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Posts com a Tag Ary Graça

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012 Diversos, olimpíadas, Seleção feminina, Seleção masculina, Superliga | 12:54

Retrospectiva 2012: ano das Olímpíadas, da superação de ouro, de despedidas…

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O que 2012 deixa marcado para vocês? Para mim, foi o ano da superação da seleção feminina e do choro e das despedidas na seleção masculina. Ficou um gosto amargo daquele jogo final contra a Rússia… Foi também o ano do Sollys/Nestlé, que venceu todas as finais que disputou, e de José Roberto Guimarães, tricampeão olímpico.

Agora, para se despedir de 2012 depois de contar os planos dos jogadores para as festas de final de ano, preparei a nossa já tradicional retrospectiva, dessa vez em 12 fotos. Clique em cada uma delas para ler os textos e relembrar o que aconteceu nos últimos meses.

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quinta-feira, 27 de setembro de 2012 Diversos | 13:12

Vale a pena proibir a recepção de toque?

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A FIVB mudou esta semana algumas regras do vôlei. Agora, segundo informações do site Melhor do Vôlei será infração recepcionar de toque. O que você acha? Vale a pena essa alteração?

Alguns jogadores comentaram a notícia no Twitter. “Pra mim estamos dando um passo para trás! Minha opinião!”, escreveu William, levantador do Sada/Cruzeiro. “Voltaremos ao voleibol romântico com o passe sendo feito só com a manchete. Minha opinião é favorável a esta regra nova tb pq não passo!!”, postou o central Gustavo do Canoas Vôlei.

Não gostei muito da mudança, não. O passe de toque acelera a jogada, faz a bola já chegar alta e mais rápida às mãos do levantador. E acho que as jogadas mais bonitas são essas, aceleradas. No caso dos saques flutuantes ou balanceados, esperar a bola cair para executar a manchete vai fazer o time perder alguns segundos importantes na armação. Claro, é o levantador quem tem que ter habilidade para impor velocidade e tal, mas acho que o toque pode ajudar um pouco.

Porém, nos últimos anos, cada vez mais se fala em jogo rápido, em dificuldade para marcação da arbitragem… Mas porque não investir em tecnologia ou invés de mudar uma coisa que está funcionando bem? Também já tentaram “segurar” o jogo impondo que o primeiro ataque fosse feito apenas do fundo. A regra valeu em um Mundial de Clubes e não foi para frente. Vamos ver o que acontece com essa agora…

Será que Ary Graça, agora presidente da FIVB, aprova tudo isso? Se a regra pegar, as escolinhas de vôlei terão que dar mais valor à manchete. E por um lado, isso pode ser bom. Vemos muitos jogadores que são fracos no passe e terão que investir cada vez no fundamento, afinal, muitas vezes é simples colocar a bola na mão do levantador de toque do que manchete.

A outra mudança é em relação ao cartão amarelo, que não vai mais significar ponto direto para o adversário. Acho que isso não interfere tanto no jogo, basta ver como os árbitros vão segurar os ânimos da galera em quadra.

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sábado, 22 de setembro de 2012 Diversos | 11:45

Brasileiro no comando do vôlei mundial

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Ary Graça venceu, na noite de sexta-feira, a eleição para a presidência da FIVB. Passei algumas manhãs desta semana apurando como ficaria a CBV com a vitória de Ary, conversando com colegas para ver as impressões deles sobre a gestão do mandatário e lendo um pouco sobre toda a eleição. A minha conclusão é mais positiva do que negativa sobre o que o dirigente fez no vôlei brasileiro e dá ânimo para o mandato agora na FIVB.

Divulgação/FIVB

Ary Graça comemora vitória na FIVB

Foi com Ary Graça no comando a era mais vitoriosa do vôlei brasileiro, com ouros olímpicos, títulos mundiais e tudo mais. Ele soube aproveitar a herança de Nuzman, que já havia profissionalizado o esporte e o inserido o país no cenário mundial, e melhorou ainda mais a situação por aqui. Para jogadores, é unanimidade citar a criação do Centro de Treinamento de Saquarema como uma das grandes contribuições da gestão de Ary Graça.

Leia também: Ary Graça promete “explosão” do vôlei nos próximos quatro anos na FIVB

Além disso, ele é um incentivador do vôlei de praia, tanto que, como dirigente da FIVB, criou a Continental Cup, torneio que serviu como classificatório para as Olimpíadas de Londres. A tendência é que a modalidade receba ainda mais atenção com o brasileiro no comando.

Ary Graça também é defensor do uso de tecnologia no vôlei e, agora, pode ajudar a colocar o uso dos recursos em prática. Bela ideia! As jogadas estão cada vez mais rápidas e os árbitros têm errado bastante. A tecnologia só vai ajudar o esporte e já deveria estar sendo mais utilizada.

Já a Superliga ganhou muito incentivo no mandato de Ary Graça na CBV, conseguiu trazer todos os ídolos de volta há algumas temporadas, mas já vê a saída deles mais uma vez. Enquanto astros como Murilo, Sheilla, Jaqueline seguem por aqui, Giba foi para a Argentina, Leandro Vissotto para a Rússia… Além disso, alguns time viram a saída de seus patrocinadores e fecharam, ou quase, as portas, como Pinheiros em São Paulo, Cimed, em Florianópolis (ok, o time não fechou as portas, mas não lembra aquele tetracampeão da Superliga), Blausiegel em São Caetano e o Vôlei Futuro feminino, por exemplo.

Com a volta de astros e salários altos, o esporte acabou ficando muito caro e, sem alguns resultados esperados pelos investidores, viu os patrocinadores saírem. Será que a CBV pode ajudar com isso? Ary Graça pode fazer alguma coisa lá na FIVB?

As categorias de base por aqui também caíram nas últimas temporadas. Depois de quatro títulos seguidos, a seleção feminina juvenil perdeu a final do Campeonato Mundial. Já o time masculino fez feio no Mundial em casa e ficou apenas com quinta colocação. Será que falta investimento nas categorias menores? Pelo menos alguns times voltaram a investir nisso, como o Sesi.

Ary Graça ainda não decidiu o seu futuro. Segundo a assessoria da CBV, ele deixaria a entidade nacional com a vitória na FIVB. Entretanto, o próprio dirigente chegou a comentar na imprensa que poderia seguir com os dois cargos. Se ele sair, a tendência é que o cargo no Brasil fique com o vice Walter Pitombo, o Toroca.

Por enquanto, acho que é uma vitória para o vôlei brasileiro ter Ary Graça na FIVB. Que ele cumpra o que disse no primeiro discurso e leve modernização à entidade e também trabalhe como uma democracia. Que trate como um grande negócio, e não política.

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