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Posts com a Tag Itália

domingo, 6 de julho de 2014 Seleção masculina | 17:13

Brasil faz placar que precisa e está nas finais da Liga Mundial

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Acabou o sufoco da primeira fase. Depois de atuações muito abaixo do esperado, a seleção masculina de vôlei cresceu, fez os 3 a 1 que precisava diante da Itália neste domingo para deixar a Polônia para trás e se classificou para as finais da Liga Mundial. O problema é que agora o time terá pela frente Rússia, Estados Unidos… Pelo menos esse rivais virão no momento que a equipe finalmente apareceu na competição.

Divulgação/FIVB

Lucão ataca para o Brasil diante da Itália na Liga Mundial

No jogo desta tarde, a seleção venceu o primeiro set e sofreu com o saques e ataques de Zaytsev na segunda parcial, mas logo reagiu. Se levou 5 a 1 no começo do segundo set, aplicou 6 a 1 no início do terceiro e ainda conseguiu três bloqueios para cima do astro italiano. Era esse espírito que faltava. A seleção estava apática no começo da Liga Mundial, abalada em quadra. Agora, mesmo se tem um tropeço, logo volta para a partida.

Lucarelli, que foi o maior pontuador do jogo com 17 acertos, resumiu esse sentimento: “Brinco que estávamos com o coração quase parando, mas conseguimos sobreviver e agora vamos ainda muito mais fortes, cheios de vida, para a fase final”.

Leia mais detalhes da partida Brasil 3 x 1 Itália

O momento é de comemoração, entretanto também vale ligar um alerta. É ótimo contar com Murilo de novo jogando confiante e ajudando o fundo de quadra, mas a seleção não pode depender apenas disso. E algumas jogadas já estão ficando marcadas e é bom Bruninho ter cuidado. O meio com Lucão, por exemplo, é fundamental para a equipe, mas está sendo visado pelos rivais. Neste domingo, no quarto set, Lucão levou um caixote em uma dessas jogadas forçadas, com o passe afastado da rede. O bom foi que o Brasil respondeu com bloqueio logo na sequência.

A seleção fez o que era preciso para chegar às finais. O nível melhorou e muito. Mas ainda tem que mostrar mais para subir ao pódio de novo na Liga Mundial. Gente em quadra para isso eu acho que tem. Que venham as finais!

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sexta-feira, 4 de julho de 2014 Seleção masculina | 12:40

Um pouco de Brasil com cara de Brasil na Liga Mundial

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A quinta-feira sem jogo da Copa do Mundo veio em um ótimo momento para acompanhar o Brasil na Liga Mundial de vôlei. Melhor ainda que foi uma vitória por 3 sets a 1 para cima da Itália. E uma partida que a seleção mostrou que ainda sabe jogar como tal, variando as bolas, pressionando e não se deixando abalar tanto assim com algum tropeço. Com o resultado, o time segue com chances de, mesmo depois de tanto sufoco, avançar às finais da Liga.

Divulgação/FIVB

Brasil comemora ponto na vitória sobre a Itália na Liga Mundial

O primeiro set foi o melhor do Brasil. Enquanto a Itália parecia um pouco sem ritmo ao voltar a atuar com titulares depois de algumas partidas com reservas, a equipe nacional dominou. Bruninho explorou todas as jogadas. Já conhecemos o bom e velho meio com Lucão e estava com saudades de ver a pipe, aquela jogada de fundo. Lucarelli e Murilo foram acionados e corresponderam bem. Vitória com ótima atuação.

Na segunda parcial a Itália deu o troco e venceu. Entretanto, o Brasil não abaixou a cabeça de vez como em outras partidas dessa Liga Mundial. A seleção voltou, levou os dois outros sets e fechou o jogo com o placar que precisava para respirar um pouco e seguir dependendo de si para se classificar. Que venha a Itália mais uma vez no próximo domingo, mais um dia sem jogos da Copa do Mundo, para colaborar com os amantes de vôlei.

A diferença em quadra

Durante a transmissão da partida contra a Itália desta quinta-feira muito se falou que o Murilo é um termômetro da equipe. Concordo. E finalmente ele está voltando a atuar bem depois da cirurgia no ombro. Aos poucos é acionado no ataque e já está firme e forte no fundo de quadra. Com ele por ali, o Brasil ganha volume e isso é essencial. Estava fazendo falta um ponteiro passador.

E apesar dos problemas da Liga Mundial, gosto das duplas de levantador/oposto da seleção. Bruninho joga acelerado com Wallace e Rapha conhece muito bem Vissotto dos tempos que atuaram juntos na Itália. Vissotto tem uma bola mais alta e com Rapha está soltando o braço nos ataques. Eles viraram uma arma na inversão do 5-1.

Falando em oposto, a Itália saiu derrotada, mas a atuação de Ivan Zaytsev merece aplausos. Foram 30 pontos no jogo! Quer saber o que significa jogador de segurança? É só ver como ele joga. Tem um rali que ninguém define? Coloca para  Zaytsev que é bola no chão. E pode ser bola na entrada, na saída… O bloqueio brasileiro tentou e tentou e conseguiu parar o italiano no último ponto do quarto set. Ufa! Preparem-se porque domingo tem mais…

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segunda-feira, 3 de março de 2014 Campeonato Italiano, Diversos | 15:35

Por uma camisa italiana

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Bruno Zanuto é um brasileiro que virou italiano e que completa 31 anos nesta segunda-feira de carnaval. Depois de defender times como o Montes Claros e ou Campinas e até ser destaque na Superliga, desistiu de sonhar com a seleção brasileira e para desejar outra camisa. Depois de tirar cidadania italiana e se mudar para o país na Europa na temporada 2012/2013, ele pediu para a FIVB para se tornar jogador italiano e pode ser uma novidade na equipe de Mauro Berruto para a Liga Mundial. Será?

Nesta temporada ele defende o Exprívia Molfetta. O time é apenas o penúltimo na classificação, mas o atacante tem feito o seu papel e os números chamam a atenção. Ele ultrapassou a marca de dois mil pontos no Italiano e ainda está a 33 bolas no chão dos 2500 pontos em competições nacionais.

Não dá para saber o que se passa pela cabeça do técnico italiano, mas a torcida parece ter adotado Bruno Zanuto. O seu time fez uma promoção e começou a vender, em algumas partidas, imãs com as imagens dos jogadores. O imã de Zanuto se esgotaram na primeira partida no qual foram vendidos.

Imãs com as imagens de Bruno Zanuto e seu time na Itália

Imãs com as imagens de Bruno Zanuto e seu time na Itália

Em quadra, ele é um atacante de ponta alto (2,00m) e forte e já foi jogador de segurança por onde passou, como nos tempos de Medley/Campinas. Antes, já tinha defendido times como Minas, Banespa e outros aqui no Brasil. Agora, ele terá espaço na seleção italiana? A Liga Mundial vai nos dizer…

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terça-feira, 11 de dezembro de 2012 Diversos | 11:28

Stacy Sykora se aposenta das quadras

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Getty Images

Stacy Sykora

A líbero norte-americana Stacy Sykora, eleita a melhor do mundo na posição no Mundial de 2010, decidiu parar de jogar vôlei. A jogadora, que defendia o Urbino, da Itália, resolveu se aposentar por não conseguir mais dar o seu máximo. As informações são do site Melhor do Vôlei.

“Quero que as pessoas se lembrem de mim por meus prêmios individuais, como o do Mundial de 2010, que se lembrem de quando eu jogava em alto nível. Hoje, ao meu ver, eu já não posso dar o meu máximo”, teria dito a líbero.

Leia mais: Líbero norte-americana, Stacy Sykora assume homossexualidade

Stacy foi uma ótima defensora para a seleção dos Estados Unidos e ganhou fama aqui no Brasil defendendo o Vôlei Futuro. Em 2011, sofreu um acidente de ônibus com a delegação da equipe de Araçatuba e foi a única atleta com ferimentos graves. Com traumatismo crânio-encefálico, ela chegou a ficar em coma e tentou se recuperar. Stacy voltou a jogar, sonhava com Londres 2012 e assinou neste ano com o time italiano. Entretanto, ficou com algumas sequelas, como a visão afetada e não voltou ao alto nível.

“Vai demorar até eu me entregar. De A a Z, recomeço do A. Não sei o que eu vou fazer ainda, mas com certeza será o meu melhor”, falou a agora ex-jogadora.

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sexta-feira, 10 de agosto de 2012 Seleção masculina | 20:36

3 a 0 arrasador também para homens na semifinal

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Primeiro, a seleção feminina venceu por 3 a 0 na semifinal e foi para a decisão. Agora, 3 a 0 para a seleção masculina e mais um time na briga pela medalha de ouro. E que 3 sets a 0 para cima da Itália!

A primeira dúvida que poderia aparecer no time acabou com os primeiros lances. Leandro Vissotto, como esperado após a lesão na coxa das quartas de final, não atuou. Wallace, que já vinha de uma boa temporada, jogando bem até nos jogos ruins da Liga Mundial, entrou como titular. Logo recebeu bolas e virou. Ele só foi bloqueado no finalzinho do primeiro set, quando a Itália salvou um set point do Brasil. Bela atuação, sem se intimidar por estar nas Olimpíadas ou por ter sido um dos últimos a chegar no grupo.

Leia também: Vissotto confirma que está fora da final e enche a bola de Wallace

Ao longo do jogo, o Brasil foi superior em tudo. A Itália arriscou tudo no saque, mas quando não conseguia o ace (foram cinco no jogo), a bola era recepcionada e muitas vezes ia boa para a mão de Bruninho. E o levantador orquestrou bem o time. Seguro, acelerou pelo meio com Lucão e Sidão, deixou Dante livre pelo fundo e Murilo solto na ponta várias vezes. E ainda contou com Wallace. Tanto que, após a partida, Bernardinho disse que a atuação de Bruno tinha sido digna dos melhores tempos de Maurício e Ricardo. Elogio e tanto! Elogio merecido!

Leia mais: Bernardinho compara Bruno a Ricardinho e Maurício e elogia seleção

Enfim, o bloqueio funcionou até no simples de Bruninho. O saque entrou e deu trabalho a recepção italiana mesmo sem usar a força o tempo todo. Murilo fechou o jogo em um ace mais colocado do que forçado. E o Brasil aproveitou metade de suas bolas enquanto a Itália não chegou aos 15%. O ponto do segundo set, quando o Brasil sobrava e mesmo assim partiu para a bola primeiro com Murilo no fundo, depois Serginho do outro lado da quadra e terminando em um bloqueio de Dante, mostrou o espírito do time em quadra. Resumindo, atuação de gala.

Agora, mais uma vez a Rússia. Eles não devem errar tanto quando erraram na derrota para o Brasil na primeira fase. Mas com saque bem executado e bloqueio bem posicionado, dá para levar uma vantagem. O ataque já está funcionando bem, só deve apostas nas bolas rápidas para fugir do alto bloqueio russo. Com o que a seleção tem mostrado nas Olimpíadas, dá para acreditar no ouro. A partida final será no domingo, às 9h (horário de Brasília).

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domingo, 25 de março de 2012 Campeonato Italiano | 12:16

Manhã de luto no vôlei

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Bovolenta

"Sempre em nossos corações. Um abraço", dizia o site oficial do Forlí nesta manhã

Quem acompanhou a seleção masculina da Itália nos anos 90 e todas as vitórias sobre o Brasil deve se lembrar do central Vigor Bovolenta. Eu me lembrava daquele central que jogava ao lado de Andre Giani, Satoretti e companhia. E Bovolenta deixa o vôlei de luto.

“Minha cabeça está girando, me ajudem que vou cair”. Esta foi a última frase de Bovolenta

Vi a notícia no plantão aqui na redação. O jogador se sentiu mal, desmaiou e morreu em quadra, enquanto jogava pelo Forli. Bovolenta tinha 37 anos, era casado e tinha quatro filhos. Médicos falam que pode ter sofrido um ataque cardíaco, mas a causa da morte só será confirmada após exames e autópsia nesta segunda.

Veja também: Brasileiros lembram Bovolenta no Twitter

É triste um plantão assim. Ainda mais se pensar em uma seleção como aquela da Itália, durante tantos anos campeã e meu segundo time na infância e na adolescência…

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quarta-feira, 24 de agosto de 2011 Seleção feminina | 10:17

Brasil vence a Itália com direito a aula no Grand Prix

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Seleção feminina - Divulgação/FIVB

3 a 0 para começar a fase final do Grand Prix

Começou a fase final do Grand Prix e o Brasil estreou com vitória. A seleção feminina passou pela Itália por 3 sets a 0 e, segundo o técnico, Massimo Barbolini, deu aula de voleibol (veja o italiano falou após a partida). E mais uma vez, o bloqueio esteve presente. Mais uma vez, o saque complicou a recepção rival e ajudou. Parece que essa é a combinação que o Brasil resolveu seguir e, até agora, está dando certo.

Nesta quarta-feira, foram 12 pontos de bloqueio e apenas cinco das italianas. O saque marcou quatro, contra dois das rivais. E ainda falando em números, destaque foi para Thaísa, com 17 bolas no chão. Fabiana também pontuou bem. Isso é reflexo da Dani Lins um pouco mais solta e usando mais as centrais?

É bom ver o Brasil “grande”, dominando o marcador e não se incomodando com um rival tradicional e que jogou completo, com Piccinini na ponta, Lo Bianco no levantamento e Gioli pelo meio.

Veja mais detalhes da primeira partida da seleção nas finais do Grand Prix.

A seleção brasileira volta para a quadra na madrugada desta quinta-feira, às 2h30 (horário de Brasília) para encarar o Japão. As nipônicas perderam de 3 a 0 para os EUA nesta quarta e podem não ser aquele time bronze no Mundial, como disse Mari, mas sempre serão uma seleção chata, que acredita nas bolas e se joga nas defesas. Mas o Brasil está em excelente fase no bloqueio, que será vital para parar as jogadas de velocidade, e as atacantes também estão fazendo a sua parte. Não acho que a seleção deva ter muitos problemas e deve sair com mais uma vitória.

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segunda-feira, 18 de julho de 2011 Seleção feminina | 22:50

Valeu a pena o "treino" na Copa Internacional?

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A seleção feminina deixou Brasília no final de semana com três vitórias e nenhum set perdido na Copa Internacional de vôlei. Para o evento foram convidadas as seleções de Peru, Japão e Itália e o objetivo era treinar e ganhar ritmo para a disputa do Grand Prix, em agosto. Valeu a pena?

Pelo primeiro jogo, não. O Peru veio com um timo fraco e, como Zé Roberto comentou após a vitória, seria melhor e mais produtivo ter enfrentado a seleção de novas do Brasil (leia mais sobre Brasil x Peru).

Mari - Divulgação/CBV

Copa Internacional foi a volta de Mari a seleção e deu ritmo à atleta

Mas as coisas melhoraram contra Japão e Itália. O Campeonato Mundial do ano passado e aquele tie-break contra as japonesas parece que deixaram algum trauma e o time entrou muito bem diante das nipônicas. E o jogo valeu para testar a nossa defesa e armar muito bem o bloqueio. Foram 22 pontos no fundamento, um número pouco visto normalmente (saiba mais sobre o jogo contra o Japão).

Depois, contra a Itália, mais uma equipe mista de titulares, como Gioli, e reservas, o Brasil teve mais uma vitória, mas mostrou uma boa variação de ataques (leia mais sobre a vitória brasileira).

No geral, os treinos desses jogos valeram a pena, sim. Foi preciso, por exemplo, manter a concentração para segurar a Itália e fazer 3 sets a 0, mesmo em um simples torneio amistoso. E os jogos, mesmo não sendo contra as melhores do mundo, mostraram o que está bom e ruim neste começo de temporada.

O Brasil ainda falhou no passe e mostrou instabilidade (tudo bem, isso até é normal quando não tem muita coisa em jogo). Fez um excelente jogo no bloqueio, mas não repetiu o mesmo desempenho no dia seguinte, ou seja, ainda precisa se adaptar a cada rival .

O lado bom foi a volta de Mari, jogando solta e virando bem no ataque. Dani Lins também foi bem e se mostrou bastante segura na distribuição. Thaísa vem fazendo boas atuações desde a Copa Pan-Americana. E Tandara, que foi aproveitada do time de novas, se mostrou uma ótima arma no saque, com um serviço às vezes mais flutuante e diferenciado. Ela é conhecida pela potência no ataque, mas pode ser aproveitada de uma nova maneira.

O passe é problema de muito tempo nessa seleção. Zé Roberto deve mais uma vez se preocupar com isso porque o ataque me parece muito bem. E também, de que adiantaria enfrentar uma Rússia logo no começo da temporada, sem o preparo ideal e perdeu logo de cara? Melhor começar devagar, ganhar ritmo, analisar o time. Mas parece que até que temos um bom começo para o Grand Prix, não acham?

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quarta-feira, 22 de junho de 2011 Diversos | 11:49

Como Thiago Alves foi parar no Japão?

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Na semana passada, comentei aqui no blog sobre a ida de Thiago Alves para o Panasonic Panthers, do Japão (veja o post sobre a negociação do jogador). Eu fiquei um pouco surpresa com a decisão do ponteiro e, por isso, bati um papo com ele depois dos jogos contra Porto Rico na Liga Mundial. O resultado foi uma matéria exclusiva para o iG (leia a reportagem completa) com as explicações.

Thiago disse que tentou negociar com o Sesi, mas que, quando foi dar a sua resposta ao time, eles já haviam acertado com o Leo Mineiro. Depois, como ainda não é um atleta tão conhecido lá fora, não teve boas propostas da Itália. Ainda tentou negociar com a Turquia, mas não teve sucesso. No final, a melhor opção até financeiramente foi o Japão. Lá ele terá contrato de um ano e pode jogar e voltar ao Brasil na próxima temporada.

Explicações dadas com total sinceridade, as coisas ficaram mais claras e consegui entender  a opção de Thiago Alves. Adiantaria fechar com um time B da Itália e ficar preso a dois ou três anos de contrato? Seria um risco. Se o time fosse bem, valeria a pena pelo nível do Campeonato Italiano e pelos rivais de peso. Mas não sei se é possível aprender tanto em uma equipe mediana. Bom negócio fez Bruninho, que ficou só 45 dias por lá, mas jogou no Modena e cresceu junto com o time até as finais.

No Japão, o brasileiro será a estrela do time por ser o jogador estrangeiro. Isso não é garantia de sucesso, mas é uma boa perspectiva para voltar a jogar depois de uma temporada de lesões como foi a última.

Para ganhar reconhecimento, o caminho poderia ser tentar seguir no Brasil. A liga japonesa é mais fraca que a nossa e pouco acompanhada pelos fãs brasileiros. Mas pode valer pela experiência de jogar no exterior. E, como disse no outro post, o Japão não fez mal a Théo e João Paulo Tavares, por exemplo. Agora é focar na seleção brasileira, nas finais da Liga Mundial e, depois, desejar boa sorte!

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quarta-feira, 3 de novembro de 2010 Seleção feminina | 09:54

Brasil arrasa Itália no melhor jogo do Mundial

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Isso sim é uma grande vitória por 3 sets a 0! A seleção brasileira teve uma grande atuação e arrasou a Itália em sets diretos, com parciais de 25/16, 25/19 e 25/07. Sim, 25 a 7 na terceira parcial! E eu, que reclamei da atuação apática contra Porto Rico na madrugada de terça-feira mordi a língua, mas tive meus pedidos atendidos.

Contra Porto Rico, o Brasil falhou no passe e Fabíola não soube distribuir bem. Nesta manhã, mudança de postura em quadra. Com garra e concentração desde o primeiro ponto, a recepção colocou a bola nas mãos da levantadora, que pode voltar a impor um ritmo forte e variar as jogadas. E Fabíola teve a visão de jogo de não usar tanto Sheilla, jogadora mais visada pelo bloqueio italiano, e abusar dos ataques de Natália. A ponteira correspondeu, desperdiçou poucas bolas e fechou o jogo como a maior pontuadora, com 25 bolas no chão.

Vibração brasileira na vitória sobre a Itália - AFP

Vibração brasileira na vitória sobre a Itália - AFP

Também havia criticado o bloqueio nacional, que ainda estava abaixo do esperado. Contra a Itália, sob o comando do paredão chamado Thaísa, o Brasil fechou a porta com 16 pontos neste fundamento. Além disso, amorteceu a maioria das bolas e acabou com a concentração do ataque europeu, afinal, bater e sempre encontrar um bloqueio ou uma defesa armada no fundo é irritante. Para atrapalhar ainda mais, as italianas sofreram com passe quebrado para Lo Bianco.

Para mim, Natália, pelo crescimento e pela maturidade no ataque, Fabíola, pela distribuição para quem estava realmente melhor nas jogadas, e Thaísa, pelos bloqueios, foram os nomes do jogo. Jaqueline também pode entrar nessa lista, já que não treinou antes da partida, ainda se recupera de uma indisposição estomacal, e teve boa atuação.

Entretanto, acho que a atuação brasileira mostra disciplina no time. A seleção estudou a Itália e sabia o que fazer em quadra. Sabiam que o forte no meio era com a Gioli e neutralizaram suas jogadas, por exemplo, como disse Zé Roberto depois da partida. Sabiam que as italianas erravam pouco e não desperdiçaram contra-ataques. Sabiam que o melhor era abusar de Natália, de 1,83m, no ataque contra a levantadora Lo Bianco no bloqueio, de 1,71m. E no final, mesmo errando mais, o Brasil venceu graças a um sistema defensivo bem posicionado e paciência para colocar os contra-ataques no chão, mesmo com defesas das rivais. Ou seja, venceu porque foi superior, não porque ganhou pontos de graça.

Aos poucos estou mudando a minha opinião. Como torcedora, quero sempre ver o máximo, mas acho que se continuar assim, até vacilando e jogando abaixo do esperado contra os mais fracos, mas arrasando os mais fortes, está de bom tamanho! Dá para segurar um pouco e soltar tudo quando é preciso. Pensei que uma partida com nível técnico mais baixo e com erros, como foi contra Porto Rico, poderia abalar o time. Errei. Aquela derrota para a Itália dentro de casa, na primeira fase do Grand Prix deste ano, ainda estava engasgada e o Brasil deu um belo troco.  Agora, segue para a segunda fase como o único invicto do grupo e terá pela frente Tailândia, Estados Unidos, Alemanha e Cuba. A tabela da próxima fase ainda não foi divulgada.

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