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segunda-feira, 23 de setembro de 2013 Sem categoria | 13:06

Sul-Americano: das reclamações ao final já esperado

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A seleção brasileira feminina de vôlei encerrou o Sul-Americano no final de semana. E se o torneio começou com reclamação das jogadoras por causa da viagem de classe econômica ao Peru, terminou da forma mais esperada possível: com título e vagas para Mundial 2014 e para a Copa dos Campeões, em novembro.

Sobre o torneio nem há tanto o que dizer. Todo mundo sabia da superioridade do Brasil em quadra. A única seleção que fez 20 pontos em dois sets sobre o time de José Roberto Guimarães foi a Venezuela. Teve jogo com parcial de 25 a 4, como a estreia contra o Chile, ou 25 a 8, como a última partida, diante das peruanas. A vantagem é que todo mundo jogou. Fabíola voltou ao elenco depois de pedir para se afastar nas finais do Grand Prix. Já Natália não jogava pela seleção desde as Olimpíadas de Londres e ainda teve que cumprir suspensão em caso de doping. No Sul-Americano, mesmo contra rivais bem mais fracos, todo mundo foi para quadra.

A competição chamou mesmo a atenção longe da bola. Na viagem de ida, as brasileiras reclamaram do voo em classe econômica. Isso porque foi prometido pela CBV que as viagens seriam de executiva para as campeãs olímpicas após o primeiro ouro, em Pequim. O acordo seguia muito bem, até ser quebrado no Sul-Americano.

Sheilla, Thaísa e Fabiana protestaram nas redes sociais e mostraram fotos apertadas nas poltronas do avião. A CBV respondeu: “A Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) esclarece que o acordo que concede às atletas campeãs olímpicas e mundiais o direito de viajarem em classe executiva se aplica somente a voos intercontinentais. Em outras ocasiões, este benefício foi oferecido em deslocamentos da seleção brasileira dentro da América do Sul, mas em caráter excepcional.”

O lado bom disso é que jogadores não têm medo de falar o que pensam. E se os atletas não protestarem, nada de errado será colocado às claras. E no final, valeu o profissionalismo. Sheilla, por exemplo, conversou com diversos seguidores no Twitter. Um deles sugeriu que elas não embarcasse. A resposta foi simples: “Respeitamos o nosso país e nosso esporte!”. As jogadoras da seleção foram ao Peru, tiveram seriedade e ganharam o título e as vagas nas competições.

P.s.: Galera, o blog segue com problemas. Muitas vezes está bastante instável e agora, por exemplo, não é possível colocar fotos. Já pedi ajuda ao pessoal de tecnologia e espero que logo tudo volte ao normal!

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domingo, 7 de abril de 2013 Sem categoria | 11:50

Unilever reage, vira contra Sollys e é campeão da Superliga

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Unilever e Sollys/Nestlé fizeram um duelo e tanto na manhã deste domingo. Depois de perder os dois primeiros sets, o time carioca começou uma reação, passou a defender mais e levou o jogo ao tie-break com direito a um passeio no quarto set. Na hora de decidir, abriu no placar e liquidou a decisão. Título da Superliga volta para o Rio!

No começo, o Sollys jogou solto e foi superior. Logo no primeiro set foram quatro pontos diretos de serviço. A recepção do Unilever também não estava em um bom dia, o que ajudou as paulistas. Elas jogaram mais soltas e pareciam ter mais facilidade na virada de bola. Ali dava para ver a seleção em quadra, fazendo a diferença com Thaísa, Sheilla, Fe Garay…

Primeiro e segundo sets foram parecidos, com Sollys liderando o tempo todo. Já a terceira parcial começou diferente e o Unilever assumiu a frente do placar. Será que era hora de virar o jogo?

O Unilever tentou, mas logo o Sollys virou, ainda em 10  a 9. Só que o time carioca passou a defender mais neste set e voltou à liderança. Fabi, que não parecia em seu dia, pegou belos ataques de Fernanda Garay. Todo mundo parecia mais atenta daquele lado da quadra e Gabi começou a virar. A bola batia no bloquieo e sempre tinha alguém ali para recuperar e seguir a jogada. O Sollys ainda buscou, chegou ao 22  a 20, mas um bloqueio em cima de Sheilla liquidou a parcial. Era a hora de crescer e salvar o jogo, e foi isso que o time carioca fez.

A vitória na terceira parcial fez bem ao Unilever. Depois de vencer um rali e tanto, a equipe aplicou 12 a 3 no placar! Agora, quem joga com facilidade é o Unilver, com passeio em quadra e diversas defesas e coberturas. O Sollys também se arrumou e ajudou a ter vários ralis, mas o time do Rio cresceu no jogo e mostrou atenção na cobertura, sem nenhuma jogada perdida. E se no começo o nome era Saraha Pavan, aos pouco as outras começar a virar, como Natália. A jogada de meio também apareceu mais. Mais inteiro, o Unilever venceo o set sem problemas.

E depois de dois jogos decididos no tie-break, a final foi para o quinto set. De um lado, Sollys tenta vibrar e contar com torcida para voltar para a briga. Do outro, Unilever tenta se segurar na frente. Melhor para o time de Bernardinho, que abriu antes da virada de quadra e segurou a vantagem. No contra-ataque de Natalia, bola no chão, 15 a 9 no placar e título para Unilever.

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sábado, 4 de agosto de 2012 Sem categoria | 21:32

Saque forçado ajuda, Brasil se segura e vence Sérvia

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Foi no tie-break, depois de passar algum sufoco, mas a seleção brasileira masculina venceu a Sérvia nesta noite nas Olimpíadas de Londres. O time fechou a partida no tie-break, recuperou a segunda colocação no grupo e garantiu a vaga nas quartas de final.

Veja como foi a vitória do Brasil set a set

O começo foi um pouco apático e com vitória da Sérvia no primeiro set. Depois, o Brasil mostrou qual seria o melhor fundamento da partida. Com saque forçado, marcou seis aces na segunda parcial e ganhou moral. Sidão acertou o braço. E Murilo, usando a força, foi o mais regular na função. Na sequência é que veio a bobeada do jogo. Após abrir 16 a 13, o Brasil perdeu contra-ataques e viu a Sérvia virar, crescer e fechar mais uma parcial. O jeito era se recuperar e levar o jogo ao tie-break. E foi isso que eles fizeram, vencendo a parcial seguinte e dominando o set decisivo de ponta a ponta.

O jogo poderia ter sido um pouco mais simples, mas o Brasil voltou a ter uma boa atuação depois da derrota para os EUA cheia de altos e baixos e falta de paciência. O saque foi fundamental. Não apenas no segundo set, mas colocou pressão o tempo todo. Além disso, a defesa foi muito bem. Foram diversas bolas bem recuperadas, dando chance aos contra-ataques e para o time vencesse com facilidade em alguns momentos, como no tie-break.

Entre os jogadores, acho que os destaques foram Murilo, que sacou e virou bem no ataque, voltando a bater aquela bola rápida; e Sidão, que também sacou, correspondeu no ataque e, principalmente, voltou a ser efetivo no bloqueio. Dos 13 pontos do Brasil no fundamento, seis foram dele. Leandro Vissotto foi melhor nos outros jogos, mas Wallace veio empolgado do banco, batendo bolas também fortes e aceleradas.

Sim, ainda tem que melhorar para evitar bobeadas. Mas a vitória, além de ter garantido a classificação, mostrou o Brasil de novo com cara de Brasil, jogando com vontade, pancadas e se armando bem no fundo. Parece que a aquele time da Liga Mundial já passou. Que continue assim!

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quinta-feira, 2 de agosto de 2012 Sem categoria | 20:44

Sem paciência e reação, Brasil leva virada dos EUA

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Depois das mulheres, foi a vez dos homens caírem diante dos Estados Unidos nos Jogos Olímpicos. O Brasil saiu na frente, venceu o primeiro set, mas levou a virada e acabou perdendo por 3 sets a 1 nesta quinta-feira. Segundo Bernardinho, a equipe jogou sem vida e faltou paciência para se recuperar em quadra.

Leia mais: Bernardinho reclama de excesso de erros e diz que seleção jogou “sem vida”

No primeiro set, agressividade dos dois lados. Em um lance, Priddy soltou o braço no ataque, mas Serginho conseguiu colocar a bola na mão de Bruninho, que armou para Sidão, que também deu uma linda pancada. O oposto Leandro Vissotto, que eu já reclamei porque em muitos jogos não consegui ser veloz, estava muito bem e atacando forte e na bola chutada. Apesar de alguns erros, os saque brasileiro estava dando trabalho à recepção rival. O set foi equilibrado, com vitória nacional e parecia que seria assim todo o jogo. Mas o cenário mudou.

Veja os detalhes da vitória dos EUA sobre o Brasil set a set

Aos poucos, o Brasil se perdeu e viu o saque norte-americano fazer ainda mais efeito. O bloqueio não colaborou e isso parece ter influenciado todo o time. Nos tempos, todos gritavam ao mesmo tempo para arrumar o posicionamento e em quadra, as coisas ainda davam errado. O time foi perdendo paciência e também e efetividade. Com uma bela sequências de saque de Dante, o Brasil aplicou oito pontos em sequência,virou o segundo set em 21 a 19, mas não soube se segurar. Depois, perdeu mais dois sets e o jogo.

A seleção, que começou com a atitude correta, com Bruninho usando bem o meio e variando e ataques potentes, caiu quando passou a falhar no saque, se abalou na recepção e não se achou no bloqueio. E não era segredo algum que o jogo dos EUA seria baseado na força o tempo todo. Foi assim que eles foram campeões olímpicos em Pequim. Com saque de Stanley fazendo estrago e Ball coordenando as ações. Stanley segue no time e ainda ganhou a companhia de outros bons sacadores, como Anderson. E o time achou um levantador que se deu bem. Suhxo distribuiu com coerência, chamou a atenção do Brasil com o meio, deixou as pontas livres. Fez um grande jogo.

A seleção jogou abaixo do que mostrou contra a Rússia, mas ainda está melhor do que no começo desta temporada. Ricardinho, que tanto foi criticado na volta (eu também não estava gostando das atuações dele) por estar lento e sem entrosamento, já está acelerando bem as jogadas e alinhado com os companheiros. E perder não é bom, mas pelo menos foi para um time que jogou bem, se arrumou corretamente em quadra em todos os fundamentos e errou menos que os russos. Ainda é a primeira fase e o Brasil ainda é o segundo do grupo. A vitória contra a Rússia pode ter até empolgado demais, mas a derrota para os EUA não acaba totalmente com as esperanças.

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quarta-feira, 1 de agosto de 2012 Sem categoria | 22:12

Apatia, apagão e mais uma derrota para seleção feminina

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A seleção brasileira feminina de vôlei ainda não se encontrou em Londres. Mais um jogo nesta quarta-feira e mais uma derrota, agora para a Coreia do Sul e por 3 sets a 0. A situação está complicada para o time nas Olimpíadas…

Logo nos primeiros pontos do jogo, parecia que o cenário seria diferente. Fernandinha começou usando mais as meios e apostando em Sheilla pelo fundo, por exemplo. Fernanda Garay, quem mais virou diante dos Estados Unidos, ganhou a posição de titular. Mas o bom momento não durou muito.

Veja detalhes de Coreia do Sul 3 x 0 Brasil

Ainda no primeiro set, o time teve problemas com ataque de ponta mais uma vez. Paula Pequeno bateu três bolas seguidas da mesma forma, todas defendidas pelas sul-coreanas e convertidas em pontos das rivais em contra-ataques. Ou então, a rede com Fernandinha, Paula Pequeno e Thaísa empacava. As asiáticas só batiam na direção da levantadora. E quando a bola era recuperada, as atacantes do Brasil não colocavam no chão.

Aos poucos, a seleção foi se perdendo em quadra.  Foram erros de saque em sequência, falhas na recepção e o ataque, que mais uma vez não virou. Dani Lins no lugar de Fernandinha e Jaqueline no lugar de Paula foram algumas mudanças, mas não adiantou. O bloqueio até cresceu com a nova levantadora, mas acabou o jogo apenas com cinco pontos, ou seja, quase nada.

Leia também: Seleção feminina de vôlei chora e fala em apagão depois de mais uma derrota

O Brasil teve mais uma vez momentos de apagão e se mostrou um time tenso em quadra, com um certo medo de jogar. Nem de longe lembra a postura de um time campeão olímpico. E mais do que mudar tática ou escalação, é preciso mudar esse espírito nas jogadoras! Há problemas no ataque, na recepção e tudo mais, mas o primeiro a ser resolvido é esse ânimo, ou a falta dele.

Todo mundo precisa levantar a cabeça e partir com tudo para o jogo contra a China. Não vai ser nada fácil até porque as chinesas só perderam para os EUA até aqui e o Brasil está muito abaixo do esperado. Mas dá para jogar de igual para igual e não se entregar com momentos de apatia ou falta de confiança ou tensão demais ou que quer que seja. Em quadra, a jogada de meio tem que voltar a ser o carro chefe para aliviar o bloqueio das pontas. Quem sabe assim, o ataque não rende mais? Fernandinha deve para de jogar na entrada ou na saída e variar mais. E o bloqueio deve pontuar e pressionar. Assim como a cobertura tem que se armar e recuperar. E aí voltamos ao ataque, que deve perder o medo e resolver.

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domingo, 25 de março de 2012 Sem categoria, Superliga | 12:06

Superliga tem surpresas, semi definida e um 25 a 7

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Este final de semana é mais um daqueles de agenda cheia e de decisão. Se na sexta São Bernardo e Vivo/Minas empataram as suas séries de quartas de final, o sábado foi de definição de uma das semis, com RJX enfrentando o Vôlei Futuro. Já no feminino, Sollys/Osasco teve um começo arrasador e saiu na frente do Usiminas/Minas na sua semifinal. Vamos ao resumo da Superliga e alguns pitacos.

Séries empatadas
Um pode ter sido uma surpresa, mas no outro, o equilíbrio era mais do que esperado. Primeiro o BMG/São Bernardo esqueceu o primeiro jogo da série, no qual foi batido facilmente pelo Sada/Cruzeiro, jogou de igual para igual e venceu os mineiros por 3 a 1. Os paulistas realmente acreditaram na vitória, apesar da superioridade do Sada, que havia vencido todos os jogos contra eles nesta Superliga. Tanto que saíram perdendo de 5 a 0 em um dos sets e buscaram o placar. Além disso, fizeram direitinho a combinação saque e bloqueio. Acertaram no serviço com sete aces e bola fora da mão de William. E completaram com 14 bloqueios.

Já Vivo/Minas e Cimed/Sky tiveram mais um tie-break. E tenho que concordar com os leitores daqui do blog. Eu mesma já disse isso em outros posts: já chegou a hora de Bruninho parar com essa de insistir com o jogador se ele erra a primeira bola! Rivaldo era o maior pontuador em quadra e, então, ele deveria receber bola no tie-break. Mas ele foi bloqueado e, em seguida, recebeu mais uma bola e levou outro bloqueio. Era a hora de tentar uma jogada diferente. Com isso, o Vivo/Minas venceu e forçou o quarto jogo. Mas Bruno ainda é um bom levantador e Cimed e Minas têm ótimos elencos. Esta série é de longe a mais equilibrada…

Altura nem sempre resolve
Medley/Campinas tem um oposto de 2,08m (Bob), um central de 2,15m (Gustavão) e até um levantador de 2,06m (Fidele, reserva de Rodriguinho).  Já o Vôlei Futuro tem Camejo, de 2,06m, mas o outro ponteiro tem 19,4m (Dentinho), o oposto é de 1,98m (Lorena) e um central de 1,96m (Vini). Quem bloquearia melhor? Os mais altos? Não, não… No segundo set o Vôlei Futuro já tinha oito a zero em bloqueios para cima do Campinas.

E o saque também ajudou. O time de Araçatuba força muito no serviço e quebrou a recepção do Medley/Campinas a ponto de Lukianetz dizer a seguinte frase após o jogo: “Com esse saque forçado e sem errar, o Vôlei Futuro vai longe e vai ser campeão dessa Superliga”. Será? Vamos ver a semifinal diante do RJX. Pelo que mostrou na temporada, pelo elenco redondo e ótima dupla Ricardinho e Lorena e também pela potência no saque acho que o Vôlei Futuro pode chegar à final…

Adeus ao campeão
O RJX está mais perto do que era o objetivo no começo da temporada, quando o time foi lançado. Eles queriam chegar à final. Já estão na semi depois de terem eliminado o Sesi, atual campeão. O time paulista vinha sofrendo nas últimas rodadas sem seus opostos, que estavam machucados. Wallace até jogou, mas voltou a sentir dores no joelho. Depois de altos e baixos dos dois lados, melhor para o RJX, que venceu no tie-break. É uma equipe que oscilou na fase de classificação, mas que aos poucos deixa de ser só um grande nome no papel e também aprende a jogar junta em quadra. 

Alerta depois de começo arrasador
O jogo feminino deste final de semana foi Sollys/Nestlé x Usiminas/Minas na primeira partida da série semifinal. O  time de Osasco e marcou simplesmente 25 a 7 no primeiro set. Depois, o jogo ficou equilibrado e ganhou mais cara de semifinal. E, depois de vencer dois sets, o Sollys mais uma vez baixou a guarda, como fez no segundo jogo das quartas contra o BMG/São Bernardo. Só que o Minas tinha Herrera, que tinha começado a virar bolas, Claudinha bem na distribuição e um saque que deu trabalho (mais uma vez o saque, personagem desses jogos!). Se contra o São Bernardo deu tempo de recuperar e fechar em 3 a 0, aqui foi necessário se contentar com um 3 a 1. Ainda acho que o Sollys/Nestlé é mais equilibrado e tem um conjunto melhor. Mas é melhor ligar o alerta para Herrera, que pode decidir.

Na terça-feira tem mais, com Unilever x Vôlei Futuro na abertura da outra série de semifinais… Os homens voltam a jogar na sexta e no sábado.

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domingo, 28 de agosto de 2011 Sem categoria | 06:59

Faltou agressividade. Faltou brilho nos olhos. Faltou o ouro

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Depois da reação e da vitória sobre a Rússia na semifinal, era difícil imaginar que a seleção brasileira feminina fosse fazer justamente na decisão o seu pior jogo no Grand Prix. E mais um placar de 3 sets a 0 era pouco provável. Mas o Brasil foi pouco agressivo, pareceu nervoso e apático, não mostrou seus melhores fundamentos e levou os tais 3 sets a 0 (26/24, 25/20 e 25/21) dos Estados Unidos na final da competição.

Natália - Divulgação/FIVB

Natália fica no bloqueio norte-americano na final do Grand Prix

O jogo desta madrugada começou tenso. Os dois times defendiam bem e a primeira bola raramente caia. E as norte-americanas erravam a definição dos pontos também. Só que, aos poucos, elas se acharam e o Brasil, não.

Enquanto os Estados Unidos variaram as jogadas ao longo da partida, ora atacando com muita força e ora usando bem uma largada, o Brasil foi apático e pouco agressivo em quadra. Faltou aquela bola cravada no ataque para dar moral. Faltou o sangue nos olhos e o jogador batendo no peito e chamando bola! Sheilla , a oposta e jogadora de segurança, poderia ter feito esse papel, mas não o fez. Faltou Dani Lins usar mais o meio.

E a levantadora merece um destaque à parte. Dani amadureceu ao longo do Grand Prix. Aos poucos ela se soltou, explorou Thaísa e Fabiana, se encaixou bem com Fernanda Garay. Só que na final, ela insistiu demais nas pontas, mesmo com o passe na mão, e esqueceu da jogada rápida. Thaísa, uma das grandes jogadoras do Brasil no torneio, recebeu muito pouco. Ela marcou apenas sete pontos no ataque. Fabiana ficou com três. E contra um time com muito volume como as norte-americanas, é fundamental variar para tentar surpreender a defesa.

As brasileiras não foram agressivas. Fernanda Garay e Natália demoraram a soltar o braço no ataque. Sim, elas são jogadoras novas e entraram no lugar das experientes Mari e Paula Pequeno, mas as duas tinham potencial para mais. No geral, o ataque do Brasil não colocou pressão.

Thaísa - Divulgação/FIVB

Thaísa foi uma das melhores jogadoras do GP, mas recebeu pouco e não apareceu na final

Além disso, o bloqueio brasileiro, acho que o melhor fundamento do time no Grand Prix, praticamente não apareceu. Enquanto os Estados Unidos marcaram 8 pontos no fundamento, o Brasil empacou nos 2 pontos. E isso também é um reflexo do saque, que não funcionou de maneira efetiva e não prejudicou o passe rival.

Do lado norte-americano, sobraram bolas cravadas, saques bem colocados e definição no momento certo. No terceiro set, por exemplo, elas entraram com tudo, com cara de quem iria fechar logo o jogo e levar a medalha. Os Estados Unidos também erraram bastante (deram 22 pontos e o Brasil deu 20), tanto que o Brasil chegou a encostar no terceiro set (quando finalmente acertou alguns ataques potentes), mas souberam definir quando era preciso. Elas jogaram soltas, com sorriso no rosto, como Brasil vinha fazendo.

O dia, ou a madrugada, foi das norte-americanas. E o nome do jogo foi Logan Tom. Ela marcou, atacou e sacou bem. Os Estados Unidos venceram porque jogaram melhor, foram inteligentes na marcação e na definição e comandaram o jogo.

Crescimento individual do Brasil

Já a premiação individual mostrou que a seleção fez um boa campanha e tem jogadoras em ascensão. Thaísa, que aos poucos vem sendo a principal meio do time, foi o melhor saque. Dani Lins, que amadureceu como já comentamos, foi a melhor levantadora. Fernanda Garay levou o prêmio de melhor recepção e ela realmente deu uma grande estabilidade ao passe nacional. Além delas, Tandara, outra estreante na seleção, correspondeu bem quando entrou nas inversões. Depois de um bom campeonato sem nenhuma derrota até esta madrugada, só faltou jogam bem na final. Mas Zé Roberto tem elenco para trabalhar na temporada…

P.s.: Para fechar o pódio, a seleção da Sérvia ficou com o bronze com um 3 sets a 0 sobre a Rússia. As sérvias foram, sem dúvida, a melhor surpresa deste torneio. Estrearam e já chegaram ao pódio.

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segunda-feira, 9 de maio de 2011 Sem categoria | 19:14

Unilever segura a base com Sheilla, Mari e Juciely

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Sheilla

Sheilla segue como o principal nome da Unilever

A semana já começou agitada no mercado do vôlei feminino. A Unilever, que já havia renovado com a líbero Fabi, agora garantiu mais três titulares para a próxima temporada: a oposta Sheilla, a ponteira Mari e a central Juciely. As reservas Roberta (levantadora), Juliana Nogueira (oposta), Juju Perdigão (líbero) e Mara (meio-de-rede) também seguem no elenco. Com isso, pode-se de dizer que a base campeã nacional será preservada.

A equipe de Bernardinho deve perder Dani Lins para o novo time do Sesi, mas vai manter seus destaques da última temporada. Sheilla foi, sem dúvida, a melhor jogadora da Superliga e é um grande nome em qualquer time. Já Mari, recuperada da cirurgia do joelho, também é forte no ataque e está crescendo na recepção, já que sempre é alvo do saque rival. E Juciely, que já tinha feito uma boa temporada no São Caetano, se superou no ano passado. Ela não é uma central muito alta, o que pode atrapalhar no bloqueio, mas tem velocidade de braço, o que a torna uma bela atacante, com tempo de bola um pouco diferenciado.

Claro que, para manter tudo isso bem unido, é necessário ter uma boa levantadora. Mas trabalhar com atacantes de alto nível e uma líbero que entrega na mão facilita. Vamos ver quem fica com a responsabilidade de armar as jogadas no time carioca…

Novidades e dispensas no Sollys/Osasco

Adenízia

Adenízia disse que segue no Sollys/Osasco

Como o blog divulgou com exclusividade, o time paulista contará com Fabíola como levantadora para a próxima temporada. Além disso, já estão confirmadas Karine, como segunda levantadora, e a ponta Ivna, mais jogadoras que estavam no Pinheiros/Mackenzie. E Adenízia confirmou nesta segunda-feira em sua página no Twitter que já renovou o seu contrato.

Tinham me perguntando sobre Carol Albuquerque e Ana Tiemi. As duas já deixaram o time de Osasco, mas ainda não foram confirmadas por outras equipes.

Fora isso, o blog apurou que o time tem acordo verbal com outras atletas, mas nada ainda assinado. São elas: Tandara, ex-Vôlei Futuro, Thaísa e Camila Brait. Natália também segue em negociação, só que ainda em fase inicial. E quem deve sair mesmo é Jaqueline, mais uma que provalvemente vestirá a camisa do Sesi na próxima temporada.

Por enquanto, a equipe teve boas e más notícias. Fabíola e Karine são belos reforços, pois, como já disse por aqui, Carol e Ana Tiemi vacilaram em diversos jogos na Superliga. Na final, Carol não se achou com suas atacantes e isso contribuiu para o vice. Acho Fabíola e Karine mais estáveis.

Entretanto, Jaqueline fará falta à linha de passe. Ivna, a nova ponteira, é jovem e versátil para o ataque, mas não sei se é segura o suficiente no fundo. Ajudará se Sassá seguir no time…

Mais equipes

Herrera é dada como certa no Usiminas/Minas

Herrera é dada como certa no Usiminas/Minas

Desde a semana passada, algumas renovações e mudanças no Usiminas/Minas eram dadas como certas. Além continuar com a ponteira cubana Herrera, a levantadora Claudinha, a líbero Tássia e a central Natasha, a equipe fechou com outra cubana, Daymi Ramirez, ex-Praia Clube, e também com a ponteira Dani Paraíba e com a meio Fernanda Ísis, que estavam no Macaé.

Já o Sesi, além de Dani Lins e Jaqueline, sonha com a central Fabiana, que já falou em tom de despedida do Vôlei Futuro. E a equipe já teria repatriado a central Walewska, que estava na Rússia. Promete ser um time com ótimo potencial e jogadoras que, graças à seleção, já sabem jogar juntas, o que ajuda em um novo projeto.

Vamos ver como seguem as negociações. Até agora, o que vocês acharam? Quem parece ter ficado mais forte para 2011/2012?

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sábado, 30 de abril de 2011 Sem categoria | 10:14

Paredão do Vôlei Futuro leva bronze na Superliga feminina

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O Vôlei Futuro montou seu time nesta temporada para brigar pelas finais no feminino e no masculino. Acabou com o bronze nos dois. E no feminino, um dos grandes nomes do time apareceu no jogo que valia o terceiro lugar.

Fabiana é uma das melhores centrais do mundo. Ela começou um pouco devagar a Superliga, principalmente no ataque. Demorou para se entrosar com Alisha, mas apareceu mais sob o comando da levantadora Ana Cristina. Ainda assim, em diversas partidas a gente escutava: Fabiana não está sendo  muito utilizada e tal….

No jogo da noite de sexta ela apareceu, principalmente no bloqueio. Foram cinco pontos no fundamento. E Andressa, outra central, marcou mais cinco. No total, foram 19 pontos no fundamento. Ou seja, o Pinheiros/Mackenzie, que estava do outro lado da quadra, se viu muito marcado e, depois de dar 25 pontos de graça, perdeu por 3 sets  1.

Eu esperava um pouco mais das duas equipes nesta Superliga. O Vôlei Futuro, pelo time de estrelas, demorou a se entrosar e, quando estava forte, sofreu o acidente com o ônibus da delegação e não tem como ignorar que o susto mexeu com as atletas. Já o Pinheiros não conseguiu se manter aquele time de raça e volume de jogo do Paulista. Além disso, acho que caiu no fundo de quadra com a troca das líberos, de Michele por Suellen.

Agora, a minha torcida é para que os times, pelos menos, sigam com bons elencos para a próxima temporada. O Vôlei Futuro masculino já perdeu Leandro Vissotto, vamos ver o que acontece com o feminino. E o Pinheiros dos homens ficou sem a Sky, principal patrocinadora. Mas as meninas, mesmo com o quarto lugar, chegaram longe com um time sem grandes estrelas da seleção, por exemplo (só Fabíola defende a equipe de Zé Roberto). O mercado nos dirá o que vai acontecer.

P.s: Unilever e Sollys/Osasco jogam agora a final da Superliga feminina. Quem quiser, pode seguir os comentários dos melhores lances do jogo no twitter do blog, o @mundodovolei. A gente se vê por aqui depois da partida!

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quarta-feira, 20 de abril de 2011 Sem categoria | 19:20

Vitória esperada em jogo com o coração

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*atualizado dia 21/04, às 10h05

Sollys/Osasco e Vôlei Futuro começaram na tarde de quarta-feira a disputa pela vaga na final da Superliga feminina. O jogo foi vencido pelo time de Osasco, como já era até esperado, mas não deixou de ser uma boa partida.

Não era possível esperar um Vôlei Futuro 100% em quadra depois de todo o trauma com o acidente com o ônibus na semana passada. As jogadoras ficaram com dores e cortes nos braços, treinaram pouco, mas chegaram de cabeça erguida para a partida e com o nome de Stacy em todas as camisas. Foi realmente pouco tempo para ficar pronto para o jogo.

Jaqueline encara o bloqueio de Paula Pequeno

Jaqueline encara o bloqueio de Paula Pequeno

Sem a líbero, que já está fora da UTI, a equipe sofreu no fundo de quadra. Mas, logo no começo, compensou com o coração em quadra, vibrando muito a cada ponto e saindo na frente. Entretanto, o Sollys/Osasco, inteiro para o confronto, mudou depois de uma bronca de Luizomar em um tempo técnhico no final do primeiro set. A equipe arrumou os erros do contra-ataque, começou a jogar o que sabia, virou o jogo ainda na primeira parcial e não perdeu mais a liderança, vencendo por 3 sets a 0 (leia mais detalhes da partida).

A equipe da casa venceu respeitando o adversário e fazendo o seu jogo. Em nenhum momento elas vibraram de forma desrepeitosa ou perderam o foco na partida. Fizeram o seu papel, que era aproveitar o fator casa e vencer. Já o Vôlei Futuro pecou no saque. Quando acertou uma boa passagem no serviço, como no terceiro set, conseguiu tirar a vantagem no placar. O time de Araçatuba bloqueou mais, mas sem saque não tem como vencer um conjunto forte e entrosado como  Sollys/Osasco…

Sábado as duas equipes voltam a se enfrentar. A tendência é um equilíbrio maior, já que o Vôlei Futuro terá mais tempo para se recuperar. Mas é como Paula Pequeno me disse em entrevista por e-mail, o campeonato não vai esperar a recuperação total (ou, segundo a imprensa, a Globo não quis que o jogo fosse marcado depois para que a final se mantivesse no dia 30 de abril….). O time terá que se superar e encarar essa semifinal.

Tandara pode sim ser uma opção como oposta porque tem potência no ataque. E é melhor contar com Neneca, mais alta, do que com Elis para completar na ponta. Foi com esse time que o Vôlei Futuro jogou o Paulista, é uma questão de entrosar novamente.

Do outro lado, o Sollys/Osasco deve manter a atenção no contra-ataque, como a partir da virada no primeiro set. A equipe está forte e Jaqueline, que perdeu parte da Superliga por causa de uma operação no joelho, está voltando à boa forma, mais segura no passe e no ataque. Se jogar com a mesma seriedade desta quarta, elas vão complicar e muito o jogo.

Ps.: Para quem vai viajar, bom feriado! E para quem está de castigo, como eu, seguimos com a Superliga para animar os dias até a Páscoa!

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