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Posts com a Tag Fabíola

segunda-feira, 27 de maio de 2013 Seleção feminina | 19:09

Ano da seleção começa com mais novatas que veteranas

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Começa nesta terça-feira mais um ciclo olímpico para a seleção feminina brasileira de vôlei. As comandadas por José Roberto Guimarães estreiam na Montreux Volley Masters diante da Suíça, às 16h (horário de Brasília). E para o início do trabalho, mais caras novas do que veteranas. Quem vai ser sair bem e se firmar na equipe para o ciclo que vai até 2016?

Veja os horários de jogos da Montreux Volley Masters

CBV

Tandara, Fê Garay e Ellen: mistura na seleção brasileira para começar o ciclo olímpico

As mais experientes são Dani Lins e Fabíola, Tandara, Fê Garay, Adenízia e Camila Brait. Já entre as novatas, tem gente que nem é tão nova assim na idade, mas que tem pouca rodagem da seleção, como Juciely. E outras como Claudinha, Monique, Ellen, Pri Daroit, Michelle, Letícia Hage e Suellen.

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Primeiro as veteranas… Acho justa a volta de Fabíola ao time e, até agora, não entendi o seu corte para levar a Fernandinha para as Olimpíadas de Londres. Dani Lins cresceu em 2012, segurou o time em Londres e Fabíola fez de novo uma boa Superliga. Vale apostar nelas mais uma vez. Já Camila Brait tem tudo para mostrar o seu potencial sem ter que dividir o posto por enquanto com Fabi. A será a vez de Tandara aparecer como oposta. Ela também melhorou na Superliga, conseguiu ser a jogadora de segurança em diversos jogos, principalmente na segunda parte do torneio.

No lado das novatas, quero ver o desempenho de Claudinha. Como ela vai ser sair em um time grande, com mais responsabilidade. Ela vai trabalhar com Zé também no Vôlei Amil e pode ajudar nesse novo ciclo, afinal, o Brasil sofreu com levantadoras ultimamente. Dani foi fundamental em Londres, como já disse, mas isso foi uma boa surpresa.

Na posição de oposto, Monique deve colocar pressão em Tandara. Ela cresceu no Praia Clube e teve que ajudar o time quando Herrera se machucou. Já as ponteiras, quero ver Ellen, o rosto novo. A jogadora se destacou no Pinheiros, uma equipe com atletas pouco conhecidas, mas que deu trabalho. Ellen se mostrou forte no saque e consciente na rede, apesar de seus 1,79m. Vamos se terá chance na seleção e como ela se sai.

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CBV

Juciely tem 32 anos, mas é umas jogadoras da ala das menos experientes da seleção

Tem ainda as centrais. Juciely é baixa para a posição (1,84m), não é mais tão nova (tem 32 anos, 10 anos a mais que Letícia, outra central que vai para a Montreux), mas é veloz e excelente jogadora. As últimas Superligas deixaram isso bem claro. Ainda pode ser aproveitada por Zé Roberto. Pena que Bia e Angélica estão machucadas e não viajaram com a seleção. Bia, por exemplo, apareceu mais até que Fabiana no Sesi na última temporada. E Angelica foi mais um destaque do Praia Clube. Espero que ainda tenham chances.

Se há um momento para testar e colocar mais novatas que experientes em quadra é agora. E que a altura não seja um problema, porque essa seleção está um pouco baixa e, se ganha na velocidade, pode perder na marcação.

A Montreux é só o primeiro torneio da temporada e vale a pena já começar a mexer no time para ter tempo para pensar em formações, analisar desempenhos até ter um time lá no meio do ciclo que deve serguir até as Olimpíadas. Mais para frente, com Grand Prix e tal, as velhas conhecidas Sheilla, Thaísa, Fabiana e companhia devem voltar. Por enquanto, boa sorte para quem chegou! E bom desempenho para quem já estava no time!

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terça-feira, 14 de maio de 2013 Diversos, Seleção feminina, Superliga | 15:48

Amil anuncia Claudinha e líderes já têm suas 'cabeças'

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O Vôlei Amil anunciou nesta terça-feira Claudinha como a levantadora para próxima temporada. Com isso, os líderes da última Superliga fecham as, digamos, cabeças de suas equipes. E acho que fizeram bons negócios.

Divulgação/ZDL

Claudinha é a nova levantadora do Vôlei Amil

O time de Campinas era justamente quem precisava de uma mudança. Zé Roberto apostou em Fernandinha, mas ela poderia ter mostrado mais. Ela sofreu com uma antiga dor nas costas e lesões e nem pode atuar em toda a temporada e, em alguns momentos, pecou nas decisões em quadra, sendo um pouco previsível. Pri Heldes entrou, e bem, em seu lugar, mas ainda é muito nova para assumir o time, apesar de ter futuro. Agora chega Claudinha.

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A ex-levantadora do Minas também é jovem, tem 25 anos, mas tem feito boas Superligas. Ela é habilidosa e ao mesmo tempo passa segurança em quadra e deve dar uma cara nova ao time. Além disso, terá dupla jornada para mostrar o trabalho a Zé Roberto, em Campinas e na seleção. Boa chance para dar um salto na carreira.

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Essa semana também foi de anúncios de renovações na Unilever. Seguem no time Sarah Pavan, Valeskinha e, já que o assunto do post são levantadoras, Fofão. Aos 43 anos ela vai para mais uma temporada e ainda comandando a equipe com aquela tranquilidade aparente que lhe é peculiar. É um exemplo a ser seguido e deve mesmo se manter em quadra enquanto o físico lhe permitir.

Sollys/Nestlé e Sesi, que completaram os quatro primeiros na temporada 2012/2013 já haviam renovado com suas levantadoras e também acertaram. Fabíola, além de ter conquistado a torcida, fez duas excelentes temporadas no Osasco, enquanto Dani cresce em Londres e ainda pode ajudar o time da capital.

Cabeças definidas, agora é seguir a movimentação nas outras posições! Gostaram dos negócios até aqui?

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sexta-feira, 15 de março de 2013 Superliga | 22:58

Sollys/Nestlé mostra sua seleção é o primeiro finalista

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A Superliga feminina já tem o seu primeiro finalista e é um velho conhecido. O Sollys/Nestlé acabou de fazer 3 sets a 0 diante do Vôlei Amil (25/19, 25/16 e 25/20), encerrou a série semifinal em 2 a 0 e avançou para a decisão. Resta saber se encara Unilever ou Sesi na briga pelo título.

Esse resultado, sem desmerecer em nada a equipe de Campinas, já era esperado. Todo mundo já cansou de dizer, mas a realidade é que o Sollys é praticamente a seleção e todo mundo está jogando bem. Fernanda Garay é um destaques da Superliga, Sheilla aparece no momento certo, Thaisa e Adenízia são fortes no ataque e no bloqueio, Jaqueline nesta noite resolveu no ataque e Fabiola, na segunda temporada no time, está mais do que entrosada e sabendo colocar todo mundo para jogar. Ainda tem Camila Brait no fundo.

Para facilitar, o saque do time de Osasco atrapalhou a recepção de Campinas. Com isso, elas conseguiram também colocar pressão no bloqueio e, em todos os sets, abriram vantagem sem muita dificuldade. Foi ainda uma lavada em pontos de ataque: 44 a 27 no final. O Vôlei Amil tentou e até se favoreceu justamente de erros do saque do Sollys no terceiro set, mas logo as visitantes se acharam de novo e fecharam.

A equipe formada por Zé Roberto fez um bom trabalho e cumpriu o objetivo no ano de estreia – como disse o treinador mais de uma vez, ele queria chegar à final do Paulista e às semis da Superliga. Saiu derrotado na duas, mas chegou lá. A mescla de juventude com experiência foi boa, mas as mais novas ainda precisam de rodagem e isso pesa e causa nervosismo na hora do vamos ver.

E agora, mais do mesmo com Sollys x Unilever na decisão? Ou o Sesi pode surpreender e levar a decisão da série semifinal para o terceiro jogo? Meu palpite é que  duelo será mais equilibrado do que o desta noite, mas quem ainda deve levar a melhor é a equipe carioca. E vocês? O que acham?

Desabafo de Zé Roberto

Depois do jogo, o técnico José Roberto Guimarães aproveitou para reclamar da CBV e do ranking das atletas. A pontuação foi criada para equilibrar as equipes e “espalhar” as jogadoras da seleção brasileira. O Sollys/Nestlé herdou atletas do extinto Finasa e, com isso, tem gente “barata” ou que não custa nada, como Adenízia, formada na base de Osasco. Com essas brechas no ranking, a equipe formou essa seleção que comentamos acima.

Será que isso é justo? Para Zé Roberto, não. Ele pediu a revisão do sistema do ranking, citou o caso de Adenízia e ainda completou: “Tem que ser revista a questao dos pontos porque se não a final vai ser sempre Rio e Osasco e quem entra vai ficar com dúvida se vai ficar”.

E vocês, o que acham?

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quarta-feira, 7 de novembro de 2012 Diversos | 22:17

Sollys/Nestlé é campeão paulista e fecha um 2012 perfeito

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Em 2012, o Sollys/Nestlé foi campeão da Superliga. Manteve a base, ganhou reforço de Sheilla e Fernanda Garay e foi campeão do Sul-Americano e do Campeonato Mundial de Clubes, título que o Brasil não conquistava desde o começo da década de 90. Agora, na última final deste ano, soma mais um título e volta a ser campeão paulista. Ou seja, ganhou todas as finais que disputou no ano e já soma 39  jogos invicto. Isso que é ser favorito e confirmar tal status em quadra.

Divulgação

Thaísa foi a maior pontuadora do jogo desta quarta-feira na decisão do Paulista

Na final desta quarta-feira, o time de Osasco encarou o Vôlei Amil. Como conversamos por aqui, era Zé Roberto de um lado e a praticamente a sua seleção brasileira do outro. E, depois de marcar 3 sets a 0 no primeiro jogo da decisão, as selecionáveis venceram de novo pelo mesmo placar e asseguraram o primeiro lugar no estadual.

A partida desta noite foi uma aula de bloqueio do Sollys/Nestlé. Foram mais de 13 pontos, sem contar as amortecidas. O rival de Campinas começou sofrendo na recepção, mas se virando um pouco mais no ataque. Ju Nogueira conseguiu uma sequência e o time reagiu, mas perdeu o primeiro set. Na segunda parcial, a recepção melhorou e o Vôlei Amil saiu de 12 a 6 para 13 a 12. Mas depois de ainda empatar em 14 a 14, o time se atrapalhou na definição das jogadas, viu o experiente Sollys/Nestlé crescer e vencer de novo. E o Osasco largou com 6 a 0 na terceira parcial. Apesar de alguns erros, seguiu agressivo, com bloqueio imponente e bons contra-ataques e liquidou o jogo. As parciais foram 25/18, 25/21 e 25/20.

E o Solly não contou com Sheilla, que se recupera de uma fratura no dedo do pé esquerdo depois de uma topada na quina da porta. Aí, valeu a experiência de um time de campeãs olímpicas, além de Camila Brait e Fabíola, com passagens pela seleção. Durante a semana, Jaqueline comentou a ausência da oposta e disse que Ivna, reserva de Sheilla, estava pronta, mas que a responsabilidade seria das mais “rodadas”. Foi assim, principalmente no primeiro set.

Reprodução/Twitter

Festa do campeão Sollys/Osasco no pódio

Thaísa começou virando tudo pelo meio e acabou como a maior pontuadora do jogo com 13 acertos. Além disso,  bola de segurança era para Jaqueline. Boas opções da levantadora Fabíola. Ivna marcou o primeiro ponto no segundo set. Em uma bola ela alivou, mas depois correspondeu e também virou bem. Ela era a mais jovem em quadra e não precisava ser exigida desde o começo. Viu Thaisa arrasando no ataque e Jaque e Fê Garay também correspondendo e, quando solicitada, já estava pronta. Uma jogadora como a Sheilla faz falta sempre, mas o elenco do Sollys/Nestlé compensou.

Divulgação

Bloqueio foi um dos melhores fundamentos do Sollys/Nestlé na decisão

No Vôlei Amil talvez ainda falte justamente maturidade. Ju Nogueira atuou como oposta e Pri Daroit é uma das ponteiras. As duas ainda são jovens e precisam de mais bagagem. Para a Superliga, o time vai contar com a búlgara Vasileva, uma oposta também jovem, mas que atuou na Europa e pode chamar mais a responsabilidade na virada de bola para não deixar chances escaparem, como no segundo set, quando tirou aquela diferença de seis pontos.

O Campeonato Paulista, tanto masculino quanto feminino, é o melhor dos estaduais, sem dúvida. E o torneio mostrou que o Sollys/Nestlé é o favorito e um time mais do que redondo em quadra. O Vôlei Amil está na primeira temporada e ainda tem o que amadurecer e tem seu valor por já chegar a uma final passando pelo Sesi, que também conta com atletas experientes e campeãs olímpicas, como Fabiana, Sassá ou Tandara.

Pois é, por enquanto, a Superliga parece que terá o time de Osasco na frente, mas com briga boa como Unilever, como sempre. Depois devem brigar os semifinalistas do Paulista.

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quinta-feira, 13 de setembro de 2012 Diversos | 10:29

Entrosadas x novatas e um Zé Roberto incomodado no clássico

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Sollys/Nestlé x Vôlei Amil

Sollys/Nestlé foi bem no bloqueio e na virada de bola para vencer o Vôlei Amil

A noite de quarta-feira foi de clássico no Campeonato Paulista. De um lado, o Sollys/Nestlé, atual campeão brasileiro. Do outro, o Vôlei Amil, time criado nesta temporada e que tem no comando José Roberto Guimarães. E no duelo entre quem está mais entrosado e quem acabou de se formar logo no começo da temporada, venceu o entrosamento, com folga.

O time de Osasco fez 3 sets a 0 para cima das rivais de Campinas (25/18, 25/23 e 25/17), em 1h18min. A equipe é a base da seleção brasileira, já que conta com Thaísa, Adenízia e Jaqueline, além de Fabíola e Camila Brait, que passaram pelo time nacional, e Sheilla e Fernanda Garay, que chegaram na última janela de mercado. O elenco de Campinas tem experientes como Fernandinha, Walewska e a cubana Daymi Ramires, sem falar no técnico Zé Roberto no banco. Mas a diferença foi que o Sollys/Nestlé, mesmo no começo da temporada, já está ‘redondinho’ e sabe jogar junto. Já o Campinas tem potencial, mas ainda está de conhecendo.

E esse ‘saber jogar junto’ fez a diferença, como é o esperado. O Sollys trabalhou com a bola na mão e pode usar e abusar das bolas de meio com Thaísa e Adenízia. Além disso, com fez vários pontos no bloqueio, principalmente no primeiro set. A virada de bola com Sheilla, Fê Garay e Jaqueline também funcionou. O Vôlei Amil ficou atrás em todos os sets e ainda precisa se encaixar mais em quadra. Já o Sollys tem que diminuir os erros de ataque, mas deve aproveitar que já começa a temporada um passo a frente dos rivais.

E Zé Roberto ainda viveu uma situação, digamos, desagradável em quadra. Em conversa ao iG e ao Mundo do Vôlei na tarde de quarta-feira, ele comentou um incômodo por enfrentar as ex-comandadas da seleção. “É ruim, é muito duro. Eu não gosto. É uma sensação muito difícil. Mas tem que jogar e cada um vai tentar fazer o melhor pelo seu time. Tem que saber separar. Uma coisa é dentro da quadra e outra coisa é fora. A gente tem que manter o respeito nos dois recintos. Lá dentro a gente vai fazer tudo pela nossa equipe. Depois acaba o jogo e é vida que segue e tudo fica dentro da quadra.”, comentou.

O técnico já havia ‘sofrido’ na rodada anterior, na vitória sobre o Sesi, que contava com Dani Lins, Tandara e Fabiana. E sabe que, agora de volta a um time brasileiro, passará por isso muitas e muitas vezes.

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sexta-feira, 6 de julho de 2012 Seleção feminina, Seleção masculina | 20:42

Corte, eliminação e muito trabalho pela frente

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*atualizado dia 7 de julho

Galera, disse que daria uma passada por aqui quando tivesse um tempinho durante as férias… Pena que é para comentar notícias nem tão boas assim como as da última semana.

Primeiro, a surpresa com o corte de Fabíola. Conversei com Zé Roberto durante o Pré-Olímpico e ele me disse que não tinha dúvidas de que Fabíola era a levantadora titular. Porém, agora, preferiu cortá-la e deixar Fernandinha e Dani Lins no elenco para as Olimpíadas.

Vi os comentários que vocês deixaram por aqui nesta semana e concordo com muita coisa. Fernandinha conquistou a vaga no Grand Prix. Ela já é experiente, se entrosou muito bem com o time e ainda ajudou no saque. Mas Fabíola vinha de uma sequência e de uma temporada melhor que a Dani Lins. Acho Dani uma boa levantadora e também bastante acostumada com as companheiras. Entretanto, ela já teve problemas em alguns jogos, principalmente quando pressionada. Por isso imaginava que Fabíola fosse seguir no time. Por conta das férias, não conversei com o técnico e nem acompanhei o desembarque da equipe. Não sei quais foram seus motivos, mas agora é torcer e esperar que a seleção mostre equilíbrio e supere as atuações de altos e baixos de quase todo o Grand Prix.

E no masculino, o Brasil já está fora da Liga Mundial. Você viram os jogos? Primeiro, contra Cuba, a equipe foi bastante apática e levou 3 sets a 0. Depois, começou com ânimo a mais contra Polônia, mas foi se perdendo aos poucos e caiu no tie-break.

Esperava algumas respostas com essa fase final. Foi bom ver Giba em quadra e puxando o time, Leandro Vissotto também de volta ou Rodrigão com boa atuação. Mas e os erros de recepção, como as falhas de Murilo no primeiro jogo? Ou apenas ter marcado seis pontos de bloqueio em 5 sets contra os poloneses? Ou ter errado tantos saques contra os cubanos?

E no time também tem a questão dos levantadores. Ricardinho voltou, mas não foi ainda aquele cara das Olimpíadas de Atenas. Bruno vive melhor fase e é o titular, mas não seria melhor ter deixado Marlon na equipe, que era uma formação que estava dando certo, como vocês disseram por aqui? Ou então, apostar em mudança, com William, que fez uma ótima Superliga? Por enquanto, a volta de Ricardinho, com todo o respeito à qualidade e ao que ele fez pela equipe nacional, não deu certo.

Outras respostas com esta Liga Mundial foram: alguns jogadores estão recuperados fisicamente, sim, mas faltou convicção para definir. Ainda falta o Brasil entrar com cara de Brasil, para definir logo. Ok, a Liga Mundial serviu como treino, preparação para Londres e para recuperar e dar ritmo para todos. Mas que os ânimos também estejam recuperados até as Olimpíadas. Quero ver o time jogando, como Bruno me disse uma vez, com sangue nos olhos e faca nos dentes. Essa empolgação tem que voltar. E vale também caprichar mais no saque, que o bloqueio agradece, e voltar a soltar o braço no ataque, para mostrar a tal convicção e acabar de vez com a apatia.

Bom, que as últimas semanas de treino sejam bem aproveitadas. Trabalho não vai faltar. E também que Zé Roberto acerte nos dois cortes que ainda tem que fazer. Gostaria de ver o Brasil com duas líberos em Londres, já que o passe é um problema… E no masculino, resta treinar para colocar o time nos eixos de novo.

Eu fico por aqui e volto no final de julho, um pouco antes das Olimpíadas. Como sempre, o espaço segue aberto para vocês! Se não conseguir passar por aqui de novo até a volta, boas férias de julho e bom trabalhos aos atletas. Até!

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domingo, 13 de maio de 2012 Seleção feminina | 20:56

Brasil cumpre o seu dever e assegura vaga para as Olimpíadas

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Ninguém queria disputar este Pré-Olímpico da América do Sul. A vontade da seleção brasileira feminina de vôlei era conseguir a vaga para Londres direto na Copa do Mundo, mas com a quinta colocação, o jeito foi jogar em São Carlos. E já que elas estavam aqui e eram as grande favoritas ao título, cumpriram o seu papel, venceram todos os jogos por 3 sets a 0 e conquistaram o lugar nos Jogos Olímpicos.

Fernanda-garay/Vipcomm

Fernanda Garay, maior pontuadora do Brasil com 15 acertos, vibra na final

Na final deste domingo, o Brasil venceu o Peru. O primeiro e o terceiro sets foram fechados sem nenhuma ameaça. Mas na segunda parcial, depois de dispara no placar, a seleção deu uma parada e falhou, principalmente na recepção. Depois, melhor no ataque e com erros das peruanas (e como elas erravam! O time sabia defender, mas na hora de concluir…), chegou aos 25 pontos. Entretanto, segue o alerta para o passe, um antigo problema do Brasil. Jaqueline, ponteira responsável pelo fundamento, errou, levou aces e acabou se destacando mais no ataque do que no fundo nesta competição, por exemplo. Acho que esse será um ponto que Zé Roberto vai trabalhar bastante com a seleção até Londres…

Veja como foi a vitória do Brasil sobre o Peru set a set

Mas o Pré-Olímpico também mostrou coisas boas. Apesar da fragilidade das adversárias, o Brasil fez seu jogo a maior parte do tempo concentrado. E usou um bom saque. Na partida da semifinal, Sheilla chamou a atenção. Neste domingo ela seguiu bem, mas Jaque também acertou a mão em um serviço rente à rede que deu trabalho. O que não pode é o Brasil ter trabalho na recepção como teve.

Leia também: Vice, Peru vai ao Pré-Olímpico mundial, no Japão

Ainda é cedo para Zé Roberto definir quem vai levar às Olimpíadas, mas também teve gente que foi bem no torneio em São Carlos. Fabíola, levantadora considerada titular pelo técnico, variou bem, apesar de alguns meios fora do tempo. E ela soube “ler” a sua equipe, dando bola para quem estava virando, que neste domingo foram Sheilla e Fernanda Garay, principalmente. A líbero Camila Brait veio de uma excelente Superliga e não decepcionou quando entrou. Paula Pequeno também deu mais volume ao ataque ao substituir Garay em algumas partidas. Sheilla, depois de uma Superliga com lesões e de ter começado devagar o Pré-Olímpico, jogou bem na final.

O torneio teve um nível técnico baixo e ninguém chegou a pensar que o Brasil pudesse perder a vaga. E elas entraram em quadra e venceram. Agora é aproveitar uma semana de folga e voltar para o Grand Prix, que realmente vai testar essa equipe para Londres. E até lá treinos não vão faltar.

Brasil-vipcomm

Festa da vaga olímpica e "Eu quero tchu, eu quero tcha" para comemorar

P.s.: Itália e Estados Unidos, no masculino, também conseguiram as suas vagas para as Olimpíadas neste final de semana. Depois farei um post só para os outros Pré-Olímpicos, combinado?

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quarta-feira, 9 de maio de 2012 Seleção feminina | 21:24

Primeiro passeio no Pré-Olímpico já foi

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A seleção brasileira feminina de vôlei acabou de vencer o Uruguai na estreia no Pré-Olímpico Sul-Americano. Como era esperado, 3 sets a 0 no placar, com parciais de 25/04, 25/12 e 25/07. O jogo foi fácil e o Brasil tem  muito mais qualidade que o rival, sobre isso não resta dúvida. A saída era manter a concentração e vencer logo a partida, tentando fazer as jogadas combinadas nos treinos e tudo mais. Deu certo.

Veja o set a set da vitória do Brasil na estreia no Pré-Olímpico

fabi

Fabi começou como titular, deu lugar a Brait e voltou no 3º set

A partida em alguns momentos parecia treino de saque. No terceiro set, por exemplo, Paula Pequeno foi para ao serviço no 1 a 0 para as uruguaias e só saiu de lá no 17 a 1, quando finalmente um ataque do Uruguai desviou no bloqueio nacional. Bom para a atacante brasileira, que não falhou nenhuma vez no saque.

As brasileiras sabem que são as favoritas e que são melhores do que todas as outras seleções. Como disse Zé Roberto, seria hipocrisia não admitir o favoritismo. Mas já que a seleção está nesta condição, que faça jus e vença bem todos os jogos, com toda a facilidade.

Enquanto isso, o Zé Roberto vai mexendo e testando o elenco. Ele afirmou, na terça-feira, que ainda não definiu a equipe olímpica e que a briga pelas vagas não iria deixar o time relaxar neste Pré-Olímpico. Fabi e Camila Brait se alternaram como líbero. Fabíola e Dani Lins foram as levantadoras. Sheilla deu lugar a Tandara e Jaqueline saiu para a entrada de Paula Pequeno. Só que volto a questão do post anterior: dá para testar o time contra rivais tão fáceis? Acho que, por enquanto, dá para seguir com o rodízio e com a concentração para mais jogos simples. Nesta quinta-feira será a vez da Colômbia, que é um pouco mais complicada e mais bem organizada que o Uruguai. Mas devemos ter mais um 3 a 0.

Cuba vai ao Pré-Olímpico
Saiu nesta quarta também a decisão de que Cuba vai ao Pré-Olímpico Mundial, no final do mês, no Japão. A seleção, dona de três medalhas de ouro nos Jogos, conseguiu uma ajuda financeira da FIVB e vai disputar o torneio. Por lá, vai enfrentar rivais complicadas como Rússia e Sérvia, mas acho que a notícia é boa. Cuba, como comentaram por aqui, é sim um time muito marrento, que vive de provocação. Eu não gosto desse tipo de jogo. Mas não se pode esquecer a tradição do país no esporte, os títulos….

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Seleção feminina | 12:49

Dá para brigar por vaga no time no Pré-Olímpico?

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A seleção brasileira feminina de vôlei estreia nesta noite no Pré-Olímpico Sul-Americano contra o Uruguai. Nem dá para comparar o time com os rivais, que contam com seleções juvenis e inexperientes ainda. O Brasil é o grande favorito e fica com a vaga para Londres 2012. Já que o ouro é praticamente certo, resta às jogadoras se empenharem para convencer Zé Roberto a ficar na equipe até as Olimpíadas.

Camila Brait e Fabi brigam para a vaga de líbero. Dani Lins e Fabíola ganharam a companhia de Fernandinha na disputa pelo posto de levantadora. E Mari, que segundo o técnico ainda está abaixo do que ele queria, foi cortada da seleção para o torneio. Quem fica tem que mostrar o que sabe. Mas o Pré-Olímpico Sul-Americano é o local para isso?

O campeonato conta com times de nível muito inferior ao do Brasil. E sempre escutamos aquela história de que é difícil se concentrar e tudo mais contra os mais fracos. Acho que, a grande maioria das jogadas que o Brasil armar, vai cair. Não estou desmerecendo nenhuma jogadora ou equipe, mas trata-se de um time campeão olímpico, vice-Mundial e segundo no ranking contra seleções que se formaram há três anos, como a Argentina, a que tem a melhor colocação na lista da FIVB, com o 18º lugar.

Que o Pré-Olímpico dê a vaga ao Brasil em Londres e ajude nos treinos da equipe para as próximas competições…

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quinta-feira, 26 de abril de 2012 Seleção feminina | 13:02

Uruguai será primeiro rival no Pré-Olímpico

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A CBV divulgou a tabela do Pré-Olímpico feminino de vôlei, e o Brasil estreia contra o Uruguai. Depois, encara a Colômbia. No outro outro grupo, Argentina, Venezuela, Chile e Peru duelam e os dois melhores de cada chave vão para a semifinal (Veja a tabela completa do Pré-Olímpico de vôlei).

O Brasil é o favorito, sobre isso não há dúvidas. E o torneio deve ter o ritmo do Sul-Americano do ano passado, vencido pela seleção sem maiores problemas. O que vale é pensar mais para frente, nos Jogos Olímpicos…

Fernandinha -CBV

Fernandinha, uma das novidades da convocação de Zé Roberto, treina em Saquarema

A provável facilidade que a seleção deve encarar no Pré-Olímpico não pode iludir. E a Copa do Mundo do ano passado lembrou que o time ainda tem problemas. Mas vamos ver como algumas novidades vão se sair em quadra.

A levantadora Fernandinha, por exemplo. Fabíola foi bem na Superliga, principalmente na final, quando teve o passe na mão. Já Dani Lins eu acompanhei pouco na temporada. Será que Fernandinha pode roubar uma vaga?

Outra cara nova é Natasha, central do Usiminas/Minas. Mas aqui acho ainda mais difícil uma mudança. Fabiana e Thaísa são a segurança da posição e Adenízia também fez uma grande Superliga, tanto no bloqueio quanto no ataque. E ainda tem Juciely, que tenta desde o ano passado um espacinho no time…

Entre ponteiras e opostas, nenhuma novidade. Vamos esperar pela recuperação e volta de Natália para mais um reforço para o time.

O Pré-Olímpico começa no dia 9 e será o primeiro compromisso do ano do Brasil. Com a vaga garantida e um peso a menos, se tudo der certo, será mais simples definir o grupo que irá ao Grand Prix e para Londres.

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