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Posts com a Tag seleção brasileira

segunda-feira, 18 de abril de 2011 Seleção masculina | 14:59

De malas prontas e de volta à seleção brasileira

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A última vez que conversei com o central Gustavo, ele estava começando a ver as mudanças de cidade e esperava a convocação de fato para a seleção brasileira, já que tinha seu nome inscrito na pré-lista para a Liga Mundial. “O Bernardo deixa sempre para a última hora, já estamos acostumados”, disse. Mas a ansiedade acabou no final de semana….  Gustavo apareceu na primeira lista oficial de Bernardinho para o torneio e se apresenta nesta segunda-feira (leia mais) no centro de treinamento em Saquarema. Adeus férias e adeus aposentadoria.

O central deixou a seleção após a prata em Pequim, mas fez uma bela Superliga e mereceu ser chamado de novo. Acho que, mesmo aos 35 anos, fez bem em ter aceitado. Ele pode formar o time ao lado de Lucão e, com isso, o Brasil teria um jogador experiente e bom bloqueador (na minha opinião mais consistente do que Sidão, por exemplo) e outro mais novo, mas forte no ataque e no saque. E se pensarmos em Londres, ainda podemos contar com Gustavo. A situação fica inviável para as Olimpíadas de 2016…

Fora da seleção, ele se prepara para mais uma mudança de cidade e, dessa vez, sem a família. Com o patrocínio da Sky ao time da Cimed/Florianópolis, o central troca a capital paulista por Santa Catarina. “Eu vou sozinho. Os meus filhos estão acostumados aqui (em São Paulo) e a escola deles é atravessando a rua. Sem brincadeira, é só dar uns 20 passos. E os amigos da escola também moram aqui no prédio”, contou o jogador. Família agora, só nas férias. “Quando eu estou sem jogar, que é agora abril e maio, eles estão na escola e nem dá para aproveitar muito. Mas eles vão me ver nas férias deles, no meio e no final do ano. Eles sofrem um pouco, mas jogador é meio nômade mesmo”.

Dessa vez, as férias de Gustavo foram menores por causa da seleção…

Stacy e semifinal da Superliga feminina
A segunda-feira foi um dia de boas notícias. A líbero Stacy Sykora, única que ficou ferida gravemente no acidente com o ônibus do Vôlei Futuro, já caminha pelo hsopital e se alimenta sozinha (leia mais). E as outras jogadoras, que voltaram aos treinos na semana passada, já sabem a data da primeira partida da semifinal. Será quarta-feira, às 17h (e não às 19h, como foi divulgado no primeiro informativo do clube paulista), em Osasco (leia mais). Que elas estejam bem para o jogo e que a a gente assista a uma bela partida!

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sexta-feira, 31 de dezembro de 2010 Campeonato Italiano, Diversos, Mais Europa, Seleção feminina, Seleção masculina, Superliga | 08:00

Retrospectiva 2010

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2010 chega ao fim e como já é tradição no Mundo do Vôlei, eu me despeço do ano com uma retrospectiva. 2010 foi o ano do tricampeonato mundial e do enecampeonato da Liga. Foi o ano de prata para a seleção feminina. Foi o ano de Murilo. Foi o ano de agitação no mercado com volta de nomes importantes ao Brasil e também de uma longa novela de Ricardinho com a seleção masculina. Clique nas fotos para relembrar os principais fatos de 2010. E aproveite e dê sua opinião: o que foi mais marcante neste ano? Feliz Ano Novo e até 2011!

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domingo, 10 de outubro de 2010 Seleção masculina | 18:24

Brasil é tricampeão Mundial!

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*atualizado às 11h50, dia 11/10

Brasil no lugar mais alto do pódio no Mundial

Brasil no lugar mais alto do pódio no Mundial

A seleção brasileira masculina é a dona da festa em Roma! Com superioridade em quadra, lindos saques, presença no bloqueio e jogadores inspirados, o Brasil venceu Cuba por 3 sets a 0 e faturou o terceiro título mundial (veja como foi a partida). Parabéns, Brasil!

A equipe jogou como Bernardinho sempre defendeu neste campeonato. O time teve altos e baixos, perdeu, mas foi crescendo ao longo dos jogos. Tanto que, nesta tarde, arrasou os jovens cubanos. A seleção mostrou que, mesmo renovada, ainda é dona do topo do mundo.

Os campeões
E o prêmio de melhor jogador do Mundial corou essa renovação. Murilo é remanescente do título de 2006, mas ganhou o seu espaço com essa nova geração e é um grande líder em quadra. Ele começou o campeonato como a segurança do ataque para Bruno. No final, pode ter recebido menos bolas, mas foi gigante no fundo da quadra, arrumando e assumindo a responsabilidade na defesa. Título merecido para o jogador que é a cara do Brasil.

Mas nas finais quem brilhou muito foi Leandro Vissotto. Ele passou o Mundial apagado, inseguro e sem ser o atleta da segurança. Tudo mudou na semifinal, diante da Itália. Hoje foi a mesma coisa. Vissotto soltou o braço no saque e no ataque, saltou no bloqueio e foi o cara da segurança. Ele foi um gigante, em todos os sentidos. Depois de criticá-lo algumas vezes aqui, fico muito feliz em dizer: Valeu, Leandro!

Bruno também foi outro grande em quadra. Desde que chegou à seleção ele encara polêmicas. Foi convocado no corte de Ricardinho no Pan-Americano. Depois, deve ter escutado muito que Ricardinho deveria voltar para o Mundial. Agora, ele prova que é sim um levantador agressivo, que sabe distribuir bem e que pode ser titular da seleção por méritos, não porque é filho do técnico. Sim, ele errou algumas bolas ao longo do Mundial, mas agüentou a pressão de ser u único na posição quase todo o torneio! Bernardinho dedicou o título ao filho, com lágrimas nos olhos. É isso aí!

Marlon foi outra prova de superação. Ele passou por uma inflamação no intestino, ficou sem jogar, se recuperou e ajudou o Brasil na semi e na final, sempre com seu toque refinado e ótimo tempo de bola.

Pelo meio acho que esse Mundial consagra Rodrigão. Ele ganhou o seu terceiro título com a sua melhor participação. Foi fundamental no bloqueio em diversos momentos. Já Lucão passou o campeonato instável no saque e finalmente se achou nesta final.

Dante e Mario Jr também merecem destaques. O ponteiro voltou para a seleção neste ano em grande fase. Foi bem na Liga Mundial e o cara de segurança quando Vissotto estava em baixa neste Mundial. Já o líbero tinha que substituir o melhor do mundo na posição, Serginho, que passou por uma cirurgia na coluna, e aguentou. Contou com ajuda preciosa de Murilo no fundo, mas também recebeu algumas bombas de Cuba e colocou a bola na mão de Bruno.

Todos fizeram o seu papel. Giba, como um segundo técnico; Théo, nas inversões de 5-1… Enfim, o Brasil é um grande conjunto e por isso, é campeão mais uma vez!

Título para lavar a alma
Esse título é para provar, na minha opinião, que campeão ganha na bola. O Mundial teve toda a polêmica do regulamento e dos grupos mal divididos. Mas os italianos, favorecidos, cresceram com vitórias sobre Estados e França, mas perderam para Brasil e Sérvia e amargaram o quarto lugar. Não adianta ajuda se não se tem um bom elenco em quadra, que sabe trabalhar junto.

Já o Brasil foi duramente criticado pela derrota para a Bulgária. Eu também não concordei, mas acho que tudo fez bem ao time. E finalmente alguém admitiu com todas as letras que eles entraram para perder naquele jogo. Mario Jr disse, depois da conquista, que essa era mesmo a intenção. Como escrevi naquele dia, estava sentindo falta dessa honestidade. Sendo correto ou não,  Brasil jogou com o regulamento, se poupou na fase seguinte. Mas ficou bem melhor agora, assumindo as atitudes e as consequências, as críticas pesadas de todas as partes.

Mas depois de tudo, eles se fecharam e parecem ter ficado ainda com mais vontade de jogar! Eles entraram com muito mais vontade nos jogos seguintes e hoje, pela primeira vez, se mantiveram “acelerados” o tempo todo. Perderam a concentração em momentos do terceiro set pelo nervosismo da final e erro da arbitragem. Depois, deixaram Cuba encostar quando estavam com o match point na mão. Mas no final, venceram e lavaram a alma! A última foi um merecido ponto de Vissotto, grande jogador da decisão. E o título ficou com os melhores, mesmo com todas as marmeladas do regulamento. Pois é, Itália, não deu…

P.s.: desculpem se deixei o lado torcedora aparecer… Mas, no final, mesmo com o cansaço, valeu a pena cobrir esse Mundial, mesmo que de longe!

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sábado, 9 de outubro de 2010 Seleção masculina | 19:07

E o Brasil está na final do Mundial!

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A seleção brasileira masculina enfrentou o adversário que queria e teve o resultado que queria. Depois de todas as polêmicas do torneio, vaias das arquibancadas e erro da arbitragem, o time de Bernardinho venceu a Itália por 3 sets a 1 e está na final do Campeonato Mundial (veja como foi a partida set a set).

Na partida deste sábado, o Brasil passou pelo que já tínhamos previsto. Os juízes de linha, todos italianos, foram bastante tendenciosos para os donos da casa. A torcida fez pressão o tempo todos. E o levantador Vermiglio seguiu com suas provocações na rede o tempo todo. Do outro lado, a seleção até perdeu a concentração um pouco,  foi derrotada em um set, mas logo se recuperou e liquidou a partida.

Comemoração de Leandro Vissotto depois da vitória brasileira

Comemoração de Leandro Vissotto depois da vitória brasileira na semifinal

E fiquei muito feliz com a atuação de Leandro Vissotto. Venho falando dele em todos os jogos do Brasil neste Mundial e, no post anterior, disse que seria bom contar com ele bem contra os italianos. Mas foi mais do que bom. Pela primeira vez, Vissotto entrou realmente seguro, do primeiro ao último ponto, soltou o braço e não deu chances ao bloqueio italiano. Ele foi o verdadeiro oposto, o cara de segurança. E olha que do lado de lá, Fei, que também estava um pouco apagado, foi outro a agir como um grande oposto e virou boas bolas… Parabéns, Vissotto!

Outro que merece os parabéns é Marlon. Ele quase perdeu o Mundial por conta de uma inflamação no intestino, ficou fora de vários jogos e teve que assumir a responsabilidade neste sábado. Bruno, em um “encontrão” com Murilo se machucou e teve que sair. Marlon jogou três sets e aguentou bem. Ainda mais magro do que o costume, ele disse depois da partida que ainda está inseguro. Não apareceu. Ele se jogou na defesa, distribuiu bem para o ataque e usou bem as bolas com Vissotto.

A seleção ainda teve problemas, como a falta de concentração e a queda de ritmo depois do começo arrasador. Entretanto, no geral, foi bem. Murilo pode ter se perdido em alguns ataques, mas fez defesas importantes. O bloqueio nacional pontuou pouco (apenas cinco vezes), mas o time teve volume de jogo para vencer.

Os cubanos, mais uma vez
O Brasil disputa o título do Mundial contra Cuba (veja como foi a vitória dos cubanos sobre a Sérvia). Os caribenhos foram os primeiros a vencer a seleção neste mundial, por 3 sets a 2, ainda na primeira fase. Além disso, depois da derrota proposital para a Bulgária, que fez os brasileiros não cruzarem com os cubanos na fase seguinte, vieram as provocações. “Brasil é um time imbatível que está com medo de jogar contra uma pequena ilha como Cuba”, disse o búlgaro Nikolov depois daquela partida.

Com certeza Nikolov não esperava cair no Mundial justamente diante dessa pequena ilha… E o Brasil não deve ter medo, mas é bom ter cautela. A renovação fez muito bem à Cuba e o time agora não sofre mais da famosa síndrome de só jogar bem quando está na liderança. Além disso, a força deles é admirável, com ataques e saques potentes do começo ao final das partidas. E Leon e Simon são os grandes jogadores da equipes.

O que fazer agora? A seleção precisa manter a concentração em alta o tempo todo e mais do que nunca acertar o seu saque. É fundamental quebrar a recepção cubana para tirar toda essa força que eles têm no ataque. E voltar a crescer no bloqueio para segurar Simon no meio, que quando pega bem a bola, não dá nem para ver a cor! Vissotto, mais uma vez deve ser o grande oposto e espero que Marlon aguente um jogo inteiro se Bruno ainda não estiver recuperado. Não vai ser nada fácil, mas continuo na torcida. A final será neste domingo, às 16 h (horário de Brasília) e promete! Até amanhã!

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terça-feira, 5 de outubro de 2010 Seleção masculina | 12:29

Entre altos e baixos, Murilo é unanimidade na seleção

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A seleção brasileira masculina de vôlei folga nesta terça-feira no Campeonato Mundial e assiste ao duelo entre Alemanha e República Tcheca, rivais do grupo na terceira fase. E, depois de seis jogos no torneio, o Brasil vive alguns altos e baixos, mas um jogador é unanimidade: Murilo

Murilo é "o cara" do Brasil nesta temporada

Murilo é "o cara" do Brasil nesta temporada

O ponteiro, que já é destaque no time desde a Liga Mundial, segue recebendo elogios de todos. Mais uma vez, ele foi grande em quadra na vitória sobre a República Tcheca. Mesmo com o nervosismo da equipe, que perdeu dois sets graças, em grande parte, a diversos erros. No quarto e no quinto sets, o Brasil se reencontrou, encaixou o saque e venceu. Apesar da oscilação, Murilo seguiu firme o tempo todo. Ele forçou e acertou a mão no saque, foi presente na defesa e chamou bola no ataque.E o ponteiro foi lembrado por Bernardinho e pelo técnico tcheco após a vitória. Veja o que eles falaram da partida:

“Nós elevamos  nosso jogo a partir da metade do quarto set e tivemos o melhor desempenho do torneio no quinto. Murilo foi muito bom nesses sets e espero que ele possa descansar um pouco para o próximo jogo”, disse Bernardinho.

“É muito difícil tirar a diferença de três, quatro pontos no quinto set, ainda mais com os ataques de Murilo e Dante”, afirmou Jan Sbodova, comandante da República Tcheca.

Murilo, na minha opinião, é o cara desse time. Ele é um termômetro da equipe, como era Marcos Milikovic na Argentina, na década de 90, e como ainda é Milijkovic na Sérvia. A diferença é que esses dois são opostos e, normalmente, já são a segurança do time. No caso do Brasil, a segurança vem das pontas. E vamos ser justos: Dante também está muito bem desde que voltou à seleção.

Rodrigão vive grande fase no Mundial

Rodrigão vive grande fase no Mundial

Outros “altos” na seleção
Aproveitando as palavras dos técnico, segue a minha visão sobre alguns jogadores do Brasil… Outro que vive em alta na seleção é o central Rodrigão. Muita gente já criticou suas atuações, já deixaram até comentários aqui no blog contra a sua convocação, mas ele está se superando em quadra. O central é o líder no bloqueio no torneio, com 24 pontos marcados neste fundamento. Além disso, tem feito belas cravadas no ataque.

Ainda no lado positivo, não posso ignorar Bruninho. Ele cometeu alguns erros contra os tchecos, mas está, no geral, se apresentando muito bem no Mundial. E vale lembrar que ele era, até o jogo de ontem, o único levantador do time! Bruno é novo, não teve tempo na seleção ao lado de grandes veteranos para “receber o bastão”, como aconteceu na troca de Maurício por Ricardinho, e está fazendo o que sabe e o que pode. E acho que está fazendo bem. Para aliviar a pressão, Marlon está de volta. Ele ainda se recupera, não deve suportar uma pressão toda, mas é um gigante por encarar a quadra depois de dias de cama, cinco quilos perdidos e tudo mais que passou com a inflamação no intestino.

Vissotto ainda precisa melhorar...

Vissotto ainda precisa melhorar...

Os “baixos na seleção”
Essa seleção ainda é um time em formação e que encara o seu primeiro grande campeonato. As oscilações são normais, mas tem gente que poderia render mais na equipe… Acho que Leandro Vissotto e Lucão se encaixam neste quadro. Vissotto é um grande oposto, mas parece inseguro em quadra e não solta o braço no ataque. E isso reflete na opção de Bruno em usar Murilo e Dante como os caras “de segurança”, tanto de ele ganhou uma boa opção com a entrada de Théo contra os tchecos. Já Lucão é dono de saque potente, mas ainda não acertou a mão. Ele tem errado demais no fundamento e precisa recuperar a confiança.

A concentração da equipe também entra nessa lista de “baixos”. Foi por nervosismo que o Brasil se complicou contra a República Tcheca. Antes, na primeira fase, deu bobeadas no fundo. E a partida contra Cuba, apesar de ter sido um grande jogo, poderia ter sido diferente se a seleção tivesse acertado mais contra-ataques. Na minha opinião, tudo isso é resultado de falta de concentração.

Com altos e baixos, o Brasil segue no Mundial e ainda é candidato ao título. Vamos esperar o jogo contra a Alemanha, nesta quarta-feira, para acertar os erros e confirmar a vaga na semifinal.

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segunda-feira, 4 de outubro de 2010 Seleção masculina | 19:15

Sufoco para seguir vivo no Mundial

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Quem disse que passar pela República Tcheca na terceira fase do Mundial seria uma tarefa simples? O Brasil usou o regulamento, perdeu para a Bulgária, caiu no grupo que queria e passou sufoco na estreia nesta tarde. A seleção mostrou altos e baixos e venceu no tie-break. Pelo menos, saiu de quadra de cabeça erguida, com um quinto set impecável!

Bloqueio foi o melhor fundamento do Brasil

Bloqueio foi o melhor fundamento do Brasil

Logo de cara, os brasileiros entraram para mostrar que estavam mordidos com toda a repercussão da derrota para os búlgaros. Vibrando e com um saque fulminante, eles quebraram a recepção dos tchecos e fecharam a parcial. Além disso, mostraram concentração no jogo com quatro pontos de bloqueio contra apenas um dos europeus.

Mas toda a concentração e empolgação foi se apagando nos sets seguintes e o Brasil voltou a apresentar os erros das primeiras fases: vacilos no saque e falta de um oposto. Leandro Vissotto parecia inseguro em quadra e não estava soltando o braço. Com isso, era uma opção a menos para Bruninho. Ele aguentou em quadra até levar um bloqueio bobo na saída e dar lugar para Théo. O novo oposto também errou algumas bolas, mas deu mais volume ao time brasileiro.

A seleção perdeu dois sets sem vibração e graças aos seus erros. Os tchecos tem um ótimo jogador, o canhoto Ondrej Hudecek. Era ele quem batia as bolas mais rápidas e acho que não parado pelo bloqueio nacional. Platenik também foi bem. Mas o Brasil levou a virada porque o volume de jogo caiu. Enquanto o time nacional errava saque e finalizações (foram quatro pontos seguidos no final do terceiro set!), os tchecos acordaram na defesa e acreditaram no jogo. E vibraram muito a cada ponto!

O Brasil voltou a jogar como pode no quarto set, com a entrada de Théo. Mas a seleção só dominou mesmo e cresceu de verdade no tie-break. Aí sim foi um jogo quase perfeito, com saques eficientes, boa distribuição de bolas e ataques certeiros. O 15 a 8 no placar não foi a toa….

Murilo foi o cara do jogo, mais uma vez

Murilo foi o cara do jogo, mais uma vez

Ainda não estou totalmente satisfeita com o Brasil, mas fico feliz com essa “crescida” no final do jogo. Demorou, mas o time engrenou! Dante e Murilo, mais uma vez, seguram o jogo. E Murilo protagonizou uma das jogadas mais bonitas deste mundial. No segundo set, ele defendeu uma bola fulminante, abriu, chamou bola e soltou o braço em uma linda diagonal curta. Rodrigão também foi gigante e segue em boa fase. Mas o que me deixa mais aliviada é a volta de Marlon. Ele está mais magro, deve estar jogando no sacrifício, mas segue com o ótimo toque de bola. Bruninho está aguentando bem a pressão, mas é ótimo saber que finalmente o Bernardinho pode inverter o 5-1!

Futuro no Mundial
E agora, precisa apenas da vitória sobre a Alemanha para chegar à semifinal. O jogo será nesta quarta, ao meio-dia. Já o rival da partida que vale a decisão pode não ser a Itália, como os brasileiros queriam. Vocês viram o jogo dos Estados Unidos contra a França? Acompanhei no tempo real da FIVB e os norte-americanos arrasaram! Stanley, carrasco no saque na final olímpica contra o Brasil, fez quatro dos cinco aces do time. Será que a Itália passa por eles na última partida? É, a vida não será tão fácil como nas primeiras fases…

E você? O que achou da vitória do Brasil sobre a República Tcheca? Deu para deixar para trás toda a polêmica do jogo contra a Bulgária? Deixe seus comentários!

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quinta-feira, 30 de setembro de 2010 Sem categoria | 18:37

Brasil faz o melhor jogo no "grupo da morte"

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O “grupo da morte” na segunda fase do Campeonato Mundial de vôlei começou não assustador para o Brasil. A seleção masculina teve a sua melhor atuação no torneio e venceu a Polônia por 3 sets a 0 nesta quinta-feira em Ancona, com parciais de 25/16, 25/20 e 25/20 (veja como foi o jogo). Ótimo começo na segunda fase!

Digo isso porque a Polônia, geralmente, é um time que dá trabalho. Mas nesta partida, eles viram o Brasil arrasador desde o começo e não tiveram chances. Ficaram à frente do placar apenas no segundo set, e por pouco tempo. Kurek, que era apontado como “o cara” do time pouco apareceu e não deu trabalho. Os poloneses conseguiram defender algumas bolas, armaram bonitos contra-ataques, mas erraram muito e não resistiram.

Bloqueio brasileiro também foi bem e marcou nove pontos

Bloqueio brasileiro também foi bem e marcou nove pontos

Já os brasileiros foram muito bem. Disse no post anterior disse que esperava que o executasse bem o saque e fui atendida! Murilo foi o nome do fundamento, com cinco aces, mas todos sacaram com inteligência. A seleção combinou bem a potência com o serviço tático e teve boas passagens com diversos jogadores, como Dante, aniversariante do dia, Bruno e Lucão.

Também pedi um Leandro Vissotto mais ofensivo, como em momentos da partida contra Cuba. Mais um pedido atendido. O oposto finalmente fez um grande jogo neste Mundial, soltando braço no começo, aliviando quando estava na cara do bloqueio e também fechando a porta para os poloneses. Ele foi o maior pontuador, com 21 acertos (17 no ataque e quatro no bloqueio). Sim, ele levou alguns bloqueios, mas cresceu muito em quadra.

O que melhorou também forma os contra-ataques. A defesa estava ligada todo o tempo e a recepção também funcionou. Em um dos poucos momentos de bobeada no fundo, a Polônia equilibrou. Porém, logo Bernardinho pediu tempo, chamou os jogadores e a concentração voltou. Os erros nas finalizações que custaram a vitória para Cuba foram solucionados.

A partida desta quinta-feira deixou uma boa sensação: de que o time está crescendo neste Mundial. Agora o Brasil descansa nesta sexta-feira e encara a Bulgária, no sábado. Mas, como já disseram por aqui, os cruzamentos desse torneio preocupam. Sair dessa fase com duas vitórias daria moral, mas colocaria o Brasil ao lado de Rússia e Espanha ou Sérvia. Se passar em segundo, terá pela frente provavelmente República Tcheca e Alemanha. Já a Itália só tem vida fácil, como vocês leitores comentaram. É estranho e não sei qual a melhor opção. Mas, como Giba comentou depois do jogo de Cuba, eles sabiam que não seria fácil e como querem chegar até Roma, na final, não podem escolher adversários!

Parabéns, Dante!
Dante completou 30 anos na quinta-feira e, além do 3 a 0 de presente contra a Polônia, ganhou bolo dos companheiros. Vissotto postou uma foto à noite em sua página do Twitter. Parabéns, Dante!

E o primeiro pedaço vai para... Mario Jr!

E o primeiro pedaço vai para... Mario Jr!

E vocês? O que acharam da vitória do Brasil sobre a Polônia? Foi a repetição da final do Mundial de 2006, até com o mesmo placar e a mesma superioridade nacional. Deixem seus comentários!

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sábado, 25 de setembro de 2010 Seleção masculina | 15:16

Facilidade em quadra e problemas fora no Mundial

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A seleção brasileira masculina estreou no Campeonato Mundial com uma vitória simples sobre a Tunísia, como já era esperado. Mas os problemas de lesões seguem assombrando e preocupam para principal torneio dessa geração…

No jogo deste sábado, o Brasil fez 3 a 0 (25/14, 25/21 e 25/14) para cima do rival mais simples do grupo B. A equipe nacional começou atropelando em todos os fundamentos. No segundo set, teve uma queda nas finalizações e a Tunísia encostou, mas logo o Brasil voltou ao jogo e fechou. O domínio voltou na terceira parcial.

O desempenho da seleção foi o que eu esperava. Logo de cara, imprimiu um belo ritmo para espantar qualquer ansiedade da estreia e mostrou que dominaria. Até o relaxamento no segundo set já era previsível, pois não é simples se manter no alto nível contra um adversário mais fraco, como era o caso hoje. E Bruno voltou a jogar bem com a camisa brasileira. Ele distribuiu bem e se mostrou seguro com os atacantes.

Mas o que preocupa são os problemas fora das quadras, digamos assim. Ainda no segundo set, Leandro Vissotto sentiu dores no calcanhar e passou o resto da partida do banco, assistindo ao jogo com gelo no local. Já Marlon, com inflamação no intestino, passará por exames e deve perder toda a primeira fase do torneio. E agora, a vida do Brasil começa a piorar… Encara a Espanha, que é melhor que a Tunísia, e encerra a fase contra Cuba, com atacantes fortes e potentes e sempre perigosa.

A lesão de Vissotto, pelas imagens da TV, não deve ser nada grave. Mas como um time vai ser campeão com apenas um levantador? E não estou colocando em questão a qualidade de Bruno. Eu o acho um bom jogador, que sempre teve grandes atuações pela Cimed, mas que teve uma fase ruim nas finais da Liga Mundial. Que bom que voltou bem ao time neste sábado! Mas como inverter o 5-1 e tentar alguma nova opção sem um levantador no banco? Alguém pode ser improvisado na posição, mas não será a mesma coisa…

A estreia deixou impressões boas e ruins. Espero que, dentro de quadra, o Brasil mantenha o grande volume, principalmente como no primeiro set deste sábado. Amanhã tem mais!

Fofão na seleção feminina
Aproveitando o assunto levantadores…. Fofão está na pré-lista da seleção feminina para o Mundial, no final de outubro. Fiquei muito surpresa com a notícia já que a levantadora me disse, em entrevista por e-mail que publiquei aqui, que ela não voltaria ao time. A explicação veio com a CBV. Segundo informações de jornais, a atleta está na lista apenas como precaução e só será confirmada no time caso alguma das outras levantadoras Fabíola, Dani Lins e Ana Tiemi) tenha algum problema. Vamos esperar….

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quarta-feira, 25 de agosto de 2010 Seleção feminina | 11:18

Brasil para na defesa japonesa na estreia na fase final

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A seleção brasileira feminina perdeu para o Japão por 3 sets a 2 (leia mais sobre a partida) na estreia na fase final do Grand Prix. Bem que a gente já tinha comentado por aqui e Zé Roberto também já havia falado: o Japão tem volume de jogo. A bola demora a cair do lado asiático da quadra, elas não desistem nunca de uma jogada e ainda atacam com velocidade. Diante disso, tem que ter muita paciência para vencer. E parece que foi isso que faltou ao Brasil nesta madrugada….

Erro do Brasil na derrota para o Japão

Erro do Brasil na derrota para o Japão

A equipe nacional arrasou no primeiro set e, depois, parou na defesa do Japão. Os problemas começaram a partir do segundo set, com consistência no sistema defensivo e bons saques do Japão. As nossas atacantes não acharam espaço e o Brasil terminou o jogo com menos pontos de ataque que as nipônicas (64 a 67). Nem sempre soltar o braço é a solução para pontuar, ainda mais contra quem sabe se armar no fundo de quadra. Zé Roberto também criticou a atuação do ataque, pela disparidade de números (leia mais).

Jaqueline foi a maior pontuadora, com 27 acertos, e depois apareceram as centrais Fabiana (15) e Thaísa (13). As outras não chegaram à casa dos 10. Ou seja, o ataque na ponta, no geral, não funcinou! Mari estava mal, deu lugar a Paula Pequeno, que passou em branco. Natália e Sheilla também decepcionaram. Méritos da defesa adversária e falta de cabeça das nossas atacantes. O jogo não pode ficar sobrecarregado em uma atleta e ter outras tão apagadas…

Para a partida da madrugada desta quinta-feira, contra a Polônia, a situação deve ser diferente. As europeias tem um estilo de jogo mais parecido com o brasileiro e não são tão boas na defesa. Mas é bom acertar o passe, sempre, e ter paciência no ataque. Dos males, o menor. Pelo menos a seleção marcou um ponto na classificação e tem tempo para se recuperar.

A rodada foi boa para a Itália. Comandadas por Del Core e Piccinini, elas venceram a China, dona da casa, por 3 sets a 0 e estão isoladas na liderança. O time jogou solto, deu aula de bloqueio e soube controlar as tentativas de domínio das chinesas. No outro jogo da rodada, vitória suada dos Estados Unidos sobre a Polônia. E isso é mais um alerta para o Brasil. Se as polonesas quase venceram as norte-americanas, também podem nos dar trabalho (veja a classificação geral).

Resultados da rodada
Estados Unidos 3 x 2 Polônia (13/25, 18/25, 28/26, 25/19 e 15/12)
Brasil 1 x 3 Japão (25/13, 23/25, 25/18, 22/25 e 13/15)
China 0 x 3 Itália (20/25, 16/25 e 21/25)

Próximos jogos (quinta-feira, dia 26/08)*
2h00 – Estados Unidos x Itália
4h30 – Polônia x Brasil
8h30 – China x Japão
* horário de Brasília

P.s.: Hoje é aniversário de Bernardinho. Parabéns pelos 51 anos e boa recuperação!

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terça-feira, 24 de agosto de 2010 Seleção feminina | 08:38

As finais do Grand Prix

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Esta semana é de decisão no Grand Prix. Brasil busca o nono título, terceiro consecutivo, a partir da madrugada de quarta-feira, contra o Japão. Para chegar até lá, a seleção, além da vitória sobre Porto Rico comentada no último post, passou por Taiwan e Polônia e chega bem treinada e preparada para a etapa decisiva.

Zé Roberto manteve o esperado, ou seja, fez testes nos jogos mais simples. Até Camila Brait e Joycinha ganharam espaço contra a frágil equipe de Taiwan. Já contra a Polônia, que teoricamente seria o rival mais complicado, as titulares voltaram. A dúvida segue no levantamento. Fabíola foi escalada e pode seguir no time principal, mas Dani Lins ainda não foi descartada.

E os testes foram positivos para a seleção. Assim como na vitória sobre Porto Rico, a equipe nacional se comportou bem com as mudanças. Contra Taiwan, as brasileiras chegaram a se perder um pouco quando o ataque asiático entrava, mas assim que elas retomavam a concentração, cresciam com facilidade na partida (leia mais). Já diante da Polônia foi domínio no primeiro set e susto no segundo, com a vitória apenas no 27 a 25. O time vacilou, mas pelo menos soube se recuperar e fechar a partida na sequência (leia mais). A possível síndrome cubana citada há alguns posts parece mesmo não existir. Que bom!

Mas agora, como já disse Zé Roberto, é hora de se preparar para a maratona. Serão cinco jogos em cinco dias e o melhor na somatória fica com o título, sem semifinal ou final. A lição que fica desses últimos confrontos é não cometer erros bobos, ou pode não haver tempo para a recuperação. Por outro lado, deu para colocar todo mundo para atuar e dar ritmo, mesmo com jogos simples e com cara de treino.

O Brasil enfrenta o Japão às 4h30 da quarta-feira (horário de Brasília). Será o segundo confronto entre as duas equipes no Grand Prix. No primeiro, em São Carlos, a seleção venceu com por 3 sets a 0. Mas é bom ligar o alerta. As japonesas já passaram pela Itália, único time a bater o Brasil, e tem um grande volume de jogo. É aquele time contra o qual precisa ter paciência para explorar até achar espaço para a bola cair, pois sabe defender muito bem. Além disso, elas são altas, com diversas atletas com mais de 1,80m, inclusive os destaques do time: Saori (maior pontuadora e dona do segundo melhor saque do Grand Prix) e Inoue (melhor bloqueadora do torneio).

Mas o jogo dessa fase final promete ser mesmo Brasil x Itália, na madrugada do sábado. Pode ser a revanche da seleção e o troco pelo título da Copa dos Campeões perdido na temporada passada. Vamos ver se os “treinos” fizeram bem à seleção brasileira. Que venha mais um título!

As finais do Grand Prix*
dia 25/08 – às 4h30- Brasil x Japão
dia 26/08 – às 4h30 – Brasil x Polônia
dia 27/08 – às 4h30 – Brasil x Estados Unidos
dia 28/08 – às 4h30 – Brasil x Itália
dia 29/08 – às 8h00 – Brasil x China
*jogos terão transmissão de Band e Sportv

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