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domingo, 21 de setembro de 2014 Seleção masculina | 19:21

Polônia é campeã mundial e deixa o Brasil com frustração da prata

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A Polônia é campeã mundial masculina de vôlei. Os donos da casa honraram a festa da torcida, venceram o Brasil na decisão por 3 sets a 1 (18/25, 25/22, 25/23 e 25/22) e ficaram com o ouro. Para a seleção brasileira, a frustração de mais uma prata. Sim, um segundo lugar em um Campeonato Mundial tem o seu valor, mas no caso do jogo deste domingo também é dolorido. A Polônia foi bem, principalmente na virada de bola, e o Brasil errou mais e deu pontos quando não poderia, principalmente no final do quarto set.

Divulgação/FIVB

Polônia comemora ponto em quadra e torcida faz festa na arquibancada

A partida teve momentos parecidos com a semifinal brasileira. No primeiro set, a seleção, assim como na partida contra a França, foi arrasadora. Além de encaixar o bloqueio, com cinco pontos no fundamento, soube defender e dar cobertura. Venceu e parecia que iria encaminhar o jogo. Mas não foi nada disso.

A partir do segundo set, o Brasil conseguiu ficar poucas vezes à frente do placar. E se encostava ou finalmente tinha uma pequena vantagem, não aproveitava. No segundo set, na passagem de Bruninho pelo saque, saiu do 17 a 11 para deixar o jogo igual. Logo depois, os poloneses voltaram a atacar e fecharam. Na parcial seguinte, a Polônia liderou e no quarto set, quando o Brasil precisava levar o jogo para o tie~break para seguir com chances, a situação se repetiu. Já na parte final o time brasileiro colocou dois pontos de vantagem. Seria segurar a virada de bola e tentar fechar o set. Mas aí apareceram os erros. A Polônia foi marcando, fez um bloqueio, agradeceu dois ataques errados brasileiros e fechou o jogo em um belo contra-ataque.

Os poloneses honraram a festa armada neste Mundial. O torneio teve jogo em estádio de futebol e uma torcida apaixonada e fiel em todas as partidas. Neste domingo na final era impressionante a quantidade de gente que estava do lado de fora do ginásio para acompanhar a partida pelo telão. Foi uma festa e tanto, coroada pelo ouro.

Em quadra, os destaques da final foram o experiente levantador Zagumny e o ponteiro Mika. Zagumny saiu do banco e deu ritmo ao ataque polonês, deixando diversas vezes seus jogadores diante de um bloqueio simples. E Mika, com aquela expressão serena, foi o nome no ataque. Foi o melhor atacante da partida, com 19 bolas no chão. Deu muito trabalho ao bloqueio brasileiro.

Do lado nacional, os problemas começaram com a inversão de 5-1. Desde a Liga Mundial, com Rapha como levantador reserva, essa inversão tem ido muito bem. Na final não foi. Vissotto entrou e levou bloqueios. Rapha não conseguiu mudar o jeito do jogo. Mas tudo bem, esse não foi o maior problema. Acho que o que faltou o Brasil foi decisão. A seleção passou o jogo inteiro ali, colada no placar, mas não cresceu no final. Aquela cobertura e marcação do bloqueio do primeiro set se perderam ao longo da partia. E ali, no finalzinho, foram erros que custaram o jogo.

Fica o sentimento de frustração com a prata, ainda mais depois de três ouros seguidos em Mundiais e depois de outras pratas como nas Olimpíadas ou na Liga Mundial. entretanto, a temporada da seleção foi em uma crescente. Passou sufoco na Liga, chegou às finais e, agora, fez um bom Mundial. Foi muito bom ver Murilo de volta à boa forma, principalmente no passe. Ou Lucarelli com seus 22 anos e sendo decisivo no ataque. Mas ainda falta um pouco. Como nesta final… Faltou mais de Mário Jr no passe e nos golpes de vista. Na dúvida, vá na bola! Faltou um pouco de malícia para explorar o bloqueio. Faltou o saque de Lucão, tão importante em outros torneios. Enfim, faltou colocar a bola no chão ali ni finalzinho.

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quarta-feira, 17 de setembro de 2014 Seleção masculina | 23:50

Sacrifício vale a vaga na semifinal no Mundial

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Segunda fase do Campeonato Mundial, uma vitória e uma derrota para o Brasil, a vaga na semifinal assegurada e uma certeza: o sacrifício valeu a pena! Diante da Rússia, na última partida da fase anterior, Wallace (entorse no tornozelo esquerdo), Sidão (dor nas costas) e Murilo (estiramento na coxa direita) saíram machucados. Contra a Polônia, na terça-feira, Sidão conseguiu atuar, mas Wallace só entrou nas inversões e Murilo sequer foi relacionado. O Brasil perdeu por 3 sets a 2. Nesta quarta, era preciso vencer a Rússia mais uma vez para seguir no torneio e todo mundo foi para quadra. E a seleção atropelou os russos por 3 sets a 0.

Divulgação/FIVB

Murilo voltou ao time titular na vitória por 3 a 0 sobre a Rússia no Campeonato Mundial

Dos machucados, quem faz mais falta ao time é Murilo. Desde que voltou na Liga Mundial, ele é peça fundamental para a recepção. Lipe foi titular contra a Polônia na vaga de Murilo. Com ele, o Brasil ganha mais uma opção no ataque. Lipe foi o terceiro melhor atacante da partida (colocou 13 bolas no chão no total) e ainda fez três bloqueio. Entretanto, com ele, o fundo de quadra acaba um pouco pior. Mario Junior fica sobrecarregado e Lucarelli tem que ajudar mais no passe também. E Lucarelli vive uma excelente fase no ataque e melhorou no passe, mas ainda não é o Murilo.

Nesta tarde, contra a Rússia, Murilo foi para o sacrifício e voltou a ser titular. E a atuação dele na recepção foi até melhor que a de Mario Junior. Enquanto o ponteiro teve um aproveitamento de 57,89%, o líbero ficou nos 55.56%. Na rede, Murilo fez quatro pontos no ataque e um no bloqueio. Aí está o exemplo de que o Brasil com Lipe pode ganhar na rede, mas fica com mais volume de jogo com Murilo. E no caso da nossa seleção, que joga muito bem com os meios, vale, e muito, ter um bom fundo de quadra e passe na mão de Bruninho.

Além disso, o Brasil segue bem no saque e esse fundamento ajudou a diante dos russos, por exemplo. A seleção abriu vantagem com bons saques no primeiro e no segundo set. E ainda fez uma série de bloqueios (fundamento que, como sabemos, é ajudado por um saque que quebra a recepção rival) que levaram até o match point. Para fechar, uma ajuda dos russos com toque na rede.

O sacrifício de Murilo compensou para o passe. E ainda inspirou Wallace, que também ignorou a dor no entorse no tornozelo e foi titular e ainda terminou o jogo como segundo maior pontuador, com 14 acertos, atrás de Lucarelli, que fez 15 pontos.

Leia mais: Ignoramos a provocação e isso até incomodou o time deles, diz Wallace

Wallace também destacou outro ponto importante. Depois de tanto sofrer diante dos russos, o Brasil aprendeu a encarar o rival não apenas recepcionando bem e marcando os gigantes rivais, mas também mantendo a cabeça no lugar. Jogo contra a Rússia é jogo de provocação na cara o tempo todo e, como Wallace disse, os brasileiros souberam ignorar isso. E o oposto tem razão quando fala que ignorar pode até irritar ainda mais do que responder. Quem gosta de ser ignorado? Ninguém. E o melhor jeito de responder a uma provocação é deixar o cara falando sozinho e ainda aplicar um 3 a 0 no placar.

Que venha a semifinal!

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segunda-feira, 15 de setembro de 2014 Seleção masculina | 10:48

Nove vitórias em nove jogos e vida dura daqui para frente no Campeonato Mundial

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A seleção masculina terminou a fase de classificação do Campeonato Mundial com nove vitórias em nove jogos depois de passar pela Rússia por 3 a 1 neste domingo. Só que esses resultados ajudam apenas para empolgar o time para a fase de mata-mata, já que a liderança não amenizou em nada os próximos confrontos.

Divulgação/FIVB

Recepção do Brasil em ação contra a Rússia no Mundial

Depois de um sorteio ainda no domingo, o Brasil caiu na chave de Rússia e Polônia na próxima fase. Do outro lado estão França, Irã e Alemanha. Os dois melhores de cada chave fazem a semifinal. Pois é, após o primeiro lugar a seleção está no grupo da morte. Coisas de sorteio…

Leia mais: Brasil terá Polônia e Rússia pela frente na terceira fase do Mundial masculino

E o pior não é isso, porque o time só cresce desde os tropeços do começo da Liga Mundial e sempre tem aquela velha história, de que equipe que quer ser campeã não pode escolher adversário. Mas o que preocupa agora são as lesões. Wallace saiu do jogo contra a Rússia ainda no começo da partida, depois de um entorse no tornozelo ao voltar de um bloqueio. Sidão teve dores no joelho e Murilo sentiu uma fisgada na coxa. Todos seriam reavaliados nesta segunda-feira.

Os três tem todos os méritos, mas acho que Murilo é quem mais pode fazer falta. Ele voltou a jogar como antes na Liga Mundial e é um excelente passador e o Brasil vai precisar disso contra os saques forçados de russos e poloneses. Inclusive isso chamou a atenção no domingo. Mesmo com ótimo saque, também vimos ótimos passes no Brasil x Rússia.

Eu sigo na cobertura de eleições e na torcida pelo Brasil nessa reta final de Mundial! Como disse Leandro Vissotto depois da vitória de ontem, agora que o campeonato começa de verdade!

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segunda-feira, 25 de agosto de 2014 Seleção feminina | 10:47

Brasil leva ouro no GP e mostra que pressão pode fazer bem

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E a seleção brasileira feminina de vôlei faturou o 10º título no Grand Prix neste final de semana. A equipe venceu o Japão por 3 a 0 na “final da competição” (torneio é de pontos corridos na fase final, e brasileiras e japonesas tinham chances de ficar com a taça no último jogo) e ficou mais uma vez com o ouro. E a medalha mostra que um pouco de pressão pode fazer muito bem para um time.

Divulgação/FIVB

Brasil com o ouro no pódio no Grand Prix

Quem nunca escutou no vôlei que uma boa equipe não tem apenas os seis titulares, mas 12 jogadores? Esse pensamento parece não se adequar muito à seleção feminina. Por lá, há uma disputa entre titulares e reservas e isso dá um bom resultado em quadra. Na fase fina, diante da Turquia, o Brasil não levou um 3 a 0 porque José Roberto Guimarães mexeu e colocou reservas em quadra. Com Tandara, Gabi, Carol, Fabíola e Monique, em alguns momentos, a equipe levou o jogo para o tie-break. Perdeu por 3 sets a 2, mas a atuação serviu para acordar as titulares.

Os melhores: Brasil coloca três jogadoras e o técnico Zé Roberto na seleção do Grand Prix

Com a equipe principal de novo em quadra, o Brasil cresceu e só venceu na fase final. Marcou 3 a 0 para cima da China, passeou com outro 3 a 0 diante da Bélgica e chegou ao jogo contra as russas tendo que vencer para seguir com chances de título. E veio mais um 3 a 0, resultado que coloca mais uma pedra em cima do fantasma de Brasil x Rússia, que fica cada vez mais em passado distante (nas Olimpíadas de Atenas, em 2004, e na final do Mundial de 2010, para ser mais exata).

Leia ainda: Zé Roberto elogia recuperação do Brasil no Grand Prix

Era a hora do último jogo no Grand Prix. Para ficar com o título era preciso um 3 a 0 ou um 3 a 1 contra o Japão. Foi mais um 3 a 0, com dois sets tranquilos e dificuldade na última parcial. Mas o Brasil foi bem e ainda agradeceu os 29 pontos dados e em erros pelas japonesas para conquistar o 10º título no torneio.

E também: Melhor jogadora da final, Sheilla destaca poder de reação da seleção

Agora é pensar no Mundial, o título que falta para essa seleção. As expectativas são boas. Além de ser uma geração que venceu Olimpíada, Grand Prix e outros torneios, Zé Roberto já está fazendo uma renovação no time. Já contava com Gabi como ponteira e agora ainda tem a jovem Carol pelo meio, por exemplo. E renovação tem que ser feita assim, aos poucos, para que as mais experientes realmente possam passar o bastão para as novatas. Para ajudar, as meninas que estão chegando estão bem e pressionam as titulares a manter o alto nível se não quiserem parar no banco. Olha a pressão fazendo bem, aí.

Falando nisso, quando as titulares voltaram depois da derrota para a Turquia, o Brasil teve as suas melhores atuações. Como as atletas falaram depois do título, o Grand Prix mostrou superação e poder de reação do time. E uma reação rápida. Depois de perder levando 12 aces da Turquia, a seleção se encaixou e soube voltar a trabalhar com passe na mão. Diante da Rússia, por exemplo, o time já estava pronto de novo e segurou as europeias com bloqueio tocando em muitas bolas (foram 16 pontos diretos e diversas amortecidas) e defendendo, o que facilita o jogo.

Que venha o Mundial! O torneio começa dia 23 de setembro, na Itália.

P.s.: Só lembrando que estou na cobertura de eleições aqui no iG, então peço um pouco de paciência de vocês se demorar para escrever… =(

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sábado, 2 de agosto de 2014 Diversos, Seleção masculina | 15:34

Giba se despede e leva no currículo a contribuição para um novo vôlei do Brasil

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Giba com a medalha de ouro e coroa nos Jogos Olímpicos de Atenas, em 2004

*atualizado

O dia 1 de agosto vai fazer um pouco de parte da história do vôlei. Foi o dia que Giba anunciou a sua aposentadoria das quadras. A decisão já era esperada, afinal o jogador já tem 37 anos e estava sem atuar. Mas trata-se de um atleta que conquistou ao menos uma vez todas as competições que participou, incluindo Olimpíadas e Campeonato Mundial, foi diversas vezes melhor dos torneios, também incluindo Olimpíadas e Campeonato Mundial, e se tornou o nome mais famoso da Era Bernardinho. Ele merece respeito!

Giba começou a jogar em 1989 e chegou à seleção em 1995, ainda sob o comando de José Roberto Guimarães. Passou pela fase de baixa do time sob o comando de Ramadés Lattari, foi reserva de Giovane e ganhou de vez espaço para fazer história quando Bernardinho chegou ao time, em 2001. Aí foram títulos, como Ligas Mundiais, Olimpíada de Atenas, tri no Mundial e mais. Sem contar as seis vezes como MVP. E no meio do caminho veio a parceira com Ricardinho, que ajudou a mudar o jeito de jogar do Brasil.

E esse novo jeito de jogar é o motivo de Giba ter sido brilhante em quadra. Com 1,92m, Giba nunca foi o atacante mais alto, mas era um dos mais velozes e Ricardinho soube explorar. Quantas vezes já escutamos do narrador que ele parava no ar antes de bater? Pois foi esse tempo de bola diferenciado e a velocidade de braço que o fizeram o atacante decisivo. E essa maneira de jogar que recolocou o Brasil no topo do mundo no vôlei.

Ao longo da carreira, Giba foi notícia não apenas pelos ataques e defesas. Em 2002, foi flagrado na Itália no exame antidoping por maconha e em uma atitude honesta, assumiu ter consumido a droga. Depois, em 2004, conheceu a filha Nicoll pela TV Globo, já que estava com o Brasil nas Olimpíadas de Atenas quando a menina nasceu. Também não herdou apenas o posto de ponteiro da seleção de Giovane, mas também o de ‘muso’ da seleção, arrancando muito suspiros por aí.  Isso sem falar que ganhou o seu bordão de Galvão Bueno, o Giba neles, e ainda criou a marca registrada do El Bigodon em decisões.

Arquivo

Giba consola Bruno no pódio em Londres. Despedida da seleção foi com a prata olímpica

Sim, Giba também viveu polêmicas. Recentemente, saiu mal visto pela torcida do Taubaté depois de ter começado no time e decidido jogar nos Emirados Árabes. Fora das quadras, ainda vive turbulências desde a separação com a ex-jogadora Cristina Pirv. Mas vale ressaltar o que ele fez com a bola nas mãos.

Eu me lembro de acompanhar vôlei desde 92. Lembro de Giba na seleção com Lattari e nos primeiros times. A primeira vez que o vi no ginásio foi ainda pelo Chapecó, em São Caetano, em 97 ou 98. E essa velocidade do braço e a plástica no ataque sempre chamaram a atenção.

Teve também o Giba líder. O que foi o maior pontuador da final olímpica contra a Itália em Atenas 2004, por exemplo, e que foi um dos grandes nomes em uma década. Mais um momento de líder e, para mim, a imagens das Olimpíadas de Londres, é  dele no pódio, consolando Bruninho às lágrimas depois da prata. Ali era o fim de uma era, já que ele já tinha anunciado que não defenderia mais a seleção. E agora é a vez do adeus definitivo. Obrigada, Giba!

P.s.: Enquanto isso, o Brasil estreou com três vitórias no Grand Prix e com volta de Jaqueline ao time titular depois de ter ficado parada para ser mãe de Arthur. Na próxima semana a equipe feminina joga em casa

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terça-feira, 26 de novembro de 2013 Seleção feminina, Seleção masculina | 09:25

Descanso em paz e ouro com alerta na Copa dos Campeões

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As seleções brasileiras fecham o ano de 2013 com duas medalhas de ouro. Homens e mulheres do país venceram a Copa dos Campeões. No feminino, a sensação, pelo menos para José Roberto Guimarães, era de poder descansar em paz. Já no masculino, o título tira um certo peso das costas depois de tropeços na Liga Mundial e nas Olimpíadas, mas também vem com um sinal de alerta.

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Seleção feminina sobe ao pódio para receber o ouro no Japão

Seleção feminina sobe ao pódio para receber o ouro na Copa dos Campeões

Algumas frases de Zé Roberto chamaram a atenção durante a competição das mulheres no Japão. Uma delas foi sobre Walewska. A convocação da veterana depois de cinco anos fora da seleção chamou a atenção de todos. Por que o técnico convocou uma jogadora de 34 anos e não deu chance a uma novata, pensando em renovação? Wal ajudou com a experiência dentro e fora de quadra, assumiu o lugar de outra central importante, Thaísa, e cumpriu o seu papel. As palavras do técnico: “Foi importante ela ter vindo e mostrado para essa juventude o significado de vestir a camisa da seleção”. Parece que ela passou bem a sua lição…

Relembre: Waleska reestreia e seleção feminina vence a Tailândia na Copa dos Campeões

Depois, o treinador ainda disse: “Vamos tentar vencer o 5º torneio do ano para fazer dele o ano dos sonhos”. O título veio e, com ele, um desabafo: “Na minha cabeça significa (ouro) descansar em paz. No Brasil, segundo e último lugares são a mesma coisa”. Sim, 2013 foi mais um ano perfeito para a seleção feminina, que venceu Montreux, Alassio, Grand Prix, Sul-Americano e, agora, a Copa dos Campeões. É muito bom manter o embalo assim logo no começo de um novo ciclo olímpico, com renovação, cansaço das jogadoras e tudo mais. E sim, dá para descansar, pelo menos um pouco. O teste mesmo dessa seleção será no ano que vem, com o Mundial. Mas pelo que vem mostrando, tem chance de conquistar o título que falta.

Veja também: Brasil vence o Japão e é bicampeão da Copa dos Campeões

Seleção masculina comemora com o tradicional peixinho o ouro no Japão

Seleção masculina comemora com o tradicional peixinho o ouro na Copa dos Campeões

No masculino, o ouro na Copa dos Campeões foi mais sofrido e, de novo, o time de Bernardinho encontrou a Rússia pelo meio do caminho. Quando o Brasil vai reaprender a vencer os russos nos momentos de decisão? De novo o placar era de 2 a 0 com chance de liquidar a partida. De novo Muserskiy e companhia deram um nó na seleção e viraram. E aqui está o motivo do alerta que escrevi lá no título. A equipe brasileira está bem, mas vem pecado na hora de definir. Foi assim contra a Rússia e o jogo quase se complicou também contra a Itália na última partida do campeonato. Segundo Bruninho, o time teve chance de vencer no terceiro set mais uma vez, mas ficou nervoso.

Leia mais: Seleção masculina leva susto, mas vence a Itália e conquista a Copa dos Campeões

O time masculino também passa por mudanças e os caras novos têm que ter muita cabeça no lugar para aguentar a cobrança de repetir o desempenho de 2002, 2004 e 2010 e recolocar o Brasil no topo. Que isso apareça no Mundial e ganhe força até 2016.

Mas também teve coisa muito boa no Japão. A recuperação de Sidão, por exemplo, depois tanto sofrer com dores e lesões. Logo no primeiro jogo ele foi o maior pontuador! Também vale ressaltar o crescimento de Lucão. Eu o vejo como o nome dessa nova geração, com o saque poderoso e definição no ataque. Na Copa dos Campeões, ele escutou críticas de Bernardinho pelo começo apático. Mas o central cresceu e apareceu. Diante da Rússia, fez cinco dos sete aces do Brasil. No último jogo, marcou 21 pontos. Além disso, o Bruninho e Wallace ainda entraram para a seleção do campeonato. No final, a missão foi cumprida.

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segunda-feira, 14 de outubro de 2013 Diversos | 12:59

Mundiais: Título para tirar um peso no sub 23 e vice no adulto

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O final de semana foi de decisão nos Mundiais no vôlei. No campeonato sub 23, o Brasil venceu a Sérvia na final e faturou o ouro no torneio disputado em Uberlândia. Já no feminino, nada de títulos. Ainda no sub 23, as meninas acabaram em sétimo lugar. E no adulto, só que no Mundial de Clubes, a Unilever levou um passeio no terceiro set e acabou com o vice na Suíça.

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Para começar, os vencedores. A conquista teve um gosto de alívio para a seleção masculina. Neste ano, a equipe juvenil havia sido vice no Mundial sub 21. Alguns jogadores seguiram no time para o sub 23, como o oposto Alan. Mas esse alívio acho que foi em relação a outro torneio… Em 2011, jogando no Rio de Janeiro, o Brasil amargou o quinto lugar no Mundial juvenil. Quase metade daquele time esteve em Uberlândia para o campeonato sub 23 agora.

FIVB

Lucarelli, capitão do Brasil no sub 23, foi eleito o MVP do Campeonato Mundial

“Temos trabalhado há um tempo e infelizmente não tínhamos ganhado um campeonato como esse. Agora foi muito bom e removemos um peso dessa geração que estava devendo um pouco”, comentou Lucarelli, depois da final no domingo.

E se essa geração tirou um peso, fez muito bem o seu trabalho. O Brasil venceu todos os jogos no Mundial sub 23 e só levou dois deles ao tie-break: contra a Argentina, apontada também como uma promessa; e a decisão contra a Sérvia.

Como o esperado, Lucarelli foi o destaque. O ponteiro, que já havia sido um dos melhores do Brasil adulto na Liga Mundial, teve problemas de dores na panturrilha, ficou três jogos fora e voltou na fase final para levar o título e ainda ser eleito o MVP do torneio. Ele sabia que carregaria a responsabilidade e, até pelo que já construiu no vôlei, não se intimidou. O bloqueio brasileiro também chamou a atenção. Foi o melhor fundamento contra a Rússia na semifinal e, de novo, foi bem contra a Sérvia.

Com o ouro, a geração cumpre o seu papel e pode seguir buscando espaço no elenco principal para 2016. Lucarelli já tem o dele assegurado. Quem mais vai para a lista? Há espaço para eles? O blog está aberto para quem quiser comentar…

Mais Mundias

No feminino, a China ficou com o título e o Brasil acabou em sétimo. Esperava mais, afinal, o time contava com jogadoras como a levantadora Ju Carrijo, um dos destaques do Praia Clube na última temporada.

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E sobre Mundiais, a Unilever perdeu no campeonato de clubes. Na decisão também neste domingo, o time de Bernardinho equilibrou os dois primeiros sets, mas se perdeu na terceira parcial e levou 3 a 0 na decisão diante do VakifBank Istambul.

E o time turco levou a melhor pelo volume de jogo e pelo ataque. Só Jovana Brakocevic, destaque da seleção da Sérvia, fez 23 pontos. E vale lembrar que a equipe conta com outros talentos como a italiana Costagrande ou a alemã Christiane Fürst. Bom, se estão a 51 partidas seguidas sem perder, talento elas têm. E mostraram isso no Mundial, principalmente com a facilidade dos 25 a 16 no terceiro set da final.

Mas também concordo com o que Bernardinho disse após o jogo. Ele lembrou que conta com jogadoras que vêm de uma sequência de torneios. Gabi, como ele mesmo citou, teve a Superliga do ano passado, seleção brasileira principal, seleção juvenil e agora todos os compromissos pela Unilever. Voltamos ao velho problema de que o calendário pode ser cruel com os atletas…

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quarta-feira, 4 de setembro de 2013 Seleção feminina | 09:20

De volta ao topo, parte 2

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Escrevi “de volta ao topo” no título do post anterior para falar que a seleção brasileira feminina recuperou o título do Grand Prix depois de três anos seguidos como vice. E vi agora há pouco que tem mais um “de volta ao topo” para a equipe nacional. Com o ouro do final de semana, o Brasil também recuperou a liderança do ranking mundial, ultrapassando os Estados Unidos na classificação.

Leia mais: Campeãs do Grand Prix chegam ao Brasil com medalhas e sorrisos

Divulgação/FIVB

Abraço da líbero Fabi no mascote do Grand Prix

Comemorações  e conquistas à parte, agora é se reapresentar aos seus clubes e para logo voltar à seleção para o Sul-Americano, em meados de setembro. Por lá, o Brasil é favorito e tem tudo e mais um pouco para ficar com mais um título. Depois, já será a hora de pensar no Mundial de 2014. Será que essa seleção que mescla novatas às experientes, como comentamos no post anterior, e começou bem o novo ciclo alcança esse título que ainda falta ao Brasil?

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quinta-feira, 18 de novembro de 2010 Seleção feminina | 12:55

Despedida do Mundial feminino

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A semana segue agitada no vôlei nacional… Além dos jogos da Superliga e das finais do Campeonato Paulista (veja próximo post), a seleção feminina de vôlei voltou ao Brasil depois do vice no Campeonato Mundial e compartilho com vocês o material que fiz para o iG (desculpem pela demora!)

Eu fui ao aeroporto e conversei com as atletas e jogadoras. O clima ainda estava pesado, principalmente na expressão de Zé Roberto. “Eu não queria que tivesse sido assim”, me disse o técnico já longe dos microfones com um olhar triste, para longe. O sorriso no rosto das atletas era um pouco tímido pela derrota, mas o sentimento era de orgulho pela campanha no Japão (leia a reportagem).

Zé Roberto e Fabíola não fugiram das perguntas sobre futuro e sobre a nova levantadora do time. E ambos concordaram que uma jogadora nessa posição precisa de tempo para amadurecer (como já comentamos por aqui) e entender os detalhes sutis, mas essenciais, para desempenhar bem a função.

“Uma levantadora, quanto mais velha, melhor fica. Tem que dar tempo para que ela cresça na posição, para que ela adquira experiência. Tomar uma decisão em quadra não é simples. Não é só olhar o atacante, tem que olhar o outro time também e de que forma ele age”, falou Zé Roberto. “A torcida tem que ter calma. É preciso tempo para trabalhar e se acostumar com a equipe e com as jogadoras”, completou Fabíola (leia a reportagem completa).

Acho que, com isso, encerramos a cobertura do Mundial. A prata ensinou que ainda faltou um pouco de concentração no final e uma maneira de parar Gamova, além de mostrar que a seleção feminina é forte, mas ainda está em formação, com levantadoras e atacantes, como Natália, que fez um belo campeonato, em desenvolvimento.

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segunda-feira, 15 de novembro de 2010 Seleção feminina | 11:42

Um balanço do Brasil no Campeonato Mundial

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O Mundial feminino acabou e a seleção já está voando de volta para casa com a medalha de prata na bagagem. Um dia depois de mais uma derrota para a Rússia na final (equipe nacional caiu diante das europeias na decisão em 2006 e nas Olimpíadas de Atenas), passados os sentimentos do momento, segue um balanço da atuação do time de Zé Roberto Guimarães no torneio.

Jaqueline, na partida final do Mundial

Jaqueline, na partida final do Mundial

Fator psicológico: isso sempre aparece quando o assunto é seleção feminina. Ele não tinha sido importante ao longo do torneio, quando a seleção teve seus momentos em baixa, principalmente contra os rivais mais simples, e não demorou a se recuperar e liquidar a partida. Além disso, as brasileiras entraram com tudo nos jogos mais complicados, como contra a Itália, Alemanha e até Estados Unidos.

Entretanto, na final acho que faltou um pouco de cabeça no lugar. O Brasil sabia o que deveria fazer: jogar explorando o bloqueio russo e preparado para receber pancadas de bolas mais lentas. O time foi muito bem em dois sets, mas se abalou com a derrota no quarto e, depois, não conseguiu se recuperar. Ainda teve o erro do juiz no ataque dentro de Sheilla, que deixou o placar no 7 a 7. Na verdade, Brasil e Rússia tiveram altos e baixos na final, mas o “baixo” da seleção veio por último e elas perderam. Não considero uma amarelada ou nada assim. Perderam para quem estava melhor no momento certo e virando mais, que era a Rússia.

Zé Roberto: é um técnico que eu aprendi a admirar. Antes achava que era calmo demais, mas agora gosto muito de seu estilo. Ele foi um professor neste Mundial, ensinando para Fabíola onde ela deveria colocar a bola, vibrando, reclamando e passando a mão na cabeça em alguns erros, para não desesperar ainda mais o time. A seleção soube obedecer bem Zé Roberto, como na vitória contra a Alemanha, seguindo à risca a marcação para cima da oposta Kozuch e com as variações de jogadas pedidas pelo treinador.

Não sei ao certo o que faltou ele fazer na final… Talvez ousar e mexer no time quando começaram os erros no quarto set, afinal, a mudança na semifinal (de Jaqueline por Sassá) tinha dado ânimo novo ao time. Quem estava no banco poderia dar um novo ritmo ao time.

Erros: olhando todos os jogos do Mundial, o Brasil ficou empatado em número de jogos que errou mais e que errou menos. Foram cinco jogos com mais falhas, cinco com menos e um com o mesmo número que as rivais. Entretanto, a seleção passou a errar muito mais na reta final. Foram 34 bolas de graça nos 3 sets a 2 sobre o Japão (contra 20 das asiáticas) e 22 na derrota para a Rússia (contra 11 das europeias). Isso é resultado, principalmente, dos ataques, que pararam de cair. E esses pontos fizeram falta na final… Mais uma vez a culpa pode ser do tal fator psicológico. Você bate uma e não vira, bate outra e erra de novo… a confiança cai e a concentração também.

Recepção: foi mais um ponto crítico na seleção brasileira. Em quase todas as partidas o time teve uma queda no fundamento. E sem passe na mão, fica complicado variar jogadas, usar o meio-de-rede e se arrumar. Jaqueline, uma boa passadora, cresceu durante o campeonato, mas ainda assim, muitas bolas saíram erradas. Se não há uma Gamova no time, o jeito é passar direito para garantir toda a gama de opções no ataque.

Levantadora Fabíola

Levantadora Fabíola

Levantamento: esse ponto está ligado ao assunto recepção/passe. Fabíola ganhou, por méritos, a posição de titular, mas foi prejudicada pelo passe quebrado em alguns momentos. E nessas horas, a bola era colocada quase sempre para a jogadora que estava à frente da levantadora. É muito mais simples levantar para frente do que para trás, e senti Fabíola insegura ao inverter a jogada. Além disso, queria mais ações de meio. Essa é uma jogada praticamente de segurança do Brasil. Basta lembramos da guinada que do time deu contra Cuba, liderado pelos ataques de Fabiana. O passe ruim dificulta, sem dúvida alguma, mas já vi levantadores, como Bruno ou Ricardinho, forçarem pelo meio mesmo com a bola afastada da rede. Faltou usar mais o meio.

Ainda assim, apóio Fabíola no time. Ela acertou mais do que errou e, como já disse diversas vezes aqui no blog, deve seguir na equipe para se entrosar cada vez mais com as atletas e com o que deseja Zé Roberto e ganhar segurança. Levantador precisa de tempo para amadurecer no time. Tanto Fabíola quanto Dani Lins estavam em seus primeiros Mundiais. Eu acho que não adianta ficar trocando toda hora. O ideal é ter as suas levantadoras e deixar que elas treinem e amadureçam no time.

Fabi e Sheilla: são duas atletas consagradas em suas posições, mas cada uma teve um caminho. A oposta foi uma das melhores jogadoras do Brasil no Japão, variando muito os ataques e ainda pontuando no bloqueio e sendo eficiente no saque. Deveria ter recebido mais bolas. Já a líbero fez lindas defesas, como a bicicleta contra o Japão ou alguns mergulhos contra a Rússia, mas falhou na recepção, o que não era comum à jogadora.

Natália assumiu posição de titular

Natália assumiu posição de titular

Mari e Paula: não sei se as duas baixas na seleção teriam feito diferença no resultado final do Mundial. Natália fez um grande campeonato e Jaqueline cresceu aos poucos e correspondeu quando foi acionada por Fabíola. Mari já passou por momentos de pressão, já foi alvo do saque, como na final olímpica, e aprendeu a manter a cabeça no lugar. Já Paula é a vibração e sabe variar o ataque, largando ou batendo com tudo. As duas poderiam ter ajudado a levantar a seleção e dar um pouco de maturidade ao time, mas não vejo nenhuma culpa em Natália, por exemplo, que teve que se virar como titular e, em vários jogos, foi a jogadora de segurança do time.

Saque e bloqueio: foram os pontos fortes do Brasil no Mundial. O bloqueio fez seu papel e, em quase todas as partidas, a seleção marcou mais de 10 pontos deste fundamento. E no saque, foi seguida a proposta, que era de encaixar o serviço, escolhendo o alvo do outro lado, e errar pouco.

Volume de jogo: acho que a defesa também teve boas apresentações e deu volume de jogo ao Brasil. As jogadoras estavam bem posicionadas e recuperaram diversas bolas. E no geral, quem estava na rede colaborou para concluir o contra-ataque. Mas vale a lição do Japão, que além de defender qualquer ataque, conseguiu colocar a bola em boas condições para a levantadora armar.

É isso! Doeu perder mais uma vez para a Rússia, ainda mais um jogo no qual o Brasil começou bem e mostrou que poderia ganhar. Foi um bom campeonato, com 10 vitórias em 11 jogos e uma final de igual para igual. Agora é desejar boa volta para casa e continuar trabalhando porque esse time deve se manter, pelo menos, até Londres. E cuidado porque a Rússia, apesar das veteranas Gamova e Sokolova, também tem boas novatas, como a ponteira Kosheleva, que ainda darão muito trabalho…

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