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domingo, 31 de maio de 2015 Seleção masculina | 13:35

Liga Mundial: Brasil estreia com estreias e duas vitórias

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Dois jogos, duas vitórias e estreias para a seleção masculina na Liga Mundial. Na sexta-feira, o Brasil venceu a Sérvia no tie-break e, neste sábado, marcou 3 sets a 1 no placar, novamente diante dos sérvios. Em quadra, a volta de Serginho como líbero e as estreias de Riad e Evandro com a camisa nacional no torneio. E o saldo do primeiro final de semana é positivo.

Divulgação/FIVB

Concentração de William no segundo jogo contra a Sérvia na Liga Mundial

O jogo da sexta-feira foi bastante equilibrado e valeu para já começar o torneio com ritmo acelerado. Já a partida deste sábado foi um pouco mais simples para o Brasil, que largou na frente e venceu os dois primeiros sets. O problema foi a terceira parcial. A Sérvia ficou o tempo todo na frente e, depois de abrir quatro pontos, viu o Brasil encostar. A seleção saiu de 13 a 7 para 13 a 12, mas não se segurou e perdeu o set. Pelo menos o jogo foi decidido no quarto set, com vitória brasileira.

E se na sexta os números foram praticamente os mesmos em bloqueios, saques e erros, desta vez a Sérvia facilitou. Eles deram 39 pontos de graça para  Brasil, que errou 21 vezes. Entretanto, foram melhores no saque e no bloqueio. O Brasil só se achou no bloqueio na reta final. Mas foram dois resultados positivos, que ajudam a dar ritmo e já embalar na competição. É bom começar contra rivais fortes.

E sobre as estreias e novidades, também boas impressões. Bernardinho, que cumpre suspensão da FIVB, deu lugar a Rubinho no comando. Serginho está de volta após três anos é o líbero que já conhecemos e dispensa maiores comentários. Aos 39 anos ainda é o dono da posição. Riad veio bem pelo meio neste sábado. Ele fez quatro dos sete pontos de bloqueio do Brasil e já está entrosado como levantador William. Foi o segundo maior pontuador do time (16 acertos), atrás apenas do oposto Wallace (19 bolas no chão). Evandro entrou como oposto nas inversões de 5-1, mas ficou pouco em quadra.

Nos fundamentos, senti falta do saque. Lipe e Isac são alguns jogadores que soltam o braço no viagem forçado. Mas Murilo, que voltou ao time nesta manhã, segue com o saque mais tático visto no Sesi desde as cirurgia no ombro. Isso pode facilitar a vida dos rivais. Vale prestar mais atenção e colocar mais pressão no serviço. Mas foram apenas os primeiros jogos, o primeiro final de semana… Tem muito ainda pela frente até a fase final no Rio de Janeiro

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terça-feira, 14 de abril de 2015 Seleção masculina | 21:28

Serginho de volta à seleção e caminho aberto para Leal

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Nesta semana o técnico Bernardinho convocou os 25 jogadores inscritos pela seleção brasileira para a disputa da Liga Mundial. A novidade foi a volta do líbero Serginho ao time. E a convocação tem dividido um pouco as opiniões…

Facebook/Sesi

Serginho está de volta à seleção brasileira

Pouco depois da lista ter sido divulgada, fiz um post na página do Mundo do Vôlei no Facebook perguntando o que a galera tinha achado da convocação. Nos comentários, assim como nas opiniões postadas na página oficial da CBV na rede social, a maioria elogiava o líbero vice-campeão da Superliga pelo Sesi e aprovava a volta. Lá na nossa página, um comentário me chamou a atenção.

“É claro que ele merece, mas tenho a impressão de que ele gostaria realmente de se aposentar e voltará pra seleção só porque é necessário. Infelizmente parece que não temos outro líbero perto do nível dele, aí foi preciso chamá-lo. Duvido que precise chamar Fabi de volta pra seleção feminina. Camila Brait dá conta”, escreveu Clarinha Souza.

A volta de Serginho partiu de Bernardinho e não do líbero. Foi o técnico quem fez o convite e o jogador aceitou. Não quero questionar nem de longe a qualidade de Serginho, realmente o melhor líbero do Brasil em muito tempo, mas se foi preciso recorrer a ele para pensar em Liga Mundial e talvez em Olimpíada significa que algo faltou no processo de renovação. E isso preocupa porque Serginho já tem 39 anos e por mais que seja bom e ame voleibol, não jogará para sempre.

E Bernardinho também já disse que o líbero terá um tratamento diferenciado na seleção, que viajará menos e será poupado, afinal, não é mais um garoto e ainda tem “parafusos nas costas” como o próprio Serginho já disse. As dores podem ter melhorado, mas ritmo de seleção não é fácil e também por isso ele quis se aposentar depois das Olimpíadas de Londres, em 2012.

Que ele volte para jogar de fato, e não ser apenas um líder. Sim, ele é um excelente líder e também não estou colocando isso em dúvida. Só que a seleção precisa de mais do que mais um líder. Precisa de um bom líbero.

Leal e as outras posições

Divulgação/CBV

Leal venceu a Superliga com o Cruzeiro e foi eleito o melhor jogador da decisão

Também vi alguns comentários criticando algumas posições na convocação de Bernardinho. Vi gente pedindo, por exemplo, Canuto na vaga de Maurício Borges. Ou reclamando da escolha por Samuel, do Minas. Eu ainda espero ver Murilo de volta ao que era antes da cirurgia e dos problemas no ombro. Ele quase não pontou na fase final da Superliga, mesmo dizendo que já estava com o ombro zerado. Espero que volte logo aos ataques e saques e não ajude apenas na defesa… Dá tempo de tudo isso até a Liga Mundial?

Veja a lista completa de Bernardinho para a Liga Mundial

Falando em ponteiros, Bernardinho também deixou aberto o caminho para o cubano Leal na seleção brasileira. O jogador não atua por Cuba desde 2010 e poderia jogar pelo Brasil se pedisse para se naturalizar. Seria um ótimo reforço, afinal, é um excelente atacante e já mais do que mostrou isso no Sada Cruzeiro. Sim, ele poderia tirar uma vaga de um brasileiro, mas se conseguisse completar o processo de naturalização até as Olimpíadas, seria uma ajuda e tanto na busca da medalha em casa. Vamos esperar as cenas dos próximos capítulos.

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segunda-feira, 5 de janeiro de 2015 olimpíadas, Seleção feminina, Seleção masculina | 13:17

2015 no vôlei

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Feliz Ano Novo, galera! E a temporada 2015 no vôlei já começa nesta semana, com a volta da Superliga, e tem mais pela frente. É ano de Pan-Americano e Copa do Mundo, que vale vaga para as Olimpíadas de 2016. Esperamos que seja o ano também para resolver os problemas e denúncias de irregularidade na CBV.

Fim dos escândalos?

Foi noticiado pela ESPN em fevereiro de 2014 que empresas recebiam comissão da confederação em cima de contrato de patrocínio negociado diretamente entre a entidade e o Banco do Brasil. Assim começou o escândalo no vôlei brasileiro. E no final de 2014, em dezembro, veio o relatório da Controladoria Geral da União apontando o desvio de R$ 30 milhões por parte de cartolas durante a gestão Ary Graça. O Banco do Brasil ainda suspendeu o patrocínio ao esporte e os jogadores fizeram protestos e cobraram respostas.

Agora, ano novo, os problemas serão solucionados? Que o assunto não seja esquecido que os culpados sejam, de fato, punidos. E, como já disse por aqui, que os jogadores sigam com as cobranças e com voz ativa.

Liga Mundial e Grand Prix

divulgação

Seleção feminina faturou o 10º título do Grand Prix em 2014

No feminino, a seleção, atual campeã, vai buscar o 11º título na competição. Já os homens não conquistam o título desde 2010 e vêm de duas pratas seguidas. A medalha de 2014 teve cara de superação. O Brasil tropeçou na primeira fase, com derrotas para Itália, Polônia e Irã. O time se recuperou já na parte final da classificação e chegou às finais. Apesar do embalo, perdeu para os Estados Unidos na decisão por 3 a 1.

Agora terá a chance de volta ao topo na Liga, só não se sabe onde. Também em dezembro de 2014, a CBV mandou uma carta à FIVB dizendo que não seria a sede da fase final do torneio. Seria uma resposta às punições dadas a Bernardinho e jogadores no Mundial. Entretanto, no comecinho de janeiro, o site da FIVB fez uma série de matérias sobre o ano e lá ainda aparece o Brasil como a casa da final da Liga Mundial 2015.

Leia mais: CBV pode receber multa e suspensão por desistir de sediar final da Liga Mundial-2015

Copa do Mundo e as vagas olímpicas

O torneio pode não ter apelo da Copa do Mundo de futebol, mas vale ficar de olho porque é a primeira chance de classificação para as Olimpíadas de 2016, no Rio de Janeiro. O torneio será do final de agosto a setembro, no Japão.

Em 2011, a seleção masculina conseguiu com dificuldade a vaga depois de ficar em terceiro lugar. Já a equipe feminina decepcionou e acabou apenas em quinto e teve que conquistar o lugar em Londres no pré-olímpico. Tudo compensado pelo ouro olímpico depois.

O Brasil já está classificado para 2016 por ser o país-sede, mas vale ver a disputa pelas outras vagas. E além da Copa do Mundo, outros torneios serão classificatórios em 2015. Os mais bem colocados ainda não classificado de cada campeonato continental no ano também estarão nas Olimpíadas. As últimas vagas serão disputadas em pré-olímpicos mundiais em 2016.

Pan-Americano 2015

Arquivo

Peixinho para comemorar ouro no Pan 2011

A cidade de Toronto, no Canadá, será a sede dos Jogos Pan-Americanos 2015 em julho. Há quatro anos o Brasil foi ouro no masculino e no feminino em Guadalajara. Repete o pódio duplo agora? Em 2011, levou a seleção masculina B porque o foco daquele ano era a Copa do Mundo. Agora a vaga olímpica está assegurada, mas Marcus Vinicius Freire, superintendente do COB, comentou em entrevista a Marcelo Laguna, colega daqui do iG, que mais uma vez o vôlei masculino não deve contar com força máxima.

Para homens e mulheres, a preocupação é com os Estados Unidos. Se eles jogarem com o time completo, a história se complica. Em 2014, eles estiveram no caminho do Brasil. No feminino, passearam sobre o time de José Roberto Guimarães na semifinal do Mundial. E no masculino, venceram a final da Liga. Veremos…

Nossas seleções

2015 tem mudanças e boas perspectivas sobre os elencos das seleções masculina e feminina. Jaqueline, por exemplo. Ela voltou ao time titular no Grand Prix e foi um dos destaques do ano. Depois de ter chorado, conseguiu contrato com o Minas e se mantém na ativa para seguir firme também na seleção.

Camila Brait segue como líbero da seleção feminina

Camila Brait segue como líbero da seleção feminina

Ainda falando em seleção, o ano será de mais chances para Camila Brait. A líbero se fez ao lado de Fabi, mas a veterana se aposentou da equipe nacional no meio de 2014 e agora ela tem cada vez mais espaço. E tem talento para corresponder.

Também queria ver mais atuações da Carol na seleção. Ela foi convocada por Zé Roberto e, apesar de ser uma central baixa, é ágil e tem um excelente saque. Já foi destaque no time do Rio de Janeiro e pode ganhar mais espaço também.

Entre os homens, espero a volta de Murilo. Em 2014 ele conseguiu recuperar a forma e a confiança depois de uma cirurgia no ombro. Ele foi melhorando ao longo da Liga e foi bem no Mundial, voltando a sacar e atacar com segurança. Agora, se recupera de outra cirurgia. Que volte bem mais uma vez.

Mas isso tudo pode mudar… Com os escândalos no vôlei, jogadores como Murilo chegaram a falar em fazer boicote à seleção até que tudo seja esclarecido. Se essa for a alternativa para que as respostas e os culpados apareçam, por que não?

E você? O que espera de 2015 para o vôlei?

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terça-feira, 22 de julho de 2014 Seleção masculina | 09:54

Qual a lição do vice na Liga Mundial?

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Como a gente viu, o Brasil acabou com a medalha de prata na Liga Mundial. Depois de atropelar a Itália em um excelente jogo na semifinal, a equipe de Bernardinho fez um jogo equilibrado, mas perdeu para os Estados Unidos na decisão e ficou com o vice, mais um.

A final, pelo menos, já foi melhor que no ano passado, quando o time brasileiro foi liquidado pela Rússia. Dessa vez foi um 3 a 1 no placar (31/29, 21/25, 25/20 e 25/23), mas a partida foi de igual para o igual e os americanos venceram porque, como sempre, tiveram mais paciência para trabalhar a bola e forçaram muito bem o saque. Se eles não têm mais Stanley, algoz do Brasil na final olímpica de 2012, eles contam com Christenson e com Muagututia. O ataque foi ajudado pela defesa bem colocada e finalizado por Sanders e Anderson.

Divulgação/FIVB

Seleção brasileira masculina no segundo lugar no pódio da Liga Mundial

Já o Brasil sabe que pode contar, por exemplo, com Lucarelli. Ele foi um dos poucos a se destacar naquela derrota para o Irã na fase final e marcou 14 pontos na final. Com ele, Bruninho voltou a fazer a pipe, jogada de meio fundo. Wallace arrasou a Rússia no bloqueio e no ataque na primeira partida dessa etapa e foi o maior pontuador da decisão. Bom, nemé necessário falar de Bruninho com Lucão pelo meio. E é ótimo ver Murilo em ação novamente, como até já comentamos aqui. Ele está confiante de novo no ataque e é uma segurança e tanto na linha de passe.

E ainda: Lucão, Lucarelli e Wallace levam prêmios individuais

Entretanto, aí também pode estar um problema da seleção. Sem Murilo, o passe do Brasil caiu muito. E isso me lembra uma característica de todos os times campeões de Bernardinho. O técnico tinha seus titulares e um banco de reservas a altura. E agora? O time perdeu Lipe e Maurício por lesão e usou Lucas Lóh, mas o jovem ainda não está pronto. Já a inversão de 5-1 ganhou volume com Rapha ao lado de Vissotto, já que os dois sabem muito bem atuar juntos. Mas muitas vezes a bola do oposto é lenta e não ajuda.

Leia mais: Bernardinho viu Brasil abaixo do ideal na final da Liga Mundial: ‘Aprendemos uma lição’

O vice da Liga Mundial deixa um aprendizado, como disse o próprio Bernardinho. “Os Estados Unidos controlaram o jogo. Eles tiveram uma boa defesa, mantiveram a bola viva. Nós cometemos muitos erros e estamos frustrados, mas aprendemos uma lição. Precisamos melhorar para o Campeonato Mundial”, falou o técnico. Sim, vai ser preciso fortalecer o elenco e melhorar pontos como o saque, muito aquém em diversas partidas.

Porém, não é preciso ser tão rígido. A Liga Mundial mostrou que o Brasil pode ser o Brasil. A equipe teve uma reação e tanto para chegar à fase final e isso não deve ser ignorado. Quando os titulares voltaram, o time se achou e fez ótimas partidas. Acho que vale pensar em elenco e como seguirá a renovação, mas também acho que dá para sonhar agora com um bom resultado no Campeonato Mundial. A derrota na final faz parte, acontece. Mas o que fica é a superação e o crescimento do time.

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sábado, 19 de julho de 2014 Seleção masculina | 00:59

E os erros reaparecem na seleção na Liga Mundial…

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O Brasil sabia que poderia até perder nesta sexta-feira que já estava na semifinal. E se o Irã vencesse, a Rússia ainda estaria eliminada da Liga Mundial. E foi isso que aconteceu. A seleção fez um jogo feio, levou 3 a 1 do Irã e viu a pedra no sapato das últimas decisões dar adeus a competição. Valeu a pena? Não sei…

Divulgação/FIVB

Irã comemora vitória diante do Brasil na fase final da Liga Mundial

No último post a força do Brasil, que reagiu depois de quase ter sido eliminado na primeira fase, foi exaltada. Agora, a equipe voltou a mostrar os erros que a deixaram por um fio na competição. O saque diante dos iranianos não funcionou e não colocou pressão. O bloqueio, que contra a Rússia fez 12 pontos, ficou nos oito e só em momentos do terceiro set incomodou o oposto Ghafour, principal pontuador da partida (colocou 23 bolas no chão). Sem contar que em em muitos momentos faltava definição no ataque na força. Do outro lado, o Irã sacou forçado o tempo todo e soltou o braço no ataque e, por isso, venceu até sem muitos problemas.

Sabendo que não dependia do resultado, Bernadinho mexeu no elenco e colocou Éder no lugar de Sidão na rede e Lucas Lóh na vaga de Murilo na ponta. O entrosamento do Bruninho com o central seguiu bem, já que os dois cansaram de atuar juntos nos tempos de Cimed. Mas o jovem ponteiro foi caçado pelo saque iraniano e sofreu com o passe. Os melhores momentos da seleção foram logo no começo, com jogadas de Bruno com Lucão. Mas depois… No ataque Lucarelli acabou se achando a partir do segundo set, mas não foi suficiente para levar a equipe.

Ok, não era preciso vencer, mas faria bem mais uma vitória. Se não influenciaria muito na classificação, que já estava assegurada, empolgaria para a semifinal. Mas o Brasil parecia que estava ignorando esse jogo. “Nossa principal preocupação era chegar bem amanhã, mas é claro que queríamos vencer”, disse Éder após o jogo. E agora, valeu a pena mexer no time que estava bem e jogando no alto nível e ver os erros voltarem a aparecer na véspera da partida decisiva contra a Itália? Não era melhor manter Sidão, que vinha com bom saque, e Murilo, fundamental no passe e no bloqueio, e vencer bem mais uma partida?

Agora já foi. Que venha a Itália, mais uma vez (foi diante dos italianos que o Brasil venceu as últimas partidas que deram a vaga na fase final). Da outra semifinal, Irã encara os Estados Unidos.

P.s.: O que foi a torcida do Irã nesta partida? Eles não pararam de fazer barulho um instante sequer com suas cornetas e gritos! Impressionante!

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domingo, 6 de julho de 2014 Seleção masculina | 17:13

Brasil faz placar que precisa e está nas finais da Liga Mundial

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Acabou o sufoco da primeira fase. Depois de atuações muito abaixo do esperado, a seleção masculina de vôlei cresceu, fez os 3 a 1 que precisava diante da Itália neste domingo para deixar a Polônia para trás e se classificou para as finais da Liga Mundial. O problema é que agora o time terá pela frente Rússia, Estados Unidos… Pelo menos esse rivais virão no momento que a equipe finalmente apareceu na competição.

Divulgação/FIVB

Lucão ataca para o Brasil diante da Itália na Liga Mundial

No jogo desta tarde, a seleção venceu o primeiro set e sofreu com o saques e ataques de Zaytsev na segunda parcial, mas logo reagiu. Se levou 5 a 1 no começo do segundo set, aplicou 6 a 1 no início do terceiro e ainda conseguiu três bloqueios para cima do astro italiano. Era esse espírito que faltava. A seleção estava apática no começo da Liga Mundial, abalada em quadra. Agora, mesmo se tem um tropeço, logo volta para a partida.

Lucarelli, que foi o maior pontuador do jogo com 17 acertos, resumiu esse sentimento: “Brinco que estávamos com o coração quase parando, mas conseguimos sobreviver e agora vamos ainda muito mais fortes, cheios de vida, para a fase final”.

Leia mais detalhes da partida Brasil 3 x 1 Itália

O momento é de comemoração, entretanto também vale ligar um alerta. É ótimo contar com Murilo de novo jogando confiante e ajudando o fundo de quadra, mas a seleção não pode depender apenas disso. E algumas jogadas já estão ficando marcadas e é bom Bruninho ter cuidado. O meio com Lucão, por exemplo, é fundamental para a equipe, mas está sendo visado pelos rivais. Neste domingo, no quarto set, Lucão levou um caixote em uma dessas jogadas forçadas, com o passe afastado da rede. O bom foi que o Brasil respondeu com bloqueio logo na sequência.

A seleção fez o que era preciso para chegar às finais. O nível melhorou e muito. Mas ainda tem que mostrar mais para subir ao pódio de novo na Liga Mundial. Gente em quadra para isso eu acho que tem. Que venham as finais!

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sexta-feira, 4 de julho de 2014 Seleção masculina | 12:40

Um pouco de Brasil com cara de Brasil na Liga Mundial

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A quinta-feira sem jogo da Copa do Mundo veio em um ótimo momento para acompanhar o Brasil na Liga Mundial de vôlei. Melhor ainda que foi uma vitória por 3 sets a 1 para cima da Itália. E uma partida que a seleção mostrou que ainda sabe jogar como tal, variando as bolas, pressionando e não se deixando abalar tanto assim com algum tropeço. Com o resultado, o time segue com chances de, mesmo depois de tanto sufoco, avançar às finais da Liga.

Divulgação/FIVB

Brasil comemora ponto na vitória sobre a Itália na Liga Mundial

O primeiro set foi o melhor do Brasil. Enquanto a Itália parecia um pouco sem ritmo ao voltar a atuar com titulares depois de algumas partidas com reservas, a equipe nacional dominou. Bruninho explorou todas as jogadas. Já conhecemos o bom e velho meio com Lucão e estava com saudades de ver a pipe, aquela jogada de fundo. Lucarelli e Murilo foram acionados e corresponderam bem. Vitória com ótima atuação.

Na segunda parcial a Itália deu o troco e venceu. Entretanto, o Brasil não abaixou a cabeça de vez como em outras partidas dessa Liga Mundial. A seleção voltou, levou os dois outros sets e fechou o jogo com o placar que precisava para respirar um pouco e seguir dependendo de si para se classificar. Que venha a Itália mais uma vez no próximo domingo, mais um dia sem jogos da Copa do Mundo, para colaborar com os amantes de vôlei.

A diferença em quadra

Durante a transmissão da partida contra a Itália desta quinta-feira muito se falou que o Murilo é um termômetro da equipe. Concordo. E finalmente ele está voltando a atuar bem depois da cirurgia no ombro. Aos poucos é acionado no ataque e já está firme e forte no fundo de quadra. Com ele por ali, o Brasil ganha volume e isso é essencial. Estava fazendo falta um ponteiro passador.

E apesar dos problemas da Liga Mundial, gosto das duplas de levantador/oposto da seleção. Bruninho joga acelerado com Wallace e Rapha conhece muito bem Vissotto dos tempos que atuaram juntos na Itália. Vissotto tem uma bola mais alta e com Rapha está soltando o braço nos ataques. Eles viraram uma arma na inversão do 5-1.

Falando em oposto, a Itália saiu derrotada, mas a atuação de Ivan Zaytsev merece aplausos. Foram 30 pontos no jogo! Quer saber o que significa jogador de segurança? É só ver como ele joga. Tem um rali que ninguém define? Coloca para  Zaytsev que é bola no chão. E pode ser bola na entrada, na saída… O bloqueio brasileiro tentou e tentou e conseguiu parar o italiano no último ponto do quarto set. Ufa! Preparem-se porque domingo tem mais…

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quarta-feira, 2 de julho de 2014 Diversos, Seleção masculina | 11:03

Volto logo

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Oi, galera

Acho que devo uma satisfação para vocês… Voltei das férias, mas começou o trabalho com a Copa do Mundo e lá se vão dias e dias de cobertura de futebol. O blog ainda passou por um problema e ficou fora do ar em junho. Mas, agora está tudo resolvido e como o Mundial de futebol já está na reta final, conseguirei voltar a pensar em vôlei!

Só resta saber se dá ainda para acreditar no Brasil nesta Liga Mundial…

Até mais!

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sexta-feira, 19 de julho de 2013 Seleção masculina | 23:28

O 3 a 0 na hora que precisava

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A seleção masculina brasileira de vôlei marcou um 3 a 0 na hora que precisava na Liga Mundial. Nesta sexta-feira, a equipe nacional venceu o Canadá, somou três pontos e, com isso, fechou a fase na liderança do grupo. Pouco depois, viu a Itália marcar 3 a 1 na Argentina e também ficar com o primeiro lugar na sua chave e, com isso, deixar a Bulgária como adversária da seleção na semifinal.

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O resultado diante do Canadá foi comemorado, ainda mais depois de mais um tropeço contra a Rússia. E lembrando que os canadenses venceram os brasileiros no ano passado na Liga Mundial. Mas nesta quinta-feira, depois de um começo um pouco abaixo, o Brasil engrenou e venceu o primeiro set. No segundo, mesmo com o equilíbrio, se manteve firme e fechou no 30 a 28. Depois, não teve aquela famosa síndrome do terceiro set e liquidou a partida em sets diretos.

Como sempre, há um lado bom e um ruim. O bom foi que no momento que realmente precisou, no primeiro jogo que era um mata-mata, o Brasil correspondeu. Wallace também foi outro destaque positivo. Já tinha achado que a entrada do oposto tinha feito bem mesmo na derrota para a Rússia. E dessa vez, como titular, ele foi o maior pontuador.

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No lado ruim tem a lesão de Vissotto. Mesmo se Wallace estiver melhor e merecer começar jogando, é bom ter uma opção no banco para as inversões. Mas Leandro Vissotto sentiu dores no joelho diante dos russos, fez exames e tem um edema no local. Antes do jogo contra o Canadá ainda não havia uma previsão exata de volta. Gosto de Lipe e o acho um bom atacante e uma opção para Bernardinho mesmo como oposto, mas é interessante contar também com Vissotto, que é mais alto, tem uma velocidade diferente de bola. Vamos ver se ele volta logo…

E dessa vez foi um 3 a 0 , sem aquela parada no meio do caminho vista em outras partidas. Ainda assim, o Brasil demorou a entrar no jogo de vez. Até Bruninho comentou que só se soltou no meio do primeiro set. Digo e repito, nem sempre pode dar tempo de se recuperar!

Agora é descansar e esperar pela Bulgária. Pelo menos o desempenho do ano passado, quando acabou em sexto lugar, ficou para trás. Será que dá para sonhar com título?

p.s.: galera, final de semana será de aniversário por aqui. Vou ficar mais velha… Tentarei acompanhar os jogos do Brasil, mas se demorar um pouco a postar, já sabem o motivo. Nos vemos amanhã, ou depois ou segunda!

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quarta-feira, 17 de julho de 2013 Seleção masculina | 22:23

Mais um 3 a 2 para a Rússia contra o Brasil

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*atualizado

O Brasil começou a fase final da Liga Mundial diante da Rússia e, mais uma vez, perdeu por 3 sets a 2 para os rivais europeus. Foi assim na Liga Mundial em 2011. Foi assim na final olímpica em Londres em 2012. E agora nesta quarta-feira, em Mar Del Plata. A diferença é que não foi aquela virada como no ano passado e tudo caminhava para um 3 a 1 para a seleção nacional. Mas os russos levaram a melhor.

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Divulgação/FIVB

Bloqueio da Rússia marcou bem o ataque brasileiro

O que faltou ao time brasileiro dessa vez? Acho que um pouco do de sempre. Faltou manter a regularidade e a cabeça no lugar. O Brasil começou mal, errando muito e virando poucas bolas no ataque. Perdeu o primeiro set entregando 10 pontos de graça. Depois, encaixou saque e bloqueio. Bruninho, um dos baixinhos do time, começou a reação no bloqueio! Lucão apareceu no saque e ainda ganhou a companhia de Lucarelli. Para ajudar, Wallace entrou no lugar de Vissotto e, com mais potência, fez o ataque entrar. Depois disso, o ataque como um todo do time começou a funcionar mais. Foram dois sets assim, bem na partida, pressionando, errando menos, variando e virando o placar.

Aí veio o quarto set. E aí faltou manter o mesmo ritmo. Do outro lado, a Rússia que conseguiu encaixar mais o saque e quebrar o passe brasileiro. Sem bolas muito boas, a jogada de meio, segurança do Brasil, não foi tão eficiente. Os russos cresceram, continuaram sacando forte e fizeram o que sabe que é a marcação forte no bloqueio. Com 17 pontos no fundamento, fecharam o quarto e o quinto sets e o jogo.

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Mas a partida teve outros pontos a serem destacados. O gigante Musersky, que assombrou o Brasil na final olímpica improvisado na saída, voltou ao meio e não assustou tanto assim. Ele fez seus pontos de ataque e bloqueio, mas também foi parado pelo bloqueio brasileiro. Entretanto, a Rússia contou com poder de ataque na outras posições. Pavlov colocou 27 bolas no chão  e foi o maior pontuador do jogo. Mas Spiridonov também virou quando acionado. Eles arrumaram o saque ao longo do jogo, se mantiveram firmes e venceram.

Reprodução/FIVB

Spiridonov, o Tintin russo. E também o provocador do time

E como os russos provocaram… Desde o primeiro set, eles provocaram. Nesse quesito, Spiridonov foi o rei. O jogador, que é cara do personagem do desenho do Tintin, é um bom jogador, tem bons fundamentos, mas como é chato! Tanto provocou que até levou vermelho. Acho que o Brasil se manteve bem, respondeu na bola quando deu e não se deixou levar. Mas não é que justo o Tintin russo marcou o ponto derradeiro? O jeito foi engolir e guardar para o próximo jogo.

O lado bom do Brasil foi a defesa. Como o líbero Mario Jr defendeu nesta partida! Ele estava muito bem posicionado em quadra, salvou diversas pancadas e fez um bom trabalho com o bloqueio. Que continue assim! Pena que nem sempre os contra-ataques passaram pelo sistema defensivo da Rússia e outros acabaram desperdiçados com erros…

Brasil volta para quadra na sexta-feira e encara o Canadá, às 16h30 (horário de Brasília). Como os dois primeiros do grupo se classificam e os russos devem ficar com a liderança porque devem passar pelos canadenses, resta à seleção fazer a sua parte no próximo jogo para se classificar. Nível para isso tem!

P.s.: Aproveitando, Felipe Marques, leitor aqui do blog, me perguntou o que achei da lista de jogadores que Bernardinho levou para  a fase final. Bem, Felipe, eu achei justa. Rapha, por exemplo, é um bom levantador, mas teve a lesão na mão no final da temporada na Itália e pouco atuou. E William tem entrado muito bem na seleção, como você mesmo destacou nos comentários. Renan é um oposto alto, jovem, mas é bom ter uma variação na posição. Já tem o Vissotto que é o grandão, é interessante ter o Wallace com seu estilo cubano. Acho que Bernardinho optou por quem ele mais testou e correspondeu! Agora é seguir acompanhando o time na fase final e quem quiser comentar, perguntar ou dar seus palpites, é só deixar o seu recado por aqui!

P.s.2: Canadá venceu a Rússia por 3 sets a 2 e embolou o grupo na noite de quinta-feira. Alguém esperava por isso? Eu não…

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