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Posts com a Tag Brasil

sábado, 20 de setembro de 2014 Seleção masculina | 15:15

E o Brasil está na quarta final consecutiva do Mundial

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*atualizado

Deu Brasil na semifinal do Mundial de vôlei! A rival França poderia teoricamente ser mais fácil por não ser um time de tanta tradição e também não muito alto. Mas eles sabem sacar e explorar o bloqueio e o jogo foi complicado. O Brasil comandou o primeiro set, sofreu com o ataque francês, principalmente do ponteiro Ngapeth, mas fechou a partida no tie-break (25/18, 23/25, 25/23, 22/25 e 15/12) e está na final.

No primeiro set, o Brasil foi arrasador, principalmente no bloqueio. Foram quatro pontos até a primeira parada técnica. E a parcial seguiu assim, com tranquilidade e a seleção marcando bem, defendendo e atacando. A vitória foi fácil. Mas se isso é uma semifinal de Mundial e nada seria tão simples…

Falamos muito aqui do passe do Brasil, de como a recepção cresce com Murilo e tal. Pois é, a partir do segundo set nada disso deu certo. A seleção ficou sem passe e passou e errar mais. Com isso, a França cresceu e o jogo ficou bem mais equilibrado. E se o lado de cá sofria com passe, a França melhorava no ataque e no saque.

O time brasileiro perdeu o segundo set e venceu o terceiro, quando voltou a bloquear mais. Daria para fechar no quarto set, mas aí a França já tinha aprendido a jogar contra o Brasil de vez. Se o bloqueio estava alto, os franceses exploravam. Se o passe estava ruim, os franceses forçavam o saque. Foi assim que Ngapeth virou o grande nome da partida, marcando pontos seguidos no ataque, praticamente todos explorando o bloqueio brasileiro. E Le Roux deu trabalho no saque.

Com esses ataques bem explorados, a França, com Ngapeth dominando o jogo, levou a partida para o tie-brak. Só que aí o bloqueio brasileiro reapareceu, o time cresceu de novo e acabou o jogo.

No final, do lado da França, Ngapeth foi o nome. Quando ele passou a virar, o time foi junto e deu muito trabalho ao Brasil. No Brasil, destaque para Sidão, bloqueando em momentos importantes e também muito bem no ataque, e para Lucão, que recebeu as velhas conhecidas bolas de meio de Bruninho e correspondeu. No saque, vale ressaltar a atuação de Lipe. Ele entrou em todos os sets só para sacar e saiu com dois aces e serviços bem colocados. E geralmente quem vem do banco está frio e não arrisca tanto, ou erra ao arriscar. Mas Lipe cumpriu muito bem o seu papel.

E para completar, vale falar de Lucarelli. O ponteiro fez lindos pontos pela bola de fundo, mas pecou em alguns ataques, encarando demais o bloqueio e levando toco. Ainda assim, é com ele e Murilo a melhor formação. Assim Murilo ajuda no passe e ele sobre no ataque.

Agora é mais uma final! Quarta consecutiva! A adversária será a Polônia, dona da casa, e o jogo será neste domingo, com transmissão do Sportv a partir de 15h. Vem o tetra por aí?

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sábado, 18 de junho de 2011 Seleção masculina | 17:54

E não basta jogar…

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Mário jr

Flagra de Bruninho no ônibus da seleção

Enquanto estava aqui, escrevendo o comentário do jogos, os atletas do Brasil estavam no ginásio do Ibirapuera para mais um treino. Isso mesmo, não basta só jogar, tem que treinar! E não quero nem imaginar a reação de Bernardinho com quem reclamar do ritmo puxado na seleção.

O jeito é aproveitar qualquer oportunidade para descansar e recuperar as forças. O alvo da vez é o líbero reserva Mário Jr. Ele foi flagrado no caminho entre o ginásio o hotel e foi parar na página do Twitter do levantador Bruninho. Será que o sono estava bom?

Acorda, Mário Jr, que amanhã tem mais jogo!

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Seleção masculina | 17:32

Que o 2º set contra Porto Rico vire exemplo

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O clima do jogo Brasil x Porto Rico refletiu, pelo menos em partes, o que os jogadores falaram no treino antes da partida. Murilo tinha tido que, mesmo relaxado o Brasil poderia ganhar de Porto Rico, o que seria quase impossivel contra Polônia ou Estados Unidos. Ele também disse que o time não ralaxaria porque precisava de duas vitorias nesses jogos em casa. Bruninho e Bernardinho pediram mudanças na postura e um saque melhor. E Serginho queria diminuir os erros.

Bloqueio do Brasil

Bloqueio do Brasil pressionou Porto Rico

Bom, nesta manhã, o Brasil venceu por 3 a 0, somou os três pontos que queria (saiba mais sobre a partida, mas deu 19 pontos de graça em erros, começou o jogo mais uma vez devagar, falhando nos contra-ataques, só que soube também mostrar a sua cara. Principalmente no final do primeiro e no segundo sets. Nesses momentos sim, o Brasil jogou como Brasil.

Precisou Porto Rico equilibrar o jogo e mostrar até variedade no ataque para a seleção acordar. E muito da mudança em quadra se deu por causa do saque, que dessa vez funcionou e quebrou a recepção adversária. Não tem como dominar um jogo sem um saque bem executado.

O Brasil ainda deu uma vacilada no final do terceiro set, mas teve tempo e tranquilidade para se recuperar e acabar com o jogo em 3 a 0, o placar que todos esperavam para este final de semana. E domingo tem que ser assim de novo!

Sei que ainda é começo de temporada e que não tem como estar no auge agora, como os jogadores também disseram nos treinos, e nem adiantaria estar voando agora. O time deve estar pronto é nas finais. Esses primeiros jogos foram o momento de errar e escolher a equipe para a decisão. E
o caminho para as finais é jogar com a postura do segundo set desse sábado. Não vai ser facil repetir o placar de 25 a 10, o mais elástico até agora na Liga Mundial, mas dá para ser agressivo, do saque ao ataque, e alerta na cobertura. Enfim, ligado no jogo e com vontade de ganhar e atropelar!

E vocês, gostaram da atuação do Brasil? Mudariam alguma coisa para o jogo de domingo? Deixem as suas opiniões

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Seleção masculina | 12:16

Brasil começa devagar, mas vence Porto Rico

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Brasil x Porto Rico acabou agora há pouco. E a seleção repetiu os inícios de jogos nesta Liga Mundial. Começou devagar, errando demais, demorando a acertar os contra-ataques. Só que nesta manhã, o adversário era o lanterninha da chave e foi até que simples embalar e se reencontrar em quadra. Vantagem de jogar contra um rival mais fraco…

Por enquanto, deixo com vocês o relato da partida (veja os detalhes do 3 a 0 do Brasil sobre Porto Rico). Mais tarde eu volto com uma opinião mais completa sobre o jogo (dia corrido no plantão na redação!)

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sexta-feira, 12 de novembro de 2010 Diversos, Seleção feminina, Superliga | 13:25

Semifinais do Mundial e outras coisas mais…

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A reta final do Campeonato Mundial feminino está aí, eu, como vocês, estou sentindo o cansaço dos jogos da madrugada, mas agora é a hora de decidir. Neste sábado, Rússia encara Estados Unidos, às 4h (horário de Brasília) e o Brasil enfrenta o Japão, às 7h, nas partidas que valem vaga na grande final. E aí, quem acertou quem seriam os semifinalistas?

Quase todo mundo que comentou por aqui se deu bem nos palpites. Eu também! Ainda apostaram que Sérvia e a Coreia do Sul poderiam complicar na chave do Japão, mas os times não mantiveram o desempenho da primeira fase. Sérvia perdeu para Turquia e Rússia, e as asiátias foram superadas por Polônia, Japão e Sérvia. A Itália também foi citada, só que apesar de ter se recuperado do passeio que levou do Brasil, vacilou quando não podia e perdeu para Cuba.

Não teve jeito. O Japão, anfitrião do torneio, teve chaves mais simples e soube aproveitar, animando a torcida local. As russas seguem como fortes candidatas ao título e invictas na competição. Do outro lado, Brasil também tem nove vitórias em nove jogos e chega “grande” para disputa. Já os Estados Unidos têm ótimo volume de jogo e contaram com a ajuda da Itália para ficar com a vaga.

O que esperar do Japão
Acho que a semifinal Brasil x Japão será um jogo de paciência. As duas equipes se conhecem bem e tem um ponto em comum: defesa. As japonesas sempre foram bem nesse fundamento e é preciso ter calma para seguir atacando até que a bola caia. Mas o Brasil também estão muito bem no fundo de quadra. Basta lembrarmos das defesas e passes contra os Estados Unidos. E as estatísticas comprovam isso. Ao final da primeira fase, Jaqueline era apenas a 19ª na recepção. Agora ela é a terceira (veja reportagem sobre os números das brasileiras).

Entretanto, Zé Roberto já alertou que o Japão não é apenas defesa. Saori é a jogadora de segurança e Inoue, a presença no bloqueio. Elas estão crescendo nos últimos campeonatos e venceram o Brasil na fase final do Grand Prix, ou seja, estão acreditando que podem vencer de novo. Não acho que será uma partida simples e espero velocidade e muito empenho das japonesas, mas confio no Brasil, se o time entrar e se mantiver concentrado o tempo todo (leia mais sobre Brasil x Japão)

Finais do Paulista e Superliga
Enquanto passamos a madrugada acordados vendo a seleção, os times masculinos do País estrearam na Superliga e se preparam para a final do Campeonato Paulista. Ainda não consegui ver esses torneios (quem assistiu aos jogos e quiser comentar, fique à vontade!), mas a empolgação do Vôlei Futuro me chamou a atenção.

O novo time das estrelas, com Ricardinho, Leandro Vissotto, Lucão e Mario Jr, não mediu forças para intimidar o Sesi na decisão do Paulista. Foi organizada uma caravana em Araçatuba para a primeira partida da final, que será aqui em São Paulo, na próxima terça, às 18h30. As vagas já estão esgotadas! Para quem ficar por lá, o time irá transmitir o jogo em um telão gigante em seu ginásio. A segunda partida da série será na quinta-feira, também às 18h30, em Araçatuba. Se precisar, o último jogo será em São Paulo, na casa do Sesi, no sábado, às 11h.

Ricardinho já comentou que a cidade realmente abraçou o vôlei. Ele contou que é reconhecido na rua e as pessoas pedem autógrafos e fotos. Acho isso bom para o vôlei nacional, que ganha mais um time competitivo e tende a ter uma visibilidade cada vez maior.

Bernardinho e a derrota para Bulgária
Aquele jogo entregue no Campeonato Mundial masculino ainda será lembrado… Nesta semana, Bernardinho disse à revista Alpha que se sente enverg0nhado pelo episódio.”A gente tinha de tomar um caminho. Mas é um caminho que eu nunca quero tomar de novo. Eu queria pedir desculpas às pessoas. Se você me perguntar se eu me orgulho, eu digo: ‘De forma nenhuma’. Vai contra tudo aquilo que eu sempre preguei, os princípios em que acredito”, disse o treinador (leia mais).

Um dia depois, em entrevista à ESPN, ele voltou a falar sobre o tema. Disse que o time fez uma votação e a maioria optou por colocar os reservas em quadra, poupar Bruninho, que era o único levantador no momento no Mundial,e colocar o oposto Théo na função. “Assumo total responsabilidade por jogar contra a Bulgária sem levantador. Mas tudo começou com o problema do levantador logo na inscrição. Não nos permitiram substituir o Marlon, que estava com problemas graves. Queriam colocar o maior número de pedras possível no nosso caminho”, afirmou (leia mais).

Como já escrevi por aqui, não acho errado poupar jogadores ou até mesmo se usar do regulamento, mas acho que o time deveria assumir logo o que fez. E mesmo sem um levantador, o Brasil não jogou o que sabia. E perdeu porque achou que aquilo era o melhor naquele momento. Pelo menos foi isso o que nós vimos. Enfim, foi um erro, mas prefiro lembrar do título. Não podia deixar esse comentário passar, mesmo que com uns dias de atraso, mas espero que esse assunto já tenha mesmo acabado…

Até amanhã!
A gente vê por aqui depois do jogo Brasil x Japão, no Mundial feminino. Quem quiser, pode arriscar um palpite. Eu chuto 3 sets a 1 para o Brasil. Até lá!

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sexta-feira, 8 de outubro de 2010 Seleção masculina | 13:03

Quem leva a batalha da semifinal do Mundial?

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É assim que a partida entre Brasil e Itália no Campeonato Mundial está sendo chamada: uma verdadeira batalha. Essas foram as palavras de brasileiros e italianos quando souberam que iriam se enfrentar pelo lugar na decisão. O confronto deste sábado, às 16 horas (horário de Brasília) promete tanto pelas polêmicas e jogos entregues, como já conversamos por aqui, como pelo que as duas equipes têm a mostrar dentro de quadra.

Pelo retrospecto, o Brasil leva a vantagem. A seleção venceu a Itália na final olímpica em 2004 e, quatro anos depois, venceu de novo na semifinal da Olimpíada de Pequim.  Além disso, a equipe de Bernardinho passou pelos rivais nas conquistas dos Mundiais de 2002 e 2006. E agora? Quais as expectativas para esse confronto?

Acho que tanto Brasil quanto a Itália estão bem neste Mundial. A seleção vem crescendo, desde o tie-break vencido para cima da República Tcheca. Já os donos da casa, favorecidos pelo regulamento nas primeiras fases, fizeram duas grandes partidas e tiraram Estados Unidos e França do caminho, ganhando moral para a semifinal. O jogo promete ser equilibrado e as duas seleções tem alguns jogadores no auge e pontos a serem explorados.

No Brasil, o jogador do momento é Murilo. Ele é referência na defesa e segurança no ataque. Além disso, é um dos poucos  manter a regularidade no saque, mesmo forçando o tempo todo. N aoutra ponta e no meio, o time também está bem servido, com Dante e Rodrigão fazendo um ótimo torneio. Bruno é outro que tem se superado. Já Leandro Vissotto, depois de atuações apagadas, mostrou estar melhor e mais seguro contra a Alemanha e precisa repetir a atuação nesta semifinal. No fundo, Mário Jr, se bem concentrado, dá conta.

A Itália tem um problema pode se dizer parecido com o brasileiro. O seu oposto Fei, ídolo do time, demorou para se encontrar, pelo menos nos últimos jogos e, como já aconteceu no Brasil, deixou de ser o homem de segurança em vários momento. A qualidade italiana também lembra a brasileira. A força do ataque vem pela ponta, com Savani, que está virando tudo. No meio, se temos Rodrigão, eles têm Mastrangelo, que comanda o bloqueio e solta o braço no ataque. Para armar as jogadas, o experiente Vermiglio, um bom levantador que adora provocar os rivais.

Entretanto, os italianos têm uma preocupação a mais no fundo de quadra: Marra. O líbero, desde a partida contra os Estados Unidos, está sofrendo para acertar a recepção, principalmente no saque tático, e virou alvo constante dos rivais.

Na minha opinião, o Brasil leva essa batalha. Para ajudar, os jogadores devem estar concentrados o tempo todo para ignorar o barulho da torcida e a vibração e a provocação do outro lado da quadra. Também é bom estar preparado para erros de marcação, já que os fiscais e linha serão italianos e podem ser tendenciosos em lances duvidosos. Na bola, é bom voltar a contar com pontos de bloqueio, que marcou pouco contra a Alemanha. E vale sacar para cima do líbero e usar esse fundamento com inteligência, ou seja, não arriscar tudo na pancada. Vale mais usar um serviço tático e confiar no sistema defensivo. Volume de jogo para isso o Brasil tem!

Acho que Andrea Anastasi, técnico italiano, resumiu muito bem o que será essa semifinal. Ele disse: “Contra o Brasil será uma verdadeira batalha. Mas não será preciso, necessariamente, um voleibol perfeito. O fundamental será jogar com coração e paixão”.

P.s.: galera, desculpem por ter esquecido de colocar dia e horário da partida antes no post… Falha minha… coisas do cansaço! Abs

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sábado, 2 de outubro de 2010 Seleção masculina | 18:26

Brasil x Bulgária foi a decepção do Mundial

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*atualizado dia 4/10, às 12h17

Finalmente acabou Brasil x Bulgária pelo Campeonato Mundial masculino. O duelo valia a liderança do grupo, mas foi um jogo duro de assistir, de baixíssimo nível e com os dois times lutando para perder. Para mim, uma palavra resume essa partida: decepção!

A fórmula do campeonato beneficiava a Itália, que avança sem pegar nenhum grande time, e permite que se faça contas e se perca para cair em grupos mais simples. Rússia jogou para perder da Espanha para cair no grupo mais simples e fugir da seleção. Isso é direito e estratégia de cada um, mesmo que eu considere isso uma atitude contra o esporte.

Théo foi o levantador na partida contra a Bulgária

Théo foi o levantador na partida contra a Bulgária

Mas o que me incomodou, e muito, foi como as coisas se desenrolaram em quadra para Brasil x Bulgária nesta tarde. A seleção poupou alguns de seus titulares, e Bernardinho deixou Murilo,que sentiu a panturrilha contra Cuba, Bruno, que teve febre durante a noite e sofre com o começo de uma gripe, e Lucão na reserva. Até aí, tudo bem. O técnico tem direito de montar o seu time e já pensar na próxima fase.

Sabemos da dificuldade em se jogar um torneio desgastante como o Mundial com apenas um levantador e não teria sentido forçar Bruno em um jogo como esse e correr o risco de ficar sem alguém para armar as jogadas no momento decisivo. O mesmo vale para Murilo. E já que Théo seria o segundo levantador, melhor testá-lo em um jogo mais simples no que colocá-lo na “fogueira”.  Do outro lado, também pensando no futuro, a Bulgária tinha todo o direito de ir para quadra com reservas… Mas a atuação dos jogadores, principalmente dos brasileiros, não tem justificativa!

Desde a primeira bola, todos estavam completamente apáticos, sem vontade ou vibração. Théo fez o que podia e, como não tem prática como levantador, usou bolas altas e lentas. Apesar do jogo feio e pouco eficiente, ele está perdoado porque pelo menos tentou. Mas e o resto do time? O Brasil levou nove aces e o fundo não funcionou em nenhum momento. Foram inúmeras falhas na recepção e na defesa. E isso não é problema do levantador. É falta de concentração e até de interesse na partida. Parecia que os jogadores estavam pensando: “para que vou me esforçar e correr para recuperar as bolas se não vale nada mesmo?” E nem assim Bernadinho mexeu e colocou outros reservas que poderiam salvar a partida, como João Paulo Bravo, especialista no fundo. Mais uma vez, decepção total. A torcida, que lotou o ginásio, vaiou e protestou, com toda a razão.

E depois da partida, Bernardinho e Giba, em entrevista ao Sportv, tentaram justificar, dizendo que a falta de respeito foi da Bulgária, ao escalar apenas um titular. Mas pelos menos os europeus soltaram o braço e não jogaram mais porque não são excelentes jogadores. Eles erraram demais, deram quase 10 pontos por set, mas tentaram fazer alguma coisa. Fiquei com a sensação de que o Brasil nem tentar tentou…

Como muitos comentaram por aqui, isso pode ter sido um protesto da seleção. Sim, o regulamento foi muito mal formulado. E, como disse, é um direito jogar de acordo com as regras e escalar quem quiser. Mas se foi um protesto, assuma essa posição e não tente se defender das críticas dizendo que a Bulgária foi a culpada. Depois, nos treinos em Roma, os brasileiros mudaram o discurso.

“A gente sabe que ficou ridículo. Mas fizemos porque o sistema de disputa permite. É um absurdo ver que o segundo tem tudo de melhor em comparação com o primeiro. Pode ter sido errado, mas é a forma mais simples de ser campeão. Todos têm direito de criticar. Foi a estratégia que escolhemos e achamos melhor”, disse Rodrigão ao jornal Lance!.

O protesto deu certo e a terceira fase será equilibrada, com Itália tendo que passar pela França e Estados Unidos para chegar às semifinais. Entretanto, ainda assim, eu fiquei incomodada.

No final, a seleção acabou na chave mais simples. Agora eles vão direto para Roma, evitam uma viagem a mais para Florença e encaram República Tcheca e Alemanha. O Brasil se valeu do regulamento, perdeu e se classificou, mas sem fazer nada de bonito. Não seria muito melhor, ao menos, jogar com garra, mesmo com os poupados, para chegar mais forte à próxima etapa?

Acho que o melhor que temos a fazer é  esquecer essa partida! Vou continuar na torcida pelo Brasil. Que os regulamentos das próximas competições sejam mais bem elaborados. E que essa apatia de hoje não contamine o Brasil. O alívio é que tudo isso acabou. Agora não tem essa de perder para cair um grupo mais simples. Tem que vencer e vencer para chegar à semifinal. Quero ver o campeonato começar para valer, na bola!

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sexta-feira, 1 de outubro de 2010 Seleção masculina | 15:06

Dá pra escolher adversário no meio do Mundial?

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Estamos no meio da segunda fase do Campeonato Mundial masculino de vôlei e, com o Brasil já classificado para a próxima etapa,  todo mundo está fazendo contas para ver os possíveis rivais da seleção. Mas em um torneio como esse, o mais importante depois da Olimpíada, dá para ficar escolhendo rival?

Eu, que confesso ser péssima nessas matemáticas, acho que não. Time campeão tem que vencer quem tiver pela frente e, se der a sorte de cair em um grupo mais simples, melhor! E o Brasil tem potencial e está em uma crescente no torneio para fazer esse papel.

Depois da vitória sobre a Polônia, já começaram os comentários de que seria melhor perder para Bulgária no jogo deste sábado para fugir, por exemplo, de Russia e Cuba na próxima fase. Pronto,  acabou a preocupação. A Espanha bateu a Rússia e, agora, deve ficar em primeiro do grupo e encarar o vencedor de Brasil e Bulgária. Mas eu tenho uma pergunta: alguém viu essa derrota da Rússia? Porque eu fiquei abismada quando vi o placar, já que os russos são muito mais time que os espanhois. Será que eles “entregaram” para fugir do Brasil? Isso parece mais um jogo de estratégia…

Acho que o Brasil até pode poupar alguns jogadores contra a Bulgária, mas não por pensar em quem serão os adversários, mas visando a condição dos jogadores. Murilo já sentiu dores na panturilha, por exemplo, e poderia ficar no banco para se recuperar e entrar “zerado” contra quem for na próxima fase. Foi o que disse Bruninho, em reportagem desta sexta-feira do jornal Lance!. “Se tivermos classificados, temos que pensar à frente para descansar. Vamos decidir dentro do grupo. Não é entregar”, afirmou o levantador.

Matemática à parte, vamos esperar que Brasil x Bulgária seja um belo jogo, já que tantos brasileiros quanto europeus dominaram a Polônia mostrando armas parecidas: saque eficiente e bloqueio pesado. Até lá!

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quarta-feira, 29 de setembro de 2010 Seleção masculina | 13:22

"Grupo da morte" do Brasil e palpites para o Mundial

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A seleção masculina estreia nesta quinta-feira na segunda fase do Campeonato Mundial e já ouvi muita gente comentar que o time está no “grupo da morte”, ao lado de Polônia e Bulgária. Será mesmo que o futuro do Brasil no torneio é tão preocupante?

Alguns leitores daqui do blog disseram que não e eu concordo com eles. Polônia e Bulgária são bons times e têm suas qualidades.  A Polônia tem o ponteiro Kurek, excelente atacante, e a experiência do levantador Zagumny. A Bulgária, apesar de duas derrotas na primeira fase e da classificação no sufoco, com ajuda da vitória da França sobre a Cihna, é um time de força no ataque e no saque e uma parede no bloqueio e tem Kaziyski e Vladimir Nikolov nas pontas, soltando o braço e também usando a categoria. A primeira é a atual campeã europeia e a segunda, foi bronze no Mundial de 2006.

Qual a vantagem para o Brasil nessa história? O time de Bernardinho está mais do que acostumado aos adversários! Jogou vários amistosos contra a Polônia no ano, venceu a maioria com facilidade e perdeu apenas um. Encarou a Bulgária cinco vezes (quatro na Liga e um amistoso) e venceu todos. E o time que estava em quadra era o mesmo que jogará o Mundial, a exceção é o levantador Marlon, ainda fora do torneio com inflamação no intestino.

Se fosse o primeiro confronto do ano, eu estaria mais preocupada. Mas a seleção já viu, pela Liga Mundial, que não adianta nada medir forças contra a Bulgária, por exemplo. Eles são mais potentes no ataque e a chave é jogar com um saque que encaixe e acreditando no nosso bloqueio e contra-ataque. Apesar da derrota para Cuba, o fundo do Brasil melhorou em relação aos primeiros jogos. E Murilo, que saiu com cãibras, já disse estar bem. O time sabe o que deve fazer em quadra.

Sei que, se o Brasil conhece os rivais, eles conhecem a seleção, mas acho que as chances de classificação são boas. Os jogos serão complicados e agora é esperar que o saque seja bem feito, sem tantos erros, e que as finalizações se encaixem. Além disso, Bruno, que está indo muito bem, tem que aguentar a pressão de ser o único levantador. E também será bom contar com Vissotto como no terceiro set contra Cuba, mais confiante e bloqueando e soltando o braço. Ele está caminhando, mas ainda não é o oposto que queremos…

Quem segue no Mundial?
Com os grupos da segunda fase nas mãos, vamos dar nossos palpites? Abaixo estão as chaves dessa etapa e os meus chutes. O espaço dos comentários, claro, é todo de vocês!

Grupo G: Alemanha, Porto Rico e Itália
Itália, que já havia caído em um grupo simples na primeira fase, ao lado e Egito, Japão e Irã, deve se dar bem mais uma vez. O melhor jogo será entre eles e os alemães, que venceram o Brasil em amistosos antes do Mundial, mas se classificaram apenas em terceiro, com derrotas para Polônia e Sérvia. Porto Rico deve cair

Grupo H: Sérvia, México e Cuba
Cuba e Sérvia saem na frente. Os cubanos ganharam crédito depois do jogo contra o Brasil porque além de atacar e sacar muito bem, eles souberam defender. Os sérvios foram surpreendidos pelo Canadá na primeira fase, ainda forçam o jogo em cima de Milijkovic, mas podem crescer. México deve sobrar.

Grupo I: Rússia, Espanha e Egito
Vantagem para a Rússia, que teve vida fácil na primeira fase e deve ter jogos simples mais uma vez. É bem mais time que Espanha e Egito. Para a outra vaga eu aposto na Espanha. É uma equipe que ataca na velocidade, mas erra quando pressionada. Será que o Egito surpreende? Acho que não…

Grupo L: República Tcheca, Estados Unidos e Camarões
Apesar de toda a festa e emoção da inédita classificação de Camarões, acho que eles ficam nessa fase. Os Estados Unidos não são os fortes campeões olímpicos, mas avançam ao lado dos tchecos.

Grupo M: França, Argentina e Japão
França chega na frente, mas teve trabalho para vencer Bulgária e República Tcheca na primeira fase. Já a Argentina, apesar de ter roubado um set contra os Estados Unidos, ainda é um time em formação. Vai brigar pela segunda vaga com o Japão e não tenho certeza sobre quem avança (quem viu o Japão na primeira fase pode ajudar?)

Grupo N: Polônia, Bulgária e Brasil
Já falamos do grupo e aposto em Brasil em primeiro e Polônia em segundo, pelo embalo depois das vitórias na primeira fase. Mas a briga promete ser boa.

Agora é com vocês! O que esperam da segunda fase do Mundial? Deixem seus palpites e a gente se fala depois do jogo do Brasil. Até!

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segunda-feira, 27 de setembro de 2010 Seleção masculina | 19:25

Cuba vence Brasil em jogaço no Mundial

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Brasil x Cuba era o melhor jogo deste grupo B na primeira fase do Campeonato Mundial. E em quadra, os times atuaram à altura das expectativas. Com uma bela partida, repleta de saques potentes, bolas cravadas e defesas surpreendentes, Cuba venceu o Brasil por 3 sets a 2 (34/32, 18/25, 23/25, 25/21 e 15/12).

O jogo
A partida começou com a cara de Cuba, com saque muito fortes. Os caribenhos marcaram cinco aces na primeira parcial. Mas o Brasil não se intimidou e se mostrou bem melhor na recepção do que nas primeiras partidas do Mundial. Aos poucos o serviço cubano perdeu a potência e, apesar de continuar eficiente, marcou menos pontos direitos. Do outro lado, a seleção errou alguns saques no finalzinho do set e perdeu por 34 a 32.

Na segunda parcial, o saque nacional melhorou e aproveitando-se de boas passagens de Bruno no fundamento, o time jogou a responsabilidade para cima de Cuba, que passou a errar mais. Depois de não fazer nenhum ace, eles viram o Brasil fechar e empatar o jogo.

Vissotto foi destaque no terceiro set

Vissotto foi destaque no terceiro set

No terceiro set, entretanto, Cuba mostrou grande volume de jogo. A seleção, que é elogiada pela potência física no saque e no ataque, defendeu bem e chegou a abrir seis pontos de vantagem. De novo, com Bruno no saque e a melhor rede, com Vissotto, Rodrigão e Murilo, o Brasil buscou. Foi o melhor momento no jogo de Vissotto! Melhor no bloqueio (que fez cinco pontos na parcial), a seleção virou a partida.

Mas equilíbrio e ótimas jogadas na sequência da partida. A partir do quarto set, Cuba usou e abusou de uma de suas armas: o oposto Hernandez. Se o passe saia ruim, ele recebia bola e virava mesmo assim. E ainda pedia para atacar! Além disso, Leon, na ponta, e Simon, no meio, continuaram voando. Os cubanos levaram o jogo para o tie-break, se aproveitaram de poucas falhar do Brasil no contra-ataque e fecharam o jogo, assegurando a liderança do grupo B.

Os destaques
Tanto Cuba quanto Brasil mostraram um voleibol de alto nível. Cuba não teve os famosos altos e baixos e manteve a energia, principalmente no ataque, do começo ao fim. Já o Brasil, nas palavras de Bernardinho, fez o seu melhor jogo do ano, apesar da derrota.

Quem me chamou a atenção na seleção foi mais uma vez Bruninho. Ele arriscou, forçou bolas chutadas e deixou os atacantes baterem diversas vezes no simples. Sim, ele errou algumas bolas, mas isso é normal. Fez uma ótima atuação.

No ataque, Murilo voltou a ser o grande nome, recebendo mais bolas e virando com consciência. Assim como no jogo da Espanha, ele comandou também o fundo e se apresentou na recepção. Infelizmente teve que sair no quarto set, com caibrãs, mas terá alguns dias para se recuperar até a próxima partida. E Giba entrou e ganhou elogios de Bernardinho, mas o Brasil não foi o mesmo no fundo.

Ainda sobre o ataque, fiquei mais feliz com Leandro Vissotto. Ele teve altos e baixos, mas finalmente soltou o braço do alto e seus 2,12m. Também foi fundamental na vitória no terceiro set e acho que, pela primeira vez nesta temporada, foi um oposto de verdade, seguro em todas as bolas. Mas tem que conseguir manter esse ritmo toda a partida.

Hernanez foi o maior pontuador da partida, com 28 acertos

Hernanez foi o maior pontuador, com 28 acertos

Mas oposto mesmo foi o cubano Fernando Hernandez. Ele tem 21 anos, está no primeiro Mundial e em ótima fase. Ele pediu bola, bateu no peito, encarou os brasileiros e não se intimidou em nenhum momento com o bloqueio ou a defesa da seleção. Que sirva como exemplo. Vamos falar a verdade, Cuba é um exemplo no ataque de maneira geral, com jogadas plásticas, bolas cravadas. Leon, o garoto de 17 anos é uma bela realidade. Simon no meio é um gigante no ataque e tem boa visão no bloqueio. Não foi a toa que o jogo foi tão bom…

E acho que o saque ainda merece destaque nesta partida. Quem saca pesado o tempo todo está acostumado a receber pancadas sempre, não é? Portanto, o Brasil melhorou quando jogou com inteligência no serviço. Para que correr risco na pancada? O melhor foi usar o serviço tático, pensar onde colocar a bola e acreditar no seu potencial. As melhores viradas, como disse na descrição do jogo, aconteceram com Bruninho no saque, usando essa tática. Na bola mais leve, colocada, com auxílio do bloqueio e do contra-ataque, o Brasil segurou o jogo e cresceu. A seleção errou serviços, vacilou, mas se encontrou ao longo do jogo. O time tem que levar essa lição para a próxima fase e se aproveitar dessa passagem para pontuar, afinal, com o levantador no saque, a seleção tem a sua melhor rede e o bloqueio mais forte, com Vissotto, Rodrigão e Murilo.

A próxima fase
Acho que já falei demais da partida… Vamos olhar para frente. Agora a seleção brasileira vai para o grupo N e encara Polônia, no dia 30 de setembro, e Bulgária, no dia 2 de outubro. São dois times foram apontados como favoritos por Bernardinho.

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