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Posts com a Tag Porto Rico

sábado, 23 de junho de 2012 Seleção feminina | 13:32

Finalmente um 3 sets 0 para o Brasil no Grand Prix

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A seleção brasileira feminina de vôlei finalmente conseguiu uma vitória por 3 sets a 0 no Grand Prix. Foi diante do adversário mais fraco deste grupo, Porto Rico. O jogo valeu pelo triunfo em sets diretos, pelos 3 pontos na tabela e por deixar o time na zona de classificação para as finais. Posso estar sendo pessimista demais, mas os 25/17, 25/12 e 25/19 ainda foram pouco para a seleção.

O Brasil tem muito mais qualidade que Porto Rico e, por isso, poderia aproveitar esse jogo para vencer bem e ganhar moral para encarar a China no domingo, uma partida que promete ser bem mais complicada. A equipe brasileira começou errando mais, mas soube se recuperar e não deixar o jogo se alongar, como disse Sheilla após a partida. Mas ainda ficou faltando concentração para o time nacional.

Thaísa-FIVB

Thaísa foi o destaque do primeiro set, com sete bolas no chão

O passe foi melhor, tanto que Fabíola pode abusar das jogadas de meio no primeiro set, com destaque para Thaísa. Na segunda parcial, a atuação esperada, com saque bem colocado, quebrando a recepção e forçando os erros de Porto Rico. E o Brasil não precisou de muito para conseguir os 25 a 12. Fez o seu jogo, a partir do serviço, e cresceu na rede. Paula virou mais. E Mari, que está entrando bem e, assim, vai ganhando a confiança de todos, foi acionada e quando recebeu bola no finalzinho da parcial, soltou o braço em um ataque bonito de se ver.

Veja como foi o jogo set a set

Mas aí veio o terceiro set. Era para manter o embalo e acabar logo com o jogo. Só que as brasileiras deixaram as rivais jogar e abrir seis pontos de vantagem. Onde foi parar a concentração do time? Em um lance, no final de um rali, a bola escorregou pelo bloqueio, foi recuperada por Fabi e caiu porque ninguém foi para a jogada. Ninguém acreditou na jogada. Isso não pode acontecer. E a defesa teve outras bobeadas, na cobertura das bolas amortecidas no bloqueio. Isso é sinônimo de falta de concentração e, por isso, acho que a atuação brasileira ainda foi abaixo do esperado. Contra Porto Rico, a solução foi voltar a acertar o saque e encaixar o bloqueio para salvar o set. Mas contra rivais mais difíceis, essas “desligadas” e esses erros ou a falta de cobertura podem custar um set ou mesmo uma partida.

Entretanto, os 3 sets a 0 deste sábado ajudaram também. Quando o Brasil voltou a jogar no último set, as atacantes pareciam mais confiante. Sheilla, por exemplo, fez uma bela diagonal curta para virar o placar em 11 a 10. Por que não entra sempre assim, para decidir? Por que a seleção coloca tantas bolas? Quando usou a força e as largadas apenas como um recurso, e não ao contrário, acho que foi melhor. E dá um ânimo a mais marcar com uma bela pancada do que com uma pingada.

A vitória foi importante para fazer o Brasil ultrapassar Cuba e ficar em quinto lugar na tabela. Mas ainda é preciso vencer a China, invicta no Grand Prix e já classificada às finais por ser o país-sede, para avançar. E as orientais são conhecidas pelo volume de jogo. Vai ser um teste para a concentração brasileira, para que elas acreditem e aproveitem os contra-ataques. Além disso, os jogos do Grand Prix já mostraram que o saque do Brasil pode ajudar. Foi assim contra a Alemanha em casa, neste sábado e tem que ser assim no domingo também. O bloqueio também pode fazer a sua parte (mais um fundamento facilitado pelo bom serviço) como hoje, quando acabou com saldo de 11 pontos a 2 para a seleção de Zé Roberto. Brasil e China entram em quadra às 8h30 (horário de Brasília) e espero que a atenção esteja do nosso lado.

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segunda-feira, 7 de maio de 2012 Diversos | 12:04

Turquia, Rep Dominicana e mais dois brasileiros em Londres

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Turquia

Turquia comemora vaga nas Olimpíadas de Londres

O final de semana colocou mais duas seleções no torneio de vôlei feminino nas Olimpíadas de Londres. E também viu uma equipe tradicional prestes a desistir de disputar uma das vagas no Pré-Olímpico Mundial, no Japão. Boas e más notícias para o vôlei do mundo.

No Pré-Olímpico europeu, a Turquia foi a surpresa e assegurou o seu lugar nas Olimpíadas ao derrotar a Polônia na final do torneio por 3 sets a 0. Vale lembrar que a seleção passou pela Rússia, de Gamova e companhia, na semifinal e terminou a competição invicta.  Excelente campanha! A Turquia, dona de uma liga nacional com atletas renomadas, está crescendo como time nacional e vai pela primeira vez aos Jogos Olímpicos.

Quem comanda a equipe é Marco Aurélio Motta, brasileiro que assumiu a seleção feminina logo depois de Bernardinho. Por aqui ele não fez muito sucesso, sofreu com boicote das veteranas, mas começou a renovação na seleção, convocando nomes como Sheilla e Paula Pequeno. Aquele time não vingou, mas serve ainda como base à equipe de Zé Roberto. E agora, Motta consegue o feito histórico com a Turquia. Rússia e Sérvia vão para a repescagem mundial.

No Pré-Olímpico da Norceca, mais um brasileiro garantiu lugar em Londres. Por lá, a final foi o jogo que todos esperavam, entre as favoritas República Dominicana e Cuba. Com 3 sets a 1 no placar, as dominicanas, treinadas por Marcos Kwiek, carimbaram o seu lugar nos Jogos.

Cuba

Falta de verba pode tirar Cuba do Pré-Olímpico mundial

Entretanto, o que mais chamou a atenção no torneio entre as Américas foi a reação de Cuba após a derrota na final. Alegando falta de verba para competir na repescagem no Japão, as cubanas desistiram da competição, que distribui as últimas três vagas para as Olimpíadas. A FIVB ainda não confirmou quem joga no Japão e já recebeu pedidos até de Mireya Luis para ajudar a equipe caribenha a tentar um dos lugares em Londres.

Leia ainda: Porto Rico diz que fica com vaga de Cuba no Pré-Olímpico de vôlei

Por um lado, é bom ver brasileiros se dando bem lá fora e a Turquia crescendo como mais uma potência. Sinal de que o vôlei feminino promete um torneio equilibrado nas Olimpíadas. Mas os Jogos podem perder um pouco a graça sem Cuba e sua tradição. Tudo bem, elas não são mais a potência dos anos 90, mas sempre conseguem dar trabalho aos rivais. Por enquanto, a vaga da Norceca para o Pré-Olímpico mundial é de Porto Rico. Vamos ver o que a FIVB decide nos próximos dias…

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domingo, 19 de junho de 2011 Seleção masculina | 18:57

Dever cumprido contra Porto Rico

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A seleção masculina conseguiu o que queria contra Porto Rico e nem precisou se esforçar muito para isso. O Brasil venceu neste domingo por 3 sets a 0 (pena que nem todo mundo viu pela TV, como disse no post anteiror), somou os seis pontos em casa e agora viaja mais tranquila para encarar Estados Unidos e Polônia fora de casa.

Mais uma vez, o jogo foi fácil e a superioridade do Brasil foi clara. Mas, mesmo contra o lanterninha da chave, deu para ver alguns bons aspectos. No sábado, como disse por aqui, a seleção começou devagar, ainda errando muito, mas fez um ótimo segundo set. Dessa vez, eles finalmente entraram com força máxima e logo venceram o primeiro set por 25 a 10. Depois, acabaram relaxando um pouco, o que é normal contra um rival simples, mas não tiveram problemas para fechar a partida.

Mas por que o Brasil começou melhor? Porque o saque funcionou desde os primeiros pontos. Todo mundo fez o seu papel. Quem tinha que forçar, sotlou o braço, como Lucão ou Giba. E também teve gente que usou o saque tático, como Marlon. Ou seja, a seleção variou o serviço, prejudicou o passe rival e conseguiu se impor no bloqueio. Além disso, se armou e usou os recursos no ataque. Até Marlon atacou! Pronto, essa é uma ótima fórmula para vencer, seja um rival simples como Porto Rico ou um mais complicado. Não foi a toa que muitos atletas disseram que esse foi o melhor da Liga.

E Bernardinho fez bem em colocar todo mundo em quadra. Marlon, Théo, Sidão, Thiago Alves, e João Paulo Bravo, que geralmente não estão entre os titulares no começo dos jogos (Bravo foi titular nos primeiros jogos, mas deve perder a vaga para Giba e, por isso, está nessa lista) tiveram chances de mostrar o que sabem ao técnico e ganhar ritmo de jogo. E em uma partida mais simples, é isso que deve ser feito: colocar todos para jogar!

É difícil “medir” o nível do Brasil neste momento porque, segundo Serginho, Porto Rico não veio para jogar. Mas dá para se animar com a melhora no saque e na agressividade. Agora é esperar os jogos lá fora.

Quem vai e quem fica

Bernadinho já definiu o grupo que embarca nesta segunda para os Estados Unidos (veja quem segue na equipe). Dos jogadores que disputaram essa fase, foram cortados Éder, Wallace e João Paulo Tavares. Éder e João Paulo não chegam a ser surpresas. O central chegou depois e foi convocado para a vaga deixada por Gustavo após a fratura no pé. Rodrigão e Sidão indo muito bem, e Bernardinho confia em Lucão. Ou seja, esse corte já era esperado. Assim como o de João Paulo, que joga em uma posição “inflada”, que já conta com Murilo, Giba e Dante. Também tem João Paulo Bravo, que foi bem nos primeiros jogos, e Thiago Alves, que ganhou mais uma chance na seleção. Tavares pouco atuou e perdeu o espaço.

Já na saída de rede, a briga era boa entre Leandro Vissotto, Théo e Wallace. E achei que Wallace pudesse seguir no time, já que foi utilizado nesses primeiros jogos da Liga Mundial e é um bom jogador, com potência e habilidade. Mas Bernardinho preferiu seguir com a formação de campeonatos anteriores, com Vissotto, titular na posição, e Théo, que já entrou bem em momentos duros para o Brasil, como nas finais da Liga Mundial de 2010. Espero que Wallace ainda tenha chances no time nacional.

E vocês? O que acharam dos jogos contra Porto Rico? E dos cortes? Deixem seus comentários

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Seleção masculina | 11:53

Mais um 3 a 0 diante de Porto Rico

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O Brasil fez o que queria, venceu Porto Rico por 3 a 0 nesta manhã e marcou os seis pontos nos últimos jogos em casa na Liga Mundial. Pena que muitos não viram o jogo todo na TV e tiveram que acompanhar a Maratona de São Paulo (nada contra a corrida de rua, por favor…)

E, em mais um dia de plantão, deixo o relato do jogo com vocês (veja como foi a segunda vitória do Brasil em São Paulo) e volto mais tarde com os comentários da partida! Até!

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sábado, 18 de junho de 2011 Seleção masculina | 17:32

Que o 2º set contra Porto Rico vire exemplo

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O clima do jogo Brasil x Porto Rico refletiu, pelo menos em partes, o que os jogadores falaram no treino antes da partida. Murilo tinha tido que, mesmo relaxado o Brasil poderia ganhar de Porto Rico, o que seria quase impossivel contra Polônia ou Estados Unidos. Ele também disse que o time não ralaxaria porque precisava de duas vitorias nesses jogos em casa. Bruninho e Bernardinho pediram mudanças na postura e um saque melhor. E Serginho queria diminuir os erros.

Bloqueio do Brasil

Bloqueio do Brasil pressionou Porto Rico

Bom, nesta manhã, o Brasil venceu por 3 a 0, somou os três pontos que queria (saiba mais sobre a partida, mas deu 19 pontos de graça em erros, começou o jogo mais uma vez devagar, falhando nos contra-ataques, só que soube também mostrar a sua cara. Principalmente no final do primeiro e no segundo sets. Nesses momentos sim, o Brasil jogou como Brasil.

Precisou Porto Rico equilibrar o jogo e mostrar até variedade no ataque para a seleção acordar. E muito da mudança em quadra se deu por causa do saque, que dessa vez funcionou e quebrou a recepção adversária. Não tem como dominar um jogo sem um saque bem executado.

O Brasil ainda deu uma vacilada no final do terceiro set, mas teve tempo e tranquilidade para se recuperar e acabar com o jogo em 3 a 0, o placar que todos esperavam para este final de semana. E domingo tem que ser assim de novo!

Sei que ainda é começo de temporada e que não tem como estar no auge agora, como os jogadores também disseram nos treinos, e nem adiantaria estar voando agora. O time deve estar pronto é nas finais. Esses primeiros jogos foram o momento de errar e escolher a equipe para a decisão. E
o caminho para as finais é jogar com a postura do segundo set desse sábado. Não vai ser facil repetir o placar de 25 a 10, o mais elástico até agora na Liga Mundial, mas dá para ser agressivo, do saque ao ataque, e alerta na cobertura. Enfim, ligado no jogo e com vontade de ganhar e atropelar!

E vocês, gostaram da atuação do Brasil? Mudariam alguma coisa para o jogo de domingo? Deixem as suas opiniões

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Seleção masculina | 12:16

Brasil começa devagar, mas vence Porto Rico

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Brasil x Porto Rico acabou agora há pouco. E a seleção repetiu os inícios de jogos nesta Liga Mundial. Começou devagar, errando demais, demorando a acertar os contra-ataques. Só que nesta manhã, o adversário era o lanterninha da chave e foi até que simples embalar e se reencontrar em quadra. Vantagem de jogar contra um rival mais fraco…

Por enquanto, deixo com vocês o relato da partida (veja os detalhes do 3 a 0 do Brasil sobre Porto Rico). Mais tarde eu volto com uma opinião mais completa sobre o jogo (dia corrido no plantão na redação!)

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quarta-feira, 15 de junho de 2011 Seleção masculina | 17:06

Troféu bom humor e a volta de Dante

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Gustavo e Giba

Reencontro de Gustavo e Giba no treino da seleção no Ibirapuera

Quem já falou com Gustavo sabe o que eu estou dizendo. Pode ser em coletiva ou depois de algum treino, mas ele sempre tem uma piada guardada ou outra gracinha. E na volta à seleção, mesmo em uma rápida passagem por causa de uma fratura no pé sofrida nos treinos em Belo Horizonte (leia mais sobre a lesão do central), ele já deixou sua “marca”.

Antes de se machucar, ele foi deixado no hotel em Minas porque se confundiu com o horário do treino e teve que ir ao ginásio de taxi. Todo o episódio foi relatado por ele e pelos companheiros no Twitter e rodou alguns blogs enquanto eu ainda estava de férias (veja a história completa por um blog indicado pelo central)

Nesta quarta, depois da já corriqueira reclamação sobre o trânsito de São Paulo no microblog, Gustavo conseguiu chegar ao treino da seleção no ginásio do Ibirapuera. De lá, ele mandou uma foto do joelho de Dante, mostrando que tudo estava bem com o ponteiro – Esse é o joelho do @dantevolei18 Para de dar o gato… http://yfrog.com/ki2o0rj, postou – e se divertiu com os jogadores – Fui lá no treino dar uma kornetada geral, comentou pouco depois. O troféu bom humor da seleção definitivamente já tem dono.

Agora, deixando as brincadeiras de lado, Dante atraiu olhares no primeiro treino. Ele se recupera de uma inflamação no joelho direito que o incomoda desde a temporada na Rússia e, nesta manhã, não saltou, mas trabalhou com a equipe no fundo de quadra e disse que queria enfrentar Porto Rico, pelo menos atuando parte de um dos dois jogos (veja as declarações do ponteiro). Vale a pena?

Com Dante, o Brasil ganha mais volume no ataque, mas acho que João Paulo Bravo está bem no fundo de quadra. Seria bom se Dante entrasse para ganhar ritmo, afinal, Porto Rico é o adversário mais fraco do grupo e é contra eles que os testes devem ser feito. Só é bom ter cuidado para não agravar o problema porque o Brasil precisará se seu experiente ponteiro na fase final, contra os grandes. Como vimos contra os Estados Unidos e Polônia, atacar com variação e inteligência, sem usar a pancada o tempo todo, pode ser um ótimo caminho.

Acho que, agora, a seleção deve aproveitar esse clima de brincadeiras e tal para encarar Porto Rico solta, fazendo o seu jogo, sem se preocupar muito. Quem sabe assim o Brasil não mostra o seu melhor e deixa de lado os tropeços dos começos dos jogos?

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terça-feira, 2 de novembro de 2010 Seleção feminina | 12:02

Brasil desperdiça aquecimento antes do grande jogo

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A seleção brasileira feminina encarou Porto Rico nesta madrugada no  Mundial de vôlei em uma partida com cara de aquecimento. Desde a vitória sobre a Holanda, o foco virou o jogo contra a Itália (às 7h de Brasília desta quarta-feira) que encerra a primeira fase do torneio. Mas antes, tinha Porto Rico no caminho e o pedido de Zé Roberto era manter o ritmo mostrado contra as holandesas, mesmo sabendo da superioridade em relação às rivais, para chegar forte contra as italianas. A vitória contra Porto Rico veio, mas não foi bem assim…

A equipe nacional fez 3 sets a 0, com parciais de 25/20, 25/18 e 25/20 sem muitas dificuldades, mas também sem mostrar muita coisa. Tanto que Zé Roberto deixou a quadra decepcionado. “Vencemos, mas não saio feliz. Foi um jogo de muitos erros e o time esteve abaixo do esperado. Saio triste porque sei que o time pode mais. Não importa o adversário, temos que buscar sempre a melhor atuação”. “Cometemos muitos erros e sabemos que não pode ser assim num campeonato tão difícil como o Mundial”, completou Fabiana. As reclamações também apareceram no Twitter. “Bom dia galera.. hoje o jogo nao foi muito do nosso agrado, mas a vitoria foi importante! Amanha o jogo sera meeeelhor”, disse Natália em sua página.

Sheilla, melhor brasileira no Mundial, foi pouco acionada contra Porto Ric

Sheilla, melhor brasileira no Mundial, foi pouco acionada contra Porto Ric

Vamos aos tais erros brasileiros. Logo de cara, no primeiro set, a concentração brasileira estava abaixo do esperado. Tanto que o técnico pediu tempo quando o time estava na frente, depois de apenas um ponto de Porto Rico, para “ligar” as jogadoras com uma bronca. Fabíola, que ganhou a posição de titular, insistiu nas mesmas jogadas. Para a sorte do Brasil, Natália, o “alvo” da levantadora, estava bem e, com variação de ataques, virou diversas bolas e foi o nome do primeiro set. Sheilla, melhor jogadora da equipe no Mundial, pouco apareceu, com apenas sete pontos no ataque em toda a partida.

O jogo seguiu ruim no começo da segunda parcial, mas foi nesse set que o time se encontrou, finalmente acertando o bloqueio e passou  diversificar os ataques. O passe entretanto, voltou a apresentar problemas. E Jaqueline, melhor na defesa no Mundial de 2006, ainda está deixando a desejar neste fundamento. Ela teve uma indisposição estomacal na noite anterior ao jogo, não treinou, mas mesmo assim foi para a quadra. Entretanto, ainda precisa melhorar para ajudar no fundo do Brasil, afinal, ela é a verdadeira ponteira passadora do time.

Acho que o Brasil poderia ter aproveitado esse jogo, contra um adversário mais simples, para vencer bem e chegar com moral para encarar as italianas. A partida será a primeira decisão do Mundial, afinal, os resultados da primeira fase são carregados para a segunda . E na próxima etapa, são oito times e apenas dois classificados para as semifinais. O Brasil terá um caminho duro pela frente, com Itália, já classificada, e as quatro melhores do grupo C, que deve incluir Estados Unidos, Alemanha, Cuba e Tailândia. E como sabemos, as norte-americanas e as alemãs jogam bem e podem complicar para a seleção. Além disso, Cuba, mesmo com derrotas para Croácia e Cazaquistão, sempre cresce contra as brasileiras.

Uma vitória contra a Itália significa avançar invicto para a parte mais complicada do Mundial e aumentar a vantagem sobre as europeias, que já têm uma derrota para a República Tcheca. Para isso, é preciso insistir no mesmo ponto: o passe deve sair. A Itália, diferente de Porto Rico, não dá tantos pontos de graça em erros (nesta madrugada foram 25, mas a seleção também deslizou e deu 22 pontos). E ainda conta com a volta da experiente levantadora Lo Bianco para comandar as ações. Também acho que o bloqueio, um dos melhores fundamento do time nacional, deve ser mais incisivo. Já o saque deve seguir como está, já que as jogadoras estão errando pouco e sabendo onde colocar a bola. Vamos ver o que nos espera amanhã…

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