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terça-feira, 3 de abril de 2012 Superliga | 21:22

RJX sai na frente do Vôlei Futuro na semifinal da Superliga

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Parece que a ideia de se concentrar em Saquarema antes das decisões está realmente fazendo bem ao RJX. O time carioca venceu, agora há pouco, o Vôlei Futuro por 3 sets a 0 na primeira partida da semifinal da Superliga masculina. E se a equipe de Araçatuba sentiu falta de seu oposto Lorena, o RJX viu lindas bolas cravadas no ataque e passagens de saques certeiras de Lucão.

RJX - Divulgação

Riad abre os braços e comemora ponto do RJX na semifinal da Superliga

A dupla Lorena e Ricardinho encaixou muito bem nesta temporada no Vôlei Futuro. Lorena sabe bater bem as bolas aceleradas de Ricardinho e é o cara que chama o jogo e a torcida o tempo todo. Mas esta noite não era a noite dele. Ele até foi o maior pontuador da partida, com 13 acertos, mas também errou demais, principalmente no saque.

Foram diversas bolas na rede ou para fora. E quando você consegue o empate em 27 a 27 no terceiro set , depois de ter perdido os dois primeiros, não é o momento de arriscar no serviço se você não está num dia bom. Mas Lorena forçou, colocou a bola quase na cadeira do árbitro e viu o RJX fechar o set e o jogo na sequência.

Além disso, Ricardinho também o forçou demais no ataque. Ele é o jogador de segurança, mas se não estava bem, por que ser tão acionado? E por que o César Douglas não mexeu? O central Vini, que perdeu a cabeça depois de uma discussão após marcação de um erro de posicionamento foi logo para o banco e não voltou, por exemplo…

Do outro lado, o RJX parece, aos poucos, mais redondo. Depois de um começo de Superliga só com bons nomes, a equipe se uniu em duas semanas de concentração em Saquarema e está jogando bem nos playoffs. Para mim, o nome desta noite foi Lucão. Como ele virou pelo meio! E como ele sacou! O que o Lorena errou, ele acertou. Foi apenas um ponto direto no saque, mas ele conseguiu vários passes quebrados do lado do Vôlei Futuro. Méritos também de Marlon, que soube usar o seu jogador e deixá-lo diversas vezes com bloqueio quebrado na rede. E falando em saque, destaque também para Lipe que no finalzinho do terceiro foi lá, forçou e acertou.

Agora é ver a sequência da semifinal da Superliga masculina…

P.s.: vocês viram que o oposto Miljkovic anunciou a aposentadoria da seleção sérvia neste começo de semana? Eu fiquei surpresa porque ele ainda, quando está em seus dias, é o típico oposto que faz vinte e tantos pontos e carrega o time. Acho que deve fazer falta à Sérvia no Pré-Olímpico…

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segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012 Superliga | 11:12

Quando um time realmente fica pronto para a temporada?

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Sidão - Divulgação/CBV

Sidão reclamou da atuação do Sesi apesar da vitória sobre o Londrina

Na rodada do final de semana, a Superliga masculina ganhou um novo líder. O Sesi-SP levou um susto, perdeu um set para o lanterninha Londrina, mas marcou 3 sets a 1 e reassumiu a ponta da tabela. Mas, além da parcial perdida, outra coisa me preocupa no Sesi: o discurso dos jogadores.

Veja mais: Sesi vence Londrina e reassume liderança da Superliga masculina

    Rodada começa e rodada termina e os atletas repetem que estão felizes com a vitória, mas que o time ainda precisa se encontrar, se arrumar em quadra. “Ainda não conseguimos jogar do jeito que gostaríamos. Hoje (sábado) tivemos muitos momentos de oscilação e sabemos que isso tem que ser corrigido para as próximas partidas, já pensando no play-off”, afirmou Sidão depois da vitória. Já estamos na metade do returno e o time ainda não se arrumou?

    Quem parece que se encontrou foi o RJX que, diferente do Sesi, se aproveitou da superioridade em relação ao adversário e fez 3 a 0 para cima do UFJF. Esses jogos mais simples devem servir para embalar o time. E mais uma vez, a dupla Marlon e Lipe foi bem. Esses dois se deram bem em quadra, como já comentamos por aqui outras vezes.

    Veja a classificação atualizada e os resultados da rodada da Superliga masculina

      A rodada do final de semana ainda teve vitórias para quem já começou a temporada arrumado. O Sada/Cruzeiro, que manteve o time do ano passado e acaba ficando um pouco fora do foco por não contar com campeões olímpicos e mundiais, bateu o Medley/Campinas por 3 a 0 sem problemas. O Sada pode estar em quarto na tabela, mas é forte candidato a mais uma final.

      Já o Vôlei Futuro mudou para 2012, mas se deu bem com Ricardinho + Lorena. O vice-líder bateu o Montes Claros, em outro 3 a 0. Sempre na parte de cima da tabela, o time pode ser um exemplo de equipe que se entrosou bem, soube aproveitar o estadual para ganhar ritmo e chegou forte à Superliga.

      A Cimed/Sky ainda venceu o Vivo/Minas na sexta-feira. O time mineiro tinha embalado, mas agora está sete pontos atrás do líder Sesi. E a equipe catarinense segue colada nos líderes. O que mostra que a Superliga ainda pode ter mudanças na parte de cima da tabela e quem quiser acabar bem esse returno tem que se arrumar. Agora, ou nunca mais.

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      sábado, 28 de janeiro de 2012 Superliga | 11:02

      Altos e baixos do RJX e elenco integrado do Sesi

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      Sesi - Divulgação/CBV

      Sesi volta a vencer e empata com o Vôlei Futuro na liderança da Superliga

      O final de semana do vôlei começou com RJX x Sesi, na noite de sexta-feira, na abertura do returno da Superliga masculina 2011/2012. Em quadra, a diferença entre um time já experiente, apesar da “pouca idade”, e de um novato. O Sesi fez 3 sets a 1 e voltou a vencer depois de três derrotas consecutivas. E o que ajudou a equipe paulista foi o mesmo que contou para o título na temporada passada.

      Leia mais detalhes da vitória do Sesi sobre o RJX

      O Sesi é um time ainda novo na Superliga, mas que aprendeu que, além de bons titulares, é preciso ter também bons reservas. No ano passado, teve que se virar quando ficou sem Thiago Alves ou Thiago Barth. Tinha o banco para ajudar e chegou ao título. Na sexta, não contou com o líbero Serginho, machucado. Mais uma vez, tinha o banco. Lucianinho entrou e foi o melhor em quadra. Isso mostra um time compacto e integrado e que, mesmo com três derrotas em sequência, segue como um dos favoritos e um dos times a ser batido. Ainda sinto um pouco de falta de Thiago Alves, principalmente em dias em que Diogo é marcado pelo bloqueio, mas Wallace está aí para compensar na rede.

      Do outro lado, o RJX vive de altos e baixos em diversos jogos. Depois de um primeiro set ruim, com erros e sem passe, os cariocas cresceram em quadra com o jogo acelerado do levantador Marlon e boa atuação de Dante e Lipe nas pontas. Riad também entrou bem pelo meio. E o que você espera depois disso? Que o time embale, não é? Não. O RJX errou mais, levou pontos de saque e perdeu.

      Se quiser mesmo ser grande, o time tem que aprender, o mais rápido possível, a manter o nível, a ser menos inconstante. Não adianta nada um set bom apenas. O Sesi, mais constante, venceu e mostrou o que deve ser feito.

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      segunda-feira, 23 de janeiro de 2012 Superliga | 13:30

      Jogo de gente grande do RJX, Stacy no Vôlei Futuro e a rodada

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      A Superliga 2011/2012 já está no final do primeiro turno para homens e mulheres e, como já conversamos por aqui, a tabela promove bons jogos e que servem como parâmetro para diversos times. Entre os homens, quem chamou a atenção foi o RJX, com a primeira vitória em casa e a segunda vitória diante de um forte candidato ao título. Os cariocas, que tinham batido apenas a Cimed/Sky entre os grandes, fizeram 3 sets a 1 para cima do Sada/Cruzeiro.

      Lucão e Lipe - Divulgação/Vipcomm

      Lipe (direita) foi destaque do RJX e comemora bola no chão com Lucão

      O RJX voltou a vencer com a volta de Lipe a sua melhor fase. Ele foi o melhor jogador em quadra e o maior pontuador. O ponteiro segue como o cara de segurança do time e se aproveitando do entrosamento que já tinha com Marlon desde a temporada passada. Marlon também facilitou o jogo. A partir do segundo set, com o passe na mão, ele acelerou bem os lances com seus atacantes.

      Sei que posso estar insistindo em falar no RJX, mas esse é o time que atrai olhares desde a sua formação, com todos os selecionáveis, e também depois do fiasco do Pinheiros/Sky. Estou curiosa para acompanhar a equipe e ver se um time que nasceu grande no papel segue grande em quadra. Por enquanto, sigo com a impressão de que a equipe vai bem quando Lipe vai bem. A vitória não garante nada ainda, mas faz a Superliga ficar mais divertida com mais um time com chance de brigar.

      Veja como foi RJX 3 x 1 Sada/Cruzeiro set a set

      Enquanto isso, aqueles que já são grandes e conhecidos em quadra dominam a parte de cima da tabela da Superliga masculina. Vôlei Futuro, em mais uma atuação inspirada da dupla Lorena e Ricardinho, venceu o Sesi-SP e assumiu a liderança. A Cimed/Sky se aproveitou do frágil UFJF para voltar a vencer depois da semana conturbada com derrota e saída do Pacheco. O Vivo/Minas tropeçou diante do Volta Redonda, que tem se mostrado um time que estuda os rivais e gosta de complicar, mas segue lá em cima, em quarto. O Sada/Cruzeiro, mesmo com os 3 a 1 para o RJX, é candidato ao título e ocupa a quinta colocação.

      Volta de Stacy Sykora e tarde de Venturini

      Stacy - Site oficial/Vôlei Futuro

      Stacy é abraçada pelas companheiras do Vôlei Futuro na volta à Superliga

      A nona rodada teve um clássico, Vôlei Futuro x Sollys/Osasco. O time de Araçatuba marcou 3 sets a 2 e segue na cola do Unilever na tabela, na vice-liderança. Mas o que chamou a atenção foi a volta de Stacy Sykora. A líbero norte-americana, que sofreu traumatismo crânio-encefálico no acidente com o ônibus da equipe em abril de 2011 já tinha condições de jogar há algumas rodadas, mas reestreou justo em jogo duríssimo. Por quê?

      A pergunta já foi feita pelos leitores daqui do blog. Acho que o caminho natural seria Paulo Coco colocar a jogadora em partida mais simples, para dar ritmo. Mas ele pode ter confiado na experiência de Stacy, eleita a melhor líbero do mundo em 2010 e, talvez por isso, tenha relacionado a atleta logo no clássico. Ele sabia que era um jogo importante. Sabia que a Unilever ganharia do Pinheiros e, por isso, fecharia a rodada na ponta. E sabia que, se perdesse, ficaria em desvantagem justamente em relação ao Sollys/Nestle na tabela. Resolveu colocar a líbero na fogueira, como disseram por aqui, e deu certo. O Vôlei Futuro venceu e Stacy foi a melhor jogador de defesa na rodada. O técnico tem seus métodos questionáveis, mas às vezes eles dão certo…

      O Vôlei Futuro viaja nesta semana e encara o Unilever. E nesta Superliga, falar da equipe carioca é falar de Fernanda Venturini. A levantadora foi a melhor em quadra e a melhor jogadora da nona rodada do torneio. Ela segue comandando o time com facilidade, impondo velocidade e cada dia mais entrosada com as companheiras. Enfim, tudo aquilo que já falamos sobre a veterana…

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      quinta-feira, 5 de janeiro de 2012 Diversos | 23:30

      RJX mostra seu elenco, cumpre o esperado e leva 1º título

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      Desde que foi lançado, com grande investimento e nomes de peso, o RJX é apontado com um dos favoritos nesta temporada. Na apresentação da Superliga 2011/2012, o discurso dos jogadores era unânime ao apontar o time carioca como candidato ao título. Depois de um começo devagar no final de 2011, o time estreia em 2012 com seu primeiro título e cumpre o esperado.

      O pódio veio na noite desta quinta-feira na final do Campeonato Carioca. O torneio não é forte como o Paulista, por exemplo, e teve apenas o RJX e o Volta Redonda, os dois times na decisão, com elencos profissionais. Mas foi possível ver que nem sempre os selecionáveis da equipe são aqueles que resolvem…

      Nem Dante, Théo, Lucão ou Marlon. O nome da final foi Lipe. Com 20 pontos, ele foi o cara de segurança, papel que já desempenhou em outros jogos do RJX. O entrosamento com Marlon, que distribuiu bem o jogo por sinal, depois de atuarem juntos no Minas tem ajudado e o ponteiro está em ótima fase.

      Já Dante, ainda com as dores no joelho direito que o atormentaram em 2011, pouco atacou, mas ajudou no passe. Théo nem jogou e deu lugar a Paulo Victor, um oposto forte e promissor. No meio, Lucão fez a sua parte, mas Ualas, o outro central, também tem tido boas atuações no elenco. E Alan, apenas reserva na seleção, fez defesas, peixinhos e colocou a boal na mão de Marlon.

      O título carioca pode não ser o mais importante da temporada já que o campeonato só tinha duas equipes, mas é bom começo. E mostra que nem só de estrelas se vive uma equipe (lembram do Pinheiros/Sky, não?). Porém, a decisão desta quinta-feira, vale lembrar, não foi o jogo perfeito do RJX. O time perdeu o primeiro set, quase caiu também no terceiro, mas deu um passeio na quarta e última parcial, saindo de um 8 a 7 para impor larga vantagem e fechar com facilidade em 25 a 17.

      O RJX fez o que era esperado e venceu seu primeiro torneio oficial. Agora vamos ver o que o time consegue no campeonato que vale de verdade, a Superliga. Por coincidência, foi justamente diante do Volta Redonda que a equipe conseguiu a primeira vitória, na terceira rodada, e, depois disso, não perdeu mais (relembre como foi a partida, que começou com três horas de atraso). O objetivo do RJX é chegar à final. Pelo que tem apresentado até agora, o novato já tem time para isso?

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      terça-feira, 13 de dezembro de 2011 Superliga | 08:00

      Superliga ainda sem cara de super, mas com promessas

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      Bruninho e Gustavo - Divulgação/CBV

      Estrelas, Bruninho e Gustavo entraram apenas ao longo da partida de estreia da Cimed/Sky

      A Superliga 2011/2012 teve início no final de semana para homens e mulheres. Para começar, um pouco da edição masculina (como a feminina terá rodada completa logo mais, comentamos os primeiros jogos depois, combinado?). Por enquanto, o campeonato ainda não é “super”, mas tem boas promessas.

      Saiu na frente quem não tinha um dos “supertimes” da temporada. RJX, por exemplo, nasceu no Rio e tem como objetivo chegar à final da competição. Para não virar um novo Pinheiros e ser apenas um time de estrelas e sem resultado, apostou em selecionáveis como Dante, Théo, Marlon e Lucão e gente também boa como Lipe, Allan ou Thiago Sens para ter titulares e reservas.

      Porém, a tabela não foi amiga da equipe carioca. Logo de cara, um clássico sem cara de clássico. O RJX encarou o Sesi, mas as grandes estrelas não atuaram o tempo todo. E venceu quem tem uma base melhor e mais bem entrosada. O Sesi acabou de ser campeão paulista, manteve praticamente o mesmo time campeão da Superliga na última temporada e venceu, sem muitos prolemas (leia mais sobre a partida).

      Outro “supertime”, a Cimed, que herdou Giba e Gustavo da Sky, também não precisou da força máxima para vencer o Londrina/Sercomtel. Bruninho e Gustavo atuaram pouco. E Giba nem entrou (leia mais sobre a partida).

      O jogo mais equilibrado acabou ficando com os times com menos estrelas. Fora de casa, o BMG/Montes Claros, que quase acabou na temporada passada e refez o elenco, só venceu o Medley/Campinas, que se reforçou com nomes como Bob e Zanuto (que podem não estar na seleção, mas são velhos conhecidos de quem acompanha vôlei), no tie-break.

      Por enquanto, esses times menos estrelados, ou a base dos estrelados, saem na frente. É o caminho natural, já que os elencos seguiram trabalhando enquanto os atletas estavam reunidos na seleção brasileira. Só é ruim ver um clássico como Sesi e RJX sem a verdadeira cara e o verdadeiro equilíbrio esperado. No returno será melhor.

      Agora, Sesi, que tem um ótimo grupo, Vôlei Futuro, que apostou em atletas fora da seleção, mas qualificados como Lorena, Piá e Ricardinho, estão em vantagem. Depois da pausa para as festas de final de ano e com mais tempo de treino, os outros entrarão de vez na briga. E aí sim a Superliga promete render ótimas emoções.

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      domingo, 25 de setembro de 2011 Seleção masculina | 14:28

      Obrigação cumprida! Brasil é campeão do Sul-Americano

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      Desde que comecei a falar do Sul-Americano por aqui, usei uma frase de Bernardinho, que disse uma vez que vencer o torneio, para o Brasil, era uma obrigação. Pronto, depois do jogo que todos esperaram ao longo da semana, a seleção cumpriu a sua obrigação, bateu a Argentina por 3 sets a 1 e venceu mais uma vez a competição.

      Dante - Divulgação/Vipcomm

      Dante foi destaque no ataque do Brasil na final do Sul-Americano

      E depois da atuação ruim contra os venezuelanos e de um campeonato com nível bem baixo dos adversários, a expectativa era ver como o Brasil se comportaria para esse “jogo de verdade” contra os argentinos. Pois a equipe nacional teve altos e baixos. Os ataques só saíram realmente na medida com Dante (e como ele atacou! Foi o jogador de segurança), já que Théo e o Wallace não se apresentaram tão bem. Marlon teve momentos de distribuição homogênea, mas voltou àquele velho erro de insistir no mesmo jogador depois de um erro para “dar moral” e quase complicou (com isso, viu Sidão perder três ou quatro ataques seguidos!). E o saque, que era o ponto que Bernardinho dizia que precisaria trabalhar, voltou a vacilar em alguns momentos. Se a ideia era forçar, que soltasse o braço e pronto. Quando se acertou nisso, conseguiu também crescer no bloqueio e melhorar.

      Mas o Brasil venceu e, para isso, também fez coisas corretas. Acho que a tônica do jogo foi justamente o bloqueio. A Argentina estava com o levantador De Cecco muito inspirado. Ele acelerou jogadas, variou e deixou Conte e Quiroga, seus ponteiros, livres na rede. Além disso, eles conseguiram marcar o Brasil. A situação só se inverteu quando o saque brasileiro entrou mais e o bloqueio nacional apareceu. Foram dois sets marcados pelo fundamento. No segundo, a Argentina fez seis pontos de bloqueio. No terceiro, foi a vez do Brasil devolver o placar.

      Bloqueio - Divulgação/Vipcomm

      Bloqueio foi o principal fundamento do jogo deste domingo

      E no final, o que pesou também foram os erros da Argentina. Eles deram mais de um set de graça para o Brasil em erros de saque. Isso mesmo, formam mais de 25 serviços errados em quatro sets! E o técnico Webber perdeu a cabeça e abandonou os seus atletas. Depois de uma reclamação de Bernardinho de que um argentino estava molhando a bola no saque, o treinador rival ficou nervoso, discutiu, xingou e não falou mais com seus jogadores. Ele pedia tempo e nem se aproximava dos atletas! A Argentina tem, sim, talento, mas precisa de um técnico até o fim.

      A decisão do Sul-Americano foi o melhor jogo do torneio, como era o esperado, e o Brasil venceu porque teve mais experiência, usou o seu bloqueio e contou com Lucão em um grande dia na rede. Mas no geral, os problemas de ataque e contra-ataque podem ser resultado das outras partidas mais fracas, porque nenhum dos dois times chegou à final no auge. Eles chegaram ali e fizeram o seu jogo. A Argentina tentou usar o talento de De Cecco e dos seus atacantes, o que rendeu belas jogadas. O Brasil usou a rodagem, a emoção e os bons momentos para faturar mais um título.

      Agora é pensar na Copa do Mundo. Brasil e Argentina estão classificados e lá será um campeonato em pontos corridos, com seleções de níveis semelhantes e mais jogos com cara de final.

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      quinta-feira, 28 de julho de 2011 Superliga | 22:57

      Adeus e gostinho de Superliga no amistoso no Rio

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      RJX fez a sua estreia diante do Cimed/Sky nesta noite. O jogo foi um gostinho do que será a próxima Superliga, com ginásio cheio e virada no placar. E uma bonita despedida para Nalbert.

      Nalbert e Dante - Flicker/grupo_ebx

      Nalbert e Dante antes do amistoso contra a Cimed/Sky

      O ex-capitão jogou pelo time carioca e fez bonito, principalmente no fundo, entregando bolas na mão de Marlon o tempo todo. Faltou um pouco de gás no ataque, reflexo desse tempo longe das quadras. Mas era noite de festa e foi bonito de se ver!

      Com Nalbert, o RJX venceu com facilidade o primeiro set. No começo do segundo, antes de ser substituído, ele cumprimentou todos os jogadores do time carioca e ainda falou com os atletas do outro lado da quadra. Atitude de quem estava em casa, sentindo-se à vontade e o dono da festa. Se deixasse, ele ficaria mais em quadra, nem que fosse apenas para passar, aposto!

      No jogo, os dois primeiros sets tiveram um festival de saques errados e foi facilmente dominado pelo RJX. A Cimed/Sky só entrou em quadra à partir do terceiro set e, aí sim, jogo ficou bom e mais disputado. A equipe de Florianópolis venceu os três sets seguintes e levou o jogo de virada.

      O RJX foi melhor no começo porque contou com o entrosamento de quatro atletas da seleção (Dante, Théo, Lucão e Marlon). Depois, Dante saiu e Théo caiu de rendimento. Foi aí que Marcos Pacheco deu uma bela chamada na Cimed/Sky, que acordou.

      As duas equipes ainda estão em começo de trabalho, mas o amistoso mostrou que o RJX chegou para brigar entre os grandes. Mas os jogadores ainda estão cansados e sentiram os cinco sets. Faltou energia para lutar até o final, como disse Lucão após a partida.

      É só o começo de temporada e não dava para exigir demais. Claro que falta entrosamento, ritmo, condicionamento, mas sobram bons jogadores em quadra, dos dois lados. E não apenas os selecionáveis. O RJX conta com Thiago Sens, por exemplo, um ponteiro promissor. A Cimed/Sky aposta em Kaio, um oposto de 2,07m muito forte, no veterano Badá, que atua como líbero… Dá para ver que os times cada vez mais se preocupam com elencos de alto nível e não apenas nos titulares.

      Que o Rio de Janeiro seja bem-vindo de volta à Superliga e que a temporada nos reserve clássicos cada vez mais acirrados.

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      quarta-feira, 20 de julho de 2011 Superliga | 20:24

      Rio conhece o seu novo time das estrelas

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      o esporte se preocupa cada vez mais com o lado social. O projeto de Eike Batista também inclui ações sociais em favelas pacificadas do Rio e investimento em formação de jogadores. E nesta quarta também a ex-jogadora Virna anunciou um projeto de aulas de vôlei para crianças de comunidades. Bom papel do esporte, não?

      O RJX, time do empresário Eike Batista, foi apresentado nesta quarta-feira no Rio de Janeiro. O elenco já era conhecido e conta com nomes como Dante, Marlon, Théo, Lucão, Riad, Luis Felipe Chupita e o líbero Alan (leia mais sobre a apresentação do RJX). No papel, é mais um time de estrelas. Mas será que a teoria vai se tornar realidade?

      Essa equipe me lembra um pouco o Pinheiros/Sky quando foi apresentado. Um time cheio de gente conhecida e que já nasce com a pressão de vencer. “Eles inflacionaram o mercado e formam um time que já começa forte”, me disse Gustavo na apresentação do Cimed para a temporada.

      Gustavo estava no Pinheiros e viu o que aconteceu com os paulistas. Tinham quatro jogadores de seleção, mas não formaram um elenco e, depois de dois anos, o que nasceu galático acabou.

      Marlon, capitão do RJX, disse na apresentação desta quarta que uma das preocupações foi justamente montar um elenco de fato, um conjunto. Além dos campeões mundiais, a equipe conta com Chupita, que foi muito bem na Superliga do ano passado pelo Minas e já se acostumou com o levantador. Thiago Sens segue a mesma linha. É um jogador novo, que as poucos está buscando o seu espaço e pode ajudar.

      Parece que eles escolheram um bom caminho. Resta ver o entrosamento em quadra. Dante estava no vôlei russo e Riad, no Italiano. São estilos de jogar diferentes do nosso. Na Itália, por exemplo, eles têm um voleibol mais “quadrado”, baseado na força do saque o tempo todo e bolas nem tão velozes, já que é mais complicado passar. Por aqui, a variação de saque é a velocidade no ataque é bem maior. Além disso, o tempo de treinamento será pequeno porque logo os jogadores voltam para a seleção.

      Que venha a Superliga para mostrar se o projeto do RJX foi bom ou não. A próxima temporada já começa com times fortes. A Cimed se reforçou com Giba e Gustavo. O Sesi manteve quase todo o seu elenco campeão, assim como o Sada/Cruzeiro, o atual vice. O Vôlei Futuro perdeu Vissotto e Lucão, mas apostou em Vini, Piá e Lorena. Sem falar no Montes Claros, que é sempre empurrado pela torcida. Para quem gosta de vôlei, nada melhor do que ter bons times espalhados pelo País.

      Exemplos do esporte
      Além do RJX, foram apresentados também os projetos sociais de Eike Batista para o vôlei, que também inclui ações sociais em favelas pacificadas do Rio e investimento em formação de jogadores. E nesta quarta também a ex-jogadora Virna anunciou um projeto de aulas de vôlei para crianças de comunidades. Bom papel do esporte, não? Um lado social muito bem explorado!

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      quinta-feira, 14 de julho de 2011 Seleção masculina | 09:00

      Os bigodes e as barbas seleção

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      Depois de falar do vice da seleção da Liga Mundial, do desembarque, dos erros de arbitragem, vamos a um assunto bem mais leve…

      Bigodes e barbas parecem ter virado moda entre os jogadores do time de Bernardinho. Lucão já adota esse visual há algum tempo e Giba sempre cultiva o “bigodon” na finais. Mas a lista ganhou novos adeptos. Depois de Marlon adotar um cavanhaque, o oposto Wallace postou uma foto em sua página no Twitter na quarta-feira ao melhor estilo “mexicano”.

      Veja os barbudos ou bigodudos na galeria e, quem quiser, pode deixar um comentário falando qual o visual favorito.

      P.s.: isso foi só para descontrair um pouco, logo mais eu volto a falar de coisa séria…

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