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Posts com a Tag Camila Brait

segunda-feira, 5 de agosto de 2013 Seleção feminina | 12:50

Estreia com viradas, pressão e 100% para Brasil no Grand Prix

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A seleção brasileira feminina fechou o primeiro final de semana do Grand Prix com três vitórias em três jogos. A equipe passou por Polônia, Rússia e Estados Unidos com três viradas. Muitos falam que é bom começar um torneio aos poucos e pegar rivais em uma crescente para se adaptar, mas também vale a pena já estrear com rivais complicados. E fica melhor ainda se passar no teste.

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Divulgação/FIVB

Festa do Brasil na vitória sobre os EUA para fechar a primeira semana no Grand Prix

Nos três jogos, o Brasil cometeu diversos erros no primeiro set e demorou a se acertar na relação saque e bloqueio. Depois, como Fabiana comentou em uma das coletivas pós-jogo, o serviço passou a funcionar e os outros fundamentos também melhoraram. O passe, em alguns momentos, ainda é um problema. Contra o bloqueio alto desse primeiro final de semana, a seleção se deu bem quando conseguiu fazer suas jogadas de meio, ou seja, quando o passe entrou.

Além de melhorar o começo dos jogos, é bom também cuidar desse fundo. Mas o time mostrou que consegue encarar a pressão, virando jogos diante de rivais complicados e bons tecnicamente. Sim, a equipe nacional teve falhas, mas soube como consertá-las a tempo em todas as partidas.

Fernanda Garay foi a maior pontuadora em todos os jogos e diante dos Estados Unidos dividiu o posto com Gabi. Garay virou uma referência nessa seleção desde que entrou bem nas Olimpíadas de Londres. Já Gabi, caçulinha do time, mostrou personalidade e ganhou elogios do técnico José Roberto. Foi titular o tempo todo e não se intimidou mesmo sendo alvo no saque e muitas vezes caçada no bloqueio. Chegou bem ao time.

Leia mais sobre os jogos do Brasil no Grand Prix:

O Brasil, e todo mundo, começou a renovação em suas seleções. Por aqui, há ressalvas, mas o caminho parece interessante. O time ficou um pouco mais baixo com Monique como oposta ou Juciely como central. Mas a meio-de-rede, por exemplo, ajudou no jogo tenso diante das russas e surpreendeu as rivais. Acho que a vantagem é ter jogadoras em quase todas as posições. Na ponta, além de Gabi, tem Priscila Daroit no banco e ela foi destaque nos primeiros torneios que a seleção ganhou na temporada. No meio, tem Juciely que vai brigar com Thaísa, Fabiana e Adenízia. No fundo, Camila Brait é a sucessora de Fabizinha. A notícia ruim ficou por conta de Fabíola, que por problemas pessoais pediu dispensa da seleção. Ela pode fazer falta nos próximos jogos… Vamos ver como Claudinha estreia na equipe.

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A seleção brasileira viaja agora para Porto Rico e encara a República Dominicana na próxima sexta-feira. Depois, joga contra a Bulgária e fecha a segunda semana diante das donas da casa.

P.s.: galera, quem me segue no Twitter ou no Facebook viu meus comentários sobre problemas por aqui. O blog está bastante instável desde a semana passada, mas a tecnologia daqui do iG está tentando resolver. Portanto, se me ausentar mais do que o normal, já sabem o motivo!

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segunda-feira, 27 de maio de 2013 Seleção feminina | 19:09

Ano da seleção começa com mais novatas que veteranas

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Começa nesta terça-feira mais um ciclo olímpico para a seleção feminina brasileira de vôlei. As comandadas por José Roberto Guimarães estreiam na Montreux Volley Masters diante da Suíça, às 16h (horário de Brasília). E para o início do trabalho, mais caras novas do que veteranas. Quem vai ser sair bem e se firmar na equipe para o ciclo que vai até 2016?

Veja os horários de jogos da Montreux Volley Masters

CBV

Tandara, Fê Garay e Ellen: mistura na seleção brasileira para começar o ciclo olímpico

As mais experientes são Dani Lins e Fabíola, Tandara, Fê Garay, Adenízia e Camila Brait. Já entre as novatas, tem gente que nem é tão nova assim na idade, mas que tem pouca rodagem da seleção, como Juciely. E outras como Claudinha, Monique, Ellen, Pri Daroit, Michelle, Letícia Hage e Suellen.

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Primeiro as veteranas… Acho justa a volta de Fabíola ao time e, até agora, não entendi o seu corte para levar a Fernandinha para as Olimpíadas de Londres. Dani Lins cresceu em 2012, segurou o time em Londres e Fabíola fez de novo uma boa Superliga. Vale apostar nelas mais uma vez. Já Camila Brait tem tudo para mostrar o seu potencial sem ter que dividir o posto por enquanto com Fabi. A será a vez de Tandara aparecer como oposta. Ela também melhorou na Superliga, conseguiu ser a jogadora de segurança em diversos jogos, principalmente na segunda parte do torneio.

No lado das novatas, quero ver o desempenho de Claudinha. Como ela vai ser sair em um time grande, com mais responsabilidade. Ela vai trabalhar com Zé também no Vôlei Amil e pode ajudar nesse novo ciclo, afinal, o Brasil sofreu com levantadoras ultimamente. Dani foi fundamental em Londres, como já disse, mas isso foi uma boa surpresa.

Na posição de oposto, Monique deve colocar pressão em Tandara. Ela cresceu no Praia Clube e teve que ajudar o time quando Herrera se machucou. Já as ponteiras, quero ver Ellen, o rosto novo. A jogadora se destacou no Pinheiros, uma equipe com atletas pouco conhecidas, mas que deu trabalho. Ellen se mostrou forte no saque e consciente na rede, apesar de seus 1,79m. Vamos se terá chance na seleção e como ela se sai.

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CBV

Juciely tem 32 anos, mas é umas jogadoras da ala das menos experientes da seleção

Tem ainda as centrais. Juciely é baixa para a posição (1,84m), não é mais tão nova (tem 32 anos, 10 anos a mais que Letícia, outra central que vai para a Montreux), mas é veloz e excelente jogadora. As últimas Superligas deixaram isso bem claro. Ainda pode ser aproveitada por Zé Roberto. Pena que Bia e Angélica estão machucadas e não viajaram com a seleção. Bia, por exemplo, apareceu mais até que Fabiana no Sesi na última temporada. E Angelica foi mais um destaque do Praia Clube. Espero que ainda tenham chances.

Se há um momento para testar e colocar mais novatas que experientes em quadra é agora. E que a altura não seja um problema, porque essa seleção está um pouco baixa e, se ganha na velocidade, pode perder na marcação.

A Montreux é só o primeiro torneio da temporada e vale a pena já começar a mexer no time para ter tempo para pensar em formações, analisar desempenhos até ter um time lá no meio do ciclo que deve serguir até as Olimpíadas. Mais para frente, com Grand Prix e tal, as velhas conhecidas Sheilla, Thaísa, Fabiana e companhia devem voltar. Por enquanto, boa sorte para quem chegou! E bom desempenho para quem já estava no time!

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domingo, 14 de abril de 2013 Diversos, Superliga | 10:35

Noite de Camila Brait e manhã de final na Superliga

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Final de semana agitado no vôlei!  A noite de sábado foi de festa para Camila Brait. A bela líbero do Sollys/Netlé Camila Brait reuniu estrelas do esporte em sua festa de casamento. A jogadora se casou com o economista Caio Conca. Meninos da redação do iG, que colocam a líbero como uma das musas das quadras não devem ter gostado muito da notícia…

A próxima da lista deve ser Sheilla. A companheira de Brait já estava às voltas com os preparativos para seu casamento na fase final da Superliga, mas não quis comentar sobre o assunto. Felicidades às noivas!

Veja algumas fotos da festa de Camila Brait compartilhadas pelas atletas na redes sociais:

Se a noite de sábado foi de festa fora das quadras, a manhã de domingo é de decisão dentro das quatro linhas. Aqui, no ginásio do Maracanãzinho, Sada Cruzeiro dominou o primeiro set e saiu na frente na final da Superliga masculina diante do RJX. Quem será que fecha esse final de semana de vôlei comemorando? Volto ao final da partida com os comentários.

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sexta-feira, 15 de março de 2013 Superliga | 22:58

Sollys/Nestlé mostra sua seleção é o primeiro finalista

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A Superliga feminina já tem o seu primeiro finalista e é um velho conhecido. O Sollys/Nestlé acabou de fazer 3 sets a 0 diante do Vôlei Amil (25/19, 25/16 e 25/20), encerrou a série semifinal em 2 a 0 e avançou para a decisão. Resta saber se encara Unilever ou Sesi na briga pelo título.

Esse resultado, sem desmerecer em nada a equipe de Campinas, já era esperado. Todo mundo já cansou de dizer, mas a realidade é que o Sollys é praticamente a seleção e todo mundo está jogando bem. Fernanda Garay é um destaques da Superliga, Sheilla aparece no momento certo, Thaisa e Adenízia são fortes no ataque e no bloqueio, Jaqueline nesta noite resolveu no ataque e Fabiola, na segunda temporada no time, está mais do que entrosada e sabendo colocar todo mundo para jogar. Ainda tem Camila Brait no fundo.

Para facilitar, o saque do time de Osasco atrapalhou a recepção de Campinas. Com isso, elas conseguiram também colocar pressão no bloqueio e, em todos os sets, abriram vantagem sem muita dificuldade. Foi ainda uma lavada em pontos de ataque: 44 a 27 no final. O Vôlei Amil tentou e até se favoreceu justamente de erros do saque do Sollys no terceiro set, mas logo as visitantes se acharam de novo e fecharam.

A equipe formada por Zé Roberto fez um bom trabalho e cumpriu o objetivo no ano de estreia – como disse o treinador mais de uma vez, ele queria chegar à final do Paulista e às semis da Superliga. Saiu derrotado na duas, mas chegou lá. A mescla de juventude com experiência foi boa, mas as mais novas ainda precisam de rodagem e isso pesa e causa nervosismo na hora do vamos ver.

E agora, mais do mesmo com Sollys x Unilever na decisão? Ou o Sesi pode surpreender e levar a decisão da série semifinal para o terceiro jogo? Meu palpite é que  duelo será mais equilibrado do que o desta noite, mas quem ainda deve levar a melhor é a equipe carioca. E vocês? O que acham?

Desabafo de Zé Roberto

Depois do jogo, o técnico José Roberto Guimarães aproveitou para reclamar da CBV e do ranking das atletas. A pontuação foi criada para equilibrar as equipes e “espalhar” as jogadoras da seleção brasileira. O Sollys/Nestlé herdou atletas do extinto Finasa e, com isso, tem gente “barata” ou que não custa nada, como Adenízia, formada na base de Osasco. Com essas brechas no ranking, a equipe formou essa seleção que comentamos acima.

Será que isso é justo? Para Zé Roberto, não. Ele pediu a revisão do sistema do ranking, citou o caso de Adenízia e ainda completou: “Tem que ser revista a questao dos pontos porque se não a final vai ser sempre Rio e Osasco e quem entra vai ficar com dúvida se vai ficar”.

E vocês, o que acham?

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quinta-feira, 13 de setembro de 2012 Diversos | 10:29

Entrosadas x novatas e um Zé Roberto incomodado no clássico

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Sollys/Nestlé x Vôlei Amil

Sollys/Nestlé foi bem no bloqueio e na virada de bola para vencer o Vôlei Amil

A noite de quarta-feira foi de clássico no Campeonato Paulista. De um lado, o Sollys/Nestlé, atual campeão brasileiro. Do outro, o Vôlei Amil, time criado nesta temporada e que tem no comando José Roberto Guimarães. E no duelo entre quem está mais entrosado e quem acabou de se formar logo no começo da temporada, venceu o entrosamento, com folga.

O time de Osasco fez 3 sets a 0 para cima das rivais de Campinas (25/18, 25/23 e 25/17), em 1h18min. A equipe é a base da seleção brasileira, já que conta com Thaísa, Adenízia e Jaqueline, além de Fabíola e Camila Brait, que passaram pelo time nacional, e Sheilla e Fernanda Garay, que chegaram na última janela de mercado. O elenco de Campinas tem experientes como Fernandinha, Walewska e a cubana Daymi Ramires, sem falar no técnico Zé Roberto no banco. Mas a diferença foi que o Sollys/Nestlé, mesmo no começo da temporada, já está ‘redondinho’ e sabe jogar junto. Já o Campinas tem potencial, mas ainda está de conhecendo.

E esse ‘saber jogar junto’ fez a diferença, como é o esperado. O Sollys trabalhou com a bola na mão e pode usar e abusar das bolas de meio com Thaísa e Adenízia. Além disso, com fez vários pontos no bloqueio, principalmente no primeiro set. A virada de bola com Sheilla, Fê Garay e Jaqueline também funcionou. O Vôlei Amil ficou atrás em todos os sets e ainda precisa se encaixar mais em quadra. Já o Sollys tem que diminuir os erros de ataque, mas deve aproveitar que já começa a temporada um passo a frente dos rivais.

E Zé Roberto ainda viveu uma situação, digamos, desagradável em quadra. Em conversa ao iG e ao Mundo do Vôlei na tarde de quarta-feira, ele comentou um incômodo por enfrentar as ex-comandadas da seleção. “É ruim, é muito duro. Eu não gosto. É uma sensação muito difícil. Mas tem que jogar e cada um vai tentar fazer o melhor pelo seu time. Tem que saber separar. Uma coisa é dentro da quadra e outra coisa é fora. A gente tem que manter o respeito nos dois recintos. Lá dentro a gente vai fazer tudo pela nossa equipe. Depois acaba o jogo e é vida que segue e tudo fica dentro da quadra.”, comentou.

O técnico já havia ‘sofrido’ na rodada anterior, na vitória sobre o Sesi, que contava com Dani Lins, Tandara e Fabiana. E sabe que, agora de volta a um time brasileiro, passará por isso muitas e muitas vezes.

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quarta-feira, 25 de julho de 2012 Seleção feminina | 19:34

E Natália fica para as Olimpíadas de Londres

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Chega de sofrimento e ansiedade para a seleção brasileira feminina de vôlei. Zé Roberto anunciou, nesta quarta-feira, que Natália fica no time para as Olimpíadas de Londres. Com isso, Camila Brait acabou cortada. E agora, o que vocês acharam desse último corte?

Leia mais: “A Natália é uma jogadora importante demais para o nosso grupo”, diz Zé Roberto

Quero ver uma atuação de Natália. Ela é uma boa jogadora, melhorou um pouco no passe sob o comando de Zé Roberto e é uma bela atacante, de muita potência. Temos que ver se ela conseguirá colocar toda essa potência em prática depois de tanto tempo parada. Ela passou por mais uma cirurgia na canela esquerda em dezembro e não atuou desde então. E já estava sem jogar antes da operação…

Já Camila Brait veio de uma bela Superliga e poderia ajudar no fundo de quadra e no passe, ainda problemas para a seleção. Zé Roberto tentou colocá-la para fazer fundo junto com Fabi em algumas partidas e ainda faltou entrosamento. Mas o caminho me parecia bom. E ela está com ritmo de jogo, pronta para atuar a qualquer momento.

Agora é torcer para que Natália volte e volte bem! Como Leonardo comentou por aqui, também não sou totalmente a favor de cortar uma jogadora que pode entrar a qualquer momento e deixar outra que tem, sim, potencial, mas que estava tanto tempo parada. Mas respeito a posição de Zé Roberto, que acompanhou a ponteira esse tempo todo.

O Brasil precisa recuperar a convicção no ataque e as ponteiras ainda deixaram a desejar na temporada. Natália é uma jogadora alto astral, forte e que pode animar a equipe. O próprio Zé Roberto já destacou isso várias vezes. A postura da ponteira é usada como exemplo. Que ela esteja pronta e que a equipe realmente se empolgue com sua volta! E a Camila Brait ainda é jovem, tem potencial e vai ter o seu espaço na seleção em breve. Pena ter que viajar até Londres, sentir o gostinho de uma Olimpíada para esperar mais quatro anos.

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terça-feira, 24 de julho de 2012 Seleção feminina, Seleção masculina | 15:09

Trabalho em Londres e trabalho por aqui

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Galera, os dias de férias foram bem aproveitados com viagens e família, mas acabaram. Voltei ao trabalho nesta semana e não estou com o melhor dos ânimos em relação as seleções nas Olimpíadas. E vocês, o que esperam do Brasil nos Jogos de Londres?

Embarque da seleção feminina para LondresLi todos os comentários que vocês deixaram por aqui, principalmente sobre os cortes e a postura de José Roberto Guimarães. Como tinha falado durante as férias, não esperava o corte da Fabíola. Já o de Mari tem mais fundamento. Ela não veio de uma boa temporada e será que não foi testada muito “em cima da hora” como oposta. Quando entrou, ajudou, mas atuou pouco, enquanto Tandara já vinha na função. Porém, vale cortar a Mari, que já estava jogando e se recuperando, e tentar apostar em Natália, que ainda não jogou depois da cirurgia? Natália é uma jogadora potente, que pode, sim, resolver, mas deve sofrer com a falta de ritmo.

E acho que todos devem ter conversado muito para se viajar para as Olimpíadas com uma atleta ainda a ser cortada e isso não pesar demais no clima da equipe. Se Natália estiver bem, ela joga. Se ainda não estiver pronta, quem entra é Camila Brait, como segunda líbero. Mais uma vez, não valeria a pena tomar a decisão antes e evitar o estresse, a ansiedade? Os poucos dias entre a viagem para Londres e estreia diante da Turquia podem ser tão determinantes para a recuperação da ponteira? De qualquer maneira, Zé Roberto deve ter conversado com seu time e sabe o que deve fazer.

Já no masculino, gostei da definição de Bruninho para a Liga Mundial. Na chegada a Londres, ele disse que o campeonato foi um tapa na cara do time antes das Olimpíadas. O Brasil acabou em sexto lugar depois de uma atuação abaixo do esperado, sem convicção. O torneio mostrou que camisa não ganha medalha. Não adianta ter tradição e ter feito uma década de títulos, se não entrar com vontade do começo ao fim. E se o Brasil começou com as jogadas mais rápidas e bolas pelo meio-fundo, as outras seleções também já fazem isso muito bem. Que os ânimos dos brasileiros estejam renovados para Londres e que eles tenham mesmo acordado depois da Liga Mundial.

Bom, é hora de voltar ao trabalho. As Olimpíadas começam nesta semana e a rotina será puxada. Mas trabalhar para falar de vitórias é melhor, não é? Então, que as seleções me surpreendam e que venham bons resultados lá de Londres!

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domingo, 24 de junho de 2012 Seleção feminina | 10:49

Brasil vence segundo teste e vai para as finais do Grand Prix

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A seleção brasileira feminina teve dois bons testes na primeira fase do Grand Prix. Em casa, jogou contra os Estados Unidos, um time bem equilibrado e já pronto para as Olimpíadas, e perdeu. Agora, neste domingo, encarou a China na casa das rivais precisando do triunfo para chegar às finais da competição. A equipe cumpriu o seu papel e marcou 3 sets a 0 no placar. O Brasil ainda teve falhas, mas soube lidar com a pressão e avançar no torneio.

No sábado, Sheilla disse logo depois de passar por Porto Rico que o saque seria importante contra a China. Ela tinha toda a razão. Como a recepção chinesa é fraca! O saque brasileiro nem precisava ser forçado que já quebrava o passe rival. Méritos para a seleção, que soube usar esse recurso muito bem no primeiro set e também no terceiro. Sem passe, o ataque chinês ficou previsível e o bloqueio nacional agradeceu, marcando 15 pontos no jogo.

Veja como foi a vitória do Brasil sobre a China set a set

Entretanto, o Brasil também teve seus erros. Venceu o primeiro set muito bem, com facilidade, mas não entrou embalado na parcial seguinte e aí apareceram as falhas do lado de cá na recepção. Jaqueline falhou, Fabi falhou, Fernanda Garay falhou. Com isso, a China passou a bloquear mais. E também marcou mais aces: 4 a 2. Mas a seleção conseguiu se acertar e fechar o set. O mesmo aconteceu na terceira parcial.

Outro ponto a ser trabalhado são os contra-ataques. O Brasil cresceu na defesa, recuperou lindas bolas, mas errou na finalização diversas vezes. Na última parcial, por exemplo, foi um contra-ataque com três bolas para Sheilla e nenhuma no chão. Depois, três bolas para Jaqueline em outro rali e, mais uma vez, nenhuma definição. As bolas recuperadas tem que ser melhor aproveitadas.

Mas acho que o jogo deste domingo valeu a pena. Zé Roberto já está desenhando o que pretende usar nas Olimpíadas e, repetindo a escalação, todas ganham mais ritmo e entrosamento (as defesas mostram isso). Fernanda Garay pode ter falhado no fundo, mas entrou muito bem na rede, soltando o braço, e também dando um ânimo a mais ao time. Mesmo jogando apenas dois sets, ela foi a maior pontuadora, ao lado de Jaqueline, com 12 acertos. Thaísa fez uma boa primeira fase, voltando a ter um saque que mostrou resultado e resolvendo no ataque e no bloqueio. E hoje o técnico usou as duas liberos. Fabi fazia a recepção e Camila Brait, a defesa. Acho que ajudou, principalmente no final da partida, quando a seleção parecia mais ligadas nas coberturas e determinada e vencer logo.

O duelo valeu também pela classificação e por ver o Brasil cumprir o que precisava, ou seja, entrar, vencer e somar três pontos. Participar de mais jogos dará mais tempo para o time se preparar para Londres e seguir com os testes, como esse das líberos. E será a chance de encontrar, ou reencontrar,  times que serão rivais lá em Londres, como Turquia, Estados Unidos…Acho que agora, é mais importante colocar o time à prova em uma fase final de Grand Prix do que passar o tempo apenas treinando em Saquarema. Vai ser bom para o Brasil passar por mais partidas, sentir mais a pressão do resultado e ganhar mais tempo em quadra até as Olimpíadas.

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domingo, 13 de maio de 2012 Seleção feminina | 20:56

Brasil cumpre o seu dever e assegura vaga para as Olimpíadas

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Ninguém queria disputar este Pré-Olímpico da América do Sul. A vontade da seleção brasileira feminina de vôlei era conseguir a vaga para Londres direto na Copa do Mundo, mas com a quinta colocação, o jeito foi jogar em São Carlos. E já que elas estavam aqui e eram as grande favoritas ao título, cumpriram o seu papel, venceram todos os jogos por 3 sets a 0 e conquistaram o lugar nos Jogos Olímpicos.

Fernanda-garay/Vipcomm

Fernanda Garay, maior pontuadora do Brasil com 15 acertos, vibra na final

Na final deste domingo, o Brasil venceu o Peru. O primeiro e o terceiro sets foram fechados sem nenhuma ameaça. Mas na segunda parcial, depois de dispara no placar, a seleção deu uma parada e falhou, principalmente na recepção. Depois, melhor no ataque e com erros das peruanas (e como elas erravam! O time sabia defender, mas na hora de concluir…), chegou aos 25 pontos. Entretanto, segue o alerta para o passe, um antigo problema do Brasil. Jaqueline, ponteira responsável pelo fundamento, errou, levou aces e acabou se destacando mais no ataque do que no fundo nesta competição, por exemplo. Acho que esse será um ponto que Zé Roberto vai trabalhar bastante com a seleção até Londres…

Veja como foi a vitória do Brasil sobre o Peru set a set

Mas o Pré-Olímpico também mostrou coisas boas. Apesar da fragilidade das adversárias, o Brasil fez seu jogo a maior parte do tempo concentrado. E usou um bom saque. Na partida da semifinal, Sheilla chamou a atenção. Neste domingo ela seguiu bem, mas Jaque também acertou a mão em um serviço rente à rede que deu trabalho. O que não pode é o Brasil ter trabalho na recepção como teve.

Leia também: Vice, Peru vai ao Pré-Olímpico mundial, no Japão

Ainda é cedo para Zé Roberto definir quem vai levar às Olimpíadas, mas também teve gente que foi bem no torneio em São Carlos. Fabíola, levantadora considerada titular pelo técnico, variou bem, apesar de alguns meios fora do tempo. E ela soube “ler” a sua equipe, dando bola para quem estava virando, que neste domingo foram Sheilla e Fernanda Garay, principalmente. A líbero Camila Brait veio de uma excelente Superliga e não decepcionou quando entrou. Paula Pequeno também deu mais volume ao ataque ao substituir Garay em algumas partidas. Sheilla, depois de uma Superliga com lesões e de ter começado devagar o Pré-Olímpico, jogou bem na final.

O torneio teve um nível técnico baixo e ninguém chegou a pensar que o Brasil pudesse perder a vaga. E elas entraram em quadra e venceram. Agora é aproveitar uma semana de folga e voltar para o Grand Prix, que realmente vai testar essa equipe para Londres. E até lá treinos não vão faltar.

Brasil-vipcomm

Festa da vaga olímpica e "Eu quero tchu, eu quero tcha" para comemorar

P.s.: Itália e Estados Unidos, no masculino, também conseguiram as suas vagas para as Olimpíadas neste final de semana. Depois farei um post só para os outros Pré-Olímpicos, combinado?

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sábado, 12 de maio de 2012 Seleção feminina | 18:26

Brasil vai à final do Pré-Olímpico, e Brait faz sua propaganda

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O Pré-Olímpico Sul-Americano segue como o previsto. A seleção brasileira acabou de vencer a Venezuela por 3 sets a 0 e, como José Roberto Guimarães havia comentado, teve mais trabalho do que nos outros jogos. Mas ainda não acho que alguma coisa preocupe. No domingo, a final será contra o Peru, às18h30. E o campeão do torneio vai para as Olimpíadas de Londres.

Sheilla - CBV

Sheilla saca para o Brasil. Ela se destacou no fundamento na semifinal do Pré-Olímpico

Com o Brasil como favorito, a ideia era usar o campeonato como a primeira chance para mostrar serviço em quadra para José Roberto Guimarães e assegurar uma vaga no elenco para os Jogos Olímpicos.  Cheguei a comentar por aqui se era possível mostrar o que sabia contra rivais mais fracos, mas tem gente que está conseguindo. Em todos os jogos, Zé Roberto troca as líberos em algum momento e neste sábado Camila Brait entrou na vaga de Fabi e fez um belo papel. Salvou bolas no peixinho, ajudou na defesa, na cobertura… A jogadora está fazendo direitinho a sua propaganda para o técnico.

Leia mais detalhes sobre a vitória do Brasil sobre a Venezuela no Pré-Olímpico

A Venezuela pode não ter sido uma rival tão simples – chegou a abrir 3 pontos no terceiro set – mas a seleção soube se impor. O Brasil venceu com facilidade os dois primeiros sets e viu a Venezuela se soltar e deixar o jogo equilibrado. Elas arriscaram no saque e conseguiram vários pontos nos golpes de vista errado das brasileiras. Jaqueline, ao final do jogo, disse para a Sportv que nunca tinha levado tantos aces em uma partida. O problema foram os erros, com mais de 10 serviços para fora…

A Venezuela também descobriu um furo na defesa nas bolas atacadas na cinco, ali, no fundo do lado esquerdo. Com Desiré e a oposta Luz, a equipe marcou alguns pontos por ali e Zé Roberto reclamou com a marcação. Nada muito grave. Mas vale o alerta para arrumar a relação bloqueio e defesa.

Ao final de três sets, a seleção brasileira foi superior no ataque com Jaqueline e Paula Pequeno (que mais uma vez entrou ao logo do jogo) e venceu mais uma. E acho que um ponto de merece destaque é o saque, principalmente com Sheilla. E se a Venezuela forçou e, apesar de alguns aces, errou bastante, o Brasil também fez um serviço firme e preciso. Bom ver isso logo no começo da temporada e que esse saque faça efeito também contra as melhores equipes do mundo.

Agora é jogar com seriedade e concentração a final contra o Peru e carimbar a passagem para as Olimpíadas. O jogo deve ser um pouco mais complicado do que o desta tarde, mas o Brasil segue com a responsabilidade e como o favorito.

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