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Posts com a Tag ouro

quinta-feira, 9 de agosto de 2012 Seleção masculina | 12:08

20 anos do ouro nas Olimpíadas de Barcelona

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Eu nasci em 1983, então, ainda era muito pequena nos Jogos Olímpicos de Seul, em 1988. Quatro anos mais tarde, em Barcelona 1992, já gostava de esportes e ver as Olimpíadas era uma grande diversão. E ver uma seleção que foi passando por todos os adversários, foi ganhando espaço e chegou ao ouro depois de um saque perfeito de Marcelo Negrão foi melhor ainda!

Hoje, 9 de agosto, é o aniversário de 20 anos da conquista da medalha de ouro em Barcelona pela seleção masculina de vôlei. Foi o primeiro ouro olímpico para o esporte coletivo do Brasil. E no país, fez reascender uma paixão pelo vôlei, que começou com a geração prata no Mundial de 1982 e nas Olimpíadas de Los Angeles, em 1984.

Maurício, Giovane, Tande, Negrão e companhia venceram em Barcelona mostrando um jogo rápido e versátil. Carlão atuava como ponta e como meio. Os bloqueios rivais não se acertavam com essa “mistura”. Negrão tinha um saque muito potente. E Maurício, levantador brasileiro com direito a um espaço no hall da fama, fazia jus ao apelido de maestro, colocando todos para jogar com precisão. Isso sob o comando de José Roberto Guimarães, único técnico campeão olímpico com homens e mulheres.

Para lembrar um pouco daquela geração, fiz um infográfico com a equipe de arte do iG. Que a conquista inspire os jogadores que estão lá em Londres!

Infográfico: 20 anos do primeiro ouro brasileiro no vôlei

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domingo, 30 de outubro de 2011 Seleção masculina | 17:01

Ouro também para o masculino

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Galera, o Pan está acabando e a correria de ficar até a madrugada trabalhando também. Como no feminino, acompanhei todos os jogos da seleção masculina aqui para o iG e, por enquanto, deixo com vocês o relato de como foi a final diante de Cuba:

Assim que tiver um tempinho, volto com o comentário completo sobre a atuação dos novatos no Pan. E vocês, o que acharam do Brasil? Alguém conseguiu uma vaga no time de Bernardinho? O espaço é de vocês…

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sábado, 28 de agosto de 2010 Seleção feminina | 12:54

Natália segura pressão e Brasil ainda sonha no GP

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No post anterior questionei quem seria a nova ponteira do Brasil nas finais do Grand Prix. A aposta era Natália ou Sassá. Para a partida contra a Itália, nesta madrugada, a escolhida foi a primeira, que deixou a posição de reserva da oposta Sheilla para voltar a atuar ao lado de Jaqueline e segurou muito bem a pressão.

Quando o jogo começou, Natália parecia nitidamente tensa. Depois, ela confessou que estava mesmo nervosa e sentindo a responsabilidade da titularidade naquele momento. Mesmo com algumas bolas sem muito efeito no ínicio, ela continuou sendo acionada pela levantadora Fabíola e, ainda no primeiro set, passou a corresponder. No final, ela foi a principal arma do ataque do Brasil e a maior pontuadora da partida, com 15 bolas no chão. Natália fez valer  sua escolha como titular! Ela ainda não é uma excelente passadora, mas está ganhando volume a cada jogo.

A atuação da nova ponteira resumiu a atuação da seleção na vitória por 3 sets a 0 nesta madrugada (leia mais). O time amadureceu em quadra e dominou o jogo. Teve alguns erros bobos no final do primeiro set, mas logo voltou e liquidou a parcial. Depois, seguiu firme para fechar a partida. A seleção jogou com um belo conjunto e fico feliz de que a partida tenha sido bem mais simples do que esperava.

Já cansamos de comentar por aqui sobre os erros de passe da equipe nacional. Dessa vez, a situação se inverteu. Quem sofreu com um saque bem executado e deu trabalho à levantadora foi a Itália. Elas levaram sete pontos em aces do Brasil e não fizeram nenhum. Além disso, o Brasil, que vinha sofrendo para achar espaço na defesa adversária deu o troco e se fechou muito bem. Muitas bolas italianas paravam na defesa brasileira, eram recuperadas por Fabi e companhia, ou nem passavam pelo bloqueio (foram 14 pontos no fundamento). As atacantes italianas jogaram abaixo do que sabem e erraram mais do que o normal. Mas, no final, foi uma ótima inversão de papéis!

Fabíola também melhorou. Contra os Estados Unidos, apesar de um jogo bastante equilibrado, ela cometeu alguns movimentos equivocados e complicou a situação da seleção em momentos importantes. Entretanto, nesta madrugada ela teve boa leitura e distribuição das jogadas, tanto que os números das atacantes ficaram parecidos – Natália e Jaqueline com 11 pontos no ataque, Fabiana com oito e Sheilla com sete. Fabíola está bem entrosada com as demais atletas e tem potencial para seguir bem no elenco principal.O Brasil ainda não achou “a” levantadora, mas está no caminho.

Sabemos que o Grand Prix não é a prioridade do ano, já que o foco é o Mundial, mas é bom ver o time bem em quadra e os testes, como a alternância de levantadoras e mudança de posição de Natália, ora oposta e ora ponteira, podem dar certo. Entretanto, para o Mundial temos que ver as condições de Paula e Mari, agora lesionadas. Fernanda Garay pode ganhar espaço. Mas calma, primeiro temos as finais do Grand Prix…

A seleção também ainda pode sonhar com o ouro, como alguns leitores já disseram por aqui, graças ao sistema de pontuação. Em um jogo de 3 sets a 0 ou 3 sets a 1, o vencedor ganha três pontos. Em caso de 3 sets a 2, o vencedor leva apenas dois pontos e o perdedor, um. O Brasil perdeu dois jogos, mas ainda sim faturou dois pontos. Os Estados Unidos, que venceu a China por 3 sets a 0, estão invictos, mas tiveram duas vitórias por 3 a 2 e, por isso, não ganharam todos os pontos possíveis. Ou seja, tudo será decidido neste domingo. O Brasil tem que fazer a sua parte e vencer bem a China. Mas antes, deve torcer para que o Japão bata os Estados Unidos em sets diretos. Serei Japão desde criancinha!

Resultados da rodada
Polônia 3 x 1 Japão (25/15, 21/25, 25/23 e 25/22)
Brasil 3 x 0 Itália (25/18, 25/13 e 25/16)
Estados Unidos x China (25/21, 27/25 e 25/22)

Última rodada (domingo – dia 29/08)*
2h – Japão x Estados Unidos
4h30 – Itália x Polônia
8h – China x Brasil
*horários de Brasília

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domingo, 25 de julho de 2010 Seleção masculina | 23:18

Brasil fatura 9º título e supremacia na Liga Mundial

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A seleção brasileira masculina conquistou mais um título da Liga Mundial com a vitória por 3 sets a 1 (25/22, 25/22, 16/25 e 25/23) sobre a Rússia na final deste domingo. Com mais esse ouro, o Brasil é supremo no torneio, deixando Itália para trás e sendo o único país eneacampeão. Somos campeões mais uma vez!

Théo, boa surpresa da final

Théo, boa surpresa da final

O time brasileiro não estava bem nas finais, teve altos e baixos em todas as partidas, mas deixou isso para trás para a decisão. Começou com Marlon, que conquistou a posição de levantador titular, e Théo, substituto de Leandro Vissotto, vetado pela comissão depois de ter torcido o tornozelo na semifinal.

Para o bem do Brasil, os “novatos” foram uma surpresa para a Rússia, e o time impôs velocidade no ataque e mostrou eficiência em todos os fundamentos. Foram dois belos sets e também alguns altos e baixos (veja a descrição completa da partida abaixo), mas o time se recuperou. E quem diria que um saque flutuante faria toda a diferença na final contra os gigantes e fortes russos? Pois foi assim que o Brasil fechou e ficou com mais um título.

Ataque do melhor jogador da Liga Mundial

Ataque do melhor jogador da Liga

Mais uma vez a seleção foi um belo conjunto. Todos juntos fizeram o time eneacampeão: jogadores em quadra e o técnico Bernardinho. O único que destoou do elenco em toda a competição, como disse diversas vezes por aqui, teve seu merecido prêmio. Murilo, o cara do Brasil e sempre no auge, foi o melhor jogador da Liga Mundial. E para coroar os novatos, Mario Jr foi o melhor líbero.

Os brasileiros podem não ter sido impecáveis ao longo do torneio, mas usaram a inteligência para se adaptar aos jogos, desde o primeiro contra a Bulgária até hoje, vendo que o caminho era aliviar o braço e acreditar no nosso bloqueio. E também tiveram força no peito para, até na Argentina, cantar o hino nacional até o final e fazer a cerimônia de premiação esperar. Isso é Brasil!

Brasil é eneacampeão da Liga Mundial

Brasil é eneacampeão da Liga Mundial

Saiba como foi o jogo set a set:
Primeiro set
Bernardinho cumpriu a palavra e começou o jogo com o time que terminou a vitória contra Cuba, com Marlon e Théo como titulares. Em quadra, o Brasil se mostrou solto, jogando com passe na mão, usando bem a força no saque e alerta na defesa. O bloqueio nacional marcou presença e ajudou nos pontos de contra-ataques, 10 a 2 para o Brasil. A Rússia ainda tentou reagir com a boa entrada de Krasikov, mas a seleção fechou em 25 a 22

Segundo set
O Brasil seguiu embalado, com Marlon impondo velocidade nas bolas de ponta. Até o momento, os centrais de ambos os lados estavam sendo pouco utilizados. Muserkiy, gigante russo, só fez o seu primeiro ponto depois da primeira parada técnica. Já do lado brasileiro, Marlon não acertou o tempo com Rodrigão e princpipalmete com Lucão e o ataque de meio do Brasil passou quase em branco. Mas, como o bloqueio russo estava aceitando os ataques de ponta, a seleção seguiu variando com Théo, Dante e Murilo e dominou o set, com mais um 25 a 22 no placar

Terceiro set
Era o tudo ou nada para a Rússia e os europeus passaram a fazer o que sabem de melhor: ataque pelo meio e bloqueio. Musersky passou com facilidade pela rede brasileira. Já a seleção perdeu a qualidade na recepção e, com bolas coladas na rede e pouco uso do meio, ficou presa fácil no bloqueio. Levou, apenas nessa parcial, oito pontos neste fundamento e marcou só um. Bernardinho mexeu no time, tirando Lucão e Dante e colocando Sidão e Giba. Ainda assim, sem a eficiência do saque do começo do jogo e falhas na recepção, o Brasil deixou a Rússia com passe na mão. Marlon não conseguiu acertar a primeira bola. Os europeus fecharam com facilidade, em 25 a 16.

Quarto set
Das mudanças de Bernardinho, apenas Sidão seguiu em quadra e o jogo se iniciou como na parcial anterior, com o Brasil falhando na recepção e a Rússia usando bem os meios. A seleção voltou para a partida na passagem de Dante pelo saque, acertando o tempo e propciando o contra-ataque, e virou no 13 a 14. Os russos reassumiram a liderança, aproveitando-se da desatenção brasileira no contra-ataque e do levantamento, mais uma vez, colado de Marlon, que deixou os atacantes na parede russa. Foram dois pontos na sequência em bloqueio. Logo depois, o troco. A seleção, que não bloqueava desde o começo do terceiro set, fez três pontos na rede passou à frente no 21 a 20. Sidão, no 19º ponto, parou Muserskiy pela primeira vez no jogo. Na sequência, mais um bloqueio com Théo. O Brasil segurou a vantagem e fechou o jogo no erro de saque de Krasikov em 25 a 23.

E você? O que achou da final da Liga Mundial? Deixe seu comentário! Depois eu volto com outras visões sobre a seleção brasileira…

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