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segunda-feira, 15 de setembro de 2014 Seleção masculina | 10:48

Nove vitórias em nove jogos e vida dura daqui para frente no Campeonato Mundial

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A seleção masculina terminou a fase de classificação do Campeonato Mundial com nove vitórias em nove jogos depois de passar pela Rússia por 3 a 1 neste domingo. Só que esses resultados ajudam apenas para empolgar o time para a fase de mata-mata, já que a liderança não amenizou em nada os próximos confrontos.

Divulgação/FIVB

Recepção do Brasil em ação contra a Rússia no Mundial

Depois de um sorteio ainda no domingo, o Brasil caiu na chave de Rússia e Polônia na próxima fase. Do outro lado estão França, Irã e Alemanha. Os dois melhores de cada chave fazem a semifinal. Pois é, após o primeiro lugar a seleção está no grupo da morte. Coisas de sorteio…

Leia mais: Brasil terá Polônia e Rússia pela frente na terceira fase do Mundial masculino

E o pior não é isso, porque o time só cresce desde os tropeços do começo da Liga Mundial e sempre tem aquela velha história, de que equipe que quer ser campeã não pode escolher adversário. Mas o que preocupa agora são as lesões. Wallace saiu do jogo contra a Rússia ainda no começo da partida, depois de um entorse no tornozelo ao voltar de um bloqueio. Sidão teve dores no joelho e Murilo sentiu uma fisgada na coxa. Todos seriam reavaliados nesta segunda-feira.

Os três tem todos os méritos, mas acho que Murilo é quem mais pode fazer falta. Ele voltou a jogar como antes na Liga Mundial e é um excelente passador e o Brasil vai precisar disso contra os saques forçados de russos e poloneses. Inclusive isso chamou a atenção no domingo. Mesmo com ótimo saque, também vimos ótimos passes no Brasil x Rússia.

Eu sigo na cobertura de eleições e na torcida pelo Brasil nessa reta final de Mundial! Como disse Leandro Vissotto depois da vitória de ontem, agora que o campeonato começa de verdade!

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segunda-feira, 25 de agosto de 2014 Seleção feminina | 10:47

Brasil leva ouro no GP e mostra que pressão pode fazer bem

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E a seleção brasileira feminina de vôlei faturou o 10º título no Grand Prix neste final de semana. A equipe venceu o Japão por 3 a 0 na “final da competição” (torneio é de pontos corridos na fase final, e brasileiras e japonesas tinham chances de ficar com a taça no último jogo) e ficou mais uma vez com o ouro. E a medalha mostra que um pouco de pressão pode fazer muito bem para um time.

Divulgação/FIVB

Brasil com o ouro no pódio no Grand Prix

Quem nunca escutou no vôlei que uma boa equipe não tem apenas os seis titulares, mas 12 jogadores? Esse pensamento parece não se adequar muito à seleção feminina. Por lá, há uma disputa entre titulares e reservas e isso dá um bom resultado em quadra. Na fase fina, diante da Turquia, o Brasil não levou um 3 a 0 porque José Roberto Guimarães mexeu e colocou reservas em quadra. Com Tandara, Gabi, Carol, Fabíola e Monique, em alguns momentos, a equipe levou o jogo para o tie-break. Perdeu por 3 sets a 2, mas a atuação serviu para acordar as titulares.

Os melhores: Brasil coloca três jogadoras e o técnico Zé Roberto na seleção do Grand Prix

Com a equipe principal de novo em quadra, o Brasil cresceu e só venceu na fase final. Marcou 3 a 0 para cima da China, passeou com outro 3 a 0 diante da Bélgica e chegou ao jogo contra as russas tendo que vencer para seguir com chances de título. E veio mais um 3 a 0, resultado que coloca mais uma pedra em cima do fantasma de Brasil x Rússia, que fica cada vez mais em passado distante (nas Olimpíadas de Atenas, em 2004, e na final do Mundial de 2010, para ser mais exata).

Leia ainda: Zé Roberto elogia recuperação do Brasil no Grand Prix

Era a hora do último jogo no Grand Prix. Para ficar com o título era preciso um 3 a 0 ou um 3 a 1 contra o Japão. Foi mais um 3 a 0, com dois sets tranquilos e dificuldade na última parcial. Mas o Brasil foi bem e ainda agradeceu os 29 pontos dados e em erros pelas japonesas para conquistar o 10º título no torneio.

E também: Melhor jogadora da final, Sheilla destaca poder de reação da seleção

Agora é pensar no Mundial, o título que falta para essa seleção. As expectativas são boas. Além de ser uma geração que venceu Olimpíada, Grand Prix e outros torneios, Zé Roberto já está fazendo uma renovação no time. Já contava com Gabi como ponteira e agora ainda tem a jovem Carol pelo meio, por exemplo. E renovação tem que ser feita assim, aos poucos, para que as mais experientes realmente possam passar o bastão para as novatas. Para ajudar, as meninas que estão chegando estão bem e pressionam as titulares a manter o alto nível se não quiserem parar no banco. Olha a pressão fazendo bem, aí.

Falando nisso, quando as titulares voltaram depois da derrota para a Turquia, o Brasil teve as suas melhores atuações. Como as atletas falaram depois do título, o Grand Prix mostrou superação e poder de reação do time. E uma reação rápida. Depois de perder levando 12 aces da Turquia, a seleção se encaixou e soube voltar a trabalhar com passe na mão. Diante da Rússia, por exemplo, o time já estava pronto de novo e segurou as europeias com bloqueio tocando em muitas bolas (foram 16 pontos diretos e diversas amortecidas) e defendendo, o que facilita o jogo.

Que venha o Mundial! O torneio começa dia 23 de setembro, na Itália.

P.s.: Só lembrando que estou na cobertura de eleições aqui no iG, então peço um pouco de paciência de vocês se demorar para escrever… =(

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quinta-feira, 21 de agosto de 2014 Diversos | 10:13

Mudança de área…

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Oi, galera

Estou um pouco afastada nos últimos tempos, eu sei. E como vocês também sabem, além de manter o blog, eu sou repórter no iG. Depois da correria da Copa do Mundo, eu mudei de área por aqui e agora estou na cobertura de eleições. Ou seja, mais correria!

Estou vendo os resultados e algumas coisas do Grand Prix, mas está complicado conciliar tudo. Mas vou tentar escrever pelo menos um balanço da competição…. Por enquanto, a gente fica na torcida por mais um título do Brasil!

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segunda-feira, 11 de agosto de 2014 Diversos, Seleção masculina | 11:01

30 anos da prata que marcou uma história

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Seleção brasileira com a prata no pódio nas Olimpíadas de Los Angeles 1984

Seleção brasileira com a prata no pódio nas Olimpíadas de Los Angeles 1984

No dia 11 de agosto de 1984 a seleção masculina de vôlei estava em quadra diante dos Estados Unidos para o jogo mais importante da história da modalidade até ali. Pela primeira vez o time nacional estava na segunda fase de uma Olimpíada. Pela primeira vez o vôlei era acompanhado por brasileiros apaixonados por aqueles novos ídolos. E pela primeira vez o Brasil era favorito ao ouro olímpico. Entretanto, naquele 11 de agosto, a equipe comandada por Bebeto de Freitas e com nomes como Montanaro, William, Bernard, Renan, Xandó, Bernadinho e companhia perdeu por 3 a 0 para os americanos e voltou para casa com a prata.

Você se lembra da geração de prata? Começou a seguir vôlei com eles? Deixe seu comentário no post e conte sua história

Choro e decepção? Sim, afinal a chance do primeiro ouro era real, já que o Brasil havia vencido os Estados Unidos nove vezes naquele ano e a então fortíssima União Soviética não estava nas Olimpíadas de Los Angeles em resposta ao boicote dos americanos aos Jogos de Moscou quatro anos antes. E o Brasil tinha passado pelos rivais da decisão na primeira fase das Olimpíadas, com 3 a 0 o placar. Mas na final veio a prata e o nome de uma geração que pode ter falhado, mas que carregará para sempre o mérito de ter apresentado o vôlei ao país.

Nasce uma geração para apresentar o vôlei

A medalha de prata completa 30 anos nesta segunda-feira. “É a prata mais valorizada”, disse uma vez William, levantador daquela geração. O segundo lugar não costuma fazer sucesso, mas com aquela equipe foi ao contrário. A história começou antes, em 1981, o primeiro ano da modernização do esporte. A partir dali, o vôlei passou a ganhar ares de profissional, com dois treinos por dia e mais estrutura aos jogadores, que até pouco tempo antes chegavam aos campeonatos internacionais e lá descobriam que existia algo chamado manchete que poderia ser usado na recepção.

E a geração de prata nasceu em 1982. Naquele ano o Brasil sediou o Mundialito no Rio de Janeiro e foi campeão diante da antiga União Soviética, potência da época. Depois, em setembro, embarcou para a Argentina e aos poucos foi caminhando no Campeonato Mundial. Acabou com a prata, depois de perder para a mesma URSS, mas voltou para casa como ídolo. Os jogadores foram recepcionados nos aeroporto e ali começava uma paixão pelo vôlei.

Seleção da geração de prata do vôlei brasileiro

Seleção da geração de prata do vôlei brasileiro

Dois anos depois, as Olimpíadas de Los Angeles. Como disse lá no início do texto, o Brasil já chegou como um dos favoritos. Mas levou um 3 a 0 com placar de 15/6, 15/6 e 15/7 na decisão. É claro que o sentimento ali, logo após a derrota na casa dos rivais, era ruim. Badá, por exemplo, retirou a medalha do pescoço logo depois que a recebeu e ficou sem ela no pódio. Demorou um tempo até a derrota ser assimilada, mas depois veio o reconhecimento.

A geração dos anos 80 foi, sim, uma equipe que ficou como segundo lugar, mas que ensinou o que é vôlei ao brasileiro. Foi nessa época que o esporte ganhou espaço na TV com o saudoso Luciano do Valle. Foi essa geração que mostrou os talentos do Brasil e os levou a atuar em times do exterior pela primeira vez. Foram eles também quem criaram o saque Viagem, por exemplo. E o serviço apareceu em uma brincadeira em quadra. Montanaro uma vez me contou que os jogadores, encabeçados por William, disputava quem era o mais forte e sacavam dessa maneira, soltando o braço depois de lançar a bola. A ideia pegou e virou o saque “Viagem ao fundo do mar”, hoje apenas “viagem”. E quem não se lembra do “Jornada nas Estrelas” de Bernard? Mas nem todos sabem que isso não foi invenção do atacante. Ele tomou como base o saque usado pelos tchecos na década de 50 e aí fez o seu “jornada”.

Idolatria, fama e vaidade

E também foi com essa geração que nasceram os ídolos e os símbolos sexuais no esporte. Quantas e quantas adolescentes dos anos 80 não foram apaixonadas por Renan? Daí também vem a lição da geração de prata. Naquela final olímpica, a equipe dos Estados Unidos teve uma excelente atuação, mas o Brasil também foi responsável pela prata. “Um quis aparecer mais do que o outro. Foi a medalha de ouro mais certa que a gente deixou escapar. Foi muita vaidade”, afirmou Amauri, único daquele time a conquistar o ouro nas Olimpíadas de Barcelona, em um papo há alguns anos.

Pela primeira vez, os jogadores de vôlei faziam sucesso com público e imprensa. Os times conseguiam patrocínio e eles, fama, campanhas publicitárias e dinheiro. Isso subiu à cabeça, como lembra Amauri. Eles não souberam lideram com esse novo cenário, se deslumbraram e, como já comentou Montanaro, esqueceram de pensar em vôlei. “A fama subiu à cabeça de todos“. A geração de desfez e ensinou também o que não deveria ser feito em um grupo.

30 anos depois… 

Nos anos 80 o Brasil mostrou que poderia ganhar em outro esporte coletivo e não apenas no futebol. E talvez o fiasco da seleção na Copa do Mundo de 1982 tenha até ajudado a criar os ídolos do vôlei com o vice no Mundial daquele ano. Será que a história se repete? A Copa de 2014 ficará marcada por aquele 7 a 1 que a equipe de Felipão levou da Alemanha. E daqui a pouco teremos os Mundiais masculino e feminino. Bernardinho pode levar o time ao inédito tetra seguido. E Zé Roberto, com a seleção feminina, pode conquistar o único título que falta ao elenco e sepultar de uma vez por todas os fantasmas das finais contra a Rússia. Será que 30 anos depois de uma grande história, o vôlei do Brasil escreve outra?

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sábado, 2 de agosto de 2014 Diversos, Seleção masculina | 15:34

Giba se despede e leva no currículo a contribuição para um novo vôlei do Brasil

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Giba com a medalha de ouro e coroa nos Jogos Olímpicos de Atenas, em 2004

*atualizado

O dia 1 de agosto vai fazer um pouco de parte da história do vôlei. Foi o dia que Giba anunciou a sua aposentadoria das quadras. A decisão já era esperada, afinal o jogador já tem 37 anos e estava sem atuar. Mas trata-se de um atleta que conquistou ao menos uma vez todas as competições que participou, incluindo Olimpíadas e Campeonato Mundial, foi diversas vezes melhor dos torneios, também incluindo Olimpíadas e Campeonato Mundial, e se tornou o nome mais famoso da Era Bernardinho. Ele merece respeito!

Giba começou a jogar em 1989 e chegou à seleção em 1995, ainda sob o comando de José Roberto Guimarães. Passou pela fase de baixa do time sob o comando de Ramadés Lattari, foi reserva de Giovane e ganhou de vez espaço para fazer história quando Bernardinho chegou ao time, em 2001. Aí foram títulos, como Ligas Mundiais, Olimpíada de Atenas, tri no Mundial e mais. Sem contar as seis vezes como MVP. E no meio do caminho veio a parceira com Ricardinho, que ajudou a mudar o jeito de jogar do Brasil.

E esse novo jeito de jogar é o motivo de Giba ter sido brilhante em quadra. Com 1,92m, Giba nunca foi o atacante mais alto, mas era um dos mais velozes e Ricardinho soube explorar. Quantas vezes já escutamos do narrador que ele parava no ar antes de bater? Pois foi esse tempo de bola diferenciado e a velocidade de braço que o fizeram o atacante decisivo. E essa maneira de jogar que recolocou o Brasil no topo do mundo no vôlei.

Ao longo da carreira, Giba foi notícia não apenas pelos ataques e defesas. Em 2002, foi flagrado na Itália no exame antidoping por maconha e em uma atitude honesta, assumiu ter consumido a droga. Depois, em 2004, conheceu a filha Nicoll pela TV Globo, já que estava com o Brasil nas Olimpíadas de Atenas quando a menina nasceu. Também não herdou apenas o posto de ponteiro da seleção de Giovane, mas também o de ‘muso’ da seleção, arrancando muito suspiros por aí.  Isso sem falar que ganhou o seu bordão de Galvão Bueno, o Giba neles, e ainda criou a marca registrada do El Bigodon em decisões.

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Giba consola Bruno no pódio em Londres. Despedida da seleção foi com a prata olímpica

Sim, Giba também viveu polêmicas. Recentemente, saiu mal visto pela torcida do Taubaté depois de ter começado no time e decidido jogar nos Emirados Árabes. Fora das quadras, ainda vive turbulências desde a separação com a ex-jogadora Cristina Pirv. Mas vale ressaltar o que ele fez com a bola nas mãos.

Eu me lembro de acompanhar vôlei desde 92. Lembro de Giba na seleção com Lattari e nos primeiros times. A primeira vez que o vi no ginásio foi ainda pelo Chapecó, em São Caetano, em 97 ou 98. E essa velocidade do braço e a plástica no ataque sempre chamaram a atenção.

Teve também o Giba líder. O que foi o maior pontuador da final olímpica contra a Itália em Atenas 2004, por exemplo, e que foi um dos grandes nomes em uma década. Mais um momento de líder e, para mim, a imagens das Olimpíadas de Londres, é  dele no pódio, consolando Bruninho às lágrimas depois da prata. Ali era o fim de uma era, já que ele já tinha anunciado que não defenderia mais a seleção. E agora é a vez do adeus definitivo. Obrigada, Giba!

P.s.: Enquanto isso, o Brasil estreou com três vitórias no Grand Prix e com volta de Jaqueline ao time titular depois de ter ficado parada para ser mãe de Arthur. Na próxima semana a equipe feminina joga em casa

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terça-feira, 22 de julho de 2014 Seleção masculina | 09:54

Qual a lição do vice na Liga Mundial?

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Como a gente viu, o Brasil acabou com a medalha de prata na Liga Mundial. Depois de atropelar a Itália em um excelente jogo na semifinal, a equipe de Bernardinho fez um jogo equilibrado, mas perdeu para os Estados Unidos na decisão e ficou com o vice, mais um.

A final, pelo menos, já foi melhor que no ano passado, quando o time brasileiro foi liquidado pela Rússia. Dessa vez foi um 3 a 1 no placar (31/29, 21/25, 25/20 e 25/23), mas a partida foi de igual para o igual e os americanos venceram porque, como sempre, tiveram mais paciência para trabalhar a bola e forçaram muito bem o saque. Se eles não têm mais Stanley, algoz do Brasil na final olímpica de 2012, eles contam com Christenson e com Muagututia. O ataque foi ajudado pela defesa bem colocada e finalizado por Sanders e Anderson.

Divulgação/FIVB

Seleção brasileira masculina no segundo lugar no pódio da Liga Mundial

Já o Brasil sabe que pode contar, por exemplo, com Lucarelli. Ele foi um dos poucos a se destacar naquela derrota para o Irã na fase final e marcou 14 pontos na final. Com ele, Bruninho voltou a fazer a pipe, jogada de meio fundo. Wallace arrasou a Rússia no bloqueio e no ataque na primeira partida dessa etapa e foi o maior pontuador da decisão. Bom, nemé necessário falar de Bruninho com Lucão pelo meio. E é ótimo ver Murilo em ação novamente, como até já comentamos aqui. Ele está confiante de novo no ataque e é uma segurança e tanto na linha de passe.

E ainda: Lucão, Lucarelli e Wallace levam prêmios individuais

Entretanto, aí também pode estar um problema da seleção. Sem Murilo, o passe do Brasil caiu muito. E isso me lembra uma característica de todos os times campeões de Bernardinho. O técnico tinha seus titulares e um banco de reservas a altura. E agora? O time perdeu Lipe e Maurício por lesão e usou Lucas Lóh, mas o jovem ainda não está pronto. Já a inversão de 5-1 ganhou volume com Rapha ao lado de Vissotto, já que os dois sabem muito bem atuar juntos. Mas muitas vezes a bola do oposto é lenta e não ajuda.

Leia mais: Bernardinho viu Brasil abaixo do ideal na final da Liga Mundial: ‘Aprendemos uma lição’

O vice da Liga Mundial deixa um aprendizado, como disse o próprio Bernardinho. “Os Estados Unidos controlaram o jogo. Eles tiveram uma boa defesa, mantiveram a bola viva. Nós cometemos muitos erros e estamos frustrados, mas aprendemos uma lição. Precisamos melhorar para o Campeonato Mundial”, falou o técnico. Sim, vai ser preciso fortalecer o elenco e melhorar pontos como o saque, muito aquém em diversas partidas.

Porém, não é preciso ser tão rígido. A Liga Mundial mostrou que o Brasil pode ser o Brasil. A equipe teve uma reação e tanto para chegar à fase final e isso não deve ser ignorado. Quando os titulares voltaram, o time se achou e fez ótimas partidas. Acho que vale pensar em elenco e como seguirá a renovação, mas também acho que dá para sonhar agora com um bom resultado no Campeonato Mundial. A derrota na final faz parte, acontece. Mas o que fica é a superação e o crescimento do time.

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sábado, 19 de julho de 2014 Seleção masculina | 00:59

E os erros reaparecem na seleção na Liga Mundial…

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O Brasil sabia que poderia até perder nesta sexta-feira que já estava na semifinal. E se o Irã vencesse, a Rússia ainda estaria eliminada da Liga Mundial. E foi isso que aconteceu. A seleção fez um jogo feio, levou 3 a 1 do Irã e viu a pedra no sapato das últimas decisões dar adeus a competição. Valeu a pena? Não sei…

Divulgação/FIVB

Irã comemora vitória diante do Brasil na fase final da Liga Mundial

No último post a força do Brasil, que reagiu depois de quase ter sido eliminado na primeira fase, foi exaltada. Agora, a equipe voltou a mostrar os erros que a deixaram por um fio na competição. O saque diante dos iranianos não funcionou e não colocou pressão. O bloqueio, que contra a Rússia fez 12 pontos, ficou nos oito e só em momentos do terceiro set incomodou o oposto Ghafour, principal pontuador da partida (colocou 23 bolas no chão). Sem contar que em em muitos momentos faltava definição no ataque na força. Do outro lado, o Irã sacou forçado o tempo todo e soltou o braço no ataque e, por isso, venceu até sem muitos problemas.

Sabendo que não dependia do resultado, Bernadinho mexeu no elenco e colocou Éder no lugar de Sidão na rede e Lucas Lóh na vaga de Murilo na ponta. O entrosamento do Bruninho com o central seguiu bem, já que os dois cansaram de atuar juntos nos tempos de Cimed. Mas o jovem ponteiro foi caçado pelo saque iraniano e sofreu com o passe. Os melhores momentos da seleção foram logo no começo, com jogadas de Bruno com Lucão. Mas depois… No ataque Lucarelli acabou se achando a partir do segundo set, mas não foi suficiente para levar a equipe.

Ok, não era preciso vencer, mas faria bem mais uma vitória. Se não influenciaria muito na classificação, que já estava assegurada, empolgaria para a semifinal. Mas o Brasil parecia que estava ignorando esse jogo. “Nossa principal preocupação era chegar bem amanhã, mas é claro que queríamos vencer”, disse Éder após o jogo. E agora, valeu a pena mexer no time que estava bem e jogando no alto nível e ver os erros voltarem a aparecer na véspera da partida decisiva contra a Itália? Não era melhor manter Sidão, que vinha com bom saque, e Murilo, fundamental no passe e no bloqueio, e vencer bem mais uma partida?

Agora já foi. Que venha a Itália, mais uma vez (foi diante dos italianos que o Brasil venceu as últimas partidas que deram a vaga na fase final). Da outra semifinal, Irã encara os Estados Unidos.

P.s.: O que foi a torcida do Irã nesta partida? Eles não pararam de fazer barulho um instante sequer com suas cornetas e gritos! Impressionante!

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quinta-feira, 17 de julho de 2014 Seleção masculina | 20:40

Brasil vence para acabar com fantasma da Rússia e ir à semi

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A seleção brasileira masculina estreou com vitória na fase final da Liga Mundial. O time de Bernardinho venceu a Rússia por  sets 3 a 1 nesta quinta-feira. O resultado ajuda a acabar com o fantasma de encarar os europeus e ainda coloca a equipe na semifinal. Pois é, depois de tanto sufoco na primeira fase, o Brasil já está até classificado para brigar por um lugar na decisão do torneio.

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Brasil marcou 12 pontos de bloqueio para cima da Rússia

Antes da estreia, o italiano Andrea Zorzi escreveu para o site da FIVB lembrando o ditado “o que não mata, fortalece”. Foi realmente isso que aconteceu com a seleção. A equipe já havia crescido com as vitórias sobre a Itália que asseguraram a vaga na fase final. E agora vence a Rússia depois de passar tanta dificuldade diante dos rivais e ainda ter levado uma lavada na decisão da Liga Mundial do ano passado. Já eram quatro jogo oficiais seguidos com derrotas.

Veja como foi o jogo set a set

Na partida desta tarde, o Brasil foi melhor que a Rússia no ataque e no bloqueio (foram 12 pontos contra apenas seis dos grandões da Rússia). Murilo voltou a mostrar habilidade no fundamento (fez cinco pontos) e Wallace também fez bloqueios importantes (marcou quatro pontos na rede). Falando nisso, os dois foram destaque. O ponteiro já vinha bem desde o final da fase de classificação e o oposto colocou lindas bolas no chão e foi o maior pontuador, com 23 acertos.

A seleção foi superior e só não foi melhor o resultado porque o que ainda faltou foi atenção a algumas bolas largadas. Enquanto até Bruninho ajudava na defesa das pancadas, e foram diversas defesas ao longo do jogo, os ataques colocados pela Rússia caiam no meio da quadra brasileira. E o saque também foi outro problema em alguns momentos. De que adianta uma linda defesa e um contra-ataque no chão, se logo depois quem vai para o saque coloca na rede ou para fora? E muitos erros no saque flutuante.

Mas, dessa vez, toda a provocação de Spiridonov não adiantou. E olha que o russo tentou. Ele entrou no segundo set e não saiu mais e  cada bola no chão era uma provocação. E se fosse ponto do Brasil, ele ia lá reclamar de alguma coisa. Aja paciência! Mas agora, diferente da Liga Mundial do ano passado, os brasileiros tiveram essa paciência e deixaram o Tim Tim falando sozinho. A resposta veio com os 3 a 1 e um jogo de alto nível.

Agora a seleção brasileira encara o Irã. Se vencer, classifica os russo. Se der Irã, quem segue para a semifinal são os rivais. Ainda assim, acho que não vale pensar nisso. Tem que entrar para ganhar, seguir confiante e que o resultado classifique quem for…

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domingo, 6 de julho de 2014 Seleção masculina | 17:13

Brasil faz placar que precisa e está nas finais da Liga Mundial

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Acabou o sufoco da primeira fase. Depois de atuações muito abaixo do esperado, a seleção masculina de vôlei cresceu, fez os 3 a 1 que precisava diante da Itália neste domingo para deixar a Polônia para trás e se classificou para as finais da Liga Mundial. O problema é que agora o time terá pela frente Rússia, Estados Unidos… Pelo menos esse rivais virão no momento que a equipe finalmente apareceu na competição.

Divulgação/FIVB

Lucão ataca para o Brasil diante da Itália na Liga Mundial

No jogo desta tarde, a seleção venceu o primeiro set e sofreu com o saques e ataques de Zaytsev na segunda parcial, mas logo reagiu. Se levou 5 a 1 no começo do segundo set, aplicou 6 a 1 no início do terceiro e ainda conseguiu três bloqueios para cima do astro italiano. Era esse espírito que faltava. A seleção estava apática no começo da Liga Mundial, abalada em quadra. Agora, mesmo se tem um tropeço, logo volta para a partida.

Lucarelli, que foi o maior pontuador do jogo com 17 acertos, resumiu esse sentimento: “Brinco que estávamos com o coração quase parando, mas conseguimos sobreviver e agora vamos ainda muito mais fortes, cheios de vida, para a fase final”.

Leia mais detalhes da partida Brasil 3 x 1 Itália

O momento é de comemoração, entretanto também vale ligar um alerta. É ótimo contar com Murilo de novo jogando confiante e ajudando o fundo de quadra, mas a seleção não pode depender apenas disso. E algumas jogadas já estão ficando marcadas e é bom Bruninho ter cuidado. O meio com Lucão, por exemplo, é fundamental para a equipe, mas está sendo visado pelos rivais. Neste domingo, no quarto set, Lucão levou um caixote em uma dessas jogadas forçadas, com o passe afastado da rede. O bom foi que o Brasil respondeu com bloqueio logo na sequência.

A seleção fez o que era preciso para chegar às finais. O nível melhorou e muito. Mas ainda tem que mostrar mais para subir ao pódio de novo na Liga Mundial. Gente em quadra para isso eu acho que tem. Que venham as finais!

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sexta-feira, 4 de julho de 2014 Seleção masculina | 12:40

Um pouco de Brasil com cara de Brasil na Liga Mundial

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A quinta-feira sem jogo da Copa do Mundo veio em um ótimo momento para acompanhar o Brasil na Liga Mundial de vôlei. Melhor ainda que foi uma vitória por 3 sets a 1 para cima da Itália. E uma partida que a seleção mostrou que ainda sabe jogar como tal, variando as bolas, pressionando e não se deixando abalar tanto assim com algum tropeço. Com o resultado, o time segue com chances de, mesmo depois de tanto sufoco, avançar às finais da Liga.

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Brasil comemora ponto na vitória sobre a Itália na Liga Mundial

O primeiro set foi o melhor do Brasil. Enquanto a Itália parecia um pouco sem ritmo ao voltar a atuar com titulares depois de algumas partidas com reservas, a equipe nacional dominou. Bruninho explorou todas as jogadas. Já conhecemos o bom e velho meio com Lucão e estava com saudades de ver a pipe, aquela jogada de fundo. Lucarelli e Murilo foram acionados e corresponderam bem. Vitória com ótima atuação.

Na segunda parcial a Itália deu o troco e venceu. Entretanto, o Brasil não abaixou a cabeça de vez como em outras partidas dessa Liga Mundial. A seleção voltou, levou os dois outros sets e fechou o jogo com o placar que precisava para respirar um pouco e seguir dependendo de si para se classificar. Que venha a Itália mais uma vez no próximo domingo, mais um dia sem jogos da Copa do Mundo, para colaborar com os amantes de vôlei.

A diferença em quadra

Durante a transmissão da partida contra a Itália desta quinta-feira muito se falou que o Murilo é um termômetro da equipe. Concordo. E finalmente ele está voltando a atuar bem depois da cirurgia no ombro. Aos poucos é acionado no ataque e já está firme e forte no fundo de quadra. Com ele por ali, o Brasil ganha volume e isso é essencial. Estava fazendo falta um ponteiro passador.

E apesar dos problemas da Liga Mundial, gosto das duplas de levantador/oposto da seleção. Bruninho joga acelerado com Wallace e Rapha conhece muito bem Vissotto dos tempos que atuaram juntos na Itália. Vissotto tem uma bola mais alta e com Rapha está soltando o braço nos ataques. Eles viraram uma arma na inversão do 5-1.

Falando em oposto, a Itália saiu derrotada, mas a atuação de Ivan Zaytsev merece aplausos. Foram 30 pontos no jogo! Quer saber o que significa jogador de segurança? É só ver como ele joga. Tem um rali que ninguém define? Coloca para  Zaytsev que é bola no chão. E pode ser bola na entrada, na saída… O bloqueio brasileiro tentou e tentou e conseguiu parar o italiano no último ponto do quarto set. Ufa! Preparem-se porque domingo tem mais…

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