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Arquivo da Categoria Seleção masculina

domingo, 31 de maio de 2015 Seleção masculina | 13:35

Liga Mundial: Brasil estreia com estreias e duas vitórias

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Dois jogos, duas vitórias e estreias para a seleção masculina na Liga Mundial. Na sexta-feira, o Brasil venceu a Sérvia no tie-break e, neste sábado, marcou 3 sets a 1 no placar, novamente diante dos sérvios. Em quadra, a volta de Serginho como líbero e as estreias de Riad e Evandro com a camisa nacional no torneio. E o saldo do primeiro final de semana é positivo.

Divulgação/FIVB

Concentração de William no segundo jogo contra a Sérvia na Liga Mundial

O jogo da sexta-feira foi bastante equilibrado e valeu para já começar o torneio com ritmo acelerado. Já a partida deste sábado foi um pouco mais simples para o Brasil, que largou na frente e venceu os dois primeiros sets. O problema foi a terceira parcial. A Sérvia ficou o tempo todo na frente e, depois de abrir quatro pontos, viu o Brasil encostar. A seleção saiu de 13 a 7 para 13 a 12, mas não se segurou e perdeu o set. Pelo menos o jogo foi decidido no quarto set, com vitória brasileira.

E se na sexta os números foram praticamente os mesmos em bloqueios, saques e erros, desta vez a Sérvia facilitou. Eles deram 39 pontos de graça para  Brasil, que errou 21 vezes. Entretanto, foram melhores no saque e no bloqueio. O Brasil só se achou no bloqueio na reta final. Mas foram dois resultados positivos, que ajudam a dar ritmo e já embalar na competição. É bom começar contra rivais fortes.

E sobre as estreias e novidades, também boas impressões. Bernardinho, que cumpre suspensão da FIVB, deu lugar a Rubinho no comando. Serginho está de volta após três anos é o líbero que já conhecemos e dispensa maiores comentários. Aos 39 anos ainda é o dono da posição. Riad veio bem pelo meio neste sábado. Ele fez quatro dos sete pontos de bloqueio do Brasil e já está entrosado como levantador William. Foi o segundo maior pontuador do time (16 acertos), atrás apenas do oposto Wallace (19 bolas no chão). Evandro entrou como oposto nas inversões de 5-1, mas ficou pouco em quadra.

Nos fundamentos, senti falta do saque. Lipe e Isac são alguns jogadores que soltam o braço no viagem forçado. Mas Murilo, que voltou ao time nesta manhã, segue com o saque mais tático visto no Sesi desde as cirurgia no ombro. Isso pode facilitar a vida dos rivais. Vale prestar mais atenção e colocar mais pressão no serviço. Mas foram apenas os primeiros jogos, o primeiro final de semana… Tem muito ainda pela frente até a fase final no Rio de Janeiro

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terça-feira, 14 de abril de 2015 Seleção masculina | 21:28

Serginho de volta à seleção e caminho aberto para Leal

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Nesta semana o técnico Bernardinho convocou os 25 jogadores inscritos pela seleção brasileira para a disputa da Liga Mundial. A novidade foi a volta do líbero Serginho ao time. E a convocação tem dividido um pouco as opiniões…

Facebook/Sesi

Serginho está de volta à seleção brasileira

Pouco depois da lista ter sido divulgada, fiz um post na página do Mundo do Vôlei no Facebook perguntando o que a galera tinha achado da convocação. Nos comentários, assim como nas opiniões postadas na página oficial da CBV na rede social, a maioria elogiava o líbero vice-campeão da Superliga pelo Sesi e aprovava a volta. Lá na nossa página, um comentário me chamou a atenção.

“É claro que ele merece, mas tenho a impressão de que ele gostaria realmente de se aposentar e voltará pra seleção só porque é necessário. Infelizmente parece que não temos outro líbero perto do nível dele, aí foi preciso chamá-lo. Duvido que precise chamar Fabi de volta pra seleção feminina. Camila Brait dá conta”, escreveu Clarinha Souza.

A volta de Serginho partiu de Bernardinho e não do líbero. Foi o técnico quem fez o convite e o jogador aceitou. Não quero questionar nem de longe a qualidade de Serginho, realmente o melhor líbero do Brasil em muito tempo, mas se foi preciso recorrer a ele para pensar em Liga Mundial e talvez em Olimpíada significa que algo faltou no processo de renovação. E isso preocupa porque Serginho já tem 39 anos e por mais que seja bom e ame voleibol, não jogará para sempre.

E Bernardinho também já disse que o líbero terá um tratamento diferenciado na seleção, que viajará menos e será poupado, afinal, não é mais um garoto e ainda tem “parafusos nas costas” como o próprio Serginho já disse. As dores podem ter melhorado, mas ritmo de seleção não é fácil e também por isso ele quis se aposentar depois das Olimpíadas de Londres, em 2012.

Que ele volte para jogar de fato, e não ser apenas um líder. Sim, ele é um excelente líder e também não estou colocando isso em dúvida. Só que a seleção precisa de mais do que mais um líder. Precisa de um bom líbero.

Leal e as outras posições

Divulgação/CBV

Leal venceu a Superliga com o Cruzeiro e foi eleito o melhor jogador da decisão

Também vi alguns comentários criticando algumas posições na convocação de Bernardinho. Vi gente pedindo, por exemplo, Canuto na vaga de Maurício Borges. Ou reclamando da escolha por Samuel, do Minas. Eu ainda espero ver Murilo de volta ao que era antes da cirurgia e dos problemas no ombro. Ele quase não pontou na fase final da Superliga, mesmo dizendo que já estava com o ombro zerado. Espero que volte logo aos ataques e saques e não ajude apenas na defesa… Dá tempo de tudo isso até a Liga Mundial?

Veja a lista completa de Bernardinho para a Liga Mundial

Falando em ponteiros, Bernardinho também deixou aberto o caminho para o cubano Leal na seleção brasileira. O jogador não atua por Cuba desde 2010 e poderia jogar pelo Brasil se pedisse para se naturalizar. Seria um ótimo reforço, afinal, é um excelente atacante e já mais do que mostrou isso no Sada Cruzeiro. Sim, ele poderia tirar uma vaga de um brasileiro, mas se conseguisse completar o processo de naturalização até as Olimpíadas, seria uma ajuda e tanto na busca da medalha em casa. Vamos esperar as cenas dos próximos capítulos.

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segunda-feira, 5 de janeiro de 2015 olimpíadas, Seleção feminina, Seleção masculina | 13:17

2015 no vôlei

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Feliz Ano Novo, galera! E a temporada 2015 no vôlei já começa nesta semana, com a volta da Superliga, e tem mais pela frente. É ano de Pan-Americano e Copa do Mundo, que vale vaga para as Olimpíadas de 2016. Esperamos que seja o ano também para resolver os problemas e denúncias de irregularidade na CBV.

Fim dos escândalos?

Foi noticiado pela ESPN em fevereiro de 2014 que empresas recebiam comissão da confederação em cima de contrato de patrocínio negociado diretamente entre a entidade e o Banco do Brasil. Assim começou o escândalo no vôlei brasileiro. E no final de 2014, em dezembro, veio o relatório da Controladoria Geral da União apontando o desvio de R$ 30 milhões por parte de cartolas durante a gestão Ary Graça. O Banco do Brasil ainda suspendeu o patrocínio ao esporte e os jogadores fizeram protestos e cobraram respostas.

Agora, ano novo, os problemas serão solucionados? Que o assunto não seja esquecido que os culpados sejam, de fato, punidos. E, como já disse por aqui, que os jogadores sigam com as cobranças e com voz ativa.

Liga Mundial e Grand Prix

divulgação

Seleção feminina faturou o 10º título do Grand Prix em 2014

No feminino, a seleção, atual campeã, vai buscar o 11º título na competição. Já os homens não conquistam o título desde 2010 e vêm de duas pratas seguidas. A medalha de 2014 teve cara de superação. O Brasil tropeçou na primeira fase, com derrotas para Itália, Polônia e Irã. O time se recuperou já na parte final da classificação e chegou às finais. Apesar do embalo, perdeu para os Estados Unidos na decisão por 3 a 1.

Agora terá a chance de volta ao topo na Liga, só não se sabe onde. Também em dezembro de 2014, a CBV mandou uma carta à FIVB dizendo que não seria a sede da fase final do torneio. Seria uma resposta às punições dadas a Bernardinho e jogadores no Mundial. Entretanto, no comecinho de janeiro, o site da FIVB fez uma série de matérias sobre o ano e lá ainda aparece o Brasil como a casa da final da Liga Mundial 2015.

Leia mais: CBV pode receber multa e suspensão por desistir de sediar final da Liga Mundial-2015

Copa do Mundo e as vagas olímpicas

O torneio pode não ter apelo da Copa do Mundo de futebol, mas vale ficar de olho porque é a primeira chance de classificação para as Olimpíadas de 2016, no Rio de Janeiro. O torneio será do final de agosto a setembro, no Japão.

Em 2011, a seleção masculina conseguiu com dificuldade a vaga depois de ficar em terceiro lugar. Já a equipe feminina decepcionou e acabou apenas em quinto e teve que conquistar o lugar em Londres no pré-olímpico. Tudo compensado pelo ouro olímpico depois.

O Brasil já está classificado para 2016 por ser o país-sede, mas vale ver a disputa pelas outras vagas. E além da Copa do Mundo, outros torneios serão classificatórios em 2015. Os mais bem colocados ainda não classificado de cada campeonato continental no ano também estarão nas Olimpíadas. As últimas vagas serão disputadas em pré-olímpicos mundiais em 2016.

Pan-Americano 2015

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Peixinho para comemorar ouro no Pan 2011

A cidade de Toronto, no Canadá, será a sede dos Jogos Pan-Americanos 2015 em julho. Há quatro anos o Brasil foi ouro no masculino e no feminino em Guadalajara. Repete o pódio duplo agora? Em 2011, levou a seleção masculina B porque o foco daquele ano era a Copa do Mundo. Agora a vaga olímpica está assegurada, mas Marcus Vinicius Freire, superintendente do COB, comentou em entrevista a Marcelo Laguna, colega daqui do iG, que mais uma vez o vôlei masculino não deve contar com força máxima.

Para homens e mulheres, a preocupação é com os Estados Unidos. Se eles jogarem com o time completo, a história se complica. Em 2014, eles estiveram no caminho do Brasil. No feminino, passearam sobre o time de José Roberto Guimarães na semifinal do Mundial. E no masculino, venceram a final da Liga. Veremos…

Nossas seleções

2015 tem mudanças e boas perspectivas sobre os elencos das seleções masculina e feminina. Jaqueline, por exemplo. Ela voltou ao time titular no Grand Prix e foi um dos destaques do ano. Depois de ter chorado, conseguiu contrato com o Minas e se mantém na ativa para seguir firme também na seleção.

Camila Brait segue como líbero da seleção feminina

Camila Brait segue como líbero da seleção feminina

Ainda falando em seleção, o ano será de mais chances para Camila Brait. A líbero se fez ao lado de Fabi, mas a veterana se aposentou da equipe nacional no meio de 2014 e agora ela tem cada vez mais espaço. E tem talento para corresponder.

Também queria ver mais atuações da Carol na seleção. Ela foi convocada por Zé Roberto e, apesar de ser uma central baixa, é ágil e tem um excelente saque. Já foi destaque no time do Rio de Janeiro e pode ganhar mais espaço também.

Entre os homens, espero a volta de Murilo. Em 2014 ele conseguiu recuperar a forma e a confiança depois de uma cirurgia no ombro. Ele foi melhorando ao longo da Liga e foi bem no Mundial, voltando a sacar e atacar com segurança. Agora, se recupera de outra cirurgia. Que volte bem mais uma vez.

Mas isso tudo pode mudar… Com os escândalos no vôlei, jogadores como Murilo chegaram a falar em fazer boicote à seleção até que tudo seja esclarecido. Se essa for a alternativa para que as respostas e os culpados apareçam, por que não?

E você? O que espera de 2015 para o vôlei?

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domingo, 21 de setembro de 2014 Seleção masculina | 19:21

Polônia é campeã mundial e deixa o Brasil com frustração da prata

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A Polônia é campeã mundial masculina de vôlei. Os donos da casa honraram a festa da torcida, venceram o Brasil na decisão por 3 sets a 1 (18/25, 25/22, 25/23 e 25/22) e ficaram com o ouro. Para a seleção brasileira, a frustração de mais uma prata. Sim, um segundo lugar em um Campeonato Mundial tem o seu valor, mas no caso do jogo deste domingo também é dolorido. A Polônia foi bem, principalmente na virada de bola, e o Brasil errou mais e deu pontos quando não poderia, principalmente no final do quarto set.

Divulgação/FIVB

Polônia comemora ponto em quadra e torcida faz festa na arquibancada

A partida teve momentos parecidos com a semifinal brasileira. No primeiro set, a seleção, assim como na partida contra a França, foi arrasadora. Além de encaixar o bloqueio, com cinco pontos no fundamento, soube defender e dar cobertura. Venceu e parecia que iria encaminhar o jogo. Mas não foi nada disso.

A partir do segundo set, o Brasil conseguiu ficar poucas vezes à frente do placar. E se encostava ou finalmente tinha uma pequena vantagem, não aproveitava. No segundo set, na passagem de Bruninho pelo saque, saiu do 17 a 11 para deixar o jogo igual. Logo depois, os poloneses voltaram a atacar e fecharam. Na parcial seguinte, a Polônia liderou e no quarto set, quando o Brasil precisava levar o jogo para o tie~break para seguir com chances, a situação se repetiu. Já na parte final o time brasileiro colocou dois pontos de vantagem. Seria segurar a virada de bola e tentar fechar o set. Mas aí apareceram os erros. A Polônia foi marcando, fez um bloqueio, agradeceu dois ataques errados brasileiros e fechou o jogo em um belo contra-ataque.

Os poloneses honraram a festa armada neste Mundial. O torneio teve jogo em estádio de futebol e uma torcida apaixonada e fiel em todas as partidas. Neste domingo na final era impressionante a quantidade de gente que estava do lado de fora do ginásio para acompanhar a partida pelo telão. Foi uma festa e tanto, coroada pelo ouro.

Em quadra, os destaques da final foram o experiente levantador Zagumny e o ponteiro Mika. Zagumny saiu do banco e deu ritmo ao ataque polonês, deixando diversas vezes seus jogadores diante de um bloqueio simples. E Mika, com aquela expressão serena, foi o nome no ataque. Foi o melhor atacante da partida, com 19 bolas no chão. Deu muito trabalho ao bloqueio brasileiro.

Do lado nacional, os problemas começaram com a inversão de 5-1. Desde a Liga Mundial, com Rapha como levantador reserva, essa inversão tem ido muito bem. Na final não foi. Vissotto entrou e levou bloqueios. Rapha não conseguiu mudar o jeito do jogo. Mas tudo bem, esse não foi o maior problema. Acho que o que faltou o Brasil foi decisão. A seleção passou o jogo inteiro ali, colada no placar, mas não cresceu no final. Aquela cobertura e marcação do bloqueio do primeiro set se perderam ao longo da partia. E ali, no finalzinho, foram erros que custaram o jogo.

Fica o sentimento de frustração com a prata, ainda mais depois de três ouros seguidos em Mundiais e depois de outras pratas como nas Olimpíadas ou na Liga Mundial. entretanto, a temporada da seleção foi em uma crescente. Passou sufoco na Liga, chegou às finais e, agora, fez um bom Mundial. Foi muito bom ver Murilo de volta à boa forma, principalmente no passe. Ou Lucarelli com seus 22 anos e sendo decisivo no ataque. Mas ainda falta um pouco. Como nesta final… Faltou mais de Mário Jr no passe e nos golpes de vista. Na dúvida, vá na bola! Faltou um pouco de malícia para explorar o bloqueio. Faltou o saque de Lucão, tão importante em outros torneios. Enfim, faltou colocar a bola no chão ali ni finalzinho.

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sábado, 20 de setembro de 2014 Seleção masculina | 15:15

E o Brasil está na quarta final consecutiva do Mundial

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*atualizado

Deu Brasil na semifinal do Mundial de vôlei! A rival França poderia teoricamente ser mais fácil por não ser um time de tanta tradição e também não muito alto. Mas eles sabem sacar e explorar o bloqueio e o jogo foi complicado. O Brasil comandou o primeiro set, sofreu com o ataque francês, principalmente do ponteiro Ngapeth, mas fechou a partida no tie-break (25/18, 23/25, 25/23, 22/25 e 15/12) e está na final.

No primeiro set, o Brasil foi arrasador, principalmente no bloqueio. Foram quatro pontos até a primeira parada técnica. E a parcial seguiu assim, com tranquilidade e a seleção marcando bem, defendendo e atacando. A vitória foi fácil. Mas se isso é uma semifinal de Mundial e nada seria tão simples…

Falamos muito aqui do passe do Brasil, de como a recepção cresce com Murilo e tal. Pois é, a partir do segundo set nada disso deu certo. A seleção ficou sem passe e passou e errar mais. Com isso, a França cresceu e o jogo ficou bem mais equilibrado. E se o lado de cá sofria com passe, a França melhorava no ataque e no saque.

O time brasileiro perdeu o segundo set e venceu o terceiro, quando voltou a bloquear mais. Daria para fechar no quarto set, mas aí a França já tinha aprendido a jogar contra o Brasil de vez. Se o bloqueio estava alto, os franceses exploravam. Se o passe estava ruim, os franceses forçavam o saque. Foi assim que Ngapeth virou o grande nome da partida, marcando pontos seguidos no ataque, praticamente todos explorando o bloqueio brasileiro. E Le Roux deu trabalho no saque.

Com esses ataques bem explorados, a França, com Ngapeth dominando o jogo, levou a partida para o tie-brak. Só que aí o bloqueio brasileiro reapareceu, o time cresceu de novo e acabou o jogo.

No final, do lado da França, Ngapeth foi o nome. Quando ele passou a virar, o time foi junto e deu muito trabalho ao Brasil. No Brasil, destaque para Sidão, bloqueando em momentos importantes e também muito bem no ataque, e para Lucão, que recebeu as velhas conhecidas bolas de meio de Bruninho e correspondeu. No saque, vale ressaltar a atuação de Lipe. Ele entrou em todos os sets só para sacar e saiu com dois aces e serviços bem colocados. E geralmente quem vem do banco está frio e não arrisca tanto, ou erra ao arriscar. Mas Lipe cumpriu muito bem o seu papel.

E para completar, vale falar de Lucarelli. O ponteiro fez lindos pontos pela bola de fundo, mas pecou em alguns ataques, encarando demais o bloqueio e levando toco. Ainda assim, é com ele e Murilo a melhor formação. Assim Murilo ajuda no passe e ele sobre no ataque.

Agora é mais uma final! Quarta consecutiva! A adversária será a Polônia, dona da casa, e o jogo será neste domingo, com transmissão do Sportv a partir de 15h. Vem o tetra por aí?

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quarta-feira, 17 de setembro de 2014 Seleção masculina | 23:50

Sacrifício vale a vaga na semifinal no Mundial

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Segunda fase do Campeonato Mundial, uma vitória e uma derrota para o Brasil, a vaga na semifinal assegurada e uma certeza: o sacrifício valeu a pena! Diante da Rússia, na última partida da fase anterior, Wallace (entorse no tornozelo esquerdo), Sidão (dor nas costas) e Murilo (estiramento na coxa direita) saíram machucados. Contra a Polônia, na terça-feira, Sidão conseguiu atuar, mas Wallace só entrou nas inversões e Murilo sequer foi relacionado. O Brasil perdeu por 3 sets a 2. Nesta quarta, era preciso vencer a Rússia mais uma vez para seguir no torneio e todo mundo foi para quadra. E a seleção atropelou os russos por 3 sets a 0.

Divulgação/FIVB

Murilo voltou ao time titular na vitória por 3 a 0 sobre a Rússia no Campeonato Mundial

Dos machucados, quem faz mais falta ao time é Murilo. Desde que voltou na Liga Mundial, ele é peça fundamental para a recepção. Lipe foi titular contra a Polônia na vaga de Murilo. Com ele, o Brasil ganha mais uma opção no ataque. Lipe foi o terceiro melhor atacante da partida (colocou 13 bolas no chão no total) e ainda fez três bloqueio. Entretanto, com ele, o fundo de quadra acaba um pouco pior. Mario Junior fica sobrecarregado e Lucarelli tem que ajudar mais no passe também. E Lucarelli vive uma excelente fase no ataque e melhorou no passe, mas ainda não é o Murilo.

Nesta tarde, contra a Rússia, Murilo foi para o sacrifício e voltou a ser titular. E a atuação dele na recepção foi até melhor que a de Mario Junior. Enquanto o ponteiro teve um aproveitamento de 57,89%, o líbero ficou nos 55.56%. Na rede, Murilo fez quatro pontos no ataque e um no bloqueio. Aí está o exemplo de que o Brasil com Lipe pode ganhar na rede, mas fica com mais volume de jogo com Murilo. E no caso da nossa seleção, que joga muito bem com os meios, vale, e muito, ter um bom fundo de quadra e passe na mão de Bruninho.

Além disso, o Brasil segue bem no saque e esse fundamento ajudou a diante dos russos, por exemplo. A seleção abriu vantagem com bons saques no primeiro e no segundo set. E ainda fez uma série de bloqueios (fundamento que, como sabemos, é ajudado por um saque que quebra a recepção rival) que levaram até o match point. Para fechar, uma ajuda dos russos com toque na rede.

O sacrifício de Murilo compensou para o passe. E ainda inspirou Wallace, que também ignorou a dor no entorse no tornozelo e foi titular e ainda terminou o jogo como segundo maior pontuador, com 14 acertos, atrás de Lucarelli, que fez 15 pontos.

Leia mais: Ignoramos a provocação e isso até incomodou o time deles, diz Wallace

Wallace também destacou outro ponto importante. Depois de tanto sofrer diante dos russos, o Brasil aprendeu a encarar o rival não apenas recepcionando bem e marcando os gigantes rivais, mas também mantendo a cabeça no lugar. Jogo contra a Rússia é jogo de provocação na cara o tempo todo e, como Wallace disse, os brasileiros souberam ignorar isso. E o oposto tem razão quando fala que ignorar pode até irritar ainda mais do que responder. Quem gosta de ser ignorado? Ninguém. E o melhor jeito de responder a uma provocação é deixar o cara falando sozinho e ainda aplicar um 3 a 0 no placar.

Que venha a semifinal!

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segunda-feira, 15 de setembro de 2014 Seleção masculina | 10:48

Nove vitórias em nove jogos e vida dura daqui para frente no Campeonato Mundial

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A seleção masculina terminou a fase de classificação do Campeonato Mundial com nove vitórias em nove jogos depois de passar pela Rússia por 3 a 1 neste domingo. Só que esses resultados ajudam apenas para empolgar o time para a fase de mata-mata, já que a liderança não amenizou em nada os próximos confrontos.

Divulgação/FIVB

Recepção do Brasil em ação contra a Rússia no Mundial

Depois de um sorteio ainda no domingo, o Brasil caiu na chave de Rússia e Polônia na próxima fase. Do outro lado estão França, Irã e Alemanha. Os dois melhores de cada chave fazem a semifinal. Pois é, após o primeiro lugar a seleção está no grupo da morte. Coisas de sorteio…

Leia mais: Brasil terá Polônia e Rússia pela frente na terceira fase do Mundial masculino

E o pior não é isso, porque o time só cresce desde os tropeços do começo da Liga Mundial e sempre tem aquela velha história, de que equipe que quer ser campeã não pode escolher adversário. Mas o que preocupa agora são as lesões. Wallace saiu do jogo contra a Rússia ainda no começo da partida, depois de um entorse no tornozelo ao voltar de um bloqueio. Sidão teve dores no joelho e Murilo sentiu uma fisgada na coxa. Todos seriam reavaliados nesta segunda-feira.

Os três tem todos os méritos, mas acho que Murilo é quem mais pode fazer falta. Ele voltou a jogar como antes na Liga Mundial e é um excelente passador e o Brasil vai precisar disso contra os saques forçados de russos e poloneses. Inclusive isso chamou a atenção no domingo. Mesmo com ótimo saque, também vimos ótimos passes no Brasil x Rússia.

Eu sigo na cobertura de eleições e na torcida pelo Brasil nessa reta final de Mundial! Como disse Leandro Vissotto depois da vitória de ontem, agora que o campeonato começa de verdade!

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segunda-feira, 11 de agosto de 2014 Diversos, Seleção masculina | 11:01

30 anos da prata que marcou uma história

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Seleção brasileira com a prata no pódio nas Olimpíadas de Los Angeles 1984

Seleção brasileira com a prata no pódio nas Olimpíadas de Los Angeles 1984

No dia 11 de agosto de 1984 a seleção masculina de vôlei estava em quadra diante dos Estados Unidos para o jogo mais importante da história da modalidade até ali. Pela primeira vez o time nacional estava na segunda fase de uma Olimpíada. Pela primeira vez o vôlei era acompanhado por brasileiros apaixonados por aqueles novos ídolos. E pela primeira vez o Brasil era favorito ao ouro olímpico. Entretanto, naquele 11 de agosto, a equipe comandada por Bebeto de Freitas e com nomes como Montanaro, William, Bernard, Renan, Xandó, Bernadinho e companhia perdeu por 3 a 0 para os americanos e voltou para casa com a prata.

Você se lembra da geração de prata? Começou a seguir vôlei com eles? Deixe seu comentário no post e conte sua história

Choro e decepção? Sim, afinal a chance do primeiro ouro era real, já que o Brasil havia vencido os Estados Unidos nove vezes naquele ano e a então fortíssima União Soviética não estava nas Olimpíadas de Los Angeles em resposta ao boicote dos americanos aos Jogos de Moscou quatro anos antes. E o Brasil tinha passado pelos rivais da decisão na primeira fase das Olimpíadas, com 3 a 0 o placar. Mas na final veio a prata e o nome de uma geração que pode ter falhado, mas que carregará para sempre o mérito de ter apresentado o vôlei ao país.

Nasce uma geração para apresentar o vôlei

A medalha de prata completa 30 anos nesta segunda-feira. “É a prata mais valorizada”, disse uma vez William, levantador daquela geração. O segundo lugar não costuma fazer sucesso, mas com aquela equipe foi ao contrário. A história começou antes, em 1981, o primeiro ano da modernização do esporte. A partir dali, o vôlei passou a ganhar ares de profissional, com dois treinos por dia e mais estrutura aos jogadores, que até pouco tempo antes chegavam aos campeonatos internacionais e lá descobriam que existia algo chamado manchete que poderia ser usado na recepção.

E a geração de prata nasceu em 1982. Naquele ano o Brasil sediou o Mundialito no Rio de Janeiro e foi campeão diante da antiga União Soviética, potência da época. Depois, em setembro, embarcou para a Argentina e aos poucos foi caminhando no Campeonato Mundial. Acabou com a prata, depois de perder para a mesma URSS, mas voltou para casa como ídolo. Os jogadores foram recepcionados nos aeroporto e ali começava uma paixão pelo vôlei.

Seleção da geração de prata do vôlei brasileiro

Seleção da geração de prata do vôlei brasileiro

Dois anos depois, as Olimpíadas de Los Angeles. Como disse lá no início do texto, o Brasil já chegou como um dos favoritos. Mas levou um 3 a 0 com placar de 15/6, 15/6 e 15/7 na decisão. É claro que o sentimento ali, logo após a derrota na casa dos rivais, era ruim. Badá, por exemplo, retirou a medalha do pescoço logo depois que a recebeu e ficou sem ela no pódio. Demorou um tempo até a derrota ser assimilada, mas depois veio o reconhecimento.

A geração dos anos 80 foi, sim, uma equipe que ficou como segundo lugar, mas que ensinou o que é vôlei ao brasileiro. Foi nessa época que o esporte ganhou espaço na TV com o saudoso Luciano do Valle. Foi essa geração que mostrou os talentos do Brasil e os levou a atuar em times do exterior pela primeira vez. Foram eles também quem criaram o saque Viagem, por exemplo. E o serviço apareceu em uma brincadeira em quadra. Montanaro uma vez me contou que os jogadores, encabeçados por William, disputava quem era o mais forte e sacavam dessa maneira, soltando o braço depois de lançar a bola. A ideia pegou e virou o saque “Viagem ao fundo do mar”, hoje apenas “viagem”. E quem não se lembra do “Jornada nas Estrelas” de Bernard? Mas nem todos sabem que isso não foi invenção do atacante. Ele tomou como base o saque usado pelos tchecos na década de 50 e aí fez o seu “jornada”.

Idolatria, fama e vaidade

E também foi com essa geração que nasceram os ídolos e os símbolos sexuais no esporte. Quantas e quantas adolescentes dos anos 80 não foram apaixonadas por Renan? Daí também vem a lição da geração de prata. Naquela final olímpica, a equipe dos Estados Unidos teve uma excelente atuação, mas o Brasil também foi responsável pela prata. “Um quis aparecer mais do que o outro. Foi a medalha de ouro mais certa que a gente deixou escapar. Foi muita vaidade”, afirmou Amauri, único daquele time a conquistar o ouro nas Olimpíadas de Barcelona, em um papo há alguns anos.

Pela primeira vez, os jogadores de vôlei faziam sucesso com público e imprensa. Os times conseguiam patrocínio e eles, fama, campanhas publicitárias e dinheiro. Isso subiu à cabeça, como lembra Amauri. Eles não souberam lideram com esse novo cenário, se deslumbraram e, como já comentou Montanaro, esqueceram de pensar em vôlei. “A fama subiu à cabeça de todos“. A geração de desfez e ensinou também o que não deveria ser feito em um grupo.

30 anos depois… 

Nos anos 80 o Brasil mostrou que poderia ganhar em outro esporte coletivo e não apenas no futebol. E talvez o fiasco da seleção na Copa do Mundo de 1982 tenha até ajudado a criar os ídolos do vôlei com o vice no Mundial daquele ano. Será que a história se repete? A Copa de 2014 ficará marcada por aquele 7 a 1 que a equipe de Felipão levou da Alemanha. E daqui a pouco teremos os Mundiais masculino e feminino. Bernardinho pode levar o time ao inédito tetra seguido. E Zé Roberto, com a seleção feminina, pode conquistar o único título que falta ao elenco e sepultar de uma vez por todas os fantasmas das finais contra a Rússia. Será que 30 anos depois de uma grande história, o vôlei do Brasil escreve outra?

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sábado, 2 de agosto de 2014 Diversos, Seleção masculina | 15:34

Giba se despede e leva no currículo a contribuição para um novo vôlei do Brasil

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Giba com a medalha de ouro e coroa nos Jogos Olímpicos de Atenas, em 2004

*atualizado

O dia 1 de agosto vai fazer um pouco de parte da história do vôlei. Foi o dia que Giba anunciou a sua aposentadoria das quadras. A decisão já era esperada, afinal o jogador já tem 37 anos e estava sem atuar. Mas trata-se de um atleta que conquistou ao menos uma vez todas as competições que participou, incluindo Olimpíadas e Campeonato Mundial, foi diversas vezes melhor dos torneios, também incluindo Olimpíadas e Campeonato Mundial, e se tornou o nome mais famoso da Era Bernardinho. Ele merece respeito!

Giba começou a jogar em 1989 e chegou à seleção em 1995, ainda sob o comando de José Roberto Guimarães. Passou pela fase de baixa do time sob o comando de Ramadés Lattari, foi reserva de Giovane e ganhou de vez espaço para fazer história quando Bernardinho chegou ao time, em 2001. Aí foram títulos, como Ligas Mundiais, Olimpíada de Atenas, tri no Mundial e mais. Sem contar as seis vezes como MVP. E no meio do caminho veio a parceira com Ricardinho, que ajudou a mudar o jeito de jogar do Brasil.

E esse novo jeito de jogar é o motivo de Giba ter sido brilhante em quadra. Com 1,92m, Giba nunca foi o atacante mais alto, mas era um dos mais velozes e Ricardinho soube explorar. Quantas vezes já escutamos do narrador que ele parava no ar antes de bater? Pois foi esse tempo de bola diferenciado e a velocidade de braço que o fizeram o atacante decisivo. E essa maneira de jogar que recolocou o Brasil no topo do mundo no vôlei.

Ao longo da carreira, Giba foi notícia não apenas pelos ataques e defesas. Em 2002, foi flagrado na Itália no exame antidoping por maconha e em uma atitude honesta, assumiu ter consumido a droga. Depois, em 2004, conheceu a filha Nicoll pela TV Globo, já que estava com o Brasil nas Olimpíadas de Atenas quando a menina nasceu. Também não herdou apenas o posto de ponteiro da seleção de Giovane, mas também o de ‘muso’ da seleção, arrancando muito suspiros por aí.  Isso sem falar que ganhou o seu bordão de Galvão Bueno, o Giba neles, e ainda criou a marca registrada do El Bigodon em decisões.

Arquivo

Giba consola Bruno no pódio em Londres. Despedida da seleção foi com a prata olímpica

Sim, Giba também viveu polêmicas. Recentemente, saiu mal visto pela torcida do Taubaté depois de ter começado no time e decidido jogar nos Emirados Árabes. Fora das quadras, ainda vive turbulências desde a separação com a ex-jogadora Cristina Pirv. Mas vale ressaltar o que ele fez com a bola nas mãos.

Eu me lembro de acompanhar vôlei desde 92. Lembro de Giba na seleção com Lattari e nos primeiros times. A primeira vez que o vi no ginásio foi ainda pelo Chapecó, em São Caetano, em 97 ou 98. E essa velocidade do braço e a plástica no ataque sempre chamaram a atenção.

Teve também o Giba líder. O que foi o maior pontuador da final olímpica contra a Itália em Atenas 2004, por exemplo, e que foi um dos grandes nomes em uma década. Mais um momento de líder e, para mim, a imagens das Olimpíadas de Londres, é  dele no pódio, consolando Bruninho às lágrimas depois da prata. Ali era o fim de uma era, já que ele já tinha anunciado que não defenderia mais a seleção. E agora é a vez do adeus definitivo. Obrigada, Giba!

P.s.: Enquanto isso, o Brasil estreou com três vitórias no Grand Prix e com volta de Jaqueline ao time titular depois de ter ficado parada para ser mãe de Arthur. Na próxima semana a equipe feminina joga em casa

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terça-feira, 22 de julho de 2014 Seleção masculina | 09:54

Qual a lição do vice na Liga Mundial?

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Como a gente viu, o Brasil acabou com a medalha de prata na Liga Mundial. Depois de atropelar a Itália em um excelente jogo na semifinal, a equipe de Bernardinho fez um jogo equilibrado, mas perdeu para os Estados Unidos na decisão e ficou com o vice, mais um.

A final, pelo menos, já foi melhor que no ano passado, quando o time brasileiro foi liquidado pela Rússia. Dessa vez foi um 3 a 1 no placar (31/29, 21/25, 25/20 e 25/23), mas a partida foi de igual para o igual e os americanos venceram porque, como sempre, tiveram mais paciência para trabalhar a bola e forçaram muito bem o saque. Se eles não têm mais Stanley, algoz do Brasil na final olímpica de 2012, eles contam com Christenson e com Muagututia. O ataque foi ajudado pela defesa bem colocada e finalizado por Sanders e Anderson.

Divulgação/FIVB

Seleção brasileira masculina no segundo lugar no pódio da Liga Mundial

Já o Brasil sabe que pode contar, por exemplo, com Lucarelli. Ele foi um dos poucos a se destacar naquela derrota para o Irã na fase final e marcou 14 pontos na final. Com ele, Bruninho voltou a fazer a pipe, jogada de meio fundo. Wallace arrasou a Rússia no bloqueio e no ataque na primeira partida dessa etapa e foi o maior pontuador da decisão. Bom, nemé necessário falar de Bruninho com Lucão pelo meio. E é ótimo ver Murilo em ação novamente, como até já comentamos aqui. Ele está confiante de novo no ataque e é uma segurança e tanto na linha de passe.

E ainda: Lucão, Lucarelli e Wallace levam prêmios individuais

Entretanto, aí também pode estar um problema da seleção. Sem Murilo, o passe do Brasil caiu muito. E isso me lembra uma característica de todos os times campeões de Bernardinho. O técnico tinha seus titulares e um banco de reservas a altura. E agora? O time perdeu Lipe e Maurício por lesão e usou Lucas Lóh, mas o jovem ainda não está pronto. Já a inversão de 5-1 ganhou volume com Rapha ao lado de Vissotto, já que os dois sabem muito bem atuar juntos. Mas muitas vezes a bola do oposto é lenta e não ajuda.

Leia mais: Bernardinho viu Brasil abaixo do ideal na final da Liga Mundial: ‘Aprendemos uma lição’

O vice da Liga Mundial deixa um aprendizado, como disse o próprio Bernardinho. “Os Estados Unidos controlaram o jogo. Eles tiveram uma boa defesa, mantiveram a bola viva. Nós cometemos muitos erros e estamos frustrados, mas aprendemos uma lição. Precisamos melhorar para o Campeonato Mundial”, falou o técnico. Sim, vai ser preciso fortalecer o elenco e melhorar pontos como o saque, muito aquém em diversas partidas.

Porém, não é preciso ser tão rígido. A Liga Mundial mostrou que o Brasil pode ser o Brasil. A equipe teve uma reação e tanto para chegar à fase final e isso não deve ser ignorado. Quando os titulares voltaram, o time se achou e fez ótimas partidas. Acho que vale pensar em elenco e como seguirá a renovação, mas também acho que dá para sonhar agora com um bom resultado no Campeonato Mundial. A derrota na final faz parte, acontece. Mas o que fica é a superação e o crescimento do time.

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