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segunda-feira, 2 de setembro de 2013 Seleção feminina | 07:45

De volta ao topo no Grand Prix

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O Brasil faturou o Grand Prix neste final de semana! Depois de bater na trave e parar nos Estados Unidos nas finais nos últimos três anos, a seleção feminina teve apresentações de gala, venceu todos os jogos por 3 a 0 na etapa decisiva e voltou a levantar a taça de campeã! E pela nona vez!

Divulgação

Brasil é eneacampeão do Grand Prix de vôlei

O ouro veio com a vitória para cima da China. Faturar dois sets já era garantia de título, mas a seleção não perdeu o foco e marcou mais um 3 a 0. Sinais de uma equipe que se renova, mas que já mostra maturidade em quadra.

José Roberto Guimarães começou, nesta temporada, a mexer na seleção. Depois do segundo ouro olímpico era a hora de ver quem seguiria no time e quem poderia ter chance para 2016. Por exemplo, as gêmeas Monique e Michelle, a central Juciely e a ponteira Gabi foram convocadas pelo técnico. Ele também manteve experientes como Thaísa, Sheilla, Fabiana ou Dani Lins. E até agora, a mistura deu certo.

Quem chegou, mostrou potencial. Mesmo um pouco mais baixa, Juciely teve jogos importantes no bloqueio ao longo da temporada. Monique se viu como oposta titular e Gabi, de 19 anos, foi uma opção e tanto para o ataque na fase final do Grand Prix. E com a volta das veteranas, a seleção ficou mais equilibrada.

Concordo com o trabalho da temporada, ainda depois de ter vencido tudo o que disputou até aqui. Foi válido ter dado uma folga a quem vinha de Olimpíadas e outros torneios como Sheilla, Thaísa e companhia. Com isso quem estava chegando pode ser testada e perder o medo e a ansiedade da estreia. Na hora da verdade, no Grand Prix, elas já tinham um pouco de bagagem. E quem voltava ao time, mesmo dizendo estar um pouco fora de ritmo, entrou bem. Ali, na final contra a China, brilhou Sheilla, maior pontuadora. E Thaísa foi eleita a melhor do torneio pela atuação nas finais.

E o Brasil mostrou que estudar vale demais. Esse foi um dos segredos para cinco jogos com 3 a 0 no placar na etapa decisiva do Grand Prix. E quando digo que a equipe ficou mais equilibrada com a mescla de jogadoras, isso pode ser visto também nos placares. Mesmo quando estava atrás, o Brasil conseguiu virar. E para isso, era Sheilla virando bola de um lado e Gabi do outro, por exemplo. Nada de abaixar a cabeça e deixar o rival crescer ou aquela fama de amarelar da seleção.  A renovada e experiente seleção começou bem!

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sexta-feira, 30 de agosto de 2013 Seleção feminina | 10:29

Três vezes 3 sets a 0 e cada um com uma qualidade

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Divulgação/FIVB

Fê Garay encara o bloqueio da Itália em mais uma vitória brasileira no Grand Prix

A seleção brasileira feminina segue invicta no Grand Prix. Até agora foram três jogos na fase final da competição e todos foram vencidos por 3 sets a 0. Apesar do placar igual, cada partida foi de um jeito e todas mostram que o Brasil segue forte para o que deve ser a final diante da China.

No primeiro dia de finais, a equipe de José Roberto Guimarães bateu os Estados Unidos provando que estudar, ver vídeo e conhecer o adversário nunca é demais, pelo contrário, faz muito bem. A seleção atropelou as norte-americanas conhecendo cada detalhe do jogos as rivais.

Depois veio o Japão. Já escrevi diversas vezes isso aqui… Cuidado ao deixar a outra equipe abrir porque nem sempre pode dar tempo de virar. Entretanto, o Brasil viu as donas da casa acertarem um bom saque e ficarem à frente em diversos momentos no marcador e, ainda assim, teve poder de reação. O time nacional não se intimidou. Assim como na estreia na fase final, Gabi estava no seu dia e foi uma arma no ataque, por exemplo. O Brasil buscou o placar e liquidou mais um jogo, sem deixar se abater com a melhora do time do outro lado da quadra em algum momento.

E nesta madrugada, os 3 sets a 0 foram para cima da Itália. De novo a equipe brasileira conhecia bem o seu rival e fez dois sets bem fortes. No segundo, perdeu a concentração e ficou atrás do placar e, de novo, virou para fechar a parcial. Só que aqui o número de aces chamou a atenção. Foram 13 pontos diretos no saque. E contra o Japão, o Brasil havia levado sete aces! Boa mudança nas estatísticas! Na partida, Thaísa foi o destaque. Ela marcou cinco aces e foi a maior pontuadora do jogo contra as italianas. A central, que havia sido poupada nas primeiras competições do ano, voltou com força total para a seleção.

O Brasil lidera a fase final. Quem aparece logo em seguida é a China, apenas um ponto atrás na classificação. Agora, brasileiras encaram a Sérvia e chinesas pegam o Japão. Depois, Brasil fica frente a frente com a China e, se tudo seguir como veio até agora, a partida será a final do Grand Prix. Será que a seleção feminina recupera o título depois de bater na trave nos últimos anos? Eu diria que as chances são muito boas…

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quarta-feira, 28 de agosto de 2013 Seleção feminina | 09:12

Vitória dos sonhos na madrugada no Grand Prix

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“Nem no meu sonho poderia imaginar um resultado desses”. Foi assim que José Roberto Guimarães analisou os 3 sets a 0 do Brasil sobre os Estados Unidos no primeiro jogo da fase final do Grand Prix, nesta madrugada. A seleção levou a melhor em menos de uma hora e mostrou que estudar, e muito, vale a pena.

Divulgação/FIVB

Gabi foi a melhor em quadra diante dos EUA

Os números do jogo comprovam a superioridade brasileira. No ataque, foram 20 pontos a mais que os Estados Unidos. Em bloqueio, também vantagem brasileira, com 13 a 7. Vitória de novo nos aces, com 4 a 3. Mas o que me chamou  atenção foram os erros, ou a ausência deles. O Brasil deu apenas 9 pontos de graça às norte-americanas, que falharam 16 vezes. Lembrando que precisou marcar 75 pontos para fechar a partida em sets diretos, isso não é nada.

E após a partida, Zé Roberto e as jogadoras fizeram coro e falaram do desempenho tático e que o time tinha ido bem em todos os fundamentos. Karch Kiraly, técnico dos Estados Unidos, concordou. “Elas nos venceram em casa fase do jogo”, resumiu o ex-jogador. Isso é resultado de muito estudo, horas e horas e vídeo e disciplina em quadra. Ter passado quase uma semana no Japão fazendo aclimatação, treinos e analisando os adversários deu muito bem! Os vídeos foram bem aproveitados.

O que chamou a atenção também foi ver Gabi como melhor do jogo. Desde a temporada passada e principalmente neste ano, fala-se muito em Fernanda Garay, que vive ótima fase. Mas é bom ver outros destaques no time também, como a garota de 19 anos. Isso sem falar que agora Zé Roberto está voltando aos poucos com as mais experientes e elas também estão fazendo a sua parte, como Thaísa, com 13 bolas no chão, e Fabiana, a atacante mais eficiente.

Como já falei outras vezes, o treinador do Brasil tinha mesmo que fazer testes e a melhor hora eram as competições menores ou mesmo a fase de classificação do Grand Prix. Agora é a chance de recuperar o título e tem que colocar o que tem de melhor (ou que viu de melhor nos testes) em quadra.

Brasil segue na fase final e encara o Japão nesta quinta-feira, às 7h10 (horário de Brasília). Nada de madrugada dessa vez…

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sábado, 17 de agosto de 2013 Diversos | 15:20

Pausa para um pouco de aventura

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Aretha Martins

Eu, durante a cobertura da corrida de aventura

Galera,

O blog passou por diversos problemas técnicos e ficou alguns dias com muita instabilidade. Depois, quando parecia que tudo estava normal, fiz uma viagem a trabalho pelo iG. Além de falar de vôlei por lá e aqui no blog, sou repórter de outros esportes e fui cobrir uma corrida de aventura no sul da Bahia. Com isso, fiquei distante e não consegui acompanhar o Brasil no Grand Prix ou no Sul-Americano.

Já estou de volta a São Paulo, com muito material sobre corrida de aventura no iG (publicado e que ainda irá para o ar!) para quem quiser conhecer esse esporte.

Logo volto ao Mundo do Vôlei, literalmente, com posts por aqui!

Abraços,

Aretha Martins

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segunda-feira, 5 de agosto de 2013 Seleção feminina | 12:50

Estreia com viradas, pressão e 100% para Brasil no Grand Prix

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A seleção brasileira feminina fechou o primeiro final de semana do Grand Prix com três vitórias em três jogos. A equipe passou por Polônia, Rússia e Estados Unidos com três viradas. Muitos falam que é bom começar um torneio aos poucos e pegar rivais em uma crescente para se adaptar, mas também vale a pena já estrear com rivais complicados. E fica melhor ainda se passar no teste.

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Divulgação/FIVB

Festa do Brasil na vitória sobre os EUA para fechar a primeira semana no Grand Prix

Nos três jogos, o Brasil cometeu diversos erros no primeiro set e demorou a se acertar na relação saque e bloqueio. Depois, como Fabiana comentou em uma das coletivas pós-jogo, o serviço passou a funcionar e os outros fundamentos também melhoraram. O passe, em alguns momentos, ainda é um problema. Contra o bloqueio alto desse primeiro final de semana, a seleção se deu bem quando conseguiu fazer suas jogadas de meio, ou seja, quando o passe entrou.

Além de melhorar o começo dos jogos, é bom também cuidar desse fundo. Mas o time mostrou que consegue encarar a pressão, virando jogos diante de rivais complicados e bons tecnicamente. Sim, a equipe nacional teve falhas, mas soube como consertá-las a tempo em todas as partidas.

Fernanda Garay foi a maior pontuadora em todos os jogos e diante dos Estados Unidos dividiu o posto com Gabi. Garay virou uma referência nessa seleção desde que entrou bem nas Olimpíadas de Londres. Já Gabi, caçulinha do time, mostrou personalidade e ganhou elogios do técnico José Roberto. Foi titular o tempo todo e não se intimidou mesmo sendo alvo no saque e muitas vezes caçada no bloqueio. Chegou bem ao time.

Leia mais sobre os jogos do Brasil no Grand Prix:

O Brasil, e todo mundo, começou a renovação em suas seleções. Por aqui, há ressalvas, mas o caminho parece interessante. O time ficou um pouco mais baixo com Monique como oposta ou Juciely como central. Mas a meio-de-rede, por exemplo, ajudou no jogo tenso diante das russas e surpreendeu as rivais. Acho que a vantagem é ter jogadoras em quase todas as posições. Na ponta, além de Gabi, tem Priscila Daroit no banco e ela foi destaque nos primeiros torneios que a seleção ganhou na temporada. No meio, tem Juciely que vai brigar com Thaísa, Fabiana e Adenízia. No fundo, Camila Brait é a sucessora de Fabizinha. A notícia ruim ficou por conta de Fabíola, que por problemas pessoais pediu dispensa da seleção. Ela pode fazer falta nos próximos jogos… Vamos ver como Claudinha estreia na equipe.

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A seleção brasileira viaja agora para Porto Rico e encara a República Dominicana na próxima sexta-feira. Depois, joga contra a Bulgária e fecha a segunda semana diante das donas da casa.

P.s.: galera, quem me segue no Twitter ou no Facebook viu meus comentários sobre problemas por aqui. O blog está bastante instável desde a semana passada, mas a tecnologia daqui do iG está tentando resolver. Portanto, se me ausentar mais do que o normal, já sabem o motivo!

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quinta-feira, 1 de agosto de 2013 Diversos, Superliga | 10:32

Paulista e Superliga com 21 pontos. Isso vai dar certo?

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O Campeonato Paulista de vôlei começa nesta sexta-feira com algumas novidades, entre elas uma nova pontuação. No torneio, será testada a regra de sets com 21 pontos (o tie-break continuará com 15 pontos). Além disso, a competição será uma prévia da Superliga, que segundo técnicos e dirigentes daqui de São Paulo, terá o mesmo formato. E agora, será que isso vai dar certo?

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A ideia de reduzir a pontuação é em prol da TV. “Acho que isso se faz necessário para ter um domínio do tempo máximo de jogo para a TV. É muito complicado imaginar que o jogo terá 90 minutos e ver uma partida com mais de 2 horas”, afirma Montanaro, gerente das equipes do Sesi, ao Mundo do Vôlei. Também conversei com Gustavo, central do Canoas, sobre a mudança e para ele, atletas podem ser beneficiados. “Além de diminuir o tempo de jogo, vai ajudar a diminuir o desgaste dos atletas”, falou o jogador.

Mas tirar quatro pontos de cada parcial vai de fato mudar alguma coisa no final? Marcos Pacheco, técnico da equipe masculina do Sesi, está um pouco pé atrás e comentou que a mudança pode ser radical demais. Mas, no final, os sets podem ter de 5 a 7 minutos a menos, o que pode ser uma vantagem para a televisão. Mas o treinador já espera um pouco de dor de cabeça para montar o jogo em sets menores.

“Muda toda a formatação do jogo, as paradas, as substituições. Até então o jogo se tornava mais tenso a partir do 20º ponto. Agora não sei a partir de que momento isso vai acontecer. Normalmente eu pensava em fazer as inversões a partir do 19º ponto. E agora? A estratégia já muda no 15º? O timing do jogo será diferente”, explica Pacheco.

Será que os times vão se adaptar bem à regra? E quanto tempo será necessário até a adaptação de fato? Bom, quem disputa o Paulista, como Brasil Karim, de Campinas, e o Sesi, fez alguns amistosos no novo formato. E vale se preparar porque, ao que tudo indica, a Superliga também será assim.

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“O Campeonato Paulista vai ser de 21 pontos porque a Superliga será de 21 pontos. Já temos a bola que é diferente, então a regra tem que ser igual. Não é que o Paulista será um teste da regra”, fala Pacheco. E os dois torneios terão jogos ao mesmo tempo, já que o calendário do torneio nacional foi “esticado” e a Superliga vai começar nesta temporada no início de setembro.

Procurada pelo Mundo do Vôlei, a confederação não confirmou a mudança. “Ainda não há definição sobre este assunto. Qualquer mudança neste sentido depende de aprovação na plenária da Superliga, que deverá acontecer nas próximas semanas”, disse por meio da assessoria. Gustavo também não sabia da alteração. “Na Superliga ainda está em discussão se será implementado ou não. Nós do Canoas continuaremos com os treinos normais e não faremos nenhum teste até lá”, afirmou. Ainda assim, os técnicos e dirigentes de São Paulo afirmaram que as regras foram discutidas e confirmadas em reuniões entre clubes e CBV.

Vamos ver no que isso vai dar. Fico receosa ao se fazer um teste na justo principal competição do país, que é a Superliga. Não poderia ser em algum torneio menor? Por outro lado, se a moda pega, o Brasil já estará acostumado a jogar nos tal 21 pontos.

Além disso, o caminho é tentar tornar os jogos mais rápidos. “Há duas semanas tivemos uma reunião sobre arbitragem e regulamento. Estavam os 10 árbitros, nós, jogadores, e os técnicos. Os jogos estavam parando demais, com muita reclamação e confusão com arbitragem. E ninguém quer o jogo parado. Todo mundo quer ver a bola no ar. Os árbitros vão ser mais enérgicos e nós, atletas, vamos tentar reclamar um pouco menos. E como a gente joga no verão, sua demais e já tem que parar toda hora para secar a quadra. Eles disseram que podem colocar mais de 20 gandulas ali do lado para ajudar”, conta Gustavo.

Resta saber como tudo isso será na bola, na quadra!

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sexta-feira, 26 de julho de 2013 Diversos | 11:12

O Maraca é nosso!

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*atualizado

A data era 26 de julho de 1983. O estádio do Maracanã foi palco de Brasil x União Soviética. Não, não se tratava de um jogo de futebol com Sócrates, Zico e companhia. Os astros que invadiram o gramado naquela noite chuvosa foram Renan, Montanaro, William e os nomes da geração de prata do vôlei brasileiro. Há 30 anos, diante de mais de 95 mil pessoas, eram os amantes do vôlei que viam uma vitória da seleção por 3 sets a 1. O Maracanã já foi, sim, do vôlei!

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“Me perguntaram se eu lembro do vestiário, do caminho. Não lembro de nada. Ao falar do jogo o que vem na cabeça é muita chuva, a gente secando a quadra e a vitória”, afirma ao Mundo do Vôlei Montanaro, um dos ídolos dos anos 80 presentes naquela partida.

O jogo fez parte de uma série de amistosos contra o então melhor do time do mundo. Os soviéticos eram os atuais campeões olímpicos e mundiais. E eles tinham vencido o Brasil na final do Mundial de 1982. Mas a prata naquele torneio já fez o vôlei ficar conhecido no País. Por aqui, os amantes do esporte viviam a decepção da eliminação para a Itália na Copa do Mundo de futebol e começaram a abraçar os meninos do vôlei como ídolos.

Reprodução

Jogadores do Brasil e da União Soviética ajudam a secar a quadra armada no Maracanã

Com isso, a ideia de fazer um amistoso contra os europeus foi bem recebida. A partida, conhecida como “O Grande Desafio”, aconteceu em uma quadra improvisada no centro do estádio do Maracanã. E foi marcada para julho justamente por ser um mês com pouca chuva. Mas a previsão não acertou. O duelo seria uma semana antes, mas foi adiado por conta de um dilúvio na cidade. Restou o dia 26 de julho. E choveu, e muito, de novo. Nada disso espantou o público ou atrapalhou o espetáculo. 95.887 pessoas lotaram o Maracanã e até jogadores brasileiros e soviéticos pegaram toalhas para enxugar a quadra!

Ali, no meio do gramado de um templo de futebol, o Brasil venceu a ex-URSS por 3 sets a 1 (14/16, 16/14, 15/07 e 15/10). Bernard usou o seu famoso saque “jornada nas estrelas” para tentar desnortear a recepção rival. Hoje, nos ginásios e com aqueles placares suspensos no meio da quadra, é impossível executar um bom jornada. Mas sob o céu aberto no Maracanã e ainda contando com a bola molhada, não havia cenário melhor para Bernard!

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“Foi a nossa consagração. Foi uma partida muito mais promocional do que qualquer outra coisa, mas ainda assim teve um valor muito grande e representou muita coisa. Foi a consagração do vôlei, do público. Representou toda a aceitação do vôlei no Brasil”, explica Montanaro.

O jogo foi um recorde e um marco para a história. Antes, o recorde de público de um esporte olímpico eram os 90 mil para a abertura das Olimpíadas de Tóquio, em 1964. O número daquele jogo representa hoje nove Maracanãzinhos lotados para uma final de Superliga. E agora, também, o Maracanã nem pode mais receber aquelas 95 mil pessoas. Após as reformas para Copa das Confederações de futebol, o estádio tem capacidade para 70 mil.

O Grande Desafio completa 30 anos hoje. Lógico que muita coisa mudou nesse tempo. Desde a vantagem e os sets de 15 pontos, até a altura dos jogadores. Daquela seleção, os mais altos eram Domingos Maracanã e Fernandão, com 1,99. Hoje, o Brasil tem Vissotto, de 2,12m e Renan, de 2,17m. As jogadas são mais rápidas, tem o líbero… Pode ter bastante coisa diferente do que já nos acostumamos, mas ainda assim eu queria muito ter ido lá na chuva no Maracanã naquele dia 26. Como só tinha cinco dias de vida na data, resta ler sobre o jogo, conversar com os antigos ídolos e ver vídeos. Para quem não estava por lá ou quer reviver o momento, veja alguns lances da partida:

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terça-feira, 23 de julho de 2013 Seleção masculina | 15:22

Uma prata para começar… e agora, seleção?

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O Brasil levou a prata na Liga Mundial, primeira competição do novo ciclo olímpico. Para um time que teve a melhor campanha na primeira fase e que tem nove títulos no torneio já estava sendo criada a expectativa de mais um ouro. Entretanto, lá estava a Rússia de novo pelo caminho da seleção masculina. E com 3 a 0 do último  domingo, Bernardinho vive um jejum de quase dois anos sem títulos, já que foi campeão apenas no Sul-Americano e no Pan de 2011 e passou 2012 em branco.

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E agora, o que pensar da seleção? Na segunda-feira, na chegada a São Paulo, o técnico disse que o ideal é conseguir vitórias e medalhas no final do ciclo olímpico. Sim, de fato. Agora é começo de um trabalho, da renovação, e até 2016 muita coisa pode mudar. Vencer agora não garante que vá continuar vencendo até as Olimpíadas. Como também perder uma final não significa que vá perder por mais três anos. É que perder para a Rússia já está ficando meio traumático. Foi tropeço na Liga Mundial de 2011, virada histórica nas Olimpíadas de Londres e mais uma derrota com direito a passeio agora… É, não é legal!

Divulgação/FIVB

Brasil com a prata no pódio na Liga Mundial

Entretanto, se era necessária uma renovação, até pela leva de aposentadorias depois de Londres 2012, é agora o momento. E o resultado, para um primeiro torneio, não é ruim. Claro que o time se mostrou pouco entrosado no começo e sentiu a pressão no final. Era a primeira vez que essa formação atuava junta e a estreia de alguns no time, como William e Lucarelli.

Sobre o levantador eu mantenho o que disse desde os primeiros jogos. Ele entrou bem nas inversões, ditou um ritmo interessante de jogo. Gostei da dupla com Bruno e espero que continue. Já Lucarelli é o caçula do time e precisa se acostumar a ser perseguido pelo saque rival (o que já acontece na Superliga, diga-se de passagem). Mas tem talento de sobra para se destacar em uma posição carente, já que Murilo segue se recuperando de cirurgia, Dante ainda tem dores no joelho e Giba se aposentou. Falando nisso, Giba até comentou que queria voltar para a seleção e foi vetado por Bernardinho. Acho que tem que ser assim mesmo. O cara foi um ídolo e incontestável, mas é hora de dar chance para gente nova.

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Se o Brasil está carente na ponta e falta aquele ponteiro passador para segurar ali no fundo diante de um saque pesado como da Rússia, por exemplo, tem gente sobrando em outras posições, como no meio. Lucão é o nome do time no momento e que siga assim nos próximos três anos. Além de ser a jogada de segurança de Bruno e já ter se entrosado bem com William, tem o melhor saque da equipe. É um dos poucos a forçar três ou quatro saques seguidos e colocar todos em quadra. Isac, outro estreante, começou bem, mas logo se machucou. Já Éder tem a sua chance e pode aproveitá-la. Definitivamente, o meio não deve ser problema.

Para oposto, Renan pouco atuou e deve voltar ao longo do ciclo. Com 2,17m e bem entrosado com os levantadores, pode ser uma arma e tanto na hora de encarar esses times altos. E acho interessante a mescla Vissotto e Wallace, um alto e um mais veloz. São dois que também seguem na seleção.

No final, a Liga Mundial mostrou que é possível criar expectativas de títulos com a seleção masculina, mas que é preciso também um pouco de calma. Pelo menos foi deixado para trás o sexto lugar do ano passado…

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sexta-feira, 19 de julho de 2013 Seleção masculina | 23:28

O 3 a 0 na hora que precisava

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A seleção masculina brasileira de vôlei marcou um 3 a 0 na hora que precisava na Liga Mundial. Nesta sexta-feira, a equipe nacional venceu o Canadá, somou três pontos e, com isso, fechou a fase na liderança do grupo. Pouco depois, viu a Itália marcar 3 a 1 na Argentina e também ficar com o primeiro lugar na sua chave e, com isso, deixar a Bulgária como adversária da seleção na semifinal.

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O resultado diante do Canadá foi comemorado, ainda mais depois de mais um tropeço contra a Rússia. E lembrando que os canadenses venceram os brasileiros no ano passado na Liga Mundial. Mas nesta quinta-feira, depois de um começo um pouco abaixo, o Brasil engrenou e venceu o primeiro set. No segundo, mesmo com o equilíbrio, se manteve firme e fechou no 30 a 28. Depois, não teve aquela famosa síndrome do terceiro set e liquidou a partida em sets diretos.

Como sempre, há um lado bom e um ruim. O bom foi que no momento que realmente precisou, no primeiro jogo que era um mata-mata, o Brasil correspondeu. Wallace também foi outro destaque positivo. Já tinha achado que a entrada do oposto tinha feito bem mesmo na derrota para a Rússia. E dessa vez, como titular, ele foi o maior pontuador.

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No lado ruim tem a lesão de Vissotto. Mesmo se Wallace estiver melhor e merecer começar jogando, é bom ter uma opção no banco para as inversões. Mas Leandro Vissotto sentiu dores no joelho diante dos russos, fez exames e tem um edema no local. Antes do jogo contra o Canadá ainda não havia uma previsão exata de volta. Gosto de Lipe e o acho um bom atacante e uma opção para Bernardinho mesmo como oposto, mas é interessante contar também com Vissotto, que é mais alto, tem uma velocidade diferente de bola. Vamos ver se ele volta logo…

E dessa vez foi um 3 a 0 , sem aquela parada no meio do caminho vista em outras partidas. Ainda assim, o Brasil demorou a entrar no jogo de vez. Até Bruninho comentou que só se soltou no meio do primeiro set. Digo e repito, nem sempre pode dar tempo de se recuperar!

Agora é descansar e esperar pela Bulgária. Pelo menos o desempenho do ano passado, quando acabou em sexto lugar, ficou para trás. Será que dá para sonhar com título?

p.s.: galera, final de semana será de aniversário por aqui. Vou ficar mais velha… Tentarei acompanhar os jogos do Brasil, mas se demorar um pouco a postar, já sabem o motivo. Nos vemos amanhã, ou depois ou segunda!

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quarta-feira, 17 de julho de 2013 Seleção masculina | 22:23

Mais um 3 a 2 para a Rússia contra o Brasil

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*atualizado

O Brasil começou a fase final da Liga Mundial diante da Rússia e, mais uma vez, perdeu por 3 sets a 2 para os rivais europeus. Foi assim na Liga Mundial em 2011. Foi assim na final olímpica em Londres em 2012. E agora nesta quarta-feira, em Mar Del Plata. A diferença é que não foi aquela virada como no ano passado e tudo caminhava para um 3 a 1 para a seleção nacional. Mas os russos levaram a melhor.

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Divulgação/FIVB

Bloqueio da Rússia marcou bem o ataque brasileiro

O que faltou ao time brasileiro dessa vez? Acho que um pouco do de sempre. Faltou manter a regularidade e a cabeça no lugar. O Brasil começou mal, errando muito e virando poucas bolas no ataque. Perdeu o primeiro set entregando 10 pontos de graça. Depois, encaixou saque e bloqueio. Bruninho, um dos baixinhos do time, começou a reação no bloqueio! Lucão apareceu no saque e ainda ganhou a companhia de Lucarelli. Para ajudar, Wallace entrou no lugar de Vissotto e, com mais potência, fez o ataque entrar. Depois disso, o ataque como um todo do time começou a funcionar mais. Foram dois sets assim, bem na partida, pressionando, errando menos, variando e virando o placar.

Aí veio o quarto set. E aí faltou manter o mesmo ritmo. Do outro lado, a Rússia que conseguiu encaixar mais o saque e quebrar o passe brasileiro. Sem bolas muito boas, a jogada de meio, segurança do Brasil, não foi tão eficiente. Os russos cresceram, continuaram sacando forte e fizeram o que sabe que é a marcação forte no bloqueio. Com 17 pontos no fundamento, fecharam o quarto e o quinto sets e o jogo.

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Mas a partida teve outros pontos a serem destacados. O gigante Musersky, que assombrou o Brasil na final olímpica improvisado na saída, voltou ao meio e não assustou tanto assim. Ele fez seus pontos de ataque e bloqueio, mas também foi parado pelo bloqueio brasileiro. Entretanto, a Rússia contou com poder de ataque na outras posições. Pavlov colocou 27 bolas no chão  e foi o maior pontuador do jogo. Mas Spiridonov também virou quando acionado. Eles arrumaram o saque ao longo do jogo, se mantiveram firmes e venceram.

Reprodução/FIVB

Spiridonov, o Tintin russo. E também o provocador do time

E como os russos provocaram… Desde o primeiro set, eles provocaram. Nesse quesito, Spiridonov foi o rei. O jogador, que é cara do personagem do desenho do Tintin, é um bom jogador, tem bons fundamentos, mas como é chato! Tanto provocou que até levou vermelho. Acho que o Brasil se manteve bem, respondeu na bola quando deu e não se deixou levar. Mas não é que justo o Tintin russo marcou o ponto derradeiro? O jeito foi engolir e guardar para o próximo jogo.

O lado bom do Brasil foi a defesa. Como o líbero Mario Jr defendeu nesta partida! Ele estava muito bem posicionado em quadra, salvou diversas pancadas e fez um bom trabalho com o bloqueio. Que continue assim! Pena que nem sempre os contra-ataques passaram pelo sistema defensivo da Rússia e outros acabaram desperdiçados com erros…

Brasil volta para quadra na sexta-feira e encara o Canadá, às 16h30 (horário de Brasília). Como os dois primeiros do grupo se classificam e os russos devem ficar com a liderança porque devem passar pelos canadenses, resta à seleção fazer a sua parte no próximo jogo para se classificar. Nível para isso tem!

P.s.: Aproveitando, Felipe Marques, leitor aqui do blog, me perguntou o que achei da lista de jogadores que Bernardinho levou para  a fase final. Bem, Felipe, eu achei justa. Rapha, por exemplo, é um bom levantador, mas teve a lesão na mão no final da temporada na Itália e pouco atuou. E William tem entrado muito bem na seleção, como você mesmo destacou nos comentários. Renan é um oposto alto, jovem, mas é bom ter uma variação na posição. Já tem o Vissotto que é o grandão, é interessante ter o Wallace com seu estilo cubano. Acho que Bernardinho optou por quem ele mais testou e correspondeu! Agora é seguir acompanhando o time na fase final e quem quiser comentar, perguntar ou dar seus palpites, é só deixar o seu recado por aqui!

P.s.2: Canadá venceu a Rússia por 3 sets a 2 e embolou o grupo na noite de quinta-feira. Alguém esperava por isso? Eu não…

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