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Posts com a Tag Cuba

sexta-feira, 29 de junho de 2012 Seleção feminina | 10:55

E a vitória embalou, sim senhor!

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Na quinta-feira, depois do jogo contra a China, estava me perguntando se a boa vitória iria embalar a seleção nesta reta final do Grand Prix. Pelo, visto, embalou, sim senhor! O Brasil fez um ótimo jogo e liquidou Cuba por 3 sets a 0 nesta madrugada. De quebra, com derrota da Turquia para os Estados Unidos, a seleção subiu para o segundo lugar na classificação.

Seleção - divulgação/FIVB

Sorriso aberto depois dos 3 sets a 0 sobre Cuba

Assim como no jogo da fase classificatória, Cuba abusou dos erros. Naquela partida, as caribenhas deram 41 pontos ao Brasil. Hoje, foram 28 em três parciais. Só que, dessa vez, a seleção usou todas essas falhas a seu favor, dominou o jogo e conseguiu impor o seu ritmo, como deve ser feito. Prova são os números de erros do Brasil. Foram apenas quatro pontos dados de garça às cubanas em todo o jogo.

Veja os detalhes da vitória do Brasil sobre Cuba set a set

O Brasil também voltou a sacar bem. Foram 12 pontos diretos e outros tantos que deram trabalho à recepção cubana. Com isso, também ficou fácil bloquear. Resumindo, excelente atuação do Brasil! A seleção é melhor do que Cuba e soube mostrar isso.

E Zé Roberto mexeu mais uma vez no time. Primeiro, manteve Fernandinha e Fernanda Garay como titulares, com Fabíola e Jaqueline no banco. Ainda colocou Adenízia e, depois, Dani Lins, Juciely, Mari e Jaque. O bom foi que, mesmo com as alterações, a seleção manteve o bom ritmo e finalmente fez uma partida sem os altos e baixos. E Fernandinha seguiu usando bem os meios, tanto que Adenízia foi a maior pontuadora do jogo. Garay também foi bem mais uma vez.

E hoje a ‘briga’ entre as opostas acabou mais equilibrada. Sheilla jogou dois sets e Mari foi titular no terceiro. Depois de passar uma parcial toda em quadra, ela recebeu seis bolas, marcou três pontos e jogou outras três para o outro lado, segundo as estatísticas. Nenhum erro. Bom aproveitamento. Já que parece que Mari será uma das 12 nas Olimpíadas, precisa de mais tempo em quadra também.

Que venha a Tailândia e mais um bom jogo para o Brasil no Grand Prix. Partida será às 2h (horário de Brasília) deste sábado. Nem sempre vai ser simples como foi nesta madrugada, mas que o time mantenha a regularidade.

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sexta-feira, 25 de maio de 2012 Diversos | 14:51

Cuba dá adeus a Londres no vôlei feminino

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Acabou. Como bem tinham alertado nos comentários aqui do blog, Cuba não conseguiu nem chegar perto da classificação para os Jogos Olímpicos e, com mais uma derrota nos Pré-Olímpico mundial, acabou com as chances de chegar a Londres.

Cuba - FIVB

Japão cresce o bloqueio para cima de Cuba em vitória no Pré-Olímpico mundial

Cuba havia vencido apenas o Peru, por 3 sets a 0, na competição. Foram derrotas, também por 3 a 0, para Coreia do Sul, Rússia e Sérvia. Nesta sexta-feira, a seleção caribenha levou 3 sets a 2 do Japão, que poupou jogadores e ainda ganhou 40 pontos de graça em erros.

Leia mais: Cuba perde e está fora do vôlei feminino em Londres

O vôlei feminino de Cuba fica fora das Olimpíadas depois de 24 anos. De nada adiantou ter recebido ajuda financeira para bancar a viagem ao Japão para o Pré-Olímpico. Os infinitos erros do jogo desta sexta mostraram qual a real situação do país.

A seleção está muito longe daquela tradicional, cheia de marra e que foi tricampeã olímpica. Por enquanto, só briga com as equipes de perto, como os times que jogaram o classificatório da Norceca. A classificação teria que ter saído ali, mas a derrota para a República Dominicana de Bethania de La Cruz e companhia começou a acabar com o sonho olímpico.

Quem está feliz e tranquilo no Pré-Olímpico mundial é a Rússia. Mesmo sem Sokolova, a equipe segue como a única invicta e com vaga para Londres assegurada. Japão, melhor seleção asiática, também respira aliviado.

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quarta-feira, 16 de maio de 2012 olimpíadas, Seleção feminina, Seleção masculina | 10:34

Quem já tem e quem ainda pode ter a vaga olímpica

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Os Pré-Olímpicos continentais acabaram e ainda restam as repescagens mundiais para homens e mulheres. Até agora, quem já conseguiu a vaga para as Olimpíadas de Londres? Entre os classificados, já dá para saber quem está melhor? E entre aqueles ainda sonham com Londres, quem carimbará o passaporte?

Quem já está lá

Brasil-FIVB

Brasil venceu sem problemas o Pré-Olímpico Sul-Americano em São Carlos

Entre as mulheres, o Brasil entrou para a lista que já contava com Grã-Bretanha, Itália, Estados Unidos, China, Argélia, Turquia e República Dominicana. No masculino, Estados Unidos, Argentina e Itália completam a relação ao lado de Grã-Bretanha, Rússia, Polônia, Brasil e Tunísia.

Como conversamos por aqui, ainda é difícil falar qual o nível atual da seleção brasileira feminina, já que os rivais do Pré-Olímpico Sul-Americano foram mais fracos.  Os homens estreiam agora na Liga Mundial e a expectativa é para ver como será a volta de Ricardinho. Se ele encaixar as suas bolas rápidas com os atuais atacantes, como fazia nos anos de parceria com Giba, o Brasil ganha um ótimo ponto positivo.

Já entre os outros time, a Turquia mostrou suas credenciais no Europeu feminino, deixando Rússia e companhia para trás. É uma seleção que vem crescendo e vale ficar alerta. A República Dominicana também é outra que gosta de dar trabalho, ainda mais com Bethania de La Cruz jogando bem. Estados Unidos dispensam comentários e podem ser candidatos ao ouro.

No masculino, os norte-americanos ainda têm estrelas de Pequim, como Stanley e seu saque, e Anderson, que já foi destaque em Liga Mundiais. São os campeões e merecem respeito e cuidado. A Argentina é a seleção em crescimento, que busca amadurecer e, apesar de ter Conte e companhia, acho que ainda fica um pouco para trás.

Quem ainda busca a vaga

Cuba - FIBV

Cuba quase ficou fora do Pré-Olímpico mundial, mas deve conseguir a sua vaga

Os torneios classificatórios mundiais dão uma vaga aos asiáticos e três para seleções de outros países. No feminino, brigam Japão, Coreia, Taiwan e Tailândia, além de Sérvia, Cuba, Rússia e Peru. Por aqui, a briga não deve ser tão dura. O Japão deve ser o asiático classificado e Peru não tem ainda time para competir com os demais. No final, Cuba, que precisou de ajuda financeira para disputar o torneio, deve ir para Londres, ao lado de Rússia e Sérvia.

O masculino terá três torneios de repescagem, um na Bulgária e outro na Alemanha ao mesmo tempo e, depois, um no Japão. Essa será a chance de tradicionais como Bulgária e Cuba conseguiram as vagas. Sérvia, mesmo sem Milijkovic, ainda tem bons atacantes e segue na briga.

Agora é com vocês. Quem encara o Brasil em Londres? Quem serão os favoritos por lá? É só comentar!

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segunda-feira, 7 de maio de 2012 Diversos | 12:04

Turquia, Rep Dominicana e mais dois brasileiros em Londres

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Turquia

Turquia comemora vaga nas Olimpíadas de Londres

O final de semana colocou mais duas seleções no torneio de vôlei feminino nas Olimpíadas de Londres. E também viu uma equipe tradicional prestes a desistir de disputar uma das vagas no Pré-Olímpico Mundial, no Japão. Boas e más notícias para o vôlei do mundo.

No Pré-Olímpico europeu, a Turquia foi a surpresa e assegurou o seu lugar nas Olimpíadas ao derrotar a Polônia na final do torneio por 3 sets a 0. Vale lembrar que a seleção passou pela Rússia, de Gamova e companhia, na semifinal e terminou a competição invicta.  Excelente campanha! A Turquia, dona de uma liga nacional com atletas renomadas, está crescendo como time nacional e vai pela primeira vez aos Jogos Olímpicos.

Quem comanda a equipe é Marco Aurélio Motta, brasileiro que assumiu a seleção feminina logo depois de Bernardinho. Por aqui ele não fez muito sucesso, sofreu com boicote das veteranas, mas começou a renovação na seleção, convocando nomes como Sheilla e Paula Pequeno. Aquele time não vingou, mas serve ainda como base à equipe de Zé Roberto. E agora, Motta consegue o feito histórico com a Turquia. Rússia e Sérvia vão para a repescagem mundial.

No Pré-Olímpico da Norceca, mais um brasileiro garantiu lugar em Londres. Por lá, a final foi o jogo que todos esperavam, entre as favoritas República Dominicana e Cuba. Com 3 sets a 1 no placar, as dominicanas, treinadas por Marcos Kwiek, carimbaram o seu lugar nos Jogos.

Cuba

Falta de verba pode tirar Cuba do Pré-Olímpico mundial

Entretanto, o que mais chamou a atenção no torneio entre as Américas foi a reação de Cuba após a derrota na final. Alegando falta de verba para competir na repescagem no Japão, as cubanas desistiram da competição, que distribui as últimas três vagas para as Olimpíadas. A FIVB ainda não confirmou quem joga no Japão e já recebeu pedidos até de Mireya Luis para ajudar a equipe caribenha a tentar um dos lugares em Londres.

Leia ainda: Porto Rico diz que fica com vaga de Cuba no Pré-Olímpico de vôlei

Por um lado, é bom ver brasileiros se dando bem lá fora e a Turquia crescendo como mais uma potência. Sinal de que o vôlei feminino promete um torneio equilibrado nas Olimpíadas. Mas os Jogos podem perder um pouco a graça sem Cuba e sua tradição. Tudo bem, elas não são mais a potência dos anos 90, mas sempre conseguem dar trabalho aos rivais. Por enquanto, a vaga da Norceca para o Pré-Olímpico mundial é de Porto Rico. Vamos ver o que a FIVB decide nos próximos dias…

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domingo, 30 de outubro de 2011 Seleção masculina | 17:01

Ouro também para o masculino

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Galera, o Pan está acabando e a correria de ficar até a madrugada trabalhando também. Como no feminino, acompanhei todos os jogos da seleção masculina aqui para o iG e, por enquanto, deixo com vocês o relato de como foi a final diante de Cuba:

Assim que tiver um tempinho, volto com o comentário completo sobre a atuação dos novatos no Pan. E vocês, o que acharam do Brasil? Alguém conseguiu uma vaga no time de Bernardinho? O espaço é de vocês…

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sexta-feira, 19 de agosto de 2011 Seleção feminina | 10:13

Contra Cuba, tudo funcionou, até o contra-ataque

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Na semana passada, Zé Roberto fechou da segunda etapa da fase de grupos do Grand Prix reclamando do contra-ataque do Brasil. Se o saque e o bloqueio iam bem, a seleção pecava na definição. Depois da madrugada desta sexta, ele mudou de ideia…

A seleção feminina venceu mais uma no Grand Prix, desta vez diante de Cuba. A equipe caribenha não é mais aquela potência velha conhecida e jogou mal, mas o Brasil foi bem em todos os fundamentos, dominou os números do jogo e venceu, com facilidade, por 3 sets a 0 (veja como foi a partida).

Zé Roberto elogiou o time e disse que as brasileiras foram bem em todos os fundamentos, seja saque, ataque, bloqueio ou contra-ataque. Os números comprovam isso. O Brasil venceu Cuba em todas as estatísticas. Foi 38 a 29 no ataque, 9 a 3 no bloqueio, 7 a 1 no saque e 11 a 20 em pontos dados em erros.

O Brasil ficou abaixo da média que vinha apresentando no bloqueio, mas ainda, venceu com facilidade. E Zé Roberto ainda teve a chance de colocar todo mundo para jogar. Começou com Fernanda Garay como titular e mexeu bastante na equipe. Garay vem sendo destaque quando entra para ajudar no passe e, dessa vez, foi destaque também no ataque, como a maior pontuadora da partida (15 acertos). E com os números do jogo, deu para ver que todas as mudança deram certo.

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quarta-feira, 6 de julho de 2011 Seleção masculina | 11:29

Virada dramática para acordar de vez na Liga Mundial

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Depois de cinco sets, o Brasil estreou com vitória sobre Cuba na fase final da Liga Mundial (veja como foi o jogo set a set). Que sufoco! Mas valeu para o time de Bernardinho acordar de vez e mostrar as suas forças nesta competição. E acho que o jogo fez bem aos nossos atletas também…

Bernardinho começou o jogo com Marlon, como a gente comentava por aqui, e voltou Leandro Vissotto na posição de oposto.  Porém o esquema não deu certo e o time não rendeu o esperado. Além de ver seus ataques pararem no bloqueio cubano, errava saque demais. E de que adianta forçar o tempo todo e errar ainda mais contra um time que só joga na força e está acostumado a pancadas?

O jogo passou a mudar no terceiro set, quanto Bernardinho trocou quatro jogadores. Pontos para o treinador! Bruno, Théo, Sidão e Giba deram um gás a mais e o ânimo que o Brasil precisava.  Além disso, a equipe passou a sacar com consciência, colocando e não apenas forçando. E vendo Sidão encaixar, mais uma vez, boas sequências. A reserva fez bem principalmente a Bruno. O levantador mostrou o volume esperado, variou as jogadas e usou todos os seus atacantes. Além disso, Théo foi seguro no ataque e Giba apresentou uma ótima forma.

Poderia ter sido mais simples e o Brasil poderia ter vencido com mais facilidade do quarto set, por exemplo, quando voltou a perder um pouco a objetividade na virada de bola. Mas, diferente das derrotas da primeira fase, o time conseguiu se segurar no momento decisivo e brilhou a estrela de Lucão, mais um que passou diversos jogos desta Liga Mundial longe de suas melhores atuações. Ele ainda vacilou no saque e pode melhorar no bloqueio, mas foi gigante no ataque. E não é sempre que um central fecha um jogo com 20 pontos!

Passado o sufuco, ficaram coisas boas e ruins. Um jogo de cinco sets logo no começo de uma semana cheia desgasta. O Brasil ainda não passou o jogo todo em seu nível ideal. Mas uma virada dá um ânimo a mais!

P.s.: No feminino, o Brasil também segue bem. A seleção principal venceu os Estados Unidos e está na semifinal da Copa Pan-Americana e a seleção de novas passou pela Polônia na Copa Yeltsin. Deu certo assistir aos jogos pela web? Alguém tentou? Eu fui vencida pelo sono…

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terça-feira, 5 de julho de 2011 Seleção masculina | 08:00

Como sobreviver ao grupo da morte na Liga Mundial?

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De volta ao blog ainda me recuperando da gripe (obrigada pelos recados de melhoras), é hora de falar da fase final da Liga Mundial. O Brasil está, segundo palavras de Bernardinho, no grupo da morte, ao lado de Cuba, Estados Unidos e Rússia. Na outra chave estão Polônia, Bulgária, Itália e Argentina. Os dois melhores de cada chave vão para as semifinais.

E agora, como sobreviver a esse grupo? Vamos a uma breve análise de cada adversário do Brasil e alguns “caminhos’…

Leon

Leon é uma das potencias de Cuba no ataque e no saque

Cuba: começou a Liga Mundial um pouco desacreditada sem o central Simon, o ponteiro Leal e o levantador Hierrezuelo, mas mostrou que ainda é uma potência e tanto no ataque. Bell e o jovem Leon são os dois melhores atacantes da competição. Seja qual for o time em quadra, eles apelam para a força física o tempo todo. O jeito é não se intimidar e tentar segurar à frente do placar, colocando pressão o tempo todo. É preciso jogar na técnica e não na força.
quarta-feira, às 8h30

Estados Unidos: depois dos jogos da primeira fase, dispensa maiores explicações. Liderados por Stanley, eles sabem sacar muito bem. Além disso, têm paciência para defender e armar contra-ataques quantos vezes forem necessárias. Foi jogando dessa maneira que eles venceram o Brasil na primeira fase. E é melhor o time nacional se armar para variar os ataques e também ter paciência para vencer.
quinta-feira, às 8h30

Rússia: teve uma chave até que simples na primeira fase, já que Japão e Alemanha não são rivais tão fortes assim. Teve apenas uma derrota, diante da Bulgária, o adversário mais complicado e, ainda assim, foi no final da primeira fase, quando já não atrapalharia mais. São aqueles altos de sempre, com bons jogadores de bloqueio, ataque e saque. Nesta Liga Mundial é destaque é para Maxim Mikhaylov, 3ª melhor atacante e que já deu trabalho ao Brasil em outras edições do torneio. Alerta é total e vale usar as jogadas rápidas para escapar do bloqueio.
sexta-feira, às 8h30

seleção brasileira

Com Marlon, camisa 17, Brasil conseguiu um passeio sobre a Polônia

E o Brasil? Deve fazer alguma coisa de diferente para chegar à semifinal? Eu apostaria em Marlon como levantador e seguiria com Sidão no meio. Como vocês comentaram por aqui, o time foi mais preciso no ataque com Marlon, que está distribuindo melhor do que Bruno. E Sidão está dando volume ao bloqueio. Nas pontas, Murilo deve voltar a receber mais bolas. E no geral, o bloqueio precisa pressionar mais e começar a defesa, como foram nas outras temporadas.

Enfim, a fase de adaptação acabou. Agora é para valer. Chegou a hora de ser ofensivo desde o começo dos jogos e de conseguir manter o padrão ao longo dos sets e de um jogo para o outro. Sabemos que o foco na temporada é a Copa do Mundo, que vale a vaga olímpica. Mas seria bom já começar com um pódio, não?

E vocês? O que esperam dessa fase final? E o que esperam do Brasil? Deixem seus comentários!

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domingo, 7 de novembro de 2010 Seleção feminina | 16:24

Dupla Fabiana e Fabíola brilha na vitória sobre Cuba

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*atualizado 08/11, às 14h40

Mais um jogo da seleção brasileira feminina no Mundial e mais uma vitória. Dessa vez, contra Cuba, que começou bem o jogo, tentou uma reação no final, mas caiu por 3 sets a 1 (leia mais). E agora a jogada da levantadora Fabíola com a central Fabiana funcionou e e foi importante para a partida.

Abraço de comemoração da levantadora Fabíola

Abraço de comemoração da levantadora Fabíola

No sábado, contra Tailândia, reclamei exatamente dessa combinação, já que as bolas não estavam saindo corretamente para Fabíola. Mas nesta madrugada, as duas estavam bem mais entrosadas. Com Fabíola dando bolas na medida, Fabiana comandou a reação nacional e foi uma das maiores pontuadoras da partida, com 15 acertos (14 no ataque e 1 no bloqueio), atrás apenas de Sheilla (17 pontos – 12 ataques, 4 bloqueios e 1 saque). E a levantadora vem se consolidando como titular, equilibrando as jogadas entre as atacantes e errando pouco. Será que o Brasil já resolveu o problema na armação das jogadas, deficiente desde a saída de Fofão, ou ainda é cedo para falar isso? Acho que, se ainda não chegou lá, está no caminho certo!

No geral, toda a seleção parece no caminho certo neste Mundial. Na partida contra Cuba, a seleção saiu na frente, mas perdeu o primeiro set depois de errar ataques e ver as cubanas crescerem no bloqueio. Na segunda parcial, as brasileiras erraram menos e acertam o tempo na rede, principalmente com as bolas para Fabiana. Com o jogo igual, o Brasil dominou o terceiro set. Depois, voltou a ficar atrás na quarta parcial com novos erros, mas aplicou uma sequência se seis pontos, virou e ganhou o jogo.

Acho que esse é um bom ritmo porque a seleção está sabendo se virar em quadra e logo se recuperar dos deslizes. Não é apenas Fabíola que está percebendo o melhor momento de jogar a bola para cada atleta. Todas parecem conscientes de seu papel. O Brasil está jogando com seu conjunto e, com isso, consegue se unir e crescer em quadra. Contra Cuba, o ataque vacilou no começo, mas logo o saque e o bloqueio entraram e o time se estabeleceu de novo no jogo e venceu. Os erros ainda existem, mas o time mostra que sabe como superá-los.

Agora basta vencer a Alemanha na madrugada de terça-feira, às 3h (horário de Brasília) para garantir a vaga na semifinal. O clima parece ser de euforia na seleção. “Estamos na contagem regressiva. Já superamos sete jogos, agora faltam quatro”, disse Zé Roberto. “Agora faltam quatro jogos. Vamos buscar a vitória a todo custo em todos eles. Queremos muito este título”, comentou Jaqueline.

Posso ser supersticiosa demais, mas não gosto de ficar contando jogos assim. Fico com uma sensação comum ao futebol, que se você gritar gol antes da hora, a bola não vai entrar. Zé Roberto também lembrou que é preciso ter calma. “Temos de pensar em um adversário por vez”, disse o técnico. O Brasil tem reais chances de ganhar o título e finalmente ser campeão Mundial, mas também prefiro focar apenas no próximo passo. Que venha a Alemanha em mais uma madrugada sem sono!

Resultados da segunda rodada

Grupo E
Peru 1 x 3 Coreia do Sul (26/24, 15/25, 18/25 e 23/25)
Sérvia 3 x 1 (China 21/25, 25/20, 25/22 e 25/22) – (China está eliminada do Mundial!)
Polônia 0 x 3 Rússia (17/25, 21/25 e 31/33)
Japão 3 x 1 Turquia (25/19, 23/25, 25/19 e 25/13)

Grupo F
Holanda 1 x 3 Tailândia (15/25, 23/25, 25/15 e 24/26)
República Tcheca 0 x 3 Alemanha (8/25, 17/25, 16/25)
Brasil 3 x 1 Cuba (23/25, 25/20, 25/13 e 25/18)
Itália 3 x 1 Estados Unidos (25/16, 24/26, 27/25 e 27/25) – (com o resultado, Brasil se isolou na liderança e a Itália ganhou moral. E agora pega rivais teoricamente mais simples – Cuba e Tailândia – e se empolga na disputa. Será que as europeias tiram a vaga dos EUA na semi?)

Vagas na semifinal
Por enquanto, os meus palpites das semifinais ainda estão de pé com Rússia, Japão, Brasil e Estados Unidos? E vocês, o que acham? Vou deixar a pergunta aberta e colocar o resultado de quem acertou no final desta fase, combinado?

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segunda-feira, 27 de setembro de 2010 Seleção masculina | 19:25

Cuba vence Brasil em jogaço no Mundial

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Brasil x Cuba era o melhor jogo deste grupo B na primeira fase do Campeonato Mundial. E em quadra, os times atuaram à altura das expectativas. Com uma bela partida, repleta de saques potentes, bolas cravadas e defesas surpreendentes, Cuba venceu o Brasil por 3 sets a 2 (34/32, 18/25, 23/25, 25/21 e 15/12).

O jogo
A partida começou com a cara de Cuba, com saque muito fortes. Os caribenhos marcaram cinco aces na primeira parcial. Mas o Brasil não se intimidou e se mostrou bem melhor na recepção do que nas primeiras partidas do Mundial. Aos poucos o serviço cubano perdeu a potência e, apesar de continuar eficiente, marcou menos pontos direitos. Do outro lado, a seleção errou alguns saques no finalzinho do set e perdeu por 34 a 32.

Na segunda parcial, o saque nacional melhorou e aproveitando-se de boas passagens de Bruno no fundamento, o time jogou a responsabilidade para cima de Cuba, que passou a errar mais. Depois de não fazer nenhum ace, eles viram o Brasil fechar e empatar o jogo.

Vissotto foi destaque no terceiro set

Vissotto foi destaque no terceiro set

No terceiro set, entretanto, Cuba mostrou grande volume de jogo. A seleção, que é elogiada pela potência física no saque e no ataque, defendeu bem e chegou a abrir seis pontos de vantagem. De novo, com Bruno no saque e a melhor rede, com Vissotto, Rodrigão e Murilo, o Brasil buscou. Foi o melhor momento no jogo de Vissotto! Melhor no bloqueio (que fez cinco pontos na parcial), a seleção virou a partida.

Mas equilíbrio e ótimas jogadas na sequência da partida. A partir do quarto set, Cuba usou e abusou de uma de suas armas: o oposto Hernandez. Se o passe saia ruim, ele recebia bola e virava mesmo assim. E ainda pedia para atacar! Além disso, Leon, na ponta, e Simon, no meio, continuaram voando. Os cubanos levaram o jogo para o tie-break, se aproveitaram de poucas falhar do Brasil no contra-ataque e fecharam o jogo, assegurando a liderança do grupo B.

Os destaques
Tanto Cuba quanto Brasil mostraram um voleibol de alto nível. Cuba não teve os famosos altos e baixos e manteve a energia, principalmente no ataque, do começo ao fim. Já o Brasil, nas palavras de Bernardinho, fez o seu melhor jogo do ano, apesar da derrota.

Quem me chamou a atenção na seleção foi mais uma vez Bruninho. Ele arriscou, forçou bolas chutadas e deixou os atacantes baterem diversas vezes no simples. Sim, ele errou algumas bolas, mas isso é normal. Fez uma ótima atuação.

No ataque, Murilo voltou a ser o grande nome, recebendo mais bolas e virando com consciência. Assim como no jogo da Espanha, ele comandou também o fundo e se apresentou na recepção. Infelizmente teve que sair no quarto set, com caibrãs, mas terá alguns dias para se recuperar até a próxima partida. E Giba entrou e ganhou elogios de Bernardinho, mas o Brasil não foi o mesmo no fundo.

Ainda sobre o ataque, fiquei mais feliz com Leandro Vissotto. Ele teve altos e baixos, mas finalmente soltou o braço do alto e seus 2,12m. Também foi fundamental na vitória no terceiro set e acho que, pela primeira vez nesta temporada, foi um oposto de verdade, seguro em todas as bolas. Mas tem que conseguir manter esse ritmo toda a partida.

Hernanez foi o maior pontuador da partida, com 28 acertos

Hernanez foi o maior pontuador, com 28 acertos

Mas oposto mesmo foi o cubano Fernando Hernandez. Ele tem 21 anos, está no primeiro Mundial e em ótima fase. Ele pediu bola, bateu no peito, encarou os brasileiros e não se intimidou em nenhum momento com o bloqueio ou a defesa da seleção. Que sirva como exemplo. Vamos falar a verdade, Cuba é um exemplo no ataque de maneira geral, com jogadas plásticas, bolas cravadas. Leon, o garoto de 17 anos é uma bela realidade. Simon no meio é um gigante no ataque e tem boa visão no bloqueio. Não foi a toa que o jogo foi tão bom…

E acho que o saque ainda merece destaque nesta partida. Quem saca pesado o tempo todo está acostumado a receber pancadas sempre, não é? Portanto, o Brasil melhorou quando jogou com inteligência no serviço. Para que correr risco na pancada? O melhor foi usar o serviço tático, pensar onde colocar a bola e acreditar no seu potencial. As melhores viradas, como disse na descrição do jogo, aconteceram com Bruninho no saque, usando essa tática. Na bola mais leve, colocada, com auxílio do bloqueio e do contra-ataque, o Brasil segurou o jogo e cresceu. A seleção errou serviços, vacilou, mas se encontrou ao longo do jogo. O time tem que levar essa lição para a próxima fase e se aproveitar dessa passagem para pontuar, afinal, com o levantador no saque, a seleção tem a sua melhor rede e o bloqueio mais forte, com Vissotto, Rodrigão e Murilo.

A próxima fase
Acho que já falei demais da partida… Vamos olhar para frente. Agora a seleção brasileira vai para o grupo N e encara Polônia, no dia 30 de setembro, e Bulgária, no dia 2 de outubro. São dois times foram apontados como favoritos por Bernardinho.

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