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Posts com a Tag Seleção feminina

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012 Diversos, Seleção feminina, Superliga | 12:04

Técnico José Roberto Guimarães em ação

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Assistir a um jogo que pode ser considerado fácil e com pouco público tem as suas vantagens. Acompanhei da quadra a vitória do Vôlei Amil sobre o Pinheiros aqui em São Paulo pela Superliga feminina 2012/2013. A torcida do time da casa não lotou o ginásio e fez pouco barulho. O Vôlei Amil venceu sem sustos, como era esperado, por 3 sets a 0. No entanto, o que chamou a minha atenção foi a atuação do técnico José Roberto Guimarães e também a movimentação das jogadoras. Foi possível escutar conversas, orientações, broncas e ver um pouco melhor como o tricampeão olímpico trabalha. Ele ajuda e muito a equipe, mas também provoca.

Felipe Christ/Amil

Zé Roberto conversa e gesticula o tempo todo para a equipe

Como é comum no vôlei, Zé Roberto acompanha o jogo o tempo todo de pé, bem ao lado da quadra. E enquanto o técnico do Pinheiros Wagão faz o estilo mais calado, daqueles que observa as jogadas e tenta incentivar o time em alguns momentos, o treinador de Campinas fala o tempo todo.

“Às vezes mais exaltado, às vezes menos, mas eu tento me comunicar sempre. As pessoas acham que eu sou calmo, que eu falo pouco, mas é exatamente ao contrário. Eu falo o tempo inteiro e tento jogar com elas o tempo inteiro”, explicou Zé Roberto após a partida. Veja alguns exemplos:

A cubana Daymi vai para o saque com o Vôlei Amil com vantagem no placar. Do banco, Zé Roberto grita: “Pode forçar, pode forçar. ‘Vambora'”. A ponteira solta o braço, o time consegue o contra-ataque e faz mais um ponto. O técnico vibra e elogia as suas comandadas no mesmo instante.

Em outro momento, toda a didática para falar com Pri Daroit, um dos destaques da partida. A ponteira recebe uma bola na entrada de rede e está marcada pelo bloqueio do Pinheiros. Sem muita força, ela tenta explorar, mas acaba jogando por cima da marcação e a bola vai fora. Ali, enquanto o time se rival de arruma para sacar, Zé Roberto chama Pri para uma rápida conversa.

“Quebra ela lá”, diz ele apontado para o lado e mostrando qual movimento a sua atacante deveria fazer com o punho para direcionar melhor a bola. “Você bateu ela reto de novo”, completou o técnico, sem alterar o tom de voz.

Na sequência, mais uma jogada para Pri Daroit, mais uma vez marcada pelo bloqueio. Agora, ela segue as orientações que acabou de receber, desvia a bola do bloqueio e pontua. Ela corre para o banco para abraçar o treinador com jeito de professor.

E assim foi a partida toda. “Falo para não abrir antes, moçada”, avisa Zé depois de ponto do Pinheiros em uma jogada de fundo. “Levantador atrás, levantador atrás”, alerta ele para as suas jogadoras que estão na rede. Vale também, mesmo com o jogo simples, reclamar com o juiz. Depois de uma bola marcada como dentro no ataque do Pinheiros, ele vai até a linha do fundo de quadra e fala: “Aí, não. Eu estou na mesma linha que você e vi muito bem. Isso não”.

Conseguir escutar as conversas também rendeu algumas risadas. No segundo set, o árbitro marca que a bola caiu, mas as jogadoras do Pinheiros seguem, como se nada tivesse acontecido. O juiz precisa apitar mais algumas vezes para elas pararem. Ele chama a capitã Andreia para uma rápida conversa. E a comandante da equipe em quadra explica: “Desculpa, acho que deu ‘tilte'”.

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quinta-feira, 18 de novembro de 2010 Seleção feminina | 12:55

Despedida do Mundial feminino

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A semana segue agitada no vôlei nacional… Além dos jogos da Superliga e das finais do Campeonato Paulista (veja próximo post), a seleção feminina de vôlei voltou ao Brasil depois do vice no Campeonato Mundial e compartilho com vocês o material que fiz para o iG (desculpem pela demora!)

Eu fui ao aeroporto e conversei com as atletas e jogadoras. O clima ainda estava pesado, principalmente na expressão de Zé Roberto. “Eu não queria que tivesse sido assim”, me disse o técnico já longe dos microfones com um olhar triste, para longe. O sorriso no rosto das atletas era um pouco tímido pela derrota, mas o sentimento era de orgulho pela campanha no Japão (leia a reportagem).

Zé Roberto e Fabíola não fugiram das perguntas sobre futuro e sobre a nova levantadora do time. E ambos concordaram que uma jogadora nessa posição precisa de tempo para amadurecer (como já comentamos por aqui) e entender os detalhes sutis, mas essenciais, para desempenhar bem a função.

“Uma levantadora, quanto mais velha, melhor fica. Tem que dar tempo para que ela cresça na posição, para que ela adquira experiência. Tomar uma decisão em quadra não é simples. Não é só olhar o atacante, tem que olhar o outro time também e de que forma ele age”, falou Zé Roberto. “A torcida tem que ter calma. É preciso tempo para trabalhar e se acostumar com a equipe e com as jogadoras”, completou Fabíola (leia a reportagem completa).

Acho que, com isso, encerramos a cobertura do Mundial. A prata ensinou que ainda faltou um pouco de concentração no final e uma maneira de parar Gamova, além de mostrar que a seleção feminina é forte, mas ainda está em formação, com levantadoras e atacantes, como Natália, que fez um belo campeonato, em desenvolvimento.

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segunda-feira, 15 de novembro de 2010 Seleção feminina | 11:42

Um balanço do Brasil no Campeonato Mundial

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O Mundial feminino acabou e a seleção já está voando de volta para casa com a medalha de prata na bagagem. Um dia depois de mais uma derrota para a Rússia na final (equipe nacional caiu diante das europeias na decisão em 2006 e nas Olimpíadas de Atenas), passados os sentimentos do momento, segue um balanço da atuação do time de Zé Roberto Guimarães no torneio.

Jaqueline, na partida final do Mundial

Jaqueline, na partida final do Mundial

Fator psicológico: isso sempre aparece quando o assunto é seleção feminina. Ele não tinha sido importante ao longo do torneio, quando a seleção teve seus momentos em baixa, principalmente contra os rivais mais simples, e não demorou a se recuperar e liquidar a partida. Além disso, as brasileiras entraram com tudo nos jogos mais complicados, como contra a Itália, Alemanha e até Estados Unidos.

Entretanto, na final acho que faltou um pouco de cabeça no lugar. O Brasil sabia o que deveria fazer: jogar explorando o bloqueio russo e preparado para receber pancadas de bolas mais lentas. O time foi muito bem em dois sets, mas se abalou com a derrota no quarto e, depois, não conseguiu se recuperar. Ainda teve o erro do juiz no ataque dentro de Sheilla, que deixou o placar no 7 a 7. Na verdade, Brasil e Rússia tiveram altos e baixos na final, mas o “baixo” da seleção veio por último e elas perderam. Não considero uma amarelada ou nada assim. Perderam para quem estava melhor no momento certo e virando mais, que era a Rússia.

Zé Roberto: é um técnico que eu aprendi a admirar. Antes achava que era calmo demais, mas agora gosto muito de seu estilo. Ele foi um professor neste Mundial, ensinando para Fabíola onde ela deveria colocar a bola, vibrando, reclamando e passando a mão na cabeça em alguns erros, para não desesperar ainda mais o time. A seleção soube obedecer bem Zé Roberto, como na vitória contra a Alemanha, seguindo à risca a marcação para cima da oposta Kozuch e com as variações de jogadas pedidas pelo treinador.

Não sei ao certo o que faltou ele fazer na final… Talvez ousar e mexer no time quando começaram os erros no quarto set, afinal, a mudança na semifinal (de Jaqueline por Sassá) tinha dado ânimo novo ao time. Quem estava no banco poderia dar um novo ritmo ao time.

Erros: olhando todos os jogos do Mundial, o Brasil ficou empatado em número de jogos que errou mais e que errou menos. Foram cinco jogos com mais falhas, cinco com menos e um com o mesmo número que as rivais. Entretanto, a seleção passou a errar muito mais na reta final. Foram 34 bolas de graça nos 3 sets a 2 sobre o Japão (contra 20 das asiáticas) e 22 na derrota para a Rússia (contra 11 das europeias). Isso é resultado, principalmente, dos ataques, que pararam de cair. E esses pontos fizeram falta na final… Mais uma vez a culpa pode ser do tal fator psicológico. Você bate uma e não vira, bate outra e erra de novo… a confiança cai e a concentração também.

Recepção: foi mais um ponto crítico na seleção brasileira. Em quase todas as partidas o time teve uma queda no fundamento. E sem passe na mão, fica complicado variar jogadas, usar o meio-de-rede e se arrumar. Jaqueline, uma boa passadora, cresceu durante o campeonato, mas ainda assim, muitas bolas saíram erradas. Se não há uma Gamova no time, o jeito é passar direito para garantir toda a gama de opções no ataque.

Levantadora Fabíola

Levantadora Fabíola

Levantamento: esse ponto está ligado ao assunto recepção/passe. Fabíola ganhou, por méritos, a posição de titular, mas foi prejudicada pelo passe quebrado em alguns momentos. E nessas horas, a bola era colocada quase sempre para a jogadora que estava à frente da levantadora. É muito mais simples levantar para frente do que para trás, e senti Fabíola insegura ao inverter a jogada. Além disso, queria mais ações de meio. Essa é uma jogada praticamente de segurança do Brasil. Basta lembramos da guinada que do time deu contra Cuba, liderado pelos ataques de Fabiana. O passe ruim dificulta, sem dúvida alguma, mas já vi levantadores, como Bruno ou Ricardinho, forçarem pelo meio mesmo com a bola afastada da rede. Faltou usar mais o meio.

Ainda assim, apóio Fabíola no time. Ela acertou mais do que errou e, como já disse diversas vezes aqui no blog, deve seguir na equipe para se entrosar cada vez mais com as atletas e com o que deseja Zé Roberto e ganhar segurança. Levantador precisa de tempo para amadurecer no time. Tanto Fabíola quanto Dani Lins estavam em seus primeiros Mundiais. Eu acho que não adianta ficar trocando toda hora. O ideal é ter as suas levantadoras e deixar que elas treinem e amadureçam no time.

Fabi e Sheilla: são duas atletas consagradas em suas posições, mas cada uma teve um caminho. A oposta foi uma das melhores jogadoras do Brasil no Japão, variando muito os ataques e ainda pontuando no bloqueio e sendo eficiente no saque. Deveria ter recebido mais bolas. Já a líbero fez lindas defesas, como a bicicleta contra o Japão ou alguns mergulhos contra a Rússia, mas falhou na recepção, o que não era comum à jogadora.

Natália assumiu posição de titular

Natália assumiu posição de titular

Mari e Paula: não sei se as duas baixas na seleção teriam feito diferença no resultado final do Mundial. Natália fez um grande campeonato e Jaqueline cresceu aos poucos e correspondeu quando foi acionada por Fabíola. Mari já passou por momentos de pressão, já foi alvo do saque, como na final olímpica, e aprendeu a manter a cabeça no lugar. Já Paula é a vibração e sabe variar o ataque, largando ou batendo com tudo. As duas poderiam ter ajudado a levantar a seleção e dar um pouco de maturidade ao time, mas não vejo nenhuma culpa em Natália, por exemplo, que teve que se virar como titular e, em vários jogos, foi a jogadora de segurança do time.

Saque e bloqueio: foram os pontos fortes do Brasil no Mundial. O bloqueio fez seu papel e, em quase todas as partidas, a seleção marcou mais de 10 pontos deste fundamento. E no saque, foi seguida a proposta, que era de encaixar o serviço, escolhendo o alvo do outro lado, e errar pouco.

Volume de jogo: acho que a defesa também teve boas apresentações e deu volume de jogo ao Brasil. As jogadoras estavam bem posicionadas e recuperaram diversas bolas. E no geral, quem estava na rede colaborou para concluir o contra-ataque. Mas vale a lição do Japão, que além de defender qualquer ataque, conseguiu colocar a bola em boas condições para a levantadora armar.

É isso! Doeu perder mais uma vez para a Rússia, ainda mais um jogo no qual o Brasil começou bem e mostrou que poderia ganhar. Foi um bom campeonato, com 10 vitórias em 11 jogos e uma final de igual para igual. Agora é desejar boa volta para casa e continuar trabalhando porque esse time deve se manter, pelo menos, até Londres. E cuidado porque a Rússia, apesar das veteranas Gamova e Sokolova, também tem boas novatas, como a ponteira Kosheleva, que ainda darão muito trabalho…

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domingo, 14 de novembro de 2010 Seleção feminina | 12:59

Brasil perde para Gamova na final do Mundial

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*atualizada às 9h20, dia 15/11

“Oh, céus! Quem mandou essas gigantes nasceram lá”, disse o leitor Gabriel aqui no blog. Fiquei com a mesma sensação. Quem mandou Gamova, com seus 2,02m nascer na Rússia? Mais uma final de Mundial, mais um tie-break e mais uma derrota para a Rússia, ou melhor, derrota para Gamova!

Gamova foi eleita a melhor jogadora do MundialA russa fez 35 pontos na final e desequilibrou, principalmente no quinto set. E tudo parecia que daria certo no início da partida… O Brasil entrou fazendo que precisava: amortecendo bolas no bloqueio, recuperando na defesa e pontuando no contra-ataque. A situação foi a mesma no terceiro set, mas a levantadora Fabíola ainda passou a usar mais as centrais. O jogo estava fácil e as brasileiras, empenhadas e certeiras em quadra.

Mas aí veio o quarto set… Na verdade, primeiro a recepção começou a falhar na segunda parcial, mas logo o Brasil se recuperou. No quarto set, não deu tempo. O ataque parou de virar e as russas fizeram o que sabem de melhor: bloquear. E a se bola saísse ruim no passe, como em inúmeras vezes na partida, bastava colocar para Gamova. Como ela atacou! E como ter 2,02m ajuda… Gamova quase sempre batia por cima do bloqueio e forçava em qualquer tipo de bola. Do outro lado, as brasileiras não resistiram aos seus ataques, levaram a virada, não resistiram ao tie-break e ficaram mais uma vez com a prata.

Confesso que fiquei até um pouco perdida para escrever o texto depois da derrota, principalmente com a reação do Brasil no terceiro set. Eu esperava mesmo uma vitória nessa final e acordei preparada para falar sobre isso. Mas a seleção parece ter abaixado a cabeça com os erros e viu a Rússia abrir cada vez mais. Era preciso manter o nível do começo, com o volume das defesas e a eficiência no saque e no ataque. Não aconteceu isso. Mesmo com passe quebrado, as russas tinham Gamova. E o Brasil parou de pontuar, talvez porque Fabíola tenha forçado com as jogadoras erradas, talvez porque o emocional tenha falado mais alto (leia o relato completo da partida).

Acho que essa prata não coloca o Brasil novamente na posição de amarelar em decisões. O time errou, sim, teve chances de vencer, mas tropeçou. Méritos de uma jogadora, a melhor do campeonato, por sinal. “Gamova não foi apenas uma líder em quadra. Ela conseguiu agarrar todas as chances que teve no jogo”, disse o técnico russo Vladimir Kuzuytkin. Méritos de um time que, mesmo sem bom passe, consegue se virar. Problemas da seleção, que sabia muito bem o que encontraria do outro lado da quadra, começou bem, mas se perdeu durante o jogo. Mas fica a frustração porque eu não queria ter escrito a manchete: “Rússia repete final de 2006, bate o Brasil e conquista o título mundial”.

P.s.: galera, depois da cobertura dos dois Mundiais, de madrugadas sem sono e de três semanas de trabalho sem pausa, deixei a emoção falar mais alto no post. Desculpe se fui um pouco menos jornalista e mais torcedora, mas aqui eu sinto que tenho espaço para ser mais emocional, assim como vocês que comentam! Abs e agora vamos para Superliga, final do Paulista e muito mais!

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sábado, 13 de novembro de 2010 Seleção feminina | 11:01

Brasil passa sufoco, mas vai para a final

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Nervosismo do começo ao fim! Assim foi a semifinal entre Brasil e Japão nesta manhã no Campeonato Mundial feminino de vôlei. A seleção começou vacilando, errando muito e só se encontrou no final. Depois de duas horas e vinte, venceu as donas da casa por 3 sets a 2 e assegurou a suada vaga na final. Quanto sufoco!

Todos nós sabemos da fama do Japão em defender bem. Mas as asiáticas exageraram neste sábado. Qualquer bola atacada pelo Brasil, principalmente se fosse usada a força, parava nos braços de uma japonesa no fundo de quadra. E para piorar, a defesa saia em plenas condições para a levantadora Takeshita armar o contra-ataque. As brasileiras até defendiam, mas a bola saia espirrada e o contra-ataque geralmente era desperdiçado.

Abraço da vitória de Fabi em Fabiana na semifinal em Tóquio

Abraço da vitória de Fabi em Fabiana na semifinal em Tóquio

Até eu, vendo o jogo daqui a da redação, já estava irritada com os ataques que não caiam. Depois do jogo, Natália confessou: “Tem uma hora que cansa. Você pensa: o que será que eu tenho que fazer? A gente bate, a bola sobe. A gente larga, a bola sobe”. Simples, vamos mudar a combinação de ataques e as jogadoras!
E aí aparecem os méritos de Zé Roberto. As brasileiras estavam visivelmente desconcentradas e nervosas em quadra. No banco, o técnico conversava e cobrava, na medida. No terceiro set, quando era vencer ou vencer, ele substituiu Jaqueline por Sassá. E ainda pediu para que Fabíola usasse mais o meio e liberasse as pontas. Deu certo.

Sassá tem um ataque diferente e, como é baixa, não solta tanto o braço e explora mais o bloqueio. Mesma tática que as japonesas usaram e deu certo em toda a partida: bater na mão de fora do bloqueio. Com isso, Sassá conseguiu pontuar. E Fabíola acionou Fabiana, que passou a pedir bolas e a jogar com raiva e coração, vibrando a cada ponto. Além disso, levantou para Sheilla, que tem um repertório na rede e está muito bem neste Mundial. E assim, com raiva e coração em quadra, o Brasil empatou e cresceu no tie-break, fechando jogo.

Uma vitória assim, em um jogo tão disputado e no qual o time começou mal, dá moral. Mas agora será preciso mudar o pensamento em quadra. O Brasil encara a Rússia na final, às 8h30 (horário de Brasília) deste domingo. Se a força do Japão estava na velocidade para explorar o bloqueio e na defesa, a das russas está no ataque e no bloqueio. Elas são gigantes, tem aquele típico ataque pesado europeu e formam uma parede na rede.

O bloqueio brasileiro salvou o sistema defensivo e fez 21 pontos contra o Japão. Agora será preciso reduzir um pouco a velocidade para marcar as russas. E nada de falta de concentração e dos erros da recepção vistos no começo do jogo deste sábado, por favor! Sem passe na mão e com jogadas das pontas ficarão mais marcadas. Acho que, mais do que nunca, será preciso usar o meio, como nos últimos sets contra as asiáticas. Contra as russas, é preciso começar e terminar assim. Estou na torcida e já que estou de castigo no plantão, que seja um castigo com um título mundial, como foi com o masculino! Até amanhã!

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sexta-feira, 12 de novembro de 2010 Diversos, Seleção feminina, Superliga | 13:25

Semifinais do Mundial e outras coisas mais…

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A reta final do Campeonato Mundial feminino está aí, eu, como vocês, estou sentindo o cansaço dos jogos da madrugada, mas agora é a hora de decidir. Neste sábado, Rússia encara Estados Unidos, às 4h (horário de Brasília) e o Brasil enfrenta o Japão, às 7h, nas partidas que valem vaga na grande final. E aí, quem acertou quem seriam os semifinalistas?

Quase todo mundo que comentou por aqui se deu bem nos palpites. Eu também! Ainda apostaram que Sérvia e a Coreia do Sul poderiam complicar na chave do Japão, mas os times não mantiveram o desempenho da primeira fase. Sérvia perdeu para Turquia e Rússia, e as asiátias foram superadas por Polônia, Japão e Sérvia. A Itália também foi citada, só que apesar de ter se recuperado do passeio que levou do Brasil, vacilou quando não podia e perdeu para Cuba.

Não teve jeito. O Japão, anfitrião do torneio, teve chaves mais simples e soube aproveitar, animando a torcida local. As russas seguem como fortes candidatas ao título e invictas na competição. Do outro lado, Brasil também tem nove vitórias em nove jogos e chega “grande” para disputa. Já os Estados Unidos têm ótimo volume de jogo e contaram com a ajuda da Itália para ficar com a vaga.

O que esperar do Japão
Acho que a semifinal Brasil x Japão será um jogo de paciência. As duas equipes se conhecem bem e tem um ponto em comum: defesa. As japonesas sempre foram bem nesse fundamento e é preciso ter calma para seguir atacando até que a bola caia. Mas o Brasil também estão muito bem no fundo de quadra. Basta lembrarmos das defesas e passes contra os Estados Unidos. E as estatísticas comprovam isso. Ao final da primeira fase, Jaqueline era apenas a 19ª na recepção. Agora ela é a terceira (veja reportagem sobre os números das brasileiras).

Entretanto, Zé Roberto já alertou que o Japão não é apenas defesa. Saori é a jogadora de segurança e Inoue, a presença no bloqueio. Elas estão crescendo nos últimos campeonatos e venceram o Brasil na fase final do Grand Prix, ou seja, estão acreditando que podem vencer de novo. Não acho que será uma partida simples e espero velocidade e muito empenho das japonesas, mas confio no Brasil, se o time entrar e se mantiver concentrado o tempo todo (leia mais sobre Brasil x Japão)

Finais do Paulista e Superliga
Enquanto passamos a madrugada acordados vendo a seleção, os times masculinos do País estrearam na Superliga e se preparam para a final do Campeonato Paulista. Ainda não consegui ver esses torneios (quem assistiu aos jogos e quiser comentar, fique à vontade!), mas a empolgação do Vôlei Futuro me chamou a atenção.

O novo time das estrelas, com Ricardinho, Leandro Vissotto, Lucão e Mario Jr, não mediu forças para intimidar o Sesi na decisão do Paulista. Foi organizada uma caravana em Araçatuba para a primeira partida da final, que será aqui em São Paulo, na próxima terça, às 18h30. As vagas já estão esgotadas! Para quem ficar por lá, o time irá transmitir o jogo em um telão gigante em seu ginásio. A segunda partida da série será na quinta-feira, também às 18h30, em Araçatuba. Se precisar, o último jogo será em São Paulo, na casa do Sesi, no sábado, às 11h.

Ricardinho já comentou que a cidade realmente abraçou o vôlei. Ele contou que é reconhecido na rua e as pessoas pedem autógrafos e fotos. Acho isso bom para o vôlei nacional, que ganha mais um time competitivo e tende a ter uma visibilidade cada vez maior.

Bernardinho e a derrota para Bulgária
Aquele jogo entregue no Campeonato Mundial masculino ainda será lembrado… Nesta semana, Bernardinho disse à revista Alpha que se sente enverg0nhado pelo episódio.”A gente tinha de tomar um caminho. Mas é um caminho que eu nunca quero tomar de novo. Eu queria pedir desculpas às pessoas. Se você me perguntar se eu me orgulho, eu digo: ‘De forma nenhuma’. Vai contra tudo aquilo que eu sempre preguei, os princípios em que acredito”, disse o treinador (leia mais).

Um dia depois, em entrevista à ESPN, ele voltou a falar sobre o tema. Disse que o time fez uma votação e a maioria optou por colocar os reservas em quadra, poupar Bruninho, que era o único levantador no momento no Mundial,e colocar o oposto Théo na função. “Assumo total responsabilidade por jogar contra a Bulgária sem levantador. Mas tudo começou com o problema do levantador logo na inscrição. Não nos permitiram substituir o Marlon, que estava com problemas graves. Queriam colocar o maior número de pedras possível no nosso caminho”, afirmou (leia mais).

Como já escrevi por aqui, não acho errado poupar jogadores ou até mesmo se usar do regulamento, mas acho que o time deveria assumir logo o que fez. E mesmo sem um levantador, o Brasil não jogou o que sabia. E perdeu porque achou que aquilo era o melhor naquele momento. Pelo menos foi isso o que nós vimos. Enfim, foi um erro, mas prefiro lembrar do título. Não podia deixar esse comentário passar, mesmo que com uns dias de atraso, mas espero que esse assunto já tenha mesmo acabado…

Até amanhã!
A gente vê por aqui depois do jogo Brasil x Japão, no Mundial feminino. Quem quiser, pode arriscar um palpite. Eu chuto 3 sets a 1 para o Brasil. Até lá!

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quarta-feira, 10 de novembro de 2010 Seleção feminina | 07:06

Mais um jogo e mais uma vitória no Mundial

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O  jogo contra os Estados Unidos nesta madrugada poderia ser uma “partida para cumprir tabela”. O Brasil já estava classificado para a semifinal e deveria terminar em primeiro lugar no grupo F. Mas as jogadoras levaram a partida a sério, mostraram volume de jogo e a seleção só venceu no quarto set, por 3 a 1 (leia mais sobre a partida).

Jaqueline ataca para o Brasil

Jaqueline ataca para o Brasil

O confronto teve lados positivos e negativos para o Brasil. Vamos o que deu certo: Jaqueline no ataque. A ponteira já teve boas atuações na defesa, como na partida contra a Alemanha e levou, logo de cara, quatro bloqueios das norte-americanas nesta madrugada. Depois, conseguiu virar a primeira bola e praticamente não foi mais parada. Depois de Sheilla e Natália, Jaqueline foi a segurança de Fabíola e correspondeu, virando e vibrando muito a cada ponto. Bom para a seleção, que segue como um time e não com apenas uma jogadora decidindo tudo sempre.

A defesa brasileira também foi bem. No geral, o confronto teve um grande volume de jogo, com belas atuações no fundo dos dois lados. Mas, como vocês, leitores, já disseram por aqui, a líbero Fabi não vive seus melhores dias. Ela errou alguns passes e já foi melhor no fundo. Porém, as outras jogadoras armaram bem a defesa nacional. E como defendeu o Brasil!

Ainda gostei das inversões de 5-1. Dani Lins perdeu a posição para Fabíola por méritos da nova levantadora. Mas Dani entrou consistente quando foi solicitada e usou o meio, que estava esquecido (já vou falar disso nos pontos negativos). E Joycinha entrou virando tudo como oposta. É bom saber que tem gente no banco pronta para a judar.

Agora, os pontos negativos do Brasil contra os Estados Unidos. Logo  de cara eu me assustei com os erros de saque. A seleção não desperdiça bolas nesse fundamento e começou errando mais do que o normal. Será que era porque sabia da qualidade da recepção norte-americana? Não sei, mas com saque ineficiente, o bloqueio fica prejudicado. É melhor seguir com o serviço tático ou chapado, que vem fazendo um bom efeito.

Já comentaram por aqui sobre a falta de jogadas de meio no time nacional e nesta madrugada Fabíola demorou a usar mais essa combinação. Ela deve arriscar mais com as centrais, ótimas jogadoras, para puxar o bloqueio adversário e aliviar o ataque de ponta. Não tem como contar com Fabiana, uma das melhores jogadoras do mundo na posição, e não usá-la. A levantadora passou a usar o meio a partir do terceiro set, mas acho que essa jogada deve aparecer antes. O passe brasileiro está melhor do que no começo da competição e é possível trabalhar mais. Ainda assim, Fabíola vive boa fase na seleção.

O Brasil, mesmo com os erros, cumpriu o seu objetivo e chega à semifinal sem nenhum derrota. E ainda tem um tempinho para treinar e se ajustar para o mata-mata. Veremos no sábado, contra o Japão, o que acontece… Mas confio que o Brasil chega, pelo menos, à decisão. E vocês?

Resultados da rodada
Grupo E
Peru 0 x 3 China (17/25, 22/25, 21/25)
Sérvia 3 x 0 Coreia do Sul (25/17, 25/22 e 25/16)
Polônia 3 x 1 Turquia (25/23, 24/26, 27/25 e 25/22)
Japão 1 x 3 Rússia (21/25, 14/25, 25/23 e 13/25)

Grupo F
República Tcheca 1 x 3 Tailândia (25/16, 18/25, 20/25, 23/25)
Brasil 3 x 1 Estados Unidos (25/19, 24/26, 25/19, 25/23)
Holanda 1 x 3 Alemanha (12/25, 14/25, 25/19 e 25/17) – (vocês viram esse jogo? Eu estava fechando as matérias do Brasil… A Alemanha fez muitos pontos seguidos e colocou 10 a 0 no segundo set. E a Holanda ainda reagiu! Surpresas e imprevistos do vôlei…)
Itália 2 x 3 Cuba (25/16, 24/26, 25/21, 23/25, 22/24)

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terça-feira, 9 de novembro de 2010 Seleção feminina | 05:47

Brasil tem vaga na semi e cabeça no lugar no Mundial

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Uma das vagas na semifinal do Campeonato Mundial feminino de vôlei é da seleção brasileira. O time de Zé Roberto Guimarães venceu a Alemanha por 3 sets a 0 (25/16, 25/13 e 25/21) e garantiu o seu lugar na próxima fase. O Brasil deu uma bobeada na terceira parcial, mas seguindo à risca as orientações do técnico, se recuperou e liquidou logo a partida.

Como disse na matéria sobre o jogo para o iG (leia a reportagem), a seleção cumpriu o que Zé Roberto queria em quadra. Antes da partida, ele pediu que o time tivesse um sistema defensivo e ficasse atento à oposta Margareta Kozuch. O que a seleção fez? Mostrou grande volume na defesa e fechou o bloqueio para atacante alemã, vencendo os dois primeiros sets com facilidade.

Fabíola comemora em mais uma boa atuação no Mundial

Fabíola comemora em mais uma boa atuação no Mundial

Mas a Alemanha não é um time ruim, está se reformulando desde o italiano Giovani Guidetti assumiu o comando, tentou se reencontrar, quando o Brasil, acho que pela primeira vez neste campeonato, sentiu a “síndrome do terceiro set”. As brasileiras se desconcentraram, as bolas de Fabíola, que estavam muito boas, não saíram e o time freou. Mais uma vez, momento de obedecer ao técnico, que pediu tempo e disse para a levantadora usar mais as bolas nas pontas e aliviar Sheilla. Dito e feito! Fabíola passou a jogar com Natália, o Brasil disparou e fechou, com ataque da ponteira.

A seleção vacilou e soube logo voltar para o jogo. E foi um time, mais uma vez, equilibrado. Como já tinha acontecido neste Mundial, Natália é a melhor opção quando Sheilla está marcada. E Fabíola, com boa atuação, e Zé Roberto já viram isso há tempos. No fundo, Jaqueline atuou bem e deu volume ao time. Essa foi uma das melhores atuações da equipe no fundo de quadra, na minha opinião. Resultado de estudos e disciplina tática. O Brasil conhecia a Alemanha e colocou em prática o que era preciso para vencer, e vencer bem.

Depois, na zona mista, a equipe mostrou calma e cabeça no lugar. Claro que elas estavam felizes com a vaga na semifinal, mas nada de euforia. O discurso foi: temos que pensar nos Estados Unidos. Atitude correta! Além da vaga, é bom ficar na liderança do grupo e se livrar da Rússia, também classificada, na briga pela final. E a partida contra os Estados Unidos, às 3h desta quarta (horário de Brasília), pode decidir a ponta do grupo. E vamos seguir assim, com cabeça o lugar para seguir orientações e conter a euforia. Será que vem o inédito título mundial?

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domingo, 7 de novembro de 2010 Seleção feminina | 16:24

Dupla Fabiana e Fabíola brilha na vitória sobre Cuba

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*atualizado 08/11, às 14h40

Mais um jogo da seleção brasileira feminina no Mundial e mais uma vitória. Dessa vez, contra Cuba, que começou bem o jogo, tentou uma reação no final, mas caiu por 3 sets a 1 (leia mais). E agora a jogada da levantadora Fabíola com a central Fabiana funcionou e e foi importante para a partida.

Abraço de comemoração da levantadora Fabíola

Abraço de comemoração da levantadora Fabíola

No sábado, contra Tailândia, reclamei exatamente dessa combinação, já que as bolas não estavam saindo corretamente para Fabíola. Mas nesta madrugada, as duas estavam bem mais entrosadas. Com Fabíola dando bolas na medida, Fabiana comandou a reação nacional e foi uma das maiores pontuadoras da partida, com 15 acertos (14 no ataque e 1 no bloqueio), atrás apenas de Sheilla (17 pontos – 12 ataques, 4 bloqueios e 1 saque). E a levantadora vem se consolidando como titular, equilibrando as jogadas entre as atacantes e errando pouco. Será que o Brasil já resolveu o problema na armação das jogadas, deficiente desde a saída de Fofão, ou ainda é cedo para falar isso? Acho que, se ainda não chegou lá, está no caminho certo!

No geral, toda a seleção parece no caminho certo neste Mundial. Na partida contra Cuba, a seleção saiu na frente, mas perdeu o primeiro set depois de errar ataques e ver as cubanas crescerem no bloqueio. Na segunda parcial, as brasileiras erraram menos e acertam o tempo na rede, principalmente com as bolas para Fabiana. Com o jogo igual, o Brasil dominou o terceiro set. Depois, voltou a ficar atrás na quarta parcial com novos erros, mas aplicou uma sequência se seis pontos, virou e ganhou o jogo.

Acho que esse é um bom ritmo porque a seleção está sabendo se virar em quadra e logo se recuperar dos deslizes. Não é apenas Fabíola que está percebendo o melhor momento de jogar a bola para cada atleta. Todas parecem conscientes de seu papel. O Brasil está jogando com seu conjunto e, com isso, consegue se unir e crescer em quadra. Contra Cuba, o ataque vacilou no começo, mas logo o saque e o bloqueio entraram e o time se estabeleceu de novo no jogo e venceu. Os erros ainda existem, mas o time mostra que sabe como superá-los.

Agora basta vencer a Alemanha na madrugada de terça-feira, às 3h (horário de Brasília) para garantir a vaga na semifinal. O clima parece ser de euforia na seleção. “Estamos na contagem regressiva. Já superamos sete jogos, agora faltam quatro”, disse Zé Roberto. “Agora faltam quatro jogos. Vamos buscar a vitória a todo custo em todos eles. Queremos muito este título”, comentou Jaqueline.

Posso ser supersticiosa demais, mas não gosto de ficar contando jogos assim. Fico com uma sensação comum ao futebol, que se você gritar gol antes da hora, a bola não vai entrar. Zé Roberto também lembrou que é preciso ter calma. “Temos de pensar em um adversário por vez”, disse o técnico. O Brasil tem reais chances de ganhar o título e finalmente ser campeão Mundial, mas também prefiro focar apenas no próximo passo. Que venha a Alemanha em mais uma madrugada sem sono!

Resultados da segunda rodada

Grupo E
Peru 1 x 3 Coreia do Sul (26/24, 15/25, 18/25 e 23/25)
Sérvia 3 x 1 (China 21/25, 25/20, 25/22 e 25/22) – (China está eliminada do Mundial!)
Polônia 0 x 3 Rússia (17/25, 21/25 e 31/33)
Japão 3 x 1 Turquia (25/19, 23/25, 25/19 e 25/13)

Grupo F
Holanda 1 x 3 Tailândia (15/25, 23/25, 25/15 e 24/26)
República Tcheca 0 x 3 Alemanha (8/25, 17/25, 16/25)
Brasil 3 x 1 Cuba (23/25, 25/20, 25/13 e 25/18)
Itália 3 x 1 Estados Unidos (25/16, 24/26, 27/25 e 27/25) – (com o resultado, Brasil se isolou na liderança e a Itália ganhou moral. E agora pega rivais teoricamente mais simples – Cuba e Tailândia – e se empolga na disputa. Será que as europeias tiram a vaga dos EUA na semi?)

Vagas na semifinal
Por enquanto, os meus palpites das semifinais ainda estão de pé com Rússia, Japão, Brasil e Estados Unidos? E vocês, o que acham? Vou deixar a pergunta aberta e colocar o resultado de quem acertou no final desta fase, combinado?

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sábado, 6 de novembro de 2010 Seleção feminina | 15:46

As brincadeiras de Sheilla no ataque do Brasil

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Seis jogos e seis vitórias. Esse é o balanço da seleção brasileira feminina no Campeonato Mundial de vôlei. O time venceu a Tailândia nesta madrugada por 3 sets a 0 e é líder do grupo, à frente dos Estados Unidos na média de pontos. Mais uma vez, jogando contra uma equipe mais fraca, o Brasil deu alguns tropeços. Mas foi como na primeira fase, nada que comprometesse no final.

A seleção viu um começo de jogo equilibrado e ficou perdida no bloqueio. Depois, Fabiana deu a explicação. Elas estão acostumadas a marcar rivais da mesma altura ou mais até maiores, e não baixinhas de 1,70 e poucos. Se não me perdi, foram apenas dois pontos de bloqueio na primeira parcial (foram nove em toda a partida). Depois, o time deslanchou.

Brasileiras e os já tradicionais beijinhos para os familiares

Brasileiras e os já tradicionais beijinhos para os familiares diante da câmera

Cresceu na parcial na passagem de saque de Fabíola e fechou. Saiu atrás mais uma vez no segundo set, mas logo encaixou o tempo no fundo, defendendo bem e virando contra-ataques. No último set, o Brasil perdeu a concentração, passou a errar mais e irritou Zé Roberto, que parou o jogo só para dar broncas nas atletas. Mas o puxão de orelhas deu certo e a equipe voltou melhor e logo acabou o jogo.

Na primeira fase, a seleção diminuiu o ritmo contra Quênia e Porto Rico. Fez a mesma coisa contra Tailândia, relaxando e se desligando um pouco da partida. Pelo menos está dando algumas “vaciladas” contra os rivais mais frágeis e logo consegue se recuperar. E nesta madrugada, para garantir os pontos, era colocar bola para Sheilla, maior pontuadora do confronto com 21 acertos. A oposta, uma das melhores jogadoras da seleção neste mundial, fez o que quis com a bola: soltou o braço, explorou o bloqueio e largou com precisão.

Gostei dos comentários de Sheilla depois da partida. Já conversei com ela algumas vezes e sempre a vi como uma jogadora de poucas palavras, mas muito direta e sincera. Foi assim após a vitória. “Há dias em que tudo dá certo. Hoje estava inspirada e consegui brincar um pouquinho no ataque”, resumiu a atleta (leia mais). E deu para perceber que ela estava a vontade e confortável em quadra, já que tudo o que tentava dava certo. Uma jogada me chamou a atenção. No segundo set, Sheilla defendeu, Fabíola colocou uma bola um pouco baixa na saída de rede e o bloqueio acompanhou a oposta. Para se livrar, uma largadinha que viajou até cair no canto do fundo da quadra, que estava vazio. Uma jogada linda, com habilidade e grande visão de quadra. Pode continuar brincando assim, se quiser…

A falha do Brasil neste jogo, entretanto, foi na combinação nas jogadas de meio. Fabíola, que se firmou como titular com bons desempenhos, não se entendeu com as centrais. Tanto que Fabiana fechou a partida com mais pontos no ataque do que no bloqueio (3 a 5), por exemplo. A seleção também errou mais saques do que o de costume, mais um reflexo da baixa concentração.

Não é nada que preocupe, mas atenção sempre é bom. A seleção encara agora Cuba, às 4h30 da madrugada deste domingo, e, mesmo que as caribenhas não estejam bem neste Mundial, é um jogo de tradição e provocação (leia mais). A gente sabe muito bem como Cuba joga contra o Brasil… Mas com as brincadeiras de Sheilla e o time concentrado, aposto em mais uma vitória.

Resultados da primeira rodada

Grupo E
Sérvia 0 x 3 Turquia (19/25, 16/25 e 20/25)
Peru 0 x 3 Rússia (15/25, 15/25, 20/25)
Polônia 3 x 2 Coreia do Sul (12/25, 25/17, 25/18, 22/25 e 17/15)
Japão 1 x 3 China (23/25, 23/25, 29/27, 12/25) – (quem diria que as donas da casa perderiam para a renovada China desse jeito?!)

Grupo F
Holanda 3 x 1 Cuba (25/12, 22/15, 25/12 e 25/20)
Brasil 3 x 0 Tailândia (25/19, 25/19 e 25/16)
República Tcheca 0 x 3 Estados Unidos (20/25, 20/25 e 13/25)
Itália 3 x 1 Alemanha (22/25, 32/30, 25/08 e 25/15) – (olha a Itália fazendo um 25/8 para esquecer o 25/7 que levou do Brasil…)

P.s.: galera, a correria no plantão com Fórmula 1, esquenta para clássicos e tudo mais foi grande aqui na redação. Amanhã tem mais e assim que tiver um tempinho, entro aqui para falar do jogo contra Cuba. E como sempre, continuem comentando!

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