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Posts com a Tag fê garay

domingo, 2 de junho de 2013 Seleção feminina | 13:34

Título para abrir a temporada da seleção feminina

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Primeira competição da temporada e primeiro título para a seleção brasileira feminina de vôlei. A equipe comandada por José Roberto Guimarães venceu a Rússia por 3 sets a 0 (25/23, 25/23 e 25/22) e faturou o ouro no torneio Montreux Volley Masters. E claro que é ótimo começar um ciclo olímpico com título e sem perder nenhum set na competição!

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Festa das brasileiras com título no torneio de Montreux

O Brasil foi para a Suíça renovado e a experiência deu certo. Na primeira fase, sem entrosamento e com muitos erros na recepção, a equipe venceu, mas teve um certo trabalho. Depois, parece ter se soltado em quadra e dominado a situação. Neste domingo, teve que buscar o resultado no primeiro set, mas empatou no final em 20 a 20 e venceu. Em seguida, se manteve firme e fechou os outros sets, com quase um passeio na última parcial.

Veja mais detalhes da final Brasil x Rússia

Agora, com título na mão, o que dizer dessa seleção brasileira? Vocês comentaram por aqui da questão da altura. Sim, esse time ficou um pouco baixo, mas se virou. E tem horas, no bloqueio por exemplo, que nem sempre ser gigante é a resposta para tudo. Tanto que, mesmo mais baixo, o Brasil de novo teve destaque nesse fundamento, com 17 pontos na partida. E no ataque, virou quando entendeu que não valia a pena encarar as jovens grandonas da Rússia.

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E em a atuação individual? O que vocês acharam? Sigo com Fernanda Garay como um dos destaques. A ponteira vem numa crescente desde que assumiu a titularidade lá em Londres, foi a capitã no Montreux e segura. Ela está à vontade em quadra e tem lugar certo nesse novo ciclo. Foi eleita com merecimento a MVP do torneio. Já na outra ponta, Pri Daroit foi bem no torneio. Ela também foi uma segurança na rede e ainda tem a vantagem de contar com um saque que atrapalha a recepção rival. Será que ela conseguiu entrar na briga pela posição?

No meio, Juciely chamou mais a atenção que Adenízia. Pode ser impressão, mas escutava mais o nome dela. E a central, mais uma da ala as baixinhas, mostrou agilidade no bloqueio e colaborou para o time. Pode já ter 32 anos e ainda ser novata na seleção, mas deu o recado.

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Para completar, Monique acabou como oposta. Tandara, com dores no ombro, nem foi relacionada. Ela tem um estilo diferente, não é tanto de pancada, mas também correspondeu. E sua irmã Michelle neste domingo entrou também na posição nas inversões de 5-1. Deu certo, tanto que o Brasil reagiu no primeiro set e embalou para a partida.

Começar com título é sempre bom e Zé Roberto agora é quem precisa decidir quem segue no time, se volta com mais veteranas e como será a seleção daqui para frente!

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sábado, 1 de junho de 2013 Seleção feminina | 15:39

Seleção feminina na primeira final da temporada

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*atualizado às 18h22

O Brasil está na decisão da Montreux Volley Masters! A seleção feminina venceu, agora há pouco, a República Dominicana por 3 sets a 0, com parciais de 25/19, 25/18 e 32/30, e vai disputar a primeira final da temporada. E o jogo desta tarde foi o primeiro teste de fato da equipe até aqui.

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Fernanda Garay foi a maior pontuadora do Brasil na semifinal

O time de Zé Roberto havia passado por Suíça, juvenis da China e reservas da Rússia. Mas agora tinha pela frente as dominicanas com jogadoras experientes, como De La Cruz, Castillo e companhia. O jogo foi o mais equilibrado e acho que o Brasil se comportou bem. Abriu no primeiro set, viu as rivais melhorarem com uma inversão de 5-1, mas logo fechou. Depois, buscou o placar na segunda parcial e, de novo, deslanchou no final para vencer. E no último set, dificuldade para acabar com a partida, mas um bloqueio resolveu o jogo.

Falando em bloqueio, o Brasil deu lavada no fundamento, marcando 18 pontos nas três parciais. No terceiro set, por exemplo, uma das viradas veio com sequência de pontos de bloqueio. Destaques para Juciely (ela costuma resolver no bloqueio na Unilever e aparece também agora na seleção), Adenízia e Pri Daroit.

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Além disso, a seleção não cometeu tantos erros bobos e até por isso venceu os dois primeiros sets depois de ver a situação ficar equilibrada. Já as dominicanas… Elas deram 25 pontos ao Brasil em erros! Ou seja, a equipe nacional teve que, de fato, vencer dois sets para acabar com a partida.

Como disse no outro post, acho bom Zé Roberto manter a sua equipe em quadra. De novo, só Suelen entrou em passagens de saque. O resto foi o mesmo e elas conseguiram se encontrar, virar o placar e sair com a vitória. Vi também alguns lindos ataques de Fê Garay pelo fundo e se no outro comentário elogiei Pri Daroit, aqui aprovo a atuação da outra ponteira. E Garay foi a maior pontuadora, com 15 bolas no chão. Ela está segura e confiante em quadra! Assumiu bem o papel de ser uma das experientes do time e também a capitã.

Agora é esperar a final neste domingo. A decisão será às 11h (horário de Brasília) e quem estará do outro lado será a Rússia.  A equipe venceu a Itália por 3 sets a 2 na segunda semifinal. Será que o Brasil repete a vitória da fase classificatória? Amanhã a gente descobre! Até lá!

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quarta-feira, 29 de maio de 2013 Seleção feminina | 20:01

Seleção feminina e o time juvenil da China

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O segundo jogo do Brasil na Montreux Volley Masters foi diante da China, nesta quarta-feira. Só que em quadra, nada daquele time de conhecidas como Yimei Wang. Longe disso. Antes mesmo da partida, Sheilla comentava nas redes sociais: “Detalhe, a jogadora mais velha da seleção chinesa tem 19 anos!!! To velha mesmo!!!”. Pois bem, a rival da seleção era equipe juvenil do país asiático, que usa o torneio como preparatório para o Mundial da categoria. E o resultado foi mais uma vitória para o Brasil, como o esperado por atuar com sua seleção adulta, mas de novo com erros.

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Logo de cara, a China saiu na frente e marcou uns cinco pontos em erros do Brasil. O segundo set, por exemplo, teve algumas viradas no placar. Ok, posso estar sendo exigente demais, mas não dava para esperar mais do time brasileiro, mesmo que no comecinho da temporada, diante de uma equipe juvenil?

O placar foi de 25/19, 27/25 e 25/23. Pri Daroit e Fê Garay comandaram os ataques do Brasil. O bloqueio também fez a sua parte, com 12 pontos contra quatro das chinesas. O Brasil venceu porque, mesmo a esta altura, é mais time e tem técnica. Está sofrendo com erros (21 nos três sets) e com a a falta de entrosamento. Isso vem com o tempo, não tem jeito, afinal, Zé Roberto mexeu um pouco no time. Agora tem de novo Pri Daroit, tem a estreia de Monique, volta de Fabíola…

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Com o resultado, o time nacional está na semifinal e encara a Rússia nesta quinta-feira. Se vencer, fica com a primeira colocação do grupo. Dá para esperar menos erros dessa vez?

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segunda-feira, 27 de maio de 2013 Seleção feminina | 19:09

Ano da seleção começa com mais novatas que veteranas

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Começa nesta terça-feira mais um ciclo olímpico para a seleção feminina brasileira de vôlei. As comandadas por José Roberto Guimarães estreiam na Montreux Volley Masters diante da Suíça, às 16h (horário de Brasília). E para o início do trabalho, mais caras novas do que veteranas. Quem vai ser sair bem e se firmar na equipe para o ciclo que vai até 2016?

Veja os horários de jogos da Montreux Volley Masters

CBV

Tandara, Fê Garay e Ellen: mistura na seleção brasileira para começar o ciclo olímpico

As mais experientes são Dani Lins e Fabíola, Tandara, Fê Garay, Adenízia e Camila Brait. Já entre as novatas, tem gente que nem é tão nova assim na idade, mas que tem pouca rodagem da seleção, como Juciely. E outras como Claudinha, Monique, Ellen, Pri Daroit, Michelle, Letícia Hage e Suellen.

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Primeiro as veteranas… Acho justa a volta de Fabíola ao time e, até agora, não entendi o seu corte para levar a Fernandinha para as Olimpíadas de Londres. Dani Lins cresceu em 2012, segurou o time em Londres e Fabíola fez de novo uma boa Superliga. Vale apostar nelas mais uma vez. Já Camila Brait tem tudo para mostrar o seu potencial sem ter que dividir o posto por enquanto com Fabi. A será a vez de Tandara aparecer como oposta. Ela também melhorou na Superliga, conseguiu ser a jogadora de segurança em diversos jogos, principalmente na segunda parte do torneio.

No lado das novatas, quero ver o desempenho de Claudinha. Como ela vai ser sair em um time grande, com mais responsabilidade. Ela vai trabalhar com Zé também no Vôlei Amil e pode ajudar nesse novo ciclo, afinal, o Brasil sofreu com levantadoras ultimamente. Dani foi fundamental em Londres, como já disse, mas isso foi uma boa surpresa.

Na posição de oposto, Monique deve colocar pressão em Tandara. Ela cresceu no Praia Clube e teve que ajudar o time quando Herrera se machucou. Já as ponteiras, quero ver Ellen, o rosto novo. A jogadora se destacou no Pinheiros, uma equipe com atletas pouco conhecidas, mas que deu trabalho. Ellen se mostrou forte no saque e consciente na rede, apesar de seus 1,79m. Vamos se terá chance na seleção e como ela se sai.

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CBV

Juciely tem 32 anos, mas é umas jogadoras da ala das menos experientes da seleção

Tem ainda as centrais. Juciely é baixa para a posição (1,84m), não é mais tão nova (tem 32 anos, 10 anos a mais que Letícia, outra central que vai para a Montreux), mas é veloz e excelente jogadora. As últimas Superligas deixaram isso bem claro. Ainda pode ser aproveitada por Zé Roberto. Pena que Bia e Angélica estão machucadas e não viajaram com a seleção. Bia, por exemplo, apareceu mais até que Fabiana no Sesi na última temporada. E Angelica foi mais um destaque do Praia Clube. Espero que ainda tenham chances.

Se há um momento para testar e colocar mais novatas que experientes em quadra é agora. E que a altura não seja um problema, porque essa seleção está um pouco baixa e, se ganha na velocidade, pode perder na marcação.

A Montreux é só o primeiro torneio da temporada e vale a pena já começar a mexer no time para ter tempo para pensar em formações, analisar desempenhos até ter um time lá no meio do ciclo que deve serguir até as Olimpíadas. Mais para frente, com Grand Prix e tal, as velhas conhecidas Sheilla, Thaísa, Fabiana e companhia devem voltar. Por enquanto, boa sorte para quem chegou! E bom desempenho para quem já estava no time!

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sexta-feira, 15 de março de 2013 Superliga | 22:58

Sollys/Nestlé mostra sua seleção é o primeiro finalista

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A Superliga feminina já tem o seu primeiro finalista e é um velho conhecido. O Sollys/Nestlé acabou de fazer 3 sets a 0 diante do Vôlei Amil (25/19, 25/16 e 25/20), encerrou a série semifinal em 2 a 0 e avançou para a decisão. Resta saber se encara Unilever ou Sesi na briga pelo título.

Esse resultado, sem desmerecer em nada a equipe de Campinas, já era esperado. Todo mundo já cansou de dizer, mas a realidade é que o Sollys é praticamente a seleção e todo mundo está jogando bem. Fernanda Garay é um destaques da Superliga, Sheilla aparece no momento certo, Thaisa e Adenízia são fortes no ataque e no bloqueio, Jaqueline nesta noite resolveu no ataque e Fabiola, na segunda temporada no time, está mais do que entrosada e sabendo colocar todo mundo para jogar. Ainda tem Camila Brait no fundo.

Para facilitar, o saque do time de Osasco atrapalhou a recepção de Campinas. Com isso, elas conseguiram também colocar pressão no bloqueio e, em todos os sets, abriram vantagem sem muita dificuldade. Foi ainda uma lavada em pontos de ataque: 44 a 27 no final. O Vôlei Amil tentou e até se favoreceu justamente de erros do saque do Sollys no terceiro set, mas logo as visitantes se acharam de novo e fecharam.

A equipe formada por Zé Roberto fez um bom trabalho e cumpriu o objetivo no ano de estreia – como disse o treinador mais de uma vez, ele queria chegar à final do Paulista e às semis da Superliga. Saiu derrotado na duas, mas chegou lá. A mescla de juventude com experiência foi boa, mas as mais novas ainda precisam de rodagem e isso pesa e causa nervosismo na hora do vamos ver.

E agora, mais do mesmo com Sollys x Unilever na decisão? Ou o Sesi pode surpreender e levar a decisão da série semifinal para o terceiro jogo? Meu palpite é que  duelo será mais equilibrado do que o desta noite, mas quem ainda deve levar a melhor é a equipe carioca. E vocês? O que acham?

Desabafo de Zé Roberto

Depois do jogo, o técnico José Roberto Guimarães aproveitou para reclamar da CBV e do ranking das atletas. A pontuação foi criada para equilibrar as equipes e “espalhar” as jogadoras da seleção brasileira. O Sollys/Nestlé herdou atletas do extinto Finasa e, com isso, tem gente “barata” ou que não custa nada, como Adenízia, formada na base de Osasco. Com essas brechas no ranking, a equipe formou essa seleção que comentamos acima.

Será que isso é justo? Para Zé Roberto, não. Ele pediu a revisão do sistema do ranking, citou o caso de Adenízia e ainda completou: “Tem que ser revista a questao dos pontos porque se não a final vai ser sempre Rio e Osasco e quem entra vai ficar com dúvida se vai ficar”.

E vocês, o que acham?

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quarta-feira, 29 de agosto de 2012 Diversos, Superliga | 20:47

Sollys/Nestlé é o "supertime" da temporada?

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O Sollys/Nestlé apresentou, nesta quarta-feira, a equipe para a temporada 2012/2013 do vôlei nacional. Além de manter a base atual campeã da Superliga, o time ganhou os reforços de Sheilla e Fernanda Garay. Olhando o elenco no papel, já dá para falar que a equipe de Osasco é o “supertime” desta temporada?

Apresentação do Sollys/Nestlé para a temporada 2012/2013

Apresentação do Sollys/Nestlé para a temporada 2012/2013

Nomes para sustentar esse status o Sollys/Nestlé tem, sem dúvida alguma. E ter mantido a base que deu certo no ano passado é sempre bom, para qualquer equipe. Em 2011/2012, Fabíola se entrosou e foi bem ao lado de Adenízia e principalmente de Thaísa, por exemplo. Jaqueline ajudou no passe e Camila Brait se destacou como líbero. Para completar, Hooker entrou dominando na rede.

Leia também: Sheilla revela ‘pressão’ das companheiras antes de acertar com o Sollys/Nestlé

Agora, Sheilla assume a responsabilidade da virada de bola, já que a norte-americana foi para o voleibol russo. Na ponta, Fê Garay fica com o lugar dividido por Ju Costa (que está no Azerbaijão) e Tandara (novidade do Sesi, mas falo disso daqui a pouco). Com isso, o time troca uma excelente oposta por outra que cresceu, e muito, nas Olimpíadas e voltou a ser decisiva para a seleção brasileira. Do outro lado da rede, conta com mais uma atleta destaque em Londres, que está melhorando também no fundo e tem potência no ataque. Ou seja, boa base já acostumada a jogar junta com uma bela combinação de novidades.

O Sollys/Nestlé se armou muito bem, mas acho que ele não estará sozinho na temporada. A Unilever, por exemplo. Perdeu jogadoras como Sheilla, Mari (vai jogar no Fenerbahce) ou Fernanda Venturini (aposentada, mais uma vez). Mas conta com Fofão, levantadora que ficou um ano sem time, mas que tem uma bagagem que dá segurança a qualquer elenco, além de ter mantido Natália, Régis, Valeskinha, Juciely, Amanda e Fabi. Ou seja, a base continua aí. E ainda contratou a canadense Sarah Pavan e falta a chegada de Logan Tom, um reforço e tanto de uma atleta que garante volume de jogo e experiência. O time ainda não relaciona a norte-americana em seu elenco, mas todos já dão a contratação como certa.

A equipe não deve, nesta temporada, ter o problema de falta de jogadoras como no ano passado. Mari não estava em bom momento e Natália estava machucada. Com isso, Bernardinho acabou muitas vezes sem opção de troca. Agora, pode ter perdido uma atleta decisiva como Sheilla, mas finalmente poderá contar com Natália. A dúvida por aqui é justamente sobre o técnico. Ele é esperado para seguir no comando e cumprir o contrato, mas já comentou que pode deixar ou a equipe carioca ou a seleção masculina neste ano.

Zé Roberto ao lado de Walewska e Fernandinha na apresentação ao Amil/Vôlei

Zé Roberto ao lado de Walewska e Fernandinha na apresentação ao Amil/Vôlei

Quem também chega e já pode dar trabalho é a Amil/Vôlei. O novo time de José Roberto Guimarães fez uma mescla interessante entre novatas e veteranas. Se tem a levantadora Fernandinha e a central Walewska, conta ainda com jogadoras da seleção de novas e que já foram destaque na Superliga, como ponteira a Priscila Daroit, a central Natasha e a oposto Ju Nogueira. Essa última, por exemplo, é uma nova, mas que ajudou bastante a Unilever quando atuou por lá. As estrangeiras são a búlgara Elitsa Vassileva, que atuou na Itália e é conhecida de Zé Roberto, e a cubana Daymi, que formou uma dupla muito efetiva com Herrera no Minas em 2011/2012.

Outro time a ter de reforçado e que deve figurar entre os grandes é o Sesi. Aqui, foram nove contratações. Dani Lins, destaque da medalha de ouro em Londres depois de ter conquistado o posto de levantadora titular, terá a companhia da experiente Carol Albuquerque na posição. Elisângela segue como oposta, mas terá do outro lado Tandara, que pode seguir como oposta e virar reserva ou voltar a atuar como ponta, e Suelle, mais uma jogadora que já passou pela Unilever e aprendeu muito por lá. Para completar, Fabiana comandará o time pelo meio-de-rede, ao lado de Natália, jovem, mas que vem se destacando desde os tempos de São Caetano. E ainda tem Sassá, sempre vista como segurança no fundo. Assim como a equipe de Campinas, o Sesi alia experientes e jovens e tem chances de ir além do quinto lugar da última Superliga.

Agora é com vocês. O Sollys/Nestlé é mesmo o “supertime” da temporada? Quem pode brigar com o atual campeão da Superliga? Deixe seu recado!

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sábado, 11 de agosto de 2012 Seleção feminina | 18:01

Brasil é bi em um jogo que resume a campanha em Londres

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É bi! A seleção brasileira feminina de vôlei é bicampeã olímpica! E a final diante dos Estados Unidos resumiu em quatro sets a campanha do time em Londres. A equipe foi atropelada na primeira parcial e, ainda assim, conseguiu se reencontrar para virar e ficar com a medalha de ouro.

Leia mais sobre a final: Brasil reage de novo, vence EUA e conquista o bi olímpico no vôlei feminino

Nas Olimpíadas, o Brasil começou com tropeços, com a cabeça baixa e sem convicção no ataque. Exatamente como foi no primeiro set. Depois, cresceu e mostrou psicológico equilibrado para se segurar em quadra e vencer. O ataque entrou com lindas pancadas. A defesa funcionou, recuperando bolas. O saque deu trabalho à recepção rival. Exatamente como foram nas outras três parciais da final, vencidas pelas brasileiras.

Esse ouro foi a medalha da superação. Eu cheguei a desacreditar na seleção depois de ver tantas atuações regulares e com panes, como durante o Grand Prix ou mesmo nas Olimpíadas. Mas, aos poucos, elas se uniram, acharam a regularidade e fez com que todos voltasse a acreditar na medalha. E ela veio!

O destaque da final foi Jaqueline. Depois de vários jogos ao longo da temporada com rendimento baixo no ataque, ela já tinha melhorado na fase final em Londres. Neste sábado, virou jogadora de segurança, virando bolas na pancada a partir do segundo set. E definir na pancada dá moral! A ponteira usou isso e foi a maior pontuadora da partida, com 18 acertos.

E o destaque para mim ao longo das Olimpíadas foi Dani Lins. Mais uma vez, tenho que fazer jus a atuação da levantadora. Ela saiu do banco, soube conquistar a posição de titular recolocando as meios no jogo e usando Sheilla pelo fundo, uma jogada que estava um pouco esquecida e não vinha surtindo tando efeito. Com isso, ganhou três armas e tanto no ataque e pode escolher com quem queria jogar. Na decisão, a partir do segundo set, usou e abusou de Fabiana, que virou quase todas (como a central também cresceu e se achou em quadra ao longo do torneio. Neste sábado, foi gigante no bloqueio), sentiu o bom momento de Jaqueline para o desafogo e seguiu com Sheilla. Thaísa também agradeceu as boas bolas.

Ah, e não tem como não falar das defesas do Brasil. Fê Garay parou de virar em alguns momentos na final, mas colaborou no fundo. Fabizinha, mas uma jogadora que foi vista como dúvida depois da temporada de Camila Brait, salvou lindas bolas na decisão. E foi graças ao volume de jogo que a defesa proporcionou que o jogo acabou ficando mais fácil contra os EUA. Nem Hooker, principal pontuadora da Olimpíada, conseguiu virar com tranquilidade. O Brasil estava bem posicionado, recuperou bolas e teve paciência para matar os contra-ataques.

Mas como já disse outras vezes aqui. A seleção passou a vencer quando colocou a cabeça no lugar e conseguiu ser mais regular em quadra. Se as jogadoras haviam sido convocadas era porque tinham méritos e qualidades. Mas a cabeça estava atrapalhando. Desde o Grand Prix, com atuação de altos e baixos e também no começo das Olimpíadas. Quando o grupo se uniu de fato e se organizou, o talento apareceu e elas ganharam mais um ouro.

E que infeliz coincidência dos Estados Unidos. Foram elas quem colocaram o Brasil na fase final com a vitória sobre a Turquia. E agora, elas ficam com a prata. Mas isso é a vitória do esporte. Elas venceram a Turquia porque eram melhores que as rivais. E hoje, venceu o Brasil porque soube reagir e ser melhor na final.

Para fechar, parabéns a Zé Roberto Guimarães. Ser tricampeão olímpico não é para qualquer um.

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sexta-feira, 3 de agosto de 2012 Seleção feminina | 10:21

Seleção feminina vacila de novo, mas vence China e respira

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*atualizado às 21h

O Brasil segue vivo no torneio feminino de vôlei das Olimpíadas. O time venceu a China nesta manhã, mas de novo vacilou em quadra e perdeu oportunidades de liquidar o jogo. No quarto set, por exemplo, elas abriram 24 a 21 e levaram a virada, tendo que decidir o jogo no tie-break.

A vitória saiu, mas a atuação ainda foi abaixo. Sim, já foi bem melhor que contra Estados Unidos ou Coreia, com menos erros, mais virada de bola e mais bloqueio. Entretanto, de novo, a seleção teve chances de acabar logo com a partida e não ter que viver mais um tie-break e não aproveitou. O que falta para colocar a bola decisiva no chão? O lado bom foi que, depois do susto de levar a virada no quarto set, dessa vez o Brasil não se abalou e reagiu na última parcial. Talvez por isso tanta empolgação das jogadoras após a partida, mesmo com um 3 a 2.

Leia mais detalhes da partida: Brasil bate China no vôlei feminino e mantém chance

Ainda não é hora de comemorar porque a seleção ainda depende dos outros resultados, além da vitória por 3 a 0 ou 3 a 1 sobre a Sérvia no domingo, para avançar às quartas. Mas um fundamento voltou a dar certo: o bloqueio. Essa foi sempre a melhor arma dessa geração e nesta sexta-feira marcou 18 pontos e contribuiu para os contra-ataques. O saque também entrou mais, tirando o erro de Thaísa quando estavam para fechar o quarto set.

Apesar da falha, Thaísa também voltou a acertar mais no ataque e no bloqueio e não merece levar a culpa e e nem cair no choro (ela foi para o banco lamentando erro e encheu os olhos de lágrimas). Sheilla também foi outra com boa atuação e acabou como a maior pontuadora, com 23 acertos. Aos poucos, está cumprindo o papel de oposta. Falando ainda em ataque, Fernanda Garay segue como o destaque. Mais uma vez foi acionada e correspondeu, soltando o braço e aproveitando as chances. É a mais regular do Brasil até agora nas Olimpíadas.

E como comentaram por aqui, vale falar da Dani Lins. Não ficou até hoje claro o corte de Fabíola  e eu mesma critiquei a escolha de Dani Lins, dizendo que ela era uma levantadora com técnica e talento, mas que falhava quando estava sob pressão. Nesta sexta, entrou como titular em um jogo que o Brasil precisava vencer e correspondeu. Quando conseguiu, recolocou as meios no jogo. Usou Sheilla e Garay para desafogar. Pode ter ganhado a vaga, ou pelo menos mais moral para entrar nas inversões.

Agora é esperar pelo jogo contra a Sérvia e ver se os apagões acabam de uma vez por todas. Falei no post passado que a primeira coisa a ser acertada na seleção seria o lado psicológico, o que melhorou um pouco. Falta a tal regularidade, que ainda não apareceu nesta temporada. E, se chegar ao set point, acertar a bola decisiva.

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