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segunda-feira, 13 de agosto de 2012 Seleção feminina, Seleção masculina | 07:00

E agora, quem buscará o ouro no vôlei em 2016?

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A final olímpica de Londres também foi a despedida de algumas estrelas da seleção brasileira masculina de vôlei. O ponteiro Giba, o líbero Serginho e o meio-de-rede Rodrigão já deram adeus ao time. O levantador Ricardinho deve seguir o mesmo caminho e não segue até as próximas Olimpíadas.  Dante diz que pensa em jogar no Rio, mas será que as dores e os problemas com joelho deixam ele continuar? E com essas despedidas, quem deve estar em quadra daqui a quatro anos para buscar o ouro em casa?

Leia também: Vôlei termina Olimpíadas como o esporte mais vencedor do Brasil

Murilo, eleito o melhor jogador das Olimpíadas, é o sucesso de Giba na seleção

Na ponta, Giba já convive com seus possíveis sucessores. A faixa de capitão deve passar para Murilo, que foi destaque no Mundial de 2010 e, agora, depois de se recuperar da inflamação no ombro, teve uma boa atuação em Londres, sendo de novo um jogador decisivo no ataque e presente no fundo de quadra.

Thiago Alves sentiu o peso de uma Olimpíada e não jogou como se mostrou, por exemplo, na Liga Mundial. Ficou devendo, mas ainda é novo, tem 26 anos, e pode render no time. E Lucarelli, que estava em Londres para ajudar nos treinos da seleção, é um futuro que já se faz presente como ponta.

Rodrigão já havia perdido a posição de titular pelo meio e acompanhou Lucão e Sidão se consolidando na equipe. Os dois, um com 26 e outro com 30 anos, seguirão até 2016 e têm grandes chances e ainda formar a dupla titular nos próximos Jogos. A renovação pode vir com Isaac, um jovem de 21 anos que é da seleção de novos e já treinou no time principal. Se quiser um bloqueio alto, ainda pode apostar em Gustavão, de 26 anos, e o melhor no fundamento na última Superliga. O central tem 2,15m e também já passou pela seleção de novos. Éder que figurou como quarto central neste ciclo ainda tem idade para fazer parte do grupo também.

Leia ainda: Bernardinho chora e diz que pode deixar seleção “para não atrapalhar Bruno”

Lembrando do que já aconteceu na equipe brasileira, o líbero Serginho deve ter a sua vaga herdada mais uma vez por Mario Jr. Foi o jogador quem ocupou o lugar do veterano e foi campeão do Mundo em 2010, por exemplo.

No levantamento, Bruninho se firmou ainda mais como titular nas Olimpíadas de Londres. Ele teve uma atuação de gala e foi bastante elogiado por Bernardinho na vitória contra a Itália na semifinal, como comentamos por aqui. Além disso, sabe ousar com os centrais e está muito bem entrosado com o elenco. Amadurecendo como está, aposto em Bruno como levantador titular para o próximo ciclo e também como um jogador para dividir a responsabilidade de capitão em quadra.

E ainda: Giba desabafa sobre críticas e vê Bruninho como líder do próximo ciclo

Já Ricardinho voltou, ajudou também a desenvolver o jogo de Bruno, mas não deve ficar muito mais na seleção. Aos 36 anos, acho que não segue por mais um ciclo. Quem já recebeu a atenção da comissão foi Murilo Radke, que atuou como reserva de Bruninho na Cimed em 2011/2012 e, agora, comanda o Medley/Campinas. É novo, tem 23 anos, já jogou na base e foi campeão no Pan-Americano de 2011. Já se a ideia foi apostar em alguém mais experiente, William, do Sada/Cruzeiro, ou Rapha são mais rodados e podem ajudar, quem sabe.

Wallace entrou na vaga de Vissotto em Londres, foi bem e tem boas chances de se firmar até 2016

A posição de oposto não precisa de uma renovação imediata, mas já tem gente nova chegando. Leandro Vissotto, com 29 anos, e Wallace, com 25, têm um caminho pela frente ainda. Vissotto finalmente se entendeu com a bola mais acelerada nos primeiros jogos em Londres. E Wallace entrou como titular depois da lesão do companheiro, mostrou personalidade soltando pancadas e se firmou. É uma das melhores “heranças” de Londres para a seleção e um oposto rápido e que salta muito, que há tempos a seleção não via.

Além deles, Renan, de 2,17 m, é a promessa para a posição no novo ciclo. Era disso que o Brasil precisava na final para encarar o gigante Muserskiy, da Rússia, e seus 2,18 m. Se tivesse um jogador tão alto quanto, ficaria mais fácil, por exemplo, armar um bloqueio. E Renan já foi central, ou seja, sabe bloquear.

Leia também: Serginho chora e pede que cuidem com carinho de sua camisa na seleção

Giba, Serginho e companhia fizeram parte da geração mais vitoriosa do vôlei brasileiros, sob o comando de Bernardinho, mas um que não sabe se segue até 2016. E se o técnico sair, quem pode comandar a equipe masculina?  Eles se despediram com a prata depois de conseguirem dois match points e levarem a virada. Agora é digerir a derrota e já começar a pensar no que fazer para buscar o ouro em casa.

Já a seleção feminina, bicampeã olímpica, não deve ter tantas despedidas. Paula Pequeno chegou a dizer que deixaria o time, mas já repensou e pode tentar uma vaga na equipe para o Rio. Mas precisa crescer de produção em relação ao que mostrou em Londres. E para posição o Brasil pode contar, por exemplo, com Priscila Daroit, que chegou a disputar alguns jogos do Grand Prix na temporada e entrou bem, principalmente no saque.

Entre as mais velhas do time estão Fabizinha e Fernandinha, com 32 anos. A líbero já tem herdeira certa, que é Camila Brait, cortada na última hora para as Olimpíadas. Já a questão da levantadora ainda segue em aberto. Fernandinha não se firmou, mas Dani Lins ganhou a posição durante os Jogos e tem ainda idade para amadurecer e seguir até 2016.

E assim como no masculino, resta saber quem comandará a equipe. Zé Roberto vai buscar o tetra em casa? Se ele não ficar, quem pode assumir? Os comentários estão abertos para vocês!

P.s.: Galera, tirei uns dias de folga depois da correria total das Olimpíadas. Para piorar, cai com uma bela gripe… Assim que estiver melhor eu volto, combinado?

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segunda-feira, 6 de agosto de 2012 Seleção masculina | 21:08

Brasil vence no masculino e ainda se dá bem no sorteio

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A seleção brasileira masculina de vôlei fechou a primeira fase com 3 sets a 0 contra a Alemanha. A vitória era esperada e era obrigação da equipe, bem melhor tecnicamente que a rival. Mas a melhor notícia pode ter vindo depois. No sorteio para decidir o adversário das quartas de final, com Rússia, Polônia e Argentina como candidatas, o Brasil vai enfrentar o time sul-americano.

Mas vamos por partes. Primeiro, a vitória sobre a Alemanha. Não foi mais fácil porque o Brasil errou alguns contra-ataques. Mas foi o jogo para recuperar na defesa e abusar dos meios, tanto que essa foi uma jogada de segurança com Lucão. A seleção já teve problemas no bloqueio em Londres. Agora, conseguiu marcar e pontuar ou amortecer o ataque alemão, principalmente na última parcial. Além disso, Serginho apareceu nos lugares certos na defesa. Outros também surgiram no fundo de quadra e colocaram a bola para cima. Foram poucos os erros de cobertura, o que mostra que a equipe estava concentrada naquilo que estava fazendo e, mesmo quando se viu atrás do placar, teve calma para se impor de novo e virar.

A partida também serviu para dar ritmo aos reservas. O Brasil já estava classificado e como terceiros e segundos colocados decidiriam os confrontos das quartas no tal sorteio, o placar acabava nem fazendo diferença. Bernardinho colocou Giba, Rodrigão, Wallace, Ricardinho e Thiago Alves em quadra.

O melhor deles, como está sendo nesta temporada, foi Wallace, decisivo como se costume e cada vez mais à vontade em quadra. Ricardinho fez estrago no saque e ajudou para a virada no final do segundo set. Rodrigão segue como uma boa alternativa para bloqueio e um saque balanceado. Giba recebeu pouco e Thiago Alves foi o que menos correspondeu. Ele logo virou alvo do saque rival e se atrapalhou na recepção.

Com reservas, o Brasil fez o set mais tranquilo, muito porque acertou saque e bloqueio, e fechou o jogo. Depois de pouco tempo, ficou sabendo que iria encarar a Argentina nas quartas. Uma boa notícia, já que o jogo poderia ser contra a Polônia (a pedra no sapato da equipe nacional nesta temporada depois da Liga Mundial) ou Rússia (que caiu por 3 a 0 nesta primeira fase para os brasileiros, mas sempre podem dar muito trabalho já que estão defendendo mais e tem seus gigantes no ataque).

A Argentina pode, sim, querer crescer e é um time que vem melhorando, e muito, nos últimos anos com o levantador De Cecco, e atacantes como Conte e Pereya. Infelizmente não consegui ver seus jogos nas Olimpíadas (vida corrida da redação, como vocês sabem), mas acho que se o Brasil entrar com seriedade e convicção no ataque, vence. O duelo será na quarta-feira, às 10h (horário de Brasília).

A vida do time masculino é mais tranquila que a do feminino, por exemplo. O time de Zé Roberto terá que se concentrar, arrumar qualquer falha que ainda resta no bloqueio e jogar o que sabe contra as russas, ainda invictas no torneio. E ainda assim, vejo as russas como grandes favoritas para o confronto.

E agora, o Brasil chega às semifinais no vôlei nas Olimpíadas?

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quinta-feira, 2 de agosto de 2012 Sem categoria | 20:44

Sem paciência e reação, Brasil leva virada dos EUA

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Depois das mulheres, foi a vez dos homens caírem diante dos Estados Unidos nos Jogos Olímpicos. O Brasil saiu na frente, venceu o primeiro set, mas levou a virada e acabou perdendo por 3 sets a 1 nesta quinta-feira. Segundo Bernardinho, a equipe jogou sem vida e faltou paciência para se recuperar em quadra.

Leia mais: Bernardinho reclama de excesso de erros e diz que seleção jogou “sem vida”

No primeiro set, agressividade dos dois lados. Em um lance, Priddy soltou o braço no ataque, mas Serginho conseguiu colocar a bola na mão de Bruninho, que armou para Sidão, que também deu uma linda pancada. O oposto Leandro Vissotto, que eu já reclamei porque em muitos jogos não consegui ser veloz, estava muito bem e atacando forte e na bola chutada. Apesar de alguns erros, os saque brasileiro estava dando trabalho à recepção rival. O set foi equilibrado, com vitória nacional e parecia que seria assim todo o jogo. Mas o cenário mudou.

Veja os detalhes da vitória dos EUA sobre o Brasil set a set

Aos poucos, o Brasil se perdeu e viu o saque norte-americano fazer ainda mais efeito. O bloqueio não colaborou e isso parece ter influenciado todo o time. Nos tempos, todos gritavam ao mesmo tempo para arrumar o posicionamento e em quadra, as coisas ainda davam errado. O time foi perdendo paciência e também e efetividade. Com uma bela sequências de saque de Dante, o Brasil aplicou oito pontos em sequência,virou o segundo set em 21 a 19, mas não soube se segurar. Depois, perdeu mais dois sets e o jogo.

A seleção, que começou com a atitude correta, com Bruninho usando bem o meio e variando e ataques potentes, caiu quando passou a falhar no saque, se abalou na recepção e não se achou no bloqueio. E não era segredo algum que o jogo dos EUA seria baseado na força o tempo todo. Foi assim que eles foram campeões olímpicos em Pequim. Com saque de Stanley fazendo estrago e Ball coordenando as ações. Stanley segue no time e ainda ganhou a companhia de outros bons sacadores, como Anderson. E o time achou um levantador que se deu bem. Suhxo distribuiu com coerência, chamou a atenção do Brasil com o meio, deixou as pontas livres. Fez um grande jogo.

A seleção jogou abaixo do que mostrou contra a Rússia, mas ainda está melhor do que no começo desta temporada. Ricardinho, que tanto foi criticado na volta (eu também não estava gostando das atuações dele) por estar lento e sem entrosamento, já está acelerando bem as jogadas e alinhado com os companheiros. E perder não é bom, mas pelo menos foi para um time que jogou bem, se arrumou corretamente em quadra em todos os fundamentos e errou menos que os russos. Ainda é a primeira fase e o Brasil ainda é o segundo do grupo. A vitória contra a Rússia pode ter até empolgado demais, mas a derrota para os EUA não acaba totalmente com as esperanças.

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terça-feira, 31 de julho de 2012 Seleção masculina | 21:22

Brasil volta a ter cara de Brasil no vôlei masculino

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Depois da estreia contra a Tunísia, o primeiro teste do Brasil em Londres no vôlei masculino foi nesta terça-feira, contra a Rússia. E o time de Bernardinho foi aprovado com um 3 sets a 0 no placar. Depois deste jogo, parece que o Brasil está voltando a ser o Brasil.

Durante a Liga Mundial a reclamação era de que o time estava apático, sem convicção em quadra, jogando por jogar. Em Londres, eles entraram com força total para cima dos russos e o placar indica que a mudança de atitude deu certo. Para mais detalhes e o set a set, segue o relato que fiz para o iG.

Leia mais: Brasil volta à velha forma, vence Rússia e segue invicto

O saque brasileiro entrou bem. Eles conseguiram forçar e dar trabalho à recepção russa. E também aliviar e surpreender. Fazia tempo que um jogo não me agradava assim neste fundamento. Do outro lado, Mikhaylov, aquele mesmo oposto que fez uma grande final da Liga Mundial de 2011, deu muito trabalho no final do segundo set no saque, fez a Rússia encostar. Mas se eles também sabiam forçar o serviço, como deram p0ntos em erros… E não adianta forçar demais e errar demais também. O Brasil entendeu isso. Até que errou também, mas soube variar.

Além disso, a defesa estava ligada. Serginho foi bem e recuperou diversas bolas. Isso com ajuda do bloqueio, que acertou o tempo dos grandões. E que bloqueio na hora certa de Leandro Vissotto já no final do terceiro set! E também que levantamentos de Serginho quando a bola sobrou para ele!

A seleção só bobeou no começo do último set. O ataque parou de entrar e Bernardinho mexeu. Ricardinho entrou e dessa vez, justiça seja feita, acertou o tempo de bola e conseguiu fazer um jogo acelerado no tempo que ficou em quadra. E Murilo, mais um que boi abaixo na Liga Mundial, voltou a ser decisivo e a soltar o braço no saque e no ataque. O ombro deve estar bem!

Foi um bom jogo, disputado, com defesas dos dois lados e um belo resultado. Que esse espírito siga com a seleção em Londres e aquele time da Liga Mundial fique mesmo no passado!

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segunda-feira, 2 de julho de 2012 olimpíadas, Seleção masculina | 18:33

Uns dias de férias

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Galera, estou em férias e vou ficar um pouco mais distante do blog. Nas quadras, por enquanto, a seleção feminina segue com os treinos e tenta os últimos ajustes até a estreia nas Olimpíadas. As atenções se voltam agora para o time masculino, que joga as finais da Liga Mundial.

O primeiro jogo do time de Bernardinho será nesta quarta-feira, diante de Cuba. E os jogos dessa fase vão mostrar, como comentamos por aqui, qual a real situação da equipe. Murilo e Dante já estão recuperados? E Giba, já suporta um jogo todo de cinco sets depois de voltar após a cirurgia na canela? Leandro Vissotto, ainda tem chances de também voltar e ficar com uma das vagas de oposto para Londres? Ainda tem Ricardinho, que desde que voltou não foi mais uma vez aquele excelente levantador, cheio de jogadas aceleradas e precisas que foi campeão olímpico e mundial…

Essa fase final da Liga Mundial deve dar algumas respostas e eu tentarei acompanhar alguma coisa durante as férias. E nos jogos que não tiver por aqui, vocês me contam o que for acontecendo, combinado?

Abraços, boas férias a quem também estiver de folga em julho e vamos nos falando! Até mais!

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domingo, 17 de junho de 2012 Seleção feminina, Seleção masculina | 16:48

Duas vitórias e duas derrotas e trabalho pela frente

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O final de semana do vôlei teve vitórias para homens e mulheres no sábado, e derrota para homens e mulheres no domingo. Quem acabou levando a pior foi o time de Bernardinho, que com o tropeço por 3 a 1 diante da Polônia ficou em segundo lugar do grupo e terá que esperar mais duas rodadas para saber se avança ou não às finais da Liga Mundial. Uma situação nenhum pouco confortável.

Veja como foi a vitória da Polônia sobre o Brasil set a set

Brasil x Polônia - FIVB

Polônia venceu o Brasil por 3 sets a 1 neste domingo

A Liga Mundial é um treino para as Olimpíadas, mas como já disse aqui, de que adianta esse treino se o time não chegar às finais, para encarar mais rivais de peso e realmente ser testado? E como fazer um planejamento de treinos sem saber se segue aqui no Brasil ou se viaja para a Bulgária, como já havia comentado Bernardinho?

A derrota deste domingo começou quando a seleção perdeu um contra-ataque no finalzinho do primeiro set. Ali o time se desconcentrou. Depois, conseguiu impor finalmente o ritmo na terceira parcial, mas no quarto set, Murilo errou um saque que poderia mudar a partida.

Valeu ter visto Leandro Vissotto recuperado e jogando hoje ou o Giba buscando o melhor ritmo, mas, no geral, faltou muito ao Brasil nesta primeira fase da Liga Mundial. Foram partidas sem poder de ataque, sem definição na virada de bola. Na hora do sufoco, Bernardinho apostou em Bruninho e Ricardinho, apesar de ter ido bem ao lado de Wallace (e o oposto foi destaque em vários momentos), demorou demais para se entrosar com os centrais e não correspondeu. Rodrigão surpreendeu contra a Finlândia, mas não se firmou no time titular. Já Thiago Alves voltou muito bem da temporada do Japão e forma boa dupla no momento de ponteiros com Murilo, já que Dante segue lesionado. E o Brasil ainda teve partidas muito bem no saque, mas caiu depois. Posso estar sendo pessimista, mas chegando ou não à fase final, trabalho não faltará em Saquarema.

E as mulheres vivem com altos e baixos, assim como foi no primeiro final de semana de Grand Prix. Contra a Alemanha, deu tempo de se recuperar em 3 a 1. Mas como explicar a atuação diante da Itália, por exemplo? O time de Zé Roberto conseguiu uma linda virada, saindo de 24 a 20 e vencendo o set. Depois, levou um 25 a 14 e devolveu com passeio em 25 a 15. Era para embalar e acabar logo, não? Não. A Itália quem venceu o quarto set e o Brasil teve que decidir o tie-break.

Agora há pouco, contra os Estados Unidos, a seleção começou com volume de jogo e aproveitando os contra-ataques. Venceu o primeiro set e, depois, parou e as norte-americanas venceram por 3 sets a 1.

Veja set a a set a vitória dos EUA sobre o Brasil no Grand Prix

Jaqueline - Vipcomm

EUA cresce e vence Brasil de virada no Grand Prix

Para as mulheres, foi apenas uma derrota que ainda não ameaça a classificação. E Zé Roberto deve seguir com os testes, que já deram alguns resultados positivos. Fernandinha ainda me parece mais consistente para ser a segunda levantadora. Mari conseguiu pontuar mais. Contra a Itália, entrou no final do set da virada e ajudou no ataque e no bloqueio. Neste domingo também mostrou convicção na maioria dos ataques. O problema é que ela vai competir por posição com Sheilla, que tem mais recursos e experiência recente como oposta.

Mais uma vez, parece que falta mais cabeça no lugar à seleção feminina. Perdi as contas de quantas vezes escutei Zé Roberto falando nos tempos: “calma, vamos voltar, vamos buscar de novo”. Falta uma regularidade. Falta manter o padrão. A etapa da China está aí para isso.

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quinta-feira, 7 de junho de 2012 Seleção masculina | 11:12

Plano B para a seleção masculina

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Já foram dois finais de semana de jogos na Liga Mundial e nesta sexta-feira começa mais uma série de jogos para o Brasil no torneio. O saldo até aqui não foi bom. Primeiro, duas derrotas e uma vitória. Depois, duas vitórias e uma derrota. E problemas como o ataque, que não está sendo mais eficiente, ou a seleção da Polônia, que está melhor que a brasileira no momento.

Giba-CBV

Giba já voltou a treinar com a seleção e espera estar nas Olimpíadas de Londres

Os comentários daqui do blog foram que o Brasil está com um time envelhecido ou que não tem substitutos para os jogadores que levaram a equipe a tantos ouros. Aí surgiram algumas questões. A seleção brasileira tem um plano B? Ou será que ainda dá tempo de aplicar um plano B no time?

Leia também: Giba diz que se sentiu bem após primeiro treino coletivo com a seleção

Na quarta-feira todo o elenco treinou em São Bernardo. Vissotto, Giba, Murilo e João Paulo Bravo estão recuperados e poderiam jogar. Aos poucos vão ganhar ritmo e se soltar. Mas e se não der para contar com eles para as Olimpíadas? Quem colocar no lugar?

Por enquanto, o ponteiro reserva que mais atuou foi Thiago Alves e acho que ele foi bem quando requisitado. Pode não ter o passe do Murilo, mas resolveu no ataque. Mas e jovens como Lucarelli? Ele foi muito bem na Superliga também no ataque e quase não atuou com a camisa do Brasil. Ele sofre com a recepção, mas também vai bem na rede, que é o que está sendo o ponto fraco desta temporada. Já a vaga de oposto tem ficado com Wallace. Ele é mais um jovem que já teve passagens pela seleção, mas só está atuando de fato agora. Acho que está indo muito bem, mas é novo e precisa de rodagem.

Leia ainda: Ricardinho reconhece retorno irregular e avisa: “Não sou Deus”

Os testes poderiam ter acontecido antes, aos poucos. O ano já tem a pressão da Olimpíada e tentar mudar agora só aumenta a tensão e a expectativa. No caso dos levantadores, Ricardinho e Bruninho se revezam, porém já que a ideia de Bernardinho era chamar mais uma vez o veterano, por que não fazer isso antes? Assim todos já estariam mais entrosados e pronto, um problema a menos para a véspera dos Jogos. É complicado esperar que qualquer um que chegar, ou virar titular agora, se torne um grande salvador de todos os problemas da equipe.

E a seleção precisa levar para Londres gente que comece bem e também entre bem no lugar de um Giba  ou Murilo e coloque bola no chão. Ou seja, todo mundo tem que estar adaptado com todo mundo. Do jeito que está ainda está distante do ideal, seja pelo entrosamento seja para confiança e ou pelo poder da virada de bola.

A seleção volta para quadra nesta sexta-feira e encara a Finlândia. Depois, enfrenta o Canadá no sábado e fecha a rodada contra a Polônia no domingo. Todos os jogos serão às 10h em São Bernardo. Os ingressos já se esgotaram, mas as partidas terão transmissão de Globo e Sportv.

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domingo, 3 de junho de 2012 Seleção masculina | 18:50

Derrota para fechar o final de semana na Liga Mundial

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A seleção brasileira masculina de vôlei perdeu de novo para a Polônia na Liga Mundial. Agora há pouco, o time de Bernardinho caiu diante dos donos da casa por 3 sets a 2, com parciais de 26/24, 23/25, 25/23, 23/25 e 15/10. Com isso, perdeu a chance de assumir a liderança do grupo B.

Veja detalhes da derrota do Brasil para a Polônia set a set

Brasil x Polônia - FIVB

Brasil se mostrou perdido e abatido em quadra em diversos momentos na derrota para a Polônia

Finlândia e Canadá são rivais mais fracos que o Brasil e a seleção cumpriu o seu papel com as vitórias neste final de semana. Mas a Polônia é um time conhecido, com ataque potente, que também vai para Londres e sabe colocar pressão. Os jogos contra os poloneses são os testes de fato da equipe nacional nesta fase da Liga Mundial. E, mais uma vez, apesar do equilíbrio dos pontos, o time brasileiro falhou.

No começo, o oposto Bartman foi o cara. Ele atacou livremente no primeiro set e ajudou a Polônia a sair na frente. Na segunda parcial, Bernardinho mexeu na equipe e o Brasil finalmente mostrou volume de jogo. Defendendo mais, conseguiu criar contra-ataques e empatar a partida. Parecia que as coisas estavam entrando nos eixos.

Entretanto, veio a parada de 10 minutos até o começo da terceira parcial. Na volta, jogo feio dos dois lados. Mas Théo, que começou como titular ao lado de Bruno, estava virando bem e o Brasil colocou quatro pontos de vantagem. O esperado era que a seleção se aproveitasse dos erros poloneses e vencessem com moral. Não foi bem assim. Agora com Winiarski recebendo mais, os anfitriões cresceram, colocaram mais ataques no chão e fecharam.

O Brasil, que no primeiro jogo desta etapa mostrou um ótimo tempo no bloqueio, pouco complicou neste fundamento. Os poloneses, quando viam um bloqueio armado, sabiam explorar, estourando bolas na marcação, usando a mão de fora. Já os brasileiros, se tivessem marcados, batiam e viam as bolas sendo amortecidas e recuperadas. O ataque nacional ficou devendo, perdendo bolas diante de bloqueio simples. Théo foi bem, mas em algumas jogadas perdeu a convicção ou não soube explorar o bloqueio, levando alguns “tocos” . E, para complicar, o bloqueio brasileiro não amorteceu e nem ajudou.  Os dois únicos pontos no fundamento no quarto sert, com Lucão, levaram o jogo para o tie-break, mas a atuação no geral não foi suficiente.

No quinto set, de novo a Polônia atacou mais e o Brasil se entregou. Justo o set mais curto foi o que teve a maior vantagem no placar, com 15 a 10 para os donos da casa.

Mais uma vez, sabemos que o objetivo do Brasil no ano são as Olimpíadas, mas se continuar assim, a equipe não vai conseguir muita coisa nesta Liga Mundial. E é importante jogar este campeonato até às finais para ganhar ritmo, para ser testado. Por enquanto, o time ainda não passou nos testes.

Pelo jogo deste domingo, e o que já tinha acontecido antes, falta potência no ataque e mais volume. Ainda dá tempo para se acertar e o Brasil já melhorou bastante com a volta de Murilo. Ricardinho está se entrosando e Bruninho, entrando nas inversões de 5-1 e variando, fazendo seu papel. Nesta partida, ele deixou Théo e Dante com bloqueio simples e eles não viraram. O ataque precisa voltar a colocar pressão. Quem sabe isso não acontece na semana que vem, em casa? Ou a classificação pode realmente ficar ameaçada. E aí, adeus treinos para as Olimpíadas.

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sábado, 2 de junho de 2012 Seleção masculina | 17:27

Com Wallace e companhia, Brasil vira para cima do Canadá

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Brasil - FIVB

Brasil vence Canadá e soma mais três pontos na Liga Mundial

A seleção brasileira masculina de vôlei parece estar se encontrando na Liga Mundial. Depois de começar o final de semana com 3 a 0 fácil para cima da Finlândia, o Brasil venceu o Canadá de virada por 3 sets a 1 agora há pouco. Cometeu muitos erros em alguns momentos, sofreu na virada de bola no começo, mas o time está crescendo.

O bloqueio, destaque contra a Finlândia, demorou a aparecer neste sábado. No primeiro set o Brasil não conseguiu um ponto sequer no fundamento. No segundo, conseguiu o primeiro ponto com Rodrigão. O time marcou melhor na terceira parcial e chegou ao final já entendendo bem o tempo de bola dos canadenses. Não é bom começar assim, devagar, mas valeu a pena ter se encontrado e colocado pressão.

O mesmo foi com a virada de bola. Na primeira parcial, o Canadá atacava com facilidade e as bolas do Brasil saiam um pouco presas, fora de tempo, sem convicção. Do segundo set em diante, a seleção cresceu no ataque e também no volume de jogo, aproveitando os contra-ataques. As jogadas foram mais variadas e a vitória veio. Entretanto, vale ficar atento. Depois de dar apenas dois pontos em erros no segundo set, a equipe nacional entregou nove bolas de graça no terceiro. É que o Canadá também não estava mais colocando tanta pressão como no começo.

Veja como foi a vitória do Brasil sobre o Canadá set a set

Quanto aos jogadores, mesmo com os problemas do Brasil no primeiro final de semana, quem vem sendo o destaque até agora eu acho que é o oposto Wallace. Antes da Liga Mundial tinha comentado que queria ver a atuação dele ao lado de Ricardinho, já que o levantador gosta de acelerar e Wallace sabe bater bolas assim. Pois o oposto têm correspondido e muito bem. Mesmo quando recebe as pedreiras comuns a sua posição, ele consegue se virar. Nesta tarde foi o maior pontuador, com 2o acertos.

E o Brasil, no ano passado principalmente, sofreu com opostos. Depois do Campeonato Mundial, Vissotto caiu e não passava aquela segurança necessária da posição. Théo nunca se firmou, alternando altos e baixos nos jogos. Agora chega Wallace, um cara jovem, bastante ágil e que amadurece a cada temporada. Há uns dois anos ele era a aposta do Sada Cruzeiro que só usava a força. Agora ele ainda usa, sim, a pancada, mas aprendeu a variar mais e se arrumar em quadra. Boa aposta para as Olimpíadas.

Murilo - FIVB

Murilo tira os braços da frente de Schmitt. Ponteiro mostra experiência e volta bem à seleção

No levantamento, Ricardinho segue como titular. Mas é inegável que o Brasil ganha mais bolas de meio quando Bruninho entra nas inversões. Foi assim neste sábado, por exemplo, no terceiro set, com bolas para Lucão. Depois, quando voltou ao jogo, Ricardinho viu o momento do central e também passou a usar mais a jogada. Nas pontas, o jogo dele combina com o estilo de Murilo e de Thiago Alves, atacantes mais baixos e que batem as tais aceleradas. Como escrevi na sexta, Ricardinho está se entrosando com o time e ganhando mais confiança na distribuição. Coisa que só o tempo resolve.

Nas pontas, Dante, com dores no joelho, ainda está rendendo pouco no ataque. Murilo errou alguns passes no começo do jogo contra o Canadá, mas, depois, entregou a bola nas mãos de Ricardinho. E Thiago Alves é mais um destaque. Ele tem entrado bem, dado mais volume na defesa e na rede ao Brasil. É mais um jogador que vive um ótimo momento e pode seguir no time até Londres.

O Brasil está se encaixando. Precisa melhorar? Sim. Mas ter vencido esses dois jogos e ter somado seis pontos já ajuda na tabela e na briga pelas vagas na fase final. E nada melhor para treinar para as Olimpíadas do que disputar mais um título da Liga Mundial. Domingo, contra a Polônia, já será um teste mais duro que hoje. O Canadá colocou pressão no ataque, mas parou quando a seleção se achou na virada de bola e no bloqueio e, principalmente, não segurou a pressão no saque. Os poloneses têm muito mais qualidade e vão dar mais trabalho…

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sexta-feira, 1 de junho de 2012 Seleção masculina | 22:02

Primeiro 3 sets a 0 na Liga Mundial

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A seleção brasileira masculina de vôlei conseguiu, nesta sexta-feira, o primeiro 3 sets a 0 nesta Liga Mundial. Depois de duas derrotas, para Polônia e Canadá, e uma vitória por só por 3 sets a 1 diante da Finlândia, o Brasil encaixou o jogo, acertou saque e bloqueio e venceu com facilidade os finlandeses na segunda etapa na competição, em Katowice. O placar foi 25/13, 25/14 e 25/14 em apenas uma hora e cinco de jogo.

Brasil x Finlândia - FIVB

Bloqueio foi o melhor fundamento do Brasil na vitória sobre a Finlândia

A equipe nacional não deu espaço ao ataque da Finlândia, marcando pesado no bloqueio. Foram 16 pontos no fundamento. Antes, o saque também fez a sua parte. Foram seis aces e passes quebrados do lado europeu, o que ajudou a marcação dos brasileiros na rede. A semana de treinamento em Saquarema parece ter feito bem. Agora vamos ver contra o Canadá neste sábado. Será que o bloqueio também conseguirá segurar o gigante oposto Schmitt, que fez mais de 30  pontos na seleção na primeira rodada?

O Brasil também teve a volta de Murilo. Recuperado de uma lesão no ombro, ele foi titular e foi bem. Com ele e Dante nas pontas, além de Wallace como oposto, o time ganhou boas opções no ataque, o que faltou nos primeiros jogos, quando o oposto foi sobrecarregado e, por exemplo, Maurício, não se achou na rede. No terceiro set, Thiago Alves entrou no lugar de Dante e a equipe se manteve agressiva. É uma opção do banco que vem dando certo.

Assim como nos primeiros jogos, Ricardinho foi o levantador titular. Os pontos de ataque ainda saíram mais pelas pontas (Wallace fez 10 e Dante e Murilo marcaram seis), mas as jogadas de meio começaram a aparecer. Aos poucos, o time está se entrosando melhor.

As Olimpíadas de Londres são o foco do ano e os primeiros resultados abaixo do esperado não chegaram a desesperar, mas mostravam que o time ainda estava em começo de temporada e que precisava de ajustes e de mais alguns jogadores. Murilo já está de volta e costuma fazer bem ao time. Giba deve estar nos Jogos Olímpicos também. E na saída, Wallace tem se dado bem enquanto Leandro Vissotto segue treinando em Saquarema. Até Londres, a seleção ainda vai se encontrar, mas é bom ver um 3 sets a 0 assim, sem dramas.

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