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sábado, 12 de abril de 2014 Superliga | 16:39

Unilever cresce, conta com defesas de Fabi e faz outra final

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A equipe do Unilever assegurou a sua vaga na final da Superliga 2013/2014. Depois de uma temporada de tropeços, o time de Bernardinho chegou aos playoffs sem o mesmo favoritismo de antes, mas fez jus a camisa, cresceu na hora certa (como já comentávamos no post anterior) e fechou a semifinal com 3 sets a 2 diante do Vôlei Amil e 2 a 0 na série.

Festa do Unilever na semifinal no Maracañazinho

Festa do Unilever na semifinal no Maracañazinho

Achava que esse ano a Superliga poderia ter uma final diferente depois de algumas atuações do Unilever ao longo do torneio. Também apostava o Vôlei Amil pudesse interromper a hegemonia carioca. Errei. A equipe de Bernardinho fez logo 3 a 0 na primeira partida da semifinal e mostrou tranquilidade e personalidade para acabar com a série neste sábado.

Pelo primeiro set, parecia que seria diferente. Com Natália inspirada e bom saque, o elenco de Campinas venceu sem problemas. Na segunda parcial, o cenário de inverteu e quem passou a acertar passes e jogadas foram as cariocas, que empataram o jogo. Vitória de novo da Unilever no terceiro set e empate mais uma vez com parcial para o Vôlei Amil logo em seguida. Aí, na hora da decisão, calma e precisão do lado carioca.

O tie-break chegou a ficar 14 a 10 para o Unilever depois de erros de ataque de Tandara e Kristin. Mas com um ace e dois bloqueios, as campineiras empataram em 14 a 14. Isso dá moral para qualquer um crescer e virar de vez o jogo. Mas não foi assim. O Unilever recuperou o match point e colocou a bola no chão para vencer e avançar para a final.

A diferença na dinâmica do jogo me chamou a atenção. Tirando os problemas no passe vividos dos dois lados, tanto a defesa campineira como a carioca estavam presentes. Só que do lado do Vôlei Amil, a impressão era que a bola apenas subia e era preciso passar como fosse possível para seguir a jogada. Já no Unilever, até nas defesas as bolas sobravam melhores para Fofão, fluindo mais o jogo.

E para isso, méritos de Fabizinha. Ela estava em todas as bolas e salvou muitas jogadas, entregando bem para que Fofão seguisse com a armação. A líbero foi eleita a melhor em quadra com louvor. Fofão, aos 44 anos, dispensa comentários pela calma para decidir as jogadas e leitura da partida. E outra que merece destaque é Carol. A jovem central conquistou a vaga de titular nesta temporada, comandou o bloqueio no primeiro jogo da semi e foi a maior pontuadora do time carioca neste sábado.

Sesi na frente

Enquanto isso, na outra semifinal, caiu a invencibilidade do Molico/Nestlé. O time de Osasco, que não perdia há 28 jogos, ou seja, toda a Superliga, levou 3 sets a 1 do Sesi em casa na noite de sexta-feira. E aqui os méritos vão para a dupla Dani Lins e Fabiana. A levantadora soube distribuir muito bem as jogadas e a central é aquela velha conhecida da seleção desde meados da Superliga.

E durante o jogo tive a impressão de ver o Sesi mais solto em quadra. Em alguns momentos, como no final do segundo set, se não me engano, o Molico reagiu e o time de Talmo ameaçou ficar nervoso. Mas se segurou e venceu. No geral, parecia que as jogadas do time de Osasco eram mais forçadas enquanto o jogo fluía melhor do outro lado.

E agora, o que vem pela frente? O Sesi chegou a ser 10º colocado no torneio e melhorou muito depois da Copa Brasil. Depois disso ainda foi campeão sul-americano justamente diante do Molico. Será que a final vai ser diferente graças ao Sesi? Ou o Molico/Nestlé reverte a série e repete a decisão contra o Unilever? Eu é que não vou arriscar nenhum palpite…

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sábado, 6 de abril de 2013 Superliga | 15:15

Minha final inesquecível

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Na nona final seguida entre Sollys/Nestlé e Unilever o que não falta é história para contar. Pensando nisso, o Mundo do Vôlei bateu um papo com algumas jogadoras que estarão em quadra neste domingo e fez a seguinte pergunta: qual a sua final inesquecível? Quem já está acostumada a esse duelo lembra de jogos da época da final em série melhor de cinco ou cita a mais recente. E até quem joga neste duelo pela primeira vez cita o adversário como participante da sua final inesquecível! Veja as lembranças

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Thaísa, sobre a final 2011/2012: “Não sei da onde tirei forças e a final foi meu melhor jogo”

Alexandre Arruda/CBV

Thaísa ataca na final 2011/2012, vencida por 3 a 0 pelo Sollys/Nestlé

Para a central do Sollys/Nestlé, a final de domingo será a sua oitava desta série. Ela começou no então Rexona e se transferiu para o então Finasa em 2008/2009. Depois de tantos anos, ela lembra do jogo que deu o título ao time de Osasco, agora Sollys/Nestlé, em 2011/2012 com carinho especial.

“Eu tinha feito uma temporada muito abaixo do que estava acostumada e aquilo foi muito complicado para mim. Eu me cobro demais e sofri a Liga inteira por não estar conseguindo fazer o que eu sabia. E quando está com a cabeça ruim, pode vir o Papa falar que você é boa, que você ainda vai achar que é ruim. Eu estava assim, mas não sei da onde tirei forças. A final foi meu melhor jogo. Não se foi a melhor de todas, mas me marcou pela superação. Me marcou porque me mostrou o que eu posso fazer e que eu sou muito mais forte do que eu imagino”, conta a central.

Veja também: Experientes, novatas e ‘vira-casaca’. Veja quem é quem na final da Superliga

Na temporada passada, o Sollys/Nestlé venceu a Unilever no Maracanãzinho por 3 sets a 0 e levou o terceiro título desta série.

Régis, sobre a final 2006/2007: “Estávamos perdendo por 8 a 3, fui para o saque e conseguimos reverter”

Divulgação

Régis vibra na final 2006/2007. Ela foi titular, maior pontuadora do jogo e ajudou no título

A ponteira é sinônimo de Unilever. Ela participou de todas as decisões entre cariocas e paulistas e é aquela jogadora que pode ajudar a qualquer momento. Nesses anos no time de Bernardinho, não virou titular, mas entra para tentar reverter uma situação adversa. E foi em uma situação assim, atrás do placar, que ela resolveu.

“Inesquecível foi o título de 2006/2007. Eu soube no vestiário que ia começar jogando. Na hora eu nem acreditei e lembro que perguntei para quem estava ao meu lado: ‘Você tem certeza? Ouvi direito? Ele falou meu nome?’. Lembro que comecei a tremer. Fui para o jogo e no tie-break a gente estava perdendo por 8 a 3. Fui para o saque e conseguimos reverter. Fiz uns aces e tive uma boa sequência”, recorda Régis.

Naquela final, ainda disputada em série melhor de cinco, o último jogo foi no ginásio Caio Martins, em Niterói e o time do Rio, ainda Rexona, venceu no tie-break. Régis foi a maior pontuadora do duelo, com 30 bolas no chão.

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Fabi, sobre a final 2008/2009: “Não éramos favoritas e ainda vencemos de virada”

Alexandre Arruda/CBV

Fabi vai para a oitava final entre Rio e Osasco e lembra de 2005/2006 e 2008/2009 com carinho especial

Fabi tem quase a marca da Régis. Ela chegou ao time do Rio na segunda final contra o Osasco e está lá até hoje. Ela também lembra das decisões ainda em cinco jogos e fala de 2005/2006. Para a líbero, o jogo que marcou uma das despedidas de Fernanda Venturini foi especial. Ali, a equipe carioca faturou o título no quinto jogo, mas com direito a um 3 sets a 0. Entretanto, a outra decisão inesquecível não foi tão simples.

“Estávamos perdendo o quarto set por 24 a 23 e conseguimos virar e empatar em 2 a 2. Lembro que a entrada da Monique no lugar de Joycinha foi decisiva. No 5º set, ela ficou em quadra e marcou seis pontos seguidos. Não éramos as favoritas e ainda vencemos de virada”, fala a líbero sobre a final de 2008/2009.

A Superliga já era decidida em jogo único e o Rexona-Ades fez 3 a 2 diante do Finasa/Osasco para levar mais um título. A temporada ainda ficou marcada pelo drama vivido pelo time paulista. Depois de mais uma derrota, a quarta seguida para as cariocas, o Finasa deixou de patrocinar do time. A prefeitura de Osasco bancou o projeto, que logo ganhou o apoio da Nestlé e está aí para mais uma final.

Fofão, sobre a final 2001/2002: “Tinham 23 mil pessoas no ginásio. Até hoje fico arrepiada só de lembrar”

Alexandre Arruda/CBV

Fofão lembra de uma final antes mesmo da série Rio x Osasco, mas tem ligação com o time paulista

Fofão, aos 43 anos, será a mais experiente em quadra neste domingo e pode ser a mais velha a ser campeã da Superliga. E a lembrança dela da final inesquecível é de antes da série Rio x Osasco, mas também tem ligação com o confronto. Para a levantadora, dona de três títulos nacionais, o melhor deles foi conquistado justamente diante da equipe de Osasco.

“Jogava pelo Minas e a final foi contra o BCN/Osasco.  O jogo que decidiu foi em Minas e tinha 23 mil pessoas no ginásio. Até hoje fico arrepiada só de lembrar. A gente saiu perdendo na série, empatou e levou para o terceiro jogo. E vencemos em casa. Vai ficar para sempre”, afirma Fofão.

Aquele foi o primeiro título do MRV/Minas. Depois, só deu Osasco, que faturou três campeonatos seguidos. Em 2005/2006, vitória para o lado carioca com o nome Rexona/Ades, mas a gente já relembrou a partir daí…

E agora, quem sairá do Ibirapuera com boas lembranças? Unilever e Sollys/Nestlé disputam o título neste domingo, às 10h (horário de Brasília). Nos vemos por lá!

Antes disso, bati um papo na redação do iG para falar mais dessa final. É uma decisão que repete adversários, mas coroa trabalho e investimento. Para quem quiser, é só assistir ao vídeo (funciona melhor no navegador firefox…):

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quinta-feira, 21 de março de 2013 Superliga | 14:12

Faz bem ou mal ficar um tempo sem jogar na reta final?

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*atualizado às 18h04

Essa semana é de treinos para os times que estão na decisão da Superliga. No masculino, RJX e Vivo/Minas, que se classificaram para a semifinal em dois jogos, esperam até sábado de manhã para começar a série que vale o lugar na decisão. Sada/Cruzeiro x Sesi iniciam as semis na noite de sábado também depois de alguns dias sem jogos. No final, é bom ou ruim demorar tanto para entrar em quadra entre uma partida e outra? Veja opinião de alguns envolvidos nas decisões no vídeo abaixo:

Thiago Alves, do RJX, ainda comentou ao Mundo do Vôlei outro aspecto. Durante a Superliga, os times jogam duas vezes por semana e quase não têm descanso. Agora sobra um tempo para ajustar a equipe, pensar no adversário e entrar em quadra. Mas tem gente que reclama disso…

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Thaísa, central do Sollys/Nestlé, se prepara para mais uma final diante da Unilever. E no feminino, o tempo de espera ainda é maior. Tanto paulistas quanto cariocas conquistaram a vaga na decisão e vão ficar três semanas apenas nos treinos até a partida que vale o título, marcada para o dia 7 de abril, em São Paulo. Para a central, é complicado não apenas manter o ritmo ou controlar a ansiedade neste tempo todo, como comentaram os outros jogadores no primeiro vídeo. Ela lembra que isso pode afetar ainda mais quem, como ela, é atleta da seleção brasileira. Assista abaixo:

E você? Acha válido ter um campeonato acelerado e um tempo de “folga” nesta reta final? Dê também a sua opinião!

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sábado, 11 de agosto de 2012 Seleção feminina | 18:01

Brasil é bi em um jogo que resume a campanha em Londres

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É bi! A seleção brasileira feminina de vôlei é bicampeã olímpica! E a final diante dos Estados Unidos resumiu em quatro sets a campanha do time em Londres. A equipe foi atropelada na primeira parcial e, ainda assim, conseguiu se reencontrar para virar e ficar com a medalha de ouro.

Leia mais sobre a final: Brasil reage de novo, vence EUA e conquista o bi olímpico no vôlei feminino

Nas Olimpíadas, o Brasil começou com tropeços, com a cabeça baixa e sem convicção no ataque. Exatamente como foi no primeiro set. Depois, cresceu e mostrou psicológico equilibrado para se segurar em quadra e vencer. O ataque entrou com lindas pancadas. A defesa funcionou, recuperando bolas. O saque deu trabalho à recepção rival. Exatamente como foram nas outras três parciais da final, vencidas pelas brasileiras.

Esse ouro foi a medalha da superação. Eu cheguei a desacreditar na seleção depois de ver tantas atuações regulares e com panes, como durante o Grand Prix ou mesmo nas Olimpíadas. Mas, aos poucos, elas se uniram, acharam a regularidade e fez com que todos voltasse a acreditar na medalha. E ela veio!

O destaque da final foi Jaqueline. Depois de vários jogos ao longo da temporada com rendimento baixo no ataque, ela já tinha melhorado na fase final em Londres. Neste sábado, virou jogadora de segurança, virando bolas na pancada a partir do segundo set. E definir na pancada dá moral! A ponteira usou isso e foi a maior pontuadora da partida, com 18 acertos.

E o destaque para mim ao longo das Olimpíadas foi Dani Lins. Mais uma vez, tenho que fazer jus a atuação da levantadora. Ela saiu do banco, soube conquistar a posição de titular recolocando as meios no jogo e usando Sheilla pelo fundo, uma jogada que estava um pouco esquecida e não vinha surtindo tando efeito. Com isso, ganhou três armas e tanto no ataque e pode escolher com quem queria jogar. Na decisão, a partir do segundo set, usou e abusou de Fabiana, que virou quase todas (como a central também cresceu e se achou em quadra ao longo do torneio. Neste sábado, foi gigante no bloqueio), sentiu o bom momento de Jaqueline para o desafogo e seguiu com Sheilla. Thaísa também agradeceu as boas bolas.

Ah, e não tem como não falar das defesas do Brasil. Fê Garay parou de virar em alguns momentos na final, mas colaborou no fundo. Fabizinha, mas uma jogadora que foi vista como dúvida depois da temporada de Camila Brait, salvou lindas bolas na decisão. E foi graças ao volume de jogo que a defesa proporcionou que o jogo acabou ficando mais fácil contra os EUA. Nem Hooker, principal pontuadora da Olimpíada, conseguiu virar com tranquilidade. O Brasil estava bem posicionado, recuperou bolas e teve paciência para matar os contra-ataques.

Mas como já disse outras vezes aqui. A seleção passou a vencer quando colocou a cabeça no lugar e conseguiu ser mais regular em quadra. Se as jogadoras haviam sido convocadas era porque tinham méritos e qualidades. Mas a cabeça estava atrapalhando. Desde o Grand Prix, com atuação de altos e baixos e também no começo das Olimpíadas. Quando o grupo se uniu de fato e se organizou, o talento apareceu e elas ganharam mais um ouro.

E que infeliz coincidência dos Estados Unidos. Foram elas quem colocaram o Brasil na fase final com a vitória sobre a Turquia. E agora, elas ficam com a prata. Mas isso é a vitória do esporte. Elas venceram a Turquia porque eram melhores que as rivais. E hoje, venceu o Brasil porque soube reagir e ser melhor na final.

Para fechar, parabéns a Zé Roberto Guimarães. Ser tricampeão olímpico não é para qualquer um.

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quinta-feira, 9 de agosto de 2012 Seleção feminina | 19:17

3 a 0 arrasador na semifinal para seleção feminina

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E a seleção feminina está na final olímpica! O time entrou forte, dominou do começo ao fim, fez 3 sets a 0 para cima do Japão e avançou à decisão em Londres. Bela vitória!

O começo do jogo já mostrou como seria toda a partida. O Japão tocava em todas as bolas no fundo. Mas o Brasil também estava atento na defesa e, aos poucos, fez com que as bolas recuperadas no fundo virasse contra-ataques. Principalmente a partir do segundo set, a seleção mostrou um ótimo volume de jogo e o saque, com Thaísa, passou a quebrar a recepção japonesa. E para completar, nada de síndrome do terceiro set. Sinais de que o emocional da equipe vai bem, obrigada.

Leia mais: Brasil contraria emoção das quartas, passeia contra Japão e vai à final do vôlei

Como destaques do jogo, começo pela líbero Fabi. Ela se jogou, deu peixinhos e chegou bem nas coberturas. No ataque, Jaqueline fez sua a melhor partida. Foi acionada por Dani Lins e virou. Sheilla, depois de ser o destaque no final do jogo contra a Rússia, ganhou moral e segue como segurança, principalmente pelo fundo. Voltou a ser uma oposta muito decisiva. E Dani, com o passe na mão, usou e abusou mais uma vez das meios, que vivem ótimo momento.

E por falar em meio, já comentei várias vezes aqui que um dos principais fundamentos deste time é o bloqueio. Hoje o bloqueio entrou e muito bem. Foram 14 pontos no fundamento contra apenas um das asiáticas. Um show no fundamento! E se a bola passasse direto, tinha alguém lá no fundo da quadra para ajudar.

Foi uma excelente atuação, mas agora quem o Brasil tem pela frente são os Estados Unidos. A seleção vem, sem dúvida nenhuma, em uma crescente nas Olimpíadas e agora, depois de evoluir em todos os fundamentos e mostrar mais estabilidade em quadra, pode encarar as norte-americanas de igual para iugal. É manter a postura e partir para a final!

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domingo, 24 de junho de 2012 Seleção feminina | 10:49

Brasil vence segundo teste e vai para as finais do Grand Prix

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A seleção brasileira feminina teve dois bons testes na primeira fase do Grand Prix. Em casa, jogou contra os Estados Unidos, um time bem equilibrado e já pronto para as Olimpíadas, e perdeu. Agora, neste domingo, encarou a China na casa das rivais precisando do triunfo para chegar às finais da competição. A equipe cumpriu o seu papel e marcou 3 sets a 0 no placar. O Brasil ainda teve falhas, mas soube lidar com a pressão e avançar no torneio.

No sábado, Sheilla disse logo depois de passar por Porto Rico que o saque seria importante contra a China. Ela tinha toda a razão. Como a recepção chinesa é fraca! O saque brasileiro nem precisava ser forçado que já quebrava o passe rival. Méritos para a seleção, que soube usar esse recurso muito bem no primeiro set e também no terceiro. Sem passe, o ataque chinês ficou previsível e o bloqueio nacional agradeceu, marcando 15 pontos no jogo.

Veja como foi a vitória do Brasil sobre a China set a set

Entretanto, o Brasil também teve seus erros. Venceu o primeiro set muito bem, com facilidade, mas não entrou embalado na parcial seguinte e aí apareceram as falhas do lado de cá na recepção. Jaqueline falhou, Fabi falhou, Fernanda Garay falhou. Com isso, a China passou a bloquear mais. E também marcou mais aces: 4 a 2. Mas a seleção conseguiu se acertar e fechar o set. O mesmo aconteceu na terceira parcial.

Outro ponto a ser trabalhado são os contra-ataques. O Brasil cresceu na defesa, recuperou lindas bolas, mas errou na finalização diversas vezes. Na última parcial, por exemplo, foi um contra-ataque com três bolas para Sheilla e nenhuma no chão. Depois, três bolas para Jaqueline em outro rali e, mais uma vez, nenhuma definição. As bolas recuperadas tem que ser melhor aproveitadas.

Mas acho que o jogo deste domingo valeu a pena. Zé Roberto já está desenhando o que pretende usar nas Olimpíadas e, repetindo a escalação, todas ganham mais ritmo e entrosamento (as defesas mostram isso). Fernanda Garay pode ter falhado no fundo, mas entrou muito bem na rede, soltando o braço, e também dando um ânimo a mais ao time. Mesmo jogando apenas dois sets, ela foi a maior pontuadora, ao lado de Jaqueline, com 12 acertos. Thaísa fez uma boa primeira fase, voltando a ter um saque que mostrou resultado e resolvendo no ataque e no bloqueio. E hoje o técnico usou as duas liberos. Fabi fazia a recepção e Camila Brait, a defesa. Acho que ajudou, principalmente no final da partida, quando a seleção parecia mais ligadas nas coberturas e determinada e vencer logo.

O duelo valeu também pela classificação e por ver o Brasil cumprir o que precisava, ou seja, entrar, vencer e somar três pontos. Participar de mais jogos dará mais tempo para o time se preparar para Londres e seguir com os testes, como esse das líberos. E será a chance de encontrar, ou reencontrar,  times que serão rivais lá em Londres, como Turquia, Estados Unidos…Acho que agora, é mais importante colocar o time à prova em uma fase final de Grand Prix do que passar o tempo apenas treinando em Saquarema. Vai ser bom para o Brasil passar por mais partidas, sentir mais a pressão do resultado e ganhar mais tempo em quadra até as Olimpíadas.

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sábado, 23 de junho de 2012 Seleção feminina | 13:32

Finalmente um 3 sets 0 para o Brasil no Grand Prix

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A seleção brasileira feminina de vôlei finalmente conseguiu uma vitória por 3 sets a 0 no Grand Prix. Foi diante do adversário mais fraco deste grupo, Porto Rico. O jogo valeu pelo triunfo em sets diretos, pelos 3 pontos na tabela e por deixar o time na zona de classificação para as finais. Posso estar sendo pessimista demais, mas os 25/17, 25/12 e 25/19 ainda foram pouco para a seleção.

O Brasil tem muito mais qualidade que Porto Rico e, por isso, poderia aproveitar esse jogo para vencer bem e ganhar moral para encarar a China no domingo, uma partida que promete ser bem mais complicada. A equipe brasileira começou errando mais, mas soube se recuperar e não deixar o jogo se alongar, como disse Sheilla após a partida. Mas ainda ficou faltando concentração para o time nacional.

Thaísa-FIVB

Thaísa foi o destaque do primeiro set, com sete bolas no chão

O passe foi melhor, tanto que Fabíola pode abusar das jogadas de meio no primeiro set, com destaque para Thaísa. Na segunda parcial, a atuação esperada, com saque bem colocado, quebrando a recepção e forçando os erros de Porto Rico. E o Brasil não precisou de muito para conseguir os 25 a 12. Fez o seu jogo, a partir do serviço, e cresceu na rede. Paula virou mais. E Mari, que está entrando bem e, assim, vai ganhando a confiança de todos, foi acionada e quando recebeu bola no finalzinho da parcial, soltou o braço em um ataque bonito de se ver.

Veja como foi o jogo set a set

Mas aí veio o terceiro set. Era para manter o embalo e acabar logo com o jogo. Só que as brasileiras deixaram as rivais jogar e abrir seis pontos de vantagem. Onde foi parar a concentração do time? Em um lance, no final de um rali, a bola escorregou pelo bloqueio, foi recuperada por Fabi e caiu porque ninguém foi para a jogada. Ninguém acreditou na jogada. Isso não pode acontecer. E a defesa teve outras bobeadas, na cobertura das bolas amortecidas no bloqueio. Isso é sinônimo de falta de concentração e, por isso, acho que a atuação brasileira ainda foi abaixo do esperado. Contra Porto Rico, a solução foi voltar a acertar o saque e encaixar o bloqueio para salvar o set. Mas contra rivais mais difíceis, essas “desligadas” e esses erros ou a falta de cobertura podem custar um set ou mesmo uma partida.

Entretanto, os 3 sets a 0 deste sábado ajudaram também. Quando o Brasil voltou a jogar no último set, as atacantes pareciam mais confiante. Sheilla, por exemplo, fez uma bela diagonal curta para virar o placar em 11 a 10. Por que não entra sempre assim, para decidir? Por que a seleção coloca tantas bolas? Quando usou a força e as largadas apenas como um recurso, e não ao contrário, acho que foi melhor. E dá um ânimo a mais marcar com uma bela pancada do que com uma pingada.

A vitória foi importante para fazer o Brasil ultrapassar Cuba e ficar em quinto lugar na tabela. Mas ainda é preciso vencer a China, invicta no Grand Prix e já classificada às finais por ser o país-sede, para avançar. E as orientais são conhecidas pelo volume de jogo. Vai ser um teste para a concentração brasileira, para que elas acreditem e aproveitem os contra-ataques. Além disso, os jogos do Grand Prix já mostraram que o saque do Brasil pode ajudar. Foi assim contra a Alemanha em casa, neste sábado e tem que ser assim no domingo também. O bloqueio também pode fazer a sua parte (mais um fundamento facilitado pelo bom serviço) como hoje, quando acabou com saldo de 11 pontos a 2 para a seleção de Zé Roberto. Brasil e China entram em quadra às 8h30 (horário de Brasília) e espero que a atenção esteja do nosso lado.

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quinta-feira, 10 de maio de 2012 Seleção feminina | 19:59

Mais um 3 sets a 0, mas com mais trabalho desta vez…

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Segundo jogo no Pré-Olímpico Sul-Americano feminino e mais uma vitória por 3 sets a 0 para as brasileiras. Mas o jogo desta noite não foi tão simples quanto a estreia contra o Uruguai. A Colômbia tem jogadoras profissionais e jogou realmente solta, apostando no saque e se defendendo bem. Perdeu, mas deu um certo trabalho.

Algumas jogadoras chamaram a atenção, principalmente a partir do segundo set. Na primeira parcial, elas respeitaram demais o Brasil e foram facilmente derrotadas. Depois, começaram a jogar. A oposto Montaño, dona do recorde de pontos com 54 acertos em um único jogo, foi a segurança, como esperado. Mas Ampudia, jogando na ponta, também colocou algumas bolas no chão. A líbero Gomez fez boas defesas. Às vezes a jogada não saia porque a levantadora Martin falhava. Mas elas conseguiram atrapalhar o passe brasileiro e marcar 18 e 19 pontos no segundo e no terceiro sets. E Montanõ, que havia dito nos treinos que esperava fazer uns 10 ou 15 pontos, colocou 17 bolas no chão e foi a maior pontuadora da partida.

fabiola-CBV

Fabíola começou como titular e deu lugar a Dani Lins apenas no 3º set

Do lado brasileiro, a reclamação de Zé Roberto foi com o bloqueio, que estava preocupado em subir para pegar os altos ataques da oposto colombiana, mas acabava chegando quebrado e com brechas para ser explorado. Assim, a seleção da Colômbia foi pontuando e se divertindo em quadra. Além disso, as rivais conseguiram quebrar o passe brasileiro algumas vezes. Mas o Brasil não chegou a ser de fato ameaçado. Nos finais dos sets, logo deslanchava no placar.

De novo, Zé Roberto fez mudanças. Fabi e Camila Brait se revezaram como líbero. De resto, não foi tão radical quanto na estreia. Mexeu aos poucos e, no final, Dani Lins entrou em uma inversão de 5-1, chegou à rede e fechou o bloqueio. As vagas ainda estão abertas…

Agora o Brasil é o primeiro do grupo e joga a semifinal no sábado, às 16 horas. Depois, faltarão mais dois jogos para a vaga olímpica.

Outros resultados
A Argentina, que havia sido derrotada pela Venezuela na estreia, venceu o Chile com facilidade por 3 sets a 0. Agora, a celeste enfrenta o Peru e com mais um 3 a o avança em primeiro e escapa do Brasil na semifinal. Já as peruanas venceram a segunda. Depois de também passar pelo Chile, bateram a Venezuela.

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quarta-feira, 9 de maio de 2012 Seleção feminina | 21:24

Primeiro passeio no Pré-Olímpico já foi

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A seleção brasileira feminina de vôlei acabou de vencer o Uruguai na estreia no Pré-Olímpico Sul-Americano. Como era esperado, 3 sets a 0 no placar, com parciais de 25/04, 25/12 e 25/07. O jogo foi fácil e o Brasil tem  muito mais qualidade que o rival, sobre isso não resta dúvida. A saída era manter a concentração e vencer logo a partida, tentando fazer as jogadas combinadas nos treinos e tudo mais. Deu certo.

Veja o set a set da vitória do Brasil na estreia no Pré-Olímpico

fabi

Fabi começou como titular, deu lugar a Brait e voltou no 3º set

A partida em alguns momentos parecia treino de saque. No terceiro set, por exemplo, Paula Pequeno foi para ao serviço no 1 a 0 para as uruguaias e só saiu de lá no 17 a 1, quando finalmente um ataque do Uruguai desviou no bloqueio nacional. Bom para a atacante brasileira, que não falhou nenhuma vez no saque.

As brasileiras sabem que são as favoritas e que são melhores do que todas as outras seleções. Como disse Zé Roberto, seria hipocrisia não admitir o favoritismo. Mas já que a seleção está nesta condição, que faça jus e vença bem todos os jogos, com toda a facilidade.

Enquanto isso, o Zé Roberto vai mexendo e testando o elenco. Ele afirmou, na terça-feira, que ainda não definiu a equipe olímpica e que a briga pelas vagas não iria deixar o time relaxar neste Pré-Olímpico. Fabi e Camila Brait se alternaram como líbero. Fabíola e Dani Lins foram as levantadoras. Sheilla deu lugar a Tandara e Jaqueline saiu para a entrada de Paula Pequeno. Só que volto a questão do post anterior: dá para testar o time contra rivais tão fáceis? Acho que, por enquanto, dá para seguir com o rodízio e com a concentração para mais jogos simples. Nesta quinta-feira será a vez da Colômbia, que é um pouco mais complicada e mais bem organizada que o Uruguai. Mas devemos ter mais um 3 a 0.

Cuba vai ao Pré-Olímpico
Saiu nesta quarta também a decisão de que Cuba vai ao Pré-Olímpico Mundial, no final do mês, no Japão. A seleção, dona de três medalhas de ouro nos Jogos, conseguiu uma ajuda financeira da FIVB e vai disputar o torneio. Por lá, vai enfrentar rivais complicadas como Rússia e Sérvia, mas acho que a notícia é boa. Cuba, como comentaram por aqui, é sim um time muito marrento, que vive de provocação. Eu não gosto desse tipo de jogo. Mas não se pode esquecer a tradição do país no esporte, os títulos….

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Seleção feminina | 12:49

Dá para brigar por vaga no time no Pré-Olímpico?

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A seleção brasileira feminina de vôlei estreia nesta noite no Pré-Olímpico Sul-Americano contra o Uruguai. Nem dá para comparar o time com os rivais, que contam com seleções juvenis e inexperientes ainda. O Brasil é o grande favorito e fica com a vaga para Londres 2012. Já que o ouro é praticamente certo, resta às jogadoras se empenharem para convencer Zé Roberto a ficar na equipe até as Olimpíadas.

Camila Brait e Fabi brigam para a vaga de líbero. Dani Lins e Fabíola ganharam a companhia de Fernandinha na disputa pelo posto de levantadora. E Mari, que segundo o técnico ainda está abaixo do que ele queria, foi cortada da seleção para o torneio. Quem fica tem que mostrar o que sabe. Mas o Pré-Olímpico Sul-Americano é o local para isso?

O campeonato conta com times de nível muito inferior ao do Brasil. E sempre escutamos aquela história de que é difícil se concentrar e tudo mais contra os mais fracos. Acho que, a grande maioria das jogadas que o Brasil armar, vai cair. Não estou desmerecendo nenhuma jogadora ou equipe, mas trata-se de um time campeão olímpico, vice-Mundial e segundo no ranking contra seleções que se formaram há três anos, como a Argentina, a que tem a melhor colocação na lista da FIVB, com o 18º lugar.

Que o Pré-Olímpico dê a vaga ao Brasil em Londres e ajude nos treinos da equipe para as próximas competições…

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