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domingo, 26 de abril de 2015 Superliga | 13:47

Título do Rexona coroa despedida de Fofão e volta da Natália

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Divulgação/Rexona-Ades

Fofão levanta taça de campeã da Superliga. Ela ainda foi eleita a melhor da final

E na velha e conhecida final da Superliga feminina, deu Rexona/Ades para cima do Molico/Nestlé com 3 sets a 0 no placar (25/21, 25/23 e 25/19). É um título para coroar a carreira de Fofão, que disputou a sua última Superliga, e também para mostrar que Natália voltou a ser aquela jogadora de potência que já foi destaque em seus times e na seleção.

Aos 44 anos, Fofão se despede das quadras com o ouro olímpico de Pequim 2008 e, agora, cinco títulos nacionais. A levantadora foi reserva de Fernanda Venturini por tempos e tempos e, quando assumiu a vaga, honrou a camisa da seleção e das equipes. Na final deste domingo, teve lances conhecidos de Fofão, como os saques táticos e os levantamentos na medida até nas bolas de manchete. Também errou uma bola e teve dois toques (bem dos duvidosos) marcados em outra, mas faz parte, claro. Fofão deixa as quadras mostrando como é ser uma jogadora serena, que comanda na habilidade e não no grito, que é, literalmente, a cabeça do time. Parabéns, é só isso que posso dizer!

Essa temporada também foi a volta, de fato, de Natália na equipe do Rio de Janeiro. A ponteira vinha em boa fase quando teve um tumor benigno na canela esquerda, em 2011. Ela passou por cirurgia, logo voltou a jogar e conquistou o bicampeonato olímpico em Londres 2012. Mas faltava alguma coisa. Fazia tempo que Natália não era decisiva, não era aquela jogadora de potência. E ela foi nesta temporada.

Além de acabar a Superliga como a segunda melhor atacante da competição, perdendo para a companheira Gabi, Natália foi peça chave na final. Logo de cara, foi a mais acionada por Fofão e correspondeu. Colocou nove bolas no chão só no primeiro set e cometeu o primeiro erro só na reta final da parcial. Depois, sofreu com o passe (que tem melhorado, mas sempre foi o ‘tendão de Aquiles’ da jogadora) e perdeu um pouco a virada de bola. No final, no terceiro set, voltou a virar e ajudou o Rexona a liquidar a partida. Fechou o jogo como a maior pontuadora, com 16 acertos, e como a Natália que conhecemos.

Foi assim que veio mais um título para o time do Rio de Janeiro, o terceiro em sequência e o 10º no total. Veja um pouco da partida set a set:

Natália foi a maior pontuadora da final da Superliga

Natália foi a maior pontuadora da final da Superliga

O Rexona venceu o primeiro set com Natália e bloqueios. A ponteira foi bem acionada por Fofão e marcou nove pontos. Já no bloqueio, foram 5 pontos a 2 (e vale lembrar que esse fundamento colocou o Molico na semifinal e ajudou em toda a Superliga). O time carioca ainda se aproveitou de contra-ataques e foi abrindo, chegando a 17 a 10. Entretanto, depois de 22 a 14, o Molico/Nestlé se acertou no saque, atrapalhou o passe carioca e cresceu. Chegou a encostar, mas o Rio voltou a usar Natália e fechou em 25 a 21.

Já a segunda parcial começou mais equilibrada. Do lado do Osasco, Mari seguiu em quadra no lugar de Ivna. Mais tarde, Gabi deu lugar a Samara. O time carioca, aos poucos, abriu. Se no primeiro set quem virou mais foi Natália, agora foi a vez de Régis e Gabi. Depois de um rali, o Rexona definiu e abriu 17 a 13. Amanda entrou para o saque e marcou no erro de recepção de Mari para fazer 18 a 13. De novo, a equipe do Osasco buscou a reação, como tinha feito na primeira parcial. Elas encostaram em 19 a 18 com um erro de Gabi e ainda tiraram set points, mas de novo o time carioca se segurou e fechou em 25 a 21.

A terceira parcial era a única chance de o Osasco tentar reverter a situação da final. E elas saíram na frente. Aos poucos o saque paulista entrou e ajudou o bloqueio a funcionar. O Molico abriu 9 a 5 após um bloqueio. Entretanto, o Rexona não se entregaria. O empate veio em 12 a 12, no erro de Mari. Na bola de xeque de Natália, 16 a 15 para a equipe carioca. A reta final do set foi um show de defesas. Pelo Molico, Carcaces soltava o braço e tentava virar. Do outro lado, Gabi e Fabi se colocavam na frente da bola para defesas incríveis e contra-ataques do Rexona, que se segurou à frente e liquidou o jogo.

O time do Rio de Janeiro começou embalado e soube se manter firme quando o Molico/Nestlé tentou reagir. E a equipe de Osasco pareceu mais nervosa, desperdiçou contra-ataques e jogou abaixo do que era preciso na final. Thaísa, sempre um pilar do elenco, não foi tão bem. Faltou aquele gás a mais, já que elas conseguiam uma reação, mas logo eram paradas de novo. Ficou para a próxima. Que venham mais finais de Superliga para gente curtir!

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domingo, 21 de setembro de 2014 Seleção masculina | 19:21

Polônia é campeã mundial e deixa o Brasil com frustração da prata

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A Polônia é campeã mundial masculina de vôlei. Os donos da casa honraram a festa da torcida, venceram o Brasil na decisão por 3 sets a 1 (18/25, 25/22, 25/23 e 25/22) e ficaram com o ouro. Para a seleção brasileira, a frustração de mais uma prata. Sim, um segundo lugar em um Campeonato Mundial tem o seu valor, mas no caso do jogo deste domingo também é dolorido. A Polônia foi bem, principalmente na virada de bola, e o Brasil errou mais e deu pontos quando não poderia, principalmente no final do quarto set.

Divulgação/FIVB

Polônia comemora ponto em quadra e torcida faz festa na arquibancada

A partida teve momentos parecidos com a semifinal brasileira. No primeiro set, a seleção, assim como na partida contra a França, foi arrasadora. Além de encaixar o bloqueio, com cinco pontos no fundamento, soube defender e dar cobertura. Venceu e parecia que iria encaminhar o jogo. Mas não foi nada disso.

A partir do segundo set, o Brasil conseguiu ficar poucas vezes à frente do placar. E se encostava ou finalmente tinha uma pequena vantagem, não aproveitava. No segundo set, na passagem de Bruninho pelo saque, saiu do 17 a 11 para deixar o jogo igual. Logo depois, os poloneses voltaram a atacar e fecharam. Na parcial seguinte, a Polônia liderou e no quarto set, quando o Brasil precisava levar o jogo para o tie~break para seguir com chances, a situação se repetiu. Já na parte final o time brasileiro colocou dois pontos de vantagem. Seria segurar a virada de bola e tentar fechar o set. Mas aí apareceram os erros. A Polônia foi marcando, fez um bloqueio, agradeceu dois ataques errados brasileiros e fechou o jogo em um belo contra-ataque.

Os poloneses honraram a festa armada neste Mundial. O torneio teve jogo em estádio de futebol e uma torcida apaixonada e fiel em todas as partidas. Neste domingo na final era impressionante a quantidade de gente que estava do lado de fora do ginásio para acompanhar a partida pelo telão. Foi uma festa e tanto, coroada pelo ouro.

Em quadra, os destaques da final foram o experiente levantador Zagumny e o ponteiro Mika. Zagumny saiu do banco e deu ritmo ao ataque polonês, deixando diversas vezes seus jogadores diante de um bloqueio simples. E Mika, com aquela expressão serena, foi o nome no ataque. Foi o melhor atacante da partida, com 19 bolas no chão. Deu muito trabalho ao bloqueio brasileiro.

Do lado nacional, os problemas começaram com a inversão de 5-1. Desde a Liga Mundial, com Rapha como levantador reserva, essa inversão tem ido muito bem. Na final não foi. Vissotto entrou e levou bloqueios. Rapha não conseguiu mudar o jeito do jogo. Mas tudo bem, esse não foi o maior problema. Acho que o que faltou o Brasil foi decisão. A seleção passou o jogo inteiro ali, colada no placar, mas não cresceu no final. Aquela cobertura e marcação do bloqueio do primeiro set se perderam ao longo da partia. E ali, no finalzinho, foram erros que custaram o jogo.

Fica o sentimento de frustração com a prata, ainda mais depois de três ouros seguidos em Mundiais e depois de outras pratas como nas Olimpíadas ou na Liga Mundial. entretanto, a temporada da seleção foi em uma crescente. Passou sufoco na Liga, chegou às finais e, agora, fez um bom Mundial. Foi muito bom ver Murilo de volta à boa forma, principalmente no passe. Ou Lucarelli com seus 22 anos e sendo decisivo no ataque. Mas ainda falta um pouco. Como nesta final… Faltou mais de Mário Jr no passe e nos golpes de vista. Na dúvida, vá na bola! Faltou um pouco de malícia para explorar o bloqueio. Faltou o saque de Lucão, tão importante em outros torneios. Enfim, faltou colocar a bola no chão ali ni finalzinho.

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terça-feira, 16 de setembro de 2014 Superliga | 11:48

Atendendo a pedidos, Superliga masculina 2014/2015 será decidida em playoff

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Desde a temporada 2009/2010 a Superliga é decidida em um jogo único. E desde aquele ano, todo mundo reclama e pede a volta dos playoffs também para a decisão do título, e não apenas para quartas e semifinais. Pois bem, o campeão da Superliga masculina 2014/2015 será definido mais uma vez em série de melhor de três jogos. No feminino, os times optaram por seguir com o jogo único, no estado do finalista com o melhor desempenho na classificação.

Acho justo. Se todo o mata-mata é em playoff, porque não manter o formato na final? E três jogos é um número bom. Acaba com aquela história de “poxa, foi só um jogo e justo naquele dia o time não rendeu”, e também não demora demais. Todo mundo tem as suas chances de mostrar o que sabe e pronto.

Leia mais: Superliga também define número de times e regras para inclusão de equipes

Há eterno problema da transmissão na TV. E foi por isso que os times do feminino mantiveram o formato. Por medo de perder o jogo final transmitido pela Globo, acharam melhor deixar como está. Já o masculino terá que convencer a emissora a transmitir pelo menos os dois jogos que podem decidir a série. Se conseguir, dupla vitória. Por deixar uma competição mais justa na final e por colocar mais jogos na televisão aberta. Tomara!

Além disso, tudo volta ao normal com os sets de 25 pontos, como já era mais do que esperado. Desde o final da Superliga 2013/2014 já falavam que a regra nova não iria continuar. Na prática, ela não ajudou em nada. Os jogos seguiram praticamente como mesmo tempo e só técnicos e jogadores sofreram para se adaptar e por ter que disputar campeonato nacional de um jeito e torneios internacionais de outro.

Que venha mais uma Superliga por aí!

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terça-feira, 22 de julho de 2014 Seleção masculina | 09:54

Qual a lição do vice na Liga Mundial?

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Como a gente viu, o Brasil acabou com a medalha de prata na Liga Mundial. Depois de atropelar a Itália em um excelente jogo na semifinal, a equipe de Bernardinho fez um jogo equilibrado, mas perdeu para os Estados Unidos na decisão e ficou com o vice, mais um.

A final, pelo menos, já foi melhor que no ano passado, quando o time brasileiro foi liquidado pela Rússia. Dessa vez foi um 3 a 1 no placar (31/29, 21/25, 25/20 e 25/23), mas a partida foi de igual para o igual e os americanos venceram porque, como sempre, tiveram mais paciência para trabalhar a bola e forçaram muito bem o saque. Se eles não têm mais Stanley, algoz do Brasil na final olímpica de 2012, eles contam com Christenson e com Muagututia. O ataque foi ajudado pela defesa bem colocada e finalizado por Sanders e Anderson.

Divulgação/FIVB

Seleção brasileira masculina no segundo lugar no pódio da Liga Mundial

Já o Brasil sabe que pode contar, por exemplo, com Lucarelli. Ele foi um dos poucos a se destacar naquela derrota para o Irã na fase final e marcou 14 pontos na final. Com ele, Bruninho voltou a fazer a pipe, jogada de meio fundo. Wallace arrasou a Rússia no bloqueio e no ataque na primeira partida dessa etapa e foi o maior pontuador da decisão. Bom, nemé necessário falar de Bruninho com Lucão pelo meio. E é ótimo ver Murilo em ação novamente, como até já comentamos aqui. Ele está confiante de novo no ataque e é uma segurança e tanto na linha de passe.

E ainda: Lucão, Lucarelli e Wallace levam prêmios individuais

Entretanto, aí também pode estar um problema da seleção. Sem Murilo, o passe do Brasil caiu muito. E isso me lembra uma característica de todos os times campeões de Bernardinho. O técnico tinha seus titulares e um banco de reservas a altura. E agora? O time perdeu Lipe e Maurício por lesão e usou Lucas Lóh, mas o jovem ainda não está pronto. Já a inversão de 5-1 ganhou volume com Rapha ao lado de Vissotto, já que os dois sabem muito bem atuar juntos. Mas muitas vezes a bola do oposto é lenta e não ajuda.

Leia mais: Bernardinho viu Brasil abaixo do ideal na final da Liga Mundial: ‘Aprendemos uma lição’

O vice da Liga Mundial deixa um aprendizado, como disse o próprio Bernardinho. “Os Estados Unidos controlaram o jogo. Eles tiveram uma boa defesa, mantiveram a bola viva. Nós cometemos muitos erros e estamos frustrados, mas aprendemos uma lição. Precisamos melhorar para o Campeonato Mundial”, falou o técnico. Sim, vai ser preciso fortalecer o elenco e melhorar pontos como o saque, muito aquém em diversas partidas.

Porém, não é preciso ser tão rígido. A Liga Mundial mostrou que o Brasil pode ser o Brasil. A equipe teve uma reação e tanto para chegar à fase final e isso não deve ser ignorado. Quando os titulares voltaram, o time se achou e fez ótimas partidas. Acho que vale pensar em elenco e como seguirá a renovação, mas também acho que dá para sonhar agora com um bom resultado no Campeonato Mundial. A derrota na final faz parte, acontece. Mas o que fica é a superação e o crescimento do time.

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domingo, 27 de abril de 2014 Superliga | 16:15

Unilever cresce na fase final e fatura com sobra a Superliga

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A final foi diferente, mas o desfecho da Superliga feminina 2013/2014 foi com um velho conhecido no topo. Pela nona vez, o Unilever conquistou o título nacional. Depois de tantos anos encarando o time de Osasco na decisão, a equipe carioca dessa vez tinha o Sesi pela frente. Com começo arrasador e apenas uma bobeada no terceiro set, o elenco comandado por Bernardinho fez 3 sets a 1 se sagrou campeão de novo.

Alexandre Arruda/Divulgação CBV

Unilever é campeão da Superliga pela nona vez

O que fez o Unilever levar mais um título? Nesta temporada, o time sofreu críticas (eu me incluo nisso também), passou por altos e baixos e teve algumas derrotas bem inesperadas pelo caminho. A lesão de Fofão que a deixou parte do campeonato fora de jogo prejudicou. Roberta ainda é uma levantadora nova e não é nem justo compará-la a Fofão. Valeskinha também se machucou e aí deu lugar a Carol, mais uma central considerada baixa, mas que a exemplo da companheira de posição Juciely, sabe compensar com técnica e tempo de bola no bloqueio. Carol virou titular com méritos.

A equipe chegou aos playoffs sem aquele favoritismo disparado das outras temporadas, mas como já comentamos por aqui, cresceu na hora certa. Foi um novo time no momento da decisão, com jovens como Gabi e Carol assumindo a responsabilidade e a sérvia Mihajlovic virando e sendo destaque em alguns jogos desta fase final. Quando tinha que ter calma para virar um placar ou se manter à frente, o Unilever cumpriu seu papel e ganhou força a partir das quartas de final.

Saiba como foi a vitória do Unilever sobre o Sesi set a set na final da Superliga

Alexandre Arruda/CBV

Bernardinho fez o time crescer nos playoffs e comandou mais um título nacional

A partida deste domingo não foi diferente. Logo nos dois primeiros sets deu um passeio com saque que atrapalhou a recepção do Sesi e contou com os bloqueios de Carol  e companhia na rede. E se acontecia um rali, e foram diversos ao longo da partida, a tranquilidade para definir estava do lado carioca. Por exemplo, no primeiro set, um dos primeiros ralis vencidos pelo Sesi já foi com 18 a 10 no placar.  Os números do jogo comprovam isso, tanto que a maior diferença entre os times foi no ataque: 44 a 34 para o Rio.

O Sesi ainda tentou reagir e fez um excelente terceiro set com uma tática do técnico Talmo de Oliveira. A oposta Ivna parou demais no bloqueio rival. Por isso, ele improvisou Dayse como oposta e colocou Pri Daroit como ponteira ao lado de Suele. Deu certo e foi Dani Lins quem passou a trabalhar com passe na mão. Mas ainda na parcial, o Unilever reagiu com uma seqüência de cinco pontos ou mais e embalou de novo.

Veio o quarto set e a decisão. Apesar de um placar um pouco mais equilibrado, o time carioca seguiu na frente e quando o lado paulista parecia que ia reagir, errava ou ficava em um bloqueio. Teve um rali com uma linda defesa de Suele, por exemplo. A bola subiu, Dani Lins correu e olhou para Pri Daroit. As duas pararam e a bola caiu no meio. Não dá para fazer isso na final, ainda mais contra o Unilever. Com bola na mão, Fofão chamou Carol, que colocou a bola no chão e definiu os 3 a 1.

O Sesi avançou para a final ao eliminar o Moliço/Nestlé com ótimas atuações de Dani Lins e Fabiana. O time depende da dupla e os 10 pontos de Fabiana não foram suficientes neste domingo. Com passe ruim, a central ficou apagada em diversos momentos do jogo. Já o Unilever variou mais as jogadas, trabalhou mais tempo com uma recepção que ajudou Fofão e, principalmente, acho que teve tranquilidade para definir ralis e pontos importantes. Como disse, cresceu na competição quando precisava, ganhou força e se mostrou gigante na final. Para o Sesi valeu ter mudado a história. Mas o título ficou do lado de quem foi melhor, do começo ao fim.

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domingo, 13 de abril de 2014 Superliga | 15:10

Sada Cruzeiro fatura Superliga e é o grande nome do vôlei masculino

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Na final da Superliga masculina da temporada 2012/2013, o Sada Cruzeiro encarou o RJX e perdeu na casa dos rivais. Depois disso, o time mineiro não soube mais o que era ser derrotado em decisões. Venceu Mineiro, Copa do Brasil, Sul-Americano, Mundial de Clubes e, na manhã deste domingo, conquistou a Superliga 2013/2014. É, sem dúvida, o grande time do vôlei no Brasil.

divulgação

Sada Cruzeiro é campeão da Superliga 2013/2014

A partida desta manhã prometia equilíbrio, como foi a final da Copa do Brasil, por exemplo. E no começo o placar até ficou parelho, mas pelos erros dos dois lados. Wallace foi bem e colocou a bola no chão para assegurar 1 set a 0 ao Sada Cruzeiro. Na parcial seguinte, o time mineiro se manteve melhor e conseguiu abrir pela primeira vez três pontos no duelo. Destaque para Filipe, seguro no passe e decisivo no ataque. Mais um set vencido pelos cruzeirenses, dessa vez com um ace de Éder.

Veio o terceiro set para liquidar a partida. Logo no começo, Leal deu um manchetão para devolver a bola e o Sesi deixou cair num golpe de vista. A bola foi dentro e o placar marcou 4 a 1. E esse foi só um dos muitos erros do time paulista. A equipe comandada por Pacheco chegou a errar cinco saques seguidos. Não dá para ganhar jogo, ainda mais uma final, assim. Quando acertaram o serviço. era tarde demais. Depois do primeiro match point do Sada Cruzeiro, Lucarelli foi para o saque e fez três ótimos serviços. Mas no primeiro contra-ataque, bola no chão com Wallace e vitória e título para a equipe mineira.

Mais sobre o set a set da partida

Mais uma vez, o Sada Cruzeiro prova o quanto vale manter uma base e seguir com projeto. O time campeão deste ano tem quase as mesmas peças do vice do ano passado. E quem não estava por lá, chegou muito bem, como o central Éder, por exemplo. Uma equipe não chega a tantas finais e soma tantos títulos a toa. Eles formam o time do momento com méritos e que sirvam de exemplos para outros elencos da Superliga.

Do outro lado, o Sesi foi quem mais investiu, contratando, por exemplo, Lucão e Lucarelli. Entretanto, a equipe mal jogou hoje. Pareciam nervosos desde o começo e a série de erros no saque são indício disso. Apesar do ótimo elenco, sentiu a pressão e não levou perigo ao Sada Cruzeiro, que arrasou com Filipe e Wallace no ataque, além de William no levantamento e todo o elenco.

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segunda-feira, 27 de janeiro de 2014 Superliga | 09:40

Pelo que li, a final da Copa Brasil foi um jogão

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Pois é, quem estava em São Paulo neste final de semana teve que apenas ler e acompanhar comentários sobre a final masculina da Copa Brasil. A TV Globo transmitiu a final da Copa São Paulo de futebol júnior e a decisão no vôlei não passou nem na tv a cabo.

A partida foi vencida pelo Sada Cruzeiro diante do Sesi por 3 sets a 2 e diversos jogadores foram às redes sociais reclamar da falta de transmissão. “Pelo que “li” foi jogão Sada x Sesi, obrigado pela belíssima transmissão para São Paulo”, comentou João Paulo Bravo, do Brasil Kirim, time de Campinas. Quem estava envolvido na final também falou: “Gostaria de agradecer a rede Globo em nome dos meus familiares de São Paulo!! Pq? Pq não vão transmitir a nossa final!”, postou William, levantador campeão como Sada Cruzeiro.

Leia mais: Jogadores reclamam da não transmissão da final da Copa Brasil para São Paulo

Eles estão errados ou exageraram? Acho que não. O vôlei luta, temporada após temporada, para ter e manter os patrocinadores. E esses patrocinadores querem mais espaço na mídia, principalmente na TV. Quando eles terão esses espaços sem transmissão de jogos?

Voltando a falar de vôlei, a final da Copa Brasil foi o reflexo da Superliga. Com RJ Vôlei fora da briga depois de tantos problemas, Sada Cruzeiro e Sesi parecem mesmo os donos da modalidade neste ano. Temos tudo para ver esse duelo Minas x São Paulo também na decisão da Superliga.

E no feminino (com transmissão da TV), o Molico/Nestlé bateu o Sesi. Os finalistas até tiveram uma cara nova, mas o título ficou com velho conhecido Osasco. Isso mostra que o time de Luizomar de Moura soube lidar bem com as poucas mudanças no elenco, como as trocas das ponteiras. Gabi é baixa, mas forte e sabe virar. Já pelo meio, Thaísa segue em ótima forma.

Se no masculino já temos favoritos, no feminino ainda há uma briga boa. O Molico tem grandes chances de estar em mais uma final de Superliga, mas do outro lado pode ter uma cara nova. O Sesi foi bem na Copa do Brasil, mas precisa agora repetir o desempenho na Superliga para sonhar. Já o Vôlei Amil segue embalado, já soma sete vitórias seguidas e tem boas chances de chegar lá. E não dá para esquecer do Unilever… Será que finalmente a Superliga vai ter uma final diferente?

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terça-feira, 7 de janeiro de 2014 Superliga | 11:13

Final em casa na Superliga, ou não…

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Há tempos a fase final da Superliga gera discussão. Muito ainda se fala da decisão em jogo único e tem uma boa parte da torcida que pede a volta dos playoffs também para a disputa do ouro. Ou então há reclamação da final ser em campo neutro, com o mando da CBV. Agora, pelo menos esse segundo ponto pode ser resolvido. Apenas pode…

A CBV fez uma reunião no começo da semana e apresentou uma comissão gestora, que visa ouvir mais atletas e dirigentes e tentar melhorar a Superliga. Também anunciou mudanças e uma delas foi em relação à final. A briga pelo título ainda será um jogo único, mas a partida decisiva será no estado do time dono da melhor campanha na fase de classificação.

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A primeira vista parece bem justo, afinal, a cidade não será mais escolhida antes mesmo da competição começar e, com isso, pode se evitar jogos como Cimed x Montes Claros, com o antigo time de Florianópolis campeão no Ibirapuera, em São Paulo, na temporada 2009/2010. Ou Unilever x Osasco, com título para as cariocas no Mineirinho, em Belo Horizonte, um ano depois.

Entretanto, a mudança premia o time de melhor campanha na primeira fase, certo? E quem garante que essa equipe vai passar pelos playoffs e chegar à final? No momento, os líderes são Sesi no masculino e Molico/Nestlé no feminino. Ok, há grandes chances de esses times realmente passarem para a final pelo elenco e pelo que estão mostrando até agora no torneio. Mas não há garantias de que a decisão seja mesmo no estado de um dos finalistas.

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Além disso, como lembrou a colega Carol Canossa, do Saída de Rede, a CBV ainda exige que a final seja em um ginásio com capacidade de, ao menos, 5 mil pessoas. E nem metade dos times que disputa o torneio se enquadra na regra. É o caso dos atuais líderes e de outros que têm chance de jogar pelo ouro, como o Vôlei Amil. Eles podem jogar em São Paulo, no Ibirapuera, por exemplo, já que a regra da CBV fala em estado da equipe de melhor campanha. Ainda assim, não será realmente em casa, nos seus ginásios.

Ter essa mudança é uma coisa boa e mostra avanço. Mas ainda há muito o que ser decidido e melhorado.

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quarta-feira, 10 de abril de 2013 Superliga | 14:35

Ranking, set de 21 pontos, Bernardinho, mercado e quase férias

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*atualizado às 15h21

Galera, estou de férias na redação do iG, mas sigo acompanhando o que acontece no vôlei nesta semana. Fico por aqui (por isso o “quase férias” do título) até a final da Superliga masculina e como essa semana começou agitada, resolvi colocar o papo em dia no blog. Teve ideia de diminuir número de pontos por set, novo ranking de atletas, movimentação no mercado e uma confirmação que a gente já esperava, mas que mesmo assim deve ter sido comemorada.

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A novidade desta quarta-feira é que a FIVB estuda diminuir os sets de 25 para 21 pontos. A ideia será testada na Liga europeia e serviria para diminuir o tempo dos jogos. O assunto já rendeu comentários no Twitter. Estava agora mesmo comentando isso com Gustavo. O central gostou da ideia e ainda deu uma sugestão: “Melhor os 21 pontos, na minha opinião, e um tempo a menos. Substituições mais rápidas!”, me respondeu ele. Com uma parada a menos e menos pontos, o jogo pode ficar mais ágil. Ainda assim, não perderá a essencial. Não sei se só quatro pontos fariam tanta diferença, mas quem sabe a mudança não dá certo? Como estávamos falando no Twitter, jogos de mais de 2h30 ou 3h são bem cansativos. E vocês, galera, o que acham dessa ideia?

Outro assunto foi o ranqueamento, que gerou algumas polêmicas nesta temporada. Quantas vezes escrevi ou comentaram que o Sollys/Nestlé era a seleção brasileira? Quem não lembra das reclamações de Zé Roberto Guimarães depois da semifinal da Superliga? Pois bem, uma das selecionáveis terá que deixar o time.

Alexandre Arruda/CBV

Fernanda Garay agora é 7 no ranking da CBV

Cada equipe pode somar 32 pontos, mas pode contar com, no máximo, três jogadoras com sete pontos, valor mais alto do ranking. E depois do bicampeonato olímpico, Fernanda Garay foi promovida ao grupo de sete pontos. A classificação acho que é justa, afinal, a ponteira fez uma excelente temporada e nas Olimpíadas de Londres tirou o lugar de Paula Pequeno e foi importante para a seleção. Como o ranking leva em conta o que a atleta fez no ano anterior, Fê Garay deveria mesmo ser 7.

Veja o ranking completo das atletas da Superliga feminina

Agora, além dela, Thaísa, Jaqueline e Sheilla são as atletas do Sollys/Nestlé com pontuação máxima. Uma delas terá que sair. Qual faria menos falta? Não tenho ideia. Alguns boatos falam que é a própria Fê Garay quem vai deixar o time. Não sei, mas qualquer uma fará falta porque todas são destaques em suas posições. O Sesi já tentou levar a Jaqueline e o time paulista tem Fabiana e Tandara como 7 no momento. Ah, e Tandara foi o mesmo caso de Garay. Ela mudou de pontuação nesta temporada. Mas aí acho que contou não a seleção, até porque ela conseguiu o seu lugar no time, mas é reserva, mas o crescimento ao longo da Superliga. Bom, vou parar de fazer suposições e deixar para os dirigentes do Sollys e dos outros times se acertarem com isso… Mas quem quiser comentar e montar o seu time, fique à vontade!

Falando em montar time, o mercado teve mudança e confirmação nesta semana. Pacheco é o técnico do time masculino do Sesi, na vaga deixada por Giovane. Apesar de achar que houve falha na semifinal por não ter um plano B para a lesão de Serginho, que jogou no sacrifício o tempo todo contra o Sada/Cruzeiro, gostava do trabalho de Giovane. Mas Pacheco tem mais experiência no banco, diversas finais de Superliga e o time paulista segue em boas mãos. O ruim disso é ver a equipe de Campinas que ficou sem patrocinador já perdendo gente também.

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Alexandre Arruda/CBV

Bernardinho segue na Unilever e na seleção

Outro técnico foi notícia, só que pela confirmação. Bernardinho, campeão da Superliga, segue na Unilever e na seleção brasileira. Tem gente que pode falar, reclamar do jeito dele ou se algumas decisões como cortes e tal, mas Bernardinho é um treinador e tanto. Ele mexeu na Unilever em diversos jogos da Superliga e isso fez o time mudar e vencer. Até na final, as jogadoras falaram que mudaram de postura após uma conversa dele do segundo para o terceiro set. A torcida carioca deve ter comemorado a decisão, ainda mais depois de o próprio Bernardinho ter comentado no começo da temporada ao Diário de São Paulo, se não me engano, que estava cansado e que seguiria só com um dos times, a Unilever ou a seleção. Mas ainda assim, era uma decisão esperada. Ary Graça já tinha dito que seguiria no time nacional, e não o imagino fora da Unilever. Alguém imagina?

A semana ainda deve render mais assuntos, afinal, a decisão da Superliga masculina será no domingo, no Maracanãzinho. Eu sigo nas minhas “quase férias” e, por isso, posso ficar um pouco distante nos próximos dias. Mas volto para a final RJX x Sada/Cruzeiro!

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domingo, 7 de abril de 2013 Sem categoria | 11:50

Unilever reage, vira contra Sollys e é campeão da Superliga

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Unilever e Sollys/Nestlé fizeram um duelo e tanto na manhã deste domingo. Depois de perder os dois primeiros sets, o time carioca começou uma reação, passou a defender mais e levou o jogo ao tie-break com direito a um passeio no quarto set. Na hora de decidir, abriu no placar e liquidou a decisão. Título da Superliga volta para o Rio!

No começo, o Sollys jogou solto e foi superior. Logo no primeiro set foram quatro pontos diretos de serviço. A recepção do Unilever também não estava em um bom dia, o que ajudou as paulistas. Elas jogaram mais soltas e pareciam ter mais facilidade na virada de bola. Ali dava para ver a seleção em quadra, fazendo a diferença com Thaísa, Sheilla, Fe Garay…

Primeiro e segundo sets foram parecidos, com Sollys liderando o tempo todo. Já a terceira parcial começou diferente e o Unilever assumiu a frente do placar. Será que era hora de virar o jogo?

O Unilever tentou, mas logo o Sollys virou, ainda em 10  a 9. Só que o time carioca passou a defender mais neste set e voltou à liderança. Fabi, que não parecia em seu dia, pegou belos ataques de Fernanda Garay. Todo mundo parecia mais atenta daquele lado da quadra e Gabi começou a virar. A bola batia no bloquieo e sempre tinha alguém ali para recuperar e seguir a jogada. O Sollys ainda buscou, chegou ao 22  a 20, mas um bloqueio em cima de Sheilla liquidou a parcial. Era a hora de crescer e salvar o jogo, e foi isso que o time carioca fez.

A vitória na terceira parcial fez bem ao Unilever. Depois de vencer um rali e tanto, a equipe aplicou 12 a 3 no placar! Agora, quem joga com facilidade é o Unilver, com passeio em quadra e diversas defesas e coberturas. O Sollys também se arrumou e ajudou a ter vários ralis, mas o time do Rio cresceu no jogo e mostrou atenção na cobertura, sem nenhuma jogada perdida. E se no começo o nome era Saraha Pavan, aos pouco as outras começar a virar, como Natália. A jogada de meio também apareceu mais. Mais inteiro, o Unilever venceo o set sem problemas.

E depois de dois jogos decididos no tie-break, a final foi para o quinto set. De um lado, Sollys tenta vibrar e contar com torcida para voltar para a briga. Do outro, Unilever tenta se segurar na frente. Melhor para o time de Bernardinho, que abriu antes da virada de quadra e segurou a vantagem. No contra-ataque de Natalia, bola no chão, 15 a 9 no placar e título para Unilever.

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