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terça-feira, 22 de julho de 2014 Seleção masculina | 09:54

Qual a lição do vice na Liga Mundial?

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Como a gente viu, o Brasil acabou com a medalha de prata na Liga Mundial. Depois de atropelar a Itália em um excelente jogo na semifinal, a equipe de Bernardinho fez um jogo equilibrado, mas perdeu para os Estados Unidos na decisão e ficou com o vice, mais um.

A final, pelo menos, já foi melhor que no ano passado, quando o time brasileiro foi liquidado pela Rússia. Dessa vez foi um 3 a 1 no placar (31/29, 21/25, 25/20 e 25/23), mas a partida foi de igual para o igual e os americanos venceram porque, como sempre, tiveram mais paciência para trabalhar a bola e forçaram muito bem o saque. Se eles não têm mais Stanley, algoz do Brasil na final olímpica de 2012, eles contam com Christenson e com Muagututia. O ataque foi ajudado pela defesa bem colocada e finalizado por Sanders e Anderson.

Divulgação/FIVB

Seleção brasileira masculina no segundo lugar no pódio da Liga Mundial

Já o Brasil sabe que pode contar, por exemplo, com Lucarelli. Ele foi um dos poucos a se destacar naquela derrota para o Irã na fase final e marcou 14 pontos na final. Com ele, Bruninho voltou a fazer a pipe, jogada de meio fundo. Wallace arrasou a Rússia no bloqueio e no ataque na primeira partida dessa etapa e foi o maior pontuador da decisão. Bom, nemé necessário falar de Bruninho com Lucão pelo meio. E é ótimo ver Murilo em ação novamente, como até já comentamos aqui. Ele está confiante de novo no ataque e é uma segurança e tanto na linha de passe.

E ainda: Lucão, Lucarelli e Wallace levam prêmios individuais

Entretanto, aí também pode estar um problema da seleção. Sem Murilo, o passe do Brasil caiu muito. E isso me lembra uma característica de todos os times campeões de Bernardinho. O técnico tinha seus titulares e um banco de reservas a altura. E agora? O time perdeu Lipe e Maurício por lesão e usou Lucas Lóh, mas o jovem ainda não está pronto. Já a inversão de 5-1 ganhou volume com Rapha ao lado de Vissotto, já que os dois sabem muito bem atuar juntos. Mas muitas vezes a bola do oposto é lenta e não ajuda.

Leia mais: Bernardinho viu Brasil abaixo do ideal na final da Liga Mundial: ‘Aprendemos uma lição’

O vice da Liga Mundial deixa um aprendizado, como disse o próprio Bernardinho. “Os Estados Unidos controlaram o jogo. Eles tiveram uma boa defesa, mantiveram a bola viva. Nós cometemos muitos erros e estamos frustrados, mas aprendemos uma lição. Precisamos melhorar para o Campeonato Mundial”, falou o técnico. Sim, vai ser preciso fortalecer o elenco e melhorar pontos como o saque, muito aquém em diversas partidas.

Porém, não é preciso ser tão rígido. A Liga Mundial mostrou que o Brasil pode ser o Brasil. A equipe teve uma reação e tanto para chegar à fase final e isso não deve ser ignorado. Quando os titulares voltaram, o time se achou e fez ótimas partidas. Acho que vale pensar em elenco e como seguirá a renovação, mas também acho que dá para sonhar agora com um bom resultado no Campeonato Mundial. A derrota na final faz parte, acontece. Mas o que fica é a superação e o crescimento do time.

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domingo, 6 de julho de 2014 Seleção masculina | 17:13

Brasil faz placar que precisa e está nas finais da Liga Mundial

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Acabou o sufoco da primeira fase. Depois de atuações muito abaixo do esperado, a seleção masculina de vôlei cresceu, fez os 3 a 1 que precisava diante da Itália neste domingo para deixar a Polônia para trás e se classificou para as finais da Liga Mundial. O problema é que agora o time terá pela frente Rússia, Estados Unidos… Pelo menos esse rivais virão no momento que a equipe finalmente apareceu na competição.

Divulgação/FIVB

Lucão ataca para o Brasil diante da Itália na Liga Mundial

No jogo desta tarde, a seleção venceu o primeiro set e sofreu com o saques e ataques de Zaytsev na segunda parcial, mas logo reagiu. Se levou 5 a 1 no começo do segundo set, aplicou 6 a 1 no início do terceiro e ainda conseguiu três bloqueios para cima do astro italiano. Era esse espírito que faltava. A seleção estava apática no começo da Liga Mundial, abalada em quadra. Agora, mesmo se tem um tropeço, logo volta para a partida.

Lucarelli, que foi o maior pontuador do jogo com 17 acertos, resumiu esse sentimento: “Brinco que estávamos com o coração quase parando, mas conseguimos sobreviver e agora vamos ainda muito mais fortes, cheios de vida, para a fase final”.

Leia mais detalhes da partida Brasil 3 x 1 Itália

O momento é de comemoração, entretanto também vale ligar um alerta. É ótimo contar com Murilo de novo jogando confiante e ajudando o fundo de quadra, mas a seleção não pode depender apenas disso. E algumas jogadas já estão ficando marcadas e é bom Bruninho ter cuidado. O meio com Lucão, por exemplo, é fundamental para a equipe, mas está sendo visado pelos rivais. Neste domingo, no quarto set, Lucão levou um caixote em uma dessas jogadas forçadas, com o passe afastado da rede. O bom foi que o Brasil respondeu com bloqueio logo na sequência.

A seleção fez o que era preciso para chegar às finais. O nível melhorou e muito. Mas ainda tem que mostrar mais para subir ao pódio de novo na Liga Mundial. Gente em quadra para isso eu acho que tem. Que venham as finais!

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sexta-feira, 4 de julho de 2014 Seleção masculina | 12:40

Um pouco de Brasil com cara de Brasil na Liga Mundial

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A quinta-feira sem jogo da Copa do Mundo veio em um ótimo momento para acompanhar o Brasil na Liga Mundial de vôlei. Melhor ainda que foi uma vitória por 3 sets a 1 para cima da Itália. E uma partida que a seleção mostrou que ainda sabe jogar como tal, variando as bolas, pressionando e não se deixando abalar tanto assim com algum tropeço. Com o resultado, o time segue com chances de, mesmo depois de tanto sufoco, avançar às finais da Liga.

Divulgação/FIVB

Brasil comemora ponto na vitória sobre a Itália na Liga Mundial

O primeiro set foi o melhor do Brasil. Enquanto a Itália parecia um pouco sem ritmo ao voltar a atuar com titulares depois de algumas partidas com reservas, a equipe nacional dominou. Bruninho explorou todas as jogadas. Já conhecemos o bom e velho meio com Lucão e estava com saudades de ver a pipe, aquela jogada de fundo. Lucarelli e Murilo foram acionados e corresponderam bem. Vitória com ótima atuação.

Na segunda parcial a Itália deu o troco e venceu. Entretanto, o Brasil não abaixou a cabeça de vez como em outras partidas dessa Liga Mundial. A seleção voltou, levou os dois outros sets e fechou o jogo com o placar que precisava para respirar um pouco e seguir dependendo de si para se classificar. Que venha a Itália mais uma vez no próximo domingo, mais um dia sem jogos da Copa do Mundo, para colaborar com os amantes de vôlei.

A diferença em quadra

Durante a transmissão da partida contra a Itália desta quinta-feira muito se falou que o Murilo é um termômetro da equipe. Concordo. E finalmente ele está voltando a atuar bem depois da cirurgia no ombro. Aos poucos é acionado no ataque e já está firme e forte no fundo de quadra. Com ele por ali, o Brasil ganha volume e isso é essencial. Estava fazendo falta um ponteiro passador.

E apesar dos problemas da Liga Mundial, gosto das duplas de levantador/oposto da seleção. Bruninho joga acelerado com Wallace e Rapha conhece muito bem Vissotto dos tempos que atuaram juntos na Itália. Vissotto tem uma bola mais alta e com Rapha está soltando o braço nos ataques. Eles viraram uma arma na inversão do 5-1.

Falando em oposto, a Itália saiu derrotada, mas a atuação de Ivan Zaytsev merece aplausos. Foram 30 pontos no jogo! Quer saber o que significa jogador de segurança? É só ver como ele joga. Tem um rali que ninguém define? Coloca para  Zaytsev que é bola no chão. E pode ser bola na entrada, na saída… O bloqueio brasileiro tentou e tentou e conseguiu parar o italiano no último ponto do quarto set. Ufa! Preparem-se porque domingo tem mais…

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segunda-feira, 6 de janeiro de 2014 Campeonato Italiano, Diversos, Superliga | 10:35

Festa de lá, situação complicada de cá

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Enquanto o vôlei brasileiro vive mais um momento conturbado, Bruninho é recebido com festa na Itália. O levantador chegou a Milão e encontrou a torcida uniformizada do Modena, seu novo time, no aeroporto. Os fãs carregavam faixa e gritavam o nome do jogador, dando boas vindas na volta para casa. Já por aqui, entra ano e sai ano, é sempre a mesma crise com falta de patrocinadores.

Bruninho foi mais um a deixar o antigo RJX. Com os problemas nas empresas de Eike Batista, o time carioca ficou sem seu patrocinador master e está com salário atrasados. No começo de dezembro, Leandro Vissotto conversou com o Mundo do Vôlei e comentou que iria para o quarto mês sem receber. Além do levantador, o central Maurício já havia deixado o clube e agora a lista aumenta, segundo jornais, com Thiago Sens.

Em sua página no Facebook, Bruninho comentou que havia recebido outras propostas, mas que ainda tinha esperanças de que a situação do time do Rio de Janeiro se resolvesse. Sem perspectiva, aceitou voltar ao Modena, equipe que defendeu em 2011. Naquela época, ele jogou na Itália apenas no recesso da Superliga. Agora, vai para ficar o restante da temporada.

“Jamais gostaria de deixar amigos, companheiros e uma torcida que nos apóia no meio de uma competição como a Superliga. Mas a situação se torna inevitável e, na nossa curta carreira de atletas, não podemos abrir mão dos nossos direitos como profissionais por praticamente uma temporada inteira”, escreveu.

Ele está errado? Não! É muito ruim ver por mais um ano o mesmo problema com os patrocinadores no vôlei e times se extinguindo ou quase isso. E se continuar assim, esses jogadores não serão os únicos a deixarem o Brasil. Que o cenário mude com o ano novo para termos por aqui festas como a de Bruninho lá na Itália…

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sexta-feira, 19 de julho de 2013 Seleção masculina | 23:28

O 3 a 0 na hora que precisava

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A seleção masculina brasileira de vôlei marcou um 3 a 0 na hora que precisava na Liga Mundial. Nesta sexta-feira, a equipe nacional venceu o Canadá, somou três pontos e, com isso, fechou a fase na liderança do grupo. Pouco depois, viu a Itália marcar 3 a 1 na Argentina e também ficar com o primeiro lugar na sua chave e, com isso, deixar a Bulgária como adversária da seleção na semifinal.

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O resultado diante do Canadá foi comemorado, ainda mais depois de mais um tropeço contra a Rússia. E lembrando que os canadenses venceram os brasileiros no ano passado na Liga Mundial. Mas nesta quinta-feira, depois de um começo um pouco abaixo, o Brasil engrenou e venceu o primeiro set. No segundo, mesmo com o equilíbrio, se manteve firme e fechou no 30 a 28. Depois, não teve aquela famosa síndrome do terceiro set e liquidou a partida em sets diretos.

Como sempre, há um lado bom e um ruim. O bom foi que no momento que realmente precisou, no primeiro jogo que era um mata-mata, o Brasil correspondeu. Wallace também foi outro destaque positivo. Já tinha achado que a entrada do oposto tinha feito bem mesmo na derrota para a Rússia. E dessa vez, como titular, ele foi o maior pontuador.

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No lado ruim tem a lesão de Vissotto. Mesmo se Wallace estiver melhor e merecer começar jogando, é bom ter uma opção no banco para as inversões. Mas Leandro Vissotto sentiu dores no joelho diante dos russos, fez exames e tem um edema no local. Antes do jogo contra o Canadá ainda não havia uma previsão exata de volta. Gosto de Lipe e o acho um bom atacante e uma opção para Bernardinho mesmo como oposto, mas é interessante contar também com Vissotto, que é mais alto, tem uma velocidade diferente de bola. Vamos ver se ele volta logo…

E dessa vez foi um 3 a 0 , sem aquela parada no meio do caminho vista em outras partidas. Ainda assim, o Brasil demorou a entrar no jogo de vez. Até Bruninho comentou que só se soltou no meio do primeiro set. Digo e repito, nem sempre pode dar tempo de se recuperar!

Agora é descansar e esperar pela Bulgária. Pelo menos o desempenho do ano passado, quando acabou em sexto lugar, ficou para trás. Será que dá para sonhar com título?

p.s.: galera, final de semana será de aniversário por aqui. Vou ficar mais velha… Tentarei acompanhar os jogos do Brasil, mas se demorar um pouco a postar, já sabem o motivo. Nos vemos amanhã, ou depois ou segunda!

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quarta-feira, 17 de julho de 2013 Seleção masculina | 22:23

Mais um 3 a 2 para a Rússia contra o Brasil

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*atualizado

O Brasil começou a fase final da Liga Mundial diante da Rússia e, mais uma vez, perdeu por 3 sets a 2 para os rivais europeus. Foi assim na Liga Mundial em 2011. Foi assim na final olímpica em Londres em 2012. E agora nesta quarta-feira, em Mar Del Plata. A diferença é que não foi aquela virada como no ano passado e tudo caminhava para um 3 a 1 para a seleção nacional. Mas os russos levaram a melhor.

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Divulgação/FIVB

Bloqueio da Rússia marcou bem o ataque brasileiro

O que faltou ao time brasileiro dessa vez? Acho que um pouco do de sempre. Faltou manter a regularidade e a cabeça no lugar. O Brasil começou mal, errando muito e virando poucas bolas no ataque. Perdeu o primeiro set entregando 10 pontos de graça. Depois, encaixou saque e bloqueio. Bruninho, um dos baixinhos do time, começou a reação no bloqueio! Lucão apareceu no saque e ainda ganhou a companhia de Lucarelli. Para ajudar, Wallace entrou no lugar de Vissotto e, com mais potência, fez o ataque entrar. Depois disso, o ataque como um todo do time começou a funcionar mais. Foram dois sets assim, bem na partida, pressionando, errando menos, variando e virando o placar.

Aí veio o quarto set. E aí faltou manter o mesmo ritmo. Do outro lado, a Rússia que conseguiu encaixar mais o saque e quebrar o passe brasileiro. Sem bolas muito boas, a jogada de meio, segurança do Brasil, não foi tão eficiente. Os russos cresceram, continuaram sacando forte e fizeram o que sabe que é a marcação forte no bloqueio. Com 17 pontos no fundamento, fecharam o quarto e o quinto sets e o jogo.

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Mas a partida teve outros pontos a serem destacados. O gigante Musersky, que assombrou o Brasil na final olímpica improvisado na saída, voltou ao meio e não assustou tanto assim. Ele fez seus pontos de ataque e bloqueio, mas também foi parado pelo bloqueio brasileiro. Entretanto, a Rússia contou com poder de ataque na outras posições. Pavlov colocou 27 bolas no chão  e foi o maior pontuador do jogo. Mas Spiridonov também virou quando acionado. Eles arrumaram o saque ao longo do jogo, se mantiveram firmes e venceram.

Reprodução/FIVB

Spiridonov, o Tintin russo. E também o provocador do time

E como os russos provocaram… Desde o primeiro set, eles provocaram. Nesse quesito, Spiridonov foi o rei. O jogador, que é cara do personagem do desenho do Tintin, é um bom jogador, tem bons fundamentos, mas como é chato! Tanto provocou que até levou vermelho. Acho que o Brasil se manteve bem, respondeu na bola quando deu e não se deixou levar. Mas não é que justo o Tintin russo marcou o ponto derradeiro? O jeito foi engolir e guardar para o próximo jogo.

O lado bom do Brasil foi a defesa. Como o líbero Mario Jr defendeu nesta partida! Ele estava muito bem posicionado em quadra, salvou diversas pancadas e fez um bom trabalho com o bloqueio. Que continue assim! Pena que nem sempre os contra-ataques passaram pelo sistema defensivo da Rússia e outros acabaram desperdiçados com erros…

Brasil volta para quadra na sexta-feira e encara o Canadá, às 16h30 (horário de Brasília). Como os dois primeiros do grupo se classificam e os russos devem ficar com a liderança porque devem passar pelos canadenses, resta à seleção fazer a sua parte no próximo jogo para se classificar. Nível para isso tem!

P.s.: Aproveitando, Felipe Marques, leitor aqui do blog, me perguntou o que achei da lista de jogadores que Bernardinho levou para  a fase final. Bem, Felipe, eu achei justa. Rapha, por exemplo, é um bom levantador, mas teve a lesão na mão no final da temporada na Itália e pouco atuou. E William tem entrado muito bem na seleção, como você mesmo destacou nos comentários. Renan é um oposto alto, jovem, mas é bom ter uma variação na posição. Já tem o Vissotto que é o grandão, é interessante ter o Wallace com seu estilo cubano. Acho que Bernardinho optou por quem ele mais testou e correspondeu! Agora é seguir acompanhando o time na fase final e quem quiser comentar, perguntar ou dar seus palpites, é só deixar o seu recado por aqui!

P.s.2: Canadá venceu a Rússia por 3 sets a 2 e embolou o grupo na noite de quinta-feira. Alguém esperava por isso? Eu não…

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quinta-feira, 13 de junho de 2013 Seleção masculina | 11:03

'Seleção está mais forte do que nunca'. Quem concorda?

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“O Brasil está mais forte do que nunca sob a liderança de Bruninho, com Lucão em sua melhor fase e com a experiência que Vissotto adquiriu na Rússia. Temos grandes chances de fazer acontecer. E ainda tem Éder com a sua grande chance de mostrar para todo mundo o que pode fazer, assim como os jovens Lucarelli e Isac. Com esse time, não temos nada com o que se preocupar”.

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Divulgação/FIVB

Lucarelli, Éder, Bruninho e Dante: novatos e experientes na seleção

As palavras são de quem entende do assunto. Gustavo Endres escreveu nesta quinta-feira um texto para a FIVB (veja a versão original, em inglês) e fez elogios à renovada seleção brasileira masculina que disputa a Liga Mundial. O time de Bernardinho venceu as duas primeiras partidas contra a Polônia e, nesta semana, encara a Argentina fora de casa.

“O Brasil está criando uma nova geração, com experientes e jovens. A mistura tem ajudado a formar uma equipe balanceada”, continua o central. “Acho que estamos no caminho para ganhar o título esse ano”, completa.

Quem concorda com Gustavo? Ainda tem muito trabalho pela frente, mas a formação da seleção agrada. Lucarelli estreou já como titular e segurou a pressão. Levou uns bloqueios no primeiro jogo, demorou a entrar de fato na partida, mas depois, deslanchou. E na segunda partida foi o teste de Isac. Ele ainda precisa de mais afinidade com Bruninho, o que virá com o tempo, mas também correspondeu.

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E como diz Gustavo, a mescla do time está interessante. Ao mesmo tempo que tem um Lucarelli em uma ponta, o cara mais jovem do time e ainda com pouca experiência, do outro lado tem o veterano Dante. Além disso, os tempos na Rússia fizeram bem a Vissotto. Foi bom ver o gigante soltando o braço no ataque e afinado com Bruninho. Ah, e Gustavo não falou, mas usar William e Wallace nas inversões de 5-1 também ajudou, já que entrosamento entre eles não falta. O que precisa é segurar a concentração durante toda a partida (contra a Polônia parece que apareceu aquela síndrome do terceiro set) e diminuir os erros.

Agora é ver como o time se comporta diante da Argentina. A seleção encara os hermanos às 20h30 desta sexta-feira e, depois, volta para quadra no mesmo horário no sábado.

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domingo, 9 de junho de 2013 Seleção masculina | 18:52

42 erros e altos e baixos, mas vitória na Liga Mundial

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A seleção brasileira masculina venceu a segunda partida contra a Polônia neste domingo na Liga Mundial. Como no primeiro jogo, venceu os dois primeiros sets, mas nesta tarde teve mais altos e baixos e só fechou a partida no tie-break, com parciais de 28/26, 25/22, 23/25, 20/25 e 15/10.

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FIVB

Vissotto, com 26 acertos, foi o maior pontuador do Brasil

O primeiro set foi equilibrado e o Brasil não fechou antes porque no finalzinho teve dois sets points e desperdiçou com dois saques errados. Quando a bola entrou no serviço de Éder, o bloqueio completou e fechou a parcial. Depois, Lucão sentiu dores e deu lugar a Isac, mais dos novatos do time e que fazia a estreia na Liga Mundial. As jogadas de meio caíram um pouco, afinal, Bruninho é muito mais entrosado com Lucão do que com o novo central. Para compensar, Vissotto comandou os ataques e a seleção fez o seu melhor set na virada de bola.

Aí veio a longa parada até o começo do terceiro set. Na volta ao jogo, a Polônia começou a se arrumar na recepção e, principalmente, cresceu no bloqueio. Ainda com muito mais bolas de meio com Éder que com Isac, os ponteiros acabaram marcados e todo mundo errou. Cada bola atacada reta na tentativa de explorar o bloqueio… Os erros continuaram no quarto set. Parecia que a concentração brasileira tinha se perdido. Resultado? Dois sets vencidos pela Polônia.

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Tie-break e quatro contra-ataques errados do Brasil. Ainda assim, a seleção dominava o placar porque o saque havia voltado a funcionar e o bloqueio também incomodava os poloneses. Apesar dos vacilou, o time amarelo venceu com tranquilidade e levou o jogo.
Ainda é muito cedo para se preocupar com alguma coisa na temporada, mas foram dois jogos nos quais o Brasil poderia ter vencido por 3 a 0. E neste domingo, a seleção errou demais! Foram 42 pontos de graça aos poloneses! Eles falharam 33 vezes, o que também é um número alto. Pelo menos o Brasil soube se recuperar.

E vale lembrar que a Polônia era a mesma campeã do ano passado, enquanto o Brasil se renovou. No primeiro jogo, teve a estreia de Lucarelli, que foi muito bem por sinal. Neste domingo ele rendeu menos. E agora quem entrou foi Isac. Ao longo da partida as jogadas com Bruninho começaram a sair e o saque do central ajudou, e muito. Saiu Lucão, conhecido pela pancada, mas que não estava no melhor dia, e entrou outro com o braço muito pesado. O Brasil marcou oito aces, três com Isac (Vissotto fez mais três, enquanto Lucarelli e Dante completaram a relação).

O saldo da estreia foi positivo, afinal, foram duas vitórias. Agora é acertar a concentração para não deixar cair a virada de bola e manter o ritmo no saque para os jogos da semana que vem. E claro, errar menos e não dar tantos aviões no ataque. o próximo adversário será a Argentina. E então? O que esperar da seqüência da Liga Mundial?

P.s.: Neste domingo a seleção feminina, com o mesmo time campeão em Montreux, venceu a Itália e faturou o título do Torneio de Alassio. Até aqui, aproveitamento de 100% para o time de Zé Roberto!

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terça-feira, 7 de maio de 2013 Seleção masculina | 10:32

Capitão novo e dupla esperada de levantadores na seleção

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*atualizado às 14h27

Galera, as férias foram bem aproveitadas, mas é hora de voltar ao batente. Aos poucos estou me interando as movimentações de mercado e notícias que perdi nesse tempo que fiquei longe do blog. E a semana começou com novidade. Foi divulgada a lista de inscritos do Brasil para a Liga Mundial e, além de alguns nomes novos, uma mudança esperada para o cargo de capitão. Bruninho é o dono da função.

Veja a lista completa de inscritos para a Liga Mundial

Divulgação/CBV

Bruninho - capitão do RJX no título da Superliga e, agora, da seleção brasileira

Giba era o capitão do Brasil até as Olimpíadas de Londres. Na ausência do ponteiro, Murilo ficava com a tarja e era apontado como novo líder desse ciclo até por Bernardinho. Só que ele vai ficar seis meses afastado das quadras depois de uma operação no ombro realizada no final da semana passada. Com isso, a tarja ficou para Bruno.

Relembre os capitães da seleção brasileira

É uma escolha interessante. Ele foi o capitão no Pan de 2011, quando o Brasil atuou com uma seleção B. Também faz a função em seus times. O levantador é a cabeça da equipe por comandar as ações. No caso de Bruno, ele é um jogador com essa característica de liderar, então, é justo aliar uma coisa a outra.

Ainda falando de levantadores, teremos mudança esse ano na posição também. Bruninho segue ali, mas tem a companhia de William, Rapha e Murilo Radke nos inscritos para a Liga Mundial. Só que Rapha faturou o dedo na Itália, fez uma cirurgia e ficará dois meses afastado. Já Radke ainda é inexperiente para a função e deve ser usado em torneios “menores”, como  a Copa Pan-Americana. Dessa vez, passada as confusões e desentendimentos com Bernardinho, William deve ser o outro levantador.

E repito o que já disse por aqui. Acho interessante ter um levantador mais novo e outro mais experiente na seleção. Bruninho já tem o seu espaço, mas faria bem a ele atuar com William, um cara rodado e também bom no que faz. A tentativa de fazer alguma mescla ao trazer Ricardinho de volta não deu certo e ele não rendeu o esperado. Quem sabe agora a nova dupla não se encaixe?

A Liga Mundial começa no dia 7 de junho. Ainda em maio, o Brasil joga a Copa Pan e pode mesclar e usar os mais novos que foram convocados.  Vamos ver o que a seleção nos reserva no primeiro ano do ciclo olímpico até 2016.

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sexta-feira, 12 de abril de 2013 Superliga | 16:27

Investimento x conjunto na final da Superliga masculina

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Final de semana será de decisão da Superliga masculina com RJX x Sada/Cruzeiro na partida que vale o título às 10h deste domingo, no ginásio do Maracanãzinho, no Rio de Janeiro. Será o confronto do time de maior investimento, o carioca, contra a equipe que preserva e aposta no entrosamento do conjunto para manter o título, o elenco mineiro.

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Alexandre Arruda/CBV

Lucão - nome da seleção e destaque do RJX na temporada

O RJX é a equipe dos nomes que estão ou passaram recentemente pela seleção brasileira. Tem Bruninho, Lucão, Dante, Thiago Alves, Théo e Mário Junior. Com isso, já começou a competição como um dos favoritos ao título e, depois de uma série e tanto diante do Vivo/Minas na semifinal, honrou todo o orçamento e chegou à decisão.

Do outro lado, o Sada/Cruzeiro mantém a filosofia que levou o time ao título na temporada 2011/2012. A equipe conta com Wallace, da seleção, ganhou o reforço do cubano Leal e manteve praticamente o mesmo elenco de outros anos. Com isso, tudo mundo está mais do que entrosado e isso ajuda em quadra. William conhece muito bem todos os seus atacantes. E todos os jogadores estão acostumados com os pontos fortes e fracos um dos outros, formando um conjunto e tanto. Seguir com a mesma base ao longo das temporadas foi uma estratégia certeira.

Entretanto, o time do Rio de vale um pouco dessa estratégia. Ao trazer Bruninho, Thiago Alves e Mário Júnior para o lado de Lucão, remontou a base da Cimed que já faturou títulos da Superliga.

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Em quadra, os dois times devem apostar no saque. No RJX, Lucão é dono de serviço potente e está cada vez mais consistente em quadra, forçando, sim, mas seguro do que está fazendo. Riad, outro central, foi bem no fundamento na semifinal. Além disso, com um bom saque, o bloqueio se garante. É um fundamento muito importante para os cariocas e tem feito o seu papel ao longo da Superliga, mais uma vez sob o comando de Lucão.

Alexandre Arruda/CBV

William - capitão e cabeça do Sada/Cruzeiro

Enquanto isso, o Sada tem um trio de sacadores. Acho que Leal é o líder no serviço, e depois aparecem Rogério e Wallace. Os outros mesclam entre força e tática e também dão trabalho. Que diria o Sesi nas semifinais… Esse fundamento foi a chave da vitória por 3 a 0 sem dar chances ao rival no segundo jogo da série, por exemplo.

Mas vejo a diferença aqui na sequência do jogo. Se o RJX conta com bloqueio, o lado mineiro tem volume de jogo e ataque. William não lidera as estatísticas da Superliga a toa e sabe distribuir muito bem as jogadas. Para colaborar, tem mais uma vez Leal para decidir, ao lado de Wallace, Douglas e companhia. Acho que o duelo pode ser uma interessante briga entre um bloqueio pesado e bem posicionado, contra um ataque que costuma resolver.

Investimento x entrosamento, saque forçado, ataque x bloqueio… A final promete e reúne os dois melhores times do ano. E agora, quem leva a melhor? Sada/Cruzeiro fatura o bi na terceira final seguida? Ou o RJX fica com o primeiro ouro na estreia em decisões?

P.s.: estou de férias da redação e, por isso, estou um pouco distante do blog nessa semana. Mas nos vemos na final da Superliga masculina, combinado? Aí sim, depois do título entregue ao campeão, as minhas férias começam de verdade…

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