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quinta-feira, 27 de dezembro de 2012 Diversos, olimpíadas, Seleção feminina, Seleção masculina, Superliga | 12:54

Retrospectiva 2012: ano das Olímpíadas, da superação de ouro, de despedidas…

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O que 2012 deixa marcado para vocês? Para mim, foi o ano da superação da seleção feminina e do choro e das despedidas na seleção masculina. Ficou um gosto amargo daquele jogo final contra a Rússia… Foi também o ano do Sollys/Nestlé, que venceu todas as finais que disputou, e de José Roberto Guimarães, tricampeão olímpico.

Agora, para se despedir de 2012 depois de contar os planos dos jogadores para as festas de final de ano, preparei a nossa já tradicional retrospectiva, dessa vez em 12 fotos. Clique em cada uma delas para ler os textos e relembrar o que aconteceu nos últimos meses.

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quarta-feira, 19 de dezembro de 2012 Diversos, Seleção feminina, Superliga | 10:54

2012 é o ano da Sheilla

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Ela faturou o bicampeonato olímpico, virou manchete e destaque em toda a imprensa depois de contrariar a fama e o jeito tímido e tirar a roupa para uma revista masculina, mudou de time e já foi campeã do Mundial de Clubes e, agora, é eleita a melhor atleta do ano pelo COB (Comitê Olímpico Brasileiro). 2012 é mesmo o ano da Sheilla!

A oposta da seleção brasileira e do Sollys/Nestlé ganhou o prêmio Brasil Olímpico na noite de terça-feira. No masculino, o escolhido foi Arthur Zanetti, ginasta ouro nas argolas em Londres. Se Zanetti conseguiu um feito inédito, a estrela do vôlei foi fundamental na conquista do bi.

Sheilla chegu a receber críticas. Por aqui, alguns comentam que ela não era mais aquela atacante decisiva e que poderia falhar na hora H. Nas Olimpíadas, viu a seleção quase ser eliminada logo na primeira fase, mas foi o grande destaque na recuperação do time, principalmente naquele jogo contra a Rússia, nas quartas de final.

Já é esperado que o oposto receba as bolas complicadas. Se o jogador está em um dia inspirado, então, é bola para ele na certa. Naquela partida, o Brasil precisou salvar seis match points para vencer. E dessas seis lances, cinco passaram pelas mãos de Sheilla. A atacante pediu bola e colocou tudo no chão. A Rússia já esperava que a jogada fosse com ela e, mesmo assim, não conseguiu pará-la.

E foi aquele jogo que reascendeu o Brasil nas Olimpíadas, sem dúvida. Por isso, Sheilla merece todos os méritos. “O voleibol é um esporte coletivo,mas tem momentos de individualismo”, como bem disse José Roberto Guimarães, que recebeu na festa o prêmio de técnico do ano.

Entretanto, vale uma ressalva de quem ama vôlei, mas acompanha os esportes em geral. Sheilla fez, sim, um grande feito e foi o nome das quartas de final. Porém, a seleção feminina de vôlei já está acostumada a ganhar, têm mídia, patrocínios, CT, conforto e tudo mais. E Sheilla concorria com Sarah Menezes e Yane Marques, outras medalhistas olímpicas. Sarah, ouro no judô logo no primeiro dia das Olimpíadas, foi uma conquista inédita, de uma menina jovem e com uma bela história. Yane, do pentatlo, ganhou bronze em um esporte pouquíssimo conhecido por aqui. Talvez o Prêmio Brasil Olímpico pudesse também ter ido para as outras atletas. Isso não desmerece em nada que Sheilla fez e o seu desempenho, mas os outros esportes também poderiam ser reconhecidos.

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sexta-feira, 14 de setembro de 2012 Diversos, Seleção feminina | 11:35

Zé Roberto é um ídolo com superstições e pés no chão

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José Roberto Guimarães é dono de três medalhas de ouro olímpicas e infinitas histórias para contar. Em quadra, é um cara que já foi mais estourado que Bernardinho, como diria meu colega de iG Marcelo Laguna. Agora, normalmente tem uma voz serena e sabe ‘dar a mão as atletas’. Além disso, é supersticioso de carteirinha, devoto de Santa Edwiges e nem se vê como um ídolo no esporte.

Zé Roberto - Arquivo pessoal

Zé Roberto fez o Caminho de Santiago de Compostela depois do ouro em Londres

Conversei com ele nesta semana para uma matéria para o iG sobre as suas manias e para que ele contasse como foi percorrer pela segunda vez o Caminho de Santiago de Compostela (veja o especial com o treinador). O papo ajudou a conhecer um pouco mais o treinador e separei um pouquinho aqui para o blog.

Mesmo com o currículo de títulos, Zé Roberto não se vê como ídolo. Mas ele tem os seus próprios ídolos, no esporte e fora dele. “Tem o Senna e no futebol é o Pelé. Na música é o João Carlos Martins, o maestro. Ele é um monstro para mim, como pessoa, como exemplo de perseverança, se superação, de ser humano. Ele é fantástico”, disse.

“Mas eu não me vejo assim. Eu me sinto honrado, acho que isso foi uma missão que eu tive (ter ganhado as três medalhas) e eu agradeço a Deus por ter estado nesses momentos. Eu vejo essas pessoas (meus ídolos) de uma maneira diferente. Acho a história deles demais. Acho que eu fiz é muito pouco perto do que eles fizeram. Eu me sinto feliz, mas vamos lá, eu ainda tenho muita coisa realizar”, completa.

E depois de tantos anos em quadra, não é simples apontar um jogo inesquecível. Ele cita alguns. “Teve a semifinal de Barcelona, final contra os Estados Unidos, o jogo da semifinal em 2004, o jogo contra a China em 2008 e esse jogo da Rússia em 2012, principalmente esse da Rússia”, afirmou, lembrando da partida as quartas de final em Londres, quando o Brasil salvou diversos match points, fechou o jogo e avançou para conquistar mais um ouro.

Zé ainda lembrou da mudança da postura em quadra em Londres. E mais uma vez, minimizou a sua participação e manteve os pés no chão. Segundo as jogadoras, ele poderia dar a mão ou apenas cobrar ali na primeira fase, quando a seleção estava quase fora das Olimpíadas. Ele foi para a primeira opção. “Em nenhum momento eu achei que não fosse dar certo, mas queria entender o motivo de não estar dando certo em quadra. Elas estavam treinando bem, estava tudo tranquilo e eu não entendia porque a gente não estava ganhando. Tudo bem, perder para os Estados Unidos faz parte, mas perder para a Coreia…”

E aquele jogo foi a virada. Como todos sabem, a equipe fez uma reunião depois da derrota e se uniu ainda mais. “Senti nelas uma situação de desconforto enorme pelas derrotas e pela baixa estima que o time estava naquele momento. Todos nós sentimos que havia necessidade de mudar completamente. Conversei com várias pessoas, mas foi principalmente de mim para mim mesmo”, explica Zé Roberto.

“Acho que a virada nos Jogos não foi por causa da minha mudança, mas por causa da mudança de todo o time, da comissão técnica, das jogadoras. Cada oportunidade que aparecia o time crescia e acreditava mais”, continua o treinador.

Esse é um pouco de Zé Roberto. Tem gente que pode reclamar das convocações, dos cortes, das escolhas das jogadoras da seleção. E não estou aqui para jugar se ele é o melhor técnico ou não. Mas não tem como ignorar os três ouros conquistados nas Olimpíadas e os outros títulos. Falta um Mundial com o Brasil para completar a lista. Ele ainda disse que tem vontade de seguir na seleção, além de comandar o Vôlei Amil. Vamos ver qual será o próximo passo.

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quinta-feira, 23 de agosto de 2012 Diversos, olimpíadas, Seleção feminina, Seleção masculina | 14:04

Londres na pele

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Muitos jogadores ainda estão de folga depois das Olimpíadas de Londres. Enquanto uns aproveitam para viajar, outros cumprem suas promessas. A central Thaísa comentou,  após a segunda medalha de ouro, que repetiria o ritual depois de Pequim e faria uma tatuagem com o símbolo dos Jogos. Pois a jogadora já exibe o novo desenho no braço.

E já que assunto ainda são as férias, dá para acompanhar pelo Twitter um pouco dos descansos dos ídolos. Sheilla e o casal Jaqueline e Murilo optaram pela praia como destino nos dias livres. Já Giba, enquanto não começa a treinar com o Bolivar, da Argentina, ataca de motorista para a filha Nicoll. Veja mais fotos na galeria:

Mas a vida boa está para acabar, já que quase todos os times devem estar em plena atividade até o final do mês. Thaísa, por exemplo, se reapresenta no dia 27 de agosto.

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segunda-feira, 13 de agosto de 2012 Seleção feminina, Seleção masculina | 07:00

E agora, quem buscará o ouro no vôlei em 2016?

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A final olímpica de Londres também foi a despedida de algumas estrelas da seleção brasileira masculina de vôlei. O ponteiro Giba, o líbero Serginho e o meio-de-rede Rodrigão já deram adeus ao time. O levantador Ricardinho deve seguir o mesmo caminho e não segue até as próximas Olimpíadas.  Dante diz que pensa em jogar no Rio, mas será que as dores e os problemas com joelho deixam ele continuar? E com essas despedidas, quem deve estar em quadra daqui a quatro anos para buscar o ouro em casa?

Leia também: Vôlei termina Olimpíadas como o esporte mais vencedor do Brasil

Murilo, eleito o melhor jogador das Olimpíadas, é o sucesso de Giba na seleção

Na ponta, Giba já convive com seus possíveis sucessores. A faixa de capitão deve passar para Murilo, que foi destaque no Mundial de 2010 e, agora, depois de se recuperar da inflamação no ombro, teve uma boa atuação em Londres, sendo de novo um jogador decisivo no ataque e presente no fundo de quadra.

Thiago Alves sentiu o peso de uma Olimpíada e não jogou como se mostrou, por exemplo, na Liga Mundial. Ficou devendo, mas ainda é novo, tem 26 anos, e pode render no time. E Lucarelli, que estava em Londres para ajudar nos treinos da seleção, é um futuro que já se faz presente como ponta.

Rodrigão já havia perdido a posição de titular pelo meio e acompanhou Lucão e Sidão se consolidando na equipe. Os dois, um com 26 e outro com 30 anos, seguirão até 2016 e têm grandes chances e ainda formar a dupla titular nos próximos Jogos. A renovação pode vir com Isaac, um jovem de 21 anos que é da seleção de novos e já treinou no time principal. Se quiser um bloqueio alto, ainda pode apostar em Gustavão, de 26 anos, e o melhor no fundamento na última Superliga. O central tem 2,15m e também já passou pela seleção de novos. Éder que figurou como quarto central neste ciclo ainda tem idade para fazer parte do grupo também.

Leia ainda: Bernardinho chora e diz que pode deixar seleção “para não atrapalhar Bruno”

Lembrando do que já aconteceu na equipe brasileira, o líbero Serginho deve ter a sua vaga herdada mais uma vez por Mario Jr. Foi o jogador quem ocupou o lugar do veterano e foi campeão do Mundo em 2010, por exemplo.

No levantamento, Bruninho se firmou ainda mais como titular nas Olimpíadas de Londres. Ele teve uma atuação de gala e foi bastante elogiado por Bernardinho na vitória contra a Itália na semifinal, como comentamos por aqui. Além disso, sabe ousar com os centrais e está muito bem entrosado com o elenco. Amadurecendo como está, aposto em Bruno como levantador titular para o próximo ciclo e também como um jogador para dividir a responsabilidade de capitão em quadra.

E ainda: Giba desabafa sobre críticas e vê Bruninho como líder do próximo ciclo

Já Ricardinho voltou, ajudou também a desenvolver o jogo de Bruno, mas não deve ficar muito mais na seleção. Aos 36 anos, acho que não segue por mais um ciclo. Quem já recebeu a atenção da comissão foi Murilo Radke, que atuou como reserva de Bruninho na Cimed em 2011/2012 e, agora, comanda o Medley/Campinas. É novo, tem 23 anos, já jogou na base e foi campeão no Pan-Americano de 2011. Já se a ideia foi apostar em alguém mais experiente, William, do Sada/Cruzeiro, ou Rapha são mais rodados e podem ajudar, quem sabe.

Wallace entrou na vaga de Vissotto em Londres, foi bem e tem boas chances de se firmar até 2016

A posição de oposto não precisa de uma renovação imediata, mas já tem gente nova chegando. Leandro Vissotto, com 29 anos, e Wallace, com 25, têm um caminho pela frente ainda. Vissotto finalmente se entendeu com a bola mais acelerada nos primeiros jogos em Londres. E Wallace entrou como titular depois da lesão do companheiro, mostrou personalidade soltando pancadas e se firmou. É uma das melhores “heranças” de Londres para a seleção e um oposto rápido e que salta muito, que há tempos a seleção não via.

Além deles, Renan, de 2,17 m, é a promessa para a posição no novo ciclo. Era disso que o Brasil precisava na final para encarar o gigante Muserskiy, da Rússia, e seus 2,18 m. Se tivesse um jogador tão alto quanto, ficaria mais fácil, por exemplo, armar um bloqueio. E Renan já foi central, ou seja, sabe bloquear.

Leia também: Serginho chora e pede que cuidem com carinho de sua camisa na seleção

Giba, Serginho e companhia fizeram parte da geração mais vitoriosa do vôlei brasileiros, sob o comando de Bernardinho, mas um que não sabe se segue até 2016. E se o técnico sair, quem pode comandar a equipe masculina?  Eles se despediram com a prata depois de conseguirem dois match points e levarem a virada. Agora é digerir a derrota e já começar a pensar no que fazer para buscar o ouro em casa.

Já a seleção feminina, bicampeã olímpica, não deve ter tantas despedidas. Paula Pequeno chegou a dizer que deixaria o time, mas já repensou e pode tentar uma vaga na equipe para o Rio. Mas precisa crescer de produção em relação ao que mostrou em Londres. E para posição o Brasil pode contar, por exemplo, com Priscila Daroit, que chegou a disputar alguns jogos do Grand Prix na temporada e entrou bem, principalmente no saque.

Entre as mais velhas do time estão Fabizinha e Fernandinha, com 32 anos. A líbero já tem herdeira certa, que é Camila Brait, cortada na última hora para as Olimpíadas. Já a questão da levantadora ainda segue em aberto. Fernandinha não se firmou, mas Dani Lins ganhou a posição durante os Jogos e tem ainda idade para amadurecer e seguir até 2016.

E assim como no masculino, resta saber quem comandará a equipe. Zé Roberto vai buscar o tetra em casa? Se ele não ficar, quem pode assumir? Os comentários estão abertos para vocês!

P.s.: Galera, tirei uns dias de folga depois da correria total das Olimpíadas. Para piorar, cai com uma bela gripe… Assim que estiver melhor eu volto, combinado?

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domingo, 12 de agosto de 2012 Seleção masculina | 13:32

Brasil para em Muserskiy e no técnico russo e fica com a prata

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Derrota na final olímpica dói para qualquer um. Se a derrota for de virada, então… E foi assim que a seleção brasileira masculina de vôlei perdeu a decisão deste domingo para a Rússia e ficou com a medalha de prata em Londres.

Se a equipe feminina colocou a cabeça no lugar ao longo do torneio e até se recuperou de um primeiro set no qual foi atropelada para vencer os Estados Unidos na final,  a masculina não conseguiu reagir. O time de Bernadinho venceu os dois primeiros sets contra os russos com sobras. Murilo começou o jogo arrasando e, mesmo com o saque muito forçado, o passe brasileiro estava saindo. E o saque do Brasil entrou bem no segundo set, tanto que foi a melhor parcial da seleção no bloqueio.

Tudo caminhava para os 3 sets a 0 e mais uma medalha de ouro para o vôlei. Mas aí veio a grande jogada da partida. O técnico Vladimir Alenko mudou o seu esquema e, ali, ganhou o primeiro lugar no pódio. Ele colocou o gigante Dmitry Muserskiy, de 2,018m como oposto, deslocou Maxim Mikhaylov para a ponta e ficou com Volkov e Apalikov como meios.

No começo, parecia que os belos ataques de Muserskiy não compensariam os erros de recepção de Mikhaylov. O Brasil se perdeu um pouco, mas até chegou a ter duas bolas para liquidar a partida. Errou nas duas e deixou a Rússia fechar o set e, depois,  o jogo.

Leia mais sobre a decisão: Brasil sofre pane, perde para a Rússia e fica com a prata no vôlei masculino

Alenko e Muserskiy venceram esse jogo. O técnico pela ousadia de mudar o time durante uma final olímpica. E o gigante por virar tudo quando foi acionado. Ele marcou 31 pontos e não foi parado nenhuma vez no bloqueio pelo Brasil. Já o time nacional foi se perdendo. Primeiro, parou de acertar o saque e de usar Mikhaylov lá no fundo. Depois, perdeu o passe na mão e, tendo que usar bolas mais afastadas ou altas, ficou no bloqueio da Rússia ou viu os europeus defenderem e matarem no contra-ataque, sempre com Muserskiy, até o último ponto do tie-break.

O Brasil parou em quadra com a mudança da Rússia. E os russos acreditaram que poderiam virar e viraram. Eles ganharam o ouro em quadra e também no banco de reservas. Vladimir Alenko mudou quando não tinha mais o que fazer. Era ganhar aquele set e partir para a briga ou voltar para casa. E eles conseguiram.

A seleção fez uma boa campanha em Londres e, depois da Liga Mundial bem apática e sem convicção, voltou a ser aquela seleção que joga com garra, vibração e soltando o braço no ataque. Mas nesta final foi assim no primeiro set, depois não deu mais. Ainda não assim, dá para reconhecer o que eles fizeram de bom em Londres. Bruninho se mostrou muito mais maduro, por exemplo, comandando o Brasil. Murilo voltou a decidir com sua “chicotada”. Dante ajudou no passe e também se achou no ataque ao longo do torneio. Mas na final, quando tinha que ter tudo isso e mais alguma coisa, faltou cabeça no lugar para entender a mudança dos russos e se segurar mesmo levando pancada de Muserskiy a cada ponto.

As lesões também atrapalharam. Leandro Vissotto estava finalmente muito bem na bola mais acelerada com Bruno e ajudando quando teve a contusão na coxa. Wallace, de forma alguma leva qualquer culpa. Ele entrou, segurou as pontas e fez seu trabalho. Mas faz falta não ter um cara no banco para as inversões.

E neste domingo ainda teve Dante que saiu com dores e voltou sem o mesmo rendimento. Para completar, Giba estava muito sem ritmo. Entrou e não correspondeu. Deu lugar a Thiago Alves, que parece ter sentido demais a pressão da Olimpíada e não conseguiu render. Não restavam mais alternativas no banco, tanto que no final, até Rodrigão estava atacando pela ponta. A diferença foi que na Rússia, o meio virou oposto, função que também já estava acostumado a fazer, e foi o cara do jogo.

As Olimpíadas acabam com um ouro, uma prata e um gosto amargo desta derrota.

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sábado, 11 de agosto de 2012 Seleção feminina | 18:01

Brasil é bi em um jogo que resume a campanha em Londres

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É bi! A seleção brasileira feminina de vôlei é bicampeã olímpica! E a final diante dos Estados Unidos resumiu em quatro sets a campanha do time em Londres. A equipe foi atropelada na primeira parcial e, ainda assim, conseguiu se reencontrar para virar e ficar com a medalha de ouro.

Leia mais sobre a final: Brasil reage de novo, vence EUA e conquista o bi olímpico no vôlei feminino

Nas Olimpíadas, o Brasil começou com tropeços, com a cabeça baixa e sem convicção no ataque. Exatamente como foi no primeiro set. Depois, cresceu e mostrou psicológico equilibrado para se segurar em quadra e vencer. O ataque entrou com lindas pancadas. A defesa funcionou, recuperando bolas. O saque deu trabalho à recepção rival. Exatamente como foram nas outras três parciais da final, vencidas pelas brasileiras.

Esse ouro foi a medalha da superação. Eu cheguei a desacreditar na seleção depois de ver tantas atuações regulares e com panes, como durante o Grand Prix ou mesmo nas Olimpíadas. Mas, aos poucos, elas se uniram, acharam a regularidade e fez com que todos voltasse a acreditar na medalha. E ela veio!

O destaque da final foi Jaqueline. Depois de vários jogos ao longo da temporada com rendimento baixo no ataque, ela já tinha melhorado na fase final em Londres. Neste sábado, virou jogadora de segurança, virando bolas na pancada a partir do segundo set. E definir na pancada dá moral! A ponteira usou isso e foi a maior pontuadora da partida, com 18 acertos.

E o destaque para mim ao longo das Olimpíadas foi Dani Lins. Mais uma vez, tenho que fazer jus a atuação da levantadora. Ela saiu do banco, soube conquistar a posição de titular recolocando as meios no jogo e usando Sheilla pelo fundo, uma jogada que estava um pouco esquecida e não vinha surtindo tando efeito. Com isso, ganhou três armas e tanto no ataque e pode escolher com quem queria jogar. Na decisão, a partir do segundo set, usou e abusou de Fabiana, que virou quase todas (como a central também cresceu e se achou em quadra ao longo do torneio. Neste sábado, foi gigante no bloqueio), sentiu o bom momento de Jaqueline para o desafogo e seguiu com Sheilla. Thaísa também agradeceu as boas bolas.

Ah, e não tem como não falar das defesas do Brasil. Fê Garay parou de virar em alguns momentos na final, mas colaborou no fundo. Fabizinha, mas uma jogadora que foi vista como dúvida depois da temporada de Camila Brait, salvou lindas bolas na decisão. E foi graças ao volume de jogo que a defesa proporcionou que o jogo acabou ficando mais fácil contra os EUA. Nem Hooker, principal pontuadora da Olimpíada, conseguiu virar com tranquilidade. O Brasil estava bem posicionado, recuperou bolas e teve paciência para matar os contra-ataques.

Mas como já disse outras vezes aqui. A seleção passou a vencer quando colocou a cabeça no lugar e conseguiu ser mais regular em quadra. Se as jogadoras haviam sido convocadas era porque tinham méritos e qualidades. Mas a cabeça estava atrapalhando. Desde o Grand Prix, com atuação de altos e baixos e também no começo das Olimpíadas. Quando o grupo se uniu de fato e se organizou, o talento apareceu e elas ganharam mais um ouro.

E que infeliz coincidência dos Estados Unidos. Foram elas quem colocaram o Brasil na fase final com a vitória sobre a Turquia. E agora, elas ficam com a prata. Mas isso é a vitória do esporte. Elas venceram a Turquia porque eram melhores que as rivais. E hoje, venceu o Brasil porque soube reagir e ser melhor na final.

Para fechar, parabéns a Zé Roberto Guimarães. Ser tricampeão olímpico não é para qualquer um.

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sexta-feira, 10 de agosto de 2012 Seleção masculina | 20:36

3 a 0 arrasador também para homens na semifinal

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Primeiro, a seleção feminina venceu por 3 a 0 na semifinal e foi para a decisão. Agora, 3 a 0 para a seleção masculina e mais um time na briga pela medalha de ouro. E que 3 sets a 0 para cima da Itália!

A primeira dúvida que poderia aparecer no time acabou com os primeiros lances. Leandro Vissotto, como esperado após a lesão na coxa das quartas de final, não atuou. Wallace, que já vinha de uma boa temporada, jogando bem até nos jogos ruins da Liga Mundial, entrou como titular. Logo recebeu bolas e virou. Ele só foi bloqueado no finalzinho do primeiro set, quando a Itália salvou um set point do Brasil. Bela atuação, sem se intimidar por estar nas Olimpíadas ou por ter sido um dos últimos a chegar no grupo.

Leia também: Vissotto confirma que está fora da final e enche a bola de Wallace

Ao longo do jogo, o Brasil foi superior em tudo. A Itália arriscou tudo no saque, mas quando não conseguia o ace (foram cinco no jogo), a bola era recepcionada e muitas vezes ia boa para a mão de Bruninho. E o levantador orquestrou bem o time. Seguro, acelerou pelo meio com Lucão e Sidão, deixou Dante livre pelo fundo e Murilo solto na ponta várias vezes. E ainda contou com Wallace. Tanto que, após a partida, Bernardinho disse que a atuação de Bruno tinha sido digna dos melhores tempos de Maurício e Ricardo. Elogio e tanto! Elogio merecido!

Leia mais: Bernardinho compara Bruno a Ricardinho e Maurício e elogia seleção

Enfim, o bloqueio funcionou até no simples de Bruninho. O saque entrou e deu trabalho a recepção italiana mesmo sem usar a força o tempo todo. Murilo fechou o jogo em um ace mais colocado do que forçado. E o Brasil aproveitou metade de suas bolas enquanto a Itália não chegou aos 15%. O ponto do segundo set, quando o Brasil sobrava e mesmo assim partiu para a bola primeiro com Murilo no fundo, depois Serginho do outro lado da quadra e terminando em um bloqueio de Dante, mostrou o espírito do time em quadra. Resumindo, atuação de gala.

Agora, mais uma vez a Rússia. Eles não devem errar tanto quando erraram na derrota para o Brasil na primeira fase. Mas com saque bem executado e bloqueio bem posicionado, dá para levar uma vantagem. O ataque já está funcionando bem, só deve apostas nas bolas rápidas para fugir do alto bloqueio russo. Com o que a seleção tem mostrado nas Olimpíadas, dá para acreditar no ouro. A partida final será no domingo, às 9h (horário de Brasília).

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quinta-feira, 9 de agosto de 2012 Seleção feminina | 19:17

3 a 0 arrasador na semifinal para seleção feminina

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E a seleção feminina está na final olímpica! O time entrou forte, dominou do começo ao fim, fez 3 sets a 0 para cima do Japão e avançou à decisão em Londres. Bela vitória!

O começo do jogo já mostrou como seria toda a partida. O Japão tocava em todas as bolas no fundo. Mas o Brasil também estava atento na defesa e, aos poucos, fez com que as bolas recuperadas no fundo virasse contra-ataques. Principalmente a partir do segundo set, a seleção mostrou um ótimo volume de jogo e o saque, com Thaísa, passou a quebrar a recepção japonesa. E para completar, nada de síndrome do terceiro set. Sinais de que o emocional da equipe vai bem, obrigada.

Leia mais: Brasil contraria emoção das quartas, passeia contra Japão e vai à final do vôlei

Como destaques do jogo, começo pela líbero Fabi. Ela se jogou, deu peixinhos e chegou bem nas coberturas. No ataque, Jaqueline fez sua a melhor partida. Foi acionada por Dani Lins e virou. Sheilla, depois de ser o destaque no final do jogo contra a Rússia, ganhou moral e segue como segurança, principalmente pelo fundo. Voltou a ser uma oposta muito decisiva. E Dani, com o passe na mão, usou e abusou mais uma vez das meios, que vivem ótimo momento.

E por falar em meio, já comentei várias vezes aqui que um dos principais fundamentos deste time é o bloqueio. Hoje o bloqueio entrou e muito bem. Foram 14 pontos no fundamento contra apenas um das asiáticas. Um show no fundamento! E se a bola passasse direto, tinha alguém lá no fundo da quadra para ajudar.

Foi uma excelente atuação, mas agora quem o Brasil tem pela frente são os Estados Unidos. A seleção vem, sem dúvida nenhuma, em uma crescente nas Olimpíadas e agora, depois de evoluir em todos os fundamentos e mostrar mais estabilidade em quadra, pode encarar as norte-americanas de igual para iugal. É manter a postura e partir para a final!

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quarta-feira, 8 de agosto de 2012 Seleção masculina | 13:26

Vitória fácil, mas com uma baixa em péssima hora

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*atualizado às 19h05

E o Brasil está na semifinal também do vôlei masculino. Nesta quarta-feira, o time de Bernardinho venceu a Argentina com facilidade por 3 sets a 0 e avançou no torneio olímpico. Bonito jogo em quadra, com o Brasil não dando espaço para os rivais crescerem. Mas com um susto que pode virar uma má notícia.

Leandro Vissotto sentiu dores na virilha, teve que ser substituído, chorou e pode perder os próximos jogos. Depois da partida, comentou que nunca havia sentido uma dor como aquela. Se ficar mesmo fora, será uma baixa significativa. Em outras competições, já havia dito que sentia falta do Vissotto soltando o braço e conseguindo de acertar nas bolas aceleradas. E nas Olimpíadas, o gigante de 2,12m estava conseguindo acertar o tempo com Bruninho e aproveitar toda a altura para atacar na potência e com velocidade.

Por outro lado, Wallace é o jogador mais regular desta temporada. Até na Liga Mundial, quando os brasileiros foram abaixo do esperado, ele já estava atacando bem. Cada vez mais está maduro em quadra e sabendo seguir usando a força, mas também colocando algumas bolas na habilidade. Nesta quarta, errou a primeira bola que recebeu após a substituição, mas logo se achou. Acho que ele já está pronto para assumir o posto de titular e corresponder, com um ataque potente e veloz, mas é ruim ter que entrar porque o outro se machucou…

Leia mais sobre a partida: Brasil bate Argentina no vôlei, mantém sonho da 3ª medalha seguida e vai à semi

De volta ao jogo, o Brasil não deu espaço à Argentina. Que a seleção era favorita no duelo todos sabiam, mas esperava mais dos hermanos. Entretanto, o time nacional colocou pressão o tempo todo no bloqueio, pontuando ou amortecendo. O passe argentino até estava saindo, mas os atacantes não estavam em um boa. Conte, jovem promissor, não fez muito. Castellani, que entrou no meio do jogo, foi melhor. E nem De Cecco, que é um ótimo levantador, estava muito bem, principalmente no começo. E se a bola passava no ataque argentino, tinha alguém plantado na defesa. Boa partida de Serginho, por exemplo.

E no ataque brasileiro, Murilo acabou como o cara de segurança com a saída de Vissotto. Ele parece estar de volta à melhor forma, achando espaço e acertando o tempo nas bolas rápidas. Dante também acertou mais nesta quarta-feira. E no meio, Sidão virou praticamente tudo.

O Brasil se aproveitou por ter encarado o rival mais simples nestas quartas de final para embalar. Errou saques demais, mas não relaxou e venceu, soltando o braço e aproveitando contra-ataques. Valeu para dar ainda mais ritmo ao time. Pena mesmo foi a lesão de Vissotto…

Que venha a Itália

E o Brasil já sabe contra quem vai jogar a semifinal. O adversário será a Itália. Assim, como foi nas quartas, é o melhor rival para o Brasil. Afinal, é melhor encarar os Estados Unidos, que vem dando muito trabalho ultimamente e já venceu a seleção em Londres ou a Itália que até pode crescer, mas que vem perdendo do Brasil em jogos decisivos como semifinal do Mundial, das Olimpíadas de Pequim? Pode não ser fácil, mas acho que seria bem pior contra os Estados Unidos.

Na outra semifinal, Rússia, que fez 3 a 0 para cima da Polônia, encara a Bulgrária, que bateu a Alemanha também por 3 sets a 0.

Pois é, o dia foi de algumas surpresas em Londres. Vocês esperavam essa vitória em sets diretos dos russos sobre os poloneses depois de tudo o que Bartman, Kurek e companhia vinham apresentando nas últimas temporadas? Acha que o jogo fosse mais complicado, no mínimo, para qualquer um dos dois. Mas a Rússia soltou o braço no saque, marcou sets aces e comandou.

Itália também não era esperada como favorita para vencer os Estados Unidos… Previsível mesmo só Bulgária, que vem se destacando no torneio, contra a Alemanha. Vamos ver como serão as semis!

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