Publicidade

Posts com a Tag José Roberto Guimarães

quarta-feira, 29 de abril de 2015 olimpíadas, Seleção feminina, Superliga | 08:00

“Eu voltei para onde eu queria”, diz Natália, campeã da Superliga

Compartilhe: Twitter

*atualizado

Natália foi a maior pontuadora da final da Superliga, faturou o título com o Rexona/Ades e ainda acabou como a segunda melhor atacante do campeonato. A temporada 2014/2015 será lembrada pela ponteira não só pela medalha de ouro, mas por uma espécie de recomeço. “Eu voltei para onde eu queria”, diz Natália em um papo exclusivo com o Mundo do Vôlei.

Facebook/Rexona-Ades

Emoção de Natália na final da Superliga

A jogadora teve um tumor benigno na canela esquerda e passou por duas cirurgias em 2011. Logo se recuperou, voltou a jogar e até foi para as Olimpíada de Londres. Mas faltava alguma coisa. Faltava ser a Natália desta Superliga.

“Na temporada que fiz aqui no Rio (2011/2012) e na que fui para Campinas (2013/2014), eu não tinha conseguido voltar a jogar porque não estava bem fisicamente. Eu ainda tinha dores na canela, não conseguia saltar. E a minha principal característica sempre foi a força”, lembra. E ela reconhece que precisa da potência para atuar bem. “Eu nunca fui aquela jogadora habilidosa que consegue ficar dando na mão de fora [do bloqueio] e fazendo mil coisas. Eu sempre dependi muito do meu salto e da minha força”, afirma.

Ela fala que, ainda na época do Campinas, as dores na canela passaram, mas ainda faltava recuperar todo o físico e isso abalou a confiança em quadra. “Chega uma hora que bate o desespero porque a cabeça está acostumada com uma coisa e o corpo não respondia ao que eu queria fazer”, confessa.

A jogadora diz ainda que teve medo de não voltar ao alto nível. “Principalmente depois da segunda cirurgia”, pontua.  Na operação, além de ter que colocar uma haste no lugar de parte do osso, precisou fazer um enxerto. “Ninguém do esporte tinha feito isso ainda. Era um caminho que ninguém sabia onde ia dar. Logo que voltei, sentia muita dor. E sabia que dependia da minha força e aquilo me incomodava muito”, recorda.

A plena forma só foi recuperada agora, depois de trabalho físico e apoio de técnicos, como Bernardinho no time carioca e Zé Roberto na seleção, e companheiras. “Essa realmente foi a temporada que eu melhor respondi fisicamente, de voltar a saltar o que eu saltava antigamente, e isso fez eu me sentir muito feliz. A comissão técnica e as meninas me ajudaram muito para eu poder me reerguer e voltar a jogar como eu jogava antes. Estou me sentindo muito bem”, avalia.

Olimpíadas de verdade

Natália disputou a primeira Olimpíada em Londres, 2012, e foi convocada por José Roberto Guimarães mais para compor o grupo do que para jogar de fato. Agora a história é outra. Os Jogos de 2016, no Rio, podem ser as primeiras Olimpíadas de fato da ponteira.

“Em Londres eu estava totalmente em recuperação. Agora vai ser uma grande oportunidade, ainda mais aqui no Brasil. Sempre tem a pressão por ser em casa e eu estou pronta para poder realmente lutar por uma vaga e até mesmo ser titular da equipe. Eu me sinto assim, estou com uma confiança diferente hoje porque eu vi o que posso fazer”, afirma.

Bernardinho x Zé Roberto

Natália conhece muito bem esses dois. Sua primeira convocação para a seleção adulta e o começo do trabalho com Zé Roberto foi aos 16 anos. Recentemente, teve Bernardinho ao seu lado no momento que estava frágil e buscando se encontrar de novo em quadra. Fica difícil escolher.

Reprodução/Instagram

Natália foi destaque da temporada pelo Rexona/Ades

“Os dois têm lugares muito especiais dentro de mim e os dois foram responsáveis pelo que sou hoje”, garante a jogadora. “O Zé sempre foi muito protetor e preocupado. Até no ano passado, que eu estava ainda psicologicamente abalada, ele perguntava como eu estava e queria ajudar. E na Olimpíada, quando ele me levou, ele sabia que não poderia ajudar tanto dentro de quadra, mas ele me achava importante para o grupo e acabou me convocando. O Bernardo se preocupa com todo mundo”, detalha.

O técnico do Rexona também ganha elogios. “O Bernardo é esse cara explosivo em quadra, mas com um coração enorme. Quando a gente está com algum problema, até fora de quadra, ele percebe que você está meio triste e vem: ‘o que foi? Por que você não está bem?’. E ele vem até meio sem jeito falar com você. Quem vê o Bernardinho só ali fora da quadra não imagina isso. Ele é muito humano, é doce de pessoa. Ele chega, faz piadinha. Durante o treinamento ele dá uns puxões de orelha na gente, mas a maioria do tempo, quando não é dia de jogo, ele é tranquilo e descontraído”, conta. “O grande motivo para eu ter vindo para cá foi para trabalhar com ele, para poder aprender. Ele é uma bíblia de ensinamentos”, completa

E quem vence a disputa? “Não vou escolher, até para não dar briga”, responde Natália aos risos. “Não dá para escolher. Os dois têm seu lado paizão, querem ajudar e fazem muito bem os seus papeis”, fala.

Mas agora não é hora de pensar em técnicos ou seleção. Natália ainda tinha um compromisso importante com o Rexona. O time encerrou a temporada com o Mundial de Clubes. Mas na Suíça, a equipe não repetiu o desempenho da Superliga e acabou fora do pódio, apenas com o quarto lugar na competição.

Autor: Tags: , , , , , , ,

terça-feira, 9 de dezembro de 2014 Superliga | 08:00

Aos 20 anos, Rosamaria comanda Pinheiros, diz que ficou apavorada com Zé Roberto e sonha alto na Superliga

Compartilhe: Twitter

Ela tem 20 anos, 1,84m e é a segunda maior pontuadora da Superliga, perdendo apenas para Tandara, oposta da seleção e do Praia Clube. Essa é a catarinense Rosamaria, titular na saída de rede do Pinheiros. Nos sete jogos da equipe até agora, ela só não foi a maior pontuadora do seu lado uma vez. Nos outros, ficou com a média de mais de 18 pontos por partida.

Rosamaria veste a camisa 9 do Pinheiros na Superliga 2014/2015

Rosamaria veste a camisa 9 do Pinheiros na Superliga 2014/2015

Rosamaria também conta com um time que vem embalado, como ela mesma disse em um papo exclusivo com o Mundo do Vôlei. Apesar de não contar com jogadoras de peso da seleção, as paulistanas têm apenas duas derrotas no torneio nacional e, nas últimas rodadas, elas deram trabalho para os estrelados Praia Clube, acabando com a invencibilidade da equipe mineira, e para o Molico/Nestlé, fazendo o rival perder os primeiros sets da competição (veja o post anterior para saber mais).

Leia mais: Em casa, Pinheiros derruba invencibilidade do Praia Clube

“Nosso time veio embalado desde o Paulista, apesar de não ter chegado à final (caiu na semifinal diante do Molico). A nossa receita é acreditar que dá”, resume a oposta. Ela reconhece pontos fracos do Pinheiros, mas já aponta a solução. “A gente sabe quem jogadoras mais baixas e a velocidade com que o time joga facilita a nossa vida. Estou feliz com a boa fase, não só minha, mas do grupo, e esperamos melhorar mais ainda”, completa.

Essa é a primeira Superliga de Rosamaria como titular. A oposta já jogou no Brusque e no São Caetano. “Com 16 anos eu joguei no Brusque, mas foi no segundo turno. Eu ainda estava na escola e tinha que conciliar com os jogos”, lembra. A jogadora ficou conhecida nas duas temporadas que defendeu o Amil, antigo time de Campinas, sob  o comando de José Roberto Guimarães. Ela era reserva, mas acabou ganhando espaço com a lesão da cubana Ramires, passou a atuar mais e faturou troféus de melhor em quadra.

Ser comandada pelo técnico da seleção assustou a jovem. “No começou eu falei: ‘meu Deus do céu’. Eu fiquei apavorada, mas de uma maneira boa”, conta aos risos. Além de Zé Roberto, ela atou ao lado de nomes conhecidos do vôlei. “No início foi um choque. Tinha a Wal (Walewska, meio de rede), Natália, Tandara… Eram ídolos que eu só via de longe e, de repente, eram minhas amigas. Todos tiveram muita paciência”.

Passado o “susto”, os tempo de Amil serviram como aprendizado para que Rosamaria conquistasse o posto entre as seis jogadores principais de um time. E como boa oposta, mesmo com a pouca idade, ela não se incomoda com responsabilidade pela virada de bola. “Eu gosto”, resume. “Nas seleções de base eu fui capitã e sempre gostei da responsabilidade em cima de mim. Lógico que não é fácil e nem se compara com que é a Superliga, que tem muito mais visibilidade e o nível é altíssimo”, explica. Aí vale a ajuda do técnico Wagão no Pinheiros. “Gosto de ter responsablidade, mas o Wagão e a comissão estão sempre dando suporte. E acho que a gente tem que ser assim, e ir para cima sempre. Não pode se acomodar”, comenta.

Facebook

Rosamaria já figurou listas de musas do vôlei

Ela também diz não acompanhar de perto das estatísticas. Na quinta rodada, quando assumiu a liderança entre as pontuadoras, só ficou sabendo do feito pela assessoria de imprensa da CBV. Agora, segunda colocada nesse quesito e quinta melhor no ataque, ela segue distante dos números e focada em seu time.

Outro título que não incomoda Rosamaria é o de musa. Ela se diverte com o assunto. “Vire e mexe eu vejo umas fotinhos minhas em blogs ou eleições de musas da Superliga, mas eu nunca ganhei nada. Ah, eu gosto”, diz um pouco envergonhada. A bela catarinense já se arriscou como modelo, mas a timidez atrapalhava. “Sempre que aparecia algum trabalho eu pensava em não fazer. E também já jogava e estudava, não dava. Tenho até vontade de fazer mais alguma coisa, como fotos, mas ainda não procurei nenhuma agência”, comenta.

Falando em musa, outra bela jogadora é referência para Rosamaria nas quadras. A oposta, mas que atuou como ponteira e exerceu essa função nas seleções de base, considera Jaqueline uma atleta completa e um exemplo. Segundo a jovem, a veterana já deu conselhos e trata muito bem as novatas da base.

Nesta Superliga, o reencontro entre ídolo e pupila será na primeira rodada do returno. O Pinheiros estreou no torneio nacional com vitória sobre o Minas, antes da contratação de Jaque pela equipe de Belo Horizonte. Por enquanto, foco de Rosamaria está nas próximas rodadas do Pinheiros, que tem pela frente Sesi e Rexona. Parada dura e mais desafios para Rosamaria e companhia.

Autor: Tags: , , , , , ,

segunda-feira, 25 de agosto de 2014 Seleção feminina | 10:47

Brasil leva ouro no GP e mostra que pressão pode fazer bem

Compartilhe: Twitter

E a seleção brasileira feminina de vôlei faturou o 10º título no Grand Prix neste final de semana. A equipe venceu o Japão por 3 a 0 na “final da competição” (torneio é de pontos corridos na fase final, e brasileiras e japonesas tinham chances de ficar com a taça no último jogo) e ficou mais uma vez com o ouro. E a medalha mostra que um pouco de pressão pode fazer muito bem para um time.

Divulgação/FIVB

Brasil com o ouro no pódio no Grand Prix

Quem nunca escutou no vôlei que uma boa equipe não tem apenas os seis titulares, mas 12 jogadores? Esse pensamento parece não se adequar muito à seleção feminina. Por lá, há uma disputa entre titulares e reservas e isso dá um bom resultado em quadra. Na fase fina, diante da Turquia, o Brasil não levou um 3 a 0 porque José Roberto Guimarães mexeu e colocou reservas em quadra. Com Tandara, Gabi, Carol, Fabíola e Monique, em alguns momentos, a equipe levou o jogo para o tie-break. Perdeu por 3 sets a 2, mas a atuação serviu para acordar as titulares.

Os melhores: Brasil coloca três jogadoras e o técnico Zé Roberto na seleção do Grand Prix

Com a equipe principal de novo em quadra, o Brasil cresceu e só venceu na fase final. Marcou 3 a 0 para cima da China, passeou com outro 3 a 0 diante da Bélgica e chegou ao jogo contra as russas tendo que vencer para seguir com chances de título. E veio mais um 3 a 0, resultado que coloca mais uma pedra em cima do fantasma de Brasil x Rússia, que fica cada vez mais em passado distante (nas Olimpíadas de Atenas, em 2004, e na final do Mundial de 2010, para ser mais exata).

Leia ainda: Zé Roberto elogia recuperação do Brasil no Grand Prix

Era a hora do último jogo no Grand Prix. Para ficar com o título era preciso um 3 a 0 ou um 3 a 1 contra o Japão. Foi mais um 3 a 0, com dois sets tranquilos e dificuldade na última parcial. Mas o Brasil foi bem e ainda agradeceu os 29 pontos dados e em erros pelas japonesas para conquistar o 10º título no torneio.

E também: Melhor jogadora da final, Sheilla destaca poder de reação da seleção

Agora é pensar no Mundial, o título que falta para essa seleção. As expectativas são boas. Além de ser uma geração que venceu Olimpíada, Grand Prix e outros torneios, Zé Roberto já está fazendo uma renovação no time. Já contava com Gabi como ponteira e agora ainda tem a jovem Carol pelo meio, por exemplo. E renovação tem que ser feita assim, aos poucos, para que as mais experientes realmente possam passar o bastão para as novatas. Para ajudar, as meninas que estão chegando estão bem e pressionam as titulares a manter o alto nível se não quiserem parar no banco. Olha a pressão fazendo bem, aí.

Falando nisso, quando as titulares voltaram depois da derrota para a Turquia, o Brasil teve as suas melhores atuações. Como as atletas falaram depois do título, o Grand Prix mostrou superação e poder de reação do time. E uma reação rápida. Depois de perder levando 12 aces da Turquia, a seleção se encaixou e soube voltar a trabalhar com passe na mão. Diante da Rússia, por exemplo, o time já estava pronto de novo e segurou as europeias com bloqueio tocando em muitas bolas (foram 16 pontos diretos e diversas amortecidas) e defendendo, o que facilita o jogo.

Que venha o Mundial! O torneio começa dia 23 de setembro, na Itália.

P.s.: Só lembrando que estou na cobertura de eleições aqui no iG, então peço um pouco de paciência de vocês se demorar para escrever… =(

Autor: Tags: , , , , ,

quinta-feira, 24 de abril de 2014 Seleção feminina | 12:41

Jaqueline tem lugar garantido, pelo menos na seleção

Compartilhe: Twitter

*atualizada

Jaqueline vive um momento complicado e não esconde isso de ninguém. Assim que ficou definido que o ranking para a próxima temporada limitaria a duas jogadoras de pontuação sete por equipe, a ponteira reclamou nas redes sociais. A jogadora segue com a pontuação máxima mesmo depois de um ano sem jogar por conta da gravidez de seu primeiro filho, Arthur, e se vê sem opções de clubes de ponta. Também não se vê saindo do Brasil, já que Murilo ainda tem um ano de contrato com o Sesi. No meio disso tudo, a boa notícia veio do técnico da seleção brasileira.

Reprodução/Instagram

Jaqueline posa com Arthur ainda recém-nascido e Murilo nas redes sociais

José Roberto Guimarães repete a fórmula que deu certo nos últimos ciclos olímpicos e deixa seu time, neste caso o Vôlei Amil, para se dedicar exclusivamente à seleção brasileira. E leva Jaqueline com ele. “Eu conto com a Jaqueline, sim. Posso dizer para vocês que ela vai ser uma das jogadoras convocadas para a seleção na nossa próxima lista. Ela já fez muito pela seleção. Então, acho que chegou a hora de a seleção ajudá-la”, disse o treinador em entrevista coletiva em Campinas na quarta-feira.

Leia mais: Amil confirma saída de Zé Roberto para ser treinador exclusivo da seleção feminina

Ele cumpriu o prometido e o nome da atleta estava na primeira lista de convocadas, divulgada nesta quinta-feira. Mais uma vez, Jaque foi para as redes sociais, dessa vez para agradecer. ” Obrigado a todos de coração pelo carinho que recebo diariamente. Estou muito feliz mesmo”, postou a atacante.

Zé Roberto está certo com essa convocação? Eu acho que sim. Como ele mesmo disse, Jaque já mostrou trabalho na seleção e costuma ajudar no passe e no ataque. E sabemos que passe geralmente é um ponto fraco da equipe nacional.

Também é um bom momento para ganhar ritmo mais uma vez. Jaque ficou muito tempo parada por causa do Arthur e vai precisar de um tempo para se readaptar, como qualquer atleta que se afasta do esporte. Sendo convocada logo de cara, na primeira lista, terá tempo para isso. E estamos ainda no meio do ciclo olímpico e no começo da temporada de seleção no ano do Mundial, este é o momento para testes. Ela vai ter a chance de continuar jogando e mostrar se pode ou não seguir no time. Além disso, agora é a hora da seleção. Quem sabe até a volta da Superliga e dos torneios de clubes, Jaqueline não se encaixe em algum time.

Autor: Tags: , ,

segunda-feira, 2 de setembro de 2013 Seleção feminina | 07:45

De volta ao topo no Grand Prix

Compartilhe: Twitter

O Brasil faturou o Grand Prix neste final de semana! Depois de bater na trave e parar nos Estados Unidos nas finais nos últimos três anos, a seleção feminina teve apresentações de gala, venceu todos os jogos por 3 a 0 na etapa decisiva e voltou a levantar a taça de campeã! E pela nona vez!

Divulgação

Brasil é eneacampeão do Grand Prix de vôlei

O ouro veio com a vitória para cima da China. Faturar dois sets já era garantia de título, mas a seleção não perdeu o foco e marcou mais um 3 a 0. Sinais de uma equipe que se renova, mas que já mostra maturidade em quadra.

José Roberto Guimarães começou, nesta temporada, a mexer na seleção. Depois do segundo ouro olímpico era a hora de ver quem seguiria no time e quem poderia ter chance para 2016. Por exemplo, as gêmeas Monique e Michelle, a central Juciely e a ponteira Gabi foram convocadas pelo técnico. Ele também manteve experientes como Thaísa, Sheilla, Fabiana ou Dani Lins. E até agora, a mistura deu certo.

Quem chegou, mostrou potencial. Mesmo um pouco mais baixa, Juciely teve jogos importantes no bloqueio ao longo da temporada. Monique se viu como oposta titular e Gabi, de 19 anos, foi uma opção e tanto para o ataque na fase final do Grand Prix. E com a volta das veteranas, a seleção ficou mais equilibrada.

Concordo com o trabalho da temporada, ainda depois de ter vencido tudo o que disputou até aqui. Foi válido ter dado uma folga a quem vinha de Olimpíadas e outros torneios como Sheilla, Thaísa e companhia. Com isso quem estava chegando pode ser testada e perder o medo e a ansiedade da estreia. Na hora da verdade, no Grand Prix, elas já tinham um pouco de bagagem. E quem voltava ao time, mesmo dizendo estar um pouco fora de ritmo, entrou bem. Ali, na final contra a China, brilhou Sheilla, maior pontuadora. E Thaísa foi eleita a melhor do torneio pela atuação nas finais.

E o Brasil mostrou que estudar vale demais. Esse foi um dos segredos para cinco jogos com 3 a 0 no placar na etapa decisiva do Grand Prix. E quando digo que a equipe ficou mais equilibrada com a mescla de jogadoras, isso pode ser visto também nos placares. Mesmo quando estava atrás, o Brasil conseguiu virar. E para isso, era Sheilla virando bola de um lado e Gabi do outro, por exemplo. Nada de abaixar a cabeça e deixar o rival crescer ou aquela fama de amarelar da seleção.  A renovada e experiente seleção começou bem!

Autor: Tags: , , , , ,

sexta-feira, 30 de agosto de 2013 Seleção feminina | 10:29

Três vezes 3 sets a 0 e cada um com uma qualidade

Compartilhe: Twitter
Divulgação/FIVB

Fê Garay encara o bloqueio da Itália em mais uma vitória brasileira no Grand Prix

A seleção brasileira feminina segue invicta no Grand Prix. Até agora foram três jogos na fase final da competição e todos foram vencidos por 3 sets a 0. Apesar do placar igual, cada partida foi de um jeito e todas mostram que o Brasil segue forte para o que deve ser a final diante da China.

No primeiro dia de finais, a equipe de José Roberto Guimarães bateu os Estados Unidos provando que estudar, ver vídeo e conhecer o adversário nunca é demais, pelo contrário, faz muito bem. A seleção atropelou as norte-americanas conhecendo cada detalhe do jogos as rivais.

Depois veio o Japão. Já escrevi diversas vezes isso aqui… Cuidado ao deixar a outra equipe abrir porque nem sempre pode dar tempo de virar. Entretanto, o Brasil viu as donas da casa acertarem um bom saque e ficarem à frente em diversos momentos no marcador e, ainda assim, teve poder de reação. O time nacional não se intimidou. Assim como na estreia na fase final, Gabi estava no seu dia e foi uma arma no ataque, por exemplo. O Brasil buscou o placar e liquidou mais um jogo, sem deixar se abater com a melhora do time do outro lado da quadra em algum momento.

E nesta madrugada, os 3 sets a 0 foram para cima da Itália. De novo a equipe brasileira conhecia bem o seu rival e fez dois sets bem fortes. No segundo, perdeu a concentração e ficou atrás do placar e, de novo, virou para fechar a parcial. Só que aqui o número de aces chamou a atenção. Foram 13 pontos diretos no saque. E contra o Japão, o Brasil havia levado sete aces! Boa mudança nas estatísticas! Na partida, Thaísa foi o destaque. Ela marcou cinco aces e foi a maior pontuadora do jogo contra as italianas. A central, que havia sido poupada nas primeiras competições do ano, voltou com força total para a seleção.

O Brasil lidera a fase final. Quem aparece logo em seguida é a China, apenas um ponto atrás na classificação. Agora, brasileiras encaram a Sérvia e chinesas pegam o Japão. Depois, Brasil fica frente a frente com a China e, se tudo seguir como veio até agora, a partida será a final do Grand Prix. Será que a seleção feminina recupera o título depois de bater na trave nos últimos anos? Eu diria que as chances são muito boas…

Autor: Tags: , , ,

quarta-feira, 28 de agosto de 2013 Seleção feminina | 09:12

Vitória dos sonhos na madrugada no Grand Prix

Compartilhe: Twitter

“Nem no meu sonho poderia imaginar um resultado desses”. Foi assim que José Roberto Guimarães analisou os 3 sets a 0 do Brasil sobre os Estados Unidos no primeiro jogo da fase final do Grand Prix, nesta madrugada. A seleção levou a melhor em menos de uma hora e mostrou que estudar, e muito, vale a pena.

Divulgação/FIVB

Gabi foi a melhor em quadra diante dos EUA

Os números do jogo comprovam a superioridade brasileira. No ataque, foram 20 pontos a mais que os Estados Unidos. Em bloqueio, também vantagem brasileira, com 13 a 7. Vitória de novo nos aces, com 4 a 3. Mas o que me chamou  atenção foram os erros, ou a ausência deles. O Brasil deu apenas 9 pontos de graça às norte-americanas, que falharam 16 vezes. Lembrando que precisou marcar 75 pontos para fechar a partida em sets diretos, isso não é nada.

E após a partida, Zé Roberto e as jogadoras fizeram coro e falaram do desempenho tático e que o time tinha ido bem em todos os fundamentos. Karch Kiraly, técnico dos Estados Unidos, concordou. “Elas nos venceram em casa fase do jogo”, resumiu o ex-jogador. Isso é resultado de muito estudo, horas e horas e vídeo e disciplina em quadra. Ter passado quase uma semana no Japão fazendo aclimatação, treinos e analisando os adversários deu muito bem! Os vídeos foram bem aproveitados.

O que chamou a atenção também foi ver Gabi como melhor do jogo. Desde a temporada passada e principalmente neste ano, fala-se muito em Fernanda Garay, que vive ótima fase. Mas é bom ver outros destaques no time também, como a garota de 19 anos. Isso sem falar que agora Zé Roberto está voltando aos poucos com as mais experientes e elas também estão fazendo a sua parte, como Thaísa, com 13 bolas no chão, e Fabiana, a atacante mais eficiente.

Como já falei outras vezes, o treinador do Brasil tinha mesmo que fazer testes e a melhor hora eram as competições menores ou mesmo a fase de classificação do Grand Prix. Agora é a chance de recuperar o título e tem que colocar o que tem de melhor (ou que viu de melhor nos testes) em quadra.

Brasil segue na fase final e encara o Japão nesta quinta-feira, às 7h10 (horário de Brasília). Nada de madrugada dessa vez…

Autor: Tags: , , , ,

segunda-feira, 27 de maio de 2013 Seleção feminina | 19:09

Ano da seleção começa com mais novatas que veteranas

Compartilhe: Twitter

Começa nesta terça-feira mais um ciclo olímpico para a seleção feminina brasileira de vôlei. As comandadas por José Roberto Guimarães estreiam na Montreux Volley Masters diante da Suíça, às 16h (horário de Brasília). E para o início do trabalho, mais caras novas do que veteranas. Quem vai ser sair bem e se firmar na equipe para o ciclo que vai até 2016?

Veja os horários de jogos da Montreux Volley Masters

CBV

Tandara, Fê Garay e Ellen: mistura na seleção brasileira para começar o ciclo olímpico

As mais experientes são Dani Lins e Fabíola, Tandara, Fê Garay, Adenízia e Camila Brait. Já entre as novatas, tem gente que nem é tão nova assim na idade, mas que tem pouca rodagem da seleção, como Juciely. E outras como Claudinha, Monique, Ellen, Pri Daroit, Michelle, Letícia Hage e Suellen.

Mais notícias, transações de mercado e bastidores? Curta também a página do Mundo do Vôlei no Facebook

Primeiro as veteranas… Acho justa a volta de Fabíola ao time e, até agora, não entendi o seu corte para levar a Fernandinha para as Olimpíadas de Londres. Dani Lins cresceu em 2012, segurou o time em Londres e Fabíola fez de novo uma boa Superliga. Vale apostar nelas mais uma vez. Já Camila Brait tem tudo para mostrar o seu potencial sem ter que dividir o posto por enquanto com Fabi. A será a vez de Tandara aparecer como oposta. Ela também melhorou na Superliga, conseguiu ser a jogadora de segurança em diversos jogos, principalmente na segunda parte do torneio.

No lado das novatas, quero ver o desempenho de Claudinha. Como ela vai ser sair em um time grande, com mais responsabilidade. Ela vai trabalhar com Zé também no Vôlei Amil e pode ajudar nesse novo ciclo, afinal, o Brasil sofreu com levantadoras ultimamente. Dani foi fundamental em Londres, como já disse, mas isso foi uma boa surpresa.

Na posição de oposto, Monique deve colocar pressão em Tandara. Ela cresceu no Praia Clube e teve que ajudar o time quando Herrera se machucou. Já as ponteiras, quero ver Ellen, o rosto novo. A jogadora se destacou no Pinheiros, uma equipe com atletas pouco conhecidas, mas que deu trabalho. Ellen se mostrou forte no saque e consciente na rede, apesar de seus 1,79m. Vamos se terá chance na seleção e como ela se sai.

Siga também o Mundo do Vôlei no Twitter

CBV

Juciely tem 32 anos, mas é umas jogadoras da ala das menos experientes da seleção

Tem ainda as centrais. Juciely é baixa para a posição (1,84m), não é mais tão nova (tem 32 anos, 10 anos a mais que Letícia, outra central que vai para a Montreux), mas é veloz e excelente jogadora. As últimas Superligas deixaram isso bem claro. Ainda pode ser aproveitada por Zé Roberto. Pena que Bia e Angélica estão machucadas e não viajaram com a seleção. Bia, por exemplo, apareceu mais até que Fabiana no Sesi na última temporada. E Angelica foi mais um destaque do Praia Clube. Espero que ainda tenham chances.

Se há um momento para testar e colocar mais novatas que experientes em quadra é agora. E que a altura não seja um problema, porque essa seleção está um pouco baixa e, se ganha na velocidade, pode perder na marcação.

A Montreux é só o primeiro torneio da temporada e vale a pena já começar a mexer no time para ter tempo para pensar em formações, analisar desempenhos até ter um time lá no meio do ciclo que deve serguir até as Olimpíadas. Mais para frente, com Grand Prix e tal, as velhas conhecidas Sheilla, Thaísa, Fabiana e companhia devem voltar. Por enquanto, boa sorte para quem chegou! E bom desempenho para quem já estava no time!

Autor: Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , ,

sábado, 19 de janeiro de 2013 Superliga | 16:16

Virada da Unilever e, mais uma vez, falta de decisão no Amil

Compartilhe: Twitter

Unilever repetiu o placar do primeiro turno e venceu o Vôlei Amil neste sábado na Superliga feminina. Com ajuda de Bernardinho, time carioca conseguiu uma virada e fechou o jogo em 3 sets a 1. Do lado de Zé Roberto Guimarães, mais uma vez faltou saber decidir na hora certa.

Leia mais sobre a partida

No começo, as visitantes de Campinas estavam melhores. Daymi e Vasileva comandaram os ataques e a equipe mostrou volume de jogo. No primeiro set, fechou com uma largadinha linda de Daymi que, com um toque, achou o buraco no fundo da quadra adversária. Depois, começou liderando a segunda parcial e esboçava mais uma vitória. Aos poucos, elas foram errando mais, decidindo menos bolas e deixando a Unilever crescer.

Do outro lado, Bernardinho mexeu na hora certa. Tirou Natália que pouco estava resolvendo e colocou Régis. Também mandou Gabi, que já havia levado alguns bloqueios, para o banco e escalou Logan Tom (falando isso, por que a norte-americana começou na reserva?). A equipe reagiu, o passe saiu mais na mão de Fofão, que pode variar mais e colocar as centrais no jogo, e as cariocas passaram a dominar a partida. E Régis ainda foi eleita a melhor em quadra. Méritos para o treinador, que fez a coisa certa naquele momento

Bobear não é uma novidade para o Vôlei Amil e o próprio Zé Roberto já reclamou disso em outros jogos. E a equipe sabe recuperar bolas, se defender, mas tem que definir também. Após a partida deste sábado, o comentário de Walewska foi o seguinte:  “Temos que aprender a finalizar os sets e a jogar com time fortes”. Fernandinha seguiu a mesma linha: “Há momentos em que precisamos ser mais incisivas, agredir mais, desde o saque até a cortada”. Precisa dizer mais alguma coisa?

Autor: Tags: , , , , , , , , ,

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013 Superliga | 15:44

Bloqueio e Garay ajudam, e Sollys se recupera no returno

Compartilhe: Twitter

Vôlei Amil x Sollys/Nestlé foi o principal jogo da primeira rodada do returno da Superliga feminina 2012/2013, encerrada na noite de terça-feira. As atuais campeãs havia perdido para o elenco de Campinas na estreia na competição e vinham de outra derrota, para o Unilever. Contando mais uma vez com o elenco completo, o time de Luizomar de Moura se acertou no bloqueio e venceu por 3 sets a 0.

Divulgação

Festa do Sollys/Nestlé na vitória em Osasco

O fundamento foi o diferencial para o Sollys/Nestlé. Elas marcaram 12 pontos no bloqueio e levaram sete. Além disso, viram o Vôlei Amil se perder em algumas jogadas mesmo depois de começar o primeiro e o terceiro sets com vantagem no marcador  (o que rendeu críticas do técnico José Roberto Guimarães) . E o time de Osasco logo tirou essas vantagens e equilibrou e virou o jogo. Fernanda Garay estava em uma noite inspirada, fez 18 pontos, inclusive o último da partida, com um bloqueio (olha o fundamento fazendo a diferença).

Veja mais detalhes da primeira rodada do returno da Superliga feminina

O Vôlei Amil tem que tomar cuidado para não se perder em quadra, com já aconteceu mais de uma vez. Elas recuperam a bola, mas demoram a definir o ponto. Já no Sollys, a tendência é embalar porque, finalmente, o time está completo. Sheilla e Adenízia estão de volta ao elenco titular e são ajudas e tanto para a equipe. Ivna substituiu bem a oposta e colabora mais inversões, mas não tem a experiência da bicampeã olímpica. E Adenízia faz o contraponto das centrais com Thaísa. Enquanto a loira é mais forte, ela é mais ágil e rápida no ataque.

O restante da primeira rodada foi como o esperado. Unilever, líder da competição, bateu o São Caetano. Já o Sesi passou pelo Pinheiros. O Rio do Sul fez um jogo duro e venceu o Usiminas/Minas no tie-break. E, como já falamos aqui, o Banana Boat/Praia Clube abriu o returno passando pelo lanterninha São Bernardo.

Que venha a segunda rodada. E mais uma vez o Vôlei Amil estará no jogo em destaque, encarando o Unilever no Maracanãzinho. Quem leva a melhor no segundo Bernardinho x Zé Roberto? No primeiro tudo quem venceu foram as cariocas…

Autor: Tags: , , , , , ,

  1. Primeira
  2. 1
  3. 2
  4. 3
  5. Última