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Posts com a Tag Ju Costa

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012 Superliga | 22:34

O que era um clássico virou uma lavada

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*atualizado dia 18/01

Karine - Sollys/Osasco

Karine, com ajuda das defesas de Camila Brait, fez um grande jogo

Até a temporada passada, Osasco x Pinheiros era um belo clássico. Os dois times tinham nomes da seleção e disputavam os títulos estadual e da Superliga. Na noite desta segunda-feira, no primeiro confronto entre as equipes na edição 2011/2012 do torneio nacional, o jogo que tinha ares de clássico virou um grande passeio.

O Pinheiros, que passou por crise depois da Superliga passada, perdeu jogadoras importantes justamente para o Sollys/Nestlé. As levantadoras Fabíola e Karine e as ponteiras Ju Costa e Ivna foram para o time vice-campeão nacional. Com um elenco sem estrelas, a equipe da capital paulista já tinha seis derrotas e apenas uma vitória no campeonato e, agora, perdeu mais uma.

O Sollys/Nestlé deu um pouco de espaço no primeiro set, vencido por 25 a 17. Depois, embalou, errou pouco e venceu de lavada por 25 a 14 e 25 a 15. E o jogo teve alguns destaques. Se Luizomar estava preocupado com a ausência de Fabíola, com edema ósseo no joelho, pode relaxar. Karine fez uma grande partida e, pelo que eu tenha notado, errou apenas um levantamento de manchete no segundo set. Os méritos do passeio no ataque são dela. Claro que ter só uma levantadora no time é ruim porque atrapalha nos treinos, nas inversões de 5-1 e em tudo mais, só que Karine se mostrou gigante em quadra.

Além disso, Tandara, mais uma contratação para a temporada, virou praticamente tudo a partir do segundo set (será que ela ainda perde espaço para a norte-americana Destinee Hooker, quando a oposta se recuperar de uma lesão na mão?). Para completar, Ju Costa teve ótima passagem pelo saque também na segunda parcial. Sem falar na líbero Camila Brait, que fechou a defesa, principalmente na última parcial, e foi premiada com o troféu Viva Vôlei de melhor em quadra. Brait está crescendo muito como líbero e tem facilitado o trabalho das demais jogadoras.

O Sollys/Nestlé jogou como um grande time e assumiu provisoriamente a liderança da tabela, recuperando-se da primeira derrota na Superliga que levou na última rodada, com os 3 a 1 para o Usiminas/Minas. Foram pontos de bloqueio, saque e ataques conscientes de Jaqueline e companhia. Já o Pinheiros ainda tem um muito longo caminho a seguir se quiser sonhar com alguma coisa Superliga. E essa foi só a abertura da oitava rodada…

Um invicto a menos e um novo líder

Na continuação da rodada, o Unilever fez um belo jogo e bateu o Usiminas/Minas por 3 sets a 0. O time de Bernardinho realmente embalou e se encontrou no torneio. Depois de um começo ruim, com derrota para o Sesi e jogos abaixo do esperado, já são sete vitórias consecutivas e Fernanda Venturini e companhia afiadas.

Já o Vôlei Futuro, que era o invicto no torneio, perdeu para o Sesi por 3 sets a 2. A derrota não apaga a bela campanha até aqui do time de Araçatuba, m as dá uma emoção na Superliga, ajudando a embolar a tabela. O Vôlei Futuro bloqueou muito na segunda parcial. Já o Sesi soube definir melhor. Que essa edição do torneio nacional não fique apenas entre Unilever e Osasco, apesar de as duas equipes também estarem de vento em popa.

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sexta-feira, 14 de outubro de 2011 Diversos | 11:46

Bronze para as novatas e quarto para os experientes

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O Brasil encerrou a sua participação no Mundial de Clubes com resultados que podem ser considerados inesperados. As mulheres foram melhor que os homens.

Camila Brait e Ivna - Divulgação/FIVB

Abraço de Camila Brait em Ivna durante o Mundial de Clubes

O Sollys/Osasco, que jogou com um time jovem e sem Fabíola, Jaqueline, Tandara e Thaísa (elas estão na seleção, como explicado no post anterior), soube usar Ju Costa, Ivna e companhia e faturou a medalha de bronze. Elas apenas não resistiram ao Rabita Baku, time do Azerbaijão que conta com Mammadova. E como vocês já comentaram por aqui, ela é uma jogadora alta (1,95m) e com uma grande potência no ataque.

No masculino, o Sesi foi a Doha completo e experiente, com Murilo, Rodrigão, Wallace e todos seus jogadores. Ainda assim, foi pior que as mulheres e acabou fora do pódio.

Os times masculino eram mais fortes que o do feminino no geral. Entre as mulheres, além da equipe do Azerbaijão, a turca VBT / VakifBank Ttelekom merece destaque. Entre os homens, o Sesi encarou e perdeu para o Trentino, que faturou o tricampeonato, e também tropeçou contra Jastrzebski Wegiel, de Bartman, um dos melhores jogadores da Polônia, e contra o Zenit Kazan, do russo Mikhaylov, algoz da final da Liga Mundial e que marcou 20 pontos na vitória na briga pela medalha de bronze.

No final, a juventude foi quem se deu bem. O Sollys/Osasco parece que soube aproveitar o torneio para ganhar ritmo e experiência internacional. Já o Sesi ficou abaixo do esperado, errando demais (como as 32 falhas contra os poloneses) e não se impondo no bloqueio, apesar de ir melhor no saque (fez 6 aces a 2 na decisão do bronze). Se os adversários tinham bons jogadores, o time paulista também contou com todo seu elenco. E um elenco que já está acostumado a jogar junto, muito mais do que as meninas do Osasco, já que a base do time são os campeões da Superliga.

P.s.: galera, a correria com o Pan-Americano na redação está grande (madrugadas sem fim!) e, por isso, não estou conseguindo tempo para atualizar tanto o blog. Desculpem! Faço um balanço depois da primeira fase do Pan, combinado?

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domingo, 7 de agosto de 2011 Diversos | 19:58

Sesi e Sollys/Osasco vencem e vão ao Mundial

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Wallace e Rodrigão

Rodrigão, um dos reforços da temporada, ao lado de Wallace

Os campeonatos Sul-Americanos de clubes acabaram neste final de semana. Tudo bem, temos que lembrar que os times brasileiros têm muito mais qualidade que o rivais e eram os favoritos, mas deu para sentir um pouco do que essas equipes preparam para a temporada.

No masculino, o Sesi venceu a Upcn, da Argentina, neste domingo por 3 sets a 0 e fechou o torneio com o título e nenhum set perdido. Os brasileiros não deixaram os argentinos crescerem e mostraram ofensividade do começo ao fim.

Dos reforços, Leo Mineiro parece bem com o restante da equipe. Quando o Sesi foi apresentado, comentei por aqui que o time ganharia muito no passe com o novo ponteiro, mas poderia perder um pouco na potência do ataque. Entretanto, Leo Mineiro deu belas pancadas neste domingo (na verdade, todos os atacantes do Sesi soltaram o braço neste domingo!).

Já no meio, o Rodrigão ficou em segundo plano pela atuação de Sidão. O levantador Sandro soube usá-lo muito bem no ataque e o central também teve ótima presença no bloqueio. Mas Rodrigão, pela experiência, tem o seu espaço, sem dúvida. Se o Sesi mantiver essa postura ofensiva, desde o saque ao ataque, tem chances de mais títulos na temporada, já que a linha de passe com Murilo, Serginho e Leo Mineiro está garantida. E ainda tem Diogo, que veio contratado do Minas e é mais um ponteiro passador.

Sollys/Osasco é campeão Sul-Americano - Divulgação

Sollys/Osasco é campeão Sul-Americano

No feminino, um renovado Sollys/Osasco ficou com o título e já viveu a situação que deve enfrentar no Mundial, em Doha. O time contou apenas com Jaqueline e Camila Brait como titulares do time que entrou em quadra e foi vice-campeão da última Superliga, já que Thaísa, Adenízia e companhia estão na seleção brasileira.

Ivna, Karine e Ju Costa, que chegaram do Pinheiros, ao lado de Jaqueline, comandaram o time neste Sul-Americano. Mesmo com as mudanças, a equipe paulista venceu todos os seus confrontos por 3 set as 0 e o entrosamento dessas três atleta do antigo clube pode ter ajudado.

Sesi e Solly/Osasco vão para o Mundial de Clubes (no masculino, o Brasil retorna depois de um ano de ausência, já que a Cimed perdeu para o Bolivar na final do Sul-Americano do ano passado e perdeu a vaga). E lá terão que, provavelmente, usar o seu elenco suplementar para jogar, já que as principais atletas devem estar na seleção brasileira, afinal, o Mundial será às vésperas do Pan-Americano, em outubro. Foi por isso que o Unilever desistiu de jogar o Sul-Americano, porque achou que não teria um time competitivo no Mundial.

Por enquanto, Sollys/Osasco e Sesi mostraram ter banco para colocar em quadra. E essa foi uma preocupação de quase todos os times no ano, já que o calendário das seleções na temporada é bem puxado. O problema é que o Mundial não é tão simples quanto o Sul-Americano. Como começo de temporada, o Sul-Americano valeu para dar ritmo, já que os rivais não exigiram tanto dos times nacionais, como Murilo disse após o título deste domingo.

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quarta-feira, 11 de maio de 2011 Diversos, Superliga | 19:06

Lucão, Tandara, Fernanda Garay… os negócio desta quarta

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Por que eu fui dizer que a terça-feira estava um dia calmo no mercado do vôlei? Pois nesta quarta foi uma novidade atrás da outra! Vamos a um resumo com as principais negociações do dia e alguns pitacos sobre as novidades. E é claro, quem quiser pode comentar também!

Chegadas e saídas do Vôlei Futuro

Lucão é o novo reforço do RJX

Lucão é o novo reforço do RJX

Lucão, mesmo com contrato de dois anos com o time de Araçatuba, acertou a sua saída, vai pagar multa e assinar com o RJX, time que o empresário Eike Batista montou no Rio de Janeiro. Vantagem para os cariocas pela qualidade do jogador. E uma falta e tanto para o Vôlei Futuro. Foi exatamente na volta de Lucão após a cirurgia na mão que a equipe se achou e conseguiu se entrosar e ganhar ritmo na Superliga. Ele foi peça fundamental e, agora, está indo embora.

O Vôlei Futuro, entretanto, trouxe, segundo o jornal Folha da Região, o oposto Lorena (leia mais). Ele é um excelente jogador, com muita raça e, se se adequar à velocidade de Ricardinho, dará trabalho. Basta saber como será a convivência na equipe, já que os dois jogadores têm temperamentos fortes. Pelo menos é o que parece…

O jornal também coloca o líbero Thiago Brendle, ex-Vivo Minas, em Araçatuba. E Mário Jr? Pela atuação nos playoffs da Superliga, Brendle merece destaque. É melhor ter cuidado!

No feminino, Ana Cristina confirmou que segue na equipe. Apesar da baixa estatura, ela é razoável na posição, mas poderia ter conseguido usar mais Fabiana, uma excelente central, na última temporada. Faltou entrosamento entre as duas. Para o ataque, Fernanda Garay está de volta depois de passagem pelo Japão. Vamos ver como Ana Cristina se adaptará as suas atacantes dessa temporada.

Novidades no Sollys/Osasco

Tandara assume vaga de oposta no Sollys/Osasco

Tandara assume vaga de oposta no Sollys/Osasco

Tandara chega para ser a nova oposta, já que Natália será a ponteira do Unilever. Ju Costa também estaria certa como ponteira para a vaga que deve ser deixada por Jaqueline (leia mais). Conversei com Murilo hoje e ele disse que a esposa ainda não assinou com o Sesi. As negociações continuam… Além disso, depois de Adenízia, Thaísa e Camila Brait são outras titulares renovadas.

Tandara e Ju Costa têm características parecidas. As duas são atacantes fortes e que jogam na raça. Podem dar um ânimo diferente ao time de Osasco.

Por enquanto, parece que as potências do vôlei feminino seguirão no eixo Rio-São Paulo. A Unilever conseguiu formar uma grande equipe muito forte segurando suas principais jogadoras e fechando com Natália. Ainda falta uma levantadora. Bernardinho disse após treino com a seleção masculina, que Fernanda Venturini tem interesse em voltar. Mas será que ela ainda está preparada para jogar no alto nível depois de quatro anos de ausência?

Por aqui, o Sollys/Osasco já garante a segurança entre Fabíola com Ju Costa, por exemplo. E o Sesi, se confirmar Jaqueline, Dani Lins e Fabiana como estão comentando, também já nasce com um time entrosado graças à seleção brasileira. Será que o Minas consegue entrar na briga? Em quem vocês apostam?

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terça-feira, 29 de março de 2011 Superliga | 23:26

Virada com direito a dar tudo certo para o Pinheiros

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Disputa na rede no clássico das quartas de final

Disputa na rede no clássico das quartas de final

Agora sim o jogo equilibrado entre Usiminas/Minas e Pinheiros/Mackenzie! No primeiro jogo da série das quartas, o Minas venceu por 3 sets a 1 com encaixando saque e bloqueio e não deixando o Pinheiros jogar. Nesta noite, a partida foi bem mais parelha, pelo menos nos primeiros sets, e as paulistas deram o troco, com méritos.

As duas primeiras parciais foram bem parecidas. No set inicial, foi o Minas quem acertou mais no final e fechou, com Herrera. Depois, mais equilíbrio em toda a parcial, e melhor para o Pinheiros no final, acertando bloqueios, saques, defesas, enfim, tudo. As paulistas seguiram no mesmo ritmo no terceiro set, virando a partida. Na sequência, fecharam o jogo com um passeio e devolveram os 3 sets a 1 (leia mais detalhes da partida).

A partir do crescimento do segundo set, o Pinheiros jogou solto e, talvez por isso, tenha se dado tão bem. Ju Costa e Soninha deram segurança no ataque. Não é à ta que foram melhor em quadra e maior pontuadora, respectivamente. E Lia, que não sei por que foi para o banco durante o jogo, voltou firme no saque e na rede. O bloqueio funcionou mais também (foram 12 pontos contra oito das mineiras no fundamento).

No final, o jogo foi o oposto do primeiro. O time paulista usou o seu conjunto e mostrou um ânimo bem diferente daquele da primeira partida da série. Do outro lado, a levantadora Claudinha insistiu com bolas de segunda, mas a defesa estava ligada. Pois é, dessa vez nem a cubana Herrera e toda a sua potência deram jeito…

E ainda falando em defesa, esse fundamento chamou a atenção nesse jogo, e não só do lado do Pinheiros, muito concentrado todo o tempo. Foi bonito ver Michele, ponta do Usiminas/Minas, buscando bola lá na placa ou segurando a pancada na volta do bloqueio depois da batida Herrera.

O Pinheiros venceu e, agora, decidem a vaga na semifinal em casa. Só acho que Paulo Coco poderia ter deixado as paulistas curtirem pouco mais a vitória. Logo após o ponto final, ele reuniu as jogadoras no centro da quadra para frisar que não estava nada vencido ainda. Sim, ainda há mais um jogo, mas elas merecem pelo menos respirar aliviadas pelo que mostraram em quadra. E se repetirem o desempenho e o Minas acertar seus erros, teremos mais um clássico no sábado, às 21h30. Quem vencer encara o Unilever na semi, ou seja, mais bons jogos pela frente…

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quarta-feira, 8 de dezembro de 2010 Diversos, Superliga | 23:52

Pinheiros é bicampeão paulista feminino

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Acabou o Campeonato Paulista feminino e o troféu ficou em casa. Jogando ao lado da torcida, o Pinheiros/Mackenzie bateu o Vôlei Futuro por 3 sets a 0 (25/20, 25/20 e 27/25), fechou a série melhor de três e conquistou o bicampeonato do torneio estadual, terceiro título no total.

Na partida da noite de quinta-feira, o Vôlei Futuro parecia que iria dominar e saiu na frente em todos os sets. O primeiro e o segundo foram praticamente iguais. A equipe de Araçatuba liderou, abriu com os erros de defesa do Pinheiros e, depois, vacilou no ataque e parou no bloqueio. A equipe da capital marcou seis pontos no fundamento em cada parcial e, com isso, virou e fechou.

Já o terceiro set foi o mais emocionante. Pela primeira vez no jogo, o Pinheiros perdeu um pouco o poder de conclusão nos ataques e o Vôlei Futuro passou a variar os ataques, fugindo dos bloqueios. Os times se alternaram na liderança, e a equipe de Araçatuba chegou ao primeiro set point. Mas com um bloqueio e uma bola de cheque, Ju Costa virou  o jogo e fez 27 a 25, dando o título ao Pinheiros (leia mais sobre a partida).

Pinheiros fatura mais um título do Campeonato Paulista

Pinheiros fatura mais um título do Campeonato Paulista

Acertos da decisão
Ju Costa e Soninha: lideram a categoria dos “acertos”. As ponteiras foram as principais jogadoras de ataque do Pinheiros, errando pouco e dando segurança à levantadora Fabíola. Grande partida das duas jogadoras.

Fabíola: única jogadora da seleção brasileira do Pinheiros, a levantadora praticamente não errou na distribuição e viu suas atacantes não terem dificuldades em passar pelo bloqueio do Vôlei Futuro. Como o time manteve a base do ano passado (Soninha foi a principal novidade), Fabíola já está acostumada ao elenco e jogou solta, usando, por exemplo, muito mais a velocidade e as inversões de uma ponta a outra da rede do que o lado de Araçatuba.

Lia: a oposta ficou escondida no ataque graças ao desempenho das ponteiras nos primeiros sets, mas cresceu e foi uma parede no bloqueio, comandando as viradas. No último set, também atacou mais e deu fôlego para a levantadora variar as bolas.

Michele: a líbero do Pinheiros sabia que do outro lado estava Stacy Sykora, melhor líbero do mundo, que faria belas defesas. Michele também fez seu trabalho e deu volume ao time da capital, dando o peito em diversas bolas, sem medo.

Conjunto (ou falta dele): o que se falou o campeonato inteiro foi comprovado na final. Se o Vôlei Futuro contava com estrelas individuais, o Pinheiros se destacou pelo conjunto. Todas estavam na mesma “sintonia”, no mesmo ritmo depois de meses de treinamento. Já do lado de Araçatuba, a falta de entrosamento atrapalhou. A norte-americana Alisha Glass é uma bela levantadora, mas ainda não tem a confiança e o tempo perfeito para as jogadas de velocidade. Tanto que, com ela em quadra, a central Fabiana não bateu bolas rápidas, apenas algumas chinas, com uma bola um pouco mais alta. Isso fez o jogo ficar marcado nas pontas e fácil para o bloqueio do Pinheiros. O Vôlei Futuro ganhou novo ritmo com Ana Cristina, que substituiu Alisha no segundo set e seguiu até  o final. As centrais Fabiana e Fernanda Gritz apareceram mais, tanto que o jogo ficou bem mais equilibrado. Mas o Pinheiros conseguiu se segurar, variar as jogadas e fechar.

Vibração: desde o primeiro ponto, os dois times estavam muito vibrantes, mas cada um a sua maneira. Enquanto as meninas do Vôlei Futuro pulavam e abriam largos sorrisos, a equipe do Pinheiros soltava a raiva a cada ponto. no final, o time guerreiro, como definiu Fabíola, levou a melhor.

E o balanço da final…
O Campeonato Paulista feminina corou o time mais entrosado, que sabe sair das adversidades e se aproveitar da força da torcida. O Pinheiros eliminou o Sollys/Osasco na semifinal, um time que contava com seis jogadoras que tinham acabado de chegar da seleção. Agora, fechou a série melhor de três decisiva sobre o Vôlei Futuro, que tinha quatro atletas vindas do Mundial e Paula Pequeno, que se recuperou de lesão no tornozelo ao longo do Paulista. E o Pinheiros era o time que, mesmo sem as estrelas das rivais, se conhecia muito bem, treinou junto todo o torneio e levou a vantagem.

O título fica em boas mãos e, agora, é pensar na Superliga. E aí será o momento de o Vôlei Futuro crescer realmente. Com treinos e entrosamento, a equipe vai ganhar a desenvoltura para acelerar e variar as jogadas e dará trabalho. Já o Pinheiros se deu bem com a chegada de Soninha e ainda tem o poder de Ju Costa e Lia e a boa fase de Fabíola. Pois é, a Superliga promete…

E você? O que achou da terceira partida da final do Paulista? E o que espera da Superliga? Deixe seu comentário!

P.s.: também comentei sobre a atuação das jogadoras do Pinheiros no Terceiro Set, boletim sobre do vôlei do site do Milton Neves, parceiro do iG. Quem quiser ouvir, aí está o link

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segunda-feira, 6 de dezembro de 2010 Diversos | 14:58

Na final do Paulista, cresce quem joga em casa

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O Campeonato Paulista feminino será decidido na terceira partida e, por enquanto, o fator casa tem influenciado. Depois da vitória no primeiro jogo em São Paulo do Pinheiros, o Vôlei Futuro deu o troco em Araçatuba no final de semana e se recuperou. O último confronto será na noite de quarta-feira, às 21h, na casa do Pinheiros. E aí? Quem leva?

Vôlei Futuro vence e empata série final do Paulista

Vôlei Futuro vence e empata série final do Paulista

Pelo primeiro jogo, diria que o Pinheiros, já que elas dominaram e, a cada set, mostraram um ponto forte, usando bem bloqueio, saque e ataque e errando pouco. Já o Vôlei Futuro falhou muito no fundo de quadra e não conseguiu se armar (leia mais sobre a partida no post anterior).

No jogo de sábado, a situação se inverteu. O pouco tempo de treinamento junto já parece ter entrosado a equipe de Araçatuba e a levantadora norte-americana Glass, como comentaram aqui, achou o tempo de suas atacantes. O passe ainda começou com falhas e colaborou com a derrota no primeiro set, mas, depois, o time de acertou. A líbero Stacy Sykora pode ser a diferença no fundo desse time. Na segunda parcial, o Pinheiros parou, errou muito e foi batido facilmente. Na sequência, finalmente o jogo que todos esperam, com bastante equilíbrio. O Vôlei Futuro contou com apoio da torcida e fechou em 3 sets a 1 (21/25, 25/14, 26/24 e 25/22).

Pode-se dizer que agora as duas equipes já mostraram o que sabem. Se o Pinheiros leva a vantagem no conjunto e nos ataques de Ju Costa e Lia, o Vôlei Futuro está se entrosando e se aproveitando dos reforços de Fabiana, Paula, Glass e Syokora para crescer.

O ginásio do Pinheiros é pequeno e o “fator casa” pode ajudar, já que a torcida fica próxima à quadra e consegue fazer pressão. Mas o pessoal do Vôlei Futuro, assim como na decisão do Paulista masculino (o time venceu o Sesi no último jogo aqui em São Paulo), já está preparando um ônibus que sairá do ginásio de Araçatuba às 10h30 da manhã (para quem quiser, aí está o site oficial). A casa estará cheia e o jogo promete ser de alto nível… Vamos ver quem sai dessa campeão!

P.s.: post teve algumas dicas de Diogo Miloni, parceiro do boletim Terceiro Set. Brigada!

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sexta-feira, 3 de dezembro de 2010 Diversos, Superliga | 12:21

Ares cubanos em Araçatuba e as finais do Paulista

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As equipes masculina e feminina do Vôlei Futuro entraram em quadra na noite de quinta-feira. Os homens atuaram pela Superliga e as mulheres, na primeira partida da final do Campeonato Paulista. Melhor para o time masculino, que venceu o BMG/Montes Claros com “ares cubanos”.

Camejo é o novo cubano do Vôlei Futuro

Camejo é o novo cubano do Vôlei Futuro

Depois de quase um ano treinando com a equipe, Camejo finalmente conseguiu a liberação e pode estrear no elenco do Araçatuba. E ele foi o destaque da vitória sobre o atual vice-campeão nacional. Com 24 pontos do cubano, sendo sete aces, o Vôlei Futuro venceu por 3 sets a 1 (leia mais) e acabou com a série invicta do Montes Claros.

Cuba parece fazer bem ao Vôlei Futuro. Nas finais do Paulista, por exemplo, Pedro Isnaga mostrou uma boa sintonia com o levantador Ricardinho nas bolas aceleradas e foi um bom destaque. Agora, Camejo pode seguir os mesmos passos e ainda com o diferencial da potência no saque, típica dos caribenhos.

Finais do Paulista feminino
Pinheiros e Vôlei Futuro fizeram a primeira partida da série melhor de três da final do Campeonato Paulista feminino na noite de quinta-feira. E por aqui, a vitória foi do Pinheiros. As donas da casa, mais entrosadas de toda a disputa do torneio, foram superiores, venceram por 3 sets a 0 (leia mais) e souberam combinar saque e bloqueio.

Do outro lado, o Vôlei Futuro, que ainda está se acostumando a jogar junto, falou na recepção e na armação das jogadas. Tanto que Ana Cristina começou como levantadora titular e foi substituída pela norte-americana Glass. Mesmo assim, os ataques paravam no bloqueio do Pinheiro. No fundo, o passe estava muito ruim e a atuação da líbero Teny não agradou ao técnico William, que pretende escalar Sykora, mais uma norte-americana, para a próxima partida das finais e ainda disse que seu time não jogou nada (leia mais).

Vôlei Futuro e Pinheiros voltam para quadra neste sábado, às 19h30, em Araçatuba. Se vencer, o Pinheiros fatura o bicampeonato. Se o time do interior empatar, o terceiro jogo será no dia 9, em São Paulo, às 21 horas. Quem leva? Nesse caso, com o entrosamento e as boas partidas de Ju Costa, acho que o Pinheiros tem mais chances…

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terça-feira, 6 de abril de 2010 Sem categoria, Superliga | 08:30

Noite de atletas ilhadas no Rio e dia de decisão em SP

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*atualizado às 14h56

Hoje poderia ser o dia para definir os finalistas da Superliga feminina 2009/2010. Mas com as fortes chuvas no Rio de Janeiro, a partida entre Unilever e Blausiegel/São Caetano teve que ser adiada. O ginásio do Maracanãzinho, palco da partida, foi inundado pela chuva e a equipe do Unilever, que treinava no local e até tentou secar a quadra, ficou quase toda ilhada.

Jogadoras tentam "conter" alagamento

Jogadoras tentam "conter" alagamento

Carol Gattaz tentou sair do ginásio com algumas companheiras e passou sufoco. A central contou a sua aventura em sua página no Twitter. “Aqui a area do Maracanã e Tijuca tá toda alagada, ruas impedem os carros de passar… não tem como sair!!! Desespero e cansaco total”, escreveu. Ela tentou dormir um pouco no carro e só conseguiu chegar em casa às 6h30 da manhã, depois de deixar o veículo e seguir de metrô.

“A maioria continua tentando sair do Maracanazinho, que esta ilhado!! Espero que consigam logo tb… Estamos mortas e desgastadas com esse perrengue”, comentou a central hoje pela manhã. As outras jogadoras e a comissão técnica do Unilever passaram a noite no ginásio carioca. Bernardinho, segundo postou seu filho Bruno, sé chegou em casa por volta de 12h30.

A partida entre Unilever e Blausiegel/São Caetano foi remarcada para quinta-feira às 21h30 (horário de Brasília), no ginásio do Tijuca Tênis Clube.  Só para lembrar, o São Caetano venceu o primeiro jogo por 3 a 0 com superioridade, enquanto as cariocas reconheceram faltou espírito de luta (leia mais sobre a partida).

Decisão em São Paulo

Aqui em São Paulo (que também tem um dia chato de chuva sem parar), o Sollys/Osasco encara o Pinheiros/Mackenzie e, se vencer, estará na final pela nona vez. Será? Pelo primeiro jogo, no final de semana, o time de Osasco leva vantagem. Como já disse por aqui e vocês já comentaram também, a equipe está bem e tem que aproveitar o bom momento de Jaqueline, que tem feito ótimas partidas. Carol Albuquerque também não fica atrás. As duas foram os nomes da vitória do sábado.

Sollys/Osasco venceu a primeira semifinal

Sollys/Osasco venceu a primeira semifinal

O Sollys/Osasco fez 3 sets a 1 (leia mais sobre a partida) no Pinheiros/Mackenzie com belos saques da levantadora e ataques e bloqueios da ponteira. Carol apareceu logo no primeiro set, fazendo com que a equipe marcasse oito pontos consecutivos com a sua passagem pelo saque. Para completar, Jaqueline estava na rede, inspirada.

Durante todo o jogo foi assim. O Pinheiros chegou a liderar o placar, mas levou a virada do Osasco. Conseguiu segurar a liderança apenas no terceiro set, quando usou as armas das adversárias: combinação de bons saque e rede forte. Fernanda Garay e Ju Costa apareceram na parcial e fizeram a diferença. Mas, depois de uma parada no quarto set por causa da falta de luz, o Sollys/Osasco voltou melhor, tirou a diferença de 20 a 15 com Carol no saque e fechou o jogo.

A tônica deve ser a mesma da partida desta noite. Como os dois times têm belas atacantes, o bom serviço vai pesar. Que Carol Albuquerque esteja inspirada para ajudar o Sollys/Osasco. E que Ju Costa, Fernanda Garay e Lia sejam as ótimas atacantes de toda a Superliga para dar trabalho do outro lado!

Será que o time de Osasco consegue a vaga na final? Ou o Pinheiros empata a série? Saberemos mais tarde, às 18h30. Por enquanto, deixe o seu comentário!

Quarta-feira é dia de quartas

Para os homens, os playoffs da Superliga começam nesta quarta-feira com Sesi x Pinheiros/Sky, Bonsucesso/Montes Claros x Brasil Vôlei/São Bernardo e Cimed x Fátima/Medquimica/UCS/SPFC. Mas isso fica para um outro post, com mais calma e espaço…

*crédito das fotos: Divulgação/João Pires e Twitter da Carol Gattaz (@carolgattaz)

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