adenízia no jogo. Além disso, Hooker, que errou mais contra as cariocas, colocou diversas bolas no chão e usou até largadas, mostrando que seu ponto forte é mesmo a pancada, mas que sabe explorar os espaços também. Foram 18 pontos nesta noite. Só quem teve problemas no fundamento foi Tandara, que sofreu para virar na entrada de rede no segundo set. Porém, quando rodou e foi para o outro lado da rede, acertou. Méritos também para Fabíola, variando mais as jogadas.

Thaísa e Jaqueline - Divulgação

Bloqueio foi o melhor fundamento do Sollys/Nestlé no primeiro jogo dos playoffs

Mas o que mais chamou a atenção no jogo foi o bloqueio do time da casa. Se o São Bernardo já sofria com o passe, a equipe via um paredão em sua frente na hora de atacar. Aí a confiança acabou de uma vez por todas. O Sollys/Nestlé marcou 14 pontos de bloqueio em três sets. Resultado de uma boa leitura de jogo, mas também da falta de confiança das atacantes do outro lado da quadra.

Antes do jogo, a ideia do BMG/São Bernardo era ser agressivo. Nesta noite elas não foram. Sacaram em cima da líbero Camila Brait, não tiraram o passe da mão de Fabíola, não aproveitaram contra-ataques e, ainda, perderam a concentração. Elas só equilibraram o primeiro set, até o segundo tempo técnico. Depois, perderam a cabeça e foram presas fáceis. Fica a lição e, quem sabe, tentar a tal agressividade no próximo jogo, na sexta-feira. Acho difícil…

O que vimos nesta noite foi um Sollys/Nestlé inteiro. Um favorito que fez jus ao seu status. As quartas de final seguem nesta terça com Mackenzie/Cia do Terno x Unilever (às 16h30), Vôlei Futuro x Banana Boat/Praia Clube (às 18h45) e Usiminas/Minas x Sesi (às 21h). Vamos ver como se saem os outros favoritos.

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domingo, 6 de novembro de 2011 Seleção feminina | 13:25

E não é que o Brasil sabe usar as centrais!

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Já falamos bastante sobre isso por aqui. Depois de várias partidas, a crítica dos leitores do blog (e minha também) é que o Brasil força o jogo nas pontas e “esquece” das centrais. Pois nesta madrugada, Dani Lins se lembrou de Fabiana e Thaísa e a seleção feminina venceu a Alemanha por 3 sets a 1.

Os problemas não estão resolvidos, como as próprias jogadoras ressaltaram, mas esse deve ser o caminho a ser seguido. Nada melhor do que o meio para tirar a atenção do bloqueio e surpreender. Ainda mais quando se tem jogadoras para isso. Thaísa, por exemplo, vem de uma temporada de crescimento e deve ser mais bem aproveitada. E Fabiana correspondeu quando acionada, tanto que foi escolhida a melhor em quadra.

Jogadas rápidas resolvidas, agora é hora de, mais uma vez, pensar no emocional. Na coletiva após a partida, Fabiana disse que a seleção sente pressão no começo dos jogos e que elas não estão confortáveis. Pois então vale colocar a cabeça no lugar a acreditar no seu jogo.

A capitã e a oposta Sheilla também cobraram melhoras na relação bloqueio/defesa. Bloquear e marcar bem na rede é uma característica desta equipe. Contra Alemanha, apesar da reclamação, foram 11 pontos de bloqueio.

Ver jogadas de meio é um bom sinal. Mostra que a recepção funcionou e deixou bolas na mão de Dani. E também que a levantadora está mais segura. Agora é não perder mais na Copa do Mundo para garantir a vaga em Londres. O Brasil está em quarto lugar na classificação por enquanto e o torneio dá vaga olímpica aos três primeiros.

P.s.: Enquanto os EUA acumulam vitórias, alguém esperava que a Sérvia perdesse um set para o Quênia? Os desfalques estão mesmo fazendo falta às europeias…

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domingo, 28 de agosto de 2011 Sem categoria | 06:59

Faltou agressividade. Faltou brilho nos olhos. Faltou o ouro

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Depois da reação e da vitória sobre a Rússia na semifinal, era difícil imaginar que a seleção brasileira feminina fosse fazer justamente na decisão o seu pior jogo no Grand Prix. E mais um placar de 3 sets a 0 era pouco provável. Mas o Brasil foi pouco agressivo, pareceu nervoso e apático, não mostrou seus melhores fundamentos e levou os tais 3 sets a 0 (26/24, 25/20 e 25/21) dos Estados Unidos na final da competição.

Natália - Divulgação/FIVB

Natália fica no bloqueio norte-americano na final do Grand Prix

O jogo desta madrugada começou tenso. Os dois times defendiam bem e a primeira bola raramente caia. E as norte-americanas erravam a definição dos pontos também. Só que, aos poucos, elas se acharam e o Brasil, não.

Enquanto os Estados Unidos variaram as jogadas ao longo da partida, ora atacando com muita força e ora usando bem uma largada, o Brasil foi apático e pouco agressivo em quadra. Faltou aquela bola cravada no ataque para dar moral. Faltou o sangue nos olhos e o jogador batendo no peito e chamando bola! Sheilla , a oposta e jogadora de segurança, poderia ter feito esse papel, mas não o fez. Faltou Dani Lins usar mais o meio.

E a levantadora merece um destaque à parte. Dani amadureceu ao longo do Grand Prix. Aos poucos ela se soltou, explorou Thaísa e Fabiana, se encaixou bem com Fernanda Garay. Só que na final, ela insistiu demais nas pontas, mesmo com o passe na mão, e esqueceu da jogada rápida. Thaísa, uma das grandes jogadoras do Brasil no torneio, recebeu muito pouco. Ela marcou apenas sete pontos no ataque. Fabiana ficou com três. E contra um time com muito volume como as norte-americanas, é fundamental variar para tentar surpreender a defesa.

As brasileiras não foram agressivas. Fernanda Garay e Natália demoraram a soltar o braço no ataque. Sim, elas são jogadoras novas e entraram no lugar das experientes Mari e Paula Pequeno, mas as duas tinham potencial para mais. No geral, o ataque do Brasil não colocou pressão.

Thaísa - Divulgação/FIVB

Thaísa foi uma das melhores jogadoras do GP, mas recebeu pouco e não apareceu na final

Além disso, o bloqueio brasileiro, acho que o melhor fundamento do time no Grand Prix, praticamente não apareceu. Enquanto os Estados Unidos marcaram 8 pontos no fundamento, o Brasil empacou nos 2 pontos. E isso também é um reflexo do saque, que não funcionou de maneira efetiva e não prejudicou o passe rival.

Do lado norte-americano, sobraram bolas cravadas, saques bem colocados e definição no momento certo. No terceiro set, por exemplo, elas entraram com tudo, com cara de quem iria fechar logo o jogo e levar a medalha. Os Estados Unidos também erraram bastante (deram 22 pontos e o Brasil deu 20), tanto que o Brasil chegou a encostar no terceiro set (quando finalmente acertou alguns ataques potentes), mas souberam definir quando era preciso. Elas jogaram soltas, com sorriso no rosto, como Brasil vinha fazendo.

O dia, ou a madrugada, foi das norte-americanas. E o nome do jogo foi Logan Tom. Ela marcou, atacou e sacou bem. Os Estados Unidos venceram porque jogaram melhor, foram inteligentes na marcação e na definição e comandaram o jogo.

Crescimento individual do Brasil

Já a premiação individual mostrou que a seleção fez um boa campanha e tem jogadoras em ascensão. Thaísa, que aos poucos vem sendo a principal meio do time, foi o melhor saque. Dani Lins, que amadureceu como já comentamos, foi a melhor levantadora. Fernanda Garay levou o prêmio de melhor recepção e ela realmente deu uma grande estabilidade ao passe nacional. Além delas, Tandara, outra estreante na seleção, correspondeu bem quando entrou nas inversões. Depois de um bom campeonato sem nenhuma derrota até esta madrugada, só faltou jogam bem na final. Mas Zé Roberto tem elenco para trabalhar na temporada…

P.s.: Para fechar o pódio, a seleção da Sérvia ficou com o bronze com um 3 sets a 0 sobre a Rússia. As sérvias foram, sem dúvida, a melhor surpresa deste torneio. Estrearam e já chegaram ao pódio.

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quarta-feira, 24 de agosto de 2011 Seleção feminina | 10:17

Brasil vence a Itália com direito a aula no Grand Prix

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Seleção feminina - Divulgação/FIVB

3 a 0 para começar a fase final do Grand Prix

Começou a fase final do Grand Prix e o Brasil estreou com vitória. A seleção feminina passou pela Itália por 3 sets a 0 e, segundo o técnico, Massimo Barbolini, deu aula de voleibol (veja o italiano falou após a partida). E mais uma vez, o bloqueio esteve presente. Mais uma vez, o saque complicou a recepção rival e ajudou. Parece que essa é a combinação que o Brasil resolveu seguir e, até agora, está dando certo.

Nesta quarta-feira, foram 12 pontos de bloqueio e apenas cinco das italianas. O saque marcou quatro, contra dois das rivais. E ainda falando em números, destaque foi para Thaísa, com 17 bolas no chão. Fabiana também pontuou bem. Isso é reflexo da Dani Lins um pouco mais solta e usando mais as centrais?

É bom ver o Brasil “grande”, dominando o marcador e não se incomodando com um rival tradicional e que jogou completo, com Piccinini na ponta, Lo Bianco no levantamento e Gioli pelo meio.

Veja mais detalhes da primeira partida da seleção nas finais do Grand Prix.

A seleção brasileira volta para a quadra na madrugada desta quinta-feira, às 2h30 (horário de Brasília) para encarar o Japão. As nipônicas perderam de 3 a 0 para os EUA nesta quarta e podem não ser aquele time bronze no Mundial, como disse Mari, mas sempre serão uma seleção chata, que acredita nas bolas e se joga nas defesas. Mas o Brasil está em excelente fase no bloqueio, que será vital para parar as jogadas de velocidade, e as atacantes também estão fazendo a sua parte. Não acho que a seleção deva ter muitos problemas e deve sair com mais uma vitória.

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segunda-feira, 15 de agosto de 2011 Seleção feminina | 08:00

Quem é o destaque da seleção até agora no Grand Prix?

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Até agora, comentamos por aqui da atuação geral da seleção, falando dos fundamentos do time (como no post anterior). Agora, vamos falar um pouco das jogadoras da seleção? Depois de seis jogos no Grand Prix, quem mais chamou a atenção de vocês? Eu tenho algumas candidatas…

Thaísa - Divulgação/FIVB

Thaísa cresce no ataque diante da Itália

Como o bloqueio é um dos melhores fundamentos do Brasil até aqui, um nome que chama a atenção é Thaísa. Ela vem muito bem na rede e acho que tem até recebido mais bolas do que Fabiana e, por isso, tenho a impressão de que está aparecendo mais. Além disso, tem um saque chapado consciente e que erra pouco.

Ainda no ataque, Mari tem se saído bem, principalmente no começo dos jogos. Ela chegou agressiva ao Grand Prix e tem sido uma das jogadas de segurança de Dani Lins. A levantadora teve o jogo contra o Cazaquistão uma de suas melhores apresentações, mas pode ousar em alguns momentos e acelerar mais as jogadas.

O banco de reservas também merece espaço. Fernanda Garay está virando presença constantes nos finais dos sets. Contra a Itália, no domingo, ela entrou e colocou as bolas nas mãos de Dani, por exemplo. Isso ajuda a dar equilíbrio ao passe. E Tandara, a mais nova na seleção, segue entrando bem no saque, como foi no começo da temporada, na Copa Internacional, e no ataque, como também foi contra a Itália, quando assumiu o lugar de Sheilla.

Aos poucos, o Brasil está vendo que tem mais opções além de Sheilla. Ela é uma excelente oposta, mas o time pode variar suas jogadas. Dani Lins deve explorar isso. Só precisa contar com um passe melhor para trabalhar. Ainda falta regularidade a essa seleção, mas o time tem alguns destaques individuais.

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quarta-feira, 10 de agosto de 2011 Seleção feminina | 21:05

Tsunami e tufão ficam para trás… agora vem a Tailândia

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A seleção feminina está, desde o começo desta semana, no Cazaquistão para a segunda etapa da fase de grupos do Grand Prix. Mas ter passado pelos primeiros jogos com três vitórias não foi a única coisa que deixou as jogadoras tranquilas depois da passagem pela Coreia do Sul…

Placa "anti-tsunami"

A tal placa com a rota de fuga em caso do tsunami

Ao chegarem ao país asiático para os primeiros jogos, a seleção viu uma placa que indicava a rota para fuga de tsunamis. Além disso, havia passado um tufão pela Coreia na noite anterior e diversos voos, inclusive o das brasileiras, tiveram horários alterados. Outros foram cancelados.

“Ficamos super intrigadas. Se tem uma placa como essas é porque um tsunami é algo comum em Busan. Algo que pode acontecer a qualquer momento. Já imaginou? Ficamos realmente apreensivas”, fala Thaísa. “A sensação entre todas nós é que estávamos dentro de um filme e podia acontecer algo a qualquer momento, até porque o tempo estava muito ruim. Foi muito estranho”, completa a central.

Se não bastasse ter que se acostumar a fuso horário, encarar maratona de 24 horas de voo e estrear na temporada, ainda ter que passar dias pensando em um possível tsunami? Teste para o psicológico!

Agora, no bom tempo do Cazaquistão e longe das ameaças, o foco é a Tailândia, que começou o Grand Prix surpreendendo Cuba. Elas ainda venceram o Peru. E o alerta para o Brasil é relação à velocidade e à altura das tailandesas, rivais desta sexta-feira, às 9h (horário de Brasília).

Elas não são tão perigosas quanto outras asiáticas como japonesas ou chinesas, mas são velozes e “apareceram” em 2009, ao conquistar o título continental. O Brasil deve acertar o tempo de bloqueio, para parar jogadoras mais baixas (a mais alta do time é Utaiwan Kaensing, com 1,89m, longe das centrais brasileiras de mais de 1,90m). Não adianta saltar muito. É preciso saltar corretamente. Também vale ter paciência, porque elas sabem defender e a bola pode demorar mais a cair.

Acertando esse tempo e mantendo o saque como no primeiro final de semana, não deve ser tão complicado. Depois a coisa pode piorar contra a Itália, mas isso é assunto para outro post…

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domingo, 7 de agosto de 2011 Seleção feminina | 13:35

Saque, bloqueio e reservas para vencer

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O Brasil encerrou a primeira fase no Grand Prix com três vitórias: 3 a 0 sobre o Japão; 3 a 1 sobre a Alemanha e 3 a 0 sobre a Coreia do Sul. De acordo com as estatísticas dos primeiros jogos, a relação saque-bloqueio chama a atenção na seleção.

Bloqueio triplo - divulgação/FIVB

Paula Pequeno, Fabiana e Sheilla crescem para cima do Japão no bloqueio

Thaísa é uma central que vem crescendo nesta temporada e aparecendo até mais do que Fabiana. E para ajudar, outras atletas estão aparecendo no bloqueio, como Fabíola (destaque contra a Alemanha), Paula Pequeno (destaque contra o Japão) e Sheilla e Fernanda Garay, que apareceram bem em todos os jogos. Ou seja, todo mundo com tempo de bola apurado, não apenas as centrais. Nos três jogos, o Brasil foi superior no bloqueio em relação as rivais.

E isso tem contribuição do saque. Contra o Japão, foi a única partida que a seleção acabou atrás no fundamento. Mesmo sem ter pontuado mais, usou bem o serviço para conter a velocidade do ataque asiático. E aqui a levantadora Dani Lins e Sheilla aparecem bem. Foi com passagens delas no saque o Brasil conseguiu arrancar no placar contra Alemanha e Coreia, por exemplo. Parece que o Brasil está usando o serviço com mais consciência e esse é o começo de um bom jogo.

Nesses jogos também duas reservas entraram bem. Fabíola, contra a Alemanha, e Fernanda Garay, contra alemãs e coreanas. A levantadora mudou o jeito de jogar do time e deu mais energia à equipe, segundo Zé Roberto. Já Garay ficou com o lugar de Mari e virou na rede e deu mais estabilidade ao passe.

Apesar das três vitórias, a seleção ainda cometeu erros demais. Contra o Japão, por exemplo, venceu bem dois sets e se perdeu no começo do terceiro. Contra Alemanha, começou a partida devagar e teve que correr atrás. É começo de temporada e pode ser normal estar um pouco desconcentrado, mas dá para manter o nível e segurar esses erros.

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segunda-feira, 18 de julho de 2011 Seleção feminina | 22:50

Valeu a pena o "treino" na Copa Internacional?

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A seleção feminina deixou Brasília no final de semana com três vitórias e nenhum set perdido na Copa Internacional de vôlei. Para o evento foram convidadas as seleções de Peru, Japão e Itália e o objetivo era treinar e ganhar ritmo para a disputa do Grand Prix, em agosto. Valeu a pena?

Pelo primeiro jogo, não. O Peru veio com um timo fraco e, como Zé Roberto comentou após a vitória, seria melhor e mais produtivo ter enfrentado a seleção de novas do Brasil (leia mais sobre Brasil x Peru).

Mari - Divulgação/CBV

Copa Internacional foi a volta de Mari a seleção e deu ritmo à atleta

Mas as coisas melhoraram contra Japão e Itália. O Campeonato Mundial do ano passado e aquele tie-break contra as japonesas parece que deixaram algum trauma e o time entrou muito bem diante das nipônicas. E o jogo valeu para testar a nossa defesa e armar muito bem o bloqueio. Foram 22 pontos no fundamento, um número pouco visto normalmente (saiba mais sobre o jogo contra o Japão).

Depois, contra a Itália, mais uma equipe mista de titulares, como Gioli, e reservas, o Brasil teve mais uma vitória, mas mostrou uma boa variação de ataques (leia mais sobre a vitória brasileira).

No geral, os treinos desses jogos valeram a pena, sim. Foi preciso, por exemplo, manter a concentração para segurar a Itália e fazer 3 sets a 0, mesmo em um simples torneio amistoso. E os jogos, mesmo não sendo contra as melhores do mundo, mostraram o que está bom e ruim neste começo de temporada.

O Brasil ainda falhou no passe e mostrou instabilidade (tudo bem, isso até é normal quando não tem muita coisa em jogo). Fez um excelente jogo no bloqueio, mas não repetiu o mesmo desempenho no dia seguinte, ou seja, ainda precisa se adaptar a cada rival .

O lado bom foi a volta de Mari, jogando solta e virando bem no ataque. Dani Lins também foi bem e se mostrou bastante segura na distribuição. Thaísa vem fazendo boas atuações desde a Copa Pan-Americana. E Tandara, que foi aproveitada do time de novas, se mostrou uma ótima arma no saque, com um serviço às vezes mais flutuante e diferenciado. Ela é conhecida pela potência no ataque, mas pode ser aproveitada de uma nova maneira.

O passe é problema de muito tempo nessa seleção. Zé Roberto deve mais uma vez se preocupar com isso porque o ataque me parece muito bem. E também, de que adiantaria enfrentar uma Rússia logo no começo da temporada, sem o preparo ideal e perdeu logo de cara? Melhor começar devagar, ganhar ritmo, analisar o time. Mas parece que até que temos um bom começo para o Grand Prix, não acham?

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segunda-feira, 28 de março de 2011 Superliga | 12:27

Quartas da Superliga feminina começam sem surpresas

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O final de semana foi de primeira rodada das quartas de final da Superliga feminina 2010/2011. E os resultados foram os esperados: os favoritos confirmaram a sua condição e venceram sem muitos problemas, e o jogo que prometia o maior equilíbrio terminou em quatro sets.

Mari fez sua melhor partida no Unilever depois da cirurgia no joelho

Mari fez sua melhor partida no Unilever depois da cirurgia no joelho

No primeiro jogo, vitória do Unilever sobre o BMG/São Bernardo por 3 sets a 0 (leia mais sobre a partida). Nem é preciso falar que Sheilla, com 17 pontos, foi a maior p0ntuadora da partida, não é? Mas vale falar de Mari. Aos poucos a atacante está mais solta em quadra  e se mostra recuperada da cirurgia no joelho que a afastou das quadras por seis meses. Bom para ela, que volta ao alto nível, e bom para o time, que ganha um reforço de peso no ataque. Agora, nas quartas, eu acho que as cariocas passam sem problemas, mesmo ainda errando e abrindo e deixando as rivais se aproximarem no placar. Mas na semifinal será importante saber variar as jogadas e não jogar só com Sheilla já que elas enfrentarão Usiminas/Minas ou Pinheiros/Mackenzie.

Ainda falando dos favoritos, o Sollys/Osasco, que praticamente não entrou em quadra no último jogo das classificatórias diante do Unilever, sofreu no primeiro set, ainda desligado no jogo, mas se arrumou e venceu o Praia Clube também por 3 sets a 0 (leia mais sobre a partida). E o jogo do conjunto fez a diferença. Cada uma fez bem a sua parte e, por isso, o time se recuperou: Sassá foi a melhor jogadora em quadra; Natália foi a maior pontuadora (19 acertos) e Thaísa fez uma muralha na rede, com 13 bolas no chão. Além disso, Jaqueline, que passou por uma artroscopia no joelho, voltou a atuar. A equipe atual campeã está se equilibrando para as semifinais.

Para fechar os resultados “esperados”, o Vôlei Futuro bateu o Macaé também por 3 sets a 0 (leia mais sobre a partida). Foi o troco daquela derrota no returno quando o time de Araçatuba estava em um belo momento. E também uma mostra que as paulistas estão mesmo equilibradas em quadra e que podem chegar às semifinais. Como já disse por aqui, o time que era de estrelas no papel parece estar tomando forma nos jogos também.

Já o Usiminas/Minas venceu o Pinheiros/Mackenzie por 3 sets a 1 no jogo que tinha cara de ser o mais disputado dessa série de quartas de final. Até que foi, se considerarmos que foi o único com quatro sets. Mas as mineiras foram superiores desde o saque até as finalizações com a cubana Herrera e a central Natasha. Resultado foi merecido e elas embalam para decidir a vaga em casa (leia mais sobre a partida). Do lado do Pinheiros, eu fico com uma dúvida, como já comentaram por aqui: por que Michelle não é mais a líbero titular? Ela estava bem, pelo menos nos jogos que assisti, e dava mais volume de jogo do que Suellen no fundo…

As quartas segue nesta semana, a partir de terça-feira. Acho que Unilever e Sollys/Osasco têm tudo para fechar a série com facilidade. O Vôlei Futuro é mais do que o Macaé, mas deve ficar alerta e não menosprezar as adversárias. Ainda assim, também aposto em mais uma vitória de Paula Pequeno, Fabiana e companhia. E espero que o Pinheiros atue como o time que foi campeão paulista para dar ao confronto com o Usiminas/Minas o gosto de clássico que estava esperando, afinal, as mineiras entrarão com tudo em casa. E vocês, em quem apostam?

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