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Posts com a Tag Seleção masculina

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011 Seleção masculina, Superliga | 12:30

A rotina do melhor do mundo

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Depois de 2010, Murilo ganhou um sobrenome. Agora ele é Murilo, o melhor jogador do mundo. Em um bate papo exclusivo com o Mundo do Vôlei o ponteiro do Sesi, líder isolado da Superliga masculina, fala sobre o que mudou dentro de quadra com esse status, as dores do começo de temporada e os planos para 2011. Com vocês, Murilo….

Responsabilidade a mais
“Eu tenho que me acostumar a esse sobrenome. Eu continuo centrado, sei que as minhas responsabilidades até aumentaram. Eu tenho que me cuidar com tudo o que falo ou que eu faço porque eu sei que tem sempre gente olhando e talvez até possam me ver como exemplo ou como ídolo”

Treinos sem regalias
“Não posso chegar aqui sem vontade ou simplesmente treinar por treinar. Eu tenho que dar o exemplo, tenho que correr atrás. Não adianta simplesmente eu chegar aqui e falar: “sou o melhor do mundo e jogo quando eu quero”. Não é assim e todo mundo sabe disso. Mas, de repente, pode acontecer. Pode subir para cabeça e, por isso, eu tenho que me cuidar. Tem muito moleque novo aqui que precisa chegar e ver o cara treinando e eu tenho que me desdobrar”

O mesmo Murilo
“Mas dentro de quadra, no convívio com meus companheiros, com a minha esposa, com a cidade, segue tudo normal. Eu não mudei por te sido eleito e estar em evidência. Eu continuei o mesmo Murilo e espero continuar”

Murilo defende o Sesi pelo segundo ano na Superliga

Murilo defende o Sesi pelo segundo ano na Superliga

Dores, muitas dores
“O mês de janeiro foi difícil para mim. Estou sentindo muitas dores no ombro e nas costas e praticamente eu não estou treinando, estou mais jogando. O Giovane está me ajudando a lidar com isso, mas eu preciso estar ali, preciso estar junto com o grupo. Mas não estou reclamando! É que às vezes gente passa o ano todo sem ter uma dorzinha. Pode ter aquela coisa chatinha, mas que não incomoda, não precisa parar, fazer fisioterapia.. Tudo isso incomoda, sabe? A gente quer treinar, jogar, ir para casa e descansar e aí acaba alterando a rotina porque tem que tratar, fazer de tudo, acupuntura, e não resolve… Isso é muito chato”

Resumo de 2010
“O ano passado acho que foi mesmo o meu ano, falando em seleção. Em todos os campeonatos, um foi amistoso, mas eu ganhei o prêmio de melhor atleta…”

O que quer de 2011
“Eu quero começar com o pé direito aqui, no clube, no Sesi. Tem esse título da Superliga que eu ainda não conquistei já que fiquei quatro anos fora. Quero começar bem 2011 por aí. Depois eu vou me apresentar na seleção e pensar na maratona que a gente vai ter, com Pan-Americano, Sul-Americano, Liga Mundial, Copa do Mundo.. O ano vai ser muito desgastante na seleção. Se a gente pensar no final do ano, lá em novembro, a com a vaga para a Olimpíada, será a nossa maior conquista. Mas a gente está em janeiro e eu quero pensar é no final de abril, início de maio, estar na final da Superliga”

Palavra de Giovane
“É fácil ter o melhor do mundo em meu time porque a forma como ele trabalha não deixa dificuldades para gente. Ele está sempre integrado ao grupo e tentando ser útil, não com as palavras, mas com as atitudes. Com isso, o grupo entende a qualidade que ele tem, o diferencial que ele é, e usa isso para o bem”

Bastidores do bate-papo
O que admiro em Murilo, característica comum aos jogadores de vôlei, é a simplicidade. Ele é o mesmo cara que me deu a primeira entrevista quando ainda era jogador do Banespa e eu, uma caloura da faculdade. Fui a um jogo da Superliga e queria conversar com o jogador no final. Confesso que estava nervosa porque era das minhas primeiras matérias. E sabe como ele me recebeu? Dizendo que me atenderia, sem problemas, e ainda com convite para sentarmos no banco, para ficar mais fácil para eu anotar tudo.

Agora, uns oito anos depois, a atenção é praticamente a mesma. Conversei com ele depois de um treino do Sesi. Antes, precisava falar com Giovane. Murilo saiu de quadra, passou pelo médico para avaliar o ombro e, depois, ficou me esperando. Poderia muito bem reclamar, dizer que queria ir logo para casa… Mas não. Por essas e por outras é bom cobrir vôlei!

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quarta-feira, 13 de outubro de 2010 Seleção masculina | 14:27

Despedida do Campeonato Mundial

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O Campeonato Mundial de vôlei acabou no domingo, mas rendeu matérias para o iG até hoje! Foram semanas de trabalho, relato de jogos, mas que pelo menos eu pude escrever: Brasil é tricampeão mundial. Estava esperando por isso, para cobrir, mesmo que de longe, um grande título desde a Olimpíada de Pequim! O blog teve muitos comentários e elogios (obrigada!!!) e, para me despedir da cobertura, relato algumas cenas da entrevista coletiva na volta dos jogadores ao Brasil, nesta terça-feira.

Clima tenso
Apesar da alegria e da medalha pendurada no peito, o clima pesou quando o assunto “derrota para a Bulgária” entrou em cena. Mas não tinha como esquecer… Mario Jr, depois do título, confirmou que o Brasil entregou aquele jogo. Na coletiva, Giba se mostrou indignado com a imprensa e voltou ao discurso de que apenas foram poupados jogadores e disse: “Desculpa, mas é muito difícil vencer com Théo levantando”. Depois, o líbero falou que usou mal as palavras (veja a reportagem completa).

Eu me pergunto: era necessário tudo isso? Se era o melhor no momento e o regulamento permitia, por que não assumir o que vimos logo de uma vez? Já debatemos isso por aqui, mas essa história parece que vai marcar esse Mundial…

Filho de Giba "invade" a foto da seleção com o troféu do Mundial

Filho de Giba "invade" a foto da seleção

Os filhos de Giba
Para quebrar a tensão do capitão, só mesmo a presença de seus filhos Nicoll e Patrick. O menino acompanhou parte da coletiva no colo do pai e protagonizou a cena mais engraçada do dia. Depois de algumas perguntas, ele se cansou, levantou e correu para onde estava a mãe, Cristina Pirv. No meio do caminho, levou um tombo. A reação foi imediata. “Ih, cai!”, disse o pequeno, arrancando risos de todos, até de seu pai, que estava no meio de uma resposta.

Depois, foi a vez de Nicoll ir para o colo de Giba. Eu me aproximei para fazer algumas perguntas e a menina estava com cara fechada, reclamando. Ela dizia: “Ah, papai, quando você vai tirar. Fica feio”, enquanto puxava os fios do bigode a la mexicano do jogador. Giba me olhou e explicou: “É, ela não gosta de mim assim”.

Festa de Ari Graça
O presidente da CBV foi um personagem à parte. Era quem decidia quem iria responder quando a pergunta dos jornalistas não era direcionada a um atleta específico. Eu escolher Murilo, passou o microfone ao ponteiro e logo depois o pegou de volta, dizendo: “Deixa eu apresentar melhor: esse é o melhor jogador do mundo!”. Murilo, é claro, ficou muito vermelho de vergonha.

Ele só ficou mais vermelho quando uma repórter, com o microfone da Brahma, lembrou da comemoração dos jogadores dando tapinhas uns nos bumbuns dos outros e perguntou: “Murilo, um tapinha não dói?”. Mas isso até me ajudou, já que conversei com o ponteiro na sequência e rendeu um ótimo bate-papo e uma entrevista para o iG (veja a entrevista com Murilo).

Superação e união
Esse foi o tom da coletiva. Todos os jogadores lembraram da superação e de como o time se uniu nesse Mundial, desde as lesões até as críticas e os problemas na Itália, como dificuldade em achar um lugar para treinar ou até em conseguir a mesma comida das outras seleções (veja a reportagem completa). Também fiquei com esse sentimento. Foi um título de superação e agora, é só comemorar!

P.s.: Agora tenho uns dias de descanso e logo começo a preparação para o Mundial feminino. Volto na semana que vem. Até!

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quarta-feira, 6 de outubro de 2010 Seleção masculina | 14:30

Brasil controla Alemanha e vai para a semifinal

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*atualizada às 18h36

O jogo foi inteiro do Brasil, tanto nos aspectos positivos como negativos. A seleção venceu a Alemanha por 3 sets a 0 (veja como foi a partida) e está na semifinal do Campeonato Mundial. O time de Bernardinho sacou muito bem, se recuperou quando era preciso e controlou a partida.

Comemoração do Brasil no Campeonato Mundial

Comemoração do Brasil no Campeonato Mundial

A seleção começou empolgada, ligada em todos os fundamentos. O saque entrou bem, a recepção colocou as bolas na mão de Bruninho e os contra-ataques caíram na quadra dos alemães. No segundo set, o saque nacional caiu, assim como as finalizações, e a Alemanha voltou para o jogo. Fiquei com medo de ver uma reprise do sufoco que foi a vitória sobre a República Tcheca.

Mas nesta tarde o Brasil parecia mais determinado. Logo eles se reencontraram e acabaram com o set no saque e Murilo (mais uma vez em um bom dia) e, depois, de Marlon. Tudo se repetiu na terceira parcial, com os alemães encostando no momento de falta de concentração brasileira. E, de novo, o time nacional se recuperou e liquidou a partida. Por isso que falo que o Brasil controlou  o jogo. Quando estava bem, dominou. E a Alemanha só cresceu não pela grandeza da sua equipe, que não conseguiu usar o seu alto bloqueio e nem a potência dos atacantes, mas pelos vacilos brasileiros. Ainda bem que eles duraram pouco…

Mas esse jogo não foi bom apenas para ver a recuperação do Brasil em quadra. Também valeu ver Vissotto, mesmo ainda sem soltar o braço, jogando mais solto e alegre. Ele parecia mais confiante. Depois da partida, disse ao Sportv que antes estava um pouco gripado e que se sentiu bem em quadra. A gente percebeu. Além disso, se Bruno sobrevivie a pressão quase o tempo todo, Marlon segue muito bem nas inversões. Mesmo ainda se recuperando, ele está lá, jogando e ajudando o time. Como é bom ter um elenco completo!

Mastrangelo é um dos grandes nomes da Itália

Mastrangelo é um dos grandes nomes da Itália

Que venha a Itália!
Depois do vitória, os brasileiros foram unânimes: queriam a Itália como rival da semifinal. Pronto, pedidos atendidos! A Itália venceu a França e está classificada (veja como foi a partida). Eu, como já disse algumas vezes aqui, não acho que seja bom escolher rival. Mas depois de todas as polêmicas deste Mundial, esse jogo vai ter um sabor a mais….

A Itália foi apontada por todos como a grande favorecida com o regulamento. E, cá entre nós, foi mesmo. Só pegou adversários simples nas primeiras fases. Mas vamos ser sinceros. Eles jogaram muito quando tinham que jogar. Venceram os Estados Unidos depois de serem arrasados no primeiro set e souberam aproveitar todas as brechas da França. Eu, que não tinha visto os primeiros jogos, fiquei surpresa com a atuação dos anfitriões. Savani está muito bem na ponta, assim como os centrais Mastrangelo e Sala. O ponto fraco é o líbero, que está perdido na recepção desde o jogo contra os norte-americanos.

Os brasileiros estão engasgados com todas as vaias e críticas que receberam pela derrota proposital para a Bulgária e vão entrar com “faca nos dentes” para o jogo.  A Itália vai querer fazer bonito em casa e provar que pode voltar a ser uma grande potência. É, teremos um jogaço. Mas eu sou mais a seleção brasileira, que mesmo com alguns altos e baixos, tem potencial! Como disse o leitor Edgar, espero Brasil e Cuba na final.

E vocês? O que acharam da vitória do Brasil? Gostaram da Itália como rival? Deixem seus comentários!

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domingo, 26 de setembro de 2010 Seleção masculina | 18:13

Bloqueio + sequência de saque = 2ª vitória no Mundial

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*atulizada às 21h10

A seleção brasileira masculina venceu a segunda partida no Campeonato Mundial. O jogo desta tarde foi contra a Espanha e foi mais complicado que o esperado. Com erros no fundo e falhas no saque, o Brasil demorou a embalar até conseguir se impor e fazer 3 sets a 1 para cima dos europeus (veja como foi a partida).

Bloqueio foi o melhor fundamento do Brasil

Bloqueio foi o melhor fundamento do Brasil

Já sabíamos que a partida mais simples dessa chave tinha sido a estreia contra a Tunísia. A Espanha joga na velocidade e poderia complicar. Só não achava que fosse complicar tanto. Logo de cara, o Brasil mostrou a sua principal arma para o jogo: o bloqueio. E na sequência, colocou em quadra a sua deficiência: o fundo de quadra.

No primeiro set, o bloqueio parou diversas jogadas da Espanha (marcou oito pontos), mas faltou um pouco de conexão com o resto. A recepção falhou e a defesa também. Com isso, foi complicado contra-atacar. E o Brasil só não perdeu a parcial graças ao bloqueio, que segurou os ataques europeus.

No segundo set, a Espanha manteve a velocidade no ataque, sendo eficiente nas pontas, e o bom saque e até venceu sem muitos problemas. Do lado brasileiro, diversos pontos dados de graça em saques. Todo mundo que ia para o serviço errava, de Murilo e Lucão, tentando forçar, a Rodrigão, sacando balanceado. Assim não dava…

As boas sequências vieram na terceira parcial. Finalmente o Brasil acertou o saque e o jogo foi se encaixando. Murilo teve sua boa passagem, depois Lucão e até Théo, no quarto set. E essa foi a chave da vitória. Com o saque funcionando, a seleção se manteve forte no bloqueio e ainda conseguiu se armar e forçou o jogo para o lado dos espanhóis, que começaram a errar também. E no final, o time nacional teve tranqüilidade e domínio e fechou a partida.

Quem se destacou e quem falhou
No geral, a seleção demorou a engrenar. A exceção foi Rodrigão. O central fez nove dos 18 pontos de bloqueio do Brasil no jogo e ainda cravou belas bolas rápidas. Méritos também para Bruno, que parece estar suportando bem a pressão de ser o único levantador do time e fez jogadas lindas e precisas (só para lembrar, Marlon faz exames nesta semana para saber se segue ou não no Mundial, mas, segundo o regulamento, Bernardinho não pode convocar ninguém para o seu lugar).

Dante foi a maior pontuador da partida

Dante foi a maior pontuador da partida

No ataque, a segurança ficou na ponta, com Dante. Ele foi o maior pontuador da partida (17 acertos, sendo 15 no ataque e dois no bloqueio) e virou de todos os lugares da quadra. Já Murilo ajudou muito mais na defesa que no ataque, na tentativa de arrumar o setor mais deficiente do time, com Mário Jr também devagar, principalmente nos primeiros sets.

A posição de oposto segue como a minha preocupação no time. Leandro Vissotto começou como titular, mas não estava soltando o braço. Théo entrou no segundo set e ficou, mas também perdeu jogadas bobas. Essa bola de segurança precisa se encaixar.

Para tentar aumentar a rede no bloqueio, Bernardinho improvisou na inversão do 5-1 com Vissotto na rede e João Paulo Bravo no fundo. A formação ajuda, mas apenas para o momento do saque. Quando a bola muda de lado, Bruno tem que voltar para levantar. É complicado se virar com um levantador e eu sinceramente não sei quem poderia assumir esse papel (aceito palpites e sugestões nos comentários!).

Agora o Brasil encara Cuba no jogo que vale a liderança do grupo B e, contra nossos tradicionais rivais, é bom não vacilar. Cuba é sempre um time duro, com explosão e força física e ótimos atacantes. A seleção precisa de acertar no fundo e não desperdiçar as finalizações para evitar complicações contra os caribenhos. Vamos ver o que acontece amanhã!

P.s.: e quem viria que a Sérvia perderia para o Canadá? Isso é Mundial. Ao final da rodada farei um balanço com os principais resultados…

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quinta-feira, 23 de setembro de 2010 Seleção masculina | 10:00

Uma derrota antes do Mundial preocupa?

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A seleção brasileira masculina encerrou a fase de amistosos preparativos para o Campeonato Mundial com uma derrota feia por 3 sets a 0 para a Alemanha. E uma derrota assim, às vésperas da competição mais importante dessa nova geração, preocupa?

Minha resposta é sim e também não. Fiquei surpresa quando vi o placar e o motivo da vitória fácil dos alemães. O Brasil errou demais, se abateu com os erros e não soube se recuperar em quadra. E isso me preocupa! A seleção sabe que precisa de paciência para virar bolas contra as equipes europeias, que são altas no bloqueio e estão aprendendo a defender. Teve a Liga Mundial deste ano para provar isso, com partidas contra Bulgária, Holanda…

Além disso, o time nacional vacilou no saque. Já sabemos que, contra rivais altos e bons na rede, é preciso acertar o serviço. Com passe fácil na mão, a Alemanha dominou o Brasil.

O que também me preocupou foram as declarações de Bernardinho após o jogo. “Sem tirar os méritos da Alemanha, esta foi uma das piores partidas que fizemos nestes dez anos. Jogamos muito abaixo do normal”, disse o técnico. Como o time pode ter um jogo tão ruim assim na cara de um torneio como o Mundial? Agora seria o momento de a equipe estar perto do auge e apenas lapidar alguns fundamentos, não ter tantos problemas em quadra.

Pelo menos os problemas apareceram antes, e não durante, o Mundial. Ainda restam alguns dias de treino para essa tal lapidada final. Se ainda havia tempo para tropeçar e testar alguma coisa, era nos amistosos, como disse Rodrigão. “Não gostamos de perder nunca, nem em treino. Não fomos bem contra a Alemanha, mas os amistosos servem para isso mesmo, para mostrar os erros. Vamos trabalhar para que eles não se repitam e tenho certeza que vamos chegar à Itália com a mesma força que temos mostrado em todas as competições nos últimos anos”, explicou central. Que ele esteja certo e dê tempo de Bernardo arrumar a casa!

Além disso, espero que Dante, que sentiu dores nas costas, e Marlon, que teve problemas fisiológicos contra a Alemanha, estejam prontos para o Mundial. O ponteiro voltou muito bem para a seleção e é um diferencial no time, tanto no ataque quanto no fundo de quadra. Já Marlon vinha sendo o titular enquanto Bruno tenta recuperar seu melhor jogo. A seleção vai precisar dos dois.

Outro fator menos preocupante é que o Brasil estreia contra a Tunísia, o adversário mais fácil do grupo. E é melhor começar com um jogo simples e ganhar ritmo para depois encarar Espanha e Cuba.

E também quero acreditar que essa falta de postura em quadra não vai abalar a seleção. Apesar de renovada (apenas Murilo, Giba , Dante e Rodrigão estavam na campanha do título em 2006), a equipe sabe que é uma das favoritas e já está acostumada a ser “o alvo”. Acho que os atletas já têm maturidade para deixar essa derrota na fase de amistosos e começar com outro ânimo o Mundial.

Agora é com vocês. O que vocês acham? Uma derrota antes do Mundial preocupa? Mesmo com todos os títulos e a tradição, a seleção pode se abalar com isso? Deixem seus comentários!

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sexta-feira, 10 de setembro de 2010 Seleção masculina | 10:51

Um corte surpresa e outro já esperado para o Mundial

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Bernardinho antecipou a decisão e resolveu, na tarde de quinta-feira, quem seriam os jogadores cortados da seleção masculina para o Campeonato Mundial. O ponteiro Thiago Alves e o meio-de-rede Éder ficarão de fora da disputa do tricampeonato.

Thiago Alves é um cortados para o Mundial

Thiago Alves é um cortados para o Mundial

Confesso que o corte de Thiago Alves me pegou de surpresa. Ele é visto por Bernardinho como dono de futuro promissor e estava na seleção na Liga Mundial. O ponteiro foi pouco utilizado no torneio, mas, quando solicitado, entrou bem, principalmente no saque. Entretanto, Thiago não fez uma excelente Superliga na temporada 2009/2010 como na anterior e sofreu com a concorrência para a vaga de ponteiro na equipe nacional, que aumenta a cada dia! Murilo é o cara do momento e Dante voltou muito bem. Giba, o capitão e uma das vozes de experiência dentro do time e que também pode decidir, apesar de já ter vivido fases melhores dentro de quadra, tem lugar cativo. A última vaga ficou com João Paulo Bravo que foi mais utilizado nos últimos amistosos e agradou ao técnico.

No meio, a saída de Éder já era esperado. A posição também estava lotada com Rodrigão, Lucão e Sidão. E Éder perdeu grande parte da temporada na seleção se recuperando de uma pubalgia. Nesse caso, eu concordo com Bernardinho. Os outros centrais já estão bem treinados e vem jogando com regularidade. Lucão falhou no final da Liga e Sidão funcionou em seu lugar. Às vésperas do torneio mais importante do ano, não valeria a pena mexer.

Quem ganhou uma vaga na equipe foi o líbero Allan. Como Serginho ainda se recupera de uma cirurgia na coluna, Mário Jr será mais uma vez o titular do Brasil na defesa, e Allan ficará na reserva. Ele é um jogador rodado e que finalmente volta ao alto nível depois de romper o tendão de Aquiles duas vezes. É uma segurança no fundo pela experiência em clubes, apesar dos poucos treinos e jogos durante a temporada.

A convocação está feita. Tem gente que queria ver nomes como Ricardinho ou André Nascimento nessa lista, mas não deu. Acho que Ricardinho, apesar de excelente jogador, perdeu espaço mesmo com a recuperação da relação com Bernardinho. Já Nascimento, para mim, seria um bom nome. Ele é um ótimo atacante, canhoto, com velocidade de braço e estava cheio de vontade de voltar. Mas também terá que esperar… O Brasil embarca para a Europa no dia 15, faz um período de aclimatação na Alemanha e estreia no Mundial no dia 25, contra a Tunísia. Só nos resta desejar boa sorte!

Brasileiros para o Mundial
Levantadores: Bruninho e Marlon
Ponteiros: Murilo, Dante, Giba e João Paulo Bravo
Centrais: Rodrigão, Lucão e Sidão
Opostos: Leandro Vissotto, Theo e João Paulo Tavares
Líberos: Mário Jr. e Alan

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quinta-feira, 9 de setembro de 2010 Seleção feminina, Seleção masculina | 13:32

Quem fica e quem sai nas listas para o Mundial?

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As seleções brasileiras masculinas e feminina estão focadas para a disputa do Campeonato Mundial. Mas ainda há dúvida nas duas equipes. Afinal, quem disputará o torneio mais importante do ano? A bola está com vocês….

A escolha de Bernardinho
A equipe masculina tem 16 jogadores no momento e poderá contar com apenas 14 para o Mundial, na Itália. Bernardinho usou o feriado e os amistosos contra a Polônia em Curitiba para testar o time e colocar todo mundo para jogar. Em nenhum dia ele repetiu a escalação da equipe nacional. O saldo foi positivo. Todos ganharam ritmo e o Brasil venceu os três jogos.

Nos dois primeiros dias, sexta e sábado, fez 3 sets a 0. Entretanto, vacilou em alguns momentos na segunda partida. O time chegou com boa vantagem aos finais dos sets, mas,com alguns erros, deixou os poloneses crescerem e encostarem. A partida de domingo foi a mais complicada. A Polônia usou saque forçado e marcou no bloqueio. O Brasil, ainda com alguns erros, melhorou quando também conseguiu bloquear e fechou o confronto apenas no tie-break.

Se nos jogos da Polônia Bernardinho tinha usado João Paulo Bravo como líbero, agora optou por Allan, único a atuar em todas as partidas em Curitiba. Com isso, aumenta a dúvida sobre os dois jogadores que serão cortados. Allan pode ser o segundo líbero e, mais uma vez, Bravo deve perder a vaga, já que o Brasil já conta com Murilo, Giba, Dante e Thiago Alves como ponteiros. O meio, com a volta de Éder, recuperado de uma pubalgia, também está lotado. Ele tem a concorrência de Rodrigão, Lucão e Sidão. Acho que um dos centrais ficará de fora…

A escolha de Zé Roberto
A situação da seleção feminina é outra e o que preocupa são as lesões. Mari, que sofreu uma entorse no joelho direito no Grand Prix, teve ruptura total do ligamento cruzado e está fora do Mundial. O tempo de recuperação da ponteira é de seis meses. Já Paula Pequeno, que machucou o tornozelo esquerdo um dia depois de Mari, segue imobilizada e ainda corre risco de ficar fora do torneio, depende da reação de seu corpo.

Com isso, Natália volta a atuar como ponteira,como sempre foi na seleção. E o time segue com fragilidade no passe, ponto fraco da atacante e a grande deficiência dessa equipe. Para a outra ponta, Zé Roberto chamou Fernanda Garay, elogiada por diversos leitores por aqui. E falando em volta, Carol Gattaz, que ficou fora do Grand Prix, está mais uma vez junto ao time, “lotando” o meio-de-rede ao lado de Fabiana, Thaísa e Adenízia.

Outra posição que tem gerado comentários é a de levantadora. Como já dissemos aqui no blog, Fofão, apesar dos apelos, não volta mesmo ao time. E o momento é de mudar e acreditar na mudança. Por isso acho que Dani Lins, mesmo com a instabilidade, e Fabíola, com alguns erros, devem seguir no time. O levantador só ganha confiança atuando e treinando ao lado dos companheiros. Se essas são as apostas de Zé Roberto no momento, que ele siga com elas. Eu gosto de Carol Albuquerque, ela tem maturidade, mas também não é a mais regular de todas e perdeu a vaga para Ana Tiemi no Sollys/Osasco algumas vezes ao longo da última temporada. Ela poderia ser convocada pela experiência e bagagem que carrega, mas confio nas escolhas do treinador.

Bernardinho disse que divulgaria a sua lista no dia 13 de setembro, dois dias antes do embarque da seleção masculina para a Europa. Já Zé Roberto tem mais tempo e ainda pode fazer mudanças na sua lista até o Mundial das mulheres, no final de outubro. E para vocês? Quem deve ficar e quem deve sair?

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quinta-feira, 2 de setembro de 2010 Seleção masculina | 15:00

Castigo de Bernardinho na despedida para o Mundial

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*atualizado dia 3/09, às 10h49

A seleção brasileira masculina tem, a partir desta sexta-feira, seus últimos jogos em casa antes do Campeonato Mundial. A equipe fará três amistosos contra a Polônia, em Curitiba, e o técnico Bernardinho terá que ficar de castigo no banco de reservas. O técnico, que não para quieto um minuto em treinos ou jogos, terá que ficar na cadeira de rodas pois se recupera de uma cirurgia no tornozelo, depois de ter rompido o tendão de Aquiles durante um treino da equipe.

Bernardinho circula de cadeira de rodas pelo centro de treinamento

Bernardinho circula de cadeira de rodas pelo centro de treinamento

Bernardinho tenta se recuperar para conseguir ficar em pé ao lado da quadra no Campeonato Mundial, que começa no dia 25 de setembro. “Fico em média de quatro a cinco horas por dia na quadra. Estamos tentando que, para o Mundial, eu já possa ficar de pé, sem as muletas”, afirma o treinador. Conseguem imaginar como deve estar sendo “fácil” para ele ficar na cadeira, de longe, o tempo todo?

Um dos jogadores da seleção já viu o técnico passar por esse castigo. Essa é a segunda vez que Bernardinho rompe o tendão de Aquiles. A primeira foi em 2006, com a lesão no tornozelo direito, e Thiago Alves estava chegando ao time nacional. “Coincidência ou não, em 2006 eu também estava com a seleção. Já sei como ele age assim. Lógico que não é a mesma coisa, mas mesmo sentado ele continua falando, gritando… Só que fica lá na cadeira de rodas”, disse o atacante.

Mesmo um pouco afastado, Bernardinho usará essas partidas contra a Polônia para testar os jogadores. Os rivais são fortes, altos e batem bem e o time terá um teste de alto nível. Todo mundo deve jogar e, depois desses amistosos, é que será divulgada a lista para o Mundial, na Itália.

Dos 16 jogadores que estão treinando com o time, dois serão cortados para o torneio. João Paulo Bravo, apesar de ótimo atacante, está em uma situação complicada. Ele é ponteiro e o Brasil já está “lotado” nesta posição com Murilo, Giba, Dante e Thiago Alves. Mas como Allan, o líbero reserva, está voltando de uma série de graves lesões e pode ficar de fora, Bravo pode ser aproveitado na posição, como nos amistosos na Polônia. Acho uma boa opção, como os leitores comentaram por aqui. Vamos esperar os testes e ver quem vai brigar pelo tricampeonato na Itália. A seleção embarca para a Europa no dia 15 de setembro e ainda enfrenta a Alemanha antes da estreia no Mundial, diante da Tunísia, no dia 25.

p.s.: Galera, finalmente terei um feriado para viajar! Tentarei acompanhar os jogos do Brasil e volto a postar na semana que vem! Enquanto isso, conto com vocês! Bom feriado!

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quarta-feira, 18 de agosto de 2010 Seleção masculina | 20:42

A 300ª vitória de Bernardinho fica para depois…

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Bernardinho segue com 299 vitórias no comando da seleção masculina. Nesta quarta, o time entrou em quadra contra a Polônia, na inauguração de um ginásio na casa do adversário, e foi derrotada por 3 sets a 2. Foi o segundo tropeço do time no ano (antes havia perdido apenas para a Holanda na Liga Mundial). A 300ª vitória do nosso técnico ficou para o final da semana….

No amistoso de hoje, o primeiro na preparação do time para o Campeonato, um susto logo no começo com 4 a 0 dos poloneses no placar. A seleção ainda reagiu com Dante no saque e Vissotto no ataque, mas perdeu o set. O resultado se repetiu na segunda parcial. O Brasil saiu na frente, mas levou a virada da Polônia, melhor em todos os fundamentos.

A seleção brasileira só se impôs no terceiro set, com direito a 8 a 1 no placar e a vitória fácil por 25 a 14. Consistente no ataque e na defesa, o Brasil também venceu o quarto set. Na decisão, chegou ao match point, mas acabou derrotada com parciais de 25/21, 25/18, 14/25, 17/25 e 19/17.

Pelo que li sobre o jogo, a seleção começou devagar e teve dificuldade diante dos altos poloneses. E também errou quando não poderia, como no finalzinho do tie-break. A folga pós-Liga Mundial fez os jogadores baixarem um pouco o ritmo, mas ainda dá tempo de recuperar. O que não pode é perder por causa dos próprios vacilos e de desatenção, como parece ter sido o caso nesta quarta-feira…

O Brasil segue na Polônia e disputa, a partir de sexta-feira, um torneio amistoso. Estreia contra a República Tcheca e, depois, enfrenta a Bulgária no sábado e a Polônia, no domingo. Bons testes para o time. Não conheço os tchecos, mas o búlgaros são potentes e fortes no ataque e  no bloqueio, como vimos na Liga Mundial e não é fácil ganhar deles. Já a Polônia mostrou hoje que tem potencial. E agora, quando sai a vitória número 300 do nosso técnico?

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terça-feira, 27 de julho de 2010 Seleção masculina | 13:12

Paciência no desembarque dos campeões

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Passei parte da manhã e da tarde de segunda-feira no Aeroporto Internacional de Guarulhos a espera da seleção brasileira eneacampeã da Liga Mundial. Para cobrir esses eventos é preciso paciência de todos os lados, tanto da nossa, jornalistas, como dos jogadores.

Murilo atende a fotográfos e exibe medalha - Vipcomm

Murilo atende a fotográfos e exibe medalha - Vipcomm

O voo com os brasileiros estava previsto para chegar às 12h35. Por volta de meio-dia, começaram os boatos de que tudo atrasaria porque os jogadores tiveram que trocar de avião. Pouco depois, a confirmação no painel: o novo voo chegaria apenas 14h20. O jeito foi almoçar por lá mesmo, conversar, comentar o desembarque do Palmeiras que já acontecido pela manhã e esperar.

Antes das 15h, os primeiros campeões apareceram no saguão e, para surpresa de todos, sairam correndo! Alguns fotógrafos foram “atropelados” por Théo, Lucão e Thiago Alves, que tinham que pegar uma conexão. Confesso que nem vi o Lucão passar. Paciência, daqui a pouco sairiam os outros.

Aí foi o momento de os jogadores serem pacientes. Cada um que apontava no corredor gerava uma montanha de câmeras, fotógrafos, jornalistas e alguns fãs. Mas eles pararam, conversaram, tiraram fotos, beijaram medalha… Obrigada pela atenção. Só não é simples ser uma só e ter que falar com todos eles (vejam as matérias que fiz para o iG Esporte)

No final, valeu a paciência de todos. A seleção voltou para casa com a cara de sempre: time unido e que não foge de perguntas. Todos ressaltaram a importância de 14 titulares na equipe. “É assim desde 2001. Quem chega tem que estar pronto para jogar”, falou Dante. “Um jogador está na seleção para suprir a necessidade do outro”, completou Marlon. Bruno não deixou de comentar os erros na fase final. “Não estava bem em dois jogos, mas no final é até bom para aprender e ganhar maturidade”, disse. E eles também falaram sobre a possível volta de Ricardinho, dizendo que, se ele estiver disposto a realmente ajudar a seleção a crescer, será bem-vindo (leia mais).

Agora é aproveitar a folga e voltar ao trabalho no domingo, com os treinos para o Mundial.

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