Publicidade

Posts com a Tag Bruno

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011 Superliga | 12:20

O 3 sets a 2 que virou um 3 sets a 0

Compartilhe: Twitter

Fui acompanhar a partida Sesi x Cimed no ginásio da Vila Leopoldina na noite de quinta-feira. Logo que cheguei, encontrei um colega da imprensa e o comentário foi: “Vai ser 3 a 0, né. Assim a gente não chega tão tarde em casa”. Pois é, o placar foi mesmo um 3 a 0, mas não para o lado esperado.

Bruno foi eleito o melhor em quadra na vitória da Cimed

Bruno foi eleito o melhor em quadra na vitória da Cimed sobre o Sesi em São Paulo

Sesi era o líder e a Cimed, a vice na tabela da Superliga. Tudo indicava que o jogo seria bastante equilibrado. E os donos da casa eram os favoritos, como me disse Bruninho: “Eles formam a equipe mais forte desta Superliga porque, para mim, têm o time mais equilibrado”. Mas, depois de liderar o primeiro set, o Sesi se perdeu, levou a virada e não conseguiu reagir, perdendo em sets diretos.

Depois da partida, em uma conversa com Murilo, ele resumiu bem o que aconteceu: “Tem dias que é assim, a gente perde a cabeça e desconcentra e não há treinador ou santo que faça a equipe voltar”. O Sesi começou a perder a cabeça em um contra-ataque que, depois de conseguirem colocar a bola para o ar, todos ficaram parados e viram ela cair no “meio da roda”. O lance se repetiu algumas vezes na partida. Não adiantava, o time já tinha ficado sem confiança (leia mais).

Do outro lado, a Cimed chegou bem aos bloqueios, irritando ainda mais os atacantes paulistas. E também acertou a mão no saque. A proposta era forçar. Mas mesmo os serviços colocados estavam surtindo efeito e, apesar de Sandro ter um passe razoável, os ataques iam para fora. Ou seja, a pressão do bloqueio catarinense funcionou.

Não foi o 3 sets a 2 esperado, mas foi uma atuação de gala da Cimed. Eles estudaram os rivais, marcaram bem e não aliviaram em nenhum momento. Depois de virar o primeiro set, os catarinenses até que viram um jogo mais equilibrado no começo do segundo, mas conseguiram abrir antes da segunda paradatécnica e mantiveram a liderança. Já na terceira parcial, eles foram melhores do começo ao fim, sem dar espaço à famosa “síndrome do terceiro set”, quando o time dá uma aliviada porque pensa estar com o jogo decidido. Eles foram lá, decidiram na bola e ainda roubaram a liderança da tabela!

Esse jogo e os destaques da semana estão no programa Terceiro Set, em parceira como site do Milton Neves. Essa edição fala também do momento do Macaé e do Vivo/Minas na Superliga e da lesão de Jaqueline. Para ouvir, clique no link.

E você? O que achou da partida? Deixe o seu comentário!

Autor: Tags: , , , , ,

sábado, 9 de outubro de 2010 Seleção masculina | 19:07

E o Brasil está na final do Mundial!

Compartilhe: Twitter

A seleção brasileira masculina enfrentou o adversário que queria e teve o resultado que queria. Depois de todas as polêmicas do torneio, vaias das arquibancadas e erro da arbitragem, o time de Bernardinho venceu a Itália por 3 sets a 1 e está na final do Campeonato Mundial (veja como foi a partida set a set).

Na partida deste sábado, o Brasil passou pelo que já tínhamos previsto. Os juízes de linha, todos italianos, foram bastante tendenciosos para os donos da casa. A torcida fez pressão o tempo todos. E o levantador Vermiglio seguiu com suas provocações na rede o tempo todo. Do outro lado, a seleção até perdeu a concentração um pouco,  foi derrotada em um set, mas logo se recuperou e liquidou a partida.

Comemoração de Leandro Vissotto depois da vitória brasileira

Comemoração de Leandro Vissotto depois da vitória brasileira na semifinal

E fiquei muito feliz com a atuação de Leandro Vissotto. Venho falando dele em todos os jogos do Brasil neste Mundial e, no post anterior, disse que seria bom contar com ele bem contra os italianos. Mas foi mais do que bom. Pela primeira vez, Vissotto entrou realmente seguro, do primeiro ao último ponto, soltou o braço e não deu chances ao bloqueio italiano. Ele foi o verdadeiro oposto, o cara de segurança. E olha que do lado de lá, Fei, que também estava um pouco apagado, foi outro a agir como um grande oposto e virou boas bolas… Parabéns, Vissotto!

Outro que merece os parabéns é Marlon. Ele quase perdeu o Mundial por conta de uma inflamação no intestino, ficou fora de vários jogos e teve que assumir a responsabilidade neste sábado. Bruno, em um “encontrão” com Murilo se machucou e teve que sair. Marlon jogou três sets e aguentou bem. Ainda mais magro do que o costume, ele disse depois da partida que ainda está inseguro. Não apareceu. Ele se jogou na defesa, distribuiu bem para o ataque e usou bem as bolas com Vissotto.

A seleção ainda teve problemas, como a falta de concentração e a queda de ritmo depois do começo arrasador. Entretanto, no geral, foi bem. Murilo pode ter se perdido em alguns ataques, mas fez defesas importantes. O bloqueio nacional pontuou pouco (apenas cinco vezes), mas o time teve volume de jogo para vencer.

Os cubanos, mais uma vez
O Brasil disputa o título do Mundial contra Cuba (veja como foi a vitória dos cubanos sobre a Sérvia). Os caribenhos foram os primeiros a vencer a seleção neste mundial, por 3 sets a 2, ainda na primeira fase. Além disso, depois da derrota proposital para a Bulgária, que fez os brasileiros não cruzarem com os cubanos na fase seguinte, vieram as provocações. “Brasil é um time imbatível que está com medo de jogar contra uma pequena ilha como Cuba”, disse o búlgaro Nikolov depois daquela partida.

Com certeza Nikolov não esperava cair no Mundial justamente diante dessa pequena ilha… E o Brasil não deve ter medo, mas é bom ter cautela. A renovação fez muito bem à Cuba e o time agora não sofre mais da famosa síndrome de só jogar bem quando está na liderança. Além disso, a força deles é admirável, com ataques e saques potentes do começo ao final das partidas. E Leon e Simon são os grandes jogadores da equipes.

O que fazer agora? A seleção precisa manter a concentração em alta o tempo todo e mais do que nunca acertar o seu saque. É fundamental quebrar a recepção cubana para tirar toda essa força que eles têm no ataque. E voltar a crescer no bloqueio para segurar Simon no meio, que quando pega bem a bola, não dá nem para ver a cor! Vissotto, mais uma vez deve ser o grande oposto e espero que Marlon aguente um jogo inteiro se Bruno ainda não estiver recuperado. Não vai ser nada fácil, mas continuo na torcida. A final será neste domingo, às 16 h (horário de Brasília) e promete! Até amanhã!

Autor: Tags: , , , , ,

segunda-feira, 27 de setembro de 2010 Seleção masculina | 19:25

Cuba vence Brasil em jogaço no Mundial

Compartilhe: Twitter

Brasil x Cuba era o melhor jogo deste grupo B na primeira fase do Campeonato Mundial. E em quadra, os times atuaram à altura das expectativas. Com uma bela partida, repleta de saques potentes, bolas cravadas e defesas surpreendentes, Cuba venceu o Brasil por 3 sets a 2 (34/32, 18/25, 23/25, 25/21 e 15/12).

O jogo
A partida começou com a cara de Cuba, com saque muito fortes. Os caribenhos marcaram cinco aces na primeira parcial. Mas o Brasil não se intimidou e se mostrou bem melhor na recepção do que nas primeiras partidas do Mundial. Aos poucos o serviço cubano perdeu a potência e, apesar de continuar eficiente, marcou menos pontos direitos. Do outro lado, a seleção errou alguns saques no finalzinho do set e perdeu por 34 a 32.

Na segunda parcial, o saque nacional melhorou e aproveitando-se de boas passagens de Bruno no fundamento, o time jogou a responsabilidade para cima de Cuba, que passou a errar mais. Depois de não fazer nenhum ace, eles viram o Brasil fechar e empatar o jogo.

Vissotto foi destaque no terceiro set

Vissotto foi destaque no terceiro set

No terceiro set, entretanto, Cuba mostrou grande volume de jogo. A seleção, que é elogiada pela potência física no saque e no ataque, defendeu bem e chegou a abrir seis pontos de vantagem. De novo, com Bruno no saque e a melhor rede, com Vissotto, Rodrigão e Murilo, o Brasil buscou. Foi o melhor momento no jogo de Vissotto! Melhor no bloqueio (que fez cinco pontos na parcial), a seleção virou a partida.

Mas equilíbrio e ótimas jogadas na sequência da partida. A partir do quarto set, Cuba usou e abusou de uma de suas armas: o oposto Hernandez. Se o passe saia ruim, ele recebia bola e virava mesmo assim. E ainda pedia para atacar! Além disso, Leon, na ponta, e Simon, no meio, continuaram voando. Os cubanos levaram o jogo para o tie-break, se aproveitaram de poucas falhar do Brasil no contra-ataque e fecharam o jogo, assegurando a liderança do grupo B.

Os destaques
Tanto Cuba quanto Brasil mostraram um voleibol de alto nível. Cuba não teve os famosos altos e baixos e manteve a energia, principalmente no ataque, do começo ao fim. Já o Brasil, nas palavras de Bernardinho, fez o seu melhor jogo do ano, apesar da derrota.

Quem me chamou a atenção na seleção foi mais uma vez Bruninho. Ele arriscou, forçou bolas chutadas e deixou os atacantes baterem diversas vezes no simples. Sim, ele errou algumas bolas, mas isso é normal. Fez uma ótima atuação.

No ataque, Murilo voltou a ser o grande nome, recebendo mais bolas e virando com consciência. Assim como no jogo da Espanha, ele comandou também o fundo e se apresentou na recepção. Infelizmente teve que sair no quarto set, com caibrãs, mas terá alguns dias para se recuperar até a próxima partida. E Giba entrou e ganhou elogios de Bernardinho, mas o Brasil não foi o mesmo no fundo.

Ainda sobre o ataque, fiquei mais feliz com Leandro Vissotto. Ele teve altos e baixos, mas finalmente soltou o braço do alto e seus 2,12m. Também foi fundamental na vitória no terceiro set e acho que, pela primeira vez nesta temporada, foi um oposto de verdade, seguro em todas as bolas. Mas tem que conseguir manter esse ritmo toda a partida.

Hernanez foi o maior pontuador da partida, com 28 acertos

Hernanez foi o maior pontuador, com 28 acertos

Mas oposto mesmo foi o cubano Fernando Hernandez. Ele tem 21 anos, está no primeiro Mundial e em ótima fase. Ele pediu bola, bateu no peito, encarou os brasileiros e não se intimidou em nenhum momento com o bloqueio ou a defesa da seleção. Que sirva como exemplo. Vamos falar a verdade, Cuba é um exemplo no ataque de maneira geral, com jogadas plásticas, bolas cravadas. Leon, o garoto de 17 anos é uma bela realidade. Simon no meio é um gigante no ataque e tem boa visão no bloqueio. Não foi a toa que o jogo foi tão bom…

E acho que o saque ainda merece destaque nesta partida. Quem saca pesado o tempo todo está acostumado a receber pancadas sempre, não é? Portanto, o Brasil melhorou quando jogou com inteligência no serviço. Para que correr risco na pancada? O melhor foi usar o serviço tático, pensar onde colocar a bola e acreditar no seu potencial. As melhores viradas, como disse na descrição do jogo, aconteceram com Bruninho no saque, usando essa tática. Na bola mais leve, colocada, com auxílio do bloqueio e do contra-ataque, o Brasil segurou o jogo e cresceu. A seleção errou serviços, vacilou, mas se encontrou ao longo do jogo. O time tem que levar essa lição para a próxima fase e se aproveitar dessa passagem para pontuar, afinal, com o levantador no saque, a seleção tem a sua melhor rede e o bloqueio mais forte, com Vissotto, Rodrigão e Murilo.

A próxima fase
Acho que já falei demais da partida… Vamos olhar para frente. Agora a seleção brasileira vai para o grupo N e encara Polônia, no dia 30 de setembro, e Bulgária, no dia 2 de outubro. São dois times foram apontados como favoritos por Bernardinho.

Autor: Tags: , , , , , , , ,

sábado, 25 de setembro de 2010 Seleção masculina | 15:16

Facilidade em quadra e problemas fora no Mundial

Compartilhe: Twitter

A seleção brasileira masculina estreou no Campeonato Mundial com uma vitória simples sobre a Tunísia, como já era esperado. Mas os problemas de lesões seguem assombrando e preocupam para principal torneio dessa geração…

No jogo deste sábado, o Brasil fez 3 a 0 (25/14, 25/21 e 25/14) para cima do rival mais simples do grupo B. A equipe nacional começou atropelando em todos os fundamentos. No segundo set, teve uma queda nas finalizações e a Tunísia encostou, mas logo o Brasil voltou ao jogo e fechou. O domínio voltou na terceira parcial.

O desempenho da seleção foi o que eu esperava. Logo de cara, imprimiu um belo ritmo para espantar qualquer ansiedade da estreia e mostrou que dominaria. Até o relaxamento no segundo set já era previsível, pois não é simples se manter no alto nível contra um adversário mais fraco, como era o caso hoje. E Bruno voltou a jogar bem com a camisa brasileira. Ele distribuiu bem e se mostrou seguro com os atacantes.

Mas o que preocupa são os problemas fora das quadras, digamos assim. Ainda no segundo set, Leandro Vissotto sentiu dores no calcanhar e passou o resto da partida do banco, assistindo ao jogo com gelo no local. Já Marlon, com inflamação no intestino, passará por exames e deve perder toda a primeira fase do torneio. E agora, a vida do Brasil começa a piorar… Encara a Espanha, que é melhor que a Tunísia, e encerra a fase contra Cuba, com atacantes fortes e potentes e sempre perigosa.

A lesão de Vissotto, pelas imagens da TV, não deve ser nada grave. Mas como um time vai ser campeão com apenas um levantador? E não estou colocando em questão a qualidade de Bruno. Eu o acho um bom jogador, que sempre teve grandes atuações pela Cimed, mas que teve uma fase ruim nas finais da Liga Mundial. Que bom que voltou bem ao time neste sábado! Mas como inverter o 5-1 e tentar alguma nova opção sem um levantador no banco? Alguém pode ser improvisado na posição, mas não será a mesma coisa…

A estreia deixou impressões boas e ruins. Espero que, dentro de quadra, o Brasil mantenha o grande volume, principalmente como no primeiro set deste sábado. Amanhã tem mais!

Fofão na seleção feminina
Aproveitando o assunto levantadores…. Fofão está na pré-lista da seleção feminina para o Mundial, no final de outubro. Fiquei muito surpresa com a notícia já que a levantadora me disse, em entrevista por e-mail que publiquei aqui, que ela não voltaria ao time. A explicação veio com a CBV. Segundo informações de jornais, a atleta está na lista apenas como precaução e só será confirmada no time caso alguma das outras levantadoras Fabíola, Dani Lins e Ana Tiemi) tenha algum problema. Vamos esperar….

Autor: Tags: , , , , ,

sexta-feira, 24 de setembro de 2010 Seleção masculina | 15:35

Seleção brasileira renovada e os rivais no Mundial

Compartilhe: Twitter

A seleção brasileira masculina estreia neste sábado na busca do tricampeonato mundial. Para quem acompanha vôlei, já é normal vermos Bruninho no levantamento, Leandro Vissotto no ataque e Murilo, coadjuvante no time até a Olimpíada de Pequim, como “o cara” da equipe um líder em quadra. O Mundial será a grande prova desse novo elenco, que se renovou depois da prata olímpica.

Passei os últimos dias escrevendo especiais sobre o Mundial aqui para iG e um deles fala exatamente disso, da mudança de geração (veja a matéria). Dos campeões em 2006, restam na equipe apenas Murilo, Giba, Dante e Rodrigão. E agora, o Brasil tem um novo time para ser campeão mundial?

Eu tenho algumas ressalvas, mas sou torcedora assumida. Acho que o Brasil ainda está sofrendo no levantamento e na posição de oposto. Marlon, que seria o titular, está com uma inflamação no intestino e não joga contra a Tunísia. Já Bruno, acabou em baixa na Liga Mundial e não repetiu na seleção os bons jogos da Cimed. Mas Bernardinho já disse que ele voltou a jogar bem. No ataque, Leandro Vissotto é um cara alto, presença ótima no bloqueio, mas que também não fez na Liga Mundial o que mostrou no Italiano. Ele cresceu nas finais e espero que esteja bem de novo!

Já na ponta, o Brasil está bem servido. Murilo é o jogador completo e Dante, que sentiu dores nas costas antes do último amistoso contra a Alemanha, voltou para a seleção com um execelente desempenho. Se ficar de fora, tem Giba como substituto. No fundo, Mario Jr está segurando bem a vaga de Serginho.

Aposto que o Brasil terá uma boa campanha no Mundial. Não acho que será simples, pode ter altos e baixos no meio do caminho, mas acho que tem chance. É esperar para a estreia contra a Tunísia neste sábado!

OS OUTROS TIMES
Outro especial para o site teve a colaboração de Murilo. Ele aceitou o meu convite e, com a ajuda de Georgia (assessora da CBV que acompanha o Brasil no Mundial), analisou os rivais do Brasil e as principais seleções para o Mundial, Veja as notas do atacante para as equipes e depois, claro, fiquem à vontade para comentar!

Grupo do Brasil na primeira fase
TUNÍSIA : ficou em 16º no Mundial de 2006, não jogou a Liga Mundial de 2010 e não participou das Olimpíadas de Pequim
sem nota: “Não conheço o time deles, mas temos que nos preocupar com esses times pequenos que adoram jogar com os times grandes”

ESPANHA: ficou fora do Mundial de 2006, da Liga Mundial de 2010 e das Olimpíadas de Pequim
sem nota: “Vem fazendo um trabalho de renovação. O técnico é o argentino Julio Velasco, um velho conhecido nosso e muito respeitado. Não vimos nenhum jogos deles no ano, mas temos que tomar muito cuidado com a Espanha”

CUBA: ficou em 15º no Mundial de 2006, em 4º na Liga Mundial de 2010 (derrotado pelo Brasil na semifinal) e não jogou as Olimpíadas de Pequim
nota 7,5: “Cuba é um time muito forte fisicamente. A cada ano eles perdem jogadores importantes. Para esse Mundial foi Sanches que era um oposto destro e agora eles estão com dois canhotos”

Candidatos ao título
RÚSSIA:
ficou em 7º no Mundial de 2006, em 2º na Liga Mundial de 2010 (perdeu para o Brasil na final) e foi bronze nas Olimpíadas de Pequim
nota 8,5: São muito fortes no bloqueio e no ataque e ainda tem um saque muito forte. Eles ainda conseguiram um jogador que vai equilibrar o jogo deles na recepção que é o Berezhko. São favoritíssimos ao Mundial.

ITÁLIA: ficou em 5º no Mundial de 2006, em 6º na Liga Mundial de 2010 e em 4º nas Olimpíadas de Pequim
nota 8: “Vai jogar em casa com a torcida do lado. Vem sofrendo nos últimos anos. Eles não fizeram pódio em nenhuma competição nem mesmo no europeu. Tem muita tradição. Estão apostando todas as fichas deles nesse Mundial. O técnico deles garantiu que eles vão chegar ao pódio nesse Mundial”

POLÔNIA: ficou em 2º no Mundial de 2006 (perdeu para o Brasil na final), em 10º na Liga Mundial de 2010 e em 7º nas Olimpíadas de Pequim
nota 8: “Fez a última final com o Brasil em 2006 e foi campeã européia ano passado. Nós sabemos do potencial deles que merecem ser respeitados”

SÉRVIA: ficou em 4º no Mundial de 2006, em 3º na Liga Mundial de 2010 e em 8º nas Olimpíadas de Pequim
nota 8: “Nós gostamos de comparar a Sérvia com o Brasil porque é uma equipe muito técnica. Deu uma renovada essa temporada na posição de oposto e levantador, o que é sempre muito difícil. O levantador (Mitic) vem jogando muito bem e tem dois ótimos centrais (Stankovic e Podrascanin)”

BULGÁRIA: ficou em 3º no Mundial de 2006, em 7º na Liga Mundial de 2010 e em 5º nas Olimpíadas de Pequim
nota 7: “Tem jogadores muito fortes no ataque e no bloqueio, mas acabam pecando um pouco na recepção onde nós conseguimos tirar uma vantagem, já que jogamos bastante contra eles esse ano (foram quatro vitórias em quatro jogos na Liga Mundial)”

ESTADOS UNIDOS: ficou em 10º no Mundial de 2006, em 8º na Liga Mundial de 2010 e foi campeão das Olimpíadas de Pequim (venceu o Brasil na final)
sem nota: “Eu não vi nenhum jogo deles esse ano. O pós-olimpíada não fez bem para eles, que perderam o Ball (levantador) que era uma referência para o time. Não sabemos como eles vão se apresentar, mas são os atuais campeões olímpicos e merecem ser respeitados”

Autor: Tags: , , , , , , , ,

sexta-feira, 30 de julho de 2010 Seleção masculina | 14:47

Sai a primeira lista para o Mundial… Sem Ricardinho

Compartilhe: Twitter

Depois de tanta especulação, Bernardinho divulgou a lista de convocados para o Campeonato Mundial e deixou Ricardinho de fora. Os levantadores do Brasil no torneio na Itália serão Bruno e Marlon, assim como nas finais da Liga Mundial. Segundo a CBV, essa lista ainda pode sofrer mudanças até o campeonato.

Eu concordo com o que Bruno me disse no desembarque da seleção depois do nono título da Liga. Ricardinho poderia até voltar, se tivesse realmente com vontade de ajudar e trabalhar pelo time. Ele poderia fazer o papel do Giba, por exemplo, que nas finais da Liga pouco atuou, mas estava sempre ao lado do time, cobrando e incentivando a todos. Ricardinho é, sem dúvida, um excelente levantador, que revolucionou o jeito de se jogar com as bolas aceleradas, e faria bem a qualquer time, desde que quisesse fazer parte do grupo. Sabemos que no time de Bernardinho não existe estrelismo. Talvez por isso ele não tenha sido convocado. Não posso afirmar…

O fato é que contaremos com Bruno e Marlon em um campeonato bem mais complicado que a Liga Mundial. O torneio é corrido e desgastante (são só duas semanas) e não dá tempo de recuperar as falhas. Bruno reconheceu que não esteve bem nos últimos jogos. Ele não fez uma boa Liga, bastante inconstante e sem acertar a velocidade dos atacantes de ponta. Marlon entrou e resolveu esse problema, mas se perdeu com os jogadores de meio. Que os treinos os ajudem! Aposto na melhora de Bruno, que sabe ser ousado, só precisa jogar solto como faz na Cimed.

Mesmos opostos
Posso estar exagerando, mas fiquei preocupada também com nossos opostos na Liga Mundial. Leandro Vissotto chegou a melhorar no final da fase classificatória, mas caiu nas finais. Isso pode ter relação com levantamento, eu sei, mas o oposto está ali para se virar com as bolas ruins e ser a segurança. E, no geral, não senti segurança com Vissotto. Ele tem potencial para jogar mais, como no vôlei italiano. Aproveitando o assunto, Vissotto finalmente confirmou que está acertado com o Vôlei Futuro, como havia adiantado por aqui (leia mais – Como será a parceria de Vissotto e Ricardinho no Vôlei Futuro?) Voltando à seleção, pelo menos Théo entrou bem na final. Já Wallace é ótimo, pula muito, mas ainda precisa de maturidade no time, o que é normal para um jogador jovem.

Gostaria de ver André Nascimento de volta ao time, pelo menos para ser um cara experiente na posição. Ele estava com muita vontade de voltar! Conversamos algumas vezes sobre essa possibilidade e ele sempre se mostrou disposto, com os olhos brilhando. Ele tem um estilo próprio, batendo com velocidade. Mas não foi dessa vez.

Mário Jr é o líbero
Isso não é novidade. Já esperávamos que Serginho não teria tempo para se recuperar da cirurgia na coluna e treinar e jogar o Mundial. Ele é o melhor do mundo e Mário Jr está se esforçando ocupar o seu lugar. Também foi instável na Liga Mundial, mas cresceu na decisão, quando o Brasil precisava de passe e defesa para armar bem as jogadas e não cair no bloqueio russo.

Novidades e voltas
Sem Serginho, Alan voltou a ser convocado como líbero. Ele atuou pouco na Superliga pelo Pinheiros/Sky porque estava se recuperando de lesões no tornozelo, mas costuma ser um bom defensor. No meio, Éder segue no time. Também por causa de lesão ele perdeu a Liga Mundial, mas será um bom reforço no bloqueio. Na ponta, mais uma vez João Paulo Bravo foi convocado, mas essa posição já está “lotada”. Murilo e Dante estão em ótima fase, além de Giba, o capitão do time. Tem também Thiago Alves, que se mostrou uma boa arma no saque. Não sei se João Paulo terá espaço…

Admiro o trabalho de Bernardinho e, como brasileira, torço pela seleção. Que venha o Mundial! O Brasil se reapresenta em Saquarema na segunda-feira, e não mais no domingo, como tinha sido divulgado. O torneio começa dia 24 de setembro e a equipe nacional está no grupo B, ao lado de Espanha, Turquia e Cuba.

Veja a lista de convocados
Levantadores: Bruno e Marlon
Opostos: Leandro Vissotto, João Paulo Tavares, Théo e Wallace
Ponteiros: Dante, Murilo, Giba, Thiago Alves e João Paulo Bravo
Centrais: Lucão, Rodrigão, Sidão e Éder
Líberos: Mário Jr e Alan

Autor: Tags: , , , , , ,

segunda-feira, 3 de maio de 2010 Superliga | 10:56

Premiação na Superliga e convocação da seleção

Compartilhe: Twitter

*atualizado às 14h30

Aproveitando o final de semana da decisão da Superliga masculina, faltava falar sobre a premiação individual dos jogadores. Algumas coisas chamaram a atenção no ginásio do Ibirapuera….

Primeiro, a falta de famosos. Nada de Ronaldo, Maurreen Maggi ou Fabiana Murer na entrega dos troféus aos primeiros colocados da competição. O trabalho ficou nas mãos de dirigentes do vôlei mesmo. Bernardinho, que acompanhou o filho Bruno da tribuna de honra, poderia ter participado da festa. Acho que teria ficado bonito!

E a entrega dos prêmios individuais foi um pouco atrapalhada. Ninguém conseguia ouvir direito qual prêmio estava sendo anunciado. Rodrigão, por exemplo, parecia perdido ao escutar seu nome. Ao seu lado, Bruninho avisou que poderia ser um troféu pelo saque. Na verdade, o prêmio foi de bloqueio.

Thiago Alves, um dos destaques das finais, foi escolhido o melhor atacante da Superliga. Ele era apenas o 7º nas estatísticas. Depois, sentado no pódio para se livrar das cãibras e dores da final, ele se dizia surpreso com o prêmio: “É mentira! Esse ano eu não fui o melhor atacante. Vou levar esse prêmio como presente para o grupo”.  Mais justo seria o troféu para Diogo ou Wallace, por exemplo. Segundo a CBV, a escolha dos melhores não leva em conta apenas as estatísticas, mas também indicações dos clubes.

Alguns prêmios não geraram polêmica. Lorena ficou com o melhor saque e Tiago Brendle, com a melhor defesa. Rodriguinho, do Montes Claros, foi o melhor no levantamento e Bruninho, da Cimed, o melhor jogador da final. E o título do catarinense foi merecido, porque, com o passe nas mãos, ele distribuiu bem as bolas e deixou seus atacantes sem muito bloqueio. Do pódio, ele gritou para o pai, Bernardinho: “Esse vai direto para Saquarema!”. O levantador terá uma semana de folga antes de se apresentar à seleção para a Liga Mundial.

Seleção masculina

Como já tem gente comentando por aqui, saiu a lista da seleção masculina para a Liga Mundial (leia a matéria). Ricardinho ficou de fora no final. Sinceramente, pelo que senti dos jogadores, acho que ainda não tem um clima para ele voltar, mesmo sendo um excelente levantador. Como me disse Bernardinho, o mais importante é recuperar as relações para que o time trabalhe (leia mais) e acho que isso ainda não aconteceu… Seria bom se tudo se resolvesse!

Lorena foi outro cortado da lista final. Seria até interessante vê-lo na seleção. É bom ter um cara de garra jogando. Mas também concordo com leitores que criticaram esse comportamento de Lorena. Ele é um grande atacante, mas algumas vezes ele passa do pontos e perde a cabeça de tanta empolgação, como na semifinal da Superliga e em alguns lances da final. Se fosse assim, esse cara que joga com alma em quadra, mas não perdesse a razão, ele seria ótimo no Brasil ou em qualquer time. Também temos que pensar que o momento é de renovação para montar o time para Londres 2012 e Lorena já tem 31 anos. Será que estaria no auge até lá?

E você? O que achou da final da Superliga? E dos prêmios? E da seleção brasileira? (ufa, semanas cheias no vôlei!) Deixe a sua opinião!

Autor: Tags: , , , , , , ,