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sábado, 16 de março de 2013 Superliga | 12:05

Lá vamos nós para mais um Rio x Osasco na final…

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O Sollys/Nestlé conseguiu a vaga na sexta. Agora de manhã, a Unilever venceu o Sesi por 3 sets a 0 e também avançou para a decisão. E lá vamos nós para mais um Osasco x Rio de Janeiro na briga pelo título da Superliga…

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Festa da Unilever com vitória em casa na semi

Antes mesmo de começar o torneio, tudo mundo esperava o Sollys na final pelo elenco, pelos resultados que já havia conquistado e tudo mais. Depois de embalar de vez ainda nas primeiras rodadas, a Unilever também desenhava o seu status de favorita. O time do Rio teve uma bela sequência de vitórias e, neste ano, se livrou de um problema que atrapalhou na temporada passada.

A equipe também foi até a final, mas sofreu com a falta de banco e trocas para passar por toda a Superliga. Agora, Logan Tom se machucou no returno, mas Gabi já tinha sido acionada no lugar da veterana e deu conta do recado quando virou titular. Natália voltou a jogar e cresceu ao longo do torneio, sendo decisiva nessa reta final. E ainda tem gente no banco, como Régis, Amanda, Robertinha e outras… Com elenco mais equilibrado, ficou mais fácil.

A partida deste sábado foi equilibrada, principalmente até meados dos sets. O Sesi também tem um elenco estrelado e engrenou depois da parada do final de ano. Entretanto, na hora de decidir, um saque ou um bloqueio fazem a diferença e a Unilever se deu muito bem. Olha o segundo set. Amanda entrou para sacar e aplicou uma série com direito a aces e passes quebrados. É o banco de reservas de novo ajudando. E contando com Bernardinho para orquestrar tudo isso. Na temporada passada, Amanda entrava com a responsabilidade de decidir, atacar e tal. Agora, pode entrar para fazer o seu melhor, que é o saque. Deu tão certo que ela ficou com o troféu de melhor em quadra, pelo que deu para ver na transmissão.

Lá vamos nós para a mesma final. O Vôlei Amil nem deu tanto trabalho ao Sollys e o Sesi tinha elenco que poderia equilibrar a série, mas também não conseguiu. Sollys e Unilever honraram o favoritismo e mereceram as vagas conquistadas. Mais do mesmo? Sim. Mas acho que foi justo. E agora, quem leva a decisão? Resta esperar até o dia 7 de abril.

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Sassá passou mal, mas se recuperou e acompanhou a partida

Susto de Sassá

Ainda no primeiro set, Sassá passou mal e caiu em quadra. Respirando com muita dificuldade, ela recebeu atendimento e logo foi levada para a sala de musculação. O ginásio do Maracañazinho, por causa de enchentes e chuvas, estava com o ar-condicionado quebrado. Já a sala de musculação tinha ar. Lá ela melhorou e até voltou para assistir o restante da partida ao lado dos pais. Foi um susto, e segundo a transmissão, ela teve uma queda de pressão e acabou muito nervosa pela dificuldade de respirar. Tudo resultado do calor.

A Superliga já mostrou alguns problemas. Diversos jogos tiveram apagão, agora o calor faz uma atleta passar mal. Até quando veremos isso?

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sexta-feira, 1 de março de 2013 O nome da Superliga, Superliga | 12:14

O nome da Superliga: Gabi

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Gabi, ponteira da Unilever

Depois de uma semana agitada com a primeira rodada das quartas de final da Superliga feminina, a personagem da vez na série “O Nome da Superliga” é Gabi, ponteira da Unilever. Ela esteve em quadra na vitória do time carioca sobre o Rio do Sul nos playoffs, foi a maior pontuadora com 14 acertos e ainda foi eleita a melhor da partida.

Leia mais sobre Unilever 3 x 0 Rio do Sul

Ela é a caçula da equipe, mas tem responsabilidade, digamos, de gente grande. Aos 18 anos, entrou no lugar no Logan Tom no clássico contra o Sollys/Nestlé no turno da Superliga e roubou o lugar da veterana. Depois, seguiu no time com a lesão de Tom (machucou o tornozelo no returno). E na época dessa lesão, perguntei aqui no blog e no Twitter se a norte-americana faria falta ao time carioca. Os comentários foram que não, justamente porque a equipe contava com Gabi em boa forma.

O caminho da jogadora ainda é longo, mas Gabi já teve um ótimo começo. No ano passado, foi destaque no Mackenzie e isso lhe rendeu o contrato com a Unilever. Agora, trabalha com jogadoras experientes e com um técnico que dispensa comentários que é Bernardinho. Ou seja, ela só tende a crescer. Na seleção, já participou do grupo que disputou o Grand Prix em 2012 e pode estar no elenco para as Olimpíadas do Rio, em 2016.

Será que ela consegue conquistar o seu espaço com a camisa amarela até lá? E por enquanto, Gabi segue como titular no Unilever nos playoffs? O espaço está aberto para vocês!

Ps.: a Superliga masculina também está quente e os playoffs seguem indefinidos. RJX continua só um ponto à frente do Sada/Cruzeiro na parte de cima da tabela. Do outro lado, Volta Redonda, São Bernardo e Vôlei Futuro disputam as últimas vagas. A última rodada do returno promete!

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sábado, 19 de janeiro de 2013 Superliga | 16:16

Virada da Unilever e, mais uma vez, falta de decisão no Amil

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Unilever repetiu o placar do primeiro turno e venceu o Vôlei Amil neste sábado na Superliga feminina. Com ajuda de Bernardinho, time carioca conseguiu uma virada e fechou o jogo em 3 sets a 1. Do lado de Zé Roberto Guimarães, mais uma vez faltou saber decidir na hora certa.

Leia mais sobre a partida

No começo, as visitantes de Campinas estavam melhores. Daymi e Vasileva comandaram os ataques e a equipe mostrou volume de jogo. No primeiro set, fechou com uma largadinha linda de Daymi que, com um toque, achou o buraco no fundo da quadra adversária. Depois, começou liderando a segunda parcial e esboçava mais uma vitória. Aos poucos, elas foram errando mais, decidindo menos bolas e deixando a Unilever crescer.

Do outro lado, Bernardinho mexeu na hora certa. Tirou Natália que pouco estava resolvendo e colocou Régis. Também mandou Gabi, que já havia levado alguns bloqueios, para o banco e escalou Logan Tom (falando isso, por que a norte-americana começou na reserva?). A equipe reagiu, o passe saiu mais na mão de Fofão, que pode variar mais e colocar as centrais no jogo, e as cariocas passaram a dominar a partida. E Régis ainda foi eleita a melhor em quadra. Méritos para o treinador, que fez a coisa certa naquele momento

Bobear não é uma novidade para o Vôlei Amil e o próprio Zé Roberto já reclamou disso em outros jogos. E a equipe sabe recuperar bolas, se defender, mas tem que definir também. Após a partida deste sábado, o comentário de Walewska foi o seguinte:  “Temos que aprender a finalizar os sets e a jogar com time fortes”. Fernandinha seguiu a mesma linha: “Há momentos em que precisamos ser mais incisivas, agredir mais, desde o saque até a cortada”. Precisa dizer mais alguma coisa?

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terça-feira, 15 de janeiro de 2013 Superliga | 08:00

De volta à Superliga depois de uns dias de folga

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Galera, estava de folga na última semana depois do plantão de final de ano e para voltar o nosso bate-papo por aqui vamos falar do primeiro turno da Superliga? No masculino, o RJX foi  líder e Sesi conseguiu uma boa recuperação. Já no feminino, Banana Boat/Praia Clube conseguiu se impor entre Unilever e Sollys/Nestlé. Além disso, as estrangeiras foram destaque.

Superliga feminina

Herrera - Divulgação/CBV

Cubana Herrera é destaque do Praia Clube e líder nas estatísticas da Superliga 2012/2103

O returno para as mulheres começou na noite de segunda-feira com mais uma vitória do Banana Boat, que marcou 3 a 0 para cima do lanterninha São Bernardo. E o time mineiro é uma boa surpresa desta Superliga. Comandado pela cubana Herrera, maior pontuadora desta edição até agora, a equipe perdeu apenas para Sollys e Unilever por enquanto e, com o resultado da segunda, assumiu provisoriamente a ponta. A rodada segue nesta terça-feira.

Ainda falando do primeiro turno, quem havia acabado na liderança foi o Unilever, que acertou nas contratações das estrangeiras. A canadense Sarah Pavan aos poucos assumiu a função de oposta de segurança e já é a segunda na lista de pontuadoras do torneio. A norte-americana Logan Tom vem desequilibrando no saque e é a melhor na função. Bernardinho sanou os problemas da temporada passada, quando sofreu com lesões e tinha poucas opções no banco e segue firme entre os favoritos.

Ainda entre os líderes na primeira metade da competição ficou o atual campeão Sollys/Nestlé. E elas sofreram com lesões. Sheilla perdeu o começo do torneio depois de fraturar um dedo do pé, Camila Brait teve lesão na coxa e ficou fora de alguns jogos e Adenízia se recuperou de fratura na mão e só voltou na última partida do turno, na derrota por 3 a 2 para as cariocas do Unilever. Enquanto isso, Fernanda Garay apareceu como uma boa alternativa. Ela já é a terceira na lista de pontuadoras e repete a posição entre as atacantes. Agora, com o time completo, veremos o Sollys/Nestlé apontado como favorito em quadra no returno.

Em quarto lugar no turno ficou o Vôlei Amil e aqui voltamos a falar as estrangeiras. Antes de chegar, a búlgara Vasileva era apontada como a jogadora que seria a referência no ataque. Ela veio para o elenco e honrou as expectativas e é a melhor atacante da Superliga. A ponteira de mais de 1,90 ataca na força e merece e liderança nas estatísticas. Por enquanto, as comandadas por José Roberto Guimarães têm apenas duas derrotas e seguem no ‘bolo’ das primeiras colocadas.

Que continue o segundo turno, mas já temos uma Superliga feminina mais equilibrada do que nas outras edições.

Superliga masculina

RJX - Divulgação/CBV

RJX fechou o primeiro turno da Superliga masculina na liderança

Os jogos do masculino seguem a partir de quarta-feira e, na primeira parte da competição, o RJX ficou com a liderança isolada, com apenas duas derrotas após 11 rodadas. E a primeira dela veio já no final do turno, com 3 a 2 diante do Medley/Campinas. Depois, um surpreendente 3 a 0 para o Canoas. No domingo, vitória sobre o Super Imperatriz para garantir a ponta. O time carioca conta com Lucão como melhor bloqueador e boa fase de Théo como oposto. Além disso, Dante está atuando mais depois de tantos problemas no joelho. E nos jogos que perdeu, principalmente contra o Canoas, caiu por causa dos seus erros .

Em segundo lugar na tabela ficou o Sada/Cruzeiro, atual campeão. O time mineiro fez uma boa contratação para a temporada: o cubano Leal, que vem bem ao lado de Wallace no ataque e é o melhor na função. E William faz mais uma boa campanha, como o destaque na função. Tem três derrotas, mas para times a altura (RJx, Sesi e Medley/Campinas). Segue como candidato ao título.

E quem se recuperou na tabela foi o Sesi. Depois de começar com três derrotas seguidas e uma vitória contra o então lanterninha UFJF, a equipe paulista voltou a tropeçar diante do RJX. Aí veio o Sada/Cruzeiro e a nova fase. O time marcou 3 a 0 e não perdeu mais. No começo, sofreu com lesões, como as dores de Murilo e Sidão, as câimbras de Lorena e a pubalgia de Éder, último de voltou ao time. Com elenco completo, ficou mais mais fácil se encontrar e se recuperar, encerrando o turno em terceiro lugar.

Completam a lista dos oito primeiros que seguiriam aos playoffs se a classificatória já tivesse acabado Canoas, Medley/Campinas, Vivo/Minas, São Bernardo e Vôlei Futuro. Desses, aposto nos dois primeiros. Canoas foi bem montado, com atletas experientes e os campineiros já deram trabalho aos ‘grandes’.

A Superliga masculina segue nesta quarta-feira, com o primeiro jogo do returno, entre Sesi e Medley/Campinas.

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quinta-feira, 27 de dezembro de 2012 Diversos, olimpíadas, Seleção feminina, Seleção masculina, Superliga | 12:54

Retrospectiva 2012: ano das Olímpíadas, da superação de ouro, de despedidas…

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O que 2012 deixa marcado para vocês? Para mim, foi o ano da superação da seleção feminina e do choro e das despedidas na seleção masculina. Ficou um gosto amargo daquele jogo final contra a Rússia… Foi também o ano do Sollys/Nestlé, que venceu todas as finais que disputou, e de José Roberto Guimarães, tricampeão olímpico.

Agora, para se despedir de 2012 depois de contar os planos dos jogadores para as festas de final de ano, preparei a nossa já tradicional retrospectiva, dessa vez em 12 fotos. Clique em cada uma delas para ler os textos e relembrar o que aconteceu nos últimos meses.

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sábado, 8 de dezembro de 2012 Superliga | 13:40

Primeira derrota e primeiro set perdido na Superliga

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Na noite de quinta-feira, o RJX perdeu o primeiro set na competição masculina. E na noite de sexta-feira, o Banana Boat/Praia Clube conheceu a primeira derrota no torneio nacional. Nada para alarmar um time ou outro por enquanto…

A equipe carioca vinha de sequência que pode ser considerada tranquila na Superliga masculina. Tinha encarado UFJF, Funvic/Midia Fone e Volta Redonda. Agora, começou uma série de jogos que devem ser mais equilibrados e sentiu isso logo no primeiro deles, contra o São Bernardo. A equipe do ABC, como disse Dante no lançamento da Superliga, é chata e não desiste. E foi assim que eles roubaram o primeiro set do RJX. Pena que perderam Renan…

No feminino, o Banana Boat/Praia Clube era o único invicto da competição. A situação era um pouco parecida com o RJX, com um começo um pouco mais fácil, com São Bernardo e Pinheiros. Depois, o primeiro bom resultado, com vitória sobre o Sesi, que se reforço com Fabiana e Tandara nesta temporada, mas ainda não engrenou. Aí veio o São Caetano, que mesmo com um time bastante jovem está tentando dar algum trabalho aos rivais. Agora, o Unilever foi o adversário da noite de sábado e veio a primeira derrota.

No papel, a equipe de Bernardinho era a favorita com estrelas como Logan Tom, Natália, Fofão e companhia. O Praia Clube tem a cubana Herrera, as irmãs Pavão e contou com a estreia de Dani Scott. Mas as conhecidas do lado carioca ainda não estão tão entrosadas quanto as meninas de Minas. Herrera comandou os ataques e marcou 31 pontos. O Praia perdeu, mas equilibrou e vendeu caro.

O jogo foi decidido apenas no tie-break, com grande atuação de Logan Tom, principalmente no saque. É comum vermos, principalmente no set final, um jogador arriscando tudo no primeiro serviço e dando uma segurada depois. Com Tom não tem essa história. Ela forçou o primeiro e fez ace. Forçou mais os outros três, se não me engano, e quebrou o passe mineiro. Com isso, sem contar com os ataques, contribuiu e muito para a vitória do Unilever.

Bom ver jogos equilibrados. Bom ver que as mulheres também podem usar, e bem, um saque forçado!

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segunda-feira, 24 de setembro de 2012 Diversos, Superliga | 20:10

Unilever busca equilíbrio e mostra lado brincalhão de Bernardinho

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A Unilever apresentou a equipe da temporada 2012/2013 nesta segunda-feira e a ideia é tentar buscar o equilíbrio que faltou no ano passado. A equipe jogou a última Superliga com uma atleta a menos, já que Natália estava com os problemas na canela. Com isso, perdeu uma atacante e não tinha quem colocar quando as ponteiras estavam atuando mal. Agora, Natália deve finalmente atuar. E o elenco ainda tem a jovem Gabi, a experiente Logan Tom, a veterana Regis e a prata da casa Amanda.

A expectativa de Bernardinho é contar com Natália como o nome da temporada. Ela, ao lado da recém-chegada Sarah Pavan, serão as principais atacantes da equipe. Para o técnico, elas suprirão a falta de Sheilla (leia mais no especial que escrevi para o iG). No ataque, o problema parece estar resolvido. Na temporada passada, além de Natália, Mari não estava em um bom momento e não ajudou muito. Agora, o teoria é boa.

Mas o técnico conseguiu uma bela ajuda no fundo de quadra. Fabi acabou sozinha no passe e, nesta temporada, terá a companhia de Logan Tom, vice-campeã olímpica. “Com Natália e Sarah dividindo a função da pontuação, com Logan e Fabi sustentando a questão do passe e do sistema defensivo para que a Fofão possa usar o talento dela. Não adianta, como foi no ano passado, tem uma jogadora talentosa de o passe não for consistente”, resumiu Bernardinho.

Fernanda Venturini, mesma depois de parada, é uma levantadora de muita qualidade. Mas estava sentindo o ritmo puxado, as dores no joelho e não conseguia consertar todos os passes. E Fofão também é ótima na posição, e ainda terá a ajuda de contar com um passe mais redondo, com duas especialistas em fundo de quadra.

A apresentação da Unilever também mostrou uma faceta pouco comum de Bernardinho. O técnico rígido, que cobra o tempo todo e quase infarta do lado de fora da quadra deu lugar a um cara descontraído e brincalhão como mestre de cerimônias ao lado da líbero Fabi. Os dois fizeram brincadeiras ao longo da apresentação das atletas. Em um momento, a jogadora mostrou o papel com o nome das atletas ao técnico, mas logo o recolheu, dizendo que não adiantava nada porque ele não iria conseguir enxergar mesmo. Depois, ela se juntou ao grupo no palco, tirou o celular do bolso e o entregou ao treinador, falando: “É simples, é só apertar aqui no meio”. ela queria que ele tirasse a primeira foto do grupo e o pedido foi atendido.

Bom ver Bernardinho assim também, descontraído. Mas isso foi apenas pela manhã. À tarde, as jogadoras sabiam que teriam que voltar ao ginásio da Urca para mais uma sessão de treinos…

Unilever

Com celular de Fabi, Bernardinho tira primeira foto da equipe do Unilever

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domingo, 28 de agosto de 2011 Sem categoria | 06:59

Faltou agressividade. Faltou brilho nos olhos. Faltou o ouro

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Depois da reação e da vitória sobre a Rússia na semifinal, era difícil imaginar que a seleção brasileira feminina fosse fazer justamente na decisão o seu pior jogo no Grand Prix. E mais um placar de 3 sets a 0 era pouco provável. Mas o Brasil foi pouco agressivo, pareceu nervoso e apático, não mostrou seus melhores fundamentos e levou os tais 3 sets a 0 (26/24, 25/20 e 25/21) dos Estados Unidos na final da competição.

Natália - Divulgação/FIVB

Natália fica no bloqueio norte-americano na final do Grand Prix

O jogo desta madrugada começou tenso. Os dois times defendiam bem e a primeira bola raramente caia. E as norte-americanas erravam a definição dos pontos também. Só que, aos poucos, elas se acharam e o Brasil, não.

Enquanto os Estados Unidos variaram as jogadas ao longo da partida, ora atacando com muita força e ora usando bem uma largada, o Brasil foi apático e pouco agressivo em quadra. Faltou aquela bola cravada no ataque para dar moral. Faltou o sangue nos olhos e o jogador batendo no peito e chamando bola! Sheilla , a oposta e jogadora de segurança, poderia ter feito esse papel, mas não o fez. Faltou Dani Lins usar mais o meio.

E a levantadora merece um destaque à parte. Dani amadureceu ao longo do Grand Prix. Aos poucos ela se soltou, explorou Thaísa e Fabiana, se encaixou bem com Fernanda Garay. Só que na final, ela insistiu demais nas pontas, mesmo com o passe na mão, e esqueceu da jogada rápida. Thaísa, uma das grandes jogadoras do Brasil no torneio, recebeu muito pouco. Ela marcou apenas sete pontos no ataque. Fabiana ficou com três. E contra um time com muito volume como as norte-americanas, é fundamental variar para tentar surpreender a defesa.

As brasileiras não foram agressivas. Fernanda Garay e Natália demoraram a soltar o braço no ataque. Sim, elas são jogadoras novas e entraram no lugar das experientes Mari e Paula Pequeno, mas as duas tinham potencial para mais. No geral, o ataque do Brasil não colocou pressão.

Thaísa - Divulgação/FIVB

Thaísa foi uma das melhores jogadoras do GP, mas recebeu pouco e não apareceu na final

Além disso, o bloqueio brasileiro, acho que o melhor fundamento do time no Grand Prix, praticamente não apareceu. Enquanto os Estados Unidos marcaram 8 pontos no fundamento, o Brasil empacou nos 2 pontos. E isso também é um reflexo do saque, que não funcionou de maneira efetiva e não prejudicou o passe rival.

Do lado norte-americano, sobraram bolas cravadas, saques bem colocados e definição no momento certo. No terceiro set, por exemplo, elas entraram com tudo, com cara de quem iria fechar logo o jogo e levar a medalha. Os Estados Unidos também erraram bastante (deram 22 pontos e o Brasil deu 20), tanto que o Brasil chegou a encostar no terceiro set (quando finalmente acertou alguns ataques potentes), mas souberam definir quando era preciso. Elas jogaram soltas, com sorriso no rosto, como Brasil vinha fazendo.

O dia, ou a madrugada, foi das norte-americanas. E o nome do jogo foi Logan Tom. Ela marcou, atacou e sacou bem. Os Estados Unidos venceram porque jogaram melhor, foram inteligentes na marcação e na definição e comandaram o jogo.

Crescimento individual do Brasil

Já a premiação individual mostrou que a seleção fez um boa campanha e tem jogadoras em ascensão. Thaísa, que aos poucos vem sendo a principal meio do time, foi o melhor saque. Dani Lins, que amadureceu como já comentamos, foi a melhor levantadora. Fernanda Garay levou o prêmio de melhor recepção e ela realmente deu uma grande estabilidade ao passe nacional. Além delas, Tandara, outra estreante na seleção, correspondeu bem quando entrou nas inversões. Depois de um bom campeonato sem nenhuma derrota até esta madrugada, só faltou jogam bem na final. Mas Zé Roberto tem elenco para trabalhar na temporada…

P.s.: Para fechar o pódio, a seleção da Sérvia ficou com o bronze com um 3 sets a 0 sobre a Rússia. As sérvias foram, sem dúvida, a melhor surpresa deste torneio. Estrearam e já chegaram ao pódio.

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