Publicidade

Posts com a Tag Pinheiros

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015 Diversos, Superliga | 11:00

Título inédito para Pinheiros em uma final sem Rio ou Osasco

Compartilhe: Twitter
Facebook

Pinheiros comemora título na Copa Brasil

Há quanto tempo você não via uma final de um torneio nacional de vôlei feminino sem os times do Rio de Janeiro (hoje Rexona, mas que também já se chamou Unilever) ou Osasco (agora Molico/Nestlé, mas que já foi BCN, Finasa, Sollys…) estarem em um dos lados da quadra? Faz tempo… A última vez foi na disputa pelo título da Superliga 2000/2001 entre Flamengo e Vasco, com ouro para a equipe rubro-negra. E foi assim de novo na decisão da Copa Brasil no final de semana, quando o Pinheiros bateu o Sesi e conquistou o título inédito.

Mais sobre a final: Pinheiros bate o Sesi-SP no tie-break e conquista a Copa Brasil feminina

As equipes de Rio de Janeiro e Osasco fizeram por onde para chegar a tantas decisões, mas acho bom mudar um pouco. E melhor ainda ver um time que não é estrelado e até considerado baixo sendo campeão.

Para chegar ao título, o Pinheiros venceu o Dentil Praia Clube nas quartas e desbancou o Rexona/Ades na semifinal. E como disse a ponteira Ellen, um dos destaques da equipe paulista, já era um resultado a ser comemorado já que ele, veterana de casa, não lembrava de ter vencido o Rexona. E na decisão, com aproveitamento no bloqueio nos momentos finais e boa atuação de Ellen e da líbero Leia, o Pinheiros venceu o Sesi e ficou como título inédito.

A Copa Brasil é uma competição paralela a Superliga e não tem o mesmo peso do torneio nacional. Ela ajuda aos times se manterem ativos no começo do ano e tem o atrativo de normalmente render clássicos, já que reúne os melhores da tabela da Superliga. Entretanto, é bom ver uma final diferente e mostrar que até os melhores times (Rexona é o líder da Superliga, por exemplo), não são soberanos.

Autor: Tags: , ,

terça-feira, 9 de dezembro de 2014 Superliga | 08:00

Aos 20 anos, Rosamaria comanda Pinheiros, diz que ficou apavorada com Zé Roberto e sonha alto na Superliga

Compartilhe: Twitter

Ela tem 20 anos, 1,84m e é a segunda maior pontuadora da Superliga, perdendo apenas para Tandara, oposta da seleção e do Praia Clube. Essa é a catarinense Rosamaria, titular na saída de rede do Pinheiros. Nos sete jogos da equipe até agora, ela só não foi a maior pontuadora do seu lado uma vez. Nos outros, ficou com a média de mais de 18 pontos por partida.

Rosamaria veste a camisa 9 do Pinheiros na Superliga 2014/2015

Rosamaria veste a camisa 9 do Pinheiros na Superliga 2014/2015

Rosamaria também conta com um time que vem embalado, como ela mesma disse em um papo exclusivo com o Mundo do Vôlei. Apesar de não contar com jogadoras de peso da seleção, as paulistanas têm apenas duas derrotas no torneio nacional e, nas últimas rodadas, elas deram trabalho para os estrelados Praia Clube, acabando com a invencibilidade da equipe mineira, e para o Molico/Nestlé, fazendo o rival perder os primeiros sets da competição (veja o post anterior para saber mais).

Leia mais: Em casa, Pinheiros derruba invencibilidade do Praia Clube

“Nosso time veio embalado desde o Paulista, apesar de não ter chegado à final (caiu na semifinal diante do Molico). A nossa receita é acreditar que dá”, resume a oposta. Ela reconhece pontos fracos do Pinheiros, mas já aponta a solução. “A gente sabe quem jogadoras mais baixas e a velocidade com que o time joga facilita a nossa vida. Estou feliz com a boa fase, não só minha, mas do grupo, e esperamos melhorar mais ainda”, completa.

Essa é a primeira Superliga de Rosamaria como titular. A oposta já jogou no Brusque e no São Caetano. “Com 16 anos eu joguei no Brusque, mas foi no segundo turno. Eu ainda estava na escola e tinha que conciliar com os jogos”, lembra. A jogadora ficou conhecida nas duas temporadas que defendeu o Amil, antigo time de Campinas, sob  o comando de José Roberto Guimarães. Ela era reserva, mas acabou ganhando espaço com a lesão da cubana Ramires, passou a atuar mais e faturou troféus de melhor em quadra.

Ser comandada pelo técnico da seleção assustou a jovem. “No começou eu falei: ‘meu Deus do céu’. Eu fiquei apavorada, mas de uma maneira boa”, conta aos risos. Além de Zé Roberto, ela atou ao lado de nomes conhecidos do vôlei. “No início foi um choque. Tinha a Wal (Walewska, meio de rede), Natália, Tandara… Eram ídolos que eu só via de longe e, de repente, eram minhas amigas. Todos tiveram muita paciência”.

Passado o “susto”, os tempo de Amil serviram como aprendizado para que Rosamaria conquistasse o posto entre as seis jogadores principais de um time. E como boa oposta, mesmo com a pouca idade, ela não se incomoda com responsabilidade pela virada de bola. “Eu gosto”, resume. “Nas seleções de base eu fui capitã e sempre gostei da responsabilidade em cima de mim. Lógico que não é fácil e nem se compara com que é a Superliga, que tem muito mais visibilidade e o nível é altíssimo”, explica. Aí vale a ajuda do técnico Wagão no Pinheiros. “Gosto de ter responsablidade, mas o Wagão e a comissão estão sempre dando suporte. E acho que a gente tem que ser assim, e ir para cima sempre. Não pode se acomodar”, comenta.

Facebook

Rosamaria já figurou listas de musas do vôlei

Ela também diz não acompanhar de perto das estatísticas. Na quinta rodada, quando assumiu a liderança entre as pontuadoras, só ficou sabendo do feito pela assessoria de imprensa da CBV. Agora, segunda colocada nesse quesito e quinta melhor no ataque, ela segue distante dos números e focada em seu time.

Outro título que não incomoda Rosamaria é o de musa. Ela se diverte com o assunto. “Vire e mexe eu vejo umas fotinhos minhas em blogs ou eleições de musas da Superliga, mas eu nunca ganhei nada. Ah, eu gosto”, diz um pouco envergonhada. A bela catarinense já se arriscou como modelo, mas a timidez atrapalhava. “Sempre que aparecia algum trabalho eu pensava em não fazer. E também já jogava e estudava, não dava. Tenho até vontade de fazer mais alguma coisa, como fotos, mas ainda não procurei nenhuma agência”, comenta.

Falando em musa, outra bela jogadora é referência para Rosamaria nas quadras. A oposta, mas que atuou como ponteira e exerceu essa função nas seleções de base, considera Jaqueline uma atleta completa e um exemplo. Segundo a jovem, a veterana já deu conselhos e trata muito bem as novatas da base.

Nesta Superliga, o reencontro entre ídolo e pupila será na primeira rodada do returno. O Pinheiros estreou no torneio nacional com vitória sobre o Minas, antes da contratação de Jaque pela equipe de Belo Horizonte. Por enquanto, foco de Rosamaria está nas próximas rodadas do Pinheiros, que tem pela frente Sesi e Rexona. Parada dura e mais desafios para Rosamaria e companhia.

Autor: Tags: , , , , , ,

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014 Superliga | 09:40

Briga na ponta da tabela do masculinos e os primeiros sets perdidos no feminino

Compartilhe: Twitter

Segunda-feira e, para começar a semana, vamos a um resuminho da Superliga nos últimos dias. O Sada Cruzeiro venceu bem o Brasil Kirin e segue líder e como o único invicto no torneio masculino. Mas a briga pelo segundo lugar está apertada e o Taubaté Funvic é agora o vice-líder. No feminino, Molico/Nestlé perdeu os primeiros sets, mas venceu o Pinheiros e ainda é o primeiro colocado.

Filipe e companheiros vibram na vitória do Sada Cruzeiro sobre o Brasil Kirin

Filipe e companheiros vibram na vitória do Sada Cruzeiro sobre o Brasil Kirin em casa 

Sada e Brasil Kirin tinha ares de final. Mas os mineiros liquidaram por 3 sets a 0, com 8 a 4 em bloqueios e 4 a 1 em pontos de saque na partida. E no terceiro set, o oposto Wallace levantou a torcida com defesas e uma bola recuperada na placa de publicidade. O susto da vitória só no tie-break diante do Minas depois de ter vencido os dois primeiros sets deve ter feito bem ao Sada Cruzeiro.

Quem se deu bem na rodada foi o Taubaté, que depois dos 3 a 0 sobre o São Bernardo, passou para a segunda colocação. A briga está acirrada. O Sada tem uma folga de três pontos na liderança, mas apenas um ponto separa Taubaté do time de Campinas.

Na Superliga feminina, na sexta-feira, o Molico Nestlé perdeu os seus primeiros sets. Depois de abrir 2 a 0, perdeu os sets seguintes em casa para o Pinheiros e só fechou no tie-break. Entretanto, não há tanto que se comemorar. Ok, uma vitória é sempre importante, mas entregar 33 pontos é demais. Tanto que jogadoras e o técnico Luizomar não saíram satisfeitos de quadra. Como Dani Lins comentou, o time de Osasco abria cinco ou seis pontos e ainda permitia a virada.

Já o Pinheiros fez o terceiro jogo com tie-break seguido e tem se mostrado uma equipe que, apesar de não contar com estrelas, pode dar trabalho na temporada. Foram apenas duas derrotas até aqui e os méritos de ter acabado com a invencibilidade do Praia Clube no começo da semana e, agora, ter arrancado os primeiros sets do Osasco.

 

Autor: Tags: , , , ,

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013 Superliga | 22:24

Vôlei Amil passa pelo paredão do Pinheiros e vence nas quartas

Compartilhe: Twitter

Em meados do segundo set, os números da partida indicavam 12 a 2 em pontos de bloqueio para o Pinheiros no confronto contra o Vôlei Amil nesta noite, o último da primeira rodada das quartas de final. E esse foi o fundamento que mais me chamou a atenção no duelo desta quarta-feira. O Pinheiros tem um time menos estrelado e menos experiente que o Vôlei Amil, mas mostrou volume, sacou bem, bloqueou melhor ainda e os 3 sets a 1 no placar podem não demostrar o quão equilibrado foram as parciais.

Doro Jr

Pri Daroit foi destaque na vitória do Vôlei Amil sobre o Pinheiros em casa

Veja como foi a partida set a set

O bloqueio do Pinheiros fechou o jogo com 26 pontos. O Vôlei Amil até melhorou e conseguiu 12 tentos, mas sofreu, e muito, com o paredão rival, comandado por Ellen. Poucas conseguiam colocar a bola no chão. Ramires foi parada, Walewska foi parada na china, Vasileva foi parada. Quem estava recebendo bola e virando era a ponteira Pri Daroit, que não a toa foi a maior pontuadora, com 23 acertos e eleita a melhor em quadra.

O Vôlei Amil venceu porque soube crescer nos finais dos sets, quando o jogo ficava mais equilibrado. O exemplo foi a quarta parcial. Depois de ter vantagem de três pontos, deixou o Pinheiros com seu saque e bloqueio empatar em 24 a 24. Aí apareceu a búlgara Vasileva. Ela recebeu uma bola alta na entrada de rede e encaixou no espaço entre os braços do bloqueio, colocando no chão. Depois, recebeu e marcou de novo. O time ganhou ânimo e fechou a parcial e a partida, vencendo de virada com parciais de 23/25, 25/23, 25/21 e 28/26.

Seguindo a lógica, pela classificação da primeira fase, o Vôlei amil fez jus por ser o favorito e ter terminado em terceiro na classificação geral e venceu o Pinheiros, que acabou em sexto. Na prática, a equipe da capital paulista mostrou mais uma vez que pode surpreender. Basta levar toda a efetividade do sistema defensivo para o ataque. Essa é mais uma série que promete equilíbrio.

Autor: Tags: , , , , , , ,

Superliga | 11:25

E as quartas de final da Superliga seguem sem surpresas

Compartilhe: Twitter

Depois de Sesi x Banana Boat/Praia Clube em um duelo equilibrado na abertura das quartas de final da Superliga feminina, como comentamos aqui no post anterior, os playoffs seguiram na noite de terça-feira com duas vitórias esperadas para os favoritos.

Divulgação

Gabi, ponteira do Unilever

No Rio de Janeiro,  a Unilever fez 3 a 0 para cima do Rio do Sul (25/19, 25/13 e 25/18) em uma hora e meia de jogo. Gabi, que já tinha caído das graças de Bernardinho e assumiu a posição de titular com a lesão de Logan Tom, foi destaque. Ela levou o troféu de melhor em quadra e foi a maior pontuadora, com 14 acertos, ao lado de Elis, do Rio do Sul. Pois é, parece que Gabi está dando, e bem, conta do recado e ser titular com apenas 18 anos. Na temporada passada ela já tinha ido bem com a camisa do Mackenzie.

Saiba como foi a vitória do Unilever set a set

Em Osasco, o Sollys/Nestlé, atual campeão, também venceu em sets diretos o Usiminas/Minas (25/17, 25/17 e 25/11) em 1h25 de partida. Falando em nomes, o destaque foi Sheilla e seus 19 pontos. Se a gente falar em fundamento, destaque para o bloqueio. Foram 15 pontos na rede contra apenas três das mineiras. E de novo Sheilla dominou, com cinco pontos no fundamento. Não foi a toa que levou o Viva Vôlei.

Leia mais sobre Sollys/Nestlé 3 x 0 Usiminas/Minas

E nesta noite, a última partida da primeira rodada das quartas-de-final, entre Vôlei Amil e Pinheiros. Apesar de o time paulista ter melhorado no returno e até ter surpreendido e vencido o Sollys/Nestlé e levado o confronto contra as campinas para o tie-break, por exemplo, a vantagem deve ser do elenco comandado por José Roberto Guimarães. A cubana Ramirez é um reforço e tanto e ela disse estar 90% recuperada das torções nos dois tornozelos e pronta para jogar. Vamos ver se a tendência continua…

Autor: Tags: , , , , , , , ,

sábado, 26 de janeiro de 2013 Superliga | 08:42

Rodada de vitória suada do Amil e surpresa do Pinheiros

Compartilhe: Twitter

*atualizado às 14h30

Divulgação

Andrea, do Pinheiros, encara o bloqueio do Sollys/Nestlé

A quarta rodada do returno da Superliga começou com uma surpresa e acabou tarde na sexta-feira. Primeiro, o Pinheiros, na zebra até aqui da competição, venceu o Sollys/Nestlé. Depois, o Vôlei Amil penou, levou o jogo ao tie-break e só no quinto set venceu o Sesi em casa. Que rodada!

Quando vi na tabela que seria dia de Sollys/Nestlé x Pinheiros, não tive como evitar o pensamento de que seria mais uma vitória do time de Osasco. O retrospecto das duas equipes e os elencos apontavam para isso. Mas se de um lado a bicampeã olímpica Sheilla, titular em dois sets, marcou apenas 3 pontos, do outro a líbero Leia fez uma partida de dar inveja.

Com defesas lindas da sua líbero, o Pinheiros mostrou volume e acabou com a paciência do Sollys. Depois de tanto atacar e a bola não cair, elas perderam e a concentração e a partida por 3 sets a 1 (25/16, 28/26, 20/25 e 25/19). E o Pinheiros não apenas defendeu, como sacou bem. O time da capital paulista marcou 11 pontos em aces. Isso mesmo, foram 11 pontos diretos de saque! Que número invejável.

Do lado do Sollys, se Sheilla não aparece bem nos números, quem assume a responsabilidade é Fernanda Garay, maior pontuadora com 17 acertos. No Pinheiros, destaque para Ellen, com 24 bolas no chão. Pelo elenco, experiência, investimento e tudo mais, o resultado foi uma zebra. Mas que deve ter dado um ânimo e tanto aos Pinheiros, ah, isso deve!

Para fechar a rodada, Vôlei Amil recebeu o Sesi. Pelo primeiro set, vencido pelo time da casa com bom saque e 6 a 2 no bloqueio, poderia se pensar em um jogo mais simples. Nada disso. A partida foi resolvida apenas no tie-break, com vitória do Campinas (25/17, 23/25, 15/25, 25/23 e 15/13), e mostrou algumas coisas…

No Sesi, Tandara cresce como a atacante de definição. Foram 28 pontos dela na partida, soltando o braço do começo ao fim. Mas ainda acho que Fabiana não está rendendo o que pode. Ok, ela marcou 12 pontos, mas poderia ser uma segurança a mais para a levantadora Dani Lins. Quem tem aparecido mais pelo meio é a outra central, a jovem Bia, que foi grande no bloqueio.

Divulgação

Sistema defensivo funcionou e o Vôlei Amil cresceu no bloqueio contra o Sesi

No Vôlei Amil, Daymi Ramirez e Suellen chamaram a atenção. A cubana é aquela atacante que chama o jogo, mas mostrou que também sabe bloquear. E a líbero, criticada pelo peso e por falta de agilidade em alguns momentos, teve uma atuação e tanto na defesa. Ela quase sempre estava na posição certa na quadra. E também recuperou bolas no reflexo e na agilidade. Foi merecida a escolha da líbero como a melhor em quadra.

O jogo foi bom. O Sesi poderia ter liquidado em 3 a 1 depois de se recuperar. Se no primeiro set não se achou no bloqueio, no terceiro seu um passeio e marcou 7 a 1 no fundamento na parcial. Entretanto, desacelerou no set seguinte, viu o Vôlei Amil voltar a bloquear e continuar defendendo bem e acabou tendo que decidir no 5º set. Aí, melhor para as donas da casa.

De tanto que Zé Roberto reclamou, o seu time se acertou na defesa. Várias bolas subiram e os contra-ataques entraram. Mas acho que isso não deve fazer o Sesi abaixar a cabeça. O time vem, sim, melhorando no returno e, apesar da primeira derrota, errou menos e fez uma boa partida. Talvez falta equilibrar mais a distribuição no ataque e deixar Dani Lins com o passe mais redondo. Mas um time que passa um set inteiro sem nenhum erro, como foi na terceira parcial, também merece méritos.

Enfim, foi uma bela rodada! Na classificação, Unilever segue líder após vitória sobre o Usiminas. Mesmo com a derrota, o Sollys/Nestlé é o segundo, com o mesmo número de pontos do Banana Boat/Praia Clube, que levou um susto e só bateu o São Caetano por 3 a 2. Agora, o Vôlei Amil é o quarto colocado, seguido pelo Sesi. E daqui a pouco tem mais vôlei, com a Superliga masculina… Tá bom para um feriadão?

P.s.: viram a virada do Sesi para cima do RJX na manhã deste sábado? Placar foi 3 sets a 2 (21/25, 22/25, 25/20, 26/24 e 15/12), com destaque para Lorena, maior pontuador com 26 bolas no chão e Everaldo, levantador que entrou no segundo set no Sesi e não saiu mais. Com isso, o time paulista ajudou o Sada/Cruzeiro na corrida pela liderança. O RJX ainda está dois pontos na frente na tabela, mas os mineiros jogam neste sábado…

Autor: Tags: , , , , , , , , , ,

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012 Diversos, Seleção feminina, Superliga | 12:04

Técnico José Roberto Guimarães em ação

Compartilhe: Twitter

Assistir a um jogo que pode ser considerado fácil e com pouco público tem as suas vantagens. Acompanhei da quadra a vitória do Vôlei Amil sobre o Pinheiros aqui em São Paulo pela Superliga feminina 2012/2013. A torcida do time da casa não lotou o ginásio e fez pouco barulho. O Vôlei Amil venceu sem sustos, como era esperado, por 3 sets a 0. No entanto, o que chamou a minha atenção foi a atuação do técnico José Roberto Guimarães e também a movimentação das jogadoras. Foi possível escutar conversas, orientações, broncas e ver um pouco melhor como o tricampeão olímpico trabalha. Ele ajuda e muito a equipe, mas também provoca.

Felipe Christ/Amil

Zé Roberto conversa e gesticula o tempo todo para a equipe

Como é comum no vôlei, Zé Roberto acompanha o jogo o tempo todo de pé, bem ao lado da quadra. E enquanto o técnico do Pinheiros Wagão faz o estilo mais calado, daqueles que observa as jogadas e tenta incentivar o time em alguns momentos, o treinador de Campinas fala o tempo todo.

“Às vezes mais exaltado, às vezes menos, mas eu tento me comunicar sempre. As pessoas acham que eu sou calmo, que eu falo pouco, mas é exatamente ao contrário. Eu falo o tempo inteiro e tento jogar com elas o tempo inteiro”, explicou Zé Roberto após a partida. Veja alguns exemplos:

A cubana Daymi vai para o saque com o Vôlei Amil com vantagem no placar. Do banco, Zé Roberto grita: “Pode forçar, pode forçar. ‘Vambora'”. A ponteira solta o braço, o time consegue o contra-ataque e faz mais um ponto. O técnico vibra e elogia as suas comandadas no mesmo instante.

Em outro momento, toda a didática para falar com Pri Daroit, um dos destaques da partida. A ponteira recebe uma bola na entrada de rede e está marcada pelo bloqueio do Pinheiros. Sem muita força, ela tenta explorar, mas acaba jogando por cima da marcação e a bola vai fora. Ali, enquanto o time se rival de arruma para sacar, Zé Roberto chama Pri para uma rápida conversa.

“Quebra ela lá”, diz ele apontado para o lado e mostrando qual movimento a sua atacante deveria fazer com o punho para direcionar melhor a bola. “Você bateu ela reto de novo”, completou o técnico, sem alterar o tom de voz.

Na sequência, mais uma jogada para Pri Daroit, mais uma vez marcada pelo bloqueio. Agora, ela segue as orientações que acabou de receber, desvia a bola do bloqueio e pontua. Ela corre para o banco para abraçar o treinador com jeito de professor.

E assim foi a partida toda. “Falo para não abrir antes, moçada”, avisa Zé depois de ponto do Pinheiros em uma jogada de fundo. “Levantador atrás, levantador atrás”, alerta ele para as suas jogadoras que estão na rede. Vale também, mesmo com o jogo simples, reclamar com o juiz. Depois de uma bola marcada como dentro no ataque do Pinheiros, ele vai até a linha do fundo de quadra e fala: “Aí, não. Eu estou na mesma linha que você e vi muito bem. Isso não”.

Conseguir escutar as conversas também rendeu algumas risadas. No segundo set, o árbitro marca que a bola caiu, mas as jogadoras do Pinheiros seguem, como se nada tivesse acontecido. O juiz precisa apitar mais algumas vezes para elas pararem. Ele chama a capitã Andreia para uma rápida conversa. E a comandante da equipe em quadra explica: “Desculpa, acho que deu ’tilte'”.

Autor: Tags: , , , , , , ,

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012 Superliga | 22:20

Até agora, Superliga volta do carnaval como esperado

Compartilhe: Twitter

A Superliga 2011/2012 voltou na noite desta sexta-feira depois da parada para a folia do carnaval. Depois de desfilar em escolas de samba, como as meninas do Unilever, curtir camarote na Sapucaí, como Murilo e Jaqueline, e fechar o feriado com show de despedida do Exaltasamba, que contou com o elenco da Cimed/Sky lá em Florianópolis, os jogos voltaram.

Ana Cristina e Fernanda Garay

Fernanda Garay postou uma foto no Twitter ao lado de Ana Cristina após vitória sobre o Pinheiros

E, pelos resultados do feminino nesta sexta-feira, as coisas seguem como o esperado. Líder Unilever bateu o Macaé por 3 sets a 0, com dois sets apertados e vida fácil na última parcial. O Vôlei Futuro, em casa, passou pelo Pinheiros pelo mesmo placar. A equipe de Araçatuba errou saques, mas se impôs no ataque e dominou o jogo (veja os detalhes do jogo). O Pinheiros, apesar de estar por enquanto em oitavo na tabela, segue sem grandes chances na temporada depois do desmanche que sofreu no ano passado.

Falando em tabela, o Mackenzie/Cia do Terno venceu o BMG/São Bernardo, mais um time que, na minha opinião, não “virou” nesta temporada, também em sets diretos e assegurou um lugar nos playoffs da Superliga.

Mas o jogo esperado da rodada é entre Sollys/Nestlé e Usiminas/Minas, na tarde de sábado. Se vencer, o time de Osasco segue na vice-liderança. Um tropeço faz as laranjas serem ultrapassadas pelo Vôlei Futuro. Será uma partida interessante porque o Sollys/Nestlé vinha de boas atuações. A equipe ganhou volume com a volta da levantadora Fabíola e finalmente começou a ver a norte-americana Destinee Hooker em ação. Já as mineiras têm as cubanas Herrera e Daymi no ataque sob o comando da levantadora Claudinha. Promessa de boas jogadas.

Sobre o masculino ainda é um pouco cedo para comentar, já que quase toda a rodada também será no sábado. Na noite desta sexta-feira apenas vitória no tie-break do RJX sobre o BMG/São Bernardo (leia mais sobre a partida) e um duelo equilibrado entre Vôlei Futuro e Vivo/Minas. Volto depois da rodada com os resultados atualizados e mais comentários.

Autor: Tags: , , , , , , , , , , , ,

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012 Superliga | 22:34

O que era um clássico virou uma lavada

Compartilhe: Twitter

*atualizado dia 18/01

Karine - Sollys/Osasco

Karine, com ajuda das defesas de Camila Brait, fez um grande jogo

Até a temporada passada, Osasco x Pinheiros era um belo clássico. Os dois times tinham nomes da seleção e disputavam os títulos estadual e da Superliga. Na noite desta segunda-feira, no primeiro confronto entre as equipes na edição 2011/2012 do torneio nacional, o jogo que tinha ares de clássico virou um grande passeio.

O Pinheiros, que passou por crise depois da Superliga passada, perdeu jogadoras importantes justamente para o Sollys/Nestlé. As levantadoras Fabíola e Karine e as ponteiras Ju Costa e Ivna foram para o time vice-campeão nacional. Com um elenco sem estrelas, a equipe da capital paulista já tinha seis derrotas e apenas uma vitória no campeonato e, agora, perdeu mais uma.

O Sollys/Nestlé deu um pouco de espaço no primeiro set, vencido por 25 a 17. Depois, embalou, errou pouco e venceu de lavada por 25 a 14 e 25 a 15. E o jogo teve alguns destaques. Se Luizomar estava preocupado com a ausência de Fabíola, com edema ósseo no joelho, pode relaxar. Karine fez uma grande partida e, pelo que eu tenha notado, errou apenas um levantamento de manchete no segundo set. Os méritos do passeio no ataque são dela. Claro que ter só uma levantadora no time é ruim porque atrapalha nos treinos, nas inversões de 5-1 e em tudo mais, só que Karine se mostrou gigante em quadra.

Além disso, Tandara, mais uma contratação para a temporada, virou praticamente tudo a partir do segundo set (será que ela ainda perde espaço para a norte-americana Destinee Hooker, quando a oposta se recuperar de uma lesão na mão?). Para completar, Ju Costa teve ótima passagem pelo saque também na segunda parcial. Sem falar na líbero Camila Brait, que fechou a defesa, principalmente na última parcial, e foi premiada com o troféu Viva Vôlei de melhor em quadra. Brait está crescendo muito como líbero e tem facilitado o trabalho das demais jogadoras.

O Sollys/Nestlé jogou como um grande time e assumiu provisoriamente a liderança da tabela, recuperando-se da primeira derrota na Superliga que levou na última rodada, com os 3 a 1 para o Usiminas/Minas. Foram pontos de bloqueio, saque e ataques conscientes de Jaqueline e companhia. Já o Pinheiros ainda tem um muito longo caminho a seguir se quiser sonhar com alguma coisa Superliga. E essa foi só a abertura da oitava rodada…

Um invicto a menos e um novo líder

Na continuação da rodada, o Unilever fez um belo jogo e bateu o Usiminas/Minas por 3 sets a 0. O time de Bernardinho realmente embalou e se encontrou no torneio. Depois de um começo ruim, com derrota para o Sesi e jogos abaixo do esperado, já são sete vitórias consecutivas e Fernanda Venturini e companhia afiadas.

Já o Vôlei Futuro, que era o invicto no torneio, perdeu para o Sesi por 3 sets a 2. A derrota não apaga a bela campanha até aqui do time de Araçatuba, m as dá uma emoção na Superliga, ajudando a embolar a tabela. O Vôlei Futuro bloqueou muito na segunda parcial. Já o Sesi soube definir melhor. Que essa edição do torneio nacional não fique apenas entre Unilever e Osasco, apesar de as duas equipes também estarem de vento em popa.

Autor: Tags: , , , , , ,

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011 Superliga | 17:18

Superliga feminina volta aos eixos na segunda rodada

Compartilhe: Twitter
Unilever - Divulgação/Local

Unilever comemora primeira vitória na Superliga 2011/2012

A Superliga feminina 2011/2012 teve a sua segunda rodada na noite de terça-feira e, olhando os resultados, digamos que as coisas “voltaram aos seus eixos”. Quem era favorito, cumpriu o seu papel e venceu. E o jogo que acabou como o mais equilibrado reuniu times de forças parecidas.

Na rodada de abertura a surpresa havia sido a derrota do Unilever para o Sesi por 3 sets a 0. Já era esperado que o Sesi, com Dani Lins, Sassá e Elisângela, chegaria nesta temporada para brigar com os times grandes. Mas o que surpreendeu foi o placar em sets diretos. No jogo que era o clássico da rodada, a expectativa era por mais equilíbrio. Só que o time carioca não rendeu, Fernanda Venturini sofreu com o passe e com o ritmo de jogo e as paulistas dominaram o marcador.

Na noite de terça-feira, vitórias esperadas. O Sollys/Osasco, com a estreia da norte-americana Hooker e Jaqueline, venceu o Mackenzie. Sesi passou pelo Macaé e o Unilever se recuperou e bateu o São Caetano. Todos os jogos foram 3 sets a 0. O único 3 a 2 foi do São Bernardo para cima do Pinheiros em um jogo fraco, com times que ainda estão se arrumando e ainda parecem longe das favoritas ao título.

Hooker - Divulgação/CBV

Hooker estreou na vitória do Sollys/Osasco na segunda rodada da Superliga

Mas o tropeço do Unilever logo na primeira rodada e o bom começo do Sesi podem ser bons sinais. Finalmente teremos um ano que não será dominado por Osasco e Rio de Janeiro? Além do time da capital, o Vôlei Futuro, por exemplo, tem duas vitórias na competição e vem com um potente elenco nesse ano, com os reforços de Fernanda Garay e Carol Gattaz.

Calma, ainda é muito cedo para prever alguma coisa. Hooker fez apenas o seu primeiro jogo no Brasil e ficou poucos pontos em quadra. A cubana Nancy Carrillo ainda não jogou pelo São Bernardo. Stacy Sykora ainda se recupera do acidente de abril e é reserva no Vôlei Futuro. Esses são apenas três jogadoras que podem fazer a diferença em quadra.  Pode ser cedo para fazer qualquer afirmação, mas os elenco das equipes e esses primeiros jogos são pequenos indícios de que a final em 2012 pode ser diferente…

Autor: Tags: , , , , , ,

  1. Primeira
  2. 1
  3. 2
  4. 3
  5. Última