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quinta-feira, 12 de janeiro de 2012 Campeonato Italiano, Superliga | 18:48

Por que Leandro Vissotto se dá tão bem no vôlei italiano?

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Leandro Vissotto - Divulgação

Leandro Vissotto é um dos jogadores de segurança do Cuneo

O oposto Leandro Vissotto chegou à seleção brasileira depois de títulos e várias partidas como destaque nos anos que ficou no Trentino. Na temporada passada, defendeu o Vôlei Futuro com altos e baixos e também caiu no time de Bernardinho em 2011. Na janela de mercado, voltou para a Itália e é mais uma vez o destaque, só que agora no Cuneo. Na quarta-feira, ajudou o time na classificação antecipada na Liga dos Campeões, por exemplo. Porque Leandro Vissotto vai tão bem no vôlei italiano e nem sempre tem o mesmo rendimento por aqui?

A explicação vem em um bate-papo exclusivo com o oposto de 2,12m. “A diferença entre o Campeonato Italiano e a Superliga é basicamente a bola e, com isso, muda todo o sistema de jogo. A penalty (usada no Brasil) é uma bola muito leve e de difícil controle , por isso, os sacadores a não forçam tanto. Assim, acaba ficando mais fácil passar, o que ajuda o levantador a distribuir bolas com velocidade e pelo centro. Na Itália é exatamente o contrário”, fala Vissotto.

“Aqui o saque é muito forçado porque a bola é mais pesada e mais fácil de ser controlada. Como serviço forçado e sem o passe na não, o levantador tem que se apoiar nos atacantes de bola alta. É por isso que sou muito efetivo e um jogador de decisão no Italiano”, completa o oposto. Os resultados comprovam a boa fase do brasileiro na Itália. Ele foi eleito o melhor jogador de dezembro no campeonato nacional.

Ter 2,12m e estar acostumados e esse tipo de jogo ajuda, e muito, Vissotto na Itália e nos torneios pelo Cuneo. Mas o que falta para se dar bem também por aqui e na seleção, como fez na reta final dos torneios de 2010? Quem sabe se antecipar um pouco ao ataque para chegar às bolas mais aceleradas?

A bola pode deixar o voleibol italiano mais “quadrado” e um pouco mais lento, mas os gigantes que atacam nas pontas também pode se dar bem no Brasil. Renan, de 2,17m e destaque do BMG/São Bernardo tem ido bem e foi o principal atacante do time na vitória sobre o RJX na noite de quarta-feira. Vissotto também te jogo para isso, basta se readaptar ao vôlei nacional para se dar bem também na seleção…

Mudança na tabela da Superliga
E falando no vôlei por aqui, a Superliga masculina tem um novo líder. O Sesi venceu o Montes Claros e, com o tropeço do Vôlei Futuro diante do Vivo/Minas, assumiu a ponta da tabela (leia mais sobre a partida). Agora sim os times não ganhando a sua cara e podemos ter ideia do que acontecerá na competição. O RJX ter perdido não é alarmante, por exemplo, porque jogou sem Dante e Lipe. Mas agora os times já estão entrosados e mais bem treinados. A tendência é que o torneio fique ainda melhor.

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sexta-feira, 20 de maio de 2011 Diversos | 18:19

Vissotto na Itália, mudanças em Araçatuba e em Montes Claros

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Mais uma sexta-feira e mais uma semana agitada para o mercado do vôlei. Nesta manhã, Leandro Vissotto cumpriu a sua promessa. Ele disse na quinta, no Twitter, que teria uma novidade nesta sexta. Voltou ao microblog e disse que havia assinado com o Cuneo, da Itália (leia mais sobre a transferência de Vissotto). Bom negócio?

Leandro Vissotto

Vissotto voltou ao Brasil no ano passado e jogou no Vôlei Futuro, mas não chegou a acordo para renovar

Vissotto conhece nem o vôlei italiano depois de ter jogado quatro temporadas lá antes da passagem pelo Vôlei Futuro (que acabou depois que ele e o time não chegaram a um acordo para a renovação). E o Cuneo fez uma boa campanha no último nacional, terminando em segundo lugar. Não é o super time do Trentino que ele jogava, mas é uma equipe que briga para vencer.

E é melhor ele se esforçar na temporada porque a concorrência pela vaga de oposto na seleção aumentou depois da ótima Superliga de Wallace no Sesi. Na Itália, ao menos, estará em um torneio de um nível excelente, apesar de um pouco diferente do Brasil. Lá os atletas apostam mais na força. Mas para um cara de 2,12m é até mais fácil jogar dessa maneira.

Ainda essa semana, o Vôlei Futuro feminino anunciou a contratação de Paulo Coco, que deixa o Pinheiros (saiba mais sobre a ida de Paulo Coco para Araçatuba). Apesar de não ter entendido algumas escolhas de Coco na Superliga, como a troca de líberos, eu acho que ele é técnico muito mais firme que o William.

Aqui na capital, o Pinheiros dá sinais de que será difícil seguir na próxima temporada. A assessoria do time afirmou que o clube tentava negociar com patrocinadores, mas o Mackenzie já tirou o seu apoio(veja como acabou a parceria Pinheiros e Mackenzie). E como sempre falo por aqui, é muito ruim ver qualquer equipe se fechando, perdendo patrocínio. O Pinheiros vinha de temporada com resultados que podem ser considerados bons, mas sem jogadoras como Fabíola, Ivna, Ju Costa, Karine perdeu a sua base e a identidade. O Sollys/Osasco foi ao maior beneficiado, pelo menos dentro de quadra.

Bruno Zanuto

Bruno Zanuto deixa o Montes Claros e é um grande reforço para o Medley/Campinas

No masculino, quem estava ameaçado e respirou foi o Montes Claros. A equipe comMas também fica a dúvida de quem restará no elenco para a temporada. O técnico Talmo já fechou com o novo time feminino do Sesi. E agora Bruno Zanuto, uma das melhores contratações de 2010/2011, assinou com o Medley/Campinas.

Com isso, a equipe de Campinas já está com um belo elenco. Vamos relembrar… Já contrataram o oposto Bob, o levantador Fidele, o meia Everaldo e renovou com nomes como André Heller, Gustavão e Lukianetz. Agora também em Zanuto e Aranha, ponteiro que estava no Pinheiros. Em suma, o time conta com atacantes de raça (Bob e Zanuto) e de força (Lukiantez). Os centrais equilibram altura (Gustavão) e experiência (Heller). Resta saber como Fidele, que ainda é um levantador novo, vai comandar todo mundo. Acho que o time começa a temporada com chances melhores do que no ano passado.

Para fechar, o RJX segue contratando. Os titulares já estão praticamente definidos e são eles: Marlon (levantador), Théo (oposto), Riad (central), que acabou se der campeão italiano com o Trentino, Dante (ponta), Felipe (ponta) e Lucão (central) e Allan (líbero). Agora também anunciaram Guilherme, levantador que estava no Londrina e Renan, ponta que era do Minas. Como já disse Gustavo, é um time que nasceu forte. Só espero que siga os caminhos do Pinheiros, que também nasceu grande, mas não se encontrou muito bem em quadra.

E vocês? Gostaram das novas mudanças do mercado? Deixem seus comentários!

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quarta-feira, 12 de maio de 2010 Campeonato Italiano | 09:10

A final do Campeonato Italiano direto da quadra

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O Trentino, bicampeão europeu, campeão da Copa da Itália e atual vice italiano, era o time a ser batido na final do Campeonato Italiano. Mas quem disse que o Cuneo se intimidou do outro lado da quadra? Na primeira temporada em decisão em jogo único, no último domingo, o Cuneo venceu por 3 sets a 1 e faturou o scudetto pela primeira vez. Mas eu não vou contar como foi a partida. Com a palavra, os brasileiros que estavam por lá: Leandro Vissotto, oposto do Trentino, e Rapha, levantador. Cada um fala sob um ponto de vista, já que Vissotto jogou e Rapha ficou como espectador, ainda se recuperando de uma fratura no dedo da mão.

Primeiro set – domínio do Trentino
Vissotto: “Começamos bem o jogo, com um primeiro set muito consistente e com um bom ritmo. Fechamos com uma grande vantagem e tudo caminhava bem, até então. Fomos perfeitos no bloqueio e no ataque, principalmente”
Rapha: “Conseguimos ser muito agressivos no saque e essa foi a diferença nesse set, ganhamos fácil”
Resultado: Trentino 25 x 14 Cuneo

Segundo set – pane no ataque
Vissotto: “O jogo ficou mais equilibrado. Ficamos um pouco atrás no marcador na metade da parcial e corremos atrás do prejuízo, mas erramos alguns saques. Quando tentamos forçar e eles acabaram vencendo. Nosso ataque simplesmente não funcionou no set”
Rapha: “Cuneo conseguiu entrar no jogo e começou a neutralizar os pontos fortes do nosso time (ataque e saque)”
Resultado: Trentino 20 x 25 Cuneo

Terceiro set – faltou cabeça
Vissotto: “Nós começamos muito mal, errando muito e eles abriram cinco pontos na primeira parada. Isso nos desestabilizou um pouco. Após o segundo tempo técnico, tentamos buscar o resultado, mas já não dava tempo”
Resultado: Trentino 22 x 25 Cuneo

Quarto set – o fim
Rapha: “A partir do terceiro set, fomos totalmente dominados por Cuneo, que com seus jogadores muito experientes conseguiram manter a calma e manter esse ritmo agressivo até o final do jogo”
Vissotto: “Até começamos bem, equilibramos o jogo novamente, mas outra vez apareceram os mesmos problemas dos sets anteriores e acabamos perdendo”
Resultado: Trentino 20 x 25 Cuneo

Resumindo…
Vissotto: “Foi uma partida decidida em detalhes, eles estavam um pouco mais concentrados e conseguiram tirar proveito dos nossos erros para vencer. O aspecto físico também foi determinante. Vínhamos de uma decisão desgastante na Champions League, tivemos dois jogos em dois dias no Final Four, enquanto o Cuneo está descansando desde o último jogo da semifinal do Italiano, alguns dias antes. Mesmo assim, eles estão de parabéns pelo scudetto. Fizeram uma bela partida e mereceram vencer”
Rapha: “Foi um jogo muito estranho. Foi uma noite muito triste para o nosso time, parabenizo Cuneo pela excelente partida que fizeram. Mas fazendo uma analise geral de toda temporada, acabo muito feliz por todas conquistas que obtivemos”
Resultado: Trentino 1 x 3 Cuneo

Com o primeiro título na história, o Cuneo deu o troco na final da Copa da Itália, quando foi derrotado pelo Trentino. Os jogadores fizeram festa na quadra, lotada por 8426 fãs e até ficaram sem roupa! Veja as fotos da comemoração

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