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domingo, 7 de abril de 2013 Superliga | 17:29

Os ingredientes da final da Superliga feminina

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A Unilever recuperou o título da Superliga feminina com o 3 sets a 2 para cima do Sollys/Nestlé na decisão deste domingo. Acompanhei de perto a decisão, que teve alguns ingredientes marcantes. Em quadra, jogadoras experientes e novatas. A pressão da final foi sentida pelos dois lados. Nas arquibancadas, uma festa linda azul e laranja. Vamos a um pouco mais desta final…

Final da Natália

Natália comemora com Fabi o título da Superliga

Ela recebeu a última bola do jogo e colocou no chão. A jogada coroou uma temporada de recuperação depois de um ano sem jogar por causa do tumor na canela. E uma frase de Lucimar Pereira, mãe de Natália, resume tudo: “Hoje eu senti que a minha filha está curada, tanto do tumor quanto da parte piscilógica. Hoje foi a grande vitória da vida da Natália”.

Minha primeira final, meu primeiro ouro
O Sollys/Nestlé x Unilever reúne campeãs olímpicas e quem é ídolo da torcida. Mas também têm novatas que fizeram a diferença. A canadense Sarah Pavan, por exemplo. Ela chegou nesta temporada, foi maior pontuadora em diversos jogos e repetiu o desempenho na final, com 22 bolas no chão. Falei com ela após o jogo e ela estava feliz pelo desempenho, claro, que confessou ter sofrido de ansiedade antes da partida.

Quem pareceu ansiosa foi Gabi. A menina de 18 demorou um pouco a entrar no jogo e apareceu junto com a virada do Unilever. Mas era de se esperar que ela sentisse a pressão por estar na primeira final, em um ginásio lotado. Depois, fez a sua parte e contribuiu.

Coração das experientes
Na ala das mais experientes, Fabi e Fofão. E depois do jogo, as duas falaram que colocaram o coração na quadra. Para Fabi, isso ajudou no tie-break. E Fofão tentou se controlar nas comemorações para se poupar por causa de dores na panturrilha, mas esqueceu de tudo com a bola em jogo e vibrou. Nas palavras dela, se sentiu como uma garotinha. E final é isso mesmo. Pode ter os anos de experiência que for, tem que ter coração também.

Baixinha é gigante no bloqueio

Alexandre Arruda/CBV

Juciely é a dona do melhor bloqueio da Superliga e foi destaque do tie-break

Uma das jogadoras que atua com o coração é  Juciely. Quando ela está do lado de fora na passagem de Fabi na quadra, a central pula, comemora os pontos e não para. Em ação, se concentra e não foge da responsabilidade. Neste domingo, começou bem no quinto set e ajudou o time a abrir vantagem. E, em terra de centrais gigantes, ela se destaca como bloqueadora com seus 1,84m. Tanto que foi eleita a melhor na posição na Superliga e foi quem mais marcou no fundamento na final, com cinco pontos.

Torcida, do começo ao fim
O jogo foi em campo neutro, mas Osasco é do lado de São Paulo, então, a torcida do Sollys/Nestlé compareceu em peso ao Ibirapuera. E fez barulho o tempo todo. Do banco, quando a Unilever começou a reagir, a levantadora reserva do time paulista Karine comandou os fãs. Levantou os braços, pediu apoio e foi atendida. Em quadra, o Sollys tentou corresponder, mas parou no terceiro set e não voltou mais para o jogo.

A torcida aplaudiu o time e teve respeito. Mas se o ginásio começou com uma festa laranja, terminou azul pelos torcedores da Unilever. E o time retribuiu. Muito depois da bola decisiva de Natália, todas as jogadoras campeãs ficaram em quadra para atender a imprensa e para passar um tempo enorme tirando fotos e dando autógrafos para a torcida. Perdi a conta de quantas vezes vi o pessoal da comissão tentar “resgatar” as jogadoras e fazê-las seguir para o ônibus. Mas tem que ser assim mesmo! Torcida apoia e merece uma resposta.

Falta de organização
Foi preparada uma grande festa para a final. E realmente foi um espetáculo, com dança, DJ, luzes e mais. Só faltou organização ao final do jogo com a imprensa. Sofremos para entrar na quadra e fazer o nosso trabalho. Fica a dica para a final masculina na semana que vem…

Festa, choro e dança
A final teve choro das campeãs e das derrotadas. Não deve ser fácil abrir 2 a 0, ter chances de liquidar o jogo e levar a virada como foi para o Sollys/Nestlé. Até um time formado pela seleção brasileira pode sentir a pressão. Do outro lado, sensação e emoção pelo dever cumprido. No pódio, muita dança até o funk lek lek lek. Era o momento delas e ali, vale tudo. O importante era a medalha de ouro no peito.

Alexandre Arruda/CBV

Unilever comemora octa na Superliga

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