Publicidade

Posts com a Tag Fabiana

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015 Diversos | 12:31

Mais respeito, por favor

Compartilhe: Twitter

Mais uma vez, o racismo aparece no cenário dos esportes. Recentemente diversos jogadores de futebol foram vítimas de preconceito. Quem não se lembra de Daniel Alves comendo uma banana em campo em resposta a quem o insultou das arquibancadas em um jogo do Barcelona? Ou de toda a repercussão no caso do goleiro Aranha, do Santos, em partida contra o Grêmio? Agora, o racismo voltou ao vôlei e a vítima foi Fabiana, central do Sesi e capitã da seleção brasileira.

A jogadora foi às redes sociais para contar o que aconteceu no jogo contra o Minas pela Superliga na noite de terça-feira. Segundo a atleta, um senhor que estava na arquibancada a chamou de macaca e disse coisas como “macaca quer banana” e “macaca joga banana”. Fabiana ainda afirmou que o torcedor foi retirado do ginásio mineiro e encaminhado à delegacia.

No post, a central também comentou que estava em dúvida sobre compartilhar ou não o fato. No final, optou por um desabafo e fez bem. Casos assim não devem ser escondidos ou passar sem ser percebidos. Já chega de vivermos com racismo ou qualquer forma de preconceito.

“Eu não preciso ser respeitada por ser bicampeã olímpica ou por títulos que conquistei, isso é besteira! Eu exijo respeito por ser Fabiana Marcelino Claudino, cidadã, um ser humano”, escreveu. É simples assim! Respeito ao ser humano, independente de cor, religião, sexo…

Veja o post na íntegra de Fabiana:

fabiana-racismo

 

 

Autor: Tags: , , , ,

domingo, 27 de abril de 2014 Superliga | 16:15

Unilever cresce na fase final e fatura com sobra a Superliga

Compartilhe: Twitter

A final foi diferente, mas o desfecho da Superliga feminina 2013/2014 foi com um velho conhecido no topo. Pela nona vez, o Unilever conquistou o título nacional. Depois de tantos anos encarando o time de Osasco na decisão, a equipe carioca dessa vez tinha o Sesi pela frente. Com começo arrasador e apenas uma bobeada no terceiro set, o elenco comandado por Bernardinho fez 3 sets a 1 se sagrou campeão de novo.

Alexandre Arruda/Divulgação CBV

Unilever é campeão da Superliga pela nona vez

O que fez o Unilever levar mais um título? Nesta temporada, o time sofreu críticas (eu me incluo nisso também), passou por altos e baixos e teve algumas derrotas bem inesperadas pelo caminho. A lesão de Fofão que a deixou parte do campeonato fora de jogo prejudicou. Roberta ainda é uma levantadora nova e não é nem justo compará-la a Fofão. Valeskinha também se machucou e aí deu lugar a Carol, mais uma central considerada baixa, mas que a exemplo da companheira de posição Juciely, sabe compensar com técnica e tempo de bola no bloqueio. Carol virou titular com méritos.

A equipe chegou aos playoffs sem aquele favoritismo disparado das outras temporadas, mas como já comentamos por aqui, cresceu na hora certa. Foi um novo time no momento da decisão, com jovens como Gabi e Carol assumindo a responsabilidade e a sérvia Mihajlovic virando e sendo destaque em alguns jogos desta fase final. Quando tinha que ter calma para virar um placar ou se manter à frente, o Unilever cumpriu seu papel e ganhou força a partir das quartas de final.

Saiba como foi a vitória do Unilever sobre o Sesi set a set na final da Superliga

Alexandre Arruda/CBV

Bernardinho fez o time crescer nos playoffs e comandou mais um título nacional

A partida deste domingo não foi diferente. Logo nos dois primeiros sets deu um passeio com saque que atrapalhou a recepção do Sesi e contou com os bloqueios de Carol  e companhia na rede. E se acontecia um rali, e foram diversos ao longo da partida, a tranquilidade para definir estava do lado carioca. Por exemplo, no primeiro set, um dos primeiros ralis vencidos pelo Sesi já foi com 18 a 10 no placar.  Os números do jogo comprovam isso, tanto que a maior diferença entre os times foi no ataque: 44 a 34 para o Rio.

O Sesi ainda tentou reagir e fez um excelente terceiro set com uma tática do técnico Talmo de Oliveira. A oposta Ivna parou demais no bloqueio rival. Por isso, ele improvisou Dayse como oposta e colocou Pri Daroit como ponteira ao lado de Suele. Deu certo e foi Dani Lins quem passou a trabalhar com passe na mão. Mas ainda na parcial, o Unilever reagiu com uma seqüência de cinco pontos ou mais e embalou de novo.

Veio o quarto set e a decisão. Apesar de um placar um pouco mais equilibrado, o time carioca seguiu na frente e quando o lado paulista parecia que ia reagir, errava ou ficava em um bloqueio. Teve um rali com uma linda defesa de Suele, por exemplo. A bola subiu, Dani Lins correu e olhou para Pri Daroit. As duas pararam e a bola caiu no meio. Não dá para fazer isso na final, ainda mais contra o Unilever. Com bola na mão, Fofão chamou Carol, que colocou a bola no chão e definiu os 3 a 1.

O Sesi avançou para a final ao eliminar o Moliço/Nestlé com ótimas atuações de Dani Lins e Fabiana. O time depende da dupla e os 10 pontos de Fabiana não foram suficientes neste domingo. Com passe ruim, a central ficou apagada em diversos momentos do jogo. Já o Unilever variou mais as jogadas, trabalhou mais tempo com uma recepção que ajudou Fofão e, principalmente, acho que teve tranquilidade para definir ralis e pontos importantes. Como disse, cresceu na competição quando precisava, ganhou força e se mostrou gigante na final. Para o Sesi valeu ter mudado a história. Mas o título ficou do lado de quem foi melhor, do começo ao fim.

Autor: Tags: , , , , , , , , ,

sábado, 12 de abril de 2014 Superliga | 16:39

Unilever cresce, conta com defesas de Fabi e faz outra final

Compartilhe: Twitter

A equipe do Unilever assegurou a sua vaga na final da Superliga 2013/2014. Depois de uma temporada de tropeços, o time de Bernardinho chegou aos playoffs sem o mesmo favoritismo de antes, mas fez jus a camisa, cresceu na hora certa (como já comentávamos no post anterior) e fechou a semifinal com 3 sets a 2 diante do Vôlei Amil e 2 a 0 na série.

Festa do Unilever na semifinal no Maracañazinho

Festa do Unilever na semifinal no Maracañazinho

Achava que esse ano a Superliga poderia ter uma final diferente depois de algumas atuações do Unilever ao longo do torneio. Também apostava o Vôlei Amil pudesse interromper a hegemonia carioca. Errei. A equipe de Bernardinho fez logo 3 a 0 na primeira partida da semifinal e mostrou tranquilidade e personalidade para acabar com a série neste sábado.

Pelo primeiro set, parecia que seria diferente. Com Natália inspirada e bom saque, o elenco de Campinas venceu sem problemas. Na segunda parcial, o cenário de inverteu e quem passou a acertar passes e jogadas foram as cariocas, que empataram o jogo. Vitória de novo da Unilever no terceiro set e empate mais uma vez com parcial para o Vôlei Amil logo em seguida. Aí, na hora da decisão, calma e precisão do lado carioca.

O tie-break chegou a ficar 14 a 10 para o Unilever depois de erros de ataque de Tandara e Kristin. Mas com um ace e dois bloqueios, as campineiras empataram em 14 a 14. Isso dá moral para qualquer um crescer e virar de vez o jogo. Mas não foi assim. O Unilever recuperou o match point e colocou a bola no chão para vencer e avançar para a final.

A diferença na dinâmica do jogo me chamou a atenção. Tirando os problemas no passe vividos dos dois lados, tanto a defesa campineira como a carioca estavam presentes. Só que do lado do Vôlei Amil, a impressão era que a bola apenas subia e era preciso passar como fosse possível para seguir a jogada. Já no Unilever, até nas defesas as bolas sobravam melhores para Fofão, fluindo mais o jogo.

E para isso, méritos de Fabizinha. Ela estava em todas as bolas e salvou muitas jogadas, entregando bem para que Fofão seguisse com a armação. A líbero foi eleita a melhor em quadra com louvor. Fofão, aos 44 anos, dispensa comentários pela calma para decidir as jogadas e leitura da partida. E outra que merece destaque é Carol. A jovem central conquistou a vaga de titular nesta temporada, comandou o bloqueio no primeiro jogo da semi e foi a maior pontuadora do time carioca neste sábado.

Sesi na frente

Enquanto isso, na outra semifinal, caiu a invencibilidade do Molico/Nestlé. O time de Osasco, que não perdia há 28 jogos, ou seja, toda a Superliga, levou 3 sets a 1 do Sesi em casa na noite de sexta-feira. E aqui os méritos vão para a dupla Dani Lins e Fabiana. A levantadora soube distribuir muito bem as jogadas e a central é aquela velha conhecida da seleção desde meados da Superliga.

E durante o jogo tive a impressão de ver o Sesi mais solto em quadra. Em alguns momentos, como no final do segundo set, se não me engano, o Molico reagiu e o time de Talmo ameaçou ficar nervoso. Mas se segurou e venceu. No geral, parecia que as jogadas do time de Osasco eram mais forçadas enquanto o jogo fluía melhor do outro lado.

E agora, o que vem pela frente? O Sesi chegou a ser 10º colocado no torneio e melhorou muito depois da Copa Brasil. Depois disso ainda foi campeão sul-americano justamente diante do Molico. Será que a final vai ser diferente graças ao Sesi? Ou o Molico/Nestlé reverte a série e repete a decisão contra o Unilever? Eu é que não vou arriscar nenhum palpite…

Autor: Tags: , , , , , , , , ,

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014 Diversos, Superliga | 10:42

Sesi é campeão sul-americano. Agora o time embala de vez?

Compartilhe: Twitter

O Sesi venceu o Molico/Nestlé na noite de domingo e faturou o título do Sul-Americano de vôlei feminino e a vaga para o Mundial de Clubes. Foi o primeiro título de expressão do time, criado em 2011. Será que agora a equipe de Talmo de Oliveira embala de vez?

Desde que começou, o Sesi conta com bom elenco, mas não tinha conseguido engrenar. Fez contratações de peso como Dani Lins e Fabiana e nesta temporada ainda levou Pri Daroit, que foi bem na Superliga passada no Vôlei Amil e teve vaga na seleção brasileira. Mesmo assim, na hora da decisão, o time não virava, digamos assim. Parece que em 2014 o cenário mudou.

Siga também o Mundo do Vôlei no Twitter

Se em dezembro a equipe paulistana somou três derrotas, não perdeu nenhum jogo da Superliga desde janeiro. Também chegou à final da Copa do Brasil e perdeu por 3 a 1 para o Molico/Nestlé. Deu o troco com os 3 a 0 deste domingo.

Divulgação

Sesi leva o ouro no Sul-Americano

E na final do torneio, destaque para Fabiana. Ela comandou o time,  foi eleita MVP do Sul-Americano e disse estar feliz porque se cobra muito e sabia há tempos não era a jogadora que estamos acostumados. Sim, desde que foi para o Sesi, a central não era aquela velha conhecida da seleção e muitas vezes passava apagada no ataque, mesmo atuando com Dani Lins, por exemplo. O time agradece se ela mantiver a regularidade a partir de agora.

Ainda sobre a decisão, o saque do Sesi ajudou e o Molico não conseguiu encaixar o bloqueio, como reconheceu Luizomar de Moura depois do jogo. Destaque também para Ivna, que além do serviço, virou bolas importantes no terceiro set, vencido com mais facilidade pelo Sesi (placar foi 25/21, 25/21 e 25/16).

Molico e Sesi dominam prêmio individuais no Sul-Americano. Veja relação

O Sesi, que até agora só tinha uma Copa São Paulo no currículo, é campeão continental e vai ao Mundial de Clubes, que será disputado de 6 a 11 de maio na Suíça. Até lá, é manter o embalo na Superliga.

Falando no torneio nacional, o Molico segue na liderança e continua o único invicto, apesar de ter perdido um set nos últimos jogos, contra São Caetano, Rio do Sul e Minas. Ainda assim, é a equipe a ser batida e não deve ser ignorada por um dia ruim no Sul-Americano.

E agora, o que virá por aí? Fico na torcida para que cada vez mais times embalem e animem a disputa da Superliga!

Autor: Tags: , , , , ,

quarta-feira, 29 de agosto de 2012 Diversos, Superliga | 20:47

Sollys/Nestlé é o "supertime" da temporada?

Compartilhe: Twitter

O Sollys/Nestlé apresentou, nesta quarta-feira, a equipe para a temporada 2012/2013 do vôlei nacional. Além de manter a base atual campeã da Superliga, o time ganhou os reforços de Sheilla e Fernanda Garay. Olhando o elenco no papel, já dá para falar que a equipe de Osasco é o “supertime” desta temporada?

Apresentação do Sollys/Nestlé para a temporada 2012/2013

Apresentação do Sollys/Nestlé para a temporada 2012/2013

Nomes para sustentar esse status o Sollys/Nestlé tem, sem dúvida alguma. E ter mantido a base que deu certo no ano passado é sempre bom, para qualquer equipe. Em 2011/2012, Fabíola se entrosou e foi bem ao lado de Adenízia e principalmente de Thaísa, por exemplo. Jaqueline ajudou no passe e Camila Brait se destacou como líbero. Para completar, Hooker entrou dominando na rede.

Leia também: Sheilla revela ‘pressão’ das companheiras antes de acertar com o Sollys/Nestlé

Agora, Sheilla assume a responsabilidade da virada de bola, já que a norte-americana foi para o voleibol russo. Na ponta, Fê Garay fica com o lugar dividido por Ju Costa (que está no Azerbaijão) e Tandara (novidade do Sesi, mas falo disso daqui a pouco). Com isso, o time troca uma excelente oposta por outra que cresceu, e muito, nas Olimpíadas e voltou a ser decisiva para a seleção brasileira. Do outro lado da rede, conta com mais uma atleta destaque em Londres, que está melhorando também no fundo e tem potência no ataque. Ou seja, boa base já acostumada a jogar junta com uma bela combinação de novidades.

O Sollys/Nestlé se armou muito bem, mas acho que ele não estará sozinho na temporada. A Unilever, por exemplo. Perdeu jogadoras como Sheilla, Mari (vai jogar no Fenerbahce) ou Fernanda Venturini (aposentada, mais uma vez). Mas conta com Fofão, levantadora que ficou um ano sem time, mas que tem uma bagagem que dá segurança a qualquer elenco, além de ter mantido Natália, Régis, Valeskinha, Juciely, Amanda e Fabi. Ou seja, a base continua aí. E ainda contratou a canadense Sarah Pavan e falta a chegada de Logan Tom, um reforço e tanto de uma atleta que garante volume de jogo e experiência. O time ainda não relaciona a norte-americana em seu elenco, mas todos já dão a contratação como certa.

A equipe não deve, nesta temporada, ter o problema de falta de jogadoras como no ano passado. Mari não estava em bom momento e Natália estava machucada. Com isso, Bernardinho acabou muitas vezes sem opção de troca. Agora, pode ter perdido uma atleta decisiva como Sheilla, mas finalmente poderá contar com Natália. A dúvida por aqui é justamente sobre o técnico. Ele é esperado para seguir no comando e cumprir o contrato, mas já comentou que pode deixar ou a equipe carioca ou a seleção masculina neste ano.

Zé Roberto ao lado de Walewska e Fernandinha na apresentação ao Amil/Vôlei

Zé Roberto ao lado de Walewska e Fernandinha na apresentação ao Amil/Vôlei

Quem também chega e já pode dar trabalho é a Amil/Vôlei. O novo time de José Roberto Guimarães fez uma mescla interessante entre novatas e veteranas. Se tem a levantadora Fernandinha e a central Walewska, conta ainda com jogadoras da seleção de novas e que já foram destaque na Superliga, como ponteira a Priscila Daroit, a central Natasha e a oposto Ju Nogueira. Essa última, por exemplo, é uma nova, mas que ajudou bastante a Unilever quando atuou por lá. As estrangeiras são a búlgara Elitsa Vassileva, que atuou na Itália e é conhecida de Zé Roberto, e a cubana Daymi, que formou uma dupla muito efetiva com Herrera no Minas em 2011/2012.

Outro time a ter de reforçado e que deve figurar entre os grandes é o Sesi. Aqui, foram nove contratações. Dani Lins, destaque da medalha de ouro em Londres depois de ter conquistado o posto de levantadora titular, terá a companhia da experiente Carol Albuquerque na posição. Elisângela segue como oposta, mas terá do outro lado Tandara, que pode seguir como oposta e virar reserva ou voltar a atuar como ponta, e Suelle, mais uma jogadora que já passou pela Unilever e aprendeu muito por lá. Para completar, Fabiana comandará o time pelo meio-de-rede, ao lado de Natália, jovem, mas que vem se destacando desde os tempos de São Caetano. E ainda tem Sassá, sempre vista como segurança no fundo. Assim como a equipe de Campinas, o Sesi alia experientes e jovens e tem chances de ir além do quinto lugar da última Superliga.

Agora é com vocês. O Sollys/Nestlé é mesmo o “supertime” da temporada? Quem pode brigar com o atual campeão da Superliga? Deixe seu recado!

Autor: Tags: , , , , , , , , ,

quinta-feira, 9 de agosto de 2012 Seleção feminina | 19:17

3 a 0 arrasador na semifinal para seleção feminina

Compartilhe: Twitter

E a seleção feminina está na final olímpica! O time entrou forte, dominou do começo ao fim, fez 3 sets a 0 para cima do Japão e avançou à decisão em Londres. Bela vitória!

O começo do jogo já mostrou como seria toda a partida. O Japão tocava em todas as bolas no fundo. Mas o Brasil também estava atento na defesa e, aos poucos, fez com que as bolas recuperadas no fundo virasse contra-ataques. Principalmente a partir do segundo set, a seleção mostrou um ótimo volume de jogo e o saque, com Thaísa, passou a quebrar a recepção japonesa. E para completar, nada de síndrome do terceiro set. Sinais de que o emocional da equipe vai bem, obrigada.

Leia mais: Brasil contraria emoção das quartas, passeia contra Japão e vai à final do vôlei

Como destaques do jogo, começo pela líbero Fabi. Ela se jogou, deu peixinhos e chegou bem nas coberturas. No ataque, Jaqueline fez sua a melhor partida. Foi acionada por Dani Lins e virou. Sheilla, depois de ser o destaque no final do jogo contra a Rússia, ganhou moral e segue como segurança, principalmente pelo fundo. Voltou a ser uma oposta muito decisiva. E Dani, com o passe na mão, usou e abusou mais uma vez das meios, que vivem ótimo momento.

E por falar em meio, já comentei várias vezes aqui que um dos principais fundamentos deste time é o bloqueio. Hoje o bloqueio entrou e muito bem. Foram 14 pontos no fundamento contra apenas um das asiáticas. Um show no fundamento! E se a bola passasse direto, tinha alguém lá no fundo da quadra para ajudar.

Foi uma excelente atuação, mas agora quem o Brasil tem pela frente são os Estados Unidos. A seleção vem, sem dúvida nenhuma, em uma crescente nas Olimpíadas e agora, depois de evoluir em todos os fundamentos e mostrar mais estabilidade em quadra, pode encarar as norte-americanas de igual para iugal. É manter a postura e partir para a final!

Autor: Tags: , , , , , , ,

domingo, 5 de agosto de 2012 Seleção feminina | 21:22

E saiu um 3 sets a 0 para o Brasil no vôlei feminino

Compartilhe: Twitter

Demorou, mas na última rodada da primeira fase a seleção brasileira feminina de vôlei conseguiu vencer por 3 sets a 0. Com a ajuda dos Estados Unidos, que passou pela Turquia, elas só precisavam vencer a Sérvia para chegar às quartas de final. E as brasileiras foram para quadra e fizeram sua parte, com triunfo em sets diretos.

Leia mais sobre a partida: Brasil vence a Sérvia com facilidade e se garante nas quartas de final

O começo do jogo foi arrasador, com passeio no primeiro set. Depois, o Brasil caiu um pouco, mas conseguiu se recuperar e, dessa vez, não precisou levar o jogo para o tie-break para decidir. E dois pontos eu acho que foram fundamentais: os bloqueios e as jogadas de meio.

Foram 13 a 2 nos pontos de bloqueio para a seleção. Sem contar com bolas amortecidas e que puderam ser recuperadas pela defesa, que neste domingo estava atenta. Estava faltando ter um bom jogo no fundamento nesta Olimpíada.

E Dani Lins, que assumiu a vaga de Fernandinha na pressão e não saiu mais, usou e abusou das jogadas de meio. Ela já atuou com Thaísa e Fabiana, tanto na seleção como nos tempos de Rio de Janeiro. Com isso, o entrosamento logo reapareceu no trio. Foi uma bela partida da levantadora e uma excelente atuação das centrais, que fizeram as jogadas mais decisivas do Brasil. Os números comprovam. Thaísa foi a maior pontuadora e melhor em quadra, com cinco bloqueios e nove ataques. Depois veio Sheilla com 12 pontos, mas eu falo dela daqui a pouco. E Fabiana outro grande destaque, marcou 10 pontos, cinco ataques, quatro bloqueios e um ace.

Agora, sim, as outras atacantes. Sheilla está crescendo na competição. Dani Lins também está sabendo usá-la e colocá-la no jogo. Além disso, a ponta do Brasil foi melhor. Garay manteve o bom rendimento, mas Jaqueline voltou a virar! Depois de vários jogos apaga, desde o Grand Prix, ela até falhou, mas logo se recuperou e fechou o jogo com 10 pontos, oito de ataque e dois de bloqueio.

Depois dos últimos jogos, volto a dizer que Dani Lins me surpreendeu. Ela soube encarar a pressão, seguir a tática de usar os meios para desafogar as pontas e parece segura em quadra. Com isso, recolocou Fabiana no time, que vinha de jogos muito apáticos ao lado de Fernandinha, talvez pelo pouco tempo juntas. O teste da levantadora de fogo será contra a Rússia, nas quartas de final.

Sim, a seleção melhorou. Não, ainda não é o ideal. Apesar dos 3 a 0 no placar, poderia ter sido mais simples o time não tivesse cometidos tantos erros no saque, por exemplo. Fica o alerta para o jogo diante das russas. E aí sim veremos qual a situação da cabeça das jogadoras. Aos poucos elas ganharam confiança nas Olimpíadas e terão que estar com o psicológico em dia para pegar as gigantes. Na terça-feira, às 11h (horário de Brasília), a gente vê.

Autor: Tags: , , , , ,

domingo, 6 de novembro de 2011 Seleção feminina | 13:25

E não é que o Brasil sabe usar as centrais!

Compartilhe: Twitter

Já falamos bastante sobre isso por aqui. Depois de várias partidas, a crítica dos leitores do blog (e minha também) é que o Brasil força o jogo nas pontas e “esquece” das centrais. Pois nesta madrugada, Dani Lins se lembrou de Fabiana e Thaísa e a seleção feminina venceu a Alemanha por 3 sets a 1.

Os problemas não estão resolvidos, como as próprias jogadoras ressaltaram, mas esse deve ser o caminho a ser seguido. Nada melhor do que o meio para tirar a atenção do bloqueio e surpreender. Ainda mais quando se tem jogadoras para isso. Thaísa, por exemplo, vem de uma temporada de crescimento e deve ser mais bem aproveitada. E Fabiana correspondeu quando acionada, tanto que foi escolhida a melhor em quadra.

Jogadas rápidas resolvidas, agora é hora de, mais uma vez, pensar no emocional. Na coletiva após a partida, Fabiana disse que a seleção sente pressão no começo dos jogos e que elas não estão confortáveis. Pois então vale colocar a cabeça no lugar a acreditar no seu jogo.

A capitã e a oposta Sheilla também cobraram melhoras na relação bloqueio/defesa. Bloquear e marcar bem na rede é uma característica desta equipe. Contra Alemanha, apesar da reclamação, foram 11 pontos de bloqueio.

Ver jogadas de meio é um bom sinal. Mostra que a recepção funcionou e deixou bolas na mão de Dani. E também que a levantadora está mais segura. Agora é não perder mais na Copa do Mundo para garantir a vaga em Londres. O Brasil está em quarto lugar na classificação por enquanto e o torneio dá vaga olímpica aos três primeiros.

P.s.: Enquanto os EUA acumulam vitórias, alguém esperava que a Sérvia perdesse um set para o Quênia? Os desfalques estão mesmo fazendo falta às europeias…

Autor: Tags: , , ,

sábado, 20 de agosto de 2011 Diversos, Seleção feminina | 14:07

Passeio de um lado e pedra no sapato de outro

Compartilhe: Twitter
Fabiana ataca contra Argentina - Divulgação/FIVB

Fabiana foi a maior pontuadora do jogo com 17 acertos

O vôlei brasileiro movimenta a Ásia. Enquanto a seleção feminina adulta joga o Grand Prix neste final de semana na Tailândia, as seleções de novos estão na disputa do Universíade, na China. E neste sábado, uma teve um passeio sem problemas em quadra e a outra reencontrou uma pedra no sapato.

As comandadas por Zé Roberto Guimarães, como era esperado, venceram a Argentina com facilidade em uma hora e um minuto de jogo (veja os detalhes do jogo contra Argentina). Foi bom ver os números da central Fabiana. Ela sempre aparecia com um desempenho pior que Thaísa neste Grand Prix, mas foi o destaque deste vez, com oito pontos de bloqueio e nove no ataque. No final, o Brasil fez mais que o dobro de pontos que a frágil Argentina (75 a 35) e aproveitou a partida para testar a concentração. Mesmo contra rivais mais fracas, elas mantiveram o foco e, por isso, deram esse passeio. A atuação rendeu mais elogios de Zé Roberto…

Já a seleção masculina de novos parecia que levaria o Universíade com facilidade. Mas o time de Chupita, Thiago Alves, Wallace e companhia perdeu para a Rússia (leia mais sobre a derrota do Brasil) e vai ter que se conformar com a disputa da medalha de bronze. Será a Rússia a nova pedra no sapato do Brasil? Já temos histórico com a seleção feminina, perdemos a final da Liga Mundial e agora, mais uma derrota.

Autor: Tags: , , , ,

domingo, 7 de agosto de 2011 Seleção feminina | 13:35

Saque, bloqueio e reservas para vencer

Compartilhe: Twitter

O Brasil encerrou a primeira fase no Grand Prix com três vitórias: 3 a 0 sobre o Japão; 3 a 1 sobre a Alemanha e 3 a 0 sobre a Coreia do Sul. De acordo com as estatísticas dos primeiros jogos, a relação saque-bloqueio chama a atenção na seleção.

Bloqueio triplo - divulgação/FIVB

Paula Pequeno, Fabiana e Sheilla crescem para cima do Japão no bloqueio

Thaísa é uma central que vem crescendo nesta temporada e aparecendo até mais do que Fabiana. E para ajudar, outras atletas estão aparecendo no bloqueio, como Fabíola (destaque contra a Alemanha), Paula Pequeno (destaque contra o Japão) e Sheilla e Fernanda Garay, que apareceram bem em todos os jogos. Ou seja, todo mundo com tempo de bola apurado, não apenas as centrais. Nos três jogos, o Brasil foi superior no bloqueio em relação as rivais.

E isso tem contribuição do saque. Contra o Japão, foi a única partida que a seleção acabou atrás no fundamento. Mesmo sem ter pontuado mais, usou bem o serviço para conter a velocidade do ataque asiático. E aqui a levantadora Dani Lins e Sheilla aparecem bem. Foi com passagens delas no saque o Brasil conseguiu arrancar no placar contra Alemanha e Coreia, por exemplo. Parece que o Brasil está usando o serviço com mais consciência e esse é o começo de um bom jogo.

Nesses jogos também duas reservas entraram bem. Fabíola, contra a Alemanha, e Fernanda Garay, contra alemãs e coreanas. A levantadora mudou o jeito de jogar do time e deu mais energia à equipe, segundo Zé Roberto. Já Garay ficou com o lugar de Mari e virou na rede e deu mais estabilidade ao passe.

Apesar das três vitórias, a seleção ainda cometeu erros demais. Contra o Japão, por exemplo, venceu bem dois sets e se perdeu no começo do terceiro. Contra Alemanha, começou a partida devagar e teve que correr atrás. É começo de temporada e pode ser normal estar um pouco desconcentrado, mas dá para manter o nível e segurar esses erros.

Autor: Tags: , , , , , , , , , ,

  1. Primeira
  2. 1
  3. 2
  4. 3
  5. Última