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segunda-feira, 30 de julho de 2012 Seleção feminina | 17:42

Primeira derrota em Londres

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A seleção brasileira feminina de vôlei parou no favorito time dos Estados Unidos nesta segunda-feira em Londres, como escrevi no relato que ajudei a escrever para o iG. Quem quiser ver os detalhes do jogo, segue o link:

Leia mais: Brasil para nos favoritos EUA e perde a primeira no vôlei feminino

Defesa do Brasil se perdeu diante dos EUANos primeiros sets, os EUA dominaram e jogaram soltos em quadra. Enquanto elas atacavam e derrubavam as bolas com facilidade, o Brasil parecia acuado e sem muita ação. Nem o bloqueio, que é um ponto forte desse time, apareceu. O primeiro ponto no fundamento saiu apenas no meio do segundo set! Do outro lado, Hooker comandou o time e colocou 23 bolas no chão. Deve ter errado uns três ataques apenas em toda a partida.

Além do desempenho e da confiança (falta dela do lado nacional e confiança de sobra para os EUA) na rede, a defesa foi a diferença do jogo. Os Estados Unidos se armaram no fundo de quadra e recuperaram vários contra-ataques. Já o Brasil até estava bem posicionado, mas ainda não conseguia colocar a bola para cima. Se nada caia do lado de lá, muitas bolas caíram do nosso lado…

E mais vez fica a dúvida sobre a convocação de Natália. Já que o ataque não estava se encontrando, o jogo pedia uma atacante de potência, tanto que Fernanda Garay foi bem quando soltou braço. Jaqueline estava muito marcada e teve mais uma partida ruim, com apenas dois pontos. Paula Pequeno e Sheilla viraram mais, mas ainda estão abaixo. Natália poderia ser essa opção, mas mais uma vez entrou apenas para sacar. Vale ter uma jogadora no banco mas não usá-la em todas as funções?

Ainda foi um jogo da primeira fase e essa derrota não tira o Brasil da briga. Se existe algum momento para poupar alguém é agora, quando se pode perder e ter tempo para se recuperar. E pelo menos perdeu para o mais forte do grupo e favorito ao ouro. Não dá para tropeçar, por exemplo, na próxima rodada, contra a Coreia, que é teoricamente um adversário mais fácil que os EUA. Mas será que quando a competição afunilar e for necessário ter todo mundo pronto para entrar e tentar resolver, Natália estará preparada?

A seleção tem um dia para treinar e se arrumar. E a Coreia também tem volume de jogo, além de abusar das jogadas rápidas. O bloqueio e a defesa do Brasil precisarão estar bem ajustados ou então a situação vai ficar ainda mais complicada.

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segunda-feira, 12 de março de 2012 Superliga | 16:41

Superliga feminina tem quartas de final com três favoritos

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Jaqueline - Divulgação

Jaqueline encara bloqueio do Unilever no jogo que deu a liderança do returno ao Solly

A rodada do final de semana decidiu os playoffs da Superliga. E mesmo depois de mudança em pontuação e time reformulados, temos chances de mais uma final entre Unilever e Sollys/Osasco. Isso porque dos confrontos de quartas de final, na minha opinião, três terão favoritos.

O Sollys/Nestlé abre o mata-mata contra o São Bernardo na noite desta segunda-feira. O time de Osasco ficou com a primeira colocação depois de bater o Unilever em um jogo que falaram que foi da veterana Fernanda Venturini x a atual levantadora da seleção Fabíola, mas eu acho que foi um jogo de lindas defesas. Fabi, de um lado, e Camila Brait, do outro, recuperaram inúmeras bolas! E Jaque e Tandara formam um bom fundo. Venceu quem soube aproveitar mais os contra-ataques e errou menos.

Para o jogo desta noite o Sollys/Nestlé é favorito. Assim como o Unilever é favorito contra o Mackenzie/Cia do Terno e o Vôlei Futuro diante do Banana Boat/Praia Clube. Os times mantém o discurso de que agora começa um campeonato novo, que todo mundo volta ao zero e que é preciso respeitar. Sim, respeito é fundamental, sempre, mas não dá para esquecer tudo que o que já aconteceu nesta Superliga.

Para organizar, vou falar de um jogo por tópico. No final, quem quiser, deixa o seu palpite!

Sollys/Nestlé x BMG/São Bernardo (dia 12/03, às 21h, no José Liberatti, em Osasco)

A equipe de Osasco venceu no turno e no returno. Agora, tem a vantagem de contar com o elenco completo. A oposta Hooker está em plena forma depois de lesão na mão por causa de uma briga com o namorado. Fabíola também voltou após lesão no joelho. E Ju Costa, fora das últimas rodadas, está liberada. Gosto da formação com Hooker e Tandara como ponta. Acho que o time rende no ataque, com duas jogadoras de referência, além de Jaqueline, e pode ir bem no passe, já que Tandara já foi ponteira e teve que fazer fundo também. Só Fabíola que deve voltar a se acertar com os meios, que receberam bolas ruins no jogo contra a Unilever.

Do lado do BMG/São Bernardo, apesar da experiência de Lia e Dani Scott, elas devem ficar pelo caminho. Podem complicar com um jogo agressivo para tentar quebrar o passe e mexer com o psicológico do Sollys. Acho que Sollys passa e vai para a semi contra Usiminas/Minas ou Sesi.

Unilever x Mackenzie/Cia do Terno (dia 13/03, às 16h30, no Mackenzie, em Belo Horizonte)

O Unilever vem de duas derrotas, para Vôlei Futuro e Sollys/Nestlé, mas ainda é mais time. Fernanda Venturini sabe impor uma bela velocidade à equipe e conta com as centrais Valeskinha e Juciely para concluir. Sheilla ainda tem momentos ruins, mas sabemos muito bem que pode decidir. O problema do time segue no passe. Régis melhorou, mas Mari ainda vive uns momentos de brancos. E a equipe segue sem reservas, já que Natália agora que foi liberada para andar sem as muletas depois da segunda cirurgia na canela esquerda. Ainda assim, mesmo contra as ponteiras do time de Minas, o Unilever deve passar para as semifinais.

Vôlei Futuro x Banana Boat/Praia Clube (dia 13/03, às 18h45, no Plácido Rocha, em Araçatuba)

A aposta é o time de Araçatuba classificado para encarar o Unilever na semifinal. Mas isso se o técnico Paulo Coco mantiver a equipe que venceu o Unilever no returno, com Ana Cristina no levantamento, principalmente. Ana Tiemi é alta e ajuda na rede, mas Ana Cristina é mais precisa, conhece mais as companheiras e é melhor nessa hora de decisão. Se estiver bem, Stacy também merece a vaga de líbero.

Usiminas/Minas x Sesi (dia 13/03, às 21h, na Arena Vivo, em Belo Horizonte)

Aqui, sim, um confronto equilibrado. Enquanto o Minas tem as cubanas Herrera e Daymi no ataque, sob o comando da levantadora Claudinha, o time paulista tem um ótimo sistema defensivo. O Sesi nasceu nesta temporada e, em alguns jogos, sofreu no ataque dependendo da “pequena” Sassá. Porém tem Elisângela e Soninha, que sabem soltar o braço. Já as mineiras dispensam muitos comentários. Quando Herrera está em um bom dia, é difícil segurá-la. As duas equipes têm boas chances de chegar à semi e, possivelmente, encarar o Sollys/Nestlé.

Vale lembrar que as quartas de final serão decididas em séries de melhor de três. Segundo a CBV, todos os jogos terão transmissão. na primeira rodada, a Sportv transmite todos os jogos.

P.s.: Na Superliga masculina, os playoffs devem começar no dia 16. Até lá faço também um jogo a jogo. E desculpa pela ausência nos últimos dias, galera, mas tive uma semana recheada de problemas pessoais e precisava de um tempinho!

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quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012 Superliga | 10:22

Líderes fazem a lição de casa na Superliga feminina

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As equipes com as melhores colocação na Superliga feminina fizeram a sua parte na terceira rodada do returno. Diante de adversários teoricamente mais fáceis, Unilever, Vôlei Futuro, Sollys/Osasco e Usiminas/Minas venceram. Desses, só o time de Osasco teve vida realmente fácil. Para os outros, 3 a 0 ou 3 a 2 significaram equilíbrio.

Fernanda Venturini - Daniel Ramalho/adorofoto

Venturini, que havia sofrido um acidente de carro com Bernardinho na manhã de terça, jogou contra Mackenzie

Unilever e Vôlei Futuro venceram em sets diretos. E quem advinha o que ainda é um problema para a equipe carioca? Sim, mais uma vez o passe. E sim, ter Fernanda Venturini no levantamento ajuda. O time de Bernardinho bateu o Mackenzie/Cia do Terno, sétimo colocado, e segue na liderança isolada, mas as parciais tiveram placares até que apertados (25/21, 25/20 e 25/20).

Placar apertado para o outro 3 sets a 0 de um dos líderes. O vice Vôlei Futuro só venceu a primeira parcial para cima do BMG/São Bernardo por 32 a 30. Depois, mesmo cometendo erros, fechou o jogo em casa com um pouco de folga no marcador (25 a 17 e 25 a 19).

Já o Sollys/Nestlé se aproveitou do novato Rio do Sul e, aí sim, venceu por 3 a 0 com tranquilidade (25/21, 25/19 e 25/13). E o time de Osasco aproveita os jogos mais simples para recuperar o ritmo de Fabíola e contar com Hooker. A levantadora voltou depois de lesão no joelho e a oposto, grande contratação da temporada, começa a mostrar seu jogo mais solto e sua potência. Será que ela já é uma ameaça a Tandara? De qualquer maneira, é melhor ter o time todo e se preocupar em quem escalar do que olhar para o banco e não ter quem colocar. Luizomar já passou por isso quando Fabíola estava machucada….

Para fechar o bloco de líderes, um placar que surpreendeu. O Usiminas/Minas, apesar de não ter as estrelas da seleção, é um time forte e que vem dando trabalho. Mas as mineiras sofreram para bater o lanterninha Macaé. A vitória veio apenas no tie-break. Com isso, perdeu um ponto em um jogo que poderia ter sido mais um 3 a 0 pelo histórico das duas equipes.

No final, com altos e baixos, quem estava melhor colocado venceu quem estava na parte debaixo da tabela. Para os líderes, a rodada com duelos considerados mais simples valeu a pena.

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quarta-feira, 14 de dezembro de 2011 Superliga | 17:18

Superliga feminina volta aos eixos na segunda rodada

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Unilever - Divulgação/Local

Unilever comemora primeira vitória na Superliga 2011/2012

A Superliga feminina 2011/2012 teve a sua segunda rodada na noite de terça-feira e, olhando os resultados, digamos que as coisas “voltaram aos seus eixos”. Quem era favorito, cumpriu o seu papel e venceu. E o jogo que acabou como o mais equilibrado reuniu times de forças parecidas.

Na rodada de abertura a surpresa havia sido a derrota do Unilever para o Sesi por 3 sets a 0. Já era esperado que o Sesi, com Dani Lins, Sassá e Elisângela, chegaria nesta temporada para brigar com os times grandes. Mas o que surpreendeu foi o placar em sets diretos. No jogo que era o clássico da rodada, a expectativa era por mais equilíbrio. Só que o time carioca não rendeu, Fernanda Venturini sofreu com o passe e com o ritmo de jogo e as paulistas dominaram o marcador.

Na noite de terça-feira, vitórias esperadas. O Sollys/Osasco, com a estreia da norte-americana Hooker e Jaqueline, venceu o Mackenzie. Sesi passou pelo Macaé e o Unilever se recuperou e bateu o São Caetano. Todos os jogos foram 3 sets a 0. O único 3 a 2 foi do São Bernardo para cima do Pinheiros em um jogo fraco, com times que ainda estão se arrumando e ainda parecem longe das favoritas ao título.

Hooker - Divulgação/CBV

Hooker estreou na vitória do Sollys/Osasco na segunda rodada da Superliga

Mas o tropeço do Unilever logo na primeira rodada e o bom começo do Sesi podem ser bons sinais. Finalmente teremos um ano que não será dominado por Osasco e Rio de Janeiro? Além do time da capital, o Vôlei Futuro, por exemplo, tem duas vitórias na competição e vem com um potente elenco nesse ano, com os reforços de Fernanda Garay e Carol Gattaz.

Calma, ainda é muito cedo para prever alguma coisa. Hooker fez apenas o seu primeiro jogo no Brasil e ficou poucos pontos em quadra. A cubana Nancy Carrillo ainda não jogou pelo São Bernardo. Stacy Sykora ainda se recupera do acidente de abril e é reserva no Vôlei Futuro. Esses são apenas três jogadoras que podem fazer a diferença em quadra.  Pode ser cedo para fazer qualquer afirmação, mas os elenco das equipes e esses primeiros jogos são pequenos indícios de que a final em 2012 pode ser diferente…

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