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quinta-feira, 1 de agosto de 2013 Diversos, Superliga | 10:32

Paulista e Superliga com 21 pontos. Isso vai dar certo?

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O Campeonato Paulista de vôlei começa nesta sexta-feira com algumas novidades, entre elas uma nova pontuação. No torneio, será testada a regra de sets com 21 pontos (o tie-break continuará com 15 pontos). Além disso, a competição será uma prévia da Superliga, que segundo técnicos e dirigentes daqui de São Paulo, terá o mesmo formato. E agora, será que isso vai dar certo?

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A ideia de reduzir a pontuação é em prol da TV. “Acho que isso se faz necessário para ter um domínio do tempo máximo de jogo para a TV. É muito complicado imaginar que o jogo terá 90 minutos e ver uma partida com mais de 2 horas”, afirma Montanaro, gerente das equipes do Sesi, ao Mundo do Vôlei. Também conversei com Gustavo, central do Canoas, sobre a mudança e para ele, atletas podem ser beneficiados. “Além de diminuir o tempo de jogo, vai ajudar a diminuir o desgaste dos atletas”, falou o jogador.

Mas tirar quatro pontos de cada parcial vai de fato mudar alguma coisa no final? Marcos Pacheco, técnico da equipe masculina do Sesi, está um pouco pé atrás e comentou que a mudança pode ser radical demais. Mas, no final, os sets podem ter de 5 a 7 minutos a menos, o que pode ser uma vantagem para a televisão. Mas o treinador já espera um pouco de dor de cabeça para montar o jogo em sets menores.

“Muda toda a formatação do jogo, as paradas, as substituições. Até então o jogo se tornava mais tenso a partir do 20º ponto. Agora não sei a partir de que momento isso vai acontecer. Normalmente eu pensava em fazer as inversões a partir do 19º ponto. E agora? A estratégia já muda no 15º? O timing do jogo será diferente”, explica Pacheco.

Será que os times vão se adaptar bem à regra? E quanto tempo será necessário até a adaptação de fato? Bom, quem disputa o Paulista, como Brasil Karim, de Campinas, e o Sesi, fez alguns amistosos no novo formato. E vale se preparar porque, ao que tudo indica, a Superliga também será assim.

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“O Campeonato Paulista vai ser de 21 pontos porque a Superliga será de 21 pontos. Já temos a bola que é diferente, então a regra tem que ser igual. Não é que o Paulista será um teste da regra”, fala Pacheco. E os dois torneios terão jogos ao mesmo tempo, já que o calendário do torneio nacional foi “esticado” e a Superliga vai começar nesta temporada no início de setembro.

Procurada pelo Mundo do Vôlei, a confederação não confirmou a mudança. “Ainda não há definição sobre este assunto. Qualquer mudança neste sentido depende de aprovação na plenária da Superliga, que deverá acontecer nas próximas semanas”, disse por meio da assessoria. Gustavo também não sabia da alteração. “Na Superliga ainda está em discussão se será implementado ou não. Nós do Canoas continuaremos com os treinos normais e não faremos nenhum teste até lá”, afirmou. Ainda assim, os técnicos e dirigentes de São Paulo afirmaram que as regras foram discutidas e confirmadas em reuniões entre clubes e CBV.

Vamos ver no que isso vai dar. Fico receosa ao se fazer um teste na justo principal competição do país, que é a Superliga. Não poderia ser em algum torneio menor? Por outro lado, se a moda pega, o Brasil já estará acostumado a jogar nos tal 21 pontos.

Além disso, o caminho é tentar tornar os jogos mais rápidos. “Há duas semanas tivemos uma reunião sobre arbitragem e regulamento. Estavam os 10 árbitros, nós, jogadores, e os técnicos. Os jogos estavam parando demais, com muita reclamação e confusão com arbitragem. E ninguém quer o jogo parado. Todo mundo quer ver a bola no ar. Os árbitros vão ser mais enérgicos e nós, atletas, vamos tentar reclamar um pouco menos. E como a gente joga no verão, sua demais e já tem que parar toda hora para secar a quadra. Eles disseram que podem colocar mais de 20 gandulas ali do lado para ajudar”, conta Gustavo.

Resta saber como tudo isso será na bola, na quadra!

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quarta-feira, 10 de abril de 2013 Superliga | 14:35

Ranking, set de 21 pontos, Bernardinho, mercado e quase férias

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*atualizado às 15h21

Galera, estou de férias na redação do iG, mas sigo acompanhando o que acontece no vôlei nesta semana. Fico por aqui (por isso o “quase férias” do título) até a final da Superliga masculina e como essa semana começou agitada, resolvi colocar o papo em dia no blog. Teve ideia de diminuir número de pontos por set, novo ranking de atletas, movimentação no mercado e uma confirmação que a gente já esperava, mas que mesmo assim deve ter sido comemorada.

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A novidade desta quarta-feira é que a FIVB estuda diminuir os sets de 25 para 21 pontos. A ideia será testada na Liga europeia e serviria para diminuir o tempo dos jogos. O assunto já rendeu comentários no Twitter. Estava agora mesmo comentando isso com Gustavo. O central gostou da ideia e ainda deu uma sugestão: “Melhor os 21 pontos, na minha opinião, e um tempo a menos. Substituições mais rápidas!”, me respondeu ele. Com uma parada a menos e menos pontos, o jogo pode ficar mais ágil. Ainda assim, não perderá a essencial. Não sei se só quatro pontos fariam tanta diferença, mas quem sabe a mudança não dá certo? Como estávamos falando no Twitter, jogos de mais de 2h30 ou 3h são bem cansativos. E vocês, galera, o que acham dessa ideia?

Outro assunto foi o ranqueamento, que gerou algumas polêmicas nesta temporada. Quantas vezes escrevi ou comentaram que o Sollys/Nestlé era a seleção brasileira? Quem não lembra das reclamações de Zé Roberto Guimarães depois da semifinal da Superliga? Pois bem, uma das selecionáveis terá que deixar o time.

Alexandre Arruda/CBV

Fernanda Garay agora é 7 no ranking da CBV

Cada equipe pode somar 32 pontos, mas pode contar com, no máximo, três jogadoras com sete pontos, valor mais alto do ranking. E depois do bicampeonato olímpico, Fernanda Garay foi promovida ao grupo de sete pontos. A classificação acho que é justa, afinal, a ponteira fez uma excelente temporada e nas Olimpíadas de Londres tirou o lugar de Paula Pequeno e foi importante para a seleção. Como o ranking leva em conta o que a atleta fez no ano anterior, Fê Garay deveria mesmo ser 7.

Veja o ranking completo das atletas da Superliga feminina

Agora, além dela, Thaísa, Jaqueline e Sheilla são as atletas do Sollys/Nestlé com pontuação máxima. Uma delas terá que sair. Qual faria menos falta? Não tenho ideia. Alguns boatos falam que é a própria Fê Garay quem vai deixar o time. Não sei, mas qualquer uma fará falta porque todas são destaques em suas posições. O Sesi já tentou levar a Jaqueline e o time paulista tem Fabiana e Tandara como 7 no momento. Ah, e Tandara foi o mesmo caso de Garay. Ela mudou de pontuação nesta temporada. Mas aí acho que contou não a seleção, até porque ela conseguiu o seu lugar no time, mas é reserva, mas o crescimento ao longo da Superliga. Bom, vou parar de fazer suposições e deixar para os dirigentes do Sollys e dos outros times se acertarem com isso… Mas quem quiser comentar e montar o seu time, fique à vontade!

Falando em montar time, o mercado teve mudança e confirmação nesta semana. Pacheco é o técnico do time masculino do Sesi, na vaga deixada por Giovane. Apesar de achar que houve falha na semifinal por não ter um plano B para a lesão de Serginho, que jogou no sacrifício o tempo todo contra o Sada/Cruzeiro, gostava do trabalho de Giovane. Mas Pacheco tem mais experiência no banco, diversas finais de Superliga e o time paulista segue em boas mãos. O ruim disso é ver a equipe de Campinas que ficou sem patrocinador já perdendo gente também.

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Alexandre Arruda/CBV

Bernardinho segue na Unilever e na seleção

Outro técnico foi notícia, só que pela confirmação. Bernardinho, campeão da Superliga, segue na Unilever e na seleção brasileira. Tem gente que pode falar, reclamar do jeito dele ou se algumas decisões como cortes e tal, mas Bernardinho é um treinador e tanto. Ele mexeu na Unilever em diversos jogos da Superliga e isso fez o time mudar e vencer. Até na final, as jogadoras falaram que mudaram de postura após uma conversa dele do segundo para o terceiro set. A torcida carioca deve ter comemorado a decisão, ainda mais depois de o próprio Bernardinho ter comentado no começo da temporada ao Diário de São Paulo, se não me engano, que estava cansado e que seguiria só com um dos times, a Unilever ou a seleção. Mas ainda assim, era uma decisão esperada. Ary Graça já tinha dito que seguiria no time nacional, e não o imagino fora da Unilever. Alguém imagina?

A semana ainda deve render mais assuntos, afinal, a decisão da Superliga masculina será no domingo, no Maracanãzinho. Eu sigo nas minhas “quase férias” e, por isso, posso ficar um pouco distante nos próximos dias. Mas volto para a final RJX x Sada/Cruzeiro!

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sábado, 4 de fevereiro de 2012 Superliga | 17:25

Cimed/Sky vence de novo sob comando de Douglas, e agora?

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Douglas - Divulgação/CBV

Douglas conversa com Bruninho durante tempo. Técnico está invicto na Cimed/Sky

A Cimed/Sky trocou de treinador durante a Superliga 2011/2012. Pacheco, como foi comentado por aqui, pediu demissão e seu lugar foi assumido por Douglas. Pacheco saiu depois de duas derrotas, para Sesi e Volta Redonda. E com Douglas no comando, a equipe catarinense ainda não perdeu. Mas a tabela para eles irá complicar daqui para frente…

O primeiro jogo do novo treinador foi contra o novato UFJF. Depois tiveram BMG/São Bernardo, Londrina/Sercomtel, Medley/Campinas (que já exigiu mais) e BMG/Montes Claros neste sábado. Vou comentar sobre esse jogo daqui a pouco… Até agora, foram equipes que estão pelo meio da tabela e a Cimed/Sky cumpriu a sua obrigação.

Agora a sequência será RJX, Vivo/Minas, Vôlei Futuro, Sada/Cruzeiro e Sesi. São basicamente os primeiros colocados até agora. Tudo que que o RJX ainda tem muitos altos e baixos, mas venceu no primeiro turno em um jogo que atuou muito bem com a dupla Marlon e Lipe inspirada. Esses jogos mostrarão a cara da Cimed sob o comando de Douglas.

Por enquanto, ele me pareceu um técnico controlado e, digamos, básico. No jogo desta manhã contra o Moc, ele pediu tempo apenas para reclamar com Bruninho porque o levantador fez três vezes o mesmo meio fundo com João Paulo Tavares e todas deram errado (Já está na hora de Bruno parar com isso e não insistir em jogadas só para dar moral ao atacante…). Douglas pediu para abrir o jogo para as pontas, ou seja, o básico.

E uma das reclamações de Pacheco em sua saída é visível em quadra. A Cimed mudou muito seu elenco. Em dois anos, perdeu nomes importantes e, dos titulares, tem apenas Bruninho, Éder e Renato daqueles que já foram tetracampeões nacionais. Entretanto, isso não quer dizer que o time tenha ficado ruim ou que não tenha chances de ser campeão de novo, longe disso. Giba, que não jogou na temporada e terá que passar por cirurgia na canela, faz muita falta, sem dúvida. Mas Felizardo é um ótimo meio, leve e com bom tempo de bloqueio, por exemplo. Rivaldo, quando inspirado, vira todas. O problema é esperar esse “quando inspirado”.

Emocional decide jogo

Alberto - Divulgação/Vipcomm

Alberto duela com Éder na rede. Moc cresceu no jogo, mas se perdeu no emocional

É possível falar de Rivaldo inspirado para descrever Cimed/Sky x BMG/Montes Claros nesta manhã. O primeiro set foi muito equilibrado. Já no segundo, Rivaldo e companheiros pararam de virar e o Moc venceu com facilidade. No terceiro, a Cimed viu Rivaldo voltar a jogar e, acertando ataques, colocou um 25 a 10 para cima dos mineiros. Na última parcial, começo equilibrado e vitória da equipe de Santa Catarina. Os números resumem a atuação do oposto: foram 15 pontos no jogo, sendo 13 nos dois últimos sets. Coincidência ou não, a Cimed venceu quando Rivaldo entrou no jogo.

Entretanto, o que me chamou a atenção foram os nervos a flor da pele dos mineiros. Na segunda parcial, o levantador Rafinha começou a reclamar mesmo com uma ampla vantagem no marcador. O técnico Jorge Schmidt pediu tempo e perguntou o motivo para aquele “show”. Acho Rafinha um bom levantador, mas não gosto desse jeito, cheio de catimba.

O descontrole seguiu no terceiro set e isso ajudou para lavada dos catarinenses. E tanta implicância e reclamação renderam dois amarelos ao Moc. Sim, o árbitro cometeu erros claros para a Cimed, como já até comentaram aqui. Tiveram bolas claras com desvio no bloqueio catarinense que foram dadas como ataques para fora dos mineiros. Mas ainda assim, se o Moc tivesse mantido o foco, teria mais chances. O emocional decidiu o jogo.

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sexta-feira, 20 de janeiro de 2012 Superliga | 18:36

A saída de Pacheco da Cimed/Sky

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Pacheco

Pacheco pediu demissão da Cimed/Sky na quinta-feira

Duas derrotas seguidas e um técnico a menos. Esse é o saldo do momento da Cimed/Sky. O time, que no passado caiu ainda nas quartas de final e nessa temporada está em quinto lugar na tabela, viu o treinador Marcos Pacheco pedir demissão na quinta-feira. Conversei com ele hoje e o bate papo mostrou um cara ainda abalado com a decisão.

Pacheco disse que saiu por motivos pessoais, por ver que suas convicções não batiam mais com as do time. A frase que me chamou a atenção foi: “Como eu vou chegar para um cara como o Bruninho, e pedir para ele bater no peito e acreditar em tudo se eu não acredito?”. E se não se acredita mais no local onde se trabalha, não há como continuar. Ele não quis comentar o que não estava mais batendo com a equipe, mas a voz ficou embargada ao lembrar que não conseguiu ao menos conversar com a equipe. “Quando eu cheguei ao ginásio, eu não consegui nem tocar no assunto”, afirmou Pacheco.

Leia a reportagem completa sobre a saída do Pacheco no iG Esporte

Os próximos resultados da Cimed/Sky dirão se a decisão fez bem ou mal ao time. Por enquanto, o que vemos é uma equipe ainda com altos e baixos e cometendo muitos erros em quadra. E com jogadores que pouco atuaram. Foi comentado que o patrocinador estava pressionando para que Giba e Gustavo jogassem. Mas já me garantiram que isso não existe.

Giba chegou, conseguiu fazer um treino apenas com o time, foi para a seleção e voltou com a fratura por estresse na tíbia. Depois, não conseguiu jogar mais. Ele passou por exames na quarta-feira e os resultados foram positivos, ou seja, a recuperação está boa. E o time, por meio da assessoria, fala que não irá apressar a volta do astro. A expectativa que é Giba se recupere para jogar os playoffs. Nada de adiantar a volta.

Já Gustavo é um jogador com todas as qualidades, mas também sofreu com lesões e ficou no banco por opção do treinador. E se o técnico não puder escalar a sua equipe, como será? Por outro lado, é bom ressaltar que a Cimed vem perdendo gente importante desde o último título nacional. Saíram Lucão, Thiago Alves, Bob… Reforços chegaram, sim, mas o time não foi mais o mesmo.

E ainda vale lembrar que a equipe nesta temporada sofreu com a ausência de  Giba, por exemplo, até para treinar. Faltava um ponteiro a mais no time para compor os elencos nos jogos de titulares x reservas, por exemplo. Já tivemos exemplos de que uma equipe inchada pode ajudar, como aconteceu no Sesi na temporada passada, que tinha gente para suprir qualquer machucado e chegou bem à final, tanto que foi campeão.

Pacheco ainda afirmou que sua saída não teve nenhuma relação com a chegada de Douglas à comissão técnica, pelo contrário, ele só fez elogios ao ex-campeão olímpico. O fato é que, agora, Douglas será o treinador interino no cargo e com pouca gente no mercado, tem chance de assumir de fato a equipe.

A Superliga continua neste final de semana e veremos o que tudo isso fez com o emocional da Cimed/Sky.

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