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quarta-feira, 28 de janeiro de 2015 Diversos | 12:31

Mais respeito, por favor

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Mais uma vez, o racismo aparece no cenário dos esportes. Recentemente diversos jogadores de futebol foram vítimas de preconceito. Quem não se lembra de Daniel Alves comendo uma banana em campo em resposta a quem o insultou das arquibancadas em um jogo do Barcelona? Ou de toda a repercussão no caso do goleiro Aranha, do Santos, em partida contra o Grêmio? Agora, o racismo voltou ao vôlei e a vítima foi Fabiana, central do Sesi e capitã da seleção brasileira.

A jogadora foi às redes sociais para contar o que aconteceu no jogo contra o Minas pela Superliga na noite de terça-feira. Segundo a atleta, um senhor que estava na arquibancada a chamou de macaca e disse coisas como “macaca quer banana” e “macaca joga banana”. Fabiana ainda afirmou que o torcedor foi retirado do ginásio mineiro e encaminhado à delegacia.

No post, a central também comentou que estava em dúvida sobre compartilhar ou não o fato. No final, optou por um desabafo e fez bem. Casos assim não devem ser escondidos ou passar sem ser percebidos. Já chega de vivermos com racismo ou qualquer forma de preconceito.

“Eu não preciso ser respeitada por ser bicampeã olímpica ou por títulos que conquistei, isso é besteira! Eu exijo respeito por ser Fabiana Marcelino Claudino, cidadã, um ser humano”, escreveu. É simples assim! Respeito ao ser humano, independente de cor, religião, sexo…

Veja o post na íntegra de Fabiana:

fabiana-racismo

 

 

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terça-feira, 27 de janeiro de 2015 Diversos, Superliga | 10:44

O que o Funvic Taubaté tem?

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Divulgação/CBV

Funvic Taubaté é campeão da Copa Brasil

Tanto a versão feminina como a masculina da Copa Brasil tiveram campeões inéditos em 2015. A diferença foi que, para as mulheres, venceu um dos times mais tradicionais do País, o Pinheiros. E entre os homens, o título ficou com o reformulado Funvic Taubaté. O time do interior de São Paulo já disputou outras Superligas, mas nesta temporada veio com cara de equipe grande, cheia de estrelas, e, por enquanto, tem cumprido o seu papel.

O Taubaté desbancou o Sesi para faturar o título do Paulista. Agora, depois de ter passado pelo Sada Cruzeiro na semifinal, venceu o Brasil Kirin na decisão da Copa Brasil. Afina, o que essa equipe tem?

Detalhes da final: Taubaté vence Copa Brasil e garante vaga no Sul-Americano

Eles já chamavam a atenção no papel, com elenco formado pelos selecionáveis Sidão, Lipe, Felipe e Rapha. Ainda tem o experiente Dante em uma das pontas, o oposto Lorena e o central Maurício. Entretanto, juntar talentos nem sempre resolve tudo. Era preciso esperar e ver na prática se o time se encaixava. Bom, os resultados respondem se deu certo ou não… Além do Paulista e a Copa Brasil, o Taubaté é vice na Superliga. Até agora soma apenas quatro derrotas, para Sada Cruzeiro (duas vezes), Sesi e Minas.

As armas da equipe são saque e bloqueio. Como comentamos por aqui, Lipe é destaque. Ele é uma arma de saque para Bernardinho na seleção e tem repetido o desempenho no Taubaté. Tanto que é o melhor sacador da Superliga, com 34 aces até agora e aproveitamento de 15,04%. O time ainda é o líder nas estatísticas no saque e no bloqueio.

Equipe desfilou nesta terça (27) por Taubaté para comemorar o título na Copa Brasil

Equipe desfilou nesta terça (27) por Taubaté para comemorar o título na Copa Brasil

Na final da Copa Brasil, a equipe fez jus aos números. No primeiro set, com Lipe no saque, abriu 22 a 15. No segundo, de novo com o ponteiro no serviço, virou para 21 a 20 depois de três bloqueios. E, para completar, Lipe foi o maior pontuador, com 22 bolas no chão.

Ok, saque está garantido e isso já ajuda, e muito, a atuação do bloqueio. E na rede, se Lorena estiver em um dia inspirado, os ataques também vão bem. O oposto é velho conhecido por seu temperamento explosivo em quadra e às vezes se perde, mas é uma força e tanto para a equipe. E ainda podemos lembrar que o time passou parte da temporada desfalcado. Sidão começou lesionado e Rapha machucou o tornozelo na final do Paulista e perdeu o começo da Superliga.

Leia mais: Central Sidão comemora título e bom momento na cidade onde foi criado

Vale a pena cuidar da sua recepção ao enfrentar o Funvic Taubaté. E será que eles cumprem os objetivos da temporada? Segundo o técnico Cesar Douglas, as metas eram o título do Paulista, final da Copa Brasil e semifinal da Superliga. Dois já foram…

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sexta-feira, 23 de janeiro de 2015 Diversos, Superliga | 10:01

Troco da Superliga e um campeão diferente para a Copa Brasil

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Lipe ataca para Taubaté na semifinal da Copa do Brasil diante do Cruzeiro

Lipe ataca para Taubaté na semifinal da Copa do Brasil diante do Cruzeiro

*atualizado

Estão definidos os finalistas da Copa Brasil masculina. Em casa, o Brasil Kirin passou pelo Minas T.C. por 3 sets a 1 e, na sequência, Taubaté Funvic passou pelo Sada Cruzeiro pelo placar. A segunda semifinal foi um troco da recente derrota dos paulistas na Superliga.

Na Superliga, no começo do mês, o Taubaté caminhava para vencer o Sada em casa. Entretanto, levou a virada dos mineiros e acabou derrotado por 3 a 2. Agora, venceu os dois primeiros sets por 26 a 24 e perdeu o terceiro por 25 a 17, mas voltou para liquidar a partida na parcial seguinte, com 25 a 23.

E jogo entre esses dois times é sinônimo de ótimos saques. Dessa vez, o serviço cruzeirense não funcionou muito bem. Já o Taubaté conta com jogadores como Lipe, que vem fazendo estragos com o saque potente, e Sidão. O central fez um ace no começo e outro no final do primeiro set, o levantador Rapha também fez o seu… E como sabemos, bom saque ajuda o bloqueio. Taubaté fechou os dois primeiros sets neste fundamento. E no quarto set, abriu cinco pontos no placar com saque, agora na passagem de Lorena.

Agora, a Copa Brasil terá um outro campeão, já que o Sada, dono do título ficou pelo caminho. Quem faturar o título garante vaga para o Sul-Americano, que será disputado em San Juan, na Argentina, entre os dias 9 e 15 de fevereiro.

P.s.: em tempo, o Taubaté venceu o Brasil Kirin na final por 3 sets a 0 no final de semana e ficou como o título! 

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segunda-feira, 19 de janeiro de 2015 Diversos, Superliga | 11:00

Título inédito para Pinheiros em uma final sem Rio ou Osasco

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Pinheiros comemora título na Copa Brasil

Há quanto tempo você não via uma final de um torneio nacional de vôlei feminino sem os times do Rio de Janeiro (hoje Rexona, mas que também já se chamou Unilever) ou Osasco (agora Molico/Nestlé, mas que já foi BCN, Finasa, Sollys…) estarem em um dos lados da quadra? Faz tempo… A última vez foi na disputa pelo título da Superliga 2000/2001 entre Flamengo e Vasco, com ouro para a equipe rubro-negra. E foi assim de novo na decisão da Copa Brasil no final de semana, quando o Pinheiros bateu o Sesi e conquistou o título inédito.

Mais sobre a final: Pinheiros bate o Sesi-SP no tie-break e conquista a Copa Brasil feminina

As equipes de Rio de Janeiro e Osasco fizeram por onde para chegar a tantas decisões, mas acho bom mudar um pouco. E melhor ainda ver um time que não é estrelado e até considerado baixo sendo campeão.

Para chegar ao título, o Pinheiros venceu o Dentil Praia Clube nas quartas e desbancou o Rexona/Ades na semifinal. E como disse a ponteira Ellen, um dos destaques da equipe paulista, já era um resultado a ser comemorado já que ele, veterana de casa, não lembrava de ter vencido o Rexona. E na decisão, com aproveitamento no bloqueio nos momentos finais e boa atuação de Ellen e da líbero Leia, o Pinheiros venceu o Sesi e ficou como título inédito.

A Copa Brasil é uma competição paralela a Superliga e não tem o mesmo peso do torneio nacional. Ela ajuda aos times se manterem ativos no começo do ano e tem o atrativo de normalmente render clássicos, já que reúne os melhores da tabela da Superliga. Entretanto, é bom ver uma final diferente e mostrar que até os melhores times (Rexona é o líder da Superliga, por exemplo), não são soberanos.

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quarta-feira, 7 de janeiro de 2015 Superliga | 09:30

Clássico para recomeçar a Superliga em 2015

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A Superliga 2014/2015 voltou nesta semana e com um jogo que é clássico de São Paulo. O Sesi, da capital, recebeu o Taubaté Funvic, do interior, na noite de terça-feira e deu o troco. Depois de ter perdido no turno por 3 a 0, devolveu o placar e agora venceu em casa em sets diretos (27/25, 25/20 e 25/21). Lucarelli foi o maior pontuador, com 15 bolas no chão.

Facebook/Sesi

Murilo volta a ser relacionado no Sesi

E é bom começar o ano com clássico, afinal, são dois times candidatos ao título. O Sesi demorou a se encaixar na Superliga e teve altos e baixos no primeiro turno. Já o Taubaté veio embalado pelo título no Campeonato Paulista, justamente sobre o Sesi, e com seu elenco de famosos como Dante, Lipe, Lorena e companhia, segue entre os primeiros colocados.

Uma boa notícia da noite foi Murilo escalado no Sesi. O ponteiro voltou depois de ficar três meses afastado após mais uma cirurgia no ombro direito. Ele passou pela primeira intervenção em maio de 2013 e demorou a voltar a se aproximar daquele jogador que foi eleito o melhor do mundo. Parecia que faltava confiança no saque e, principalmente, no ataque. E Murilo é, sim, importante na linha de passe, mas faz diferença na rede também. Em 2014, foi melhorando ao longo da Liga Mundial e já voltava a comandar no Mundial. Entretanto, logo depois do torneio teve que parar para a nova cirurgia.

Desta vez, o procedimento, que não teve ligação com a primeira cirurgia, foi para corrigir uma anomalia na articulação do acrômio clavicular do ombro direito, problema causado pela atrofia dos músculos e que provocava sobrecarga na região. A previsão de volta, que era para final de dezembro ou começo de janeiro, foi cumprida. Murilo aqueceu e estava relacionado para a partida contra o Taubaté. Não jogou, mas logo deve estar de volta. Esperamos, mais uma vez, pela recuperação em quadra.

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segunda-feira, 5 de janeiro de 2015 olimpíadas, Seleção feminina, Seleção masculina | 13:17

2015 no vôlei

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Feliz Ano Novo, galera! E a temporada 2015 no vôlei já começa nesta semana, com a volta da Superliga, e tem mais pela frente. É ano de Pan-Americano e Copa do Mundo, que vale vaga para as Olimpíadas de 2016. Esperamos que seja o ano também para resolver os problemas e denúncias de irregularidade na CBV.

Fim dos escândalos?

Foi noticiado pela ESPN em fevereiro de 2014 que empresas recebiam comissão da confederação em cima de contrato de patrocínio negociado diretamente entre a entidade e o Banco do Brasil. Assim começou o escândalo no vôlei brasileiro. E no final de 2014, em dezembro, veio o relatório da Controladoria Geral da União apontando o desvio de R$ 30 milhões por parte de cartolas durante a gestão Ary Graça. O Banco do Brasil ainda suspendeu o patrocínio ao esporte e os jogadores fizeram protestos e cobraram respostas.

Agora, ano novo, os problemas serão solucionados? Que o assunto não seja esquecido que os culpados sejam, de fato, punidos. E, como já disse por aqui, que os jogadores sigam com as cobranças e com voz ativa.

Liga Mundial e Grand Prix

divulgação

Seleção feminina faturou o 10º título do Grand Prix em 2014

No feminino, a seleção, atual campeã, vai buscar o 11º título na competição. Já os homens não conquistam o título desde 2010 e vêm de duas pratas seguidas. A medalha de 2014 teve cara de superação. O Brasil tropeçou na primeira fase, com derrotas para Itália, Polônia e Irã. O time se recuperou já na parte final da classificação e chegou às finais. Apesar do embalo, perdeu para os Estados Unidos na decisão por 3 a 1.

Agora terá a chance de volta ao topo na Liga, só não se sabe onde. Também em dezembro de 2014, a CBV mandou uma carta à FIVB dizendo que não seria a sede da fase final do torneio. Seria uma resposta às punições dadas a Bernardinho e jogadores no Mundial. Entretanto, no comecinho de janeiro, o site da FIVB fez uma série de matérias sobre o ano e lá ainda aparece o Brasil como a casa da final da Liga Mundial 2015.

Leia mais: CBV pode receber multa e suspensão por desistir de sediar final da Liga Mundial-2015

Copa do Mundo e as vagas olímpicas

O torneio pode não ter apelo da Copa do Mundo de futebol, mas vale ficar de olho porque é a primeira chance de classificação para as Olimpíadas de 2016, no Rio de Janeiro. O torneio será do final de agosto a setembro, no Japão.

Em 2011, a seleção masculina conseguiu com dificuldade a vaga depois de ficar em terceiro lugar. Já a equipe feminina decepcionou e acabou apenas em quinto e teve que conquistar o lugar em Londres no pré-olímpico. Tudo compensado pelo ouro olímpico depois.

O Brasil já está classificado para 2016 por ser o país-sede, mas vale ver a disputa pelas outras vagas. E além da Copa do Mundo, outros torneios serão classificatórios em 2015. Os mais bem colocados ainda não classificado de cada campeonato continental no ano também estarão nas Olimpíadas. As últimas vagas serão disputadas em pré-olímpicos mundiais em 2016.

Pan-Americano 2015

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Peixinho para comemorar ouro no Pan 2011

A cidade de Toronto, no Canadá, será a sede dos Jogos Pan-Americanos 2015 em julho. Há quatro anos o Brasil foi ouro no masculino e no feminino em Guadalajara. Repete o pódio duplo agora? Em 2011, levou a seleção masculina B porque o foco daquele ano era a Copa do Mundo. Agora a vaga olímpica está assegurada, mas Marcus Vinicius Freire, superintendente do COB, comentou em entrevista a Marcelo Laguna, colega daqui do iG, que mais uma vez o vôlei masculino não deve contar com força máxima.

Para homens e mulheres, a preocupação é com os Estados Unidos. Se eles jogarem com o time completo, a história se complica. Em 2014, eles estiveram no caminho do Brasil. No feminino, passearam sobre o time de José Roberto Guimarães na semifinal do Mundial. E no masculino, venceram a final da Liga. Veremos…

Nossas seleções

2015 tem mudanças e boas perspectivas sobre os elencos das seleções masculina e feminina. Jaqueline, por exemplo. Ela voltou ao time titular no Grand Prix e foi um dos destaques do ano. Depois de ter chorado, conseguiu contrato com o Minas e se mantém na ativa para seguir firme também na seleção.

Camila Brait segue como líbero da seleção feminina

Camila Brait segue como líbero da seleção feminina

Ainda falando em seleção, o ano será de mais chances para Camila Brait. A líbero se fez ao lado de Fabi, mas a veterana se aposentou da equipe nacional no meio de 2014 e agora ela tem cada vez mais espaço. E tem talento para corresponder.

Também queria ver mais atuações da Carol na seleção. Ela foi convocada por Zé Roberto e, apesar de ser uma central baixa, é ágil e tem um excelente saque. Já foi destaque no time do Rio de Janeiro e pode ganhar mais espaço também.

Entre os homens, espero a volta de Murilo. Em 2014 ele conseguiu recuperar a forma e a confiança depois de uma cirurgia no ombro. Ele foi melhorando ao longo da Liga e foi bem no Mundial, voltando a sacar e atacar com segurança. Agora, se recupera de outra cirurgia. Que volte bem mais uma vez.

Mas isso tudo pode mudar… Com os escândalos no vôlei, jogadores como Murilo chegaram a falar em fazer boicote à seleção até que tudo seja esclarecido. Se essa for a alternativa para que as respostas e os culpados apareçam, por que não?

E você? O que espera de 2015 para o vôlei?

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sábado, 20 de dezembro de 2014 Diversos, Superliga | 18:04

O clássico do vôlei e a entrevista de Bernardinho

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Se um jogo no vôlei feminino pode ser chamado de clássico é Rio de Janeiro x Osasco. Os times podem mudar de nome de acordo com o patrocinador, mas esse duelo sempre é esperado na Superliga. E na noite de sexta-feira, o carioca Rexona-Ades venceu por 3 sets a 0 o paulista Molico/Nestlé.

O esperado era uma partida mais equilibrada, pelo histórico de duelos. Mas o Molico já começou a desvantagem sem Dani Lins, cortada do jogo com dores nas costas, e ainda perdeu a cubana Carcaces, que machucou o dedo no aquecimento. E na partida, o Rexona já começou defendendo mais, armando contra-ataques e se distanciando do placar.

Mais sobre o jogo: Rexona vence Molico e lidera a Superliga

Ao longo do jogo o time de Osasco tentou correr atrás do placar, mas não conseguiu. O passe estava ruim, o que facilitou o trabalho das cariocas, que tiveram as atacantes Bruna e Gabi inspiradas. Resultado foi um jogo curto e a vitória em sets diretos.

Mas o que chamou a atenção foi um personagem fundamental nesse clássico: Bernardinho. O técnico teve a sua conhecida atuação na vitória do Rexona, cobrando as jogadoras mesmo com uma certa facilidade na partida. Antes, ele foi notícia durante o dia em todos os portais pela entrevista que deu para a revista Veja. Nela, o treinador fala da corrupção no vôlei e também revela que retirou um tumor maligno do rim.

Leia mais: Para revista, Bernardinho revela câncer e diz que tirou tumor após o Mundial

Bernardinho deveria tomar posição nesse escândalo todo com a CBV. Os jogadores já cobraram e fizeram protestos, com razão. Agora o técnico também. Para a revista, Bernardinho conta que cobrou atitudes de Ary Graça antes mesmo de tudo isso, em 2012, quando o dirigente iria de candidatar ao posto de presidente da FIVB. Disse ainda que ficou sabendo do começo do escândalo de corrupção em 2013, depois de um problema com a equipe de Volta Redonda. Mais do que revoltado, ele, que também falou que pensou em deixar a seleção, se diz triste.

O técnico falou sobre a doença e que fez a cirurgia para retirar o tumor há três meses. Ainda sobre o caso de desvios de verba na CBV, pediu investigação e deu a seguinte resposta à pergunta “acha justo que Ary Graça continue ocupando o posto de presidente da Federação Internacional?”: “Em se comprovando as denúncias, quem estiver vinculado aos malfeitos, aos desvios, às formas erradas de gerenciamento não pode continuar a atuar como dirigente. E que se cumpra a legislação existente. A quase certeza da impunidade é o que, em minha opinião, gera tudo isso, toda a corrupção.”

E acho que esse é o recado. Essa quase certeza de que nada será feito faz com que a corrupção corra solta em várias esferas do País. E como já disse por aqui, que as investigações sigam e que os culpados paguem por isso. E também que jogadores, técnicos e profissionais não se deixem envolver e sigam cobrando respeito ao nosso esporte. E claro, boa saúde a Bernardinho! Ele ainda tem um Olimpíada em casa e muitos clássicos Rio x Osasco pela frente!

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quinta-feira, 18 de dezembro de 2014 Superliga | 10:05

Uma surpresa atrás da outra na Superliga

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Montes Claros surpreende Sesi e vence time paulista por 3 a 2

Desde o final de semana a Superliga, tanto a feminina quanto a masculina, teve resultados que podem ser considerados inesperados. No sábado passado o Sesi derrubou o último invicto, o Sada Cruzeiro. Na noite de quarta-feira, o mesmo time perdeu em casa por 3 sets a 2 para o Montes Claros. E os 3 a 0 entre as mulheres também foram surpreendentes nas últimas partidas.

O Sesi me parece um time que ainda não encontrou nesta Superliga. Marcos Pacheco conta com nomes importantes em quadra como Lucão, Lucarelli, Maurício, Serginho, Marcelinho, mas ainda tem altos e baixos na competição. Parecia que a situação iria mudar. “O time não tinha se ajustado e as peças não estavam encaixando”, comentou o treinador depois da vitória sobre o Sada em casa.

A partida poderia embalar o time paulista, mas aí outros mineiros estavam no caminho. O Montes Claros, que agora (infelizmente, porque nunca é bom ver um time ter que se reformular e cortar gente boa do elenco para se manter vivo e competindo) é muito diferente daquela equipe que chegou à final da Superliga com Lorena, Rodriguinho e companhia, venceu o Sesi.  O time de estrelas parou mais uma vez e soma cinco derrotas em doze jogos.

Leia mais: Montes Claros surpreende e derrota o Sesi em jogo com set de 66 pontos

Sesi venceu o Molico e assumiu a liderança na Superliga feminina

Sesi venceu o Molico e assumiu a liderança na Superliga feminina

Também na noite de quarta-feira, outro estrelado levou 3 sets a 2. O Taubaté, de Sidão, Dante, Lorena e mais, foi parado pelo Minas, de virada. E a equipe de Belo Horizonte apostou na juventude nesta Superliga e tem se dado bem, se mantendo na parte de cima da tabela.

Na Superliga feminina, os placares foram de 3 a 0. Fora de casa, o Rexona-Ades parou o Praia Clube e, também no ginásio dos rivais, o Sesi passou pelo Molico/Nestlé. Eram jogos entre os grandes da competição e por isso os resultados elásticos podem entrar nesse pacote de surpresas. E a pior ficou com o Praia. As meninas de Uberlândia já lideraram a tabela, mas amargam uma série de derrotas. Caíram diante do Pinheiros, quando perderam a invencibilidade, do Molico, do Sesi e do Rexona.

O bom é que a Superliga ainda reserva bons duelos. Faltou colocar os eternos rivais Rexona e Molico frente a frente. E que venham mais bons jogos para gente fechar o ano!

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quarta-feira, 17 de dezembro de 2014 Diversos, Superliga | 08:32

Nariz de palhaço e luto: Jogadores podem e devem cobrar respeito ao vôlei

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*atualizado dia 19/12, às 9h19

Primeiro foram os narizes de palhaço em jogos da Superliga. Na noite de terça-feira, as mulheres de Molico/Nestlé e Sesi jogaram com uma faixa de luto no braço. São protestos que cobram respeito ao nosso voleibol. E os jogadores podem e devem exigir todas as explicações depois que o relatório da Controladoria Geral da União, a CGU, apontou desvios de R$ 30 milhões por parte dos cartolas da CBV.

Fabiana e Ivna exibem faixa de luto nos braços. Sesi e Molico aderiram aos protestos na Superliga

Fabiana e Ivna exibem faixa de luto nos braços. Sesi e Molico aderiram aos protestos na Superliga

Superliga feminina: Sesi acaba com a invencibilidade do Molico e assume liderança

Passou-se o tempo que o jogador ficava calado e não emitia a sua opinião. E no vôlei, alguns jogadores já foram repreendidos por usarem as redes sociais para fazer críticas a sistema de pontuação, encerramento de times e assuntos relacionados às competições e à Confederação. Agora não tem essa. Eles estão organizados, protestam e têm todo o direito de saber o que se passa com o esporte. E nós também!

E mais: 

Atletas protestam na internet contra as irregularidades na CBV: ‘Não vamos nos calar’

Astros da seleção brasileira se manifestam após confirmação de corrupção na CBV

Nariz de palhaço nas vitórias do Taubaté sobre o Canoas e do Sesi diante do Sada Cruzeiro

Dói ver que a modalidade que crescemos acompanhando e que trouxe ouro atrás de ouro para o Brasil passe por isso. Nos últimos dias, foi uma notícia pior que a outra. Teve o relatório da CGU, o Banco do Brasil que suspendeu o patrocínio para a CBV e as trocas de farpas entre brasileiros e FIVB – que puniu Bernardinho, Mário Junior, Murilo e Bruninho por reclamações e suposta confusão no Mundial, enquanto a CBV respondeu dizendo que não sediaria mais as finais da Liga Mundial 2015.

Nem precisa falar que o nosso vôlei é quem perde com isso, e já vem perdendo há tempos. Os desvios indicados pela CGU são da gestão anterior, quando Ary Graça, atual presidente da FIVB, estava no comando da confederação nacional. Jogadores foram prejudicados, sem dúvida, já que foi noticiado que a verba desse caso seria de premiação das Olimpíadas. Mas quantas vezes escutamos que um time teve que fechar por falta de patrocínio nesses últimos anos? Será que esse dinheiro não poderia ter sido usado em um plano para ajudar as equipes?

Depois do relatório, a CBV soltou um comunicado oficial na quinta-feira (19), afirmando que todas as medidas sugeridas pela Controladoria Geral da União serão implementadas na entidade no prazo de 90 dias. Vamos esperar! E que os jogadores continuem com os protestos e tenham voz para cobrar respostas. O vôlei, os jogadores e os torcedores merecem respeito!

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terça-feira, 9 de dezembro de 2014 Superliga | 08:00

Aos 20 anos, Rosamaria comanda Pinheiros, diz que ficou apavorada com Zé Roberto e sonha alto na Superliga

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Ela tem 20 anos, 1,84m e é a segunda maior pontuadora da Superliga, perdendo apenas para Tandara, oposta da seleção e do Praia Clube. Essa é a catarinense Rosamaria, titular na saída de rede do Pinheiros. Nos sete jogos da equipe até agora, ela só não foi a maior pontuadora do seu lado uma vez. Nos outros, ficou com a média de mais de 18 pontos por partida.

Rosamaria veste a camisa 9 do Pinheiros na Superliga 2014/2015

Rosamaria veste a camisa 9 do Pinheiros na Superliga 2014/2015

Rosamaria também conta com um time que vem embalado, como ela mesma disse em um papo exclusivo com o Mundo do Vôlei. Apesar de não contar com jogadoras de peso da seleção, as paulistanas têm apenas duas derrotas no torneio nacional e, nas últimas rodadas, elas deram trabalho para os estrelados Praia Clube, acabando com a invencibilidade da equipe mineira, e para o Molico/Nestlé, fazendo o rival perder os primeiros sets da competição (veja o post anterior para saber mais).

Leia mais: Em casa, Pinheiros derruba invencibilidade do Praia Clube

“Nosso time veio embalado desde o Paulista, apesar de não ter chegado à final (caiu na semifinal diante do Molico). A nossa receita é acreditar que dá”, resume a oposta. Ela reconhece pontos fracos do Pinheiros, mas já aponta a solução. “A gente sabe quem jogadoras mais baixas e a velocidade com que o time joga facilita a nossa vida. Estou feliz com a boa fase, não só minha, mas do grupo, e esperamos melhorar mais ainda”, completa.

Essa é a primeira Superliga de Rosamaria como titular. A oposta já jogou no Brusque e no São Caetano. “Com 16 anos eu joguei no Brusque, mas foi no segundo turno. Eu ainda estava na escola e tinha que conciliar com os jogos”, lembra. A jogadora ficou conhecida nas duas temporadas que defendeu o Amil, antigo time de Campinas, sob  o comando de José Roberto Guimarães. Ela era reserva, mas acabou ganhando espaço com a lesão da cubana Ramires, passou a atuar mais e faturou troféus de melhor em quadra.

Ser comandada pelo técnico da seleção assustou a jovem. “No começou eu falei: ‘meu Deus do céu’. Eu fiquei apavorada, mas de uma maneira boa”, conta aos risos. Além de Zé Roberto, ela atou ao lado de nomes conhecidos do vôlei. “No início foi um choque. Tinha a Wal (Walewska, meio de rede), Natália, Tandara… Eram ídolos que eu só via de longe e, de repente, eram minhas amigas. Todos tiveram muita paciência”.

Passado o “susto”, os tempo de Amil serviram como aprendizado para que Rosamaria conquistasse o posto entre as seis jogadores principais de um time. E como boa oposta, mesmo com a pouca idade, ela não se incomoda com responsabilidade pela virada de bola. “Eu gosto”, resume. “Nas seleções de base eu fui capitã e sempre gostei da responsabilidade em cima de mim. Lógico que não é fácil e nem se compara com que é a Superliga, que tem muito mais visibilidade e o nível é altíssimo”, explica. Aí vale a ajuda do técnico Wagão no Pinheiros. “Gosto de ter responsablidade, mas o Wagão e a comissão estão sempre dando suporte. E acho que a gente tem que ser assim, e ir para cima sempre. Não pode se acomodar”, comenta.

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Rosamaria já figurou listas de musas do vôlei

Ela também diz não acompanhar de perto das estatísticas. Na quinta rodada, quando assumiu a liderança entre as pontuadoras, só ficou sabendo do feito pela assessoria de imprensa da CBV. Agora, segunda colocada nesse quesito e quinta melhor no ataque, ela segue distante dos números e focada em seu time.

Outro título que não incomoda Rosamaria é o de musa. Ela se diverte com o assunto. “Vire e mexe eu vejo umas fotinhos minhas em blogs ou eleições de musas da Superliga, mas eu nunca ganhei nada. Ah, eu gosto”, diz um pouco envergonhada. A bela catarinense já se arriscou como modelo, mas a timidez atrapalhava. “Sempre que aparecia algum trabalho eu pensava em não fazer. E também já jogava e estudava, não dava. Tenho até vontade de fazer mais alguma coisa, como fotos, mas ainda não procurei nenhuma agência”, comenta.

Falando em musa, outra bela jogadora é referência para Rosamaria nas quadras. A oposta, mas que atuou como ponteira e exerceu essa função nas seleções de base, considera Jaqueline uma atleta completa e um exemplo. Segundo a jovem, a veterana já deu conselhos e trata muito bem as novatas da base.

Nesta Superliga, o reencontro entre ídolo e pupila será na primeira rodada do returno. O Pinheiros estreou no torneio nacional com vitória sobre o Minas, antes da contratação de Jaque pela equipe de Belo Horizonte. Por enquanto, foco de Rosamaria está nas próximas rodadas do Pinheiros, que tem pela frente Sesi e Rexona. Parada dura e mais desafios para Rosamaria e companhia.

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