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Posts com a Tag Estados Unidos

terça-feira, 22 de julho de 2014 Seleção masculina | 09:54

Qual a lição do vice na Liga Mundial?

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Como a gente viu, o Brasil acabou com a medalha de prata na Liga Mundial. Depois de atropelar a Itália em um excelente jogo na semifinal, a equipe de Bernardinho fez um jogo equilibrado, mas perdeu para os Estados Unidos na decisão e ficou com o vice, mais um.

A final, pelo menos, já foi melhor que no ano passado, quando o time brasileiro foi liquidado pela Rússia. Dessa vez foi um 3 a 1 no placar (31/29, 21/25, 25/20 e 25/23), mas a partida foi de igual para o igual e os americanos venceram porque, como sempre, tiveram mais paciência para trabalhar a bola e forçaram muito bem o saque. Se eles não têm mais Stanley, algoz do Brasil na final olímpica de 2012, eles contam com Christenson e com Muagututia. O ataque foi ajudado pela defesa bem colocada e finalizado por Sanders e Anderson.

Divulgação/FIVB

Seleção brasileira masculina no segundo lugar no pódio da Liga Mundial

Já o Brasil sabe que pode contar, por exemplo, com Lucarelli. Ele foi um dos poucos a se destacar naquela derrota para o Irã na fase final e marcou 14 pontos na final. Com ele, Bruninho voltou a fazer a pipe, jogada de meio fundo. Wallace arrasou a Rússia no bloqueio e no ataque na primeira partida dessa etapa e foi o maior pontuador da decisão. Bom, nemé necessário falar de Bruninho com Lucão pelo meio. E é ótimo ver Murilo em ação novamente, como até já comentamos aqui. Ele está confiante de novo no ataque e é uma segurança e tanto na linha de passe.

E ainda: Lucão, Lucarelli e Wallace levam prêmios individuais

Entretanto, aí também pode estar um problema da seleção. Sem Murilo, o passe do Brasil caiu muito. E isso me lembra uma característica de todos os times campeões de Bernardinho. O técnico tinha seus titulares e um banco de reservas a altura. E agora? O time perdeu Lipe e Maurício por lesão e usou Lucas Lóh, mas o jovem ainda não está pronto. Já a inversão de 5-1 ganhou volume com Rapha ao lado de Vissotto, já que os dois sabem muito bem atuar juntos. Mas muitas vezes a bola do oposto é lenta e não ajuda.

Leia mais: Bernardinho viu Brasil abaixo do ideal na final da Liga Mundial: ‘Aprendemos uma lição’

O vice da Liga Mundial deixa um aprendizado, como disse o próprio Bernardinho. “Os Estados Unidos controlaram o jogo. Eles tiveram uma boa defesa, mantiveram a bola viva. Nós cometemos muitos erros e estamos frustrados, mas aprendemos uma lição. Precisamos melhorar para o Campeonato Mundial”, falou o técnico. Sim, vai ser preciso fortalecer o elenco e melhorar pontos como o saque, muito aquém em diversas partidas.

Porém, não é preciso ser tão rígido. A Liga Mundial mostrou que o Brasil pode ser o Brasil. A equipe teve uma reação e tanto para chegar à fase final e isso não deve ser ignorado. Quando os titulares voltaram, o time se achou e fez ótimas partidas. Acho que vale pensar em elenco e como seguirá a renovação, mas também acho que dá para sonhar agora com um bom resultado no Campeonato Mundial. A derrota na final faz parte, acontece. Mas o que fica é a superação e o crescimento do time.

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quarta-feira, 28 de agosto de 2013 Seleção feminina | 09:12

Vitória dos sonhos na madrugada no Grand Prix

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“Nem no meu sonho poderia imaginar um resultado desses”. Foi assim que José Roberto Guimarães analisou os 3 sets a 0 do Brasil sobre os Estados Unidos no primeiro jogo da fase final do Grand Prix, nesta madrugada. A seleção levou a melhor em menos de uma hora e mostrou que estudar, e muito, vale a pena.

Divulgação/FIVB

Gabi foi a melhor em quadra diante dos EUA

Os números do jogo comprovam a superioridade brasileira. No ataque, foram 20 pontos a mais que os Estados Unidos. Em bloqueio, também vantagem brasileira, com 13 a 7. Vitória de novo nos aces, com 4 a 3. Mas o que me chamou  atenção foram os erros, ou a ausência deles. O Brasil deu apenas 9 pontos de graça às norte-americanas, que falharam 16 vezes. Lembrando que precisou marcar 75 pontos para fechar a partida em sets diretos, isso não é nada.

E após a partida, Zé Roberto e as jogadoras fizeram coro e falaram do desempenho tático e que o time tinha ido bem em todos os fundamentos. Karch Kiraly, técnico dos Estados Unidos, concordou. “Elas nos venceram em casa fase do jogo”, resumiu o ex-jogador. Isso é resultado de muito estudo, horas e horas e vídeo e disciplina em quadra. Ter passado quase uma semana no Japão fazendo aclimatação, treinos e analisando os adversários deu muito bem! Os vídeos foram bem aproveitados.

O que chamou a atenção também foi ver Gabi como melhor do jogo. Desde a temporada passada e principalmente neste ano, fala-se muito em Fernanda Garay, que vive ótima fase. Mas é bom ver outros destaques no time também, como a garota de 19 anos. Isso sem falar que agora Zé Roberto está voltando aos poucos com as mais experientes e elas também estão fazendo a sua parte, como Thaísa, com 13 bolas no chão, e Fabiana, a atacante mais eficiente.

Como já falei outras vezes, o treinador do Brasil tinha mesmo que fazer testes e a melhor hora eram as competições menores ou mesmo a fase de classificação do Grand Prix. Agora é a chance de recuperar o título e tem que colocar o que tem de melhor (ou que viu de melhor nos testes) em quadra.

Brasil segue na fase final e encara o Japão nesta quinta-feira, às 7h10 (horário de Brasília). Nada de madrugada dessa vez…

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terça-feira, 11 de dezembro de 2012 Diversos | 11:28

Stacy Sykora se aposenta das quadras

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Getty Images

Stacy Sykora

A líbero norte-americana Stacy Sykora, eleita a melhor do mundo na posição no Mundial de 2010, decidiu parar de jogar vôlei. A jogadora, que defendia o Urbino, da Itália, resolveu se aposentar por não conseguir mais dar o seu máximo. As informações são do site Melhor do Vôlei.

“Quero que as pessoas se lembrem de mim por meus prêmios individuais, como o do Mundial de 2010, que se lembrem de quando eu jogava em alto nível. Hoje, ao meu ver, eu já não posso dar o meu máximo”, teria dito a líbero.

Leia mais: Líbero norte-americana, Stacy Sykora assume homossexualidade

Stacy foi uma ótima defensora para a seleção dos Estados Unidos e ganhou fama aqui no Brasil defendendo o Vôlei Futuro. Em 2011, sofreu um acidente de ônibus com a delegação da equipe de Araçatuba e foi a única atleta com ferimentos graves. Com traumatismo crânio-encefálico, ela chegou a ficar em coma e tentou se recuperar. Stacy voltou a jogar, sonhava com Londres 2012 e assinou neste ano com o time italiano. Entretanto, ficou com algumas sequelas, como a visão afetada e não voltou ao alto nível.

“Vai demorar até eu me entregar. De A a Z, recomeço do A. Não sei o que eu vou fazer ainda, mas com certeza será o meu melhor”, falou a agora ex-jogadora.

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segunda-feira, 30 de julho de 2012 Seleção feminina | 17:42

Primeira derrota em Londres

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A seleção brasileira feminina de vôlei parou no favorito time dos Estados Unidos nesta segunda-feira em Londres, como escrevi no relato que ajudei a escrever para o iG. Quem quiser ver os detalhes do jogo, segue o link:

Leia mais: Brasil para nos favoritos EUA e perde a primeira no vôlei feminino

Defesa do Brasil se perdeu diante dos EUANos primeiros sets, os EUA dominaram e jogaram soltos em quadra. Enquanto elas atacavam e derrubavam as bolas com facilidade, o Brasil parecia acuado e sem muita ação. Nem o bloqueio, que é um ponto forte desse time, apareceu. O primeiro ponto no fundamento saiu apenas no meio do segundo set! Do outro lado, Hooker comandou o time e colocou 23 bolas no chão. Deve ter errado uns três ataques apenas em toda a partida.

Além do desempenho e da confiança (falta dela do lado nacional e confiança de sobra para os EUA) na rede, a defesa foi a diferença do jogo. Os Estados Unidos se armaram no fundo de quadra e recuperaram vários contra-ataques. Já o Brasil até estava bem posicionado, mas ainda não conseguia colocar a bola para cima. Se nada caia do lado de lá, muitas bolas caíram do nosso lado…

E mais vez fica a dúvida sobre a convocação de Natália. Já que o ataque não estava se encontrando, o jogo pedia uma atacante de potência, tanto que Fernanda Garay foi bem quando soltou braço. Jaqueline estava muito marcada e teve mais uma partida ruim, com apenas dois pontos. Paula Pequeno e Sheilla viraram mais, mas ainda estão abaixo. Natália poderia ser essa opção, mas mais uma vez entrou apenas para sacar. Vale ter uma jogadora no banco mas não usá-la em todas as funções?

Ainda foi um jogo da primeira fase e essa derrota não tira o Brasil da briga. Se existe algum momento para poupar alguém é agora, quando se pode perder e ter tempo para se recuperar. E pelo menos perdeu para o mais forte do grupo e favorito ao ouro. Não dá para tropeçar, por exemplo, na próxima rodada, contra a Coreia, que é teoricamente um adversário mais fácil que os EUA. Mas será que quando a competição afunilar e for necessário ter todo mundo pronto para entrar e tentar resolver, Natália estará preparada?

A seleção tem um dia para treinar e se arrumar. E a Coreia também tem volume de jogo, além de abusar das jogadas rápidas. O bloqueio e a defesa do Brasil precisarão estar bem ajustados ou então a situação vai ficar ainda mais complicada.

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domingo, 17 de junho de 2012 Seleção feminina, Seleção masculina | 16:48

Duas vitórias e duas derrotas e trabalho pela frente

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O final de semana do vôlei teve vitórias para homens e mulheres no sábado, e derrota para homens e mulheres no domingo. Quem acabou levando a pior foi o time de Bernardinho, que com o tropeço por 3 a 1 diante da Polônia ficou em segundo lugar do grupo e terá que esperar mais duas rodadas para saber se avança ou não às finais da Liga Mundial. Uma situação nenhum pouco confortável.

Veja como foi a vitória da Polônia sobre o Brasil set a set

Brasil x Polônia - FIVB

Polônia venceu o Brasil por 3 sets a 1 neste domingo

A Liga Mundial é um treino para as Olimpíadas, mas como já disse aqui, de que adianta esse treino se o time não chegar às finais, para encarar mais rivais de peso e realmente ser testado? E como fazer um planejamento de treinos sem saber se segue aqui no Brasil ou se viaja para a Bulgária, como já havia comentado Bernardinho?

A derrota deste domingo começou quando a seleção perdeu um contra-ataque no finalzinho do primeiro set. Ali o time se desconcentrou. Depois, conseguiu impor finalmente o ritmo na terceira parcial, mas no quarto set, Murilo errou um saque que poderia mudar a partida.

Valeu ter visto Leandro Vissotto recuperado e jogando hoje ou o Giba buscando o melhor ritmo, mas, no geral, faltou muito ao Brasil nesta primeira fase da Liga Mundial. Foram partidas sem poder de ataque, sem definição na virada de bola. Na hora do sufoco, Bernardinho apostou em Bruninho e Ricardinho, apesar de ter ido bem ao lado de Wallace (e o oposto foi destaque em vários momentos), demorou demais para se entrosar com os centrais e não correspondeu. Rodrigão surpreendeu contra a Finlândia, mas não se firmou no time titular. Já Thiago Alves voltou muito bem da temporada do Japão e forma boa dupla no momento de ponteiros com Murilo, já que Dante segue lesionado. E o Brasil ainda teve partidas muito bem no saque, mas caiu depois. Posso estar sendo pessimista, mas chegando ou não à fase final, trabalho não faltará em Saquarema.

E as mulheres vivem com altos e baixos, assim como foi no primeiro final de semana de Grand Prix. Contra a Alemanha, deu tempo de se recuperar em 3 a 1. Mas como explicar a atuação diante da Itália, por exemplo? O time de Zé Roberto conseguiu uma linda virada, saindo de 24 a 20 e vencendo o set. Depois, levou um 25 a 14 e devolveu com passeio em 25 a 15. Era para embalar e acabar logo, não? Não. A Itália quem venceu o quarto set e o Brasil teve que decidir o tie-break.

Agora há pouco, contra os Estados Unidos, a seleção começou com volume de jogo e aproveitando os contra-ataques. Venceu o primeiro set e, depois, parou e as norte-americanas venceram por 3 sets a 1.

Veja set a a set a vitória dos EUA sobre o Brasil no Grand Prix

Jaqueline - Vipcomm

EUA cresce e vence Brasil de virada no Grand Prix

Para as mulheres, foi apenas uma derrota que ainda não ameaça a classificação. E Zé Roberto deve seguir com os testes, que já deram alguns resultados positivos. Fernandinha ainda me parece mais consistente para ser a segunda levantadora. Mari conseguiu pontuar mais. Contra a Itália, entrou no final do set da virada e ajudou no ataque e no bloqueio. Neste domingo também mostrou convicção na maioria dos ataques. O problema é que ela vai competir por posição com Sheilla, que tem mais recursos e experiência recente como oposta.

Mais uma vez, parece que falta mais cabeça no lugar à seleção feminina. Perdi as contas de quantas vezes escutei Zé Roberto falando nos tempos: “calma, vamos voltar, vamos buscar de novo”. Falta uma regularidade. Falta manter o padrão. A etapa da China está aí para isso.

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quarta-feira, 13 de junho de 2012 Seleção feminina, Seleção masculina | 10:35

Brasil no "grupo da morte" nas Olimpíadas

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A FIVB (Federação Internacional de vôlei) confirmou na terça-feira os grupos das Olimpíadas de Londres. E o caminho não será fácil nem para a seleção masculina nem para a feminina. Veja como ficou a divisão no quadro abaixo:

No masculino, o problema logo de cara pode ser a Rússia. A equipe se renovou bem durante o ciclo olímpico, venceu a Liga Mundial e a Copa do Mundo e chega forte às Olimpíadas. Tem jogadores como o oposto Mikhaylov, um atleta jovem, mas que já tem uma certa experiência internacional e sabe decidir.

No grupo B também tem a Sérvia, que ficou sem o ídolo Milijkovic, que resolveu se aposentar, mas garantiu a vaga no Pré-Olímpico mundial e tem outros bons atacantes. Já os Estados Unidos não são os mesmos que foram campeões em 2008 sem o levantador Ball, mas sempre crescem contra o Brasil. E eles seguem com Stanley e outras potências no saque e no ataque, sem contar com o volume na defesa. Alemanha e Tunísia sobraram no grupo…

Leia mais: Calendário da Liga Mundial preocupa Bernardinho

No feminino, os Estados Unidos, líderes do ranking mundial, também estão no caminho do Brasil, mas, por aqui, devem dar ainda mais trabalho. Se os homens sabem defender, nem é preciso falar das mulheres. E agora a equipe tem, além de suas estrelas, Hooker depois de uma ótima temporada aqui na Superliga. Acho que essa será uma das seleções a ser batida.

Depois vem Sérvia e Turquia. As sérvias, como as russas, são altas e boas jogadoras. Já a Turquia venceu o Pré-Olímpico europeu e ganhou moral. Para piorar, o grupo ainda tem China e Coreia, seleções asiáticas chatas e experientes, com seu estilo de jogo rápido e potente Kim no ataque das coreanas.

Como era de se esperar, a Grã-Bretanha, cabeça de chave, acabou em grupos mais fáceis tanto no masculino quanto no feminino. Ainda assim, a vida deles não será simples. Os times se classificaram às Olimpíadas por serem do país-sede e não por méritos em quadra.

Cuba fora dos Jogos Olímpicos

O triste em olhar para esses grupos e não ver Cuba nem no masculino e nem no feminino. Entre as mulheres, a seleção perdeu a chance se de classificar na Norceca e só levou pancada no Pré-Olímpico mundial. A equipe não conseguiu se renovar e há tempos nem lembrava aquele conjunto que tanto provocou o Brasil nos anos 90.

Mais detalhes: Seleção masculina perde, e Cuba fica fora do vôlei nas Olimpíadas

No masculino, entretanto, Cuba estava conseguindo se manter entre os melhores e, em 2010, fez a final do Campeonato Mundial contra o Brasil. No ano aseguinte, com suspeita de plano de fuga (problema comum no país), cortou nomes importantes do time, como Simon. Restaram o promissor Leon, Mesa, Diaz e Bell, mas o time não conseguiu a vaga no Pré-Olímpico na Alemanha. Fim de uma tradição nos Jogos Olímpicos e reflexo de problemas do país.

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quarta-feira, 16 de maio de 2012 olimpíadas, Seleção feminina, Seleção masculina | 10:34

Quem já tem e quem ainda pode ter a vaga olímpica

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Os Pré-Olímpicos continentais acabaram e ainda restam as repescagens mundiais para homens e mulheres. Até agora, quem já conseguiu a vaga para as Olimpíadas de Londres? Entre os classificados, já dá para saber quem está melhor? E entre aqueles ainda sonham com Londres, quem carimbará o passaporte?

Quem já está lá

Brasil-FIVB

Brasil venceu sem problemas o Pré-Olímpico Sul-Americano em São Carlos

Entre as mulheres, o Brasil entrou para a lista que já contava com Grã-Bretanha, Itália, Estados Unidos, China, Argélia, Turquia e República Dominicana. No masculino, Estados Unidos, Argentina e Itália completam a relação ao lado de Grã-Bretanha, Rússia, Polônia, Brasil e Tunísia.

Como conversamos por aqui, ainda é difícil falar qual o nível atual da seleção brasileira feminina, já que os rivais do Pré-Olímpico Sul-Americano foram mais fracos.  Os homens estreiam agora na Liga Mundial e a expectativa é para ver como será a volta de Ricardinho. Se ele encaixar as suas bolas rápidas com os atuais atacantes, como fazia nos anos de parceria com Giba, o Brasil ganha um ótimo ponto positivo.

Já entre os outros time, a Turquia mostrou suas credenciais no Europeu feminino, deixando Rússia e companhia para trás. É uma seleção que vem crescendo e vale ficar alerta. A República Dominicana também é outra que gosta de dar trabalho, ainda mais com Bethania de La Cruz jogando bem. Estados Unidos dispensam comentários e podem ser candidatos ao ouro.

No masculino, os norte-americanos ainda têm estrelas de Pequim, como Stanley e seu saque, e Anderson, que já foi destaque em Liga Mundiais. São os campeões e merecem respeito e cuidado. A Argentina é a seleção em crescimento, que busca amadurecer e, apesar de ter Conte e companhia, acho que ainda fica um pouco para trás.

Quem ainda busca a vaga

Cuba - FIBV

Cuba quase ficou fora do Pré-Olímpico mundial, mas deve conseguir a sua vaga

Os torneios classificatórios mundiais dão uma vaga aos asiáticos e três para seleções de outros países. No feminino, brigam Japão, Coreia, Taiwan e Tailândia, além de Sérvia, Cuba, Rússia e Peru. Por aqui, a briga não deve ser tão dura. O Japão deve ser o asiático classificado e Peru não tem ainda time para competir com os demais. No final, Cuba, que precisou de ajuda financeira para disputar o torneio, deve ir para Londres, ao lado de Rússia e Sérvia.

O masculino terá três torneios de repescagem, um na Bulgária e outro na Alemanha ao mesmo tempo e, depois, um no Japão. Essa será a chance de tradicionais como Bulgária e Cuba conseguiram as vagas. Sérvia, mesmo sem Milijkovic, ainda tem bons atacantes e segue na briga.

Agora é com vocês. Quem encara o Brasil em Londres? Quem serão os favoritos por lá? É só comentar!

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sexta-feira, 4 de novembro de 2011 Seleção feminina | 15:40

Seleção perde para o emocional… mais uma vez

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A seleção feminina estreou com uma derrota diante dos Estados Unidos na Copa do Mundo. Que a partida seria uma das mais complicadas do torneio, já era esperado. Mas o Brasil tinha que se deixar levar pelo emocional?

Fabi e Dani Lins - Divulgação/FIVB

Fabi e Dani Lins vão para a bola, mas não acham nada

As norte-americanas fizeram o seu jogo. Variaram os ataques, deixaram poucas bolas caírem na defesa e se impuseram. E o Brasil, além de errar demais, perdeu a concentração e se deixou abater ao longo do jogo. “Até quando o Brasil vai perder por problemas emocionais?”, perguntou Newton Carvalho, um dos leitores do blog.

Não sei, Newton. Achei que essa fase já tivesse passado com o ouro olímpico. É tão comum se ouvir que Cuba só sabe jogar na frente no placar, que perde o foco quando leva uma virada. Mas o Brasil tem dias em que vive o mesmo problema. A seleção perdeu a agressividade e a vibração e também perdeu para os EUA.

E se antes a equipe tinha “medo da Rússia”, agora está sofrendo diante das norte-americanas, algozes de Grand Prix. Depois do jogo, Paula Pequeno disse que o time não pode fazer dos EUA um bicho papão. Mas será que já não fez?

A solução para isso pode ser mostrar mais agressividade desde o começo. Os EUA têm volume de jogo, mas algumas bolas cravadas dão confiança ao time! E de nada adianta sacar sem fazer muito efeito, e ainda errar (olha o emocional de novo!).

Se Sheilla não está em sem melhor dia, mesmo sendo uma grande jogadora, deixe Tandara em quadra. Quem está no banco está vendo que acontece e pode entrar com mais vontade de resolver. Essa vontade é que não pode faltar. Também vale lembrar dos meios. Quando o time conseguir usar o potencial de Fabiana e Thaísa, vai ficar mais fácil.

No sábado, o Brasil encara o Quênia e pode ser o jogo para dar moral, já que a seleção será o time superior em quadra. Veremos…

P.s.: Também vi os comentários desses dias sobre o time completo do Brasil no Pan. Foi só a estreia (e sei que em um torneio de pontos corridos isso pode contar), mas vou esperar os próximos jogos da Copa e já comento disso por aqui também.

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quarta-feira, 5 de outubro de 2011 Seleção feminina, Seleção masculina | 20:48

Na Copa do Mundo não dá para escolher adversário

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A FIVB (Federação Internacional de Vôlei) divulgou nesta quarta-feira a tabela de jogos da Copa do Mundo, torneio que dá três vagas para as Olimpíadas de Londres e, por isso, é visto para homens e mulheres como o mais importante da temporada. E a seleção masculina teve uma pequena vantagem…

O time de Bernardinho estreia diante do Egito, um rival mais fraco. E geralmente é bom começar contra o mais fraco para acabar com ansiedade e ganhar um pouco de ritmo. Mas logo depois, eles já encaram os Estados Unidos. Já as mulheres estreiam diante das norte-americanas, algozes da equipe nos últimos torneio. Ou seja, o jeito será já começar com força máxima.

Entretanto, a Copa do Mundo é um torneio no qual não dá para escolher adversários ou ficar fazendo contas. Tem que entrar para ganhar todas as partidas. Todos jogam contra todos e no final, quem somar mais pontos fica com o título. Fórmula simples, sem segredos, mas que pode reservar algumas armadilhas.

Os pontos são corridos e, portanto, qualquer jogo é importante. E o Brasil tem mostrado nesta temporada que demora a engrenar de fato nas competições. Tudo bem, a Liga Mundial foi o primeiro torneio, ainda era início de trabalho, mas a seleção masculina foi devagar. No Sul-Americano, mesmo com toda a superioridade, fez jogos feios e sem concentração alguma. A Copa do Mundo não permite esses erros.

Já no feminino, o time pode até se empolgar, mas alguns resultados do ano não foram, digamos, reais. De novo, no Sul-Americano o Brasil sobrou, só que neste caso, sobrou com louvor e concentração, como já comentamos por aqui. A equipe deve ir bem de novo no Pan, já que terá a seleção principal contra times provavelmente desfalcados. Mas no Grand Prix, quando encarou as rivais de fato, conseguiu uma crescente com ótimos jogos, com destaque para Thaísa e Dani Lins e um 3 a 0 na Rússia, mas parou diante dos Estados Unidos na hora da decisão. Agora, na Copa do Mundo, já estreia diante das norte-americanas e com o desgaste de ter acabado de jogar o Pan.

E os rivais ao longo da Copa do Mundo serão os tradicionais de sempre. No masculino, Rússia, que foi mal no Europeu, ganhou o convite e acho que segue como potência. No feminino, Estados Unidos, Rússia e Itália, se jogar completa, são os destaques. Vamos ver quem carimba o passaporte para Londres!

P.s.: aproveitando… Cuba definiu o time para o Pan-Americano com o ponta Leon, o levantador Hierrezuelo, o oposto Hernandez e o líbero Gutierrez, todos que estavam no Mundial (informação de Daniel Bortoletto, do Lance!). Time forte e um bom desafio para a seleção de novos de Rubinho.

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domingo, 28 de agosto de 2011 Sem categoria | 06:59

Faltou agressividade. Faltou brilho nos olhos. Faltou o ouro

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Depois da reação e da vitória sobre a Rússia na semifinal, era difícil imaginar que a seleção brasileira feminina fosse fazer justamente na decisão o seu pior jogo no Grand Prix. E mais um placar de 3 sets a 0 era pouco provável. Mas o Brasil foi pouco agressivo, pareceu nervoso e apático, não mostrou seus melhores fundamentos e levou os tais 3 sets a 0 (26/24, 25/20 e 25/21) dos Estados Unidos na final da competição.

Natália - Divulgação/FIVB

Natália fica no bloqueio norte-americano na final do Grand Prix

O jogo desta madrugada começou tenso. Os dois times defendiam bem e a primeira bola raramente caia. E as norte-americanas erravam a definição dos pontos também. Só que, aos poucos, elas se acharam e o Brasil, não.

Enquanto os Estados Unidos variaram as jogadas ao longo da partida, ora atacando com muita força e ora usando bem uma largada, o Brasil foi apático e pouco agressivo em quadra. Faltou aquela bola cravada no ataque para dar moral. Faltou o sangue nos olhos e o jogador batendo no peito e chamando bola! Sheilla , a oposta e jogadora de segurança, poderia ter feito esse papel, mas não o fez. Faltou Dani Lins usar mais o meio.

E a levantadora merece um destaque à parte. Dani amadureceu ao longo do Grand Prix. Aos poucos ela se soltou, explorou Thaísa e Fabiana, se encaixou bem com Fernanda Garay. Só que na final, ela insistiu demais nas pontas, mesmo com o passe na mão, e esqueceu da jogada rápida. Thaísa, uma das grandes jogadoras do Brasil no torneio, recebeu muito pouco. Ela marcou apenas sete pontos no ataque. Fabiana ficou com três. E contra um time com muito volume como as norte-americanas, é fundamental variar para tentar surpreender a defesa.

As brasileiras não foram agressivas. Fernanda Garay e Natália demoraram a soltar o braço no ataque. Sim, elas são jogadoras novas e entraram no lugar das experientes Mari e Paula Pequeno, mas as duas tinham potencial para mais. No geral, o ataque do Brasil não colocou pressão.

Thaísa - Divulgação/FIVB

Thaísa foi uma das melhores jogadoras do GP, mas recebeu pouco e não apareceu na final

Além disso, o bloqueio brasileiro, acho que o melhor fundamento do time no Grand Prix, praticamente não apareceu. Enquanto os Estados Unidos marcaram 8 pontos no fundamento, o Brasil empacou nos 2 pontos. E isso também é um reflexo do saque, que não funcionou de maneira efetiva e não prejudicou o passe rival.

Do lado norte-americano, sobraram bolas cravadas, saques bem colocados e definição no momento certo. No terceiro set, por exemplo, elas entraram com tudo, com cara de quem iria fechar logo o jogo e levar a medalha. Os Estados Unidos também erraram bastante (deram 22 pontos e o Brasil deu 20), tanto que o Brasil chegou a encostar no terceiro set (quando finalmente acertou alguns ataques potentes), mas souberam definir quando era preciso. Elas jogaram soltas, com sorriso no rosto, como Brasil vinha fazendo.

O dia, ou a madrugada, foi das norte-americanas. E o nome do jogo foi Logan Tom. Ela marcou, atacou e sacou bem. Os Estados Unidos venceram porque jogaram melhor, foram inteligentes na marcação e na definição e comandaram o jogo.

Crescimento individual do Brasil

Já a premiação individual mostrou que a seleção fez um boa campanha e tem jogadoras em ascensão. Thaísa, que aos poucos vem sendo a principal meio do time, foi o melhor saque. Dani Lins, que amadureceu como já comentamos, foi a melhor levantadora. Fernanda Garay levou o prêmio de melhor recepção e ela realmente deu uma grande estabilidade ao passe nacional. Além delas, Tandara, outra estreante na seleção, correspondeu bem quando entrou nas inversões. Depois de um bom campeonato sem nenhuma derrota até esta madrugada, só faltou jogam bem na final. Mas Zé Roberto tem elenco para trabalhar na temporada…

P.s.: Para fechar o pódio, a seleção da Sérvia ficou com o bronze com um 3 sets a 0 sobre a Rússia. As sérvias foram, sem dúvida, a melhor surpresa deste torneio. Estrearam e já chegaram ao pódio.

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