Publicidade

Arquivo da Categoria olimpíadas

quarta-feira, 29 de abril de 2015 olimpíadas, Seleção feminina, Superliga | 08:00

“Eu voltei para onde eu queria”, diz Natália, campeã da Superliga

Compartilhe: Twitter

*atualizado

Natália foi a maior pontuadora da final da Superliga, faturou o título com o Rexona/Ades e ainda acabou como a segunda melhor atacante do campeonato. A temporada 2014/2015 será lembrada pela ponteira não só pela medalha de ouro, mas por uma espécie de recomeço. “Eu voltei para onde eu queria”, diz Natália em um papo exclusivo com o Mundo do Vôlei.

Facebook/Rexona-Ades

Emoção de Natália na final da Superliga

A jogadora teve um tumor benigno na canela esquerda e passou por duas cirurgias em 2011. Logo se recuperou, voltou a jogar e até foi para as Olimpíada de Londres. Mas faltava alguma coisa. Faltava ser a Natália desta Superliga.

“Na temporada que fiz aqui no Rio (2011/2012) e na que fui para Campinas (2013/2014), eu não tinha conseguido voltar a jogar porque não estava bem fisicamente. Eu ainda tinha dores na canela, não conseguia saltar. E a minha principal característica sempre foi a força”, lembra. E ela reconhece que precisa da potência para atuar bem. “Eu nunca fui aquela jogadora habilidosa que consegue ficar dando na mão de fora [do bloqueio] e fazendo mil coisas. Eu sempre dependi muito do meu salto e da minha força”, afirma.

Ela fala que, ainda na época do Campinas, as dores na canela passaram, mas ainda faltava recuperar todo o físico e isso abalou a confiança em quadra. “Chega uma hora que bate o desespero porque a cabeça está acostumada com uma coisa e o corpo não respondia ao que eu queria fazer”, confessa.

A jogadora diz ainda que teve medo de não voltar ao alto nível. “Principalmente depois da segunda cirurgia”, pontua.  Na operação, além de ter que colocar uma haste no lugar de parte do osso, precisou fazer um enxerto. “Ninguém do esporte tinha feito isso ainda. Era um caminho que ninguém sabia onde ia dar. Logo que voltei, sentia muita dor. E sabia que dependia da minha força e aquilo me incomodava muito”, recorda.

A plena forma só foi recuperada agora, depois de trabalho físico e apoio de técnicos, como Bernardinho no time carioca e Zé Roberto na seleção, e companheiras. “Essa realmente foi a temporada que eu melhor respondi fisicamente, de voltar a saltar o que eu saltava antigamente, e isso fez eu me sentir muito feliz. A comissão técnica e as meninas me ajudaram muito para eu poder me reerguer e voltar a jogar como eu jogava antes. Estou me sentindo muito bem”, avalia.

Olimpíadas de verdade

Natália disputou a primeira Olimpíada em Londres, 2012, e foi convocada por José Roberto Guimarães mais para compor o grupo do que para jogar de fato. Agora a história é outra. Os Jogos de 2016, no Rio, podem ser as primeiras Olimpíadas de fato da ponteira.

“Em Londres eu estava totalmente em recuperação. Agora vai ser uma grande oportunidade, ainda mais aqui no Brasil. Sempre tem a pressão por ser em casa e eu estou pronta para poder realmente lutar por uma vaga e até mesmo ser titular da equipe. Eu me sinto assim, estou com uma confiança diferente hoje porque eu vi o que posso fazer”, afirma.

Bernardinho x Zé Roberto

Natália conhece muito bem esses dois. Sua primeira convocação para a seleção adulta e o começo do trabalho com Zé Roberto foi aos 16 anos. Recentemente, teve Bernardinho ao seu lado no momento que estava frágil e buscando se encontrar de novo em quadra. Fica difícil escolher.

Reprodução/Instagram

Natália foi destaque da temporada pelo Rexona/Ades

“Os dois têm lugares muito especiais dentro de mim e os dois foram responsáveis pelo que sou hoje”, garante a jogadora. “O Zé sempre foi muito protetor e preocupado. Até no ano passado, que eu estava ainda psicologicamente abalada, ele perguntava como eu estava e queria ajudar. E na Olimpíada, quando ele me levou, ele sabia que não poderia ajudar tanto dentro de quadra, mas ele me achava importante para o grupo e acabou me convocando. O Bernardo se preocupa com todo mundo”, detalha.

O técnico do Rexona também ganha elogios. “O Bernardo é esse cara explosivo em quadra, mas com um coração enorme. Quando a gente está com algum problema, até fora de quadra, ele percebe que você está meio triste e vem: ‘o que foi? Por que você não está bem?’. E ele vem até meio sem jeito falar com você. Quem vê o Bernardinho só ali fora da quadra não imagina isso. Ele é muito humano, é doce de pessoa. Ele chega, faz piadinha. Durante o treinamento ele dá uns puxões de orelha na gente, mas a maioria do tempo, quando não é dia de jogo, ele é tranquilo e descontraído”, conta. “O grande motivo para eu ter vindo para cá foi para trabalhar com ele, para poder aprender. Ele é uma bíblia de ensinamentos”, completa

E quem vence a disputa? “Não vou escolher, até para não dar briga”, responde Natália aos risos. “Não dá para escolher. Os dois têm seu lado paizão, querem ajudar e fazem muito bem os seus papeis”, fala.

Mas agora não é hora de pensar em técnicos ou seleção. Natália ainda tinha um compromisso importante com o Rexona. O time encerrou a temporada com o Mundial de Clubes. Mas na Suíça, a equipe não repetiu o desempenho da Superliga e acabou fora do pódio, apenas com o quarto lugar na competição.

Autor: Tags: , , , , , , ,

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015 olimpíadas, Seleção feminina, Seleção masculina | 13:17

2015 no vôlei

Compartilhe: Twitter

Feliz Ano Novo, galera! E a temporada 2015 no vôlei já começa nesta semana, com a volta da Superliga, e tem mais pela frente. É ano de Pan-Americano e Copa do Mundo, que vale vaga para as Olimpíadas de 2016. Esperamos que seja o ano também para resolver os problemas e denúncias de irregularidade na CBV.

Fim dos escândalos?

Foi noticiado pela ESPN em fevereiro de 2014 que empresas recebiam comissão da confederação em cima de contrato de patrocínio negociado diretamente entre a entidade e o Banco do Brasil. Assim começou o escândalo no vôlei brasileiro. E no final de 2014, em dezembro, veio o relatório da Controladoria Geral da União apontando o desvio de R$ 30 milhões por parte de cartolas durante a gestão Ary Graça. O Banco do Brasil ainda suspendeu o patrocínio ao esporte e os jogadores fizeram protestos e cobraram respostas.

Agora, ano novo, os problemas serão solucionados? Que o assunto não seja esquecido que os culpados sejam, de fato, punidos. E, como já disse por aqui, que os jogadores sigam com as cobranças e com voz ativa.

Liga Mundial e Grand Prix

divulgação

Seleção feminina faturou o 10º título do Grand Prix em 2014

No feminino, a seleção, atual campeã, vai buscar o 11º título na competição. Já os homens não conquistam o título desde 2010 e vêm de duas pratas seguidas. A medalha de 2014 teve cara de superação. O Brasil tropeçou na primeira fase, com derrotas para Itália, Polônia e Irã. O time se recuperou já na parte final da classificação e chegou às finais. Apesar do embalo, perdeu para os Estados Unidos na decisão por 3 a 1.

Agora terá a chance de volta ao topo na Liga, só não se sabe onde. Também em dezembro de 2014, a CBV mandou uma carta à FIVB dizendo que não seria a sede da fase final do torneio. Seria uma resposta às punições dadas a Bernardinho e jogadores no Mundial. Entretanto, no comecinho de janeiro, o site da FIVB fez uma série de matérias sobre o ano e lá ainda aparece o Brasil como a casa da final da Liga Mundial 2015.

Leia mais: CBV pode receber multa e suspensão por desistir de sediar final da Liga Mundial-2015

Copa do Mundo e as vagas olímpicas

O torneio pode não ter apelo da Copa do Mundo de futebol, mas vale ficar de olho porque é a primeira chance de classificação para as Olimpíadas de 2016, no Rio de Janeiro. O torneio será do final de agosto a setembro, no Japão.

Em 2011, a seleção masculina conseguiu com dificuldade a vaga depois de ficar em terceiro lugar. Já a equipe feminina decepcionou e acabou apenas em quinto e teve que conquistar o lugar em Londres no pré-olímpico. Tudo compensado pelo ouro olímpico depois.

O Brasil já está classificado para 2016 por ser o país-sede, mas vale ver a disputa pelas outras vagas. E além da Copa do Mundo, outros torneios serão classificatórios em 2015. Os mais bem colocados ainda não classificado de cada campeonato continental no ano também estarão nas Olimpíadas. As últimas vagas serão disputadas em pré-olímpicos mundiais em 2016.

Pan-Americano 2015

Arquivo

Peixinho para comemorar ouro no Pan 2011

A cidade de Toronto, no Canadá, será a sede dos Jogos Pan-Americanos 2015 em julho. Há quatro anos o Brasil foi ouro no masculino e no feminino em Guadalajara. Repete o pódio duplo agora? Em 2011, levou a seleção masculina B porque o foco daquele ano era a Copa do Mundo. Agora a vaga olímpica está assegurada, mas Marcus Vinicius Freire, superintendente do COB, comentou em entrevista a Marcelo Laguna, colega daqui do iG, que mais uma vez o vôlei masculino não deve contar com força máxima.

Para homens e mulheres, a preocupação é com os Estados Unidos. Se eles jogarem com o time completo, a história se complica. Em 2014, eles estiveram no caminho do Brasil. No feminino, passearam sobre o time de José Roberto Guimarães na semifinal do Mundial. E no masculino, venceram a final da Liga. Veremos…

Nossas seleções

2015 tem mudanças e boas perspectivas sobre os elencos das seleções masculina e feminina. Jaqueline, por exemplo. Ela voltou ao time titular no Grand Prix e foi um dos destaques do ano. Depois de ter chorado, conseguiu contrato com o Minas e se mantém na ativa para seguir firme também na seleção.

Camila Brait segue como líbero da seleção feminina

Camila Brait segue como líbero da seleção feminina

Ainda falando em seleção, o ano será de mais chances para Camila Brait. A líbero se fez ao lado de Fabi, mas a veterana se aposentou da equipe nacional no meio de 2014 e agora ela tem cada vez mais espaço. E tem talento para corresponder.

Também queria ver mais atuações da Carol na seleção. Ela foi convocada por Zé Roberto e, apesar de ser uma central baixa, é ágil e tem um excelente saque. Já foi destaque no time do Rio de Janeiro e pode ganhar mais espaço também.

Entre os homens, espero a volta de Murilo. Em 2014 ele conseguiu recuperar a forma e a confiança depois de uma cirurgia no ombro. Ele foi melhorando ao longo da Liga e foi bem no Mundial, voltando a sacar e atacar com segurança. Agora, se recupera de outra cirurgia. Que volte bem mais uma vez.

Mas isso tudo pode mudar… Com os escândalos no vôlei, jogadores como Murilo chegaram a falar em fazer boicote à seleção até que tudo seja esclarecido. Se essa for a alternativa para que as respostas e os culpados apareçam, por que não?

E você? O que espera de 2015 para o vôlei?

Autor: Tags: , , , , , ,

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012 Diversos, olimpíadas, Seleção feminina, Seleção masculina, Superliga | 12:54

Retrospectiva 2012: ano das Olímpíadas, da superação de ouro, de despedidas…

Compartilhe: Twitter

O que 2012 deixa marcado para vocês? Para mim, foi o ano da superação da seleção feminina e do choro e das despedidas na seleção masculina. Ficou um gosto amargo daquele jogo final contra a Rússia… Foi também o ano do Sollys/Nestlé, que venceu todas as finais que disputou, e de José Roberto Guimarães, tricampeão olímpico.

Agora, para se despedir de 2012 depois de contar os planos dos jogadores para as festas de final de ano, preparei a nossa já tradicional retrospectiva, dessa vez em 12 fotos. Clique em cada uma delas para ler os textos e relembrar o que aconteceu nos últimos meses.

Autor: Tags: , , , , , , , , , ,

quinta-feira, 23 de agosto de 2012 Diversos, olimpíadas, Seleção feminina, Seleção masculina | 14:04

Londres na pele

Compartilhe: Twitter

Muitos jogadores ainda estão de folga depois das Olimpíadas de Londres. Enquanto uns aproveitam para viajar, outros cumprem suas promessas. A central Thaísa comentou,  após a segunda medalha de ouro, que repetiria o ritual depois de Pequim e faria uma tatuagem com o símbolo dos Jogos. Pois a jogadora já exibe o novo desenho no braço.

E já que assunto ainda são as férias, dá para acompanhar pelo Twitter um pouco dos descansos dos ídolos. Sheilla e o casal Jaqueline e Murilo optaram pela praia como destino nos dias livres. Já Giba, enquanto não começa a treinar com o Bolivar, da Argentina, ataca de motorista para a filha Nicoll. Veja mais fotos na galeria:

Mas a vida boa está para acabar, já que quase todos os times devem estar em plena atividade até o final do mês. Thaísa, por exemplo, se reapresenta no dia 27 de agosto.

Autor: Tags: , , ,

segunda-feira, 2 de julho de 2012 olimpíadas, Seleção masculina | 18:33

Uns dias de férias

Compartilhe: Twitter

Galera, estou em férias e vou ficar um pouco mais distante do blog. Nas quadras, por enquanto, a seleção feminina segue com os treinos e tenta os últimos ajustes até a estreia nas Olimpíadas. As atenções se voltam agora para o time masculino, que joga as finais da Liga Mundial.

O primeiro jogo do time de Bernardinho será nesta quarta-feira, diante de Cuba. E os jogos dessa fase vão mostrar, como comentamos por aqui, qual a real situação da equipe. Murilo e Dante já estão recuperados? E Giba, já suporta um jogo todo de cinco sets depois de voltar após a cirurgia na canela? Leandro Vissotto, ainda tem chances de também voltar e ficar com uma das vagas de oposto para Londres? Ainda tem Ricardinho, que desde que voltou não foi mais uma vez aquele excelente levantador, cheio de jogadas aceleradas e precisas que foi campeão olímpico e mundial…

Essa fase final da Liga Mundial deve dar algumas respostas e eu tentarei acompanhar alguma coisa durante as férias. E nos jogos que não tiver por aqui, vocês me contam o que for acontecendo, combinado?

Abraços, boas férias a quem também estiver de folga em julho e vamos nos falando! Até mais!

Autor: Tags: , , , , , ,

quarta-feira, 16 de maio de 2012 olimpíadas, Seleção feminina, Seleção masculina | 10:34

Quem já tem e quem ainda pode ter a vaga olímpica

Compartilhe: Twitter

Os Pré-Olímpicos continentais acabaram e ainda restam as repescagens mundiais para homens e mulheres. Até agora, quem já conseguiu a vaga para as Olimpíadas de Londres? Entre os classificados, já dá para saber quem está melhor? E entre aqueles ainda sonham com Londres, quem carimbará o passaporte?

Quem já está lá

Brasil-FIVB

Brasil venceu sem problemas o Pré-Olímpico Sul-Americano em São Carlos

Entre as mulheres, o Brasil entrou para a lista que já contava com Grã-Bretanha, Itália, Estados Unidos, China, Argélia, Turquia e República Dominicana. No masculino, Estados Unidos, Argentina e Itália completam a relação ao lado de Grã-Bretanha, Rússia, Polônia, Brasil e Tunísia.

Como conversamos por aqui, ainda é difícil falar qual o nível atual da seleção brasileira feminina, já que os rivais do Pré-Olímpico Sul-Americano foram mais fracos.  Os homens estreiam agora na Liga Mundial e a expectativa é para ver como será a volta de Ricardinho. Se ele encaixar as suas bolas rápidas com os atuais atacantes, como fazia nos anos de parceria com Giba, o Brasil ganha um ótimo ponto positivo.

Já entre os outros time, a Turquia mostrou suas credenciais no Europeu feminino, deixando Rússia e companhia para trás. É uma seleção que vem crescendo e vale ficar alerta. A República Dominicana também é outra que gosta de dar trabalho, ainda mais com Bethania de La Cruz jogando bem. Estados Unidos dispensam comentários e podem ser candidatos ao ouro.

No masculino, os norte-americanos ainda têm estrelas de Pequim, como Stanley e seu saque, e Anderson, que já foi destaque em Liga Mundiais. São os campeões e merecem respeito e cuidado. A Argentina é a seleção em crescimento, que busca amadurecer e, apesar de ter Conte e companhia, acho que ainda fica um pouco para trás.

Quem ainda busca a vaga

Cuba - FIBV

Cuba quase ficou fora do Pré-Olímpico mundial, mas deve conseguir a sua vaga

Os torneios classificatórios mundiais dão uma vaga aos asiáticos e três para seleções de outros países. No feminino, brigam Japão, Coreia, Taiwan e Tailândia, além de Sérvia, Cuba, Rússia e Peru. Por aqui, a briga não deve ser tão dura. O Japão deve ser o asiático classificado e Peru não tem ainda time para competir com os demais. No final, Cuba, que precisou de ajuda financeira para disputar o torneio, deve ir para Londres, ao lado de Rússia e Sérvia.

O masculino terá três torneios de repescagem, um na Bulgária e outro na Alemanha ao mesmo tempo e, depois, um no Japão. Essa será a chance de tradicionais como Bulgária e Cuba conseguiram as vagas. Sérvia, mesmo sem Milijkovic, ainda tem bons atacantes e segue na briga.

Agora é com vocês. Quem encara o Brasil em Londres? Quem serão os favoritos por lá? É só comentar!

Autor: Tags: , , , , , , , ,