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quarta-feira, 5 de novembro de 2014 Diversos | 09:35

Mais mudanças no vôlei

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Sim, teremos mais mudanças no vôlei. Depois do teste com os 21 pontos na última Superliga, a FIVB (Federação Internacional de Vôlei), em sua assembleia, aprovou novidades para a modalidade. A partir de 2015, qualquer toque na rede será considerado infração e partidas de alguns campeonatos, como o Mundial, terão apenas um tempo técnico por set.

E você, o que achou das mudanças? Vão ajudar o atrapalhar o vôlei? Deixe seu comentário! 

O Mundo do Vôlei conversou com alguns jogadores e a reação às mudanças não foi lá muito boa. “Vai ser pior que os 21 pontos”, comentou Wallace, oposto da seleção brasileira e do Sada Cruzeiro, sobre a alteração na parada técnica. E assim como na temporada passada, com a pontuação, a federação usou a televisão para justificar a mudança. Seria mais uma maneira de tentar diminuir o tempo de jogo e deixar o esporte mais atraente para as emissoras.

De novo, a ideia não soou muito bem. “Cada ano muda a regra, tudo em prol da TV, mas a TV não passa todos os jogos. Se passasse, valeria a pena tentar mudar. A gente acaba se tornando muito refém disso e vale pararmos para pensar no que estamos fazendo com o esporte”, afirmou Wallace.

O vôlei ainda está longe de ter um campeonato todo na TV… De acordo com a tabela da Superliga masculina no site da CBV (Confederação Brasileira de Vôlei), serão apenas um ou dois jogos transmitidos na SporTV por rodada até a sétima e três jogos nas demais. E a briga é para que o vôlei vá para a TV aberta e não no canal de assinatura…

E agora, os segundos de uma parada técnica, que pode ser importante para a partida, técnico e jogadores, vai fazer tanta diferença assim no tempo total de jogo?

Leia mais: ‘Estamos retrocedendo’, diz Bruninho no Twitter sobre mudanças

Além disso, se querem tentar acelerar de um lado, podem atrasar de outro. A volta de qualquer toque na rede ser considerado infração (atualmente só o toque no bordo superior é ponto do adversário) também recebe críticas. “O bom (com a regra atual) é que o jogo não parava a todo momento. Com a volta dessa regra de ser rede o tempo todo, o jogo vai parar bem mais, com certeza”, analisa Wallace. O levantador Bruninho também postou em sua página no Twitter sobre o assunto e disse que isso é um retrocesso.

Entretanto, há quem goste da alteração nesta regra, como Camila Brait, líbero da seleção e do Molico, que também conversou com o blog. “Achei bom, pois antes só era permitido rede embaixo, e acima era ponto do adversário. Isso confundia um pouco os juízes, principalmente quando o lance era muito rápido”, explica a jogadora.

Sim, isso deve facilitar a vida dos árbitros, mas os atletas também têm razão ao dizer que a partida será interrompida mais vezes nos meios das jogadas, pelo menos até a readaptação de todos com a mudança.

A FIVB ainda aprovou o limite máximo será de 12 anos para o mandato do presidente, com uma primeira gestão de oito anos e possível reeleição por mais quatro.

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quinta-feira, 27 de setembro de 2012 Diversos | 13:12

Vale a pena proibir a recepção de toque?

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A FIVB mudou esta semana algumas regras do vôlei. Agora, segundo informações do site Melhor do Vôlei será infração recepcionar de toque. O que você acha? Vale a pena essa alteração?

Alguns jogadores comentaram a notícia no Twitter. “Pra mim estamos dando um passo para trás! Minha opinião!”, escreveu William, levantador do Sada/Cruzeiro. “Voltaremos ao voleibol romântico com o passe sendo feito só com a manchete. Minha opinião é favorável a esta regra nova tb pq não passo!!”, postou o central Gustavo do Canoas Vôlei.

Não gostei muito da mudança, não. O passe de toque acelera a jogada, faz a bola já chegar alta e mais rápida às mãos do levantador. E acho que as jogadas mais bonitas são essas, aceleradas. No caso dos saques flutuantes ou balanceados, esperar a bola cair para executar a manchete vai fazer o time perder alguns segundos importantes na armação. Claro, é o levantador quem tem que ter habilidade para impor velocidade e tal, mas acho que o toque pode ajudar um pouco.

Porém, nos últimos anos, cada vez mais se fala em jogo rápido, em dificuldade para marcação da arbitragem… Mas porque não investir em tecnologia ou invés de mudar uma coisa que está funcionando bem? Também já tentaram “segurar” o jogo impondo que o primeiro ataque fosse feito apenas do fundo. A regra valeu em um Mundial de Clubes e não foi para frente. Vamos ver o que acontece com essa agora…

Será que Ary Graça, agora presidente da FIVB, aprova tudo isso? Se a regra pegar, as escolinhas de vôlei terão que dar mais valor à manchete. E por um lado, isso pode ser bom. Vemos muitos jogadores que são fracos no passe e terão que investir cada vez no fundamento, afinal, muitas vezes é simples colocar a bola na mão do levantador de toque do que manchete.

A outra mudança é em relação ao cartão amarelo, que não vai mais significar ponto direto para o adversário. Acho que isso não interfere tanto no jogo, basta ver como os árbitros vão segurar os ânimos da galera em quadra.

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sábado, 22 de setembro de 2012 Diversos | 11:45

Brasileiro no comando do vôlei mundial

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Ary Graça venceu, na noite de sexta-feira, a eleição para a presidência da FIVB. Passei algumas manhãs desta semana apurando como ficaria a CBV com a vitória de Ary, conversando com colegas para ver as impressões deles sobre a gestão do mandatário e lendo um pouco sobre toda a eleição. A minha conclusão é mais positiva do que negativa sobre o que o dirigente fez no vôlei brasileiro e dá ânimo para o mandato agora na FIVB.

Divulgação/FIVB

Ary Graça comemora vitória na FIVB

Foi com Ary Graça no comando a era mais vitoriosa do vôlei brasileiro, com ouros olímpicos, títulos mundiais e tudo mais. Ele soube aproveitar a herança de Nuzman, que já havia profissionalizado o esporte e o inserido o país no cenário mundial, e melhorou ainda mais a situação por aqui. Para jogadores, é unanimidade citar a criação do Centro de Treinamento de Saquarema como uma das grandes contribuições da gestão de Ary Graça.

Leia também: Ary Graça promete “explosão” do vôlei nos próximos quatro anos na FIVB

Além disso, ele é um incentivador do vôlei de praia, tanto que, como dirigente da FIVB, criou a Continental Cup, torneio que serviu como classificatório para as Olimpíadas de Londres. A tendência é que a modalidade receba ainda mais atenção com o brasileiro no comando.

Ary Graça também é defensor do uso de tecnologia no vôlei e, agora, pode ajudar a colocar o uso dos recursos em prática. Bela ideia! As jogadas estão cada vez mais rápidas e os árbitros têm errado bastante. A tecnologia só vai ajudar o esporte e já deveria estar sendo mais utilizada.

Já a Superliga ganhou muito incentivo no mandato de Ary Graça na CBV, conseguiu trazer todos os ídolos de volta há algumas temporadas, mas já vê a saída deles mais uma vez. Enquanto astros como Murilo, Sheilla, Jaqueline seguem por aqui, Giba foi para a Argentina, Leandro Vissotto para a Rússia… Além disso, alguns time viram a saída de seus patrocinadores e fecharam, ou quase, as portas, como Pinheiros em São Paulo, Cimed, em Florianópolis (ok, o time não fechou as portas, mas não lembra aquele tetracampeão da Superliga), Blausiegel em São Caetano e o Vôlei Futuro feminino, por exemplo.

Com a volta de astros e salários altos, o esporte acabou ficando muito caro e, sem alguns resultados esperados pelos investidores, viu os patrocinadores saírem. Será que a CBV pode ajudar com isso? Ary Graça pode fazer alguma coisa lá na FIVB?

As categorias de base por aqui também caíram nas últimas temporadas. Depois de quatro títulos seguidos, a seleção feminina juvenil perdeu a final do Campeonato Mundial. Já o time masculino fez feio no Mundial em casa e ficou apenas com quinta colocação. Será que falta investimento nas categorias menores? Pelo menos alguns times voltaram a investir nisso, como o Sesi.

Ary Graça ainda não decidiu o seu futuro. Segundo a assessoria da CBV, ele deixaria a entidade nacional com a vitória na FIVB. Entretanto, o próprio dirigente chegou a comentar na imprensa que poderia seguir com os dois cargos. Se ele sair, a tendência é que o cargo no Brasil fique com o vice Walter Pitombo, o Toroca.

Por enquanto, acho que é uma vitória para o vôlei brasileiro ter Ary Graça na FIVB. Que ele cumpra o que disse no primeiro discurso e leve modernização à entidade e também trabalhe como uma democracia. Que trate como um grande negócio, e não política.

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