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domingo, 26 de abril de 2015 Superliga | 13:47

Título do Rexona coroa despedida de Fofão e volta da Natália

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Divulgação/Rexona-Ades

Fofão levanta taça de campeã da Superliga. Ela ainda foi eleita a melhor da final

E na velha e conhecida final da Superliga feminina, deu Rexona/Ades para cima do Molico/Nestlé com 3 sets a 0 no placar (25/21, 25/23 e 25/19). É um título para coroar a carreira de Fofão, que disputou a sua última Superliga, e também para mostrar que Natália voltou a ser aquela jogadora de potência que já foi destaque em seus times e na seleção.

Aos 44 anos, Fofão se despede das quadras com o ouro olímpico de Pequim 2008 e, agora, cinco títulos nacionais. A levantadora foi reserva de Fernanda Venturini por tempos e tempos e, quando assumiu a vaga, honrou a camisa da seleção e das equipes. Na final deste domingo, teve lances conhecidos de Fofão, como os saques táticos e os levantamentos na medida até nas bolas de manchete. Também errou uma bola e teve dois toques (bem dos duvidosos) marcados em outra, mas faz parte, claro. Fofão deixa as quadras mostrando como é ser uma jogadora serena, que comanda na habilidade e não no grito, que é, literalmente, a cabeça do time. Parabéns, é só isso que posso dizer!

Essa temporada também foi a volta, de fato, de Natália na equipe do Rio de Janeiro. A ponteira vinha em boa fase quando teve um tumor benigno na canela esquerda, em 2011. Ela passou por cirurgia, logo voltou a jogar e conquistou o bicampeonato olímpico em Londres 2012. Mas faltava alguma coisa. Fazia tempo que Natália não era decisiva, não era aquela jogadora de potência. E ela foi nesta temporada.

Além de acabar a Superliga como a segunda melhor atacante da competição, perdendo para a companheira Gabi, Natália foi peça chave na final. Logo de cara, foi a mais acionada por Fofão e correspondeu. Colocou nove bolas no chão só no primeiro set e cometeu o primeiro erro só na reta final da parcial. Depois, sofreu com o passe (que tem melhorado, mas sempre foi o ‘tendão de Aquiles’ da jogadora) e perdeu um pouco a virada de bola. No final, no terceiro set, voltou a virar e ajudou o Rexona a liquidar a partida. Fechou o jogo como a maior pontuadora, com 16 acertos, e como a Natália que conhecemos.

Foi assim que veio mais um título para o time do Rio de Janeiro, o terceiro em sequência e o 10º no total. Veja um pouco da partida set a set:

Natália foi a maior pontuadora da final da Superliga

Natália foi a maior pontuadora da final da Superliga

O Rexona venceu o primeiro set com Natália e bloqueios. A ponteira foi bem acionada por Fofão e marcou nove pontos. Já no bloqueio, foram 5 pontos a 2 (e vale lembrar que esse fundamento colocou o Molico na semifinal e ajudou em toda a Superliga). O time carioca ainda se aproveitou de contra-ataques e foi abrindo, chegando a 17 a 10. Entretanto, depois de 22 a 14, o Molico/Nestlé se acertou no saque, atrapalhou o passe carioca e cresceu. Chegou a encostar, mas o Rio voltou a usar Natália e fechou em 25 a 21.

Já a segunda parcial começou mais equilibrada. Do lado do Osasco, Mari seguiu em quadra no lugar de Ivna. Mais tarde, Gabi deu lugar a Samara. O time carioca, aos poucos, abriu. Se no primeiro set quem virou mais foi Natália, agora foi a vez de Régis e Gabi. Depois de um rali, o Rexona definiu e abriu 17 a 13. Amanda entrou para o saque e marcou no erro de recepção de Mari para fazer 18 a 13. De novo, a equipe do Osasco buscou a reação, como tinha feito na primeira parcial. Elas encostaram em 19 a 18 com um erro de Gabi e ainda tiraram set points, mas de novo o time carioca se segurou e fechou em 25 a 21.

A terceira parcial era a única chance de o Osasco tentar reverter a situação da final. E elas saíram na frente. Aos poucos o saque paulista entrou e ajudou o bloqueio a funcionar. O Molico abriu 9 a 5 após um bloqueio. Entretanto, o Rexona não se entregaria. O empate veio em 12 a 12, no erro de Mari. Na bola de xeque de Natália, 16 a 15 para a equipe carioca. A reta final do set foi um show de defesas. Pelo Molico, Carcaces soltava o braço e tentava virar. Do outro lado, Gabi e Fabi se colocavam na frente da bola para defesas incríveis e contra-ataques do Rexona, que se segurou à frente e liquidou o jogo.

O time do Rio de Janeiro começou embalado e soube se manter firme quando o Molico/Nestlé tentou reagir. E a equipe de Osasco pareceu mais nervosa, desperdiçou contra-ataques e jogou abaixo do que era preciso na final. Thaísa, sempre um pilar do elenco, não foi tão bem. Faltou aquele gás a mais, já que elas conseguiam uma reação, mas logo eram paradas de novo. Ficou para a próxima. Que venham mais finais de Superliga para gente curtir!

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domingo, 12 de abril de 2015 Superliga | 13:58

Título da virada! Sada Cruzeiro vence Sesi e é tri na Superliga

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Sada Cruzeiro é tricampeão da Superliga masculina. Jogando em casa, o time de Minas venceu o Sesi na manhã deste domingo por 3 sets a 1 (21/25, 25/19, 27/25 e 25/19) para ficar com o título da edição 2014/2015 do torneio nacional. E a palavra virada pode explicar bem como foi essa partida.

Éder comemora ponto para o Cruzeiro na final da Superliga masculina

Éder comemora ponto para o Cruzeiro na final da Superliga masculina

No primeiro set, o Sesi foi melhor com Théo no ataque e pontos de bloqueio (6 a 1 neste fundamento). O saque paulistano estava melhor e, com isso, o time foi abrindo e fechou sem muitos problemas. Aí começou a virada…

Na segunda parcial, o Cruzeiro conseguiu encaixar o saque, que é uma das principais armas em um jogo que conta com equipes equilibradas e fortes no ataque. Atrapalhar a recepção é meio caminho andado. O time da casa cresceu na partida, contou com pontos de Leal (maior pontuador do jogo com 21 bolas no chão) e empatou a partida em 1 a 1.

Veja mais detalhes da vitória do Sada Cruzeiro sobre o Sesi

Veio o  terceiro set e mais um momento de virada, que pode ter decidido a partida. O serviço do Cruzeiro ainda era pesado e, depois de Pacheco mexer no Sesi, o time se arrumou. Os paulistanos tiveram a chance de liquidar a parcial e chegaram aos 24 a 21. Mas eles erraram… O Cruzeiro defendeu, partiu para os contra-ataques, empatou e fechou em 27 a 25. Faltava pouco para mais um título.

E a sorte também ajudou os mineiros. No quarto set, Wallace marcou um ponto de cabeça. Isso mesmo! Ele atacou, a bola voltou com força na sua cabeça e retornou para a quadra do Sesi, caindo no meio dos jogadores. O Cruzeiro seguiu melhor e foi abrindo. O saque realmente já estava encaixado e Éder fez 17 a 13 com ace. Depois foi 22 a 16 no ace de Leal. O Sesi ainda recuperou alguns match points, mas já era tarde. No ataque do canadense Winters a bola desviou no bloqueio do Sesi e o 25º ponto foi para o Cruzeiro.

Pois é, foi o jogo da virada pelo placar geral, já que os mineiros perderam o primeiro set, e a virada pelos 21 a 24 na terceira parcial. E mais um título para a conta do Sada Cruzeiro.

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domingo, 27 de abril de 2014 Superliga | 16:15

Unilever cresce na fase final e fatura com sobra a Superliga

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A final foi diferente, mas o desfecho da Superliga feminina 2013/2014 foi com um velho conhecido no topo. Pela nona vez, o Unilever conquistou o título nacional. Depois de tantos anos encarando o time de Osasco na decisão, a equipe carioca dessa vez tinha o Sesi pela frente. Com começo arrasador e apenas uma bobeada no terceiro set, o elenco comandado por Bernardinho fez 3 sets a 1 se sagrou campeão de novo.

Alexandre Arruda/Divulgação CBV

Unilever é campeão da Superliga pela nona vez

O que fez o Unilever levar mais um título? Nesta temporada, o time sofreu críticas (eu me incluo nisso também), passou por altos e baixos e teve algumas derrotas bem inesperadas pelo caminho. A lesão de Fofão que a deixou parte do campeonato fora de jogo prejudicou. Roberta ainda é uma levantadora nova e não é nem justo compará-la a Fofão. Valeskinha também se machucou e aí deu lugar a Carol, mais uma central considerada baixa, mas que a exemplo da companheira de posição Juciely, sabe compensar com técnica e tempo de bola no bloqueio. Carol virou titular com méritos.

A equipe chegou aos playoffs sem aquele favoritismo disparado das outras temporadas, mas como já comentamos por aqui, cresceu na hora certa. Foi um novo time no momento da decisão, com jovens como Gabi e Carol assumindo a responsabilidade e a sérvia Mihajlovic virando e sendo destaque em alguns jogos desta fase final. Quando tinha que ter calma para virar um placar ou se manter à frente, o Unilever cumpriu seu papel e ganhou força a partir das quartas de final.

Saiba como foi a vitória do Unilever sobre o Sesi set a set na final da Superliga

Alexandre Arruda/CBV

Bernardinho fez o time crescer nos playoffs e comandou mais um título nacional

A partida deste domingo não foi diferente. Logo nos dois primeiros sets deu um passeio com saque que atrapalhou a recepção do Sesi e contou com os bloqueios de Carol  e companhia na rede. E se acontecia um rali, e foram diversos ao longo da partida, a tranquilidade para definir estava do lado carioca. Por exemplo, no primeiro set, um dos primeiros ralis vencidos pelo Sesi já foi com 18 a 10 no placar.  Os números do jogo comprovam isso, tanto que a maior diferença entre os times foi no ataque: 44 a 34 para o Rio.

O Sesi ainda tentou reagir e fez um excelente terceiro set com uma tática do técnico Talmo de Oliveira. A oposta Ivna parou demais no bloqueio rival. Por isso, ele improvisou Dayse como oposta e colocou Pri Daroit como ponteira ao lado de Suele. Deu certo e foi Dani Lins quem passou a trabalhar com passe na mão. Mas ainda na parcial, o Unilever reagiu com uma seqüência de cinco pontos ou mais e embalou de novo.

Veio o quarto set e a decisão. Apesar de um placar um pouco mais equilibrado, o time carioca seguiu na frente e quando o lado paulista parecia que ia reagir, errava ou ficava em um bloqueio. Teve um rali com uma linda defesa de Suele, por exemplo. A bola subiu, Dani Lins correu e olhou para Pri Daroit. As duas pararam e a bola caiu no meio. Não dá para fazer isso na final, ainda mais contra o Unilever. Com bola na mão, Fofão chamou Carol, que colocou a bola no chão e definiu os 3 a 1.

O Sesi avançou para a final ao eliminar o Moliço/Nestlé com ótimas atuações de Dani Lins e Fabiana. O time depende da dupla e os 10 pontos de Fabiana não foram suficientes neste domingo. Com passe ruim, a central ficou apagada em diversos momentos do jogo. Já o Unilever variou mais as jogadas, trabalhou mais tempo com uma recepção que ajudou Fofão e, principalmente, acho que teve tranquilidade para definir ralis e pontos importantes. Como disse, cresceu na competição quando precisava, ganhou força e se mostrou gigante na final. Para o Sesi valeu ter mudado a história. Mas o título ficou do lado de quem foi melhor, do começo ao fim.

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