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Posts com a Tag Fofão

domingo, 26 de abril de 2015 Superliga | 13:47

Título do Rexona coroa despedida de Fofão e volta da Natália

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Divulgação/Rexona-Ades

Fofão levanta taça de campeã da Superliga. Ela ainda foi eleita a melhor da final

E na velha e conhecida final da Superliga feminina, deu Rexona/Ades para cima do Molico/Nestlé com 3 sets a 0 no placar (25/21, 25/23 e 25/19). É um título para coroar a carreira de Fofão, que disputou a sua última Superliga, e também para mostrar que Natália voltou a ser aquela jogadora de potência que já foi destaque em seus times e na seleção.

Aos 44 anos, Fofão se despede das quadras com o ouro olímpico de Pequim 2008 e, agora, cinco títulos nacionais. A levantadora foi reserva de Fernanda Venturini por tempos e tempos e, quando assumiu a vaga, honrou a camisa da seleção e das equipes. Na final deste domingo, teve lances conhecidos de Fofão, como os saques táticos e os levantamentos na medida até nas bolas de manchete. Também errou uma bola e teve dois toques (bem dos duvidosos) marcados em outra, mas faz parte, claro. Fofão deixa as quadras mostrando como é ser uma jogadora serena, que comanda na habilidade e não no grito, que é, literalmente, a cabeça do time. Parabéns, é só isso que posso dizer!

Essa temporada também foi a volta, de fato, de Natália na equipe do Rio de Janeiro. A ponteira vinha em boa fase quando teve um tumor benigno na canela esquerda, em 2011. Ela passou por cirurgia, logo voltou a jogar e conquistou o bicampeonato olímpico em Londres 2012. Mas faltava alguma coisa. Fazia tempo que Natália não era decisiva, não era aquela jogadora de potência. E ela foi nesta temporada.

Além de acabar a Superliga como a segunda melhor atacante da competição, perdendo para a companheira Gabi, Natália foi peça chave na final. Logo de cara, foi a mais acionada por Fofão e correspondeu. Colocou nove bolas no chão só no primeiro set e cometeu o primeiro erro só na reta final da parcial. Depois, sofreu com o passe (que tem melhorado, mas sempre foi o ‘tendão de Aquiles’ da jogadora) e perdeu um pouco a virada de bola. No final, no terceiro set, voltou a virar e ajudou o Rexona a liquidar a partida. Fechou o jogo como a maior pontuadora, com 16 acertos, e como a Natália que conhecemos.

Foi assim que veio mais um título para o time do Rio de Janeiro, o terceiro em sequência e o 10º no total. Veja um pouco da partida set a set:

Natália foi a maior pontuadora da final da Superliga

Natália foi a maior pontuadora da final da Superliga

O Rexona venceu o primeiro set com Natália e bloqueios. A ponteira foi bem acionada por Fofão e marcou nove pontos. Já no bloqueio, foram 5 pontos a 2 (e vale lembrar que esse fundamento colocou o Molico na semifinal e ajudou em toda a Superliga). O time carioca ainda se aproveitou de contra-ataques e foi abrindo, chegando a 17 a 10. Entretanto, depois de 22 a 14, o Molico/Nestlé se acertou no saque, atrapalhou o passe carioca e cresceu. Chegou a encostar, mas o Rio voltou a usar Natália e fechou em 25 a 21.

Já a segunda parcial começou mais equilibrada. Do lado do Osasco, Mari seguiu em quadra no lugar de Ivna. Mais tarde, Gabi deu lugar a Samara. O time carioca, aos poucos, abriu. Se no primeiro set quem virou mais foi Natália, agora foi a vez de Régis e Gabi. Depois de um rali, o Rexona definiu e abriu 17 a 13. Amanda entrou para o saque e marcou no erro de recepção de Mari para fazer 18 a 13. De novo, a equipe do Osasco buscou a reação, como tinha feito na primeira parcial. Elas encostaram em 19 a 18 com um erro de Gabi e ainda tiraram set points, mas de novo o time carioca se segurou e fechou em 25 a 21.

A terceira parcial era a única chance de o Osasco tentar reverter a situação da final. E elas saíram na frente. Aos poucos o saque paulista entrou e ajudou o bloqueio a funcionar. O Molico abriu 9 a 5 após um bloqueio. Entretanto, o Rexona não se entregaria. O empate veio em 12 a 12, no erro de Mari. Na bola de xeque de Natália, 16 a 15 para a equipe carioca. A reta final do set foi um show de defesas. Pelo Molico, Carcaces soltava o braço e tentava virar. Do outro lado, Gabi e Fabi se colocavam na frente da bola para defesas incríveis e contra-ataques do Rexona, que se segurou à frente e liquidou o jogo.

O time do Rio de Janeiro começou embalado e soube se manter firme quando o Molico/Nestlé tentou reagir. E a equipe de Osasco pareceu mais nervosa, desperdiçou contra-ataques e jogou abaixo do que era preciso na final. Thaísa, sempre um pilar do elenco, não foi tão bem. Faltou aquele gás a mais, já que elas conseguiam uma reação, mas logo eram paradas de novo. Ficou para a próxima. Que venham mais finais de Superliga para gente curtir!

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domingo, 27 de abril de 2014 Superliga | 16:15

Unilever cresce na fase final e fatura com sobra a Superliga

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A final foi diferente, mas o desfecho da Superliga feminina 2013/2014 foi com um velho conhecido no topo. Pela nona vez, o Unilever conquistou o título nacional. Depois de tantos anos encarando o time de Osasco na decisão, a equipe carioca dessa vez tinha o Sesi pela frente. Com começo arrasador e apenas uma bobeada no terceiro set, o elenco comandado por Bernardinho fez 3 sets a 1 se sagrou campeão de novo.

Alexandre Arruda/Divulgação CBV

Unilever é campeão da Superliga pela nona vez

O que fez o Unilever levar mais um título? Nesta temporada, o time sofreu críticas (eu me incluo nisso também), passou por altos e baixos e teve algumas derrotas bem inesperadas pelo caminho. A lesão de Fofão que a deixou parte do campeonato fora de jogo prejudicou. Roberta ainda é uma levantadora nova e não é nem justo compará-la a Fofão. Valeskinha também se machucou e aí deu lugar a Carol, mais uma central considerada baixa, mas que a exemplo da companheira de posição Juciely, sabe compensar com técnica e tempo de bola no bloqueio. Carol virou titular com méritos.

A equipe chegou aos playoffs sem aquele favoritismo disparado das outras temporadas, mas como já comentamos por aqui, cresceu na hora certa. Foi um novo time no momento da decisão, com jovens como Gabi e Carol assumindo a responsabilidade e a sérvia Mihajlovic virando e sendo destaque em alguns jogos desta fase final. Quando tinha que ter calma para virar um placar ou se manter à frente, o Unilever cumpriu seu papel e ganhou força a partir das quartas de final.

Saiba como foi a vitória do Unilever sobre o Sesi set a set na final da Superliga

Alexandre Arruda/CBV

Bernardinho fez o time crescer nos playoffs e comandou mais um título nacional

A partida deste domingo não foi diferente. Logo nos dois primeiros sets deu um passeio com saque que atrapalhou a recepção do Sesi e contou com os bloqueios de Carol  e companhia na rede. E se acontecia um rali, e foram diversos ao longo da partida, a tranquilidade para definir estava do lado carioca. Por exemplo, no primeiro set, um dos primeiros ralis vencidos pelo Sesi já foi com 18 a 10 no placar.  Os números do jogo comprovam isso, tanto que a maior diferença entre os times foi no ataque: 44 a 34 para o Rio.

O Sesi ainda tentou reagir e fez um excelente terceiro set com uma tática do técnico Talmo de Oliveira. A oposta Ivna parou demais no bloqueio rival. Por isso, ele improvisou Dayse como oposta e colocou Pri Daroit como ponteira ao lado de Suele. Deu certo e foi Dani Lins quem passou a trabalhar com passe na mão. Mas ainda na parcial, o Unilever reagiu com uma seqüência de cinco pontos ou mais e embalou de novo.

Veio o quarto set e a decisão. Apesar de um placar um pouco mais equilibrado, o time carioca seguiu na frente e quando o lado paulista parecia que ia reagir, errava ou ficava em um bloqueio. Teve um rali com uma linda defesa de Suele, por exemplo. A bola subiu, Dani Lins correu e olhou para Pri Daroit. As duas pararam e a bola caiu no meio. Não dá para fazer isso na final, ainda mais contra o Unilever. Com bola na mão, Fofão chamou Carol, que colocou a bola no chão e definiu os 3 a 1.

O Sesi avançou para a final ao eliminar o Moliço/Nestlé com ótimas atuações de Dani Lins e Fabiana. O time depende da dupla e os 10 pontos de Fabiana não foram suficientes neste domingo. Com passe ruim, a central ficou apagada em diversos momentos do jogo. Já o Unilever variou mais as jogadas, trabalhou mais tempo com uma recepção que ajudou Fofão e, principalmente, acho que teve tranquilidade para definir ralis e pontos importantes. Como disse, cresceu na competição quando precisava, ganhou força e se mostrou gigante na final. Para o Sesi valeu ter mudado a história. Mas o título ficou do lado de quem foi melhor, do começo ao fim.

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terça-feira, 14 de maio de 2013 Diversos, Seleção feminina, Superliga | 15:48

Amil anuncia Claudinha e líderes já têm suas 'cabeças'

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O Vôlei Amil anunciou nesta terça-feira Claudinha como a levantadora para próxima temporada. Com isso, os líderes da última Superliga fecham as, digamos, cabeças de suas equipes. E acho que fizeram bons negócios.

Divulgação/ZDL

Claudinha é a nova levantadora do Vôlei Amil

O time de Campinas era justamente quem precisava de uma mudança. Zé Roberto apostou em Fernandinha, mas ela poderia ter mostrado mais. Ela sofreu com uma antiga dor nas costas e lesões e nem pode atuar em toda a temporada e, em alguns momentos, pecou nas decisões em quadra, sendo um pouco previsível. Pri Heldes entrou, e bem, em seu lugar, mas ainda é muito nova para assumir o time, apesar de ter futuro. Agora chega Claudinha.

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A ex-levantadora do Minas também é jovem, tem 25 anos, mas tem feito boas Superligas. Ela é habilidosa e ao mesmo tempo passa segurança em quadra e deve dar uma cara nova ao time. Além disso, terá dupla jornada para mostrar o trabalho a Zé Roberto, em Campinas e na seleção. Boa chance para dar um salto na carreira.

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Essa semana também foi de anúncios de renovações na Unilever. Seguem no time Sarah Pavan, Valeskinha e, já que o assunto do post são levantadoras, Fofão. Aos 43 anos ela vai para mais uma temporada e ainda comandando a equipe com aquela tranquilidade aparente que lhe é peculiar. É um exemplo a ser seguido e deve mesmo se manter em quadra enquanto o físico lhe permitir.

Sollys/Nestlé e Sesi, que completaram os quatro primeiros na temporada 2012/2013 já haviam renovado com suas levantadoras e também acertaram. Fabíola, além de ter conquistado a torcida, fez duas excelentes temporadas no Osasco, enquanto Dani cresce em Londres e ainda pode ajudar o time da capital.

Cabeças definidas, agora é seguir a movimentação nas outras posições! Gostaram dos negócios até aqui?

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sábado, 6 de abril de 2013 Superliga | 15:15

Minha final inesquecível

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Na nona final seguida entre Sollys/Nestlé e Unilever o que não falta é história para contar. Pensando nisso, o Mundo do Vôlei bateu um papo com algumas jogadoras que estarão em quadra neste domingo e fez a seguinte pergunta: qual a sua final inesquecível? Quem já está acostumada a esse duelo lembra de jogos da época da final em série melhor de cinco ou cita a mais recente. E até quem joga neste duelo pela primeira vez cita o adversário como participante da sua final inesquecível! Veja as lembranças

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Thaísa, sobre a final 2011/2012: “Não sei da onde tirei forças e a final foi meu melhor jogo”

Alexandre Arruda/CBV

Thaísa ataca na final 2011/2012, vencida por 3 a 0 pelo Sollys/Nestlé

Para a central do Sollys/Nestlé, a final de domingo será a sua oitava desta série. Ela começou no então Rexona e se transferiu para o então Finasa em 2008/2009. Depois de tantos anos, ela lembra do jogo que deu o título ao time de Osasco, agora Sollys/Nestlé, em 2011/2012 com carinho especial.

“Eu tinha feito uma temporada muito abaixo do que estava acostumada e aquilo foi muito complicado para mim. Eu me cobro demais e sofri a Liga inteira por não estar conseguindo fazer o que eu sabia. E quando está com a cabeça ruim, pode vir o Papa falar que você é boa, que você ainda vai achar que é ruim. Eu estava assim, mas não sei da onde tirei forças. A final foi meu melhor jogo. Não se foi a melhor de todas, mas me marcou pela superação. Me marcou porque me mostrou o que eu posso fazer e que eu sou muito mais forte do que eu imagino”, conta a central.

Veja também: Experientes, novatas e ‘vira-casaca’. Veja quem é quem na final da Superliga

Na temporada passada, o Sollys/Nestlé venceu a Unilever no Maracanãzinho por 3 sets a 0 e levou o terceiro título desta série.

Régis, sobre a final 2006/2007: “Estávamos perdendo por 8 a 3, fui para o saque e conseguimos reverter”

Divulgação

Régis vibra na final 2006/2007. Ela foi titular, maior pontuadora do jogo e ajudou no título

A ponteira é sinônimo de Unilever. Ela participou de todas as decisões entre cariocas e paulistas e é aquela jogadora que pode ajudar a qualquer momento. Nesses anos no time de Bernardinho, não virou titular, mas entra para tentar reverter uma situação adversa. E foi em uma situação assim, atrás do placar, que ela resolveu.

“Inesquecível foi o título de 2006/2007. Eu soube no vestiário que ia começar jogando. Na hora eu nem acreditei e lembro que perguntei para quem estava ao meu lado: ‘Você tem certeza? Ouvi direito? Ele falou meu nome?’. Lembro que comecei a tremer. Fui para o jogo e no tie-break a gente estava perdendo por 8 a 3. Fui para o saque e conseguimos reverter. Fiz uns aces e tive uma boa sequência”, recorda Régis.

Naquela final, ainda disputada em série melhor de cinco, o último jogo foi no ginásio Caio Martins, em Niterói e o time do Rio, ainda Rexona, venceu no tie-break. Régis foi a maior pontuadora do duelo, com 30 bolas no chão.

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Fabi, sobre a final 2008/2009: “Não éramos favoritas e ainda vencemos de virada”

Alexandre Arruda/CBV

Fabi vai para a oitava final entre Rio e Osasco e lembra de 2005/2006 e 2008/2009 com carinho especial

Fabi tem quase a marca da Régis. Ela chegou ao time do Rio na segunda final contra o Osasco e está lá até hoje. Ela também lembra das decisões ainda em cinco jogos e fala de 2005/2006. Para a líbero, o jogo que marcou uma das despedidas de Fernanda Venturini foi especial. Ali, a equipe carioca faturou o título no quinto jogo, mas com direito a um 3 sets a 0. Entretanto, a outra decisão inesquecível não foi tão simples.

“Estávamos perdendo o quarto set por 24 a 23 e conseguimos virar e empatar em 2 a 2. Lembro que a entrada da Monique no lugar de Joycinha foi decisiva. No 5º set, ela ficou em quadra e marcou seis pontos seguidos. Não éramos as favoritas e ainda vencemos de virada”, fala a líbero sobre a final de 2008/2009.

A Superliga já era decidida em jogo único e o Rexona-Ades fez 3 a 2 diante do Finasa/Osasco para levar mais um título. A temporada ainda ficou marcada pelo drama vivido pelo time paulista. Depois de mais uma derrota, a quarta seguida para as cariocas, o Finasa deixou de patrocinar do time. A prefeitura de Osasco bancou o projeto, que logo ganhou o apoio da Nestlé e está aí para mais uma final.

Fofão, sobre a final 2001/2002: “Tinham 23 mil pessoas no ginásio. Até hoje fico arrepiada só de lembrar”

Alexandre Arruda/CBV

Fofão lembra de uma final antes mesmo da série Rio x Osasco, mas tem ligação com o time paulista

Fofão, aos 43 anos, será a mais experiente em quadra neste domingo e pode ser a mais velha a ser campeã da Superliga. E a lembrança dela da final inesquecível é de antes da série Rio x Osasco, mas também tem ligação com o confronto. Para a levantadora, dona de três títulos nacionais, o melhor deles foi conquistado justamente diante da equipe de Osasco.

“Jogava pelo Minas e a final foi contra o BCN/Osasco.  O jogo que decidiu foi em Minas e tinha 23 mil pessoas no ginásio. Até hoje fico arrepiada só de lembrar. A gente saiu perdendo na série, empatou e levou para o terceiro jogo. E vencemos em casa. Vai ficar para sempre”, afirma Fofão.

Aquele foi o primeiro título do MRV/Minas. Depois, só deu Osasco, que faturou três campeonatos seguidos. Em 2005/2006, vitória para o lado carioca com o nome Rexona/Ades, mas a gente já relembrou a partir daí…

E agora, quem sairá do Ibirapuera com boas lembranças? Unilever e Sollys/Nestlé disputam o título neste domingo, às 10h (horário de Brasília). Nos vemos por lá!

Antes disso, bati um papo na redação do iG para falar mais dessa final. É uma decisão que repete adversários, mas coroa trabalho e investimento. Para quem quiser, é só assistir ao vídeo (funciona melhor no navegador firefox…):

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quinta-feira, 4 de abril de 2013 Superliga | 09:54

Sollys/Nestlé x Unilever de novo na final: É justo?

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Domingo é dia de decisão da Superliga feminina 2012/2013. A temporada é outra, algumas atletas também são outras, mas os times são os mesmos há nove anos. Sollys/Nestlé disputa o título com a Unilever. Isso é bom ou ruim?

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Conversei com jogadoras e técnicos para uma matéria especial aqui no iG sobre isso. Para os dois times, essa final coroa mais uma vez quem investe no esporte. Veja o vídeo abaixo.

E em tempos de final de campeonato quando sempre surgem as dúvidas sobre os equipes e patrocinadores que vão seguir no próximo ano, esse é um tema que vale a discussão.

Se pararmos para pensar, Osasco e Rio de Janeiro são times bastante tradicionais do vôlei brasileiro, que perdendo ou ganhando, não deixaram de existir. O Osasco  sofreu um baque com a saída do Finasa, mas logo teve a garantia da cidade de que continuaria e conseguiu um novo patrocinador para manter um elenco de alto nível. Quais outros times se mantiveram tanto tempo assim?

Conversando com a Fofão sobre esse assunto, ela lembrou de Pinheiros, São Caetano e Minas também como tradicionais, mas que não mantiveram um padrão ao longo dos anos. O Pinheiros, há algumas temporadas, tinha Fabíola, Ivna, Lia, Ju Costa e um conjunto forte para chegar às semis. Esse ano, se montou com novatas que deram trabalho, sim, mas não tinham experiência necessária e ficaram pelo caminho, nas quartas de final. O São Caetano já teve a própria Fofão, Mari e Sheilla na época da Blausiegel. O patrocinador saiu, o time quase acabou e vive de jovens. Já o Minas, que já emplacou uma sequência de finais na Superliga, chega até os playoffs, mas não consegue avançar.

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Acho que essa final repetida mostra que vale a pena investir e seguir investindo. Estão lá na briga quem tem um elenco forte e também a tranquilidade de que o time não vai, ou pelo menos não deve, se desfazer ao final da temporada. Pode ser chato, pode ser repetitivo, mas é resultado de trabalho a longo prazo.

Que sirva de exemplo e outros sigam na briga para chegar ao topo, sem desistir pelo meio do caminho. Sesi tinha um bom time nesta temporada e, com mais tempo de trabalho, pode avançar à decisão. O mesmo pode-se dizer do Vôlei Amil. Outros como Praia Clube, que surpreendeu neste ano, já deram a boa notícia de que todo mundo vai seguir por lá. Será mais um na briga, sem dúvida. Desta vez foi justo ter de novo Sollys/Nestlé x Unilever na final. Mas se o investimento seguir, o cenário pode mudar no futuro.

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segunda-feira, 24 de setembro de 2012 Diversos, Superliga | 20:10

Unilever busca equilíbrio e mostra lado brincalhão de Bernardinho

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A Unilever apresentou a equipe da temporada 2012/2013 nesta segunda-feira e a ideia é tentar buscar o equilíbrio que faltou no ano passado. A equipe jogou a última Superliga com uma atleta a menos, já que Natália estava com os problemas na canela. Com isso, perdeu uma atacante e não tinha quem colocar quando as ponteiras estavam atuando mal. Agora, Natália deve finalmente atuar. E o elenco ainda tem a jovem Gabi, a experiente Logan Tom, a veterana Regis e a prata da casa Amanda.

A expectativa de Bernardinho é contar com Natália como o nome da temporada. Ela, ao lado da recém-chegada Sarah Pavan, serão as principais atacantes da equipe. Para o técnico, elas suprirão a falta de Sheilla (leia mais no especial que escrevi para o iG). No ataque, o problema parece estar resolvido. Na temporada passada, além de Natália, Mari não estava em um bom momento e não ajudou muito. Agora, o teoria é boa.

Mas o técnico conseguiu uma bela ajuda no fundo de quadra. Fabi acabou sozinha no passe e, nesta temporada, terá a companhia de Logan Tom, vice-campeã olímpica. “Com Natália e Sarah dividindo a função da pontuação, com Logan e Fabi sustentando a questão do passe e do sistema defensivo para que a Fofão possa usar o talento dela. Não adianta, como foi no ano passado, tem uma jogadora talentosa de o passe não for consistente”, resumiu Bernardinho.

Fernanda Venturini, mesma depois de parada, é uma levantadora de muita qualidade. Mas estava sentindo o ritmo puxado, as dores no joelho e não conseguia consertar todos os passes. E Fofão também é ótima na posição, e ainda terá a ajuda de contar com um passe mais redondo, com duas especialistas em fundo de quadra.

A apresentação da Unilever também mostrou uma faceta pouco comum de Bernardinho. O técnico rígido, que cobra o tempo todo e quase infarta do lado de fora da quadra deu lugar a um cara descontraído e brincalhão como mestre de cerimônias ao lado da líbero Fabi. Os dois fizeram brincadeiras ao longo da apresentação das atletas. Em um momento, a jogadora mostrou o papel com o nome das atletas ao técnico, mas logo o recolheu, dizendo que não adiantava nada porque ele não iria conseguir enxergar mesmo. Depois, ela se juntou ao grupo no palco, tirou o celular do bolso e o entregou ao treinador, falando: “É simples, é só apertar aqui no meio”. ela queria que ele tirasse a primeira foto do grupo e o pedido foi atendido.

Bom ver Bernardinho assim também, descontraído. Mas isso foi apenas pela manhã. À tarde, as jogadoras sabiam que teriam que voltar ao ginásio da Urca para mais uma sessão de treinos…

Unilever

Com celular de Fabi, Bernardinho tira primeira foto da equipe do Unilever

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terça-feira, 22 de maio de 2012 Superliga | 10:06

Veterana por veterana no comando do Unilever

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Fofão-Div

Fofão vai para o Unilever e volta a trabalhar com Bernardinho

Saiu Fernanda Venturini, veio Fofão. Como todos já haviam comentado, o Unilever anunciou na segunda-feira a contratação de Fofão para vaga de levantadora titular da equipe na temporada 2012/2013. Venturini voltou apenas para o ano passado e o time acabou trocando uma veterana por outra para comandar as ações.

Leia mais: “Eu me sinto viva dentro de quadra”, diz Fofão após acerto

Fofão, como Venturini, é uma excelente levantadora e com muita experiência em quadra, com direito ao ouro olímpico em Pequim. Entrosamento e ritmo de jogo acho que não serão problemas. Ela ficou sem time no ano passado quando resolveu voltar ao Brasil depois de defender o Fenerbahce, da Turquia, mas seguiu se exercitando e batendo bola. Ela ainda queria voltar a um grande time e deve estar pronta para isso.

Porém, Fofão é uma jogadora de 42 anos. Ok, levantador é como vinho e tende a melhorar com o tempo. Mas por quantas temporadas ela ainda vai jogar? Não deve ser um bom time que tem procurar justo uma levantadora todo ano… Espero que ela siga mais um tempo em quadra!

E ter Fofão pode ajudar Roberta, reserva na posição, ainda mais. Roberta ainda é nova, mas tem boas características, é uma jogadora alta e pode aprender tendo um espelho todos os dias ao seu lado. Foi assim com Venturini no ano passado e será assim mais uma vez com Fofão.

Ah, Fofão ainda tem mais um ponto em comum com Fernanda Venturini. Não adianta pedir que ela não volta para a seleção. A jogadora já disse que está muito bem resolvida com isso e que a aposentadoria foi mesmo em 2008.

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quinta-feira, 5 de maio de 2011 Campeonato Italiano, Mais Europa | 21:22

Como foi ou como está a temporada dos brasileiros lá fora?

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Neste ano, quase todos os atletas das seleções brasileiras jogaram por aqui. Mas teve gente que ganhou medalhas lá fora. E tem gente que ainda está na briga por um lugar no pódio. Por isso, o Mundo do Vôlei fez um pequeno balando de como foi e de como está a temporada de alguns dos nossos jogadores que estão na Itália, Turquia, Rússia…

Bruninho duela por final no Italiano

Bruno vibra na vitória do Modena em casa na Itália

Bruno vibra na vitória do Modena em casa na Itália

O levantador, que já renovou com a Cimed para a próxima temporada, fez um contrato de 45 dias com o Modena para jogar os playoffs do Campeonato Italiano e está vivo na competição. O seu time empatou a série semifinal contra o Trentino, time campeão europeu e mundial e que conta com o levantador brasileiro Rapha, nesta quinta-feira. Em casa, eles venceram por 3 sets a  1 e Bruninho foi apontado pela imprensa italiana como o melhor levantador do mundo. O playoffs será decidido apenas no domingo. Quem vencer, encara Macerata ou Cuneo, que também estão empatados em 2 a 2. Essas equipes não contam com brasileiros.

Marcelinho, outro levantador brasileiro, foi dispensado pelo Pinheiros/Sky em dezembro e fechou com o Treviso, mas caiu nas quartas de final do torneio nacional.

Finais na Rússia e na Turquia
Por lá os brasileiros também ainda disputam o ouro. Dante, com o Dinamo Moscou, faz a série final do Campeonato Russo contra o Zenit Kazan, comandado pelo campeão olímpico Ball, dos Estados Unidos. É mais um playoffs que ainda está empatado. O terceiro jogo será nesta sexta-feira. Depois, eles se enfrentam de novo no sábado e, se precisar, fazem o quinto e último confronto no dia 12. Já na Turquia, o Fenerbaçe, de Fofão e Zé Roberto Guimarães, disputa mais um título no feminino.

Quem já foi campeão

Trentino faturou o terceiro título consecutivo na Liga dos Campeões

Trentino faturou o terceiro título consecutivo na Liga dos Campeões

Desde o começo do ano, alguns brasileiros conquistaram títulos no exterior. O Trentino, de Rapha, teve um início de temporada arrasador. Depois de fechar o ano passado com o segundo título mundial, faturou o terceiro ouro na Liga dos Campeões da Europa, em março.

Ainda nos torneios europeus, Renatinha, que já passou pela seleção brasileira, foi campeã com o Chateau d’Ax Urbino na Copa CEV.

Na primeira temporada na Turquia, o ponta João Paulo Bravo, campeão mundial com o Brasil em 2010, foi campeão da Copa da Turquia com o Arkas Spor. Porém, no torneio nacional, ele ficou com a prata.

O brasileiro Fernando Maia caiu no Campeonato Português com o Castelo de Maia, mas faturou a Supertaça de Portugal.

Dessa vez não deu

Dínamo Moscou ficou com o bronze na Liga dos Campeões

Dínamo Moscou ficou com o bronze na Liga dos Campeões

Alguns desses brasileiros também subiram ao pódio em outros torneios, mas sem o ouro. Dante, com o Dínamo Moscou, fechou a Liga dos Campeões em terceiro lugar nesta temporada. No feminino, o bronze foi para o Fofão, Zé Roberto e o Fenerbahçe.

Marcelinho, além de ter se despedido mais cedo do Italiano, faturou o vice-campeonato com o Trentino na Copa CEV. Já Rodrigão, outro dispensado pelo Pinheiros/Sky em dezembro de 2010, teve que se contentar em chegar até às quartas no torneio europeu e até às semifinais no Campeonato Turco com o Ziraat Bankasi.

Ainda falando em times turcos, João Paulo Bravo levou mais uma medalha de prata com o Arkas Spor, na Euro Challenge Cup.

Agora, além da torcida por novos títulos, fica a expectativa para saber de alguns deles volta para o Brasil. Além de Bruninho, acertado com a Cimed, Rodrigão e Dante devem voltar, sim. O central está perto do Sesi e o ponteiro, do time de Eike Batista no Rio de Janeiro. Já Zé Roberto tem mais um ano de contrato com o Fenerbahçe e Fofão, apesar dos boatos, disse no Twitter que está feliz por lá. O jeito é esperar por aqui…

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quinta-feira, 16 de setembro de 2010 Seleção feminina | 12:33

Fofão: "O ciclo acabou. Agora serei eterna torcedora"

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A medalha de prata da seleção feminina no Grand Prix fez recomeçar a discussão sobre as levantadoras da seleção feminina. Já comentamos bastante isso por aqui, mas faltava dar a palavra a uma das envolvidas no caso: Fofão. Surgiram boatos de que ela voltaria ao time para o Mundial e, na época, tentei contato com a levantadora. Fofão me respondeu na tarde de terça-feira e desmentiu o retorno mais uma vez, afirmou estar tranquila e torcendo pela seleção e ainda disse que tem personalidade suficiente para dizer “não” e não voltar atrás. Com a palavra, Fofão!

Apenas boatos
“Como isso começou eu não sei, mas algumas pessoas acham que falei (aposentadoria da seleção) da boca para fora porque todo mundo diz que vai parar e acaba voltando. Mas eu tenho personalidade suficiente para dizer que não vou voltar atrás. E não pense que, com isso, estou desprezando a seleção. Não faço isso de forma alguma. Só o meu ciclo na seleção que já terminou. E agradeço por todas as oportunidades que a equipe me proporcionou”

Respeito às sucessoras
“Acho que as pessoas ainda não entenderam a minha decisão e, de certo modo, isso me incomoda. Eu respeito muito quem está trabalhando e correndo atrás para conquistar seu espaço na seleção. Não sei porque ainda insistem nisso (volta ao time nacional). Já disse que não há essa possibilidade. Minha cabeça não está mais ligada à seleção (Fofão jogará no Fenerbahce, da Turquia, nesta temporada). Estou muito tranquila e gostaria que a minha decisão fosse respeitada”

Eterna torcedora
“Assisti aos jogos do Grand Prix, sim, e vou assistir sempre pois, acima de tudo, adoro as meninas e serei eterna torcedora de todas elas. Acho que elas estão no caminho certo, buscando seus espaços e a confiança do treinador”

Titular de personalidade e coragem
“Acho que este revezamento (ora Dani Lins e ora Fabíola) é super normal, pois a experiência virá durante as competições, durante os jogos. Mas posso dizer uma coisa: será titular quem tiver mais personalidade e mais coragem para jogar. As críticas vão existir e são super normais. E as jogadoras tem que ter o seu tempo, aproveitar as oportunidades. Às vezes é necessário tempo e as pessoas precisam entender isso”

Resposta dada e dúvidas sanadas! Obrigada, Fofão!

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quarta-feira, 1 de setembro de 2010 Seleção feminina | 15:10

Fofão, as levantadoras e a seleção brasileira

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Alguns leitores comentaram por aqui sobre a possível volta da levantadora Fofão para a seleção brasileira e outros pediram a minha opinião. Lá vamos nós…

Tanto Zé Roberto Guimarães quanto Fofão disseram que a levantadora não volta ao time nacional. O técnico foi categórico no desembarque da equipe depois da prata no Grand Prix ao afirmar que não existe possibilidade alguma do retorno. “Eu já não falo com a Fofão faz uns dois meses. A última vez que conversamos foi sobre o Fenerbahce”, explicou o técnico. Os dois irão atuar juntos na próxima temporada no time turco. “Depois disso, nós não tivemos mais contato algum”, completou (leia mais).

Fofão já tinha seguido a mesma linha dias antes. “Quanto ao voltar para seleção, isso não tem possibilidade alguma. Estarei sempre com elas, mas somente na torcida”, disse a levantadora em sua página no Twitter no final de semana. Bom, está aí a resposta que vocês pediram.

O momento da seleção brasileira é de continuar a renovação. Fofão foi uma excelente levantadora para a equipe, mas agora é a hora de pensar para frente e formar novas atletas não apenas para o Mundial de outubro, mas também para o ouro da seleção nas Olimpíadas de Londres-2012. Dani Lins estava melhor na temporada passada e, no Grand Prix, teve altos e baixos. Mas Fabíola, apesar de alguns erros, entrou bem no time, deu volume ao jogo e está entrosada com as companheiras. Vale investir nessas atletas para que elas ganhem maturidade em quadra. Acho que já estarão melhores para ao Mundial do que foram no Grand Prix.

E uma nova levantadora não aparece de uma hora para outra.  Essa é a posição que comanda o jogo, que dá ritmo ao time e precisa de tempo de treino, adaptação e até de confiança em quadra, como comenta Zé Roberto: “Temos que dar tempo a elas para se adaptarem ao time e para entenderem como funcionam as coisas. O processo precisa continuar, pois essa é uma posição muito difícil e substituir uma levantadora como Fofão é sempre complicado”.

Para Fofão, boa sorte no Fenerbahce! Para Fabíola e Dani Lins, boa sorte na seleção!

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