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Posts com a Tag aposentadoria

terça-feira, 14 de abril de 2015 Seleção masculina | 21:28

Serginho de volta à seleção e caminho aberto para Leal

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Nesta semana o técnico Bernardinho convocou os 25 jogadores inscritos pela seleção brasileira para a disputa da Liga Mundial. A novidade foi a volta do líbero Serginho ao time. E a convocação tem dividido um pouco as opiniões…

Facebook/Sesi

Serginho está de volta à seleção brasileira

Pouco depois da lista ter sido divulgada, fiz um post na página do Mundo do Vôlei no Facebook perguntando o que a galera tinha achado da convocação. Nos comentários, assim como nas opiniões postadas na página oficial da CBV na rede social, a maioria elogiava o líbero vice-campeão da Superliga pelo Sesi e aprovava a volta. Lá na nossa página, um comentário me chamou a atenção.

“É claro que ele merece, mas tenho a impressão de que ele gostaria realmente de se aposentar e voltará pra seleção só porque é necessário. Infelizmente parece que não temos outro líbero perto do nível dele, aí foi preciso chamá-lo. Duvido que precise chamar Fabi de volta pra seleção feminina. Camila Brait dá conta”, escreveu Clarinha Souza.

A volta de Serginho partiu de Bernardinho e não do líbero. Foi o técnico quem fez o convite e o jogador aceitou. Não quero questionar nem de longe a qualidade de Serginho, realmente o melhor líbero do Brasil em muito tempo, mas se foi preciso recorrer a ele para pensar em Liga Mundial e talvez em Olimpíada significa que algo faltou no processo de renovação. E isso preocupa porque Serginho já tem 39 anos e por mais que seja bom e ame voleibol, não jogará para sempre.

E Bernardinho também já disse que o líbero terá um tratamento diferenciado na seleção, que viajará menos e será poupado, afinal, não é mais um garoto e ainda tem “parafusos nas costas” como o próprio Serginho já disse. As dores podem ter melhorado, mas ritmo de seleção não é fácil e também por isso ele quis se aposentar depois das Olimpíadas de Londres, em 2012.

Que ele volte para jogar de fato, e não ser apenas um líder. Sim, ele é um excelente líder e também não estou colocando isso em dúvida. Só que a seleção precisa de mais do que mais um líder. Precisa de um bom líbero.

Leal e as outras posições

Divulgação/CBV

Leal venceu a Superliga com o Cruzeiro e foi eleito o melhor jogador da decisão

Também vi alguns comentários criticando algumas posições na convocação de Bernardinho. Vi gente pedindo, por exemplo, Canuto na vaga de Maurício Borges. Ou reclamando da escolha por Samuel, do Minas. Eu ainda espero ver Murilo de volta ao que era antes da cirurgia e dos problemas no ombro. Ele quase não pontou na fase final da Superliga, mesmo dizendo que já estava com o ombro zerado. Espero que volte logo aos ataques e saques e não ajude apenas na defesa… Dá tempo de tudo isso até a Liga Mundial?

Veja a lista completa de Bernardinho para a Liga Mundial

Falando em ponteiros, Bernardinho também deixou aberto o caminho para o cubano Leal na seleção brasileira. O jogador não atua por Cuba desde 2010 e poderia jogar pelo Brasil se pedisse para se naturalizar. Seria um ótimo reforço, afinal, é um excelente atacante e já mais do que mostrou isso no Sada Cruzeiro. Sim, ele poderia tirar uma vaga de um brasileiro, mas se conseguisse completar o processo de naturalização até as Olimpíadas, seria uma ajuda e tanto na busca da medalha em casa. Vamos esperar as cenas dos próximos capítulos.

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sábado, 2 de agosto de 2014 Diversos, Seleção masculina | 15:34

Giba se despede e leva no currículo a contribuição para um novo vôlei do Brasil

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Arquivo

Giba com a medalha de ouro e coroa nos Jogos Olímpicos de Atenas, em 2004

*atualizado

O dia 1 de agosto vai fazer um pouco de parte da história do vôlei. Foi o dia que Giba anunciou a sua aposentadoria das quadras. A decisão já era esperada, afinal o jogador já tem 37 anos e estava sem atuar. Mas trata-se de um atleta que conquistou ao menos uma vez todas as competições que participou, incluindo Olimpíadas e Campeonato Mundial, foi diversas vezes melhor dos torneios, também incluindo Olimpíadas e Campeonato Mundial, e se tornou o nome mais famoso da Era Bernardinho. Ele merece respeito!

Giba começou a jogar em 1989 e chegou à seleção em 1995, ainda sob o comando de José Roberto Guimarães. Passou pela fase de baixa do time sob o comando de Ramadés Lattari, foi reserva de Giovane e ganhou de vez espaço para fazer história quando Bernardinho chegou ao time, em 2001. Aí foram títulos, como Ligas Mundiais, Olimpíada de Atenas, tri no Mundial e mais. Sem contar as seis vezes como MVP. E no meio do caminho veio a parceira com Ricardinho, que ajudou a mudar o jeito de jogar do Brasil.

E esse novo jeito de jogar é o motivo de Giba ter sido brilhante em quadra. Com 1,92m, Giba nunca foi o atacante mais alto, mas era um dos mais velozes e Ricardinho soube explorar. Quantas vezes já escutamos do narrador que ele parava no ar antes de bater? Pois foi esse tempo de bola diferenciado e a velocidade de braço que o fizeram o atacante decisivo. E essa maneira de jogar que recolocou o Brasil no topo do mundo no vôlei.

Ao longo da carreira, Giba foi notícia não apenas pelos ataques e defesas. Em 2002, foi flagrado na Itália no exame antidoping por maconha e em uma atitude honesta, assumiu ter consumido a droga. Depois, em 2004, conheceu a filha Nicoll pela TV Globo, já que estava com o Brasil nas Olimpíadas de Atenas quando a menina nasceu. Também não herdou apenas o posto de ponteiro da seleção de Giovane, mas também o de ‘muso’ da seleção, arrancando muito suspiros por aí.  Isso sem falar que ganhou o seu bordão de Galvão Bueno, o Giba neles, e ainda criou a marca registrada do El Bigodon em decisões.

Arquivo

Giba consola Bruno no pódio em Londres. Despedida da seleção foi com a prata olímpica

Sim, Giba também viveu polêmicas. Recentemente, saiu mal visto pela torcida do Taubaté depois de ter começado no time e decidido jogar nos Emirados Árabes. Fora das quadras, ainda vive turbulências desde a separação com a ex-jogadora Cristina Pirv. Mas vale ressaltar o que ele fez com a bola nas mãos.

Eu me lembro de acompanhar vôlei desde 92. Lembro de Giba na seleção com Lattari e nos primeiros times. A primeira vez que o vi no ginásio foi ainda pelo Chapecó, em São Caetano, em 97 ou 98. E essa velocidade do braço e a plástica no ataque sempre chamaram a atenção.

Teve também o Giba líder. O que foi o maior pontuador da final olímpica contra a Itália em Atenas 2004, por exemplo, e que foi um dos grandes nomes em uma década. Mais um momento de líder e, para mim, a imagens das Olimpíadas de Londres, é  dele no pódio, consolando Bruninho às lágrimas depois da prata. Ali era o fim de uma era, já que ele já tinha anunciado que não defenderia mais a seleção. E agora é a vez do adeus definitivo. Obrigada, Giba!

P.s.: Enquanto isso, o Brasil estreou com três vitórias no Grand Prix e com volta de Jaqueline ao time titular depois de ter ficado parada para ser mãe de Arthur. Na próxima semana a equipe feminina joga em casa

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terça-feira, 11 de dezembro de 2012 Diversos | 11:28

Stacy Sykora se aposenta das quadras

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Getty Images

Stacy Sykora

A líbero norte-americana Stacy Sykora, eleita a melhor do mundo na posição no Mundial de 2010, decidiu parar de jogar vôlei. A jogadora, que defendia o Urbino, da Itália, resolveu se aposentar por não conseguir mais dar o seu máximo. As informações são do site Melhor do Vôlei.

“Quero que as pessoas se lembrem de mim por meus prêmios individuais, como o do Mundial de 2010, que se lembrem de quando eu jogava em alto nível. Hoje, ao meu ver, eu já não posso dar o meu máximo”, teria dito a líbero.

Leia mais: Líbero norte-americana, Stacy Sykora assume homossexualidade

Stacy foi uma ótima defensora para a seleção dos Estados Unidos e ganhou fama aqui no Brasil defendendo o Vôlei Futuro. Em 2011, sofreu um acidente de ônibus com a delegação da equipe de Araçatuba e foi a única atleta com ferimentos graves. Com traumatismo crânio-encefálico, ela chegou a ficar em coma e tentou se recuperar. Stacy voltou a jogar, sonhava com Londres 2012 e assinou neste ano com o time italiano. Entretanto, ficou com algumas sequelas, como a visão afetada e não voltou ao alto nível.

“Vai demorar até eu me entregar. De A a Z, recomeço do A. Não sei o que eu vou fazer ainda, mas com certeza será o meu melhor”, falou a agora ex-jogadora.

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quinta-feira, 19 de maio de 2011 Diversos, Superliga | 17:30

Maurício deve voltar a jogar?

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Para quem começou a gostar de vôlei na geração de ouro de Barcelona, como eu, Maurício foi um dos melhores levantadores da seleção, ou até o melhor. Foi com ele que o Brasil conseguiu variar bem as bolas, mesmo em uma época que o jogo era mais lento, com bolas altas e previsíveis. Mas ele poderia voltar a jogar?

Maurício postou em sua página no Twitter nesta quinta-feira que tinha recebido mais uma proposta para voltar às quadras e lançou a pergunta: devo voltar? Os fãs deram apoio e os jogadores da seleção fizeram brincadeiras. Falei com ele ainda pela manhã e a resposta foi: “Vontade até tem, mas a questão não é essa. A fila andou. Não vai acontecer” (veja a reportagem completa).

Pois é… a fila andou, o vôlei conheceu outros levantadores. Maurício tinha um toque de bola perfeito, mas já deu a sua colaboração ao vôlei. Ajudou Bernardinho a renovar a seleção, ficou na reserva de Ricardinho para “passar o bastão”… Está na hora de renovar e pensar no presente, nos jogadores que temos em quadra para levar para Londres e em quem pode defender o Brasil na Olimpíada do Rio, em 2016.

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terça-feira, 17 de maio de 2011 Superliga | 12:40

Mais uma volta de Fernanda Venturini

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*atualizado às 16h45

Na segunda-feira Bernardinho desconversou e disse que ainda não estava nada definido para a volta de Fernanda Venturini às quadras (leia mais). Na manhã desta terça, entretanto, o Unilever anunciou a contratação da veterana levantadora para a temporada 2011/2012 (leia mais).

Fernanda Venturini e seu novo uniforme

Fernanda Venturini e seu novo uniforme

Aos 40 anos e depois de algumas idas e vindas, Venturini está de volta às quadras. Ela estava parada desde 2007, depois de defender o Murcia, da Espanha (relembre as aposentadorias da veterana). E agora? Estará em forma para jogar mais uma vez no alto nível?

Técnica ela tem, sem dúvida. Não será questionado o seu toque de bola e o seu talento em comandar um time. E boas atacantes para trabalhar ela terá com uma rede com Sheilla, Mari, Natália, Valeksinha e Juciely. Pelas fotos da apresentação ao Unilever, Fernanda está com o corpo em forma, pelo menos.

Resta saber como será o fôlego dela em quadra. Sabemos o que passe não será o forte do Unilever, como o próprio Bernardinho já disse, e até por esse motivo que o time optou por uma levantadora experiente e que resolve mesmo com aquelas bolas “quadradas”. Só que para isso, ela terá que correr,  se deslocar na quadra. Se os quatro anos longe do vôlei não prejudicaram a resistência e o fôlego, ela tem chances de dar certo.

Mercado dos homens
Conversei nesta terça-feira com o Vini, ex-Sesi. Foi a primeira entrevista dele como atleta do Vôlei Futuro. Vini disse que trocou de time para buscar mais espaço porque a concorrência na equipe de São Paulo com o recém-contratado Rodrigão e com Sidão seria complicada (leia a entrevista completa).

Ele tem a sua razão. Pode ter deixado um time campeão, mas está buscando o seu espaço e a sua vaga de titular toda a temporada. Que ele se dê bem o levantador Ricardinho porque, como é um central baixo, com menos de 2,00m, precisa de um ótimo tempo de bola para bater com velocidade.

E aí, o que vocês estão achando do mercado? Venturini foi a melhor opção ao Unilever? E Vini, fez uma boa troca? Deixem seus comentários!

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sexta-feira, 11 de março de 2011 Seleção masculina | 11:48

Serginho dá um adeus nem tão definitivo à seleção

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*atualizado dia 14/03, às 12h45

Depois de 10 anos, a história do líbero Sérgio Escadinha com a seleção brasileira masculina de vôlei pode estar perto do fim. No começo da manhã desta sexta-feira, a imprensa já dava o adeus como definitivo (eu, inclusive). “Já conversei com ele (Bernardinho). A minha intenção é não continuar na seleção, já dei minha contribuição e não sei se seria mais útil”, afirmou o jogador em entrevista ao “Sportv” na noite de quinta. Entretanto, falei com ele no final da tarde e a história pode ser outra….

“Eu não falei que era definitivo. A minha ideia agora é parar. Conversei há um mês com Bernardinho, disse o que pensava e ele pediu para a gente conversar de novo. Vamos nos falar na semana que vem”, disse o líbero. “A minha idéia é mesmo parar, mas vamos ver”, frisou.

Serginho também garantiu que não sente mais dores e que está recuperado da cirurgia para a retirada de uma hérnia de disco pela qual passou no ano passado. A preocupação é o futuro. “Venho de uma cirurgia e me sinto bem agora, mas não sei será amanhã. Se a convocação fosse hoje, eu aceitaria, mas não sei como estarei daqui a um mês”, afirmou. E ele segue essa linha desde que voltou a atuar depois da operação. Ainda na apresentação da Superliga 2010/2011, já colocava em dúvida o seu futuro no time nacional (leia mais)

Na conversa desta tarde, vi um jogador preocupado com o futuro, pois ele sabe que já tem 35 anos e não é um menino que aguenta os treinos loucos de Bernardinho todos os dias. Mas também vi aquele veterano com jeito de moleque, que não quer desistir. “Não quero atrapalhar a seleção. Quero ajudar. E se tiver bem, vou lá para jogar de igual para igual e brigar para ser titular. Se não tiver, vou aplaudir quem tiver lá”. Esse é o Serginho que a gente conhece!

E Bernardinho fez a sua parte. “Ele só deve abandonar a seleção quando realmente não der mais e eu acho que ele (Serginho) tem muito para dar ainda. A seleção precisa dele. Ele sabe que ninguém é insubstituível, nenhum de nós é, mas ele é fundamental para que a gente possa acalentar esse sonho de mais uma medalha olímpica em Londres. Estamos falando de mais um ano e alguns meses de trabalho e, nesse momento, o Serginho é fundamental para nós”, disse o técnico à “TV Globo”.

Aposentadoria é natural e o jogador é quem sabe a melhor hora. A seleção está consolidando a renovação para a Olimpíada de Londres, mas, segundo o Serginho, já é hora de pensar em 2016 também e ele não estará lá…

Por enquanto, o novo homem da defesa é Mário Jr. Ele teve alguns desempenhos ruins, mas melhorou nos últimos jogos do Mundial, por exemplo. Mas ainda não é o cara seguro e que comanda o time mesmo sem decidir nenhum ponto como o líbero veterano. Além disso, o Allan, como já lembraram nos comentários, vem fazendo uma boa Superliga. Ficamos na torcida para que eles, ou outro jogador, evoluam na posição. Ou que Serginho seja convencido por Bernardinho a mudar de idéia. Se não for, fica o recado do Mundo do Vôlei: “Valeu por tudo!”

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