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Posts com a Tag Rússia

quarta-feira, 17 de setembro de 2014 Seleção masculina | 23:50

Sacrifício vale a vaga na semifinal no Mundial

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Segunda fase do Campeonato Mundial, uma vitória e uma derrota para o Brasil, a vaga na semifinal assegurada e uma certeza: o sacrifício valeu a pena! Diante da Rússia, na última partida da fase anterior, Wallace (entorse no tornozelo esquerdo), Sidão (dor nas costas) e Murilo (estiramento na coxa direita) saíram machucados. Contra a Polônia, na terça-feira, Sidão conseguiu atuar, mas Wallace só entrou nas inversões e Murilo sequer foi relacionado. O Brasil perdeu por 3 sets a 2. Nesta quarta, era preciso vencer a Rússia mais uma vez para seguir no torneio e todo mundo foi para quadra. E a seleção atropelou os russos por 3 sets a 0.

Divulgação/FIVB

Murilo voltou ao time titular na vitória por 3 a 0 sobre a Rússia no Campeonato Mundial

Dos machucados, quem faz mais falta ao time é Murilo. Desde que voltou na Liga Mundial, ele é peça fundamental para a recepção. Lipe foi titular contra a Polônia na vaga de Murilo. Com ele, o Brasil ganha mais uma opção no ataque. Lipe foi o terceiro melhor atacante da partida (colocou 13 bolas no chão no total) e ainda fez três bloqueio. Entretanto, com ele, o fundo de quadra acaba um pouco pior. Mario Junior fica sobrecarregado e Lucarelli tem que ajudar mais no passe também. E Lucarelli vive uma excelente fase no ataque e melhorou no passe, mas ainda não é o Murilo.

Nesta tarde, contra a Rússia, Murilo foi para o sacrifício e voltou a ser titular. E a atuação dele na recepção foi até melhor que a de Mario Junior. Enquanto o ponteiro teve um aproveitamento de 57,89%, o líbero ficou nos 55.56%. Na rede, Murilo fez quatro pontos no ataque e um no bloqueio. Aí está o exemplo de que o Brasil com Lipe pode ganhar na rede, mas fica com mais volume de jogo com Murilo. E no caso da nossa seleção, que joga muito bem com os meios, vale, e muito, ter um bom fundo de quadra e passe na mão de Bruninho.

Além disso, o Brasil segue bem no saque e esse fundamento ajudou a diante dos russos, por exemplo. A seleção abriu vantagem com bons saques no primeiro e no segundo set. E ainda fez uma série de bloqueios (fundamento que, como sabemos, é ajudado por um saque que quebra a recepção rival) que levaram até o match point. Para fechar, uma ajuda dos russos com toque na rede.

O sacrifício de Murilo compensou para o passe. E ainda inspirou Wallace, que também ignorou a dor no entorse no tornozelo e foi titular e ainda terminou o jogo como segundo maior pontuador, com 14 acertos, atrás de Lucarelli, que fez 15 pontos.

Leia mais: Ignoramos a provocação e isso até incomodou o time deles, diz Wallace

Wallace também destacou outro ponto importante. Depois de tanto sofrer diante dos russos, o Brasil aprendeu a encarar o rival não apenas recepcionando bem e marcando os gigantes rivais, mas também mantendo a cabeça no lugar. Jogo contra a Rússia é jogo de provocação na cara o tempo todo e, como Wallace disse, os brasileiros souberam ignorar isso. E o oposto tem razão quando fala que ignorar pode até irritar ainda mais do que responder. Quem gosta de ser ignorado? Ninguém. E o melhor jeito de responder a uma provocação é deixar o cara falando sozinho e ainda aplicar um 3 a 0 no placar.

Que venha a semifinal!

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segunda-feira, 25 de agosto de 2014 Seleção feminina | 10:47

Brasil leva ouro no GP e mostra que pressão pode fazer bem

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E a seleção brasileira feminina de vôlei faturou o 10º título no Grand Prix neste final de semana. A equipe venceu o Japão por 3 a 0 na “final da competição” (torneio é de pontos corridos na fase final, e brasileiras e japonesas tinham chances de ficar com a taça no último jogo) e ficou mais uma vez com o ouro. E a medalha mostra que um pouco de pressão pode fazer muito bem para um time.

Divulgação/FIVB

Brasil com o ouro no pódio no Grand Prix

Quem nunca escutou no vôlei que uma boa equipe não tem apenas os seis titulares, mas 12 jogadores? Esse pensamento parece não se adequar muito à seleção feminina. Por lá, há uma disputa entre titulares e reservas e isso dá um bom resultado em quadra. Na fase fina, diante da Turquia, o Brasil não levou um 3 a 0 porque José Roberto Guimarães mexeu e colocou reservas em quadra. Com Tandara, Gabi, Carol, Fabíola e Monique, em alguns momentos, a equipe levou o jogo para o tie-break. Perdeu por 3 sets a 2, mas a atuação serviu para acordar as titulares.

Os melhores: Brasil coloca três jogadoras e o técnico Zé Roberto na seleção do Grand Prix

Com a equipe principal de novo em quadra, o Brasil cresceu e só venceu na fase final. Marcou 3 a 0 para cima da China, passeou com outro 3 a 0 diante da Bélgica e chegou ao jogo contra as russas tendo que vencer para seguir com chances de título. E veio mais um 3 a 0, resultado que coloca mais uma pedra em cima do fantasma de Brasil x Rússia, que fica cada vez mais em passado distante (nas Olimpíadas de Atenas, em 2004, e na final do Mundial de 2010, para ser mais exata).

Leia ainda: Zé Roberto elogia recuperação do Brasil no Grand Prix

Era a hora do último jogo no Grand Prix. Para ficar com o título era preciso um 3 a 0 ou um 3 a 1 contra o Japão. Foi mais um 3 a 0, com dois sets tranquilos e dificuldade na última parcial. Mas o Brasil foi bem e ainda agradeceu os 29 pontos dados e em erros pelas japonesas para conquistar o 10º título no torneio.

E também: Melhor jogadora da final, Sheilla destaca poder de reação da seleção

Agora é pensar no Mundial, o título que falta para essa seleção. As expectativas são boas. Além de ser uma geração que venceu Olimpíada, Grand Prix e outros torneios, Zé Roberto já está fazendo uma renovação no time. Já contava com Gabi como ponteira e agora ainda tem a jovem Carol pelo meio, por exemplo. E renovação tem que ser feita assim, aos poucos, para que as mais experientes realmente possam passar o bastão para as novatas. Para ajudar, as meninas que estão chegando estão bem e pressionam as titulares a manter o alto nível se não quiserem parar no banco. Olha a pressão fazendo bem, aí.

Falando nisso, quando as titulares voltaram depois da derrota para a Turquia, o Brasil teve as suas melhores atuações. Como as atletas falaram depois do título, o Grand Prix mostrou superação e poder de reação do time. E uma reação rápida. Depois de perder levando 12 aces da Turquia, a seleção se encaixou e soube voltar a trabalhar com passe na mão. Diante da Rússia, por exemplo, o time já estava pronto de novo e segurou as europeias com bloqueio tocando em muitas bolas (foram 16 pontos diretos e diversas amortecidas) e defendendo, o que facilita o jogo.

Que venha o Mundial! O torneio começa dia 23 de setembro, na Itália.

P.s.: Só lembrando que estou na cobertura de eleições aqui no iG, então peço um pouco de paciência de vocês se demorar para escrever… =(

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segunda-feira, 21 de outubro de 2013 Diversos | 06:50

Sada dá aula e coloca Brasil no topo no Mundial

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Divulgação/FIVB

Sada Cruzeiro é campeão mundial de clubes

O Brasil é campeão mundial de clubes de vôlei! No domingo, o Sada Cruzeiro bateu os russos do Lokomotiv Novosibirsk por 3 sets a 0 (25/20, 25/19 e 25/20) e conquistou o título do torneio. Pela primeira vez o país fatura o torneio masculino. E foi uma vitória e tanto em casa, e com casa cheia.

Leia mais sobre a partida: Sada Cruzeiro atropela o Lokomotiv e fatura o Mundial de Clubes pela primeira vez

No primeiro encontro entre mineiros e russos no Mundial, o placar apontou 3 a 2 para os europeus. Desta vez, na hora da decisão, o Sada Cruzeiro liderou praticamente o tempo todo. Se o saque foi o trunfo russo na classificatória, agora o saque foi a arma mineira. Foram seis aces, quatro só com o ponteiro cubano Leal. Mas o jogo teve muito mais do que isso…

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Logo no primeiro set, o Cruzeiro mostrou a sua cara. O time iria arriscar, sem medo. A equipe mineira deu 10 pontos em erros, mas também já emplacou saques e bloqueios certeiros. E para fechar, um dos lances da partida. Bola alta e ataque do levantador William para marcar o 25º pontos. Nas parciais seguintes, o Lokomotiv Novosibirsk saiu na frente, mas logo o Sada Cruzeiro se recuperou. Se no segundo seta virada veio com defesa de Serginho em um lance e bloqueio de Éder em outros, no set seguinte Leal emplacou uma série de aces e fez o time da casa abrir no placar.

A final foi uma bela mostra de conjunto. Williams fez o seu papel na distribuição e ainda foi eleito o melhor levantador do torneio. Leal, como já dissemos, ajudou e muito no saque e também no ataque. Também ficou com prêmio individual. O líbero Serginho, mais um premiado, salvou bolas que levantaram a torcida. Os centrais Douglas e Eder também pontuaram. O primeiro é cara veloz, que mesmo baixo consegue atacar e ser uma sombra no bloqueio. O outro foi uma das poucas mudanças para a temporada e se encaixou muito bem à equipe, colaborando ainda mais no bloqueio e em momentos chaves. E claro, Wallace. O oposto foi o melhor jogador do Mundial de Clubes. Acho que isso já diz o que ele mostrou em Betim.

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E um dos trunfos do Sada Cruzeiro, que foi vice no Mundial de 2012, é manter a base a tanto tempo. William, Filipe, Serginho, Wallace e outros seguem no time entra temporada e sai temporada. Leal chegou muito bem no ano passado e, agora, Éder e Isac são os novatos. Nada de mudar tudo de um ano para o outro. Com isso, os jogadores ganham confiança uns nos outros. Isso sem contar que estamos falando de jogadores com talento e que esse talento deu muito certo junto.

Acho que a frase do técnico Marcelo Mendez ao final do partida resume tudo: “Jogamos muito”, disse o argentino.

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sábado, 19 de outubro de 2013 Diversos | 21:25

Brasil x Rússia na final do Mundial

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Mais um campeonato e mais uma decisão entre Brasil e Rússia no vôlei masculino. Agora será no Mundial de Clubes. O russo Lokomotiv Novosibirsk garantiu a primeira vaga na final com vitória sobre o italiano Trentino nesta tarde por 3 sets a 1. Para completar, o Sada Cruzeiro bateu o UPCN nesta noite e também se classificou. Como comentamos por aqui, o esperado aconteceu e lá vamos ao Brasil x Rússia na briga pelo ouro no Mundial!

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Divulgação/FIVB

Sada foi bem no saque e no bloqueio diante da UPCN na semifinal do Mundial de Clubes

E o Sada Cruzeiro passou pela semifinal se valendo justamente da arma que os russos usaram contra eles na partida da primeira fase: o saque. O serviço foi forçado e veio com alguns erros, mas conseguiu fazer sete pontos diretos e quebrar o passe argentino. Ou seja, valeu a pena arriscar. O UPCN não fez um ace seque na partida! E com bom saque, como estamos cansados de saber, fica mais fácil atuar bem no bloqueio.

Os donos da casa dominaram a partida diante dos argentinos e nas entrevista em quadra após o jogo se mostraram mordidos com a derrota para o Lokomotiv Novosibirsk ainda na classificação. Naquele dia foi um 3 a 2 equilibrado. Agora, a chance da vingança e que ainda vale o ouro será neste domingo, às 16h (horário de Brasília).

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Esse sentimento pode motivar para a decisão, mas também é preciso cabeça no lugar para enfrentar os russos mais uma vez. De novo o saque virá pesado, sem dúvida. E o ataque, que conta com europeus e o conhecido dos brasileiros Camejo, nem se fala. O Sada Cruzeiro tem que mostrar volume de jogo para ter um resultado diferente da primeira partida. Mas acho que, ainda mais depois de já ter encarado o adversário no torneio, sabe o que deve fazer. A final promete…

O histórico de Brasil x Rússia no vôlei masculino não é favorável, pelo menos se pensarmos em seleção. Teve Liga Mundial, Olimpíadas, Mundial sub 21… E agora, quem leva a melhor? A história de finais pode começar a mudar com o Mundial de Clubes?

Espero ginásio cheio em Betim, Minas Gerais, para uma força a mais. Para o Brasil, sediar o Mundial é um reconhecimento. E a torcida mineira já foi apontada pelos rivais como o sétimo jogador para o Sada Cruzeiro. A decisão será no mesmo horário que a primeira leva de jogos do Campeonato Brasileiro de futebol. Pelo menos o Cruzeiro joga apenas às 18h30 e ainda fora de casa, diante do Coritiba. Que a final do Campeonato Mundial de clubes de vôlei tenha a devida atenção!

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quarta-feira, 17 de julho de 2013 Seleção masculina | 22:23

Mais um 3 a 2 para a Rússia contra o Brasil

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*atualizado

O Brasil começou a fase final da Liga Mundial diante da Rússia e, mais uma vez, perdeu por 3 sets a 2 para os rivais europeus. Foi assim na Liga Mundial em 2011. Foi assim na final olímpica em Londres em 2012. E agora nesta quarta-feira, em Mar Del Plata. A diferença é que não foi aquela virada como no ano passado e tudo caminhava para um 3 a 1 para a seleção nacional. Mas os russos levaram a melhor.

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Divulgação/FIVB

Bloqueio da Rússia marcou bem o ataque brasileiro

O que faltou ao time brasileiro dessa vez? Acho que um pouco do de sempre. Faltou manter a regularidade e a cabeça no lugar. O Brasil começou mal, errando muito e virando poucas bolas no ataque. Perdeu o primeiro set entregando 10 pontos de graça. Depois, encaixou saque e bloqueio. Bruninho, um dos baixinhos do time, começou a reação no bloqueio! Lucão apareceu no saque e ainda ganhou a companhia de Lucarelli. Para ajudar, Wallace entrou no lugar de Vissotto e, com mais potência, fez o ataque entrar. Depois disso, o ataque como um todo do time começou a funcionar mais. Foram dois sets assim, bem na partida, pressionando, errando menos, variando e virando o placar.

Aí veio o quarto set. E aí faltou manter o mesmo ritmo. Do outro lado, a Rússia que conseguiu encaixar mais o saque e quebrar o passe brasileiro. Sem bolas muito boas, a jogada de meio, segurança do Brasil, não foi tão eficiente. Os russos cresceram, continuaram sacando forte e fizeram o que sabe que é a marcação forte no bloqueio. Com 17 pontos no fundamento, fecharam o quarto e o quinto sets e o jogo.

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Mas a partida teve outros pontos a serem destacados. O gigante Musersky, que assombrou o Brasil na final olímpica improvisado na saída, voltou ao meio e não assustou tanto assim. Ele fez seus pontos de ataque e bloqueio, mas também foi parado pelo bloqueio brasileiro. Entretanto, a Rússia contou com poder de ataque na outras posições. Pavlov colocou 27 bolas no chão  e foi o maior pontuador do jogo. Mas Spiridonov também virou quando acionado. Eles arrumaram o saque ao longo do jogo, se mantiveram firmes e venceram.

Reprodução/FIVB

Spiridonov, o Tintin russo. E também o provocador do time

E como os russos provocaram… Desde o primeiro set, eles provocaram. Nesse quesito, Spiridonov foi o rei. O jogador, que é cara do personagem do desenho do Tintin, é um bom jogador, tem bons fundamentos, mas como é chato! Tanto provocou que até levou vermelho. Acho que o Brasil se manteve bem, respondeu na bola quando deu e não se deixou levar. Mas não é que justo o Tintin russo marcou o ponto derradeiro? O jeito foi engolir e guardar para o próximo jogo.

O lado bom do Brasil foi a defesa. Como o líbero Mario Jr defendeu nesta partida! Ele estava muito bem posicionado em quadra, salvou diversas pancadas e fez um bom trabalho com o bloqueio. Que continue assim! Pena que nem sempre os contra-ataques passaram pelo sistema defensivo da Rússia e outros acabaram desperdiçados com erros…

Brasil volta para quadra na sexta-feira e encara o Canadá, às 16h30 (horário de Brasília). Como os dois primeiros do grupo se classificam e os russos devem ficar com a liderança porque devem passar pelos canadenses, resta à seleção fazer a sua parte no próximo jogo para se classificar. Nível para isso tem!

P.s.: Aproveitando, Felipe Marques, leitor aqui do blog, me perguntou o que achei da lista de jogadores que Bernardinho levou para  a fase final. Bem, Felipe, eu achei justa. Rapha, por exemplo, é um bom levantador, mas teve a lesão na mão no final da temporada na Itália e pouco atuou. E William tem entrado muito bem na seleção, como você mesmo destacou nos comentários. Renan é um oposto alto, jovem, mas é bom ter uma variação na posição. Já tem o Vissotto que é o grandão, é interessante ter o Wallace com seu estilo cubano. Acho que Bernardinho optou por quem ele mais testou e correspondeu! Agora é seguir acompanhando o time na fase final e quem quiser comentar, perguntar ou dar seus palpites, é só deixar o seu recado por aqui!

P.s.2: Canadá venceu a Rússia por 3 sets a 2 e embolou o grupo na noite de quinta-feira. Alguém esperava por isso? Eu não…

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domingo, 12 de agosto de 2012 Seleção masculina | 13:32

Brasil para em Muserskiy e no técnico russo e fica com a prata

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Derrota na final olímpica dói para qualquer um. Se a derrota for de virada, então… E foi assim que a seleção brasileira masculina de vôlei perdeu a decisão deste domingo para a Rússia e ficou com a medalha de prata em Londres.

Se a equipe feminina colocou a cabeça no lugar ao longo do torneio e até se recuperou de um primeiro set no qual foi atropelada para vencer os Estados Unidos na final,  a masculina não conseguiu reagir. O time de Bernadinho venceu os dois primeiros sets contra os russos com sobras. Murilo começou o jogo arrasando e, mesmo com o saque muito forçado, o passe brasileiro estava saindo. E o saque do Brasil entrou bem no segundo set, tanto que foi a melhor parcial da seleção no bloqueio.

Tudo caminhava para os 3 sets a 0 e mais uma medalha de ouro para o vôlei. Mas aí veio a grande jogada da partida. O técnico Vladimir Alenko mudou o seu esquema e, ali, ganhou o primeiro lugar no pódio. Ele colocou o gigante Dmitry Muserskiy, de 2,018m como oposto, deslocou Maxim Mikhaylov para a ponta e ficou com Volkov e Apalikov como meios.

No começo, parecia que os belos ataques de Muserskiy não compensariam os erros de recepção de Mikhaylov. O Brasil se perdeu um pouco, mas até chegou a ter duas bolas para liquidar a partida. Errou nas duas e deixou a Rússia fechar o set e, depois,  o jogo.

Leia mais sobre a decisão: Brasil sofre pane, perde para a Rússia e fica com a prata no vôlei masculino

Alenko e Muserskiy venceram esse jogo. O técnico pela ousadia de mudar o time durante uma final olímpica. E o gigante por virar tudo quando foi acionado. Ele marcou 31 pontos e não foi parado nenhuma vez no bloqueio pelo Brasil. Já o time nacional foi se perdendo. Primeiro, parou de acertar o saque e de usar Mikhaylov lá no fundo. Depois, perdeu o passe na mão e, tendo que usar bolas mais afastadas ou altas, ficou no bloqueio da Rússia ou viu os europeus defenderem e matarem no contra-ataque, sempre com Muserskiy, até o último ponto do tie-break.

O Brasil parou em quadra com a mudança da Rússia. E os russos acreditaram que poderiam virar e viraram. Eles ganharam o ouro em quadra e também no banco de reservas. Vladimir Alenko mudou quando não tinha mais o que fazer. Era ganhar aquele set e partir para a briga ou voltar para casa. E eles conseguiram.

A seleção fez uma boa campanha em Londres e, depois da Liga Mundial bem apática e sem convicção, voltou a ser aquela seleção que joga com garra, vibração e soltando o braço no ataque. Mas nesta final foi assim no primeiro set, depois não deu mais. Ainda não assim, dá para reconhecer o que eles fizeram de bom em Londres. Bruninho se mostrou muito mais maduro, por exemplo, comandando o Brasil. Murilo voltou a decidir com sua “chicotada”. Dante ajudou no passe e também se achou no ataque ao longo do torneio. Mas na final, quando tinha que ter tudo isso e mais alguma coisa, faltou cabeça no lugar para entender a mudança dos russos e se segurar mesmo levando pancada de Muserskiy a cada ponto.

As lesões também atrapalharam. Leandro Vissotto estava finalmente muito bem na bola mais acelerada com Bruno e ajudando quando teve a contusão na coxa. Wallace, de forma alguma leva qualquer culpa. Ele entrou, segurou as pontas e fez seu trabalho. Mas faz falta não ter um cara no banco para as inversões.

E neste domingo ainda teve Dante que saiu com dores e voltou sem o mesmo rendimento. Para completar, Giba estava muito sem ritmo. Entrou e não correspondeu. Deu lugar a Thiago Alves, que parece ter sentido demais a pressão da Olimpíada e não conseguiu render. Não restavam mais alternativas no banco, tanto que no final, até Rodrigão estava atacando pela ponta. A diferença foi que na Rússia, o meio virou oposto, função que também já estava acostumado a fazer, e foi o cara do jogo.

As Olimpíadas acabam com um ouro, uma prata e um gosto amargo desta derrota.

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terça-feira, 7 de agosto de 2012 Seleção feminina | 15:14

Paciência, cabeça no lugar e Sheilla levam Brasil à semifinal

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A Rússia era a favorita para as quartas de final contra o Brasil no vôlei feminino. A Rússia era o time ainda invicto na competição enquanto o Brasil sofreu na primeira fase. Mas nesta terça-feira, as brasileiras tiveram paciência e cabeça no lugar, salvaram seis match points e venceram as russas no tie-break. Que partida!

Leia mais sobre a partida: Brasil salva seis match points e avança à semi no vôlei feminino

Já conversamos muito por aqui sobre os apagões do Brasil em quadra, os vacilos de quando o time está sob pressão. Mas parece que tudo isso fez a seleção crescer e se acertar quando era fundamental. No jogo contra a Rússia, a equipe nacional perdeu o primeiro set, se recuperou, levou o jogo para o tie-break e não teve nenhuma pane, dessa vez.

Sheilla foi a oposta de verdade, que chamou o jogo. Mesmo com a Rússia na frente, ela recebeu bola e colocou no chão, segurando o Brasil na briga. Méritos também para Dani Lins, que sentiu a sua oposta confiante seguiu com ela. Sheilla, pelo que fez no finalzinho do jogo, merece o destaque!

Quem também correspondeu foi a central Thaísa, forte no ataque e ajudando no bloqueio. Se Sheilla foi a maior pontuadora, com 27 acertos, a central colocou 24 bolas no chão. Mais uma vez, jogo inteligente de Dani Lins e boa armação de Zé Roberto. Se a Rússia é boa no bloqueio, vamos acelerar com o meio. E se Thaísa estiver virando, melhor ainda!

Fabiana, capitã e outra central, ficou algumas vezes no bloqueio, mas não se abalou. E foi essa a melhor coisa que senti no time. Elas não se abalaram com os erros ou quando foram paradas no bloqueio e seguiram jogando. Olha o tal lado psicológico que tanto já comentamos entrando nos eixos.

E o jogo também foi de defesas dos dois lados. Bem que vocês já tinham falado aqui da atuação da Rússia no fundo de quadra. Elas aprenderam, sim, a defender e recuperaram lindas bolas. O Brasil também. Foram vários ralis com lindas defesas para se assistir.

Para completar, saque e bloqueio do Brasil funcionaram. O jogo acabou 5 a 1 em aces e 12 a 9 em bloqueios. Sokolova e Ganchorova, melhores atacantes da Rússia, passaram sozinhas em diversas bolas, mas também tiveram dificuldades em outras. Esse era o jogo. Não dá para parar tudo, mas tem que colocar pressão. E isso fica mais fácil quando o saque faz a sua parte.

E até Zé Roberto reclamou do grupo complicado do Brasil na primeira fase, mas ter passado por tanto sufoco para se classificar pode ter feito o time acordar e crescer. A vitória veio e a classificação para as semifinais também. O jogo foi bom, mas ainda dá para melhorar. No terceiro set, por exemplo, o Brasil deu uma parada, alivou a marcação e recolocou Gamova no jogo. Mas, soube se acertar. Antes, poderia ter fechado o segundo set com mais tranquilidade, depois de ter aberto 18 a 10. Outra vez, deu para recuperar. Experiência deve ter contado.

A partida valeu para, mais uma vez, acabar com o trauma das russas em decisão. O Brasil pode ter ganhado delas em Pequim e na semi do Grand Prix de 2011, mas as derrotas nas finais do Mundial em 2010 e 2006 e os 24 a 19 na smei de Atenas sempre reaparecem. Agora é hora de comemorar, sim. Mas vale comemorar pouco porque a semifinal em Londres será contra o Japão, um time diferente, que joga mais acelerado e tem uma das melhores levantadoras. Vamos fazer festa, mas vamos pensar também que ainda tem jogo pela frente.

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terça-feira, 31 de julho de 2012 Seleção masculina | 21:22

Brasil volta a ter cara de Brasil no vôlei masculino

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Depois da estreia contra a Tunísia, o primeiro teste do Brasil em Londres no vôlei masculino foi nesta terça-feira, contra a Rússia. E o time de Bernardinho foi aprovado com um 3 sets a 0 no placar. Depois deste jogo, parece que o Brasil está voltando a ser o Brasil.

Durante a Liga Mundial a reclamação era de que o time estava apático, sem convicção em quadra, jogando por jogar. Em Londres, eles entraram com força total para cima dos russos e o placar indica que a mudança de atitude deu certo. Para mais detalhes e o set a set, segue o relato que fiz para o iG.

Leia mais: Brasil volta à velha forma, vence Rússia e segue invicto

O saque brasileiro entrou bem. Eles conseguiram forçar e dar trabalho à recepção russa. E também aliviar e surpreender. Fazia tempo que um jogo não me agradava assim neste fundamento. Do outro lado, Mikhaylov, aquele mesmo oposto que fez uma grande final da Liga Mundial de 2011, deu muito trabalho no final do segundo set no saque, fez a Rússia encostar. Mas se eles também sabiam forçar o serviço, como deram p0ntos em erros… E não adianta forçar demais e errar demais também. O Brasil entendeu isso. Até que errou também, mas soube variar.

Além disso, a defesa estava ligada. Serginho foi bem e recuperou diversas bolas. Isso com ajuda do bloqueio, que acertou o tempo dos grandões. E que bloqueio na hora certa de Leandro Vissotto já no final do terceiro set! E também que levantamentos de Serginho quando a bola sobrou para ele!

A seleção só bobeou no começo do último set. O ataque parou de entrar e Bernardinho mexeu. Ricardinho entrou e dessa vez, justiça seja feita, acertou o tempo de bola e conseguiu fazer um jogo acelerado no tempo que ficou em quadra. E Murilo, mais um que boi abaixo na Liga Mundial, voltou a ser decisivo e a soltar o braço no saque e no ataque. O ombro deve estar bem!

Foi um bom jogo, disputado, com defesas dos dois lados e um belo resultado. Que esse espírito siga com a seleção em Londres e aquele time da Liga Mundial fique mesmo no passado!

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quarta-feira, 13 de junho de 2012 Seleção feminina, Seleção masculina | 10:35

Brasil no "grupo da morte" nas Olimpíadas

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A FIVB (Federação Internacional de vôlei) confirmou na terça-feira os grupos das Olimpíadas de Londres. E o caminho não será fácil nem para a seleção masculina nem para a feminina. Veja como ficou a divisão no quadro abaixo:

No masculino, o problema logo de cara pode ser a Rússia. A equipe se renovou bem durante o ciclo olímpico, venceu a Liga Mundial e a Copa do Mundo e chega forte às Olimpíadas. Tem jogadores como o oposto Mikhaylov, um atleta jovem, mas que já tem uma certa experiência internacional e sabe decidir.

No grupo B também tem a Sérvia, que ficou sem o ídolo Milijkovic, que resolveu se aposentar, mas garantiu a vaga no Pré-Olímpico mundial e tem outros bons atacantes. Já os Estados Unidos não são os mesmos que foram campeões em 2008 sem o levantador Ball, mas sempre crescem contra o Brasil. E eles seguem com Stanley e outras potências no saque e no ataque, sem contar com o volume na defesa. Alemanha e Tunísia sobraram no grupo…

Leia mais: Calendário da Liga Mundial preocupa Bernardinho

No feminino, os Estados Unidos, líderes do ranking mundial, também estão no caminho do Brasil, mas, por aqui, devem dar ainda mais trabalho. Se os homens sabem defender, nem é preciso falar das mulheres. E agora a equipe tem, além de suas estrelas, Hooker depois de uma ótima temporada aqui na Superliga. Acho que essa será uma das seleções a ser batida.

Depois vem Sérvia e Turquia. As sérvias, como as russas, são altas e boas jogadoras. Já a Turquia venceu o Pré-Olímpico europeu e ganhou moral. Para piorar, o grupo ainda tem China e Coreia, seleções asiáticas chatas e experientes, com seu estilo de jogo rápido e potente Kim no ataque das coreanas.

Como era de se esperar, a Grã-Bretanha, cabeça de chave, acabou em grupos mais fáceis tanto no masculino quanto no feminino. Ainda assim, a vida deles não será simples. Os times se classificaram às Olimpíadas por serem do país-sede e não por méritos em quadra.

Cuba fora dos Jogos Olímpicos

O triste em olhar para esses grupos e não ver Cuba nem no masculino e nem no feminino. Entre as mulheres, a seleção perdeu a chance se de classificar na Norceca e só levou pancada no Pré-Olímpico mundial. A equipe não conseguiu se renovar e há tempos nem lembrava aquele conjunto que tanto provocou o Brasil nos anos 90.

Mais detalhes: Seleção masculina perde, e Cuba fica fora do vôlei nas Olimpíadas

No masculino, entretanto, Cuba estava conseguindo se manter entre os melhores e, em 2010, fez a final do Campeonato Mundial contra o Brasil. No ano aseguinte, com suspeita de plano de fuga (problema comum no país), cortou nomes importantes do time, como Simon. Restaram o promissor Leon, Mesa, Diaz e Bell, mas o time não conseguiu a vaga no Pré-Olímpico na Alemanha. Fim de uma tradição nos Jogos Olímpicos e reflexo de problemas do país.

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domingo, 27 de maio de 2012 Diversos | 15:29

Vôlei feminino completo para as Olimpíadas

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*atualizado dia 29/05, às 9h48

Servia - FIVB

Sérvia comemora vitória sobre o Japão e vaga nas Olimpíadas de Londres

Acabou neste domingo o Pré-Olímpico mundial para as mulheres no vôlei. Depois do vexame de Cuba, que passou longe da vaga olímpica, Rússia, Coreia do Sul, Sérvia e Japão completaram as seleções que vão brigar nas Olimpíadas de Londres. O que vocês acharam? O torneio teve o resultado esperado?

Leia também: Cuba perde e está fora do vôlei feminino em Londres

Rússia foi o melhor time do campeonato, com sete vitórias e apenas um set perdido, na partida contra a Sérvia. Como de costume, Gamova foi a maior pontuadora em todas os jogos (apenas contra as sérvias ela marcou os mesmos 18 pontos que Estes). O time teve pouquíssimas mudanças, Merkulova entrou em alguns momentos, e Tatiana Kosheleva, importante peça da equipe que se machucou no Pré-Olímpico europeu, não entrou. A Rússia segue como uma potência e para Londres terá de novo Sokolova, que dá bastante volume ao time. Vai dar trabalho, mais uma vez.

A seleção da Coreia acabou na segunda colocação no Pré-Olímpico mundial, com duas derrotas, para Sérvia e Rússia. Por aqui, a segurança é a oposto Kim. Ela foi a maior pontuadora em cinco das sete partidas do time e chegou a marcar 34 pontos na vitória sobre o Japão. É um time asiático, de defesa e volume, mas com essa atacante forte e que sabe resolver.

Depois veio a Servia, apontada há tempos como grande time europeu, capaz de desbancar a Rússia no continente. Elas estavam desfalcadas no torneio, mas também têm jogadoras altas e rápidas e garantiram a vaga em Londres com uma vitória por 3 sets a 2 sobre o Japão, dono da casa. É mais uma seleção que pode brigar por medalha nas Olimpíadas.

E essa vitória ni tie-break fechou a lista, deixando o Japão na quarta colocação e dando a eles a vaga como a melhor seleção asiática fora do “top três”. Segundo o técnico Masayoshi Manabe, a equipe entrou nervosa contra a Sérvia e precisa melhorar a recepção. Mas os comentários foram que o time entregou, já que os 3 a 2 classificariam japonesas e sérvias para as Olimpíadas. Não consegui acompanhar o jogo, mas disseram aqui nos comentários que o Japão errou demais no último set. Bom, está na hora de rever esses regulamentos para impedir qualquer tipo de combinação…

Com o final do Pré-Olímpico mundial, Londres receberá Brasil, Grã-Bretanha, Itália, Estados Unidos, China, Argélia, Turquia, República Dominicana e as quatro últimas classificadas no torneio feminino de vôlei. E agora, quais são as seleções que subirão ao pódio nas Olimpíadas? Façam suas apostas!

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