Publicidade

Posts com a Tag passe

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013 Superliga | 13:15

Unilever sofre muito sem Logan Tom?

Compartilhe: Twitter
Divulgação

Logan Tom

A Unilever passou a temporada 2011/2012 assombrada por lesões, como o caso de Natália, que nem chegou a estrear pelo time por conta das cirurgias na canela. Estamos chegando perto dos playoffs da Superliga e o problema está de volta. Logam Tom sofreu uma entorse no tornozelo esquerdo no aquecimento da partida contra o Rio do Sul, no dia 1 de fevereiro, e segue fora da equipe. Ela não teve fratura e não vai passar por cirurgia, mas está imobilizada e de repouso. E agora, a Unilever sofre muito sem a norte-americana?

Na prática, ainda não. A equipe carioca venceu o Rio do Sul e, na noite de terça-feira, passou pelo lanterninha São Bernardo. E ficar sem  Tom não é uma grande novidade, já que ela já tinha sido substituída outras vezes. Quem herdou a vaga foi a jovem Gabi. Ela chegou a sentir a pressão em alguns momentos, mas na maioria das vezes, segurou bem a onda e foi destaque. Ela tem potencial e pode ajudar, e muito, o time.

O que pode fazer falta é o saque, para mim o melhor fundamento da Logan Tom. Sim, ela é uma ponteira passadora que equilibra no fundo de quadra, mas já vi jogo com Tom forçando no serviço o tempo todo e colocando a bola na quadra adversária. E no feminino, onde a maioria usa um saque mais balanceado ou chapado, ajuda ter uma pancada bem executada de vez em quando.

Ainda não dá para prever quando a norte-americana vai voltar a jogar. “É importante destacar que esses prazos são difíceis de serem determinados. A evolução é muito individual, sendo preciso respeitar o tempo de recuperação de cada pessoa. A avaliação é feita dia a dia”, explicou o fisioterapeuta da Unilever, Guilherme Tenius, o Fiapo.

Sem um prazo, o jeito é ter paciência e apostar em Gabi. Pelo menos, nessa temporada, Bernardinho tem mais opção de troca. Ainda tem Régis no banco e a veterana já foi acionada diversas vezes. Por enquanto, o time vai bem e é líder isolado da Superliga com apenas uma derrota na competição, ainda da quarta rodada do turno. Nesse ritmo, deve seguir sem problemas e Logan Tom deve estar disponível para os playoffs.

Autor: Tags: , , , , , , ,

sexta-feira, 22 de junho de 2012 Seleção feminina | 14:15

Irregularidade e mais um tie-break para o Brasil no GP

Compartilhe: Twitter

A seleção brasileira feminina venceu Cuba por 3 sets a 2 no quinto jogo de sete partidas já disputadas no Grand Prix decididas no tie-break. E o jogo mostrou como está a seleção nesta temporada: cheia de altos e baixos.

Logo no primeiro set, principalmente se aproveitando dos contra-ataques, o Brasil disparou em 20 a 13. Jaqueline, que foi mal contra os Estados Unidos no fundo de quadra, era referência no ataque. Quem via isso imaginava que sairia o primeiro 3 sets a 0 para a seleção neste Grand Prix. Nada disso. Cuba forçou o saque e o ataque e, enquanto o Brasil deixava de ser decisivo na rede, empatou e virou a parcial.

Bloqueio-Divulgação/FIVB

Brasil vence Cuba, mas de novo tem muitos altos e baixo

As outras parciais foram um pouco mais equilibradas. No segundo set, a seleção disparou mais uma vez, mas conseguiu se segurar na frente. A mesma coisa aconteceu na terceira etapa. E agora, depois de dois sets vencidos sem muitos problemas e vendo algumas jogadoras melhorarem, como Sheilla, dava para esperar o final do jogo no quarto set, não? Pois é, mas não foi bem assim. A levantadora/atacante de Cuba Santos acabou com o passe do Brasil e com uma bela sequência no saque (foram seis pontos ela no serviço, se não errei na conta), colocou seu time em ampla vantagem. A seleção ainda encostou de novo, mas perdeu a parcial. Depois, no tie-break, mais uma vez facilidade para vencer.

Cuba é um time muito forte no ataque e, principalmente no saque. E, como não é novidade, o passe da seleção foi ruim. O ataque também se perdeu, principalmente no primeiro set. Mas o que eu acho que mais preocupa são esses altos e baixos desde o primeiro jogo no Grand Prix. E agora já era a segunda semana usando as titulares. Alguns comentaram aqui que era complicado dar ritmo de jogo com tantas mudanças, já que Zé Roberto mexeu bastante no time da primeira para a segunda semana do Grand Prix. Pelo visto, as mudanças e testes estão no fim e o técnico já começa a definir a equipe, pois era preciso vencer hoje e se fosse por 3 a 0 ou 3 a 1, o Brasil daria meio passo rumo às finais do Grand Prix. Mas mesmo usando aquelas que já estão entrosadas e tudo mais, falta regularidade para começar e terminar bem um jogo.

A atuação no sistema defensivo preocupa. Fernanda Garay, que voltou depois de lesão, não se achou no fundo. A falta de bolas no chão em alguns momentos, também. No momento, apesar de ainda vê-la como titular, Sheilla tem sacado melhor do que atacado, por exemplo. Mari só entrou em uma passagem hoje e não foi testada. Jaqueline foi mal no passe, mas resolveu agora no ataque. Fernandinha, que deve mesmo ser a segunda levantadora, segue correspondendo quando acionada e mostrou que já conhece as companheiras soltando bolas de meio logo de cara. Mas a pouco mais de um mês das Olimpíadas esses altos e baixos no conjunto são bem complicados.

E como não liquidar logo um jogo contra uma equipe que é sim muito forte, mas que, como arrisca o tempo todo, erra demais! Foram 41 erros em toda a partida. Isso mesmo, 41 pontos dados de graça. O Brasil poderia ter se aproveitado melhor e finalmente ter vencido por 3 a 0. Quem sabe neste sábado, mais uma vez às 8h30, contra Porto Rico…

P.s.: Enquanto Brasil sofre e é apenas o sexto colocado, Estados Unidos (líderes) e Turquia (um time muito equilibrado e que já foi o destaque do Pré-Olímpico europeu) já estão na fase final. E os dois estão no grupo da seleção feminina em Londres…

Autor: Tags: , , , , , , ,

domingo, 13 de maio de 2012 Seleção feminina | 20:56

Brasil cumpre o seu dever e assegura vaga para as Olimpíadas

Compartilhe: Twitter

Ninguém queria disputar este Pré-Olímpico da América do Sul. A vontade da seleção brasileira feminina de vôlei era conseguir a vaga para Londres direto na Copa do Mundo, mas com a quinta colocação, o jeito foi jogar em São Carlos. E já que elas estavam aqui e eram as grande favoritas ao título, cumpriram o seu papel, venceram todos os jogos por 3 sets a 0 e conquistaram o lugar nos Jogos Olímpicos.

Fernanda-garay/Vipcomm

Fernanda Garay, maior pontuadora do Brasil com 15 acertos, vibra na final

Na final deste domingo, o Brasil venceu o Peru. O primeiro e o terceiro sets foram fechados sem nenhuma ameaça. Mas na segunda parcial, depois de dispara no placar, a seleção deu uma parada e falhou, principalmente na recepção. Depois, melhor no ataque e com erros das peruanas (e como elas erravam! O time sabia defender, mas na hora de concluir…), chegou aos 25 pontos. Entretanto, segue o alerta para o passe, um antigo problema do Brasil. Jaqueline, ponteira responsável pelo fundamento, errou, levou aces e acabou se destacando mais no ataque do que no fundo nesta competição, por exemplo. Acho que esse será um ponto que Zé Roberto vai trabalhar bastante com a seleção até Londres…

Veja como foi a vitória do Brasil sobre o Peru set a set

Mas o Pré-Olímpico também mostrou coisas boas. Apesar da fragilidade das adversárias, o Brasil fez seu jogo a maior parte do tempo concentrado. E usou um bom saque. Na partida da semifinal, Sheilla chamou a atenção. Neste domingo ela seguiu bem, mas Jaque também acertou a mão em um serviço rente à rede que deu trabalho. O que não pode é o Brasil ter trabalho na recepção como teve.

Leia também: Vice, Peru vai ao Pré-Olímpico mundial, no Japão

Ainda é cedo para Zé Roberto definir quem vai levar às Olimpíadas, mas também teve gente que foi bem no torneio em São Carlos. Fabíola, levantadora considerada titular pelo técnico, variou bem, apesar de alguns meios fora do tempo. E ela soube “ler” a sua equipe, dando bola para quem estava virando, que neste domingo foram Sheilla e Fernanda Garay, principalmente. A líbero Camila Brait veio de uma excelente Superliga e não decepcionou quando entrou. Paula Pequeno também deu mais volume ao ataque ao substituir Garay em algumas partidas. Sheilla, depois de uma Superliga com lesões e de ter começado devagar o Pré-Olímpico, jogou bem na final.

O torneio teve um nível técnico baixo e ninguém chegou a pensar que o Brasil pudesse perder a vaga. E elas entraram em quadra e venceram. Agora é aproveitar uma semana de folga e voltar para o Grand Prix, que realmente vai testar essa equipe para Londres. E até lá treinos não vão faltar.

Brasil-vipcomm

Festa da vaga olímpica e "Eu quero tchu, eu quero tcha" para comemorar

P.s.: Itália e Estados Unidos, no masculino, também conseguiram as suas vagas para as Olimpíadas neste final de semana. Depois farei um post só para os outros Pré-Olímpicos, combinado?

Autor: Tags: , , , , ,

sexta-feira, 16 de março de 2012 Superliga | 21:22

Com vantagem, Sollys/Nestlé é o 1º semifinalista da Superliga

Compartilhe: Twitter

Sollys/Nestlé x BMG/São Bernardo havia sido o único jogo com passeio na primeira rodada das quartas de final da Superliga feminina. Enquanto todos os outros jogos foram para o tie-break, o time de Osasco venceu as rivais por 3 a 0. Nesta noite elas voltaram para a quadra, perderam um set, mas também venceram com uma certa facilidade. Com 2 a o na série melhor de três, o Sollys/Nestlé é o primeiro semifinalista da Superliga 2011/2012.

Nos dois primeiros sets da partida, a equipe de Luizomar de Moura venceu sem problemas, se impondo em quadra, como fez na primeira partida. Depois, aquela famosa síndrome do terceiro set apareceu. Foram nove pontos de graça com toques na rede, erros no fundo, no ataque… O passe não se achou nem com Camila Brait, que é uma ótima líbero, ou com Jaqueline, a ponteira passadora. Com isso, o São Bernardo se aproveitou e jogou para a sua oposta Lia, que colocou uma bola no chão depois da outra.

No quarto set, o jogo voltou para os eixos. O Sollys/Nestlé recuperou a concentração, acertou o tempo no bloqueio e não deu chances, liquidando o jogo com 25 a 14 no placar. No final do jogo foram 17 pontos de bloqueio, melhor fundamento do Osasco. Além disso, o passe voltou a funcionar e Fabíola teve mais tranquilidade para armar. Para completar, defesas e contra-ataques bem aproveitados. Tandara colocou 18 bolas no chão no ataque e Hooker, 14.

Moral da história? Primeiro é que, se bobear, quem está do outro lado pode crescer. Depois, que concentração é tudo e vence jogo. E a vantagem disso tudo foi já ter liquidado a série, sem desgastes e com direito a assistir de camarote a série entre Sesi e Usiminas/Minas, que define o outro semifinalista. Pelo menos por aqui, o favoritismo foi confirmado… Vamos ver o que acontece com Unilever x Mackenzie/Cia do Terno (será que as mineiras surpreendem de novo e fecham a série?) e Vôlei Futuro x Banana Boat/Praia Clube (teremos mais um 3 a  2?) no sábado. No domingo será a vez de Sesi x Usiminas/Minas.

P.s.: e para fechar o dia, mais uma derrota para o São Bernardo. O time masculino perdeu para o Cruzeiro na abertura das quartas de final, em mais uma série que parece que será vencida pelo favorito sem dificuldades. Sada/Cruzeiro, melhor da fase classificatória já está mais perto da semifinal…

Autor: Tags: , , , , , ,

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012 Superliga | 10:22

Líderes fazem a lição de casa na Superliga feminina

Compartilhe: Twitter

As equipes com as melhores colocação na Superliga feminina fizeram a sua parte na terceira rodada do returno. Diante de adversários teoricamente mais fáceis, Unilever, Vôlei Futuro, Sollys/Osasco e Usiminas/Minas venceram. Desses, só o time de Osasco teve vida realmente fácil. Para os outros, 3 a 0 ou 3 a 2 significaram equilíbrio.

Fernanda Venturini - Daniel Ramalho/adorofoto

Venturini, que havia sofrido um acidente de carro com Bernardinho na manhã de terça, jogou contra Mackenzie

Unilever e Vôlei Futuro venceram em sets diretos. E quem advinha o que ainda é um problema para a equipe carioca? Sim, mais uma vez o passe. E sim, ter Fernanda Venturini no levantamento ajuda. O time de Bernardinho bateu o Mackenzie/Cia do Terno, sétimo colocado, e segue na liderança isolada, mas as parciais tiveram placares até que apertados (25/21, 25/20 e 25/20).

Placar apertado para o outro 3 sets a 0 de um dos líderes. O vice Vôlei Futuro só venceu a primeira parcial para cima do BMG/São Bernardo por 32 a 30. Depois, mesmo cometendo erros, fechou o jogo em casa com um pouco de folga no marcador (25 a 17 e 25 a 19).

Já o Sollys/Nestlé se aproveitou do novato Rio do Sul e, aí sim, venceu por 3 a 0 com tranquilidade (25/21, 25/19 e 25/13). E o time de Osasco aproveita os jogos mais simples para recuperar o ritmo de Fabíola e contar com Hooker. A levantadora voltou depois de lesão no joelho e a oposto, grande contratação da temporada, começa a mostrar seu jogo mais solto e sua potência. Será que ela já é uma ameaça a Tandara? De qualquer maneira, é melhor ter o time todo e se preocupar em quem escalar do que olhar para o banco e não ter quem colocar. Luizomar já passou por isso quando Fabíola estava machucada….

Para fechar o bloco de líderes, um placar que surpreendeu. O Usiminas/Minas, apesar de não ter as estrelas da seleção, é um time forte e que vem dando trabalho. Mas as mineiras sofreram para bater o lanterninha Macaé. A vitória veio apenas no tie-break. Com isso, perdeu um ponto em um jogo que poderia ter sido mais um 3 a 0 pelo histórico das duas equipes.

No final, com altos e baixos, quem estava melhor colocado venceu quem estava na parte debaixo da tabela. Para os líderes, a rodada com duelos considerados mais simples valeu a pena.

Autor: Tags: , , , , , , , , , ,

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012 Superliga | 09:40

Com altos e baixos, ataque vence defesa na Superliga feminina

Compartilhe: Twitter

O segundo turno da Superliga começou na noite de terça-feira com Sesi e Unilever em quadra. O time carioca, que venceu o clássico diante do Sollys/Osasco no final de semana, não foi tão bem, mas venceu o único adversário pelo qual já tinha sido parado no torneio nacional. Mas o jogo de terça foi um pouco diferente daquele da estreia da competição.

Bernardinho - Divulgação

Bernardinho perdeu a cabeça diversas vezes durante a partida contra o Sesi

No primeiro jogo da Superliga, o Unilever sofreu com a falta de entrosamento e os passes errados. Agora, as cariocas já estão bem acostumadas a jogar juntas, basta olhar a atuação de Venturini com as centrais, mas o passe ainda não é o ideal.  Mari continua sendo caçada quando está no fundo de quadra e nem sempre corresponde…

A ponteira vinha de boas atuações. Além de atacar, ela tem ajudado, e muito, no bloqueio. Mas na terça-feira quando teve passagens pelo fundo de quadra… Primeiro levou um ponto em um golpe de vista errado quando estava no lado direito, no saque de Dani Lins. Depois, a mesma cena se repetiu do lado direito. Na sequência, ataque para fora. E o problema disso é olhar para o banco e não ter muitas alternativas. Natália, contratada para ser uma das ponteiras do time, ainda se recupera da segunda cirurgia na canela. O que fazer? Esperar Mari se reencontrar em quadra.

Mas o jogo não foi ruim apenas para Mari. Todo o Unilever teve altos e baixos e viu a partida ir para o tie-break por causa das belas defesas do Sesi (já falo isso) e de seus erros. Venceu porque, no set final, usou a arma do rival, acertou a mão no saque com Sheilla e já abriu 5 a 0. Venceu, mas não manteve o bom ritmo das últimas atuações.

Do outro lado, o Sesi mostrou que é um time de defesa. Se tivesse vencido, acho que o troféu de melhor em quadra teria ido para a líbero Michele. Foram defesas lindas no final do segundo set, que recolocaram o time no jogo depois de estar perdendo feio toda a parcial. Pena que Dani Lins, em alguns momentos, não conseguiu ter as melhores escolhas para matar os contra-ataques. Mas é bom lembrar que nem Venturini estava em seu melhor dia.

No final, no jogo de um time que é forte no ataque contra outro que é excelente na defesa, venceu o ataque.

Autor: Tags: , , , , , , ,

sábado, 27 de agosto de 2011 Seleção feminina | 08:26

De 15 a 22 para a final do Grand Prix

Compartilhe: Twitter

*atualizado às 11h40

Ao falar em Brasil x Rússia em um jogo de vôlei feminino, quase sempre vem à cabeça aquele 24 a 19 da semifinal olímpica de Atenas. O Brasil estava na frente e não conseguiu acertar nenhuma bola sequer para fechar. Neste sábado, quem sabe essa memória possa ser substituída…

Fernanda Garay - Divulgação/FIVB

Fernada Garay foi titular do Brasil no lugar de Mari. Natália também começou, no lugar de Paula

Depois de dois sets que mostraram como é importante ter o passe funcionando, o Brasil se perdeu. Nos primeiros sets, a seleção teve até alguns momentos de falhas (como na parcial inicial), mas no geral conseguiu trabalhar com a bola na mão de Dani Lins e a levantadora correspondeu, usando bem o meio (caminho esperado para vencer as gigantes russas). O Brasil era eficiente quando a recepção saia e ainda conseguia atrapalhar o passe das russas. Era a combinação saque e defesa que Zé Roberto havia pedido antes do jogo. Tudo estava bem e o placar indicava 2 sets a 0.

Aí veio o terceiro set. A Rússia cresceu na partida e chegou a abrir sete pontos. O bloqueio nacional se perdeu, enquanto o russo, se achou. E achou Thaísa pelo meio, duas vezes seguidas. O passe voltou a falhar, com erros de Natália, Fernanda Garay e companhia. Vendo assim parece que tudo estaria perdido e que a solução seria, pelo menos, voltar para o set para ganhar um pouco de ânimo e tentar fechar na quarta parcial. Mero engano.

Aos poucos, o Brasil se achou. Fernanda Garay, Natália e Sheilla soltaram o braço e marcaram logo na virada de bola. A Rússia chegou a abrir 22 a 15, mas o time nacional recuperou a bola com um meio de Fabiana. E foi a vez de Sheilla seguir para o saque. O serviço da oposta quebrou a recepção russa e as europeias usaram a sua jogada de segurança, com Gamova, de 2,02m, na entrada de rede. E lembra daquele 24 a 19? Ele se repetiu, mas para o outro lado.

O saque de Sheilla deu certo e os ataques de Gamova deram errado. Ela foi parada pelo bloqueio nacional, se sentiu pressionada e errou outras bolas. O sorriso sarcástico sumiu do rosto de Gamova. A Rússia só voltou a pontuar quando inverteu o jogo para a outra ponta da rede. Mas aí, o Brasil já tinha voltado para o jogo. Com a ótima marcação em Gamova, defesas lindas da líbero Fabi, e bolas no chão no contra-ataque com as ponteiras, a seleção saiu de 15 a 22 para 22 a 22! Foram sete pontos para apagar aqueles 24 a 19!

Depois, com a Rússia abalada, o time nacional manteve o ímpeto, Dani Lins fez as jogadas corretas, com segurança, e o Brasil fechou o jogo em 3 sets a 0 com um ataque de Fernanda Garay. O time saiu de um set quase perdido para a final do Grand Prix!

Moral da história

Dani Lins - DivulgaçãoFIVB

Brasil mostrou recuperação e acreditou no jogo

Chega de ter medo de enfrentar a Rússia! Elas também erram e têm fragilidades. Insistir em todas as jogadas com Gamova no final do set decisivo não foi o mais inteligente para o time. Vale lembrar que elas estava sem jogadoras importantes, como Sokolova, e outras novatas, mas que darão trabalho, como Goncharova, maior pontuadora do Grand Prix. Não foi o mesmo time que venceu o Mundial do ano passado, mas tinha boas peças em quadra. Basta ao Brasil controlar o emocional e apostar em seu jogo. Finalmente, parece que a seleção conseguiu esse controle.

O jogo mostrou que passe é fundamental. Sei que insisto nisso por aqui, mas realmente acho que esse seja o ponto chave do jogo. Durante o terceiro set, era possível escutar do banco de reservas do Brasil: “Passe na mão que vamos virar”.

Fernanda Garay leva vantagem em relação a Natália no fundamento. Quando o Brasil acerta no passe, Dani Lins está correspondendo e fazendo o que precisa. Ela está explorando bem os meios (Thaísa com 15 acertos e Fabiana, com 12 foram as maiores pontuadoras na semifinal) e fazendo jogadas mais seguras do que ousadas, mas o caminho está dando certo. Para quem  reclamou que estava criticando demais a levantadora, vi que ela melhorou nesta temporada e neste Grand Prix.

E ainda acho que Garay é o destaque do Brasil. Ela saiu da reserva, deu volume ao passe e também correspondeu no ataque. Com tudo isso, o Brasil chega a mais uma final e deixa um trauma para trás.

O adversário da decisão será os Estados Unidos, que venceram a Sérvia por 3 sets a 0 (25/22, 25/20 e 25/21). A partida do ouro será neste domingo, às 4h40 (horário de Brasília), com transmissão da Globo, Sportv e Esporte Interativo.

Autor: Tags: , , , , , , ,